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Etanol: Anidro recua e hidratado registra alta na semana de 18 a 22 de setembro, aponta Cepea

Entre os dias 18 e 22 de setembro, os preços do etanol anidro e do hidratado seguiram trajetórias diferentes, de acordo com o Indicador Cepea, da Esalq/USP. O etanol anidro, utilizado na mistura da gasolina, registrou uma leve queda de 0,12%, passando de R$ 3,0884 para R$ 3,0848 por litro. Já o etanol hidratado, destinado a veículos flex e modelos a álcool, apresentou valorização de 1,05%, subindo de R$ 2,6551 para R$ 2,6830 por litro. Indicador Diário de Paulínia também aponta alta do hidratado Na sexta-feira (22), o Indicador Diário Paulínia registrou aumento no preço do etanol hidratado. O combustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.791,50 por metro cúbico, representando uma alta de 0,23% em relação ao pregão anterior.

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Governo agenda para dezembro leilão de petróleo do pré-sal que pode render R$ 15 bilhões

O governo agendou para o dia 4 de dezembro leilão de petróleo do pré-sal em que espera arrecadar R$ 15 bilhões. Na concorrência, oferecerá ao mercado sua parcela na produção de três campos: Mero, Atapu, e Tupi, segundo maior produtor brasileiro. O leilão foi proposto pelo MME (Ministério de Minas e Energia) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como alternativa para elevar a arrecadação em meio à crise gerada pela resistência do Congresso em aprovar a elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), em junho. Na prática, ao vender sua parcela na produção, o governo antecipa receitas que seriam contabilizadas em anos com a produção de áreas ainda não contratadas destes campos. Essas áreas garantem à União 3,5% da produção de Mero, 0,95% da produção de Atapu e 0,551% da produção de Tupi. "Estamos oferecendo ao mercado ativos de classe mundial, localizados no coração do pré-sal brasileiro, uma das províncias petrolíferas mais produtivas do mundo", disse, em nota, Luiz Fernando Paroli, presidente da PPSA (Pré-Sal Petróleo SA), responsável por gerir as participações da União no pré-sal. "Trata-se de uma oportunidade rara: todos os campos estão em operação, com poços de altíssima produtividade e reservas expressivas. Certamente atrairemos investidores que buscam ativos em operação de alta performance, com fundamentos comprovados e potencial de crescimento." A expectativa do MME, em junho, era de que esse leilão rendesse aos cofres públicos R$ 15 bilhões, ajudando na busca pelo equilíbrio fiscal. A concorrência foi autorizada por lei aprovada pelo Congresso em julho. A mudança legislativa permitiu que a União aliene "direitos e obrigações decorrentes de acordos de individualização da produção em áreas não concedidas ou não partilhadas na área do pré-sal e em áreas estratégicas", explicou a PPSA. Antes dela, o governo leiloava esse tipo de área como contratos de partilha da produção, que garantem à União uma parcela da produção dos campos após o desconto de investimentos e custos operacionais. A receita nesse caso, porém, é obtida com a evolução da produção nos campos. Em nota, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, justificou a antecipação das receitas dizendo que os recursos podem ser convertidos "em novas oportunidades de investimento, geração de emprego e renda para os brasileiros". "É um movimento que reforça a soberania energética do país e fortalece a nossa economia", afirmou. A PPSA ressalta que todos os três campos já estão em produção e são operados pela Petrobras "e possuem como parceiros empresas de porte mundial".

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Etanol cai em dez estados e DF e é competitivo em sete

Os preços médios do etanol hidratado caíram em dez estados e no Distrito Federal nesta semana, subiram em 10 e ficaram estáveis em 6 unidades. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas. Nos postos pesquisados pela agência em todo o país, o preço médio do etanol recuou 0,48% na comparação com a semana anterior, a R$ 4,17 o litro. Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço ficou estável na comparação semanal, em R$ 3,97 o litro. A maior queda porcentual na semana, de 4,32%, foi registrada em Goiás, onde o litro passou a R$ 4,21. A maior alta no período, no Maranhão, foi de 1,06%, para R$ 4,78 o litro. O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,19 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,49, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 3,87, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amazonas, de R$ 5,49 o litro. Etanol é mais competitivo em sete estados O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em sete estados nesta semana. Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 67,37% ante a gasolina no período, portanto favorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da ANP compilado pelo AE-Taxas. Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado. O etanol é mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes estados: Acre (69,71%); Goiás (68,34%); Mato Grosso (65,66%); Mato Grosso do Sul (65,04%); Minas Gerais (68,47%); Paraná (67,80%) e São Paulo (65,73%). (Estadão Conteúdo)

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Participação da Petrobras em contratos com distribuidoras de gás caiu para 69%, diz estudo

A participação da Petrobras nos contratos de longo prazo com distribuidoras de gás natural caiu de 100% para 69% no intervalo de 2021 até o fim de 2024, o que representa uma abertura gradual do setor. O levantamento, divulgado nesta segunda-feira (25/8), é do Observatório do Gás Natural, plataforma do Movimento Brasil Competitivo (MBC) e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com apoio do Ministério de Minas e Energia (MME) e Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da Fundação Getulio Vargas (FGV Ceri). O estudo identificou que, apesar do crescimento no número de agentes autorizados e consumidores livres, a competição eldquo;ainda não alcançou de fato o consumidor final, e os preços do gás continuam elevados, limitando os ganhos econômicos para o paíserdquo;. O Observatório mostrou ainda que o número de empresas autorizadas a comercializar gás natural cresceu em média 15% ao ano, chegando a 226 em agosto de 2025. Em outra frente, os agentes autorizados ao carregamento na malha de transporte aumentaram 19% ao ano, totalizando 149 em agosto. Já no mercado livre, o número de grandes empresas que compram gás diretamente emdash; sem intermediários emdash; está crescendo em média 70% ao ano. eldquo;Apesar desses avanços, grande parte das empresas autorizadas ainda não atua efetivamente devido a limitações operacionais, falta de escala e entraves regulatórios, principalmente em nível estadual. O mercado permanece concentrado e restrito a grandes consumidores industriais, que detêm maior capacidade de negociação e infraestrutura própriaerdquo;, afirma o comunicado. Na análise por região, é identificada uma disparidade de preço. No Nordeste, o preço do gás é cerca de 20% menor que no Sudeste emdash; em função de regras mais flexíveis que ampliam o acesso e estimulam a concorrência. Estados que permitem a migração para o mercado livre com volumes a partir de 10 mil metros cúbicos (m3) por dia, por exemplo, favorecem pequenas e médias empresas, enquanto outros com consumo mínimo elevado restringem o mercado. eldquo;Sem concorrência efetiva, a indústria brasileira paga em média R$ 43,65 a mais por milhão de BTUs, medida internacional, do que nos Estados Unidos. Em 2021, essa diferença gerou um impacto de R$ 2,48 bilhões no Custo Brasilerdquo;, diz o comunicado, apontando que a abertura plena do mercado pode gerar uma economia anual de até R$ 21 bilhões. eldquo;Para destravar esse potencial, é essencial avançar na implementação da nova legislação, com regras claras e harmonizadas, ampliar a rede de gasodutos, investir em terminais de regaseificação e garantir acesso igualitário à infraestrutura disponívelerdquo;, avalia Rogério Caiuby, conselheiro executivo do Movimento Brasil Competitivo (MBC). (Estadão Conteúdo)

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Investimentos em etanol de milho chegam a R$ 23 bi, aponta novo mapeamento do Itaú BBA

Após um período de retração, a indústria de etanol de cereais no Brasil voltou a ganhar ritmo. Novos investimentos anunciados em julho devem impulsionar um crescimento de mais de 50% na produção até a safra 2026/27. De acordo com levantamento do Itaú BBA, a oferta passará dos atuais 8,2 bilhões de litros (safra 2024/25) para mais de 12,1 bilhões de litros em dois anos. A nova atualização do mapeamento de investimentos do banco mostra que, dos 22 projetos identificados no estudo de 2024 emdash; entre novas plantas e ampliações emdash;, três já foram concluídos, 13 seguem em construção ou no pipeline, e seis foram postergados. Chama a atenção o fato de que todos os projetos adiados pertencem a grupos que estreariam no setor, o que evidencia os desafios do segmento, especialmente diante do alto custo de capital no Brasil. O mapeamento atual contempla 21 projetos ativos, que juntos devem demandar 14 milhões de toneladas adicionais de cereais por ano para a produção de 6,1 bilhões de litros de etanol. O volume total de investimentos estimado gira em torno de R$ 23 bilhões, além de cerca de R$ 5 bilhões em capital de giro. No cronograma de investimentos, R$ 15 bilhões seriam desembolsados entre 2025 e 2027. Entre os projetos ativos, 12 já estão em fase de construção, com capacidade somada de 3,1 bilhões de litros por ano. Os outros nove estão em planejamento e, se viabilizados, devem adicionar mais 3,0 bilhões de litros de capacidade. Para o Itaú BBA, a expansão deve ter um impacto significativo na região do MATOPIBA, tradicionalmente carente de oferta de biocombustível, mas que pode sentir maior pressão sobre a oferta de grãos. Outro ponto de atenção é a dispersão geográfica das novas usinas, muitas delas em áreas onde o consumo de etanol hidratado ainda é baixo. No entanto, essa descentralização pode contribuir para ampliar o uso do biocombustível nas regiões Norte e Nordeste, além de fomentar o cultivo de milho nessas localidades. (Itaú BBA)

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Petróleo sobe enquanto guerra entre Rússia e Ucrânia ameaça oferta

Os preços do petróleo subiram cerca de 2% nesta segunda-feira, dando continuidade aos ganhos da semana passada, já que os investidores previram mais sanções dos Estados Unidos contra o petróleo russo e ataques ucranianos à infraestrutura de energia russa que poderiam interromper o fornecimento. Os contratos futuros do petróleo Brent subiram US$1,07, ou 1,58%, para fechar a US$68,80, enquanto os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA ganharam US$1,14, ou 1,79%, para fechar a US$64,80. Os EUA estão tentando intermediar um acordo de paz entre a Ucrânia e a Rússia para pôr fim à guerra que já dura 3 anos e meio. "Parece haver uma sensação de que as negociações de paz estão se arrastando", disse Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group. "Poderá haver sanções contra a Rússia se essas negociações não forem bem-sucedidas." O presidente dos EUA, Donald Trump, disse novamente na sexta-feira que imporia sanções à Rússia se não houvesse progresso em direção a um acordo pacífico na Ucrânia em duas semanas. Ele também disse que pode atingir a Índia com tarifas severas sobre suas compras de petróleo russo. No fim de semana, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse que a Rússia havia feito "concessões significativas" em direção a um acordo negociado na guerra. (Reuters)

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