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Petróleo cai com ajuste após ganhos e liquidez reduzida, apesar das tensões globais

O petróleo fechou em queda de quase 3% nesta sexta-feira (26/12), em pregão marcado por ajustes após uma sequência recente de ganhos e liquidez limitada depois do Natal, apesar da persistência das tensões geopolíticas. Após oscilar entre os campos positivo e negativo, o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), recuou 2,52% (US$ 1,56), a US$ 60,24 o barril, enquanto o petróleo WTI para fevereiro, negociado na Nymex, fechou em queda de 2,76% (US$ 1,61), a US$ 56,74 o barril. Na semana, o Brent cedeu 0,38% e o WTI avançou 0,38%. O mercado continuou a reagir à apreensão de navios petroleiros pelos Estados Unidos na região da Venezuela e acompanhou, com cautela, os novos desdobramentos para um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia. O presidente da ucraniano, Volodymyr Zelensky, se encontrará com Donald Trump, no domingo (28), para discutir avanços nas negociações por um cessar-fogo com a Rússia, segundo a Axios. Ele ainda pode levar o plano a referendo se os russos concordar com um cessar-fogo de ao menos 60 dias. Em paralelo, Moscou e Washington estão perto de resolver o conflito do Leste Europeu, afirmou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Ryabkov. O Kremlin ainda qualificou as ações militares dos EUA no Caribe, que têm como alvo a Venezuela, como eldquo;piratariaerdquo; e eldquo;bandidagemerdquo;.

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Novo sistema tributário entra na fase de testes com IBS e CBS

Depois de passar décadas na gaveta, em vários governos, a reforma tributária vira realidade a partir de 1º de janeiro. Começa a fase de testes do novo sistema tributário, com o Imposto (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e, no dia 12, os contribuintes já poderão ver os primeiros efeitos das mudanças. Pessoas físicas inscritas no CadÚnico poderão consultar, por meio do número do CPF, o valor do eldquo;cashbackerdquo; a que terão direito. Empresas, por sua vez, conseguirão acompanhar a evolução de seus débitos e créditos tributários, segundo informou ao Valor a Receita Federal. Os novos tributos, porém, não serão pagos neste primeiro ano de funcionamento. Apenas calculados e destacados em nota fiscal, com base em uma alíquota de teste de 1%, sendo 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS. eldquo;Em 2026, será o treinoerdquo;, afirma o subsecretário de Gestão Corporativa da Receita Federal, Juliano Neves. eldquo;O jogo começa em 2027.erdquo; O teste servirá para ajustar os sistemas nas empresas e nas administrações tributárias. Principalmente no início do ano, as atenções estarão voltadas para a tecnologia da informação envolvida na mudança. Paralelamente, empresas e consumidores poderão ter uma ideia de como o novo sistema tributário os afetará. Para ler esta notícia, clique aqui.

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Novo salário mínimo injetará R$ 81,7 bi na economia, estima Dieese

Previsto para entrar em vigor em 1º de janeiro e começar a ser pago em fevereiro, o novo salário mínimo de R$ 1.621 injetará R$ 81,7 bilhões na economia, estima o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O cálculo considera os efeitos sobre a renda, o consumo e a arrecadação, ainda que em um cenário de restrições fiscais mais rígidas. Segundo o Dieese, cerca de 61,9 milhões de brasileiros terão rendimentos diretamente influenciados pelo piso salarial. Desse total, 29,3 milhões são aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS); 17,7 milhões, empregados, 10,7 milhões, trabalhadores autônomos; 3,9 milhões, empregados domésticos; e 383 mil empregadores. O novo valor representa um reajuste nominal de 6,79% em relação ao mínimo atual, conforme as regras estabelecidas pela política permanente de valorização do salário mínimo. Contas do governo Segundo o Dieese, o reajuste do mínimo afeta diretamente benefícios e despesas indexados ao piso nacional, com reflexos relevantes sobre o orçamento público. Veja os principais impactos: R$ 39,1 bilhões de aumento estimado nas despesas da Previdência Social em 2026; R$ 380,5 milhões de custo adicional para cada R$ 1 de aumento no salário mínimo; 46% dos gastos previdenciários são impactados diretamente pelo reajuste; 70,8% dos beneficiários da Previdência recebem benefícios atrelados ao salário mínimo. O desafio do governo será equilibrar os efeitos positivos do aumento do salário mínimo sobre a renda da população com o controle das despesas obrigatórias, especialmente em um contexto de busca pelo cumprimento das metas fiscais. Como foi calculado o reajuste O reajuste do salário mínimo segue a Lei 14.663, de agosto de 2023, que define a correção anual com base em dois fatores: a variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do ano anterior; o crescimento do PIB de dois anos antes. No entanto, o cálculo para 2026 será parcialmente limitado pelo novo arcabouço fiscal, definido pela Lei Complementar 200/2023, que impõe um teto para o crescimento real das despesas da União. Com isso: será considerada integralmente a inflação medida pelo INPC, de 4,18% (acumulado de dezembro do ano passado a novembro deste ano); o crescimento do PIB, de 3,4%, será limitado a 2,5%, percentual máximo permitido pelo novo regime fiscal. A combinação desses fatores resulta em um aumento nominal de R$ 103 no salário mínimo.

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Petrobras lidera ranking das empresas que mais encolheram na B3 em 2025

A Petrobras foi a empresa que mais perdeu valor de mercado em 2025. Entre 31 de dezembro de 2024 e 23 de dezembro deste ano, a estatal brasileira se desvalorizou em mais de R$ 87 bilhões, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta. Na sequência do ranking geral das desvalorizações aparecem a Ambipar, com retração de R$ 21,2 bilhões. A Weg completa o grupo das três maiores perdas do ano, com redução de R$ 18,8 bilhões em valor de mercado. No TOP 10 das maiores perdas do ano, uma outra estatal chama a atenção. O Banco do Brasil figura entre as dez maiores quedas, com perda de R$ 13,8 bilhões no período. A leitura dessas perdas ganha ainda mais peso quando se observa a concentração do impacto. Somadas, Petrobras e Banco do Brasil acumulam redução de R$ 100,8 bilhões em valor de mercado em 2025 até 23 de dezembro, montante superior à soma das perdas das outras oito empresas que compõem a lista das maiores desvalorizações do ano. Segundo a consultoria, o dado ajuda a dimensionar o efeito dessas duas companhias sobre a destruição de valor no período e evidencia como empresas de controle estatal, por sua escala, liquidez e participação relevante nos índices da bolsa, tendem a exercer influência desproporcional sobre os números agregados do mercado. Para Einar Rivero, CEO da consultoria, mais do que acompanhar o sobe e desce das cotações, o valor de mercado traduz, em cifras absolutas, a percepção do mercado sobre cada empresa ao longo do tempo. eldquo;É importante destacar que o valor de mercado funciona como uma fotografia tirada em uma data específica. Assim, enquanto o preço da ação reflete melhor a rentabilidade percentual ao acionista, o valor de mercado evidencia o volume de riqueza criado ou destruído ao longo do período analisadoerdquo;, afirma. Entre as empresas que mais ganharam valor de mercado este ano, o setor bancário se destaca. Entre as cinco companhias com maior crescimento, três são bancos, sinalizando uma valorização consistente do setor aos olhos dos investidores. O BTG Pactual liderou o ranking, com aumento de R$ 150,4 bilhões em valor de mercado até 23 de dezembro. Na sequência aparece o Itaú Unibanco, com avanço de R$ 131,1 bilhões, enquanto a Vale completa o pódio das maiores valorizações, adicionando R$ 78,3 bilhões ao seu valor de mercado no período. eldquo;Os dados reforçam que, ao longo de 2025, a criação, ou destruição, de valor na Bolsa brasileira foi tudo menos homogênea. Mais do que acompanhar índices, o comportamento do valor de mercado expõe, em números absolutos, como diferentes modelos de negócio, estruturas de capital e percepções de risco foram precificados pelos investidores ao longo do anoerdquo;, diz a consultoria.

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Greve na Petrobras: Justiça determina manutenção de 80% dos funcionários

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou, neste sábado (27), a manutenção de 80% dos trabalhadores da Petrobras em atividade em cada uma das unidades da empresa. A decisão veio após um pedido de tutela de urgência ajuizado pela Petrobras por conta de uma greve nacional por prazo indeterminado que teve início no último dia 15. Além do porcentual mínimo, também ficou definido que entidades sindicais não poderão impedir o livre acesso aos equipamentos ou ao escoamento da produção. A multa, em caso de descumprimento, foi fixada em R$ 200 mil reais por dia. "Tal medida encontra amparo, especialmente, no fato de que o processo de negociação coletiva ainda se encontra em curso, bem como na circunstância de que treze entidades sindicais aprovaram a proposta apresentada, com ampla maioria em suas assembleias, permanecendo o movimento paredista restrito a determinados segmentos", consta na decisão do ministro Vieira de Mello Filho, presidente do TST. Ele ainda marcou uma audiência de conciliação entre a Petrobras e entidades representativas dos trabalhadores na sede do próprio TST no próximo dia 2 de janeiro, às 14h. Caso ainda assim não haja acordo, será feita uma sessão extraordinária na Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST, em 6 de janeiro, às 13h30. Após a decisão, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirmou que "está analisando, conjuntamente com o Sindipetro-NF, os passos jurídicos que serão tomados em proteção ao direito de greve dos trabalhadores e à garantia das conquistas do Acordo Coletivo de Trabalho)". O Estadão buscou contato com a Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) e a Petrobras por posicionamento a respeito do fato, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Greve na Petrobras Os funcionários da Petrobras entraram em greve à 0h do último dia 15 de dezembro, uma segunda-feira, após três propostas para Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentadas pela empresa terem sido rejeitadas. No último domingo (21), a FUP considerou "avanços significativos" nas negociações, mas a greve se manteve. A paralisação engloba 14 sindicatos filiados à FUP, que conta com 32 mil afiliados e 101 mil trabalhadores, e quatro filiados à FNP, que representa por volta de 26 mil trabalhadores do Sistema Petrobras, que envolve Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Amazonas e Paraná. As entidades não aprovaram o aumento real proposto pela empresa, de 0,5%, no mesmo ano em que a Petrobras desembolsou R$ 37,3 bilhões em dividendos (números entre janeiro e setembro). "A oferta é um desrespeito frente aos lucros recordes da companhia", disse a FNP, que considerou as propostas "indignas" em comunicado. Os sindicatos também pedem uma solução para os Planos de Equacionamento dos Déficits (PEDs) da Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros), fundo de pensão que administra os planos de previdência complementar aos funcionários. Os PEDs buscam equilibrar um plano de previdência que registra déficit atuarial (quando os compromissos de pagamentos futuros superam os recursos disponíveis), o que faz com que haja cobrança de contribuições extraordinárias de seus participantes para cobrir o valor do déficit. À época, a Petrobras afirmou, em nota enviada ao Estadão, que adotou medidas de contingência para assegurar a continuidade das operações, que o abastecimento ao mercado estaria garantido e que não haveria impacto na produção de petróleo e derivados. "A empresa respeita o direito de manifestação dos empregados e mantém um canal permanente de diálogo com as entidades sindicais, independentemente de agendas externas ou manifestações públicas", informou a nota.

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De postos de gasolina a fintechs: como o crime se infiltrou no dia a dia dos negócios no Brasil

Chegou ao cidadão comum. Foi essa a sensação que os brasileiros tiveram ao se deparar com operações de Polícia Federal, Ministério Público, Receita Federal e outras autoridades, que colocaram no centro de grandes investigações o posto de gasolina, a padaria da esquina, motéis, pequenos varejos e até mesmo aplicações financeiras e gestoras de investimento. Mais do que uma impressão, o fato de que o crime está mais próximo do mundo dos negócios pode ser visto nas tabelas abaixo. eldquo;Foi um ano de viradaerdquo;, diz Paulo Henrique Carnaúba, professor do programa avançado de finanças do Insper. Até pouco tempo atrás, as grandes investigações voltavam-se mais a tráfico de drogas, corrupção e sonegação. eldquo;Agora, elas estão mais próximas do cotidiano do grande público.erdquo; Para os especialistas, há alguns motivos por trás desse movimento. Um deles, diz Cleveland Prates, professor de economia da FGVLaw, é a necessidade de arrecadação federal, que tem investido em combate a brechas de evasão fiscal com mais afinco. Na lista dos inquéritos policiais da PF em andamento por tipos de crime, há mais de 3 mil que envolvem sonegação, supressão de tributos por meio de fraude, omissão ou declarações falsas. Outro fator, afirma Carnaúba, é o período de aprendizagem das autoridades, entre o mergulho nas investigações e o entendimento dos crimes, necessário para detonar então buscas, prisões e apreensões. eldquo;Todo fraudador tem de ter oportunidade e sensação de impunidade para praticar a fraudeerdquo;, afirma. eldquo;Como há um delay de aprendizado das autoridades, esses crimes ganharam proporção muito grande." Até o dia 15 de dezembro, foram feitas 3.310 operações da Polícia Federal, com R$ 9,6 bilhões em ativos apreendidos, quase 60% a mais do que em 2024. Mas é nas maiores operações detonadas este ano que os padrões como os descritos por Carnaúba se repetem. No caso das operações Carbono Oculto, Quasar e Tank, que foram deflagradas simultaneamente, por exemplo, havia 268 empresas ligadas diretamente ao esquema. Os alvos das operações eram sócios em pelo menos 251 postos de combustíveis, em quatro Estados. Foram usados 60 motéis para lavar R$ 450 milhões, entre 2020 e 2024. Apenas o eldquo;cabeçaerdquo; da organização tinha ligação com cerca de 100 companhias diferentes. Outro contador investigado representava 941 empresas junto à Receita Federal. A organização criminosa controlava mais de 40 fundos de investimento (com patrimônio estimado em R$ 30 bilhões). Embora cada operação tenha revelado movimentações bilionárias em suas respectivas frentes, a soma dos valores e a extensão do esquema indicam que os grupos criminosos movimentaram, no total, aproximadamente R$ 140 bilhões de forma ilícita. A segunda operação em termos de volume financeiro, a Compliance Zero, investigou a fraude praticada pelo Banco Master, segundo denúncia do Banco Central (BC), que movimentou R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes. Também envolveu pelo menos 1,6 milhão de pequenos investidores. Esse é o número de pessoas que receberá de volta os recursos aplicados na instituição, por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O desembolso total será de cerca de R$ 41 bilhões. As outras operações que não se tornaram tão famosas, mas que estão entre as maiores em movimentação financeira, envolveram varejistas, atacadistas e distribuidoras. Também outras frentes do setor financeiro. Em outubro, a Operação Bóreas mirou um esquema de sonegação tributária estruturada no setor de ar condicionados, com empresas de fachada e subfaturamento em importações. Exótico, mas com estimativa de sonegação de R$ 400 milhões e bloqueio de R$ 800 milhões. Deflagrada em 16 de dezembro, a Operação Opções Binárias, da PF, investiga a operação de plataformas digitais falsas, com promessas de lucros garantidos no mercado de eldquo;opções bináriaserdquo; e criptoativos para atrair pequenos investidores. A movimentação investigada ultrapassa R$ 1,2 bilhão. Em menor escala, também há diferentes operações que envolvem o varejo. Num dos casos, em âmbito estadual, a Operação Ambiente 186 investigou supermercados e atacadistas utilizavam eldquo;empresas noteiraserdquo; (companhias de papel que existem apenas para emitir notas fiscais) que simulam créditos de imposto e reduzem ilegalmente o valor a pagar ao Estado de Minas Gerais. O nome faz referência ao prejuízo estimado de R$ 186 milhões causado ao erário mineiro. Gato e rato Essa avalanche de operações permitiu identificar diferentes falhas em legislações e regramentos e algumas iniciativas já foram adotadas para corrigi-las. Entre elas, a aprovação da legislação do devedor contumaz, que estava parada no Congresso havia oito anos. Também a instrução normativa publicada pela Receita Federal que obriga todos os fundos de investimento a identificar o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) dos cotistas finais, a partir de janeiro. Apenas a Receita Federal e autoridades com respaldo legal (como o Ministério Público e a Polícia Federal em investigações) terão acesso a esses dados. Ainda é preciso repensar, dizem eles, mecanismos de incentivos a eventuais fraudes, como a que aconteceu no Banco Master. Como os concedidos a plataformas para venderem investimentos que têm por garantia o uso do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Para Prates, que estuda lavagem de dinheiro há mais de 20 anos, é preciso ter cuidado para não criminalizar as fintechs, que permitiram a universalização dos serviços bancários e trouxeram competição ao setor. Porém, havia brechas que os malfeitores são especialistas em encontrar emdash; e o importante é fechá-las. Os especialistas afirmam que, historicamente, sempre que as falhas na legislação são combatidas, outras brechas são encontradas pelos criminosos. Por isso, dizem, é importante fortalecer sistemas de controle, como Banco Central e Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que cuidam do mercado financeiro e de capitais, respectivamente, entre outras. Também desenvolver expertise em combate a fraudes no judiciário. eldquo;Vejo boa vontade em apurar e aplicar lei de forma rigorosa, mas não é possível depender de advogados dos lesados para as denúnciaserdquo;, diz Carnaúba. eldquo;É preciso ter um amplo movimento de treinamento no combate às fraudes, principalmente financeiras, na Justiça.erdquo; Além disso, dizem eles, não cabe apenas ao poder público combater fraudes e crimes. eldquo;Vimos fundos de pensão públicos investindo em CDBs do Banco Master que tinham zero governança, apesar de haver regras específicas da autoridade reguladora para issoerdquo;, diz Prates. Carnaúba, que atua em investigação de fraudes (conhecido no jargão como forensics), diz ser comum que os departamentos especializados em governança e compliance (conformidade com o cumprimento de regras) não tenham especialistas nessa área. É algo que dificilmente encontra demanda, dentro das próprias empresas. eldquo;Os criminosos avançam no Brasil pela falta de governança e de expertise em contrainteligência no combate às fraudeserdquo;, afirma. eldquo;No fundo, o brasileiro é ingênuo.erdquo;

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