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Refinaria no RS tem primeira autorização para produzir gás de cozinha sustentável

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a operação da primeira biorrefinaria do Brasil, abrindo caminho para a produção e a comercialização contínua de gás de cozinha de origem renovável. Segundo a agência, testes indicam que o uso do combustível, conhecido como Bio-GL (de gás liquefeito), pode reduzir entre 65% e 70% as emissões de dióxido de carbono em comparação aos combustíveis fósseis. A autorização foi concedida à Refinaria de Petróleo Riograndense, localizada em Rio Grande (RS), sociedade entre a Petrobras e o grupo Ultra. É a primeira autorização concedida pela ANP em caráter permanente para unidade de refino com 100% de matéria-prima renovável. A unidade já vem fazendo testes de produção de combustíveis sustentáveis, como parte da estratégia da Petrobras para reduzir emissões dos produtos que vende. A presidente da estatal, Magda Chambriard, anunciou na semana passada R$ 6 bilhões em investimentos nessa unidade. Segundo a ANP, a documentação técnica apresentada pela empresa comprova que o Bio-GL atende integralmente às especificações físico-químicas exigidas para o gás de cozinha, o que permite seu uso de forma direta e elimina necessidade de adaptações em equipamentos ou infraestrutura. Testes laboratoriais conduzidos pela Ultragaz em fogões e aquecedores domésticos indicaram que o Bio-GL é tecnicamente equivalente ao GLP convencional, com resultados semelhantes de potência, consumo, eficiência energética e emissões de monóxido de carbono, todos dentro dos limites regulatórios. Assim, a ANP decidiu equiparar o Bop-GL ao gás de cozinha para fins regulatórios, estendendo ao produto renovável todas as regras atualmente aplicáveis à comercialização do gás de cozinha e permitindo sua circulação por toda a cadeia de abastecimento. Para a agência, a autorização consolida um marco regulatório para combustíveis renováveis no país, com impactos potenciais sobre a redução de emissões, a diversificação da matriz energética e a segurança do abastecimento. "A iniciativa de produção nacional de Bio-GL vai ao encontro do desenvolvimento de combustíveis de origem renovável no país, de forma alinhada às políticas públicas, com ganhos ambientais, de segurança energética e de abastecimento", afirmou a agência.

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Corte no preço da gasolina pela Petrobras pode aliviar IPCA no curto prazo, dizem analistas

A redução de 5,2% no valor da gasolina vendida pela Petrobras às distribuidoras, que passa a valer nesta terça-feira, 27, já era amplamente aguardada por agentes do segmento de combustíveis. Ainda assim, com os preços praticados no Brasil acima dos internacionais e com o barril de petróleo acumulando queda de quase 20% em 2025, o movimento da estatal nos primeiros dias de 2026 pode gerar uma leve diminuição nas projeções do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de curto prazo, segundo especialistas ouvidos pelo Estadão/Broadcast. A companhia abandonou a Paridade de Preços Internacionais (PPI) em maio de 2023 e passou a adotar uma estratégia comercial que evita transferir a volatilidade do petróleo para o mercado interno. Entretanto, o cenário recente, marcado pela estabilidade das cotações externas do óleo e pela valorização do real em relação ao dólar, respalda a decisão, destaca o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro: eldquo;A defasagem entre o valor de venda da Petrobras e o do produto importado chegou a superar R$ 0,40 por litro em meados de janeiro. Na última sexta-feira (23), permaneceu em R$ 0,24 mesmo com restrições de oferta no Cazaquistão e receios acerca de impactos na produção norte-americana devido à chegada do vórtice polar aos Estados Unidos.erdquo; Para o Itaú BBA, o anúncio foi neutro, embora a magnitude do corte tenha ficado um pouco abaixo da estimativa da equipe. eldquo;Depois do ajuste, os valores domésticos devem permanecer aproximadamente 5% acima da PPI, de acordo com nossos cálculos. Antes, estavam cerca de 10% superioresersquo;. O analista da Genial Investimentos, Vitor Sousa, também aponta a diferença superior a 10%. eldquo;Não foi um corte artificial; havia espaço para reduzirerdquo;, afirmou. Outro fator que reforçou a expectativa de redução dos preços foi o leilão realizado pela companhia na semana passada para um lote de gasolina A, cujo lance inicial trazia desconto de R$ 0,26 por litro em relação ao preço então vigente, acrescenta a StoneX. Efeitos Sob a ótica do mercado de combustíveis, a diminuição de cerca de R$ 0,14 por litro representa alívio no custo na origem da cadeia, observa o especialista em renda variável da Ável Investimentos, Fabio Oiko. eldquo;O preço nas bombas depende de tributos, margens de distribuição e revenda, despesas logísticas e da mistura obrigatória com etanol. Ainda assim, a medida contribui para diminuir o custo marginal do produtoerdquo;, explica. A decisão da estatal igualmente tende a influenciar as cotações do etanol, cuja safra de cana-de-açúcar começa em abril, lembra a responsável pela área de combustíveis da consultoria de preços Argus, Gabrielle Moreira. eldquo;A expectativa é de que este ciclo seja mais direcionado à produção de álcool, o que tende a tornar o etanol mais competitivo no mercado interno. O reajuste no valor da gasolina ajuda a preservar essa competitividadeerdquo;, avalia. Do ponto de vista macroeconômico, a elevação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o combustível e os fundamentos econômicos justificam o corte. Essa combinação deve reduzir o apetite pelo produto importado, acrescenta a especialista da Argus. A economista-chefe da InvestSmart XP, Mônica Araújo, lembra que o repasse das quedas nas refinarias ao consumidor final tem sido parcial, o que pode limitar o impacto sobre a inflação. Mesmo assim, há espaço para revisão das projeções de IPCA de fevereiro e março. Já para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira, a expectativa para a taxa básica de juros permanece inalterada. eldquo;Diante de eventos geopolíticos que trazem volatilidade às cotações do petróleo e de seus derivados, o momento em que a estatal faz esse movimento é difícil de estimar. Mas a decisão da Petrobras pode levar a um tom ligeiramente mais dovish (propenso a cortes) no comunicado, abrindo espaço para o início da flexibilização monetária em março de 2026erdquo;, pondera. O analista de ações da Suno Research, Malek Zein, ressalta que, se o petróleo permanecer no nível atual nos próximos meses, a US$ 65, uma nova alta da gasolina não está descartada. eldquo;Embora não seja uma obrigação formal, a Petrobras vem seguindo a paridade internacional, o que consideramos bastante positivoerdquo;, conclui.

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Governo expande Gás do Povo em meio a prazo apertado para aprovação no Congresso

O programa social para o gás de botijão do governo Lula (PT), o Gás do Povo, vai passar a valer em todo o país a partir de segunda-feira (26/1), dois meses depois do início da implementação em dez capitais selecionadas. A expansão ocorre a duas semanas do prazo para a aprovação pelo Congresso Nacional da Medida Provisória 1313/2025, que criou o programa. Caso não seja aprovada até 11 de fevereiro, a MP vai caducar, criando insegurança sobre a continuidade do benefício. Na prática, haverá uma semana para a aprovação, já que as atividades legislativas recomeçam apenas em 2 de fevereiro. No começo de novembro, foi instalada a Comissão Mista para discutir o texto, com o deputado Hugo Leal (PSD/RJ) como relator e o senador Nelsinho Trad (PSD/MS) como presidente. A discussão, no entanto, escorregou para o início deste ano emdash; e pode enfrentar resistência. Leia no site: Relator vai incluir classificação de gasodutos pelos estados na MP do Gás do Povo; indústria reage Uma das incertezas sobre a capilaridade do programa era a adesão das revendas de botijões. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), há 10 mil revendas credenciadas na iniciativa. Na prática, uma em cada seis existentes no país está participando do programa. Dessas, 5 mil já estavam credenciadas na primeira fase, o que indica concentração nas capitais. O programa de combate a pobreza energética entra em vigor a poucos meses do início da agenda eleitoral. O benefício social vai distribuir uma recarga de botijão de 13 kg para famílias que recebem até meio salário mínimo por mês. Vale a leitura: Gás do Povo: como vai funcionar e quem tem direito ao novo vale-gás A expectativa é beneficiar 15,5 milhões de famílias, atendendo 46 milhões de pessoas. O programa mexe também com um mercado marcado pelo baixo crescimento nos últimos anos e gera expectativa de levar a um recorde no consumo de gás liquefeito de petróleo (GLP) no Brasil este ano. Para entender: Depois do lançamento em uma favela de Belo Horizonte (MG), reduto eleitoral do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), a segunda fase do programa vai ser lançada em um evento em Bangu, no Rio de Janeiro, em uma revenda da Supergasbras. Estão previstas as presenças de Hugo Leal; do Secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME, Renato Dutra; e da Secretária Nacional de Integração e Articulação de Plataformas Sociais Eletrônicas do ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Analucia Faggion Alonso.

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Petróleo cai com aumento da oferta e expectativa por decisão da Opep+

O petróleo fechou em queda nesta segunda-feira, 26, refletindo os temores de uma oferta excessiva da commodity frente ao aumento de embarques da Venezuela e sob expectativas para a próxima reunião da Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+). Investidores monitoram ainda o impacto da forte tempestade de inverno nos Estados Unidos sobre a produção de petróleo e tensões geopolíticas. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para março fechou em queda de 0,72% (US$ 0,44), a US$ 60,63 o barril. Já o Brent para abril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), caiu 0,46% (US$ 0,30), a US$ 64,77 o barril. Segundo a Bloomberg, delegados da Opep+ afirmaram que o cartel deve seguir os planos de manter a produção de petróleo estável em março, enquanto o grupo lida com um excedente global e uma onda de riscos geopolíticos. Ainda conforme o veículo, a Chevron aumentou sua frota para transportar petróleo venezuelano aos EUA, enquanto o Casaquistão retomou operações no oleoduto do Cáspio endash; responsável por 90% da produção do país, um dos maiores fornecedores globais da commodity. Os temores sobre a oferta pressionaram o petróleo e se sobrepuseram a notícias de danos provocados pela tempestade de inverno nos EUA, cuja onda de frio ameaça a produção doméstica de energia. Para o Price Futures Group, o mercado segue em estado de alerta, reagindo a cada nova atualização sobre a tempestade. Também pesando sobre os preços, aumentou no fim de semana a preocupação de investidores com possível novo shutdown nos EUA e eventuais repercussões na economia, após democratas demonstrarem resistência em aprovar o orçamento. Limitando as perdas, a Ucrânia lançou novo ataque contra uma refinaria de petróleo da Rússia, apesar do andamento das negociações para um acordo de paz. A próxima reunião está marcada para domingo, em Abu Dhabi. Ainda no radar geopolítico, um porta-aviões dos EUA chegou ao Oriente Médio e, segundo o Washington Post, amplia as opções do governo Trump para um possível ataque ao Irã. Incertezas sobre a Groenlândia levaram a União Europeia a adiar votação do acordo comercial com os EUA, enquanto Trump ameaçou aplicar novas tarifas de 100% sobre o Canadá por fechar parceria com a China. Na visão do SEB, essas tensões devem dar algum suporte aos preços do petróleo no curto prazo. (Estadão Conteúdo)

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Opep+ deve manter pausa no aumento da produção de petróleo, conforme preços sobem, dizem fontes

A Opep+ deve manter sua pausa no aumento da produção de petróleo para março em uma ezwnj;reunião marcada para o domingo, disseram três delegados da Opep+ à ezwnj;Reuters, em meio à alta dos preços devido a uma queda na produção de petróleo do Cazaquistão. A reunião de oito membros da Opep+, que bombeia cerca de metade do petróleo do ezwj;mundo, ocorrerá após um salto de 8% nos preços do petróleo até o momento neste mês, ultrapassando US$66 por barril, apesar da preocupação de que um excesso de ezwnj;oferta poderia empurrar os preços para baixo. Os oito ezwnj;membros do grupo de produtores de petróleo -- Arábia Saudita, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão, Kuwait, Iraque, Argélia e Omã -- devem se reunir em 1º de fevereiro. Eles aumentaram as metas de produção de petróleo em cerca de 2,9 milhões de barris por dia de abril a dezembro de 2025, o que equivale a quase 3% da demanda mundial, e suspenderam os aumentos mensais de janeiro a março em meio a previsões de demanda fracas. A Opep e as autoridades da Arábia Saudita e da Rússia não responderam imediatamente a pedidos de comentários da Reuters sobre a próxima reunião. A Bloomberg informou anteriormente que a Opep+ manteria estável sua política de petróleo. Ao comentar ezwnj;sobre a produção venezuelana, um dos três delegados disse que a recuperação levaria tempo e que ainda não era provável que tivesse um grande impacto sobre o equilíbrio do mercado global de petróleo. (Reuters)

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ANP divulga resultados de ações de fiscalização em 15 unidades da Federação (20 a 23/01/26)

Entre os dias 20 e 23/01, a ANP fiscalizou o mercado de abastecimento em 15 unidades da Federação. Nas ações, os fiscais verificaram a qualidade dos combustíveis, o fornecimento do volume correto pelas bombas medidoras, a adequação dos equipamentos e dos instrumentos necessários ao correto manuseio dos produtos, bem como as documentações de autorização de funcionamento das empresas e as relativas às movimentações dos combustíveis e lubrificantes. No período, destacou-se a participação da ANP na Operação Naphtos, em Ponta Porã (MS), com o objetivo de combater empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias químicas. A ação foi realizada em conjunto com a Polícia Federal. Confira a tabela completa de todos os agentes econômicos fiscalizados no período. Agentes econômicos fiscalizados em operações que ainda estão em andamento não foram incluídos na planilha, de forma a preservar o sigilo das ações. Nesses casos, a planilha será atualizada com a inclusão dos dados após o término da respectiva operação.e#8239; e#8239; Veja abaixo mais informações sobre as principais ações realizadas nas unidades federativas do país:e#8239;e#8239; Mato Grosso do Sul Dois postos de combustíveis, seis transportadores-revendedores-retalhistas (TRR), uma distribuidora de combustíveis e dois agentes não regulados (indústrias químicas) foram fiscalizados em Campo Grande, Dourados e Ponta Porã. Foram lavrados três autos de infração, três de interdição e coletadas 13 amostras de combustíveis para análise em laboratório. A ANP participou de ação conjunta com a Polícia Federal, no âmbito da Operação Naphtos, de combate ao desvio de nafta para utilização como combustíveis em postos revendedores, em Ponta Porã. Amapá Em Santana, houve fiscalização em uma distribuidora de combustíveis, sem registro de irregularidades. Amazonas Quatro postos de combustíveis e um transportador-revendedor-retalhista (TRR) foram fiscalizados em Manaus e Manacapuru. Não foram encontradas irregularidades. Bahia Foram fiscalizados 16 postos de combustíveis, uma distribuidora de GLP e uma revenda de GLP, em Salvador e Camaçari. Foram lavrados cinco autos de infração e um de interdição, com a apreensão de 820 botijões de GLP. Houve coleta de uma amostra de combustível para análise em laboratório. Goiás Os fiscais estiveram em 13 postos de combustíveis, uma revenda de GLP e um posto de aviação, nas cidades de São Luís de Montes Belos, Córrego do Ouro e Luziânia. Foram lavrados dois autos de infração e coletadas cinco amostras de combustíveis para análise em laboratório. Mato Grosso Houve fiscalização em cinco postos de combustíveis, dois transportadores-revendedores-retalhistas (TRR) e dois agentes não regulados (locais que armazenavam combustíveis irregularmente e revendiam para garimpeiros). Os fiscais estiveram em Cuiabá, Cáceres, Pontes e Lacerda, Vila Bela da Santíssima Trindade e Conquista Dersquo;Oeste. Foram registrados quatro autos de infração e coletada uma amostra de combustível para análise em laboratório. Em Cuiabá, a ANP atuou em parceria com o Procon Municipal. Em Conquista Dersquo;Oeste e Pontes e Lacerda, a Agência participou de força-tarefa com o Ibama e a Polícia Civil de Mato Grosso no âmbito da operação de combate ao garimpo ilegal nas terras indígenas Sararé. e#8203; Minas Gerais Foram vistoriados 27 postos de combustíveis e quatro revendas de GLP, em Belo Horizonte, Divinópolis, Uberlândia, Contagem, Betim, São Gonçalo do Pará, Carmo do Cajuru, Igaratinga, Ribeirão das Neves, São Sebastião do Oeste, Araújos, Perdigão e Nova Serrana, com a lavratura de 19 autos de infração e três de interdição. Foram coletadas 12 amostras de combustíveis para análise em laboratório e apreendidos 36 botijões de GLP e 24 litros de lubrificantes. Pará Seis postos de combustíveis foram fiscalizados em Belém e Ananindeua, sem registro de irregularidades. Paraná Foram fiscalizados cinco postos de combustíveis e cinco transportadores-revendedores-retalhistas (TRR), nas cidades de Curitiba, Pien, Agudos do Sul, União da Vitória, Lapa e Mandirituba, sem registro de irregularidades. Foram coletadas nove amostras de combustíveis para análise laboratorial. Pernambuco Os fiscais estiveram em 15 postos de combustíveis e uma revenda de GLP, em Vitória de Santo Antão, Chá Grande, Pombos, Moreno, Glória do Goitá e Chá de Alegria. Foram lavrados nove autos de infração. Uma amostra de combustível foi coletada para análise em laboratório. Rio de Janeiro As ações aconteceram em 20 postos de combustíveis, nas cidades do Rio de Janeiro e São Gonçalo. Na capital fluminense, algumas operações foram realizadas em conjunto com o Procon Estadual, a Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON-RJ) e o Comando de Polícia Ambiental (CPAM). Em São Gonçalo, uma das ações aconteceu em conjunto com a Superintendência de Combate aos Crimes Ambientais (SUPPCA) e a Força Especial de Controle de Divisas - Operação Foco. Foram registrados cinco autos de infração e três de interdição, e coletadas 15 amostras de combustíveis para análises em laboratório. Houve apreensão de 4.666 litros de etanol, 6.358 litros de gasolina comum e 642 litros de óleo diesel. Rio Grande do Sul No estado, foram fiscalizados dois postos de combustíveis e 15 revendas de GLP nas cidades de Porto Alegre, Campo Bom, Imbé, Maquiné, Osório, Terra de Areia, Torres, Arroio do Sal e Capão da Canoa. Foram registrados três autos de infração e quatro de interdição. Houve apreensão de 118 botijões de GLP e 4.197 litros de óleo diesel S10 comum. Uma amostra de combustível foi coletada para análise em laboratório. Roraima Em Boa Vista, foram vistoriados oito postos de combustíveis. Parte das ações foi realizada em força-tarefa com a Força de Segurança Nacional e a Polícia Civil de Roraima, no âmbito da Operação Yanomami. Foram lavrados dois autos de infração. Santa Catarina As fiscalizações aconteceram em seis postos de combustíveis, três revendas de GLP, um depósito de GLP e um produtor de solvente, nos municípios de Joinville, Balneário Piçarras (em parceria com o Procon Municipal) e São Francisco do Sul. Foram lavrados dois autos de infração e um de interdição, com a apreensão de 512 botijões de GLP. São Paulo Houve fiscalização em 27 postos de combustíveis e um agente não regulado (oficina de manutenção e reparos de aeronaves). As ações aconteceram nos municípios de São Paulo, Catanduva, São Bernardo do Campo, Santo André, Barretos, Dracena, Birigui, Araçatuba, Ferraz de Vasconcelos e Poá. Foram coletadas oito amostras de combustíveis para análise em laboratório, lavrados seis autos de infração e dois de interdição, realizados em operações com a utilização do espectrofotômetro, modelo FTIR, equipamento portátil que permite a identificação em campo da presença de metanol na gasolina e no etanol e do percentual de biodiesel adicionado ao óleo diesel. Consulte os resultados das ações da ANP em todo o Brasil As ações de fiscalização da ANP são planejadas a partir de diversos vetores de inteligência, como informações da Ouvidoria da ANP com manifestações dos consumidores, dados do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da Agência, informações de outros órgãos e da área de Inteligência da ANP, entre outros. Dessa forma, as ações são focadas nas regiões e agentes econômicos com indícios de irregularidades. Para acompanhar todas as ações de fiscalização da ANP, acesse o Painel Dinâmico da Fiscalização do Abastecimento. Os estabelecimentos autuados pela ANP estão sujeitos a multas que podem variar de R$ 5 mil a R$ 5 milhões, além de penas de suspensão e revogação de sua autorização. As sanções são aplicadas somente após processo administrativo, durante o qual o agente econômico tem direito à ampla defesa e ao contraditório, conforme definido em lei. Já a interdição é uma medida cautelar, aplicada para proteger o consumidor, evitando a comercialização de combustíveis fora das especificações, fornecimento de combustível em quantidade diferente da marcada na bomba, entre outras irregularidades. Caso o posto comprove à ANP que o problema foi sanado, a Agência realiza a desinterdição, sem prejuízo do processo administrativo e possíveis penalidades. Denúncias sobre irregularidades no mercado de combustíveis podem ser enviadas à ANP por meio do telefone 0800 970 0267 (ligação gratuita) ou do FalaBR, plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União (CGU).

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