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Ibama multa Petrobras em R$ 2,5 milhões por vazamento em perfuração na Foz do Amazonas

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) lavrou um auto de infração contra a Petrobras no valor de R$ 2,5 milhões pelo vazamento de fluido durante a perfuração de poço na bacia Foz do Amazonas. O acidente ocorreu em janeiro. Segundo o Ibama, a autuação decorre da descarga de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa (mistura oleosa) no mar, oriunda do navio sonda 42 (NS-42). O fluido de perfuração é uma mistura de produtos utilizada durante o processo de perfuração de poços nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás. De acordo com o Ibama, o líquido descarregado acidentalmente no mar pela Petrobras contém componentes classificados na categoria de risco B, o que representa risco médio tanto para a saúde humana quanto para o ecossistema aquático. A partir do auto de infração, a Petrobras tem prazo de 20 dias para efetuar o pagamento da multa ou apresentar defesa administrativa. Após o acidente, a petroleira afirmou que o material é biodegradável e não causa impactos ambientais. Procurada pela agência Reuters para comentar a multa, a Petrobras não respondeu até a publicação. Nesta semana, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) autorizou a Petrobras a retomar a perfuração do poço, que havia sido paralisada no início do ano devido ao vazamento, impondo algumas condicionantes. Inicialmente, a estatal previa concluir as atividades no poço em aproximadamente cinco meses. O vazamento do fluido gerou protestos de ativistas e organizações indígenas locais, que há anos alertam sobre o impacto potencial que a exploração de petróleo pode ter nos ecossistemas marinhos e costeiros da região. O presidente do Ibama disse à Reuters, mais cedo, que o órgão é muito rigoroso na concessão de licenciamento de exploração porque, embora acidentes aconteçam, os planos de gerenciamento são feitos para "reduzir ao máximo a possibilidade da ocorrência desse tipo de situação". "É aquela coisa, você tem o extintor na parede, mas não quer que tenha um incêndio", comparou ele, ao avaliar que a região da Foz do Amazonas é "mais sensível" porque, mesmo estando em alto mar, tem áreas de corais e manguezais na costa. O presidente do Ibama citou que a Petrobras é a autuada número 1 do órgão ambiental, "normalmente por causa de pequenos incidentes". (Reuters)

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Petróleo fecha dia em alta após negociações entre EUA e Irã, mas cai na semana

Os contratos futuros de petróleo fecharam alta nesta sexta-feira 6, em uma sessão marcada pelo encontro entre Estados Unidos e Irã em Omã para tratar de um possível acordo nuclear, bem como a fraqueza do dólar ante pares rivais. O petróleo WTI para março negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em alta de 0,41% (US$ 0,26), a US$ 63,55 o barril. Já o Brent para abril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 0,74% (US$ 0,50), a US$ 68,05 o barril. Os preços da commodity, contudo, tiveram o primeiro declínio semanal em pouco mais de um mês, com o WTI em baixa de 2,54% e o Brent cedendo 1,83%. Em sessão volátil, os preços do petróleo inverteram sinal e passaram a subir no começo da tarde, após as conversas indiretas entre Washington e Teerã terem sido encerradas eldquo;por enquantoerdquo;. As delegações iraniana e norte-americana compareceram separadamente ao palácio destinado às conversas com o ministro das Relações Exteriores do Omã, Badr al-Busaidi. Segundo o The Wall Street Journal, o país persa manteve sua recusa em encerrar o enriquecimento de combustível nuclear nas negociações, mas sinalizou disposição para continuar trabalhando em busca de uma solução diplomática que possa evitar um ataque dos EUA na região. A preocupação de traders é que uma potencial escalada nas tensões possa levar a uma ruptura na infraestrutura de petróleo iraniana ou interrupção do transporte através do Estreito de Ormuz. eldquo;Embora as negociações possam ir para qualquer lado e as ameaças de ação militar do presidente dos EUA, Donald Trump, sejam reais acreditamos que o Irã acabará por ceder, abrindo caminho para um acordo nuclear e evitando o colapso do regimeerdquo;, diz Peter Cardillo, da Spartan Capital. Tal desfecho provavelmente faria os preços do petróleo caírem acentuadamente, enfatiza ele. (Estadão Conteúdo)

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Superávit comercial do Brasil é cada vez mais dependente do petróleo

Em 2025 o resultado da balança comercial brasileira ficou mais dependente das trocas em petróleo de derivados. O superávit desses produtos alcançou US$ 29,6 bilhões em 2025, recorde da série histórica. O pico anterior foi em 2024, com US$ 28,2 bilhões. O saldo em petróleo e derivados em 2025 foi equivalente a 43,3% dos US$ 68,3 bilhões de superávittotal da balança comercial do ano, ultrapassando os 38% de 2024. Os dados são do Indicador de Comércio Exterior (Icomex), levantado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic). O aumento do superávit em petróleo e derivados tem sido puxado pela exportação do óleo bruto, aponta Lia Valls, professora na UERJ e pesquisadora associada do FGV Ibre. Clique aqui para continuar a leitura.

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Gasolina cai 16% na refinaria, mas preço sobe 37% nos postos em 3 anos

Desde dezembro de 2022, a trajetória que derrubou o preço da gasolina em 16,4% para as distribuidoras, de R$ 3,08 para R$ 2,57, não aliviou os motoristas. No mesmo período, o valor médio do litro do combustível nos postos aumentou 37,1%, de R$ 4,98 para R$ 6,33. O que aconteceu Petrobras reduziu preço da gasolina nas refinarias em R$ 0,51 desde dezembro de 2022. No período, foram feitos 11 reajustes, com oito cortes e três elevações. A redução mais recente foi anunciada na semana passada e diminuiu em R$ 0,14 (-5,17%) o valor do combustível para as distribuidoras. Queda nominal de 16,4% da gasolina não aliviou no bolso dos consumidores. Mesmo com os reajustes da Petrobras, o preço médio do litro do combustível nos postos subiu de R$ 4,98 para R$ 6,33 desde a última semana de 2022. Os valores fazem parte dos dados coletados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Custo para encher tanque de 50 litros com gasolina subiu R$ 67,50 em três anos. O valor considera a alta de R$ 1,35 registrada pela ANP no valor médio do litro do combustível. O gasto pode ser ainda maior, conforme o posto escolhido para abastecer. Na semana passada, o preço máximo de revenda no Brasil alcançou R$ 9,29 por litro, valor apurado em estabelecimentos nas cidades de Barueri (SP) e Guarujá (SP). Petrobras responde por menos de um terço (28,4%) do valor final da gasolina. Além da cobrança, o preço para os motoristas é formado pela mistura com o etanol (16,4%), a incidência dos impostos federal (10,7%) e estadual (24,8%) e as margens de distribuição e revenda (19,6%). "Desde a tributação até chegar ao posto, existe um caminho completo que envolve logística, custos operacionais e a própria dinâmica regional que pode afetar os valores", diz Renato Mascarenhas, diretor da Edenred Mobilidade. Custos adicionais na cadeia produtiva limitam queda dos preços nas bombas. "Algumas mudanças tributárias e a valorização do etanol fizeram com que o valor final da gasolina aumentasse nos postos", afirma Ricardo Hammoud, professor do Ibmec-SP. Entre os componentes, a elevação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em R$ 0,10 por litro da gasolina pesou negativamente. Os especialistas explicam que o efeito da alta é quase imediato por representar uma alíquota fixa, aplicada em todo o Brasil. "Quando o ICMS aumenta, como aconteceu no último mês, o impacto é direto e também mais rapidamente sentido nas bombas, independentemente dos valores praticados nas refinarias. [...] Mesmo em momentos de alívio na origem, a carga tributária pode diminuir ou até neutralizar esse efeito para o consumidor a curto prazo". Renato Mascarenhas. Clique aqui para continuar a leitura.

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'Espero a poeira baixar': conversas mostram como agia mulher presa por vender bebida com metanol

Mensagens de áudios do celular de Vanessa Maria da Silva, presa e condenada por falsificação de bebidas, mostram como funcionava o esquema de adulteração numa fábrica clandestina no ABC paulista. Usando palavras cifradas nas conversas, ela vendia bebidas alcoólicas como gim, whisky e vodca adulteradas com metanol para intermediários e estabelecimentos de várias regiões de São Paulo. Vanessa nega a venda de bebida adulterada. O advogado Felipe Brandão questiona o acesso aos dados do celular dela (ver íntegra abaixo). eldquo;A rapidez para condenar contrasta com a morosidade absoluta do processo administrativo instaurado para apurar se houve coação na entrega do celular de Vanessa à políciaerdquo;, afirmou. Em São Paulo, a Secretaria da Saúde registra 52 casos de intoxicação desde setembro, sendo 12 mortes - a última foi de um jovem de 26 anos, no dia 29. Conforme a polícia, as bebidas falsificadas por Vanessa causaram ao menos duas mortes e deixaram um homem cego. O metanol, altamente tóxico e proibido para consumo humano, é letal mesmo em pequenas quantidades. Vanessa foi presa em flagrante em uma fábrica clandestina, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, em outubro. Dois meses depois, ela foi condenada em 1ª instância a sete anos de prisão por adulterar, falsificar ou alterar substâncias alimentícias. elsquo;Mês que vem já normaliza, aí voltamos a vender. Se Deus quiserersquo; A polícia apreendeu documentos e o celular da falsificadora. Foi a partir desse material que os investigadores começaram a desvendar a distribuição clandestina. O Estadão teve acesso à transcrição dos áudios descobertos no celular da acusada. No dia 29 de setembro de 2025, quando o número de casos começou a crescer, a acusada revela mudança de estratégia: eldquo;Morreu gente em SBC bebendo etanol. E essa semana vai ter operação em SP e em SBC. Amanhã eu dispenso isso ai pra vc circularerdquo;. Alguns comerciantes ficaram preocupados com a repercussão, como mostra mensagens de 3 de outubro divulgadas pelo programa Fantástico, da Rede Globo. Vanessa tentou tranquilizar o dono de um bar. Pode ficar tranquilo quanto as coisas que vocês têm aí. Não é da procedência que esta passando ok pode ficar tranquilo mesmo, não terá nenhum problema. Vanessa Maria da Silva Mesmo assim, o cliente decidiu suspender a venda por conta própria. eldquo;Simehellip; porém, achei melhor fazer o recolhimentoerdquo;. A acusada não cogitou suspender a produção, de acordo com gravação do dia 8 de outubro. eldquo;Estou esperando abaixar a poeira. Só o (....) que conversou comigo disse que está difícil de vender. Está vendendo pouco. Só cerveja. Acredito que mês que vem já normaliza, aí voltamos a vender. Se Deus quisererdquo;. Formas para despistar a fiscalização Ao longo do último trimestre do ano passado, a Polícia Civil realizou várias operações contra a produção e comercialização de bebidas alcoólicas adulteradas por metanol. Diante das blitze, Vanessa sugere que alguns contatos comprem os produtos com nota fiscal para tentar ludibriar a fiscalização. Os nomes dos interlocutores foram apagados para não atrapalhar as investigações. eldquo;Oi (...), devido a repercussão que esta tendo, sugiro que compre algumas com nota, o que você usa no dia, por exemplo, para no caso da fiscalização aparecer ter uma nota para apresentarerdquo;. Em diversas passagens, a acusada discute a distinção entre produtos originais e falsificados (referidos como eldquo;passou como origi?erdquo; ou eldquo;fals?erdquo;). Ela menciona que certos produtos precisam de cuidados específicos com o lacre para parecerem originais. eldquo;Tem itens que não tem como retrabalhar em cima, sem a pessoa saber, entende? Então a gente diminui na quantidade de opções pra que não tenha problema, porque, você sabe, quem é acostumado a comer carne reconhece o paladar do frangoerdquo;, afirmou para um interlocutor em agosto de 2024. A delegada da Polícia Civil de São Paulo Isa Lea Abramavicus afirma que os produtos falsificados por Vanessa podem ter sido responsáveis pelos casos de contaminação em São Paulo. eldquo;A gente acredita que esse lote ilegal de bebida que eles fabricavam acabou se espalhando por São Paulo, pela região metropolitanaerdquo;, afirma a titular do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). Embora existam indícios da presença de compradores de outros Estados, a delegada evita estabelecer relações entre a fábrica deste núcleo familiar e outros casos registrados no Brasil. Qual é a principal linha de investigação? Vanessa recebeu pagamentos de diversos de bares, lanchonetes, padarias e restaurantes de São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema e Guarulhos. Os pagamentos foram feitos, em sua maioria, via Pix. Para a polícia, o grupo comprava álcool de postos de gasolina para diluir e fabricar vodcas. Dois postos de combustíveis do ABC foram interditados. Entretanto, o álcool já vinha eldquo;batizadoerdquo; endash; mistura ilegal de etanol com metanol endash; pelos fornecedores dos postos, sem que Vanessa e seu grupo soubessem. Foi uma sobreposição de crimes, de acordo com a polícia. A Polícia Federal investiga se metanol abandonado por criminosos após operação policial contra infiltração do crime organizado no setor de combustíveis tem sido usado para adulterar bebidas alcoólicas.

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Brasil tem superávit comercial de US$ 4,3 bi em janeiro com retração das importações

A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 4,343 bilhões em janeiro, uma alta de 85,8% sobre o dado do mesmo mês de 2025, diante de um recuo mais forte nas importações do que a queda observada nas exportações, apontou o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) nesta quinta-feira (5), atribuindo o movimento ao desaquecimento da economia. O saldo observado, o segundo maior já registrado pelo Mdic para meses de janeiro, veio ligeiramente abaixo da expectativa de economistas consultados pela Reuters, que previam superávit de US$ 4,9 bilhões para o mês. As exportações somaram US$ 25,153 bilhões no mês passado, uma queda de 1% em relação a janeiro de 2025. O movimento de retração foi mais intenso nas importações, que caíram 9,8% no mesmo período, totalizando US$ 20,810 bilhões. Houve queda nas importações de bens intermediários e combustíveis, recuo mais relevante do que as elevações observadas em bens de consumo e bens de capital. O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, afirmou que a previsão de um arrefecimento da atividade econômica diante do nível elevado dos juros no país leva a uma redução da demanda do setor produtivo, fator que explica o recuo das importações. "Na medida em que se espere que a economia cresça menos em relação ao aumento observado no ano passado, é natural que tenha uma menor demanda por bens importados. É esperado para este ano um desaquecimento da importação", disse. Brandão afirmou ainda que a sazonalidade do agronegócio gera variações na demanda por insumos agrícolas a depender do ritmo das safras, o que também afetou o dado de maneira complementar. Do lado das exportações, apenas as vendas do setor agropecuário apresentaram crescimento, uma alta de 2,1%, impulsionada por melhores desempenhos de soja e milho. Por outro lado, os embarques ao exterior da indústria extrativa caíram 3,4%, impactados por vendas menores de petróleo e minério de ferro. O dado da indústria de transformação teve recuo de 0,5%. No recorte por regiões, os dados seguem mostrando perda de participação dos Estados Unidos. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, as vendas para o país norte-americano apresentaram recuo de 25,5%. A participação dos EUA no total das exportações brasileiras caiu de 12,7% em janeiro de 2025 para 9,5% no mês passado. No mesmo período, a fatia da China subiu de 21,7% para 25,7%. (Reuters)

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