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Governo federal atrasa aumento do biodiesel em combustível e ignora pressão do agro

A mistura do biodiesel no diesel deveria ter aumentado de 15 para 16% no dia 1º de março. Mas, para começar a valer, a medida ainda depende de aprovação do Conselho Nacional de Política Energética, o CNPE, vinculado ao Ministério de Minas e Energia. O conograma previsto é que, a partir deste ano, a mistura suba 1% a cada ano até atingir 20% em 2030. A implementação, no entanto, está atrasada. No ano passado, aconteceu o mesmo e a mudança para o B15 só entrou em vigor em agosto. Em meio à guerra no Irã, parlamentares ligados ao agro têm cobrado o governo federal. O temor é que o preço dos combustíveis dispare em todo o mundo. E o atraso no aumento da mistura eleve ainda mais a inflação no Brasil. A Frente Parlamentar Mista do Biodiesel diz que o cenário é de redução no preço do biocombustível, não só pelo conflito no Oriente Médio, mas também pela previsão de safra recorde de soja neste ano. "Portanto, a adoção do B16 não terá efeito inflacionário na revenda dos combustíveis e nem no IPCA", diz a Frente. Apesar disso, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, descartou um reajuste imediato nos preços. A pressão também é feita pela Confederação da Agricultura e Pecuária, que enviou um ofício ao MME, nesta sexta (6), cobrando o aumento urgente da mistura obrigatória dos atuais 15% para 17%. A entidade diz que o atraso da implementação do B16 já é um fator de redução do potencial de amortecimento de crises. "No novo quadro da geopolítica mundial, o avanço imediato para 17% surge como medida razoável para a realidade nacional", disse o presidente da CNA, João Martins. Procurado pelo Painel, o Ministério de Minas e Energia não se manifestou.

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Conflito no Oriente Médio eleva pressão sobre diesel e fertilizantes no campo

A escalada da tensão no Oriente Médio já acende um alerta no agronegócio brasileiro, sobretudo pelo impacto imediato sobre os custos de produção. A avaliação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) é que o principal efeito do conflito, neste momento, vem do encarecimento do petróleo, dos fertilizantes nitrogenados e do frete marítimo, em razão da importância estratégica da região para o fornecimento global de energia e insumos agrícolas. Segundo estudo técnico da entidade, o Oriente Médio concentra cerca de 20% do comércio internacional de petróleo e gás natural, 30% dos fertilizantes comercializados no mundo e entre 25% e 35% do comércio global de amônia e ureia. Qualquer interrupção no Estreito de Ormuz, portanto, tem potencial para pressionar rapidamente os preços internacionais e atingir o mercado brasileiro. O diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, afirma que a principal preocupação imediata está na alta do petróleo, que saiu da faixa de US$ 70 para US$ 86 o barril em poucos dias. Segundo ele, esse movimento já afeta diretamente o campo em um momento sensível do calendário agrícola, com a colheita da soja e o plantio do milho. emdash; O que nos preocupa mais é o aumento no preço do petróleo. O barril estava na casa de 70, já chegou a 86 e está só subindo emdash; disse. Diesel Um levantamento da CNA mostra que, entre o fim de fevereiro e o início de março, o barril do Brent subiu 27%, enquanto a ureia no Brasil avançou 33%. Diante disso, a entidade pediu ao Ministério de Minas e Energia a elevação imediata da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, de 15% para 17%, como forma de conter parte da pressão sobre o combustível usado nas operações agrícolas e no transporte. Para Lucchi, o diesel é hoje o ponto mais sensível. emdash; Esse é o ponto mais crítico, porque está pegando já neste momento emdash; afirmou. Ele observa que a discussão sobre antecipar o aumento da mistura de biodiesel ocorre em um contexto de safra recorde de soja, estimada em 170 milhões de toneladas, e de preços deprimidos ao produtor, abaixo de R$ 100 por saca em várias regiões. Na frente dos insumos, a atenção está voltada aos fertilizantes nitrogenados, dos quais o Brasil depende fortemente de fornecedores da região, principalmente do Irã emdash; atacado por Estados Unidos e Israel há uma semana emdash; e de Omã. Lucchi pondera, porém, que o abastecimento da segunda safra de milho já está garantido e que o impacto mais relevante tende a aparecer no segundo semestre, quando produtores começarem a fechar compras para a safra 2026/2027. emdash; Ainda há algumas semanas para avaliar para que lado o mercado vai antes de decidir comprar emdash; disse. No comércio exterior, a avaliação da CNA é de que, no curto prazo, o maior ponto de atenção está no milho exportado ao Irã, que responde por 68% das vendas brasileiras ao país. Das 40 milhões de toneladas exportadas pelo Brasil no ano passado, 9 milhões tiveram como destino o mercado iraniano. Ainda assim, o risco imediato é menor porque o pico histórico desses embarques ocorre entre agosto e janeiro. emdash; O período em que historicamente a gente mais amplia as exportações de milho para lá é a partir de agosto, setembro até janeiro. Neste momento, estamos mandando muito pouco milho emdash; explicou Lucchi. O Irã responde por cerca de US$ 3 bilhões em compras do Brasil, sendo 99% desse valor concentrado no agronegócio. No caso da soja e do açúcar, o efeito tende a ser administrável. As vendas ao mercado iraniano representam 1,3% de toda a soja exportada pelo Brasil e 1,7% do açúcar vendido ao exterior, volumes que, segundo a entidade, podem ser redirecionados a outros mercados sem maiores distorções. Já no Oriente Médio como um todo, a cadeia mais exposta neste momento é a de proteína animal. Cerca de 30% da carne de frango exportada pelo Brasil têm a região como destino, e empresas do setor já buscam rotas alternativas para contornar dificuldades logísticas ligadas ao Estreito de Ormuz. Segundo Lucchi, apesar do aumento do frete, dos seguros e dos desvios de rota, os embarques seguem ocorrendo. Na carne bovina, o impacto tende a ser mais limitado. O Oriente Médio respondeu por 6,8% do valor exportado pelo Brasil em 2025, percentual inferior ao de mercados como China, México, EUA e Chile. Para a CNA, estimativas de alta de 30% a 40% no frete ainda parecem exageradas, já que o impacto concreto sobre as rotas globais ainda não se materializou. Para o setor, o cenário exige acompanhamento permanente, mas ainda não justifica reação precipitada. eldquo;Não é motivo para pânicoerdquo;, resumiu Lucchi, ao avaliar que a evolução do conflito ainda pode alterar rapidamente custos e logística do comércio agrícola global.

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O preço da gasolina de Trump e o futuro do morticínio no Irã

O preço médio dos combustíveis nos EUA aumenta desde que começou a guerra contra o Irã. Lá não tem Petrobras para amaciar a variação de preços. Nesta quinta, a gasolina comum custava 12,5% mais do que na média de fevereiro. Por falar nisso, o litro custava R$ 4,54. Na média brasileira, R$ 6,3 emdash;a renda média americana é o quádruplo da brasileira. Passemos. Combustíveis mais baratos ajudavam a conter a inflação nos EUA. Mas o nível de preços desde a inflação da pandemia ainda machuca a metade mais pobre do país, que não vem tendo aumento real de salário nem se beneficia do aumento de riqueza com a alta das ações. Mesmo sem guerra, preços seriam um problema para Donald Trump e o Partido Republicano nas eleições do final do ano. Em entrevista nesta quinta, Trump disse que não se preocupa com isso: "...[os preços] vão cair muito rapidamente quando isso [guerra] terminar e, se subiram, subiram...". E daí? Não se sabe o que os Estados Unidos trumpianos querem com a guerra contra o Irã, se é que eles sabem. Sem objetivo definido, não há medida de sucesso e, pois, baliza para dar fim ao conflito. Nem mesmo é possível medir se tal ou qual quantidade de perdas, como mortes, destruição ou perda de prestígio político e internacional, vale a continuidade da guerra. Afora Xi Jinping ou país com bomba atômica, quase apenas altas de preços e tumultos nos mercados financeiros têm feito Trump recuar de ameaças e medidas lunáticas. Gasolina, ações e variações perigosas das taxas de juros nem de longe servem como avaliação de sucesso na guerra. Mas seriam a medida de Trump, outra vez? O Seamp;P 500, um índice muito importante do mercado de ações nos EUA caiu apenas 1% em relação à sexta passada, antes do começo da guerra. É nada, dada a volatilidade do Seamp;P 500. O preço do barril de petróleo Brent já aumentou mais de 16% desde então, bem pior, embora, em um dia qualquer, o preço do Brent pode variar mais ou menos 5%, em média, ao do mês anterior (é assim desde 2023). Dado o tamanho do enrosco e do risco de desastre ainda maior, não são variações descabeladas. Quase não passa navio pelo famoso estreito de Hormuz, por onde sai o equivalente a 20% do consumo diário de petróleo no mundo. É medo de bomba. Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos em parte contornam o estreito recorrendo a oleodutos; petroleiras americanas podem produzir mais, assim como as de países de fora da zona do conflito. No curtíssimo prazo, semanas, não compensam 15% da perda com Hormuz. Quanto mais tempo de asfixia, maior o risco para preços, mas o fim do ataque daria alívio quase imediato (claro, os efeitos da guerra vão muito além disso, em particular para os mortos). Trump disse que a guerra duraria mais quatro semanas, sabe-se lá com base em qual cenário. Na média das pesquisas calculada pelo Silver Bulletin, a popularidade de Trump se move pouco desde meados de janeiro. A desaprovação é agora de 54,9%; a aprovação, de 42,5% saldo negativo de 12,4 pontos (era positivo de 11,6 no início do mandato). A insatisfação é bem parecida com a desaprovação desta guerra de Trump: no pior dos casos, das pesquisas, é de 59%. Portanto, o morticínio no Irã por ora não afeta ainda mais o prestígio desse bucaneiro perverso e demente, que é capaz de falar de escolha de cortinas douradas para o salão de baile que está construindo na Casa Branca no meio de um discurso sobre a guerra. Preços e prestígio por ora parecem os motivos à vista que podem conter Trump.

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Fecombustíveis relata alta nos preços de combustíveis por distribuidoras

A Fecombustíveis, entidade que representa cerca de 45 mil postos de combustíveis no Brasil, informou nesta quinta-feira que recebeu relatos sobre o aumento dos preços praticados por distribuidoras. Essa elevação é atribuída ao impacto da alta do petróleo no mercado internacional, decorrente do conflito no Golfo Pérsico. Segundo a entidade, o mercado é livre e cada posto pode decidir se repassará ou não os aumentos de custos, conforme as estratégias competitivas de cada empresa. A Fecombustíveis destacou que, apesar de a Petrobras, responsável por aproximadamente 70% do abastecimento no país, não ter alterado seus preços, o mercado também é abastecido por combustíveis importados e refinarias privadas, que estão reagindo à alta do petróleo. eldquo;Por isso, os preços nacionais são afetados pelos preços praticados no mercado externoerdquo;, afirmou a entidade. Ela acrescentou que os postos revendedores são o último elo da cadeia de comercialização e estão sujeitos ao aumento dos custos de compra dos combustíveis junto às distribuidoras, o que pode refletir nos preços ao consumidor. A Fecombustíveis também mencionou que refinarias privadas, como Mataripe (Bahia), Clara Camarão (Rio Grande do Norte) e a do Amazonas, geralmente seguem os preços do mercado internacional. Desde o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, os preços do petróleo saltaram, resultando em riscos de navegação no Estreito de Ormuz, onde circulam 20% do petróleo global, além da redução na produção em países como Iraque e Catar. Nesta quinta-feira, o petróleo Brent subiu US$ 4,01, ou 4,93%, alcançando US$ 85,41 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos subiu US$ 6,35, ou 8,51%, atingindo US$ 81,01, seu maior valor desde julho de 2024. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a empresa está avaliando o mercado e evita repassar a volatilidade global aos preços locais. Contudo, até a manhã desta quinta-feira, o desconto do diesel da Petrobras em relação ao produto importado havia atingido cerca de 30%, a maior defasagem desde 2022, segundo nota do Goldman Sachs. O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araujo, comentou que compreende a decisão da Petrobras de esperar uma acomodação do mercado, mas acredita que já é hora de aumentar os preços internos, citando riscos de desestímulo às compras pelos importadores. A distribuidora Ipiranga, uma das três maiores do Brasil, afirmou que acompanha continuamente as condições de mercado e pode realizar ajustes comerciais, sempre em conformidade com a legislação. A empresa ressaltou que eldquo;o preço final nos postos é definido pelos revendedores, uma vez que o mercado brasileiro opera sob o princípio da livre concorrênciaerdquo;. As outras duas principais distribuidoras não se manifestaram. O IBP, que representa todas as distribuidoras, declarou que a formação de preços dos combustíveis na cadeia de distribuição nacional é livre, seguindo a dinâmica de oferta e demanda. A Fecombustíveis enfatizou a importância de esclarecer os fatos para evitar que os postos revendedores sejam injustamente responsabilizados pelo aumento dos custos de operação.

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Pressão por B16 e por reajuste da Petrobras: mercado de combustíveis reage à alta do petróleo

O mercado nacional de combustíveis está reagindo à alta no preço internacional do barril de petróleo causada pela guerra no Oriente Médio com maiores pressões para reajustes nos preços praticados nas refinarias pela Petrobras e o reforço do pleito pelo aumento da mistura de biodiesel para 16%. Três Frentes Parlamentares do agronegócio divulgaram um manifesto na quarta-feira (4/3) defendendo a elevação da mistura para 16% de biodiesel no diesel (B16). O segmento afirma que a elevação do uso do biodiesel pode diminuir a dependência da importação de combustíveis e minimizar a exposição cambial. O aumento já está previsto na Lei do Combustível do Futuro, mas depende de uma decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Já as refinarias privadas e importadores de combustíveis estão operando com prejuízo, pois os preços praticados pela Petrobras para o diesel e a gasolina estão muito abaixo do mercado internacional. Cálculos da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) indicam que o cenário é mais grave para o diesel, justamente o derivado em que o Brasil tem maior dependência do exterior. Dados da associação indicam que o diesel vendido pela estatal estava 42% abaixo das cotações internacionais no fechamento de terça (3/3), com necessidade de um reajuste de R$ 1,37 por litro. A Petrobras não altera os preços do diesel desde maio de 2025. Já para a gasolina a defasagem era de 18%, correspondente a R$ 0,45 por litro. O combustível teve um reajuste no final de janeiro, quando a Petrobras reduziu os preços em 5,2%. Hoje, o Brasil importa cerca de 600 mil barris/dia de derivados, para suprir cerca de 20% da demanda nacional, sobretudo de diesel. Os refinadores privados acabam seguindo preços similares aos praticados pela Petrobras, já que a companhia é responsável por suprir 60% do mercado. eldquo;As refinarias domésticas aqui no Brasil não vão ficar indefinidamente produzindo e vendendo para perder dinheiroerdquo; diz Evaristo Pinheiro, presidente da Refina Brasil, entidade que representa as empresas privadas nesse setor no Brasil. A Petrobras segue indicando que evita internalizar volatilidades externas para o preço dos combustíveis brasileiros. No entanto, caso se confirmem os novos patamares nas negociações internacionais, a estatal vai precisar alterar os preços. Na quarta (4/3), o Brent para maio fechou a US$ 81,40 o barril, estável em relação ao dia anterior.

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Postos relatam alta nos combustíveis por distribuidoras, diz entidade

A Fecombustíveis, que reúne sindicatos patronais que representam cerca de 45 mil postos de combustíveis no país, afirmou nesta quinta-feira ter recebido relatos de que distribuidoras estão elevando os preços, por impacto da alta do petróleo no mercado internacional devido ao conflito no Golfo Pérsico. De acordo com a entidade, o mercado é livre e cabe a cada posto determinar se irá ou não repassar eventuais aumentos de custos, conforme a lógica da livre concorrência e das estratégias competitivas de cada empresa. O reajuste relatado ocorre apesar de a Petrobras, que responde por cerca de 70% do abastecimento no Brasil, não ter alterado seus preços. Mas o mercado também é abastecido por combustível importado e algumas refinarias privadas, que estão reagindo à disparada do petróleo, acrescentou a Fecombustíveis. "Por isso, os preços nacionais são afetados pelos preços praticados no mercado externo", afirmou a entidade. "Os postos revendedores, por sua vez, representam apenas o último e mais frágil elo da cadeia de comercialização e estão sujeitos ao aumento do custo para a compra dos combustíveis junto às distribuidoras, com possíveis reflexos nos preços ao consumidor", acrescentou. Além do produto importado pelas distribuidoras ou importadores, refinarias privadas como Mataripe (Bahia), Clara Camarão (Rio Grande do Norte) e a do Amazonas geralmente seguem os preços do mercado internacional, disse a Fecombustíveis. Os preços do petróleo saltaram desde o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, com o conflito resultando em riscos de navegação para petroleiros no Estreito de Ormuz, por onde circulam 20% do petróleo global, e pela redução na produção em países como Iraque e Catar. Nesta quinta-feira o petróleo Brent subiu US$4,01, ou 4,93%, a US$85,41 por barril, em uma quinta sessão de ganhos. O petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos subiu US$6,35, ou 8,51%, a US$81,01, seu maior valor desde julho de 2024. A Petrobras está avaliando o mercado, já que evita repassar a volatilidade global do petróleo aos preços locais de combustíveis, afirmou a presidente da petroleira, Magda Chambriard, à Reuters, no início da week. Mas, com a alta do preço do petróleo e derivados no mercado internacional, até a manhã desta quinta-feira o desconto do diesel da Petrobras em relação ao produto importado havia atingido cerca de 30%, a maior defasagem desde 2022, apontou o Goldman Sachs em nota aos clientes. O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araujo, afirmou à Reuters nesta quinta-feira que entende a decisão da Petrobras de esperar uma acomodação do mercado antes da realização de reajustes, mas pontuou que já está na hora de elevar os preços internos, citando riscos de a conjuntura desestimular compras pelos importadores, que abastecem parte do mercado. Procurada, a distribuidora Ipiranga -- uma das três maiores do país, juntamente com Vibra e Raízen -- afirmou que a empresa acompanha continuamente as condições de mercado e pode realizar ajustes comerciais, sempre em conformidade com a legislação vigente e alinhada às práticas do setor. A empresa disse ainda que "o preço final nos postos é definido pelos revendedores, uma vez que o mercado brasileiro opera sob o princípio da livre concorrência, conforme estabelece a legislação". As outras duas principais distribuidoras não se manifestaram, enquanto o IBP, que representa todas elas, afirmou que a formação de preços dos combustíveis na cadeia de distribuição nacional é livre, seguindo a dinâmica de oferta e demanda. Já a Fecombustíveis ressaltou a importância de "esclarecer os fatos", para que os postos revendedores não sejam "injustamente responsabilizados" pela opinião pública em razão do aumento dos custos de operação causados por majorações de preço ocorridas em etapas anteriores da cadeia. Conflito torna mais difícil para indicado do presidente defender redução das taxas nos EUA, dizem economistas.

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