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Alta de preços do petróleo torna biodiesel competitivo frente ao diesel importado

Com a alta dos preços do petróleo em função da guerra no Irã, o valor do diesel importado pelo Brasil superou a cotação do biodiesel. A situação é rara e poderia favorecer um aumento do percentual da mistura do biocombustível no combustível fóssil, apontou um levantamento da consultoria Raion obtido pela Reuters. O movimento pode reforçar o argumento dos defensores de uma alta da mistura de biodiesel no diesel no Brasil, notadamente integrantes do setor agrícola, às vésperas de uma esperada reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), prevista para a próxima quinta-feira (12). "Do ponto de vista técnico, tem espaço para o aumento da mistura, mas para fazer isso tem que convencer o governo", disse o sócio-diretor da Raion Consultoria, Eduardo Oliveira de Melo, ponderando que a decisão normalmente é política. Ele disse ainda que uma mistura maior de biodiesel poderia amenizar problemas de oferta de diesel. "Mas aí o governo teria de assumir que está faltando produto [diesel], que a Petrobras não está conseguindo entregar, e não vai assumir.", acrescentou ele. Segundo a Raion, com base em dado atualizado nesta segunda-feira (9), o biodiesel no Brasil foi cotado a R$ 5,4881/litro em média, versus R$ 5,6740 do diesel importado. Até quinta-feira (5), antes da disparada mais acentuada no valor do petróleo, a situação era inversa emdash;R$ 5,30 para o diesel importado versus R$ 5,582 para o biodiesel. Procurado, o Ministério de Minas e Energia não comentou imediatamente se o aumento da mistura está na pauta da reunião do CNPE. Duas pessoas com conhecimento da situação confirmaram à Reuters a data do encontro. Integrantes do setor agrícola e do segmento de combustíveis também têm afirmado que a reunião está prevista para o dia 12 de março. Em um cenário de alta do preço do diesel, a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) solicitou ao Ministério de Minas e Energia o aumento "urgente" da mistura obrigatória dos atuais 15% para 17% (B17), diante da escalada recente dos conflitos no Oriente Médio e seus impactos sobre o mercado de petróleo, como forma de amenizar impactos da alta do petróleo. "O avanço da mistura de biodiesel representa medida importante e sustentável para ampliar a oferta de combustível no mercado doméstico, reduzir pressões sobre os custos logísticos e fortalecer a segurança energética nacional", disse o presidente da CNA, João Martins, em ofício ao ministério. Entidades como a Aprosoja Brasil afirmaram que "é urgente avançar no aumento da mistura de biodiesel, reduzindo a dependência externa, e ampliar o uso do etanol na matriz energética, inclusive no transporte de cargas e em máquinas agrícolas". Os produtores do grão estão apontando problemas de oferta de diesel e alta nos preços em pleno período de colheita da soja e de cultivo do milho segunda safra. O analista de biodiesel da consultoria Safras eamp; Mercado, Gabriel Viana, lembrou que a alta da mistura geralmente enfrenta obstáculos como questões inflacionárias, algo que não ocorreria no momento atual. "Com o petróleo disparando, temos um biodiesel que não vai ser tão inflacionário", afirmou ele, lembrando que a maior parte da matéria-prima do biocombustível é o óleo de soja e o Brasil está colhendo uma safra recorde. Pelo cronograma legal, a mistura deveria subir um ponto percentual, para 16%, em 2026. Para o presidente da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), Sérgio Araujo, não é momento de aumentar a mistura, apesar de o biodiesel ter ganhado competitividade. Ele ressaltou que biodiesel normalmente custa mais e ainda há despesas com a logística. "O diesel que sai da refinaria da Petrobras é mais barato", afirmou, destacando que um aumento da mistura elevaria o preço do combustível vendido na bomba. Para Araujo, ainda são necessários mais testes para que as distribuidoras se sintam confortáveis em vender diesel com uma mistura de 16%. (Reuters)

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Raízen entra com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar dívida de R$ 65 bi

A Raízen protocolou nesta terça-feira (10) pedido de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas de R$ 65 bilhões. A empresa, uma joint venture entre Cosan e Shell, enfrenta há meses uma crise por causa do endividamento. Diferentemente do plano de recuperação judicial, em que todas as dívidas do grupo (trabalhistas, com fornecedores, bancos etc.) são renegociadas na Justiça, na recuperação extrajudicial a companhia escolhe um grupo de credores para fechar uma negociação e homologá-la depois junto ao Judiciário. Também nesta terça, o Grupo Pão de Açúcar recorreu ao mesmo recurso, com dívida de R$ 4,5 bilhões. A Raízen conseguiu adesão de detentores de mais de 40% do valor. Após o pedido, a empresa tem um prazo de 90 dias para elevar o atual apoio para a maioria simples (50% mais um), atingindo o quórum necessário para a validação do pacto. Durante esse período, não há pagamento da dívida principal nem de juros. A companhia, que atua na produção de etanol e açúcar e na distribuição de combustíveis, produtos e serviços por meio da marca Shell, escolheu a recuperação extrajudicial para preservar caixa para o pagamento de fornecedores e funcionários. Entre os credores da companhia há cerca de 15 bancos e detentores de títulos no mercado financeiro. De acordo com pessoa familiarizada com o assunto, a ideia é que os credores possam converter cerca de 40% em ações da companhia. Esse ponto ainda será negociado. Pelo acordo, ficou acertado que a Shell vai injetar R$ 3,5 bilhões na empresa, como já havia sido adiantado há algumas semanas. O Aguassanta Investimentos, fundo da família de Rubens Ometto, controlador da Cosan, deve colocar os outros R$ 500 milhões. A reestruturação inclui ainda o plano de venda da operação da Raízen na Argentina, com o objetivo de levantar US$ 1 bilhão (R$ 5,1 bilhões) até abril. Com essas medidas, a expectativa é reduzir a relação dívida líquida/Ebitda de 5,5 vezes para algo entre 2,5 e 3 vezes. O plano de recuperação extrajudicial está sendo liderado por Lourival Luz, ex-presidente da BRF (atual MBRF) e atual diretor financeiro da Raízen. O caminho da empresa até o atual cenário financeiro aconteceu rapidamente e se deu por uma série de fatores. Uma das maiores empresas de energia e bioenergia do mundo, a Raízen é uma joint venture que opera, desde 2011, a bandeira Shell no Brasil e na Argentina. Em agosto de 2021, quando realizou o segundo maior IPO (oferta pública inicial, em inglês) da bolsa brasileira, a companhia levantou R$ 6,9 bilhões e era avaliada em R$ 74,4 bilhões. À época, a expectativa do mercado era forte no crescimento de biocombustíveis e energia limpa, atividade da qual a Raízen é dominante no país. O modelo de negócio, no entanto, foi colocado à prova com dificuldades como condições climáticas e o aumento das queimadas. Em situações como essa, a safra de cana é diretamente impactada e a produção de açúcar e etanol é reduzida, pressionando as receitas e margens da companhia. Além disso, com a Selic acima dos 10% ao ano, a partir de 2022, a operação da companhia ficou ainda mais complicada. Com juro caro, ficou difícil injetar dinheiro novo na operação através da captação no mercado. O forte movimento de expansão também cobrou seu preço. A aquisição da Biosev, em 2021, por um total de R$ 6,5 bilhões era apontada pela companhia como importante para ampliar o parque industrial de cana-de-açúcar no país. O negócio, no entanto, se mostrou pouco rentável e exigiu altos investimentos em maquinário para aperfeiçoar as plantas da Biosev. O próprio ciclo do açúcar, que até 2021 estava aquecido, acabou revertido. Fora isso, apostas mais sustentáveis, como o SAF (combustível sustentável de aviação) e o etanol de segunda geração, não deram retorno financeiro esperado. No terceiro trimestre da safra 2024/2025, por exemplo, a Raízen registrou prejuízo de R$ 2,5 bilhões ante lucro de R$ 793 milhões no mesmo período do ano anterior. Para a safra de 2025/2026, a deterioração dos resultados foi ainda maior: no 2° trimestre houve prejuízo líquido de R$ 2,3 bilhões e a dívida líquida ultrapassou R$ 53 bilhões. Como forma de reverter prejuízos, a companhia passou a vender ativos, plantas de energia e usinas. Em julho do ano passado, a companhia vendeu as usinas Santa Elisa, por R$ 1,04 bilhão, e Leme, por R$ 425 milhões (ambas adquiridas da Biosev anteriormente), a usina Continental, por R$ 750 milhões, repassou projetos solares (pouco mais de R$ 1 bilhão) e negocia refinarias na Argentina que podem render US$ 1 bilhão. A joint-venture formada com a Femsa pelo controle da rede de mercadinhos de bairro Oxxo cambaleou e no mês passado a Raízen saiu formalmente do negócio. Em outubro, a Raízen tentou cessar rumores e negou ao mercado que estivesse considerando uma recuperação judicial. Segundo fato relevante, a posição de caixa era "robusta", com R$ 15,7 bilhões em disponibilidades. Ainda assim, no mesmo comunicado a companhia afirmava que os acionistas controladores discutiam alternativas de capitalização para fortalecimento da estrutura de capital e estratégia de longo prazo. Já na virada do ano, a Bloomberg afirmou que Shell e Cosan discutiam uma injeção de capital de R$ 10 bilhões. O BTG Pactual, que nos últimos anos ampliou sua participação acionária na Cosan, entraria como um potencial parceiro. No último dia 9, a companhia comunicou a contratação de consultores financeiros e jurídicos para desenvolver alternativas de fortalecimento de liquidez e otimizar estrutura de capital. Foram chamados para assessoramento legal e financeiro os escritórios Pinheiro Neto, Cleary Gottlieb e Rothschild.

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Preço do diesel S-10 sobe 7,7% nos postos do Brasil, aponta Ticket Log

O preço médio do diesel S-10 nos postos do Brasil subiu 7,72% na primeira semana de março em relação à semana anterior, para R$ 6,70 por litro. Os revendedores estão repassando custos em momento em que o combustível importado ficou mais caro com a guerra no Irã, segundo dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log, divulgados nesta terça-feira (10). O valor do diesel comum avançou 6,10% nos postos, para R$ 6,61 por litro em média. No mesmo período, a gasolina teve variação mais moderada do que o diesel, de 1,24%, para R$ 6,52 por litro. O diesel costuma ser o combustível que reage primeiro a movimentos mais bruscos no mercado internacional de petróleo, principalmente por ter forte relação com a dinâmica do transporte de cargas no país, disse o diretor de Frete na Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes. "Ademais, o Brasil ainda não é autossuficiente na produção do combustível e importa entre 20% e 30% do diesel consumido internamente, o que torna o mercado mais sensível a oscilações internacionais, principalmente em momentos de tensão geopolítica que afetam rotas estratégicas de transporte de petróleo, como o estreito de Hormuz", acrescentou ele. Agentes do setor de combustíveis relataram alta de preços nos postos na última semana, apesar de a Petrobras, que responde pela maior parte do abastecimento no país, estar segurando as suas cotações. Além de o mercado trabalhar com combustível importado, o Brasil também conta com algumas refinarias privadas, que repassam o custo da alta do petróleo. (Reuters)

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Credores negociam conversão de R$ 16 bi de dívida e podem virar sócios da Raízen

Credores e acionistas da Raízen, joint venture entre a Shell e a Cosan, estão negociando uma conversão de R$ 16 bilhões de dívida em capital e, se chegarem a um acordo, devem se tornar sócios da empresa, conforme pessoas próximas às conversas. Os controladores também vão fazer um aporte de capital: R$ 3,5 bilhões virão da Shell e R$ 500 milhões, de Rubens Ometto, por meio da holding Aguassanta. Caso o plano de reestruturação vingue, a expectativa é de que a dívida da Raízen seja cortada expressivamente. Hoje está em R$ 65 bilhões. Sócio da Cosan, o BTG não participa do aporte neste momento. Foi a maneira de convencer os credores bancários a aceitar a negociação. A Raízen está protocolando na madrugada desta quarta-feira, 11, um pedido de recuperação extrajudicial, quando a empresa pede uma proteção de 90 dias para não pagar suas obrigações. É o maior processo extrajudicial desse tipo já visto no Brasil. Oi e Odebrecht tiveram débitos maiores reestruturados, mas foram processos feitos já no âmbito judicial. Conforme apurou a coluna, está fora da mesa a separação de energia e distribuição de combustíveis emdash; os dois principais negócios da Raízen emdash; em companhias distintas, mas as conversas podem ser retomadas no futuro se houver sentido estratégico. Ainda não é possível saber como vai ficar o desenho final do controle da Raízen, nem se o BTG vai sair diluído ou se vai acabar fazendo alguma capitalização no final do processo. Shell Havia uma expectativa dos bancos credores, da Cosan e até do Palácio do Planalto de que a Shell resgatasse a Raízen, mas não vingou. A Shell estava disposta a colocar apenas R$ 3,5 bilhões na companhia, e isso era considerado uma eldquo;gota no oceanoerdquo;. Nas discussões iniciais, a pressão era para que a Shell injetasse R$ 20 bilhões na empresa. Pessoas próximas às discussões afirmam que a Shell não coloca hoje energia e distribuição de combustíveis em suas prioridades. O foco da empresa é extração de petróleo e retorno aos seus acionistas. Chegou a ocorrer uma reunião no Palácio do Planalto da qual participaram Ometto, representantes da Shell, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O objetivo era tentar que a Shell entendesse a importância do mercado brasileiro, mas a companhia estrangeira foi inflexível. As dívidas estão equilibradas entre bondholders estrangeiros e os maiores bancos nacionais e internacionais. São cerca de 20 bancos credores, incluindo Itaú, Santander, Bradesco, Bank of America, Citibank, BNP Paribas etc. Praticamente só não está o BTG, que não é credor, mas sócio da Cosan. Em apenas uma semana de negociações, o time de advogados comandado pelo escritório E.Munhoz conseguiu a aprovação de detentores de 40% da dívida, incluindo praticamente todos os bancos. Falta reunir, porém, os bondholders, cujos detentores estão bastante diluídos. Para aprovar o plano de reestruturação, é necessário convencer 50% dos credores mais 1.

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Vendas no varejo brasileiro caem 5,1% em fevereiro, diz pesquisa

As vendas no varejo brasileiro caíram 5,1% em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com o indicador IGet, desenvolvido pelo departamento econômico do Santander no Brasil em parceria com a Getnet, empresa de pagamentos do grupo espanhol. Na comparação com janeiro, houve uma elevação de 0,3%, de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (9). Quando excluído o faturamento com as vendas de materiais de construção e automóveis, partes e peças (IGet Restrito), o índice mostrou queda de 7,5% ano a ano e de 1,1% na base mensal. O estudo também mostrou que a atividade no setor de serviços às famílias retraiu 4% na comparação com o mesmo período de 2025 e 5,4% em relação ao mês anterior. "Vemos que a política monetária restritiva continua exercendo pressão sobre a atividade econômica", afirmaram Gabriel Couto e Rodolfo Pavan, que assinam o relatório. Os economistas acrescentaram, contudo, que continuam antecipando aceleração da atividade no primeiro trimestre do ano, sobretudo a partir do momento em que os efeitos da isenção de imposto de renda para rendimentos até R$ 5 mil se refletirem em impulso para o consumo. Mais cedo, o ICVA (Índice Cielo do Varejo Ampliado), calculado pela empresa de pagamentos controlada por Banco do Brasil e Bradesco, mostrou queda de 3% no faturamento do varejo brasileiro em fevereiro ante o mesmo período do ano passado, descontada a inflação. (Reuters)

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Possível reajuste da gasolina reacende pressão sobre preços do etanol

O preço do etanol no Brasil pode voltar a subir caso a Petrobras decida reajustar o valor da gasolina nas refinarias. Historicamente, quando ocorre aumento da gasolina, tanto o etanol hidratado, usado diretamente nos veículos flex, quanto o etanol anidro, misturado à gasolina, acompanham esse movimento, muitas vezes em proporção ainda maior. A dinâmica ocorre porque o etanol compete diretamente com a gasolina nas bombas. Assim, qualquer alteração no preço do combustível fóssil tende a influenciar as cotações do biocombustível. eldquo;Em média, quando a gasolina sobe, o etanol costuma registrar um aumento alguns pontos percentuais acimaerdquo;, explica Maurício Muruci, analista da empresa de consultoria Safras eamp; Mercado. Em um cenário hipotético de alta de 5% na gasolina, por exemplo, o preço do etanol nas usinas poderia subir entre 7% e 8%. Mesmo assim, o mercado não espera um reajuste imediato. Na semana passada, a presidente da Magda Chambriard afirmou que não haveria mudanças nos preços da gasolina e do diesel naquele momento. A leitura de analistas é que a Petrobras, em situações de alta das cotações internacionais, costuma levar entre duas e quatro semanas para fazer ajustes, aguardando uma possível acomodação dos preços do petróleo e dos combustíveis. Quando decide corrigir os preços internos, a companhia normalmente recompõe apenas parte da defasagem em relação ao mercado internacional. eldquo;Em geral, a estatal aplica cerca de um terço dessa diferença, estratégia utilizada para evitar oscilações bruscas no mercado domésticoerdquo;, explica Muruci. Forças opostas no mercado de etanol Apesar da possibilidade de alta sustentada pela gasolina, o mercado de etanol enfrenta forças opostas neste momento do ano. O início da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do país tende a pressionar os preços do biocombustível para baixo. Isso ocorre por dois motivos. O primeiro é a venda dos estoques remanescentes da safra anterior. eldquo;Nesta época, as usinas costumam liquidar o etanol armazenado durante a entressafra, muitas vezes com descontos, já que o produto perde qualidade quando fica estocado por muito tempo e não pode ser misturado ao etanol recém produzidoerdquo;, diz o analista. O segundo fator é a entrada do novo volume de produção com o avanço da colheita de cana. A chegada da nova safra amplia a oferta no mercado, o que tradicionalmente exerce pressão negativa sobre os preços. Dessa forma, o comportamento do etanol nas próximas semanas dependerá do equilíbrio entre esses vetores. De um lado, a continuidade da guerra no Oriente Médio pode gerar uma eventual alta da gasolina, o que impulsionaria o preço do biocombustível. De outro, o aumento da oferta com a nova safra tende a limitar ou até neutralizar esse movimento.

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