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Venda direta de diesel pela Petrobras cresce 550% e acirra debate sobre RenovaBio

A venda direta de Diesel B pela Petrobras a grandes consumidores disparou em janeiro de 2026. Dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) apontam que o volume negociado pela estatal nessa modalidade foi de 7.276 metros cúbicos no primeiro mês deste ano. Isso representa mais de sete milhões de litros. Se comparado com o último trimestre de 2025, trata-se de um crescimento de 550%. Entre outubro e dezembro, foram registradas as vendas de 1.104 de metros cúbicos vendidos. Isso provoca descontentamento em pessoas ligdas a distribuidoras ouvidas pela coluna. Isso pela interpretação de que a Petrobras vende sem estar sujeita às mesmas regras das demais. Diesel B é o combustível resultante da mistura do Diesel A, aquele resultante do refino do petróleo, com biodiesel. O principal impulso para o aumento das vendas da Petrobras veio de Minas Gerais. Foram negociados 6.399 de metros cúbicos após a estatal fechar acordo de fornecimento com a Vale. Em nota, a Petrobras a venda direta de Diesel B aproxima a companhia do agronegócio, sendo um novo modelo de atuação com eficiência operacional, competitividade de mercado e transição energética justa para o Brasil. A contrariedade das distribuidoras é porque a Petrobras, ao fazer a venda direta, fica isenta dos custos associados ao RenovaBio. O programa obriga as empresas a comprar CBIOs (Créditos de Descabornização) em volume proporcional à sua participação no mercado de combustíveis fósseis. Cada CBIO significa uma tonelada de carbono que deixou de ser emitida. O argumento é que, ao realizar a venda e não se sujeitar às obrigações de comprar certificados, existe uma assimetria concorrencial. O Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes) já pediu à ANP a suspensão das vendas diretas ou a revisão do arcabouço regulatório. A Petrobras afirma que "todas as atividades de comercialização realizadas nos contratos de fornecimento de óleo diesel B observam rigorosamente a legislação brasileira vigente, incluindo a legislação ambiental aplicável." Segundo os números da agência, a estatal representa pouco mais de 4% do mercado de Diesel B destinado a grandes consumidores.

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Caixa anuncia que suspenderá serviços relacionados ao Pix

A decisão da Caixa Econômica Federal de encerrar a oferta de dois serviços ligados ao sistema Pix nas casas lotéricas levantou polêmicas. A medida prevê a suspensão das operações de Pix Saque e Pix Troco a partir do dia 16 de março, o que provocou insatisfação entre empresários do segmento. A informação foi divulgada pela Federação Brasileira das Empresas Lotéricas (Febralot). O comunicado foi enviado às unidades no fim de fevereiro, contrariando mais de 13 mil permissionárias espalhadas pelo país. Diante da decisão, a entidade encaminhou no dia 24 de fevereiro um ofício ao banco solicitando a revisão da medida. No documento, a federação argumenta que normas internas publicadas pela própria Caixa em 2022 e 2025 estabeleceram a oferta obrigatória das duas modalidades nas lotéricas. Segundo a Febralot, a paralisação repentina dos serviços contraria os contratos firmados com os permissionários e pode gerar prejuízos operacionais e comerciais para milhares de estabelecimentos. Outro ponto destacado pela entidade é o impacto social da mudança. A federação afirma que, em muitos municípios brasileiros, as lotéricas representam o único ponto de acesso da população a serviços financeiros básicos. Caixa toma decisão polêmica sobre suspensão do Pix As funções de Pix Saque e Pix Troco foram criadas para ampliar o acesso ao dinheiro físico utilizando a infraestrutura do próprio comércio. No primeiro caso, o cliente realiza uma transferência via Pix e recebe o valor em dinheiro no estabelecimento. Já no Pix Troco, o consumidor faz uma compra e aproveita a operação para retirar parte do valor em espécie. Para o presidente da federação, Ricardo Amado Costa, esses serviços são eldquo;instrumentos de inclusão financeira, praticidade e segurançaerdquo;. Ele também criticou o fato de não haver confirmação de que a suspensão atingirá outros estabelecimentos comerciais, como supermercados ou farmácias. Caso a restrição se aplique apenas às lotéricas, segundo ele, o setor pode perder competitividade e fluxo de clientes.

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Abicom - Nota de Posicionamento

A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS IMPORTADORES DE COMBUSTÍVEIS endash; Abicom, uma instituição que representa agentes importadores, e que tem como principal objetivo promover o desenvolvimento do setor de combustíveis líquidos no Brasil, com foco na expansão e garantia do abastecimento nacional, valorizando a livre concorrência e incentivando investimentos. Por meio desta nota, alerta para o fato de que as defasagens nos preços dos combustíveis praticados pela Petrobras atingiram valores recordes. Considerando que as refinarias nacionais não têm capacidade de produzir os volumes demandados dos principais combustíveis derivados do petróleo, entre eles o óleo diesel, que é amplamente utilizado no transporte de passageiros e cargas e a gasolina que tem forte presença na mobilidade urbana, gerando a necessidade de importação de aproximadamente 30% da demanda do óleo diesel e 10% da demanda de gasolina. Considerando que as regiões Norte, Nordeste, Centro Oeste e Sul (via Paranaguá) estão mais dependentes do suprimento de produtos oriundos de refinarias privadas e de produtos importados, e que o óleo diesel vendido aos consumidores recebe a adição de 15% de biodiesel e a gasolina recebe a adição de 30% de etanol anidro, e que estes biocombustíveis têm preços distintos nas diversas regiões do país. Alerta que os consumidores estão expostos a diferentes níveis de preços do óleo diesel e da gasolina, podendo as diferenças atingir valores que superem R$ 1,00 por litro de óleo diesel e R$ 0,40 por litro na gasolina. O acompanhamento dos preços dos combustíveis no mercado nacional aos preços do mercado internacional é recomendável para mitigar riscos de desabastecimento e desalinhamento dos fluxos logísticos existentes na cadeia de suprimentos. Rio de Janeiro, 05 de março de 2026 Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom)

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Posicionamento Fecombustíveis - Impacto da guerra no setor de combustíveis

A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), entidade que reúne 34 sindicatos patronais e representa cerca de 45 mil postos de combustíveis no país, atenta aos recentes acontecimentos no Oriente Médio que vem afetando as cotações do petróleo no mercado internacional, e diante das diversas informações divulgadas nos meios de comunicação sobre os impactos nos preços de combustíveis no Brasil, vem a público esclarecer o seguinte. O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã tem gerado aumento nos preços do petróleo e, consequentemente, de seus derivados no mercado internacional. A Petrobras responde por aproximadamente 70% do suprimento de combustíveis para o mercado interno e o país tem a necessidade de importar cerca de 30% de óleo diesel e 10% de gasolina. Por isso, os preços nacionais são afetados pelos preços praticados no mercado externo. Além disso, o parque de refino no Brasil é composto por refinarias privadas, como a Refinaria de Mataripe, controlada pela Acelen (BA), a Refinaria Clara Camarão (RN) e a Refinaria do Amazonas (AM), que geralmente seguem os preços do mercado internacional, diferente dos preços praticados pela Petrobras. Há ainda empresas que realizam importação de combustíveis para distribuição no mercado interno, que também são diretamente impactadas pelos preços internacionais. Importante esclarecer que os postos de combustíveis somente podem comprar derivados de petróleo fornecidos pelas distribuidoras, não tendo a liberdade de comprar diretamente das refinarias ou dos importadores, razão pela qual os preços de revenda são diretamente impactados pelos preços praticados pelas distribuidoras. Segundo relatos recebidos pela Fecombustíveis, as distribuidoras vêm elevando os preços de fornecimento aos postos de combustíveis, possivelmente em razão do aumento dos custos de aquisição nas etapas de refino (especialmente junto às refinarias privadas) e de importação. Os postos revendedores, por sua vez, representam apenas o último e mais frágil elo da cadeia de comercialização e estão sujeitos ao aumento do custo para a compra dos combustíveis junto às distribuidoras, com possíveis reflexos nos preços ao consumidor. A Fecombustíveis lembra que o mercado é livre e competitivo em todos os elos da cadeia, cabendo a cada agente determinar se irá ou não repassar eventuais aumentos ou reduções de custos, conforme a lógica de mercado e as estratégias competitivas de cada empresa. Esta Federação considera de fundamental importância esclarecer os fatos, para que os postos revendedores não sejam injustamente responsabilizados por fiscalizações ou mesmo pela opinião pública em razão do aumento dos custos de operação causados por majorações de preço ocorridas em etapas anteriores da cadeia.

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Lucro da Ultrapar no 4º trimestre cai 71%

A Ultrapar, dona das marcas Ipiranga, Ultragaz, Ultracargo e Hidrovias do Brasil, registrou lucro líquido de R$ 256 milhões no quarto trimestre de 2025, 71% abaixo do ganho apurado um ano antes. De acordo com a companhia, o resultado inclui o efeito negativo de R$ 183 milhões da baixa de ativos, principalmente da navegação costeira, que teve a venda concluída em novembro. O quarto trimestre de 2024, disse a empresa, incluiu o efeito positivo de R$ 711 milhões de créditos fiscais extraordinários e o efeito pontual negativo de R$ 124 milhões do imposto de renda diferido do KMV (programa KM de Vantagens). eldquo;Excluindo-se os efeitos extraordinários mencionados, o lucro líquido teria sido R$ 439 milhões, crescimento de 49%, refletindo o resultado operacional recorde do período, apesar da maior depreciação e amortização e do pior resultado financeiroerdquo;, disse comunicado da holding, que acompanha o balanço. No período, a receita líquida da holding do grupo Ultra subiu 7%, para R$ 37,97 bilhões. Na mesma base de comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado recuou 34%, para R$ 1,56 bilhão. Já na métrica recorrente, o Ebitda ajustado subiu 36%, para R$ 1,74 bilhão. Ipiranga O volume vendido pela Ipiranga, subsidiária da Ultrapar, subiu 7% no quarto trimestre de 2025, para 6,44 milhões de metros cúbicos, com a recuperação do mercado em meio ao avanço no combate às irregularidades no segmento de combustíveis. A receita líquida no período foi de R$ 32,12 bilhões, alta de 6% na comparação anual, refletindo o maior volume de vendas no período. O Ebitda ajustado no quarto trimestre de 2025 foi de R$ 1,16 bilhão, baixa de 37% na comparação com o mesmo período de 2024. Já na métrica recorrente, o Ebitda ajustado subiu 26%, para R$ 1,06 bilhão, explicado por maiores volumes e melhores margens, decorrentes de recomposição do mercado em meio ao avanço no combate às irregularidades. A margem Ebitda ajustada recorrente foi de R$ 165 por metro cúbico, alta de 18% na mesma base de comparação. No acumulado de 2025, a companhia vendeu um volume de 23,92 milhões de metros cúbicos, estável em relação a 2024. As receitas subiram 5% de um ano para outro, para R$ 127,63 bilhões. Para ler esta notícia, clique aqui.

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Raízen diz que avalia receber aporte de R$ 4 bilhões e que pode pedir recuperação extrajudicial

A Raízen anunciou, em fato relevante divulgado nesta quarta-feira (4), que avalia se vai receber um aporte de R$ 4 bilhões, sendo R$ 3,5 bilhões da Shell. A Aguassanta Investimentos, fundo da família de Rubens Ometto, controlador da Cosan, se propõe a injetar os outros R$ 500 millhões. A empresa, uma joint venture entre Cosan e Shell, também disse que, se necessário, pode pedir recuperação extrajudicial. O plano é conseguir discutir com os credores uma solução consensual para a alavancagem emdash;em dezembro, a empresa tinha dívida líquida de R$ 55,3 bilhões, um aumento de 43,3% em um ano. Nesta terça-feira (3), o presidente da Shell Brasil, Cristiano Pinto da Costa, afirmou que esperava que a Cosan também fizesse um aporte de R$ 3,5 bilhões na Raízen. Ambas têm 44% do capital. "Nossa expectativa é que o outro acionista possa contribuir de maneira proporcional", disse. O aporte de R$ 4 bilhões seria usado para reestruturar o passivo. Os sócios negociam com credores uma saída para injetar dinheiro no negócio. O fato relevante afirma que pode haver conversão de dívidas em capital, venda de ativos e "simplificação" dos negócios. Além de produzir açúcar e etanol, a Raízen é distribuidora de combustíveis. No comunicado, a empresa afirma que vai operar normalmente e que as medidas não vão impactar clientes, fornecedores ou revendedores. No mercado de títulos, os investidores estavam evitando os papéis da Raízen justamente por rumores de um plano de renegociação da dívida. Os sócios já tinham um plano para vender ativos não relacionados ao negócio principal desde o fim de 2024. Segundo Pinto da Costa, a Shell procurou um novo sócio para a Raízen, mas não encontrou.

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