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Petrobras reduz em 7,8% preço do gás natural para distribuidoras

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (27) corte de 7,8% no preço do gás natural vendido às distribuidoras de gás encanado do país. Os novos preços passam a valer no dia 1º de fevereiro, e o repasse ao consumidor final depende dos contratos de concessão de cada estado. O gás natural é importante insumo industrial e é usado também por residências e comércios em estados que têm rede de distribuição do combustível. O uso no transporte, setor em que é conhecido como GNV (gás natural veicular), também é relevante. Os contratos de venda de gás da Petrobras para distribuidras preveem reajustes trimestrais de acordo com a variação dos preços internacionais do petróleo. No início de 2026, alguns contratos passaram a ser indexados pelo preço do gás natural no principal ponto de venda do produto nos Estados Unidos. O novo indexador foi proposto pela estatal ainda em 2021, com o objetivo de oferecer um contrato com maior previsibilidade do que aqueles que variam de acordo com os preços do petróleo. Na época, o preço do gás no Brasil disparava com a recuperação do petróleo após o período mais duro da pandemia. Pouco antes da divulgação dos novos contratos, a Petrobras havia anunciado aumento médio de 39% no preço de venda às distribuidoras para o trimestre entre maio e julho, movimento que teve grande peso também da desvalorização cambial. O percentual foi considerado "inadmissível" pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). "Que contratos são esses? Que acordos foram esses? Foram feitos pensando no Brasil?", questionou ele na ocasião. Em nota, a Petrobras ressaltou que "o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da molécula pela companhia, mas também pelo custo do transporte até a distribuidora, pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, assim como por suas margens". Em alguns estados, como São Paulo, o repasse é feito na data de aniverário do contrato. No Rio de Janeiro, por outro lado, é imediato. Responsável pela distribuição no estado, a Naturgy informou que as tarifas cairão até 12,5% (valor par apostos de GNV na região metropolitanda da capital). Clientes residenciais terão corte médio de 4,4%, Para o comércio o corte varia entre 4,6% e 5,2% e para a indústria, de 10,2% a 11,6%. "A redução vai beneficiar cerca de um milhão de clientes nos mercados residencial, comercial, industrial e GNV. Hoje, o Rio de Janeiro é líder em GNV no país, com aproximadamente 1,7 milhão de veículos leves convertidos e mais de 700 postos instalados", disse a companhia. A Petrobras afirmou que, desde dezembro de 2022, a redução acumulada no preço do gás natural às distribuidoras é de 38% emdash;incluindo o efeito da redução de fevereiro.

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IPCA-15: prévia da inflação desacelera a 0,20% em janeiro com queda em energia e passagens aéreas

Com a ajuda da redução nos custos da conta de luz e das passagens aéreas, a prévia da inflação oficial no País desacelerou de 0,25% em dezembro para 0,20% em janeiro. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) divulgados nesta terça-feira, 27, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da projeção mediana de inflação de 0,23% prevista por analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast. No entanto, a taxa de inflação acumulada em 12 meses voltou a acelerar, após três meses consecutivos de arrefecimento: de 4,41% em dezembro de 2025 para 4,50% em janeiro de 2026. Os dados não mudam a expectativa de que o Comitê de Política Monetária do Banco Central mantenha a taxa básica de juros, a Selic, no atual patamar de 15% ao ano na reunião desta quarta-feira, 28, previu Heliezer Jacob, economista do C6 Bank. eldquo;Acreditamos que o ciclo de cortes deve começar em março, com os juros chegando a 13% no fim do anoerdquo;, projetou Jacob, em comentário. eldquo;A melhora da inflação vista nos últimos meses de 2025 foi puxada pela queda dos preços das commodities em reais, que contribuiu para aliviar a pressão sobre os alimentos e bens industriais. Para 2026 e 2027, porém, nossa projeção é de um IPCA a 4,8%, impulsionado pelo mercado de trabalho aquecido e pela nossa perspectiva de desvalorização do real, em meio às preocupações com o aumento da dívida pública no Brasil.erdquo; Os serviços intensivos em mão de obra permanecem eldquo;um desafio relevante para o Banco Centralerdquo;, enquanto os bens industriais mantêm comportamento benigno, observou o economista Julio Barros, do banco Daycoval. eldquo;Nossa projeção atualizada para inflação deste ano é de 4,1%. Esse resultado reforça o viés de baixa, mas como um todo não altera a nossa expectativa por início do ciclo de corte do Banco Central sobre a Selic em março de 2026, em função justamente desse desafio no grupo de serviços, uma parte dos itens mais sensíveis à atividade econômica, ao ciclo de política monetária, que ainda permanecem pressionadoserdquo;, avaliou Barros, em comentário. Conta de luz mais barata A energia elétrica residencial recuou 2,91% em janeiro, resultando no maior alívio individual no IPCA-15 deste mês, de -0,12 ponto porcentual, apesar da pressão do reajuste tarifário de 21,95% em uma das concessionárias de Porto Alegre a partir de 22 de novembro. eldquo;Em dezembro estava em vigor a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos. Já em janeiro, a bandeira vigente é a verde, sem custo adicional para os consumidoreserdquo;, lembrou o IBGE. Ainda em habitação, a taxa de água e esgoto subiu 1,74% em janeiro, e o gás encanado teve alta de 2,51%. Já as quedas nos preços das passagens aéreas e do ônibus urbano puxaram a redução de custos com transportes em janeiro, embora a alta na gasolina tenha impedido um alívio maior ao bolso das famílias. As passagens aéreas caíram 8,92%, segundo maior impacto individual negativo no índice do mês, -0,07 ponto porcentual. O ônibus urbano teve recuo de 2,79%, impacto de -0,03 ponto porcentual no IPCA-15. Apesar dos reajustes anunciados nas tarifas em diversas regiões, a queda na média geral foi puxada pela implementação de gratuidades aos domingos e feriados em locais como Belo Horizonte e São Paulo. Por outro lado, o metrô subiu 2,52% em janeiro, o trem aumentou 2,43%, e o táxi avançou 0,42%. Os combustíveis ficaram 1,25% mais caros em janeiro, com avanços de 3,59% no etanol, 1,01% na gasolina, 0,11% no gás veicular e 0,03% no óleo diesel. A gasolina exerceu a principal pressão individual sobre a inflação do mês, contribuição de 0,05 ponto porcentual. Houve aumento nos gastos também com saúde e cuidados pessoais, impulsionados por artigos de higiene pessoal (1,38%) e plano de saúde (0,49%). A alimentação para consumo no domicílio subiu 0,21% em janeiro, interrompendo assim uma sequência de sete meses de quedas. Ficaram mais caros o tomate (16,28%), batata-inglesa (12,74%), frutas (1,65%) e carnes (1,32%). Na direção oposta, os preços recuaram para o leite longa vida (-7,93%), arroz (-2,02%) e café moído (-1,22%). A alimentação fora do domicílio subiu 0,56% em janeiro: o lanche avançou 0,77%, e a refeição fora de casa aumentou 0,44%. eldquo;Para o IPCA fechado de janeiro, a expectativa é de aceleração moderada do IPCA. As pressões dos preços de alimentos in natura devem se intensificar, em linha com a sazonalidade do períodoerdquo;, apontou Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria Econômica, em relatório. Ao mesmo tempo, a redução do preço da gasolina nas refinarias da Petrobras tende a contribuir para deter a inflação adiante, acrescentou Francisco Luis Lima Filho, economista sênior do banco ABC Brasil. eldquo;Com o corte de 5,2% no preço da gasolina anunciado pela Petrobras e uma surpresa baixista em itens recorrentes ao longo do ano, revisamos nossa projeção de inflação de +4,0% para +3,7% para 2026erdquo;, justificou Lima Filho, em relatório.

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Mover: o que muda no preço e na tecnologia do seu carro até 2030

O governo federal acaba de regulamentar aspectos essenciais da atual política automotiva, o Mover (Mobilidade Verde e Inovação). Até 2030, os carros vendidos no Brasil terão de apresentar melhora de 8% a 12% na eficiência energética emdash; aspecto que leva em conta o consumo de combustível e as emissões de dióxido de carbono. O cálculo consolidado é da Bright Consulting, já que o modelo desenvolvido pelo governo é complexo justamente para englobar as diferentes tecnologias de combustão oferecidas no país. A política automotiva leva em conta veículos a combustão, carros flex, movidos puramente a etanol e, ainda, modelos com diferentes níveis de eletrificação. Por um lado, o Mover exige evolução tecnológica, o que pode gerar mais custos para as montadoras e um preço mais alto para o consumidor. Por outro, o governo oferece descontos de IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) conforme as empresas alcançam as metas de eficiência. Isso pode resultar em manutenção ou, quem sabe, redução dos preços. A seguir, o Jornal do Carro decifra os principais pontos do Mover e revela como o programa pode mudar o veículo que você dirige: 1- Impacto no preço do carro Murilo Briganti, COO da Bright Consulting, avalia que ainda é cedo para prever se os carros vão ficar mais caros. No entanto, modelos que atenderem plenamente ao programa devem receber mais incentivos tributários, com redução de IPI, tornando-se mais competitivos. eldquo;Carros mais eficientes e tecnologicamente alinhados tendem a ficar relativamente mais competitivos, enquanto modelos menos eficientes podem encarecer ou perder espaçoerdquo;, observa. Além disso, o acirramento da competição, com a chegada de novas marcas, reduz a margem para aumentos: pela primeira vez em cinco anos, o tíquete médio dos veículos novos subiu menos que a inflação. 2- Eficiência energética acumulada chega a 45% Desde 2012, com o Inovar-Auto, a indústria brasileira segue metas de eficiência. Com o Mover, a melhoria acumulada deve chegar a 45% em 18 anos (2012-2030). Para quem dirige, isso se traduz em automóveis que andam mais gastando menos energia. Além da economia no bolso, o resultado é uma redução consistente na emissão de poluentes. 3- Brasil pioneiro: do eldquo;Poço à Rodaerdquo; O Brasil é pioneiro ao criar um programa que engloba diversas tecnologias de propulsão sob o cálculo eldquo;do poço à rodaerdquo;. A conta considera tanto o consumo e as emissões do carro quanto a pegada de carbono da geração da energia (seja etanol, gasolina ou eletricidade). Isso evita distorções, como considerar eldquo;limpoerdquo; um carro elétrico carregado por energia gerada em usinas de carvão. 4- Salto em segurança e tecnologias ADAS Além da eficiência, o Mover impõe a adoção de sistemas mais modernos de segurança. Segundo Marcus Vinícius Aguiar, presidente da AEA - Associação de Engenharia Automotiva, o consumidor encontrará veículos com tecnologias de assistência ao motorista (ADAS) de série em mais categorias. Itens como frenagem automática e alerta de colisão deixam de ser luxo para virar requisito de projeto, elevando o padrão de proteção nas ruas brasileiras. 5- O que o consumidor pode esperar? Para os especialistas, o Mover é positivo. As fabricantes precisarão investir em eletrificação e motores mais eficientes para alcançar as metas. Até 2030, o brasileiro encontrará nas lojas uma oferta mais sofisticada, com integração entre sistemas elétricos e eletrônicos e melhor controle de energia.

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Royalties: valores referentes à produção de novembro foram distribuídos hoje a estados e municípios

Foram concluídas hoje (27/01) todas as etapas da operacionalização da distribuição de royalties pela ANP, relativos à produção de novembro de 2025, para os contratos de partilha de produção. O valor de partilha repassado diretamente aos estados foi de R$ 522.505.886,62, enquanto os municípios receberam R$ 677.102.192,99. Em termos de número de beneficiários, os repasses foram feitos a 546 municípios e três estados. Com isso, nesta data, encerram-se os repasses totais diretamente aos entes beneficiários referentes aos contratos tanto de partilha de produção quanto de concessão e cessão onerosa (ocorridos no dia 22/01), relativos à produção de novembro de 2025. O montante total de royalties da produção de novembro de 2025 dos regimes de concessão, cessão onerosa e partilha destinados aos municípios, estados e União foi de R$ 4,38 bilhões. Os valores detalhados de royalties por beneficiário, incluindo os dados históricos, estão disponíveis na página Royalties. Os dados relativos ao mês corrente estão sendo consolidados e serão publicados em breve na mesma página. A atribuição da ANP na distribuição de royalties A ANP é responsável por calcular, apurar e distribuir os royalties aos entes beneficiários (União, Estados e Municípios). Os royalties são distribuídos aos beneficiários segundo diversos critérios estabelecidos na Lei nº 7.990/1989 e Decreto nº 1/1991 (distribuição da parcela de 5% dos royalties), e Lei nº 9.478/1997 e Decreto nº 2.705/1998 (distribuição da parcela acima de 5% dos royalties). A Agência preza pela ampla transparência quanto aos recursos distribuídos aos entes beneficiários, bem como pela execução criteriosa das etapas operacionais intrínsecas à complexa atividade de distribuição de royalties, em âmbito nacional, à União, estados e municípios, conforme competências estabelecidas na legislação vigente. Não há data estabelecida para o pagamento dos valores referentes aos royalties, de acordo com a legislação aplicável. Apesar disso, a ANP está empenhada em fazer com que as receitas decorrentes dos royalties cheguem aos beneficiários no menor tempo possível. Os valores e datas dos depósitos, bem como respectivos beneficiários, podem ser consultados no sítio eletrônico do Banco do Brasil. Para Royalties, no campo Fundo, selecione eldquo;ANP endash; ROYALTIES DA ANPerdquo;.

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Estudo revela regiões no Brasil com mais casos de gasolina adulterada

Abastecer com combustível adulterado pode ser fatal para o motor do carro. O Instituto Combustível Legal (ICL) criou um método de fiscalização chamado eldquo;cliente misteriosoerdquo;. Trata-se de um carro que vai à paisana aos postos para fazer a coleta do combustível que será analisado em laboratório para criar um mapa de calor das zonas com maiores índices de adulteração e outras fraudes. Ao longo de 2025, o ICL coletou 3.210 amostras de gasolina, etanol e diesel em postos espalhados por 14 estados brasileiros, registrando 28% de índice de irregularidade. Veja abaixo: Total de amostras: 3.210 Não conforme: 888 Índice de não conformidade: 28% A fiscalização foi intensificada após a deflagração da Operação Carbono Oculto pela Polícia Federal no ano passado. A investigação descobriu envolvimento do crime organizado na produção, adulteração, distribuição e venda dos combustíveis em oito estados. Quanto às inconformidades registradas, a fraude volumétrica foi a mais frequente, seguida por baixa qualidade de gasolina e etanol, alto teor de etanol na gasolina e baixo teor de biocombustível no diesel. Confira a lista: Tipo de irregularidade Quantidade de casos 1°) Bomba fraudada 324 2°) Baixa qualidade de gasolina e etanol 227 3°) Alto teor de etanol na gasolina 226 4°) Teor de biodiesel baixo 93 5°) Adulteração com metanol 4 Carlo Faccio, diretor executivo do ICL, contou para a Autoesporte que a fraude volumétrica é aplicada direto na bomba, onde os números nos mostradores não condizem com a verdadeira quantidade de combustível que entrou no tanque. Neste estudo, 52% dos casos foram registrados no Paraná. eldquo;Pelo cliente misterioso já identificamos inconformidades que chegam a 31% [do volume] exibido no painelerdquo;, alertou o especialista. Os aparelhos usados neste golpe são chamados de eldquo;bombas chipadaserdquo; ou eldquo;bombas burraserdquo;. Entre as outras fraudes, o baixo teor de biodiesel consiste em uma adulteração que lesa não apenas o bolso do consumidor, mas também o meio ambiente. Já o alto teor de etanol na gasolina, excedendo o limite permitido de 30%, foi amplamente registrado no Sudeste. Este é um tipo de golpe que pode ser identificado pelo próprio motorista no dia a dia, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo e Gás Natural (ANP). "Esteja atento a mudanças no desempenho do veículo, como aumento de consumo, perda de potência, falhas no funcionamento, dentre outros itens. Alterações na performance do veículo podem ser um indício de alguma fraude, embora não seja a única explicaçãoerdquo;, explicou a ANP. A maneira mais comum de adulterar gasolina no Brasil é com a adição de etanol emdash; porém, a Operação Carbono Oculto ainda constatou o uso de metanol. O PCC adquiriu usinas e até distribuidoras para facilitar a mistura. eldquo;O metanol é um produto nocivo, corrosivo e tóxico até para o frentista. Se alguém tiver contato e coçar os olhos, pode ficar cegoerdquo;, ressaltou Carlo Faccio, diretor do ICL. Em regiões do interior de São Paulo, a facção chegou a vender um combustível clandestino que tinha 95% de metanol e 5% de gasolina. Ao longo do segundo semestre de 2025, este composto também foi identificado em bebidas alcoólicas, causando centenas de hospitalizações e até mortes. O balanço mais recente do ICL revelou que postos do Rio de Janeiro (RJ), Caxias (RJ), Curitiba (PR) e São Bernardo do Campo (SP) são os locais com maior incidência de adulteração de metanol. As zonas de risco para abastecer Com base nas 3.210 amostras de gasolina, etanol e diesel coletadas pelo eldquo;cliente misteriosoerdquo;, o ICL elaborou mapas de calor dos estados brasileiros com base em cada tipo de ocorrência. São as chamadas "zonas de risco", onde há maior probabilidade de adulteração e outras irregularidades, representadas pelas cores azul e vermelho Veja abaixo se a sua região está entre elas: Irregularidades de fraude volumétrica Municípios com mais registros: SP: São Paulo, Campinas, Osasco, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Mauá, Santos e Guarujá; RJ: Rio de Janeiro, Duque de Caxias e Nova Iguaçu; PR: Curitiba, São José dos Pinhais e Campo Largo; GO: Goiânia, Goianira e Anápolis; BA: Salvador, Lauro de Freitas e Camaçari. Irregularidades de qualidade de gasolina e etanol Municípios com mais registros: SP: São Paulo (especialmente na Zona Leste), Guarulhos, Santos, Jundiaí, Campinas, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul; RJ: Rio de Janeiro, Duque de Caxias e São Gonçalo; PR: Curitiba e São José dos Pinhais; MG: Belo Horizonte e Contagem; BA: Salvador, Lauro de Freitas e Camaçari. Irregularidades com diesel Municípios com mais registros: SP: Santos, São Vicente, Ribeirão Preto; PR: Londrina, Maringá, Umuarama; SC: Florianópolis, Blumenau e Joinville; MG: Montes Claros e Uberlândia; GO: Goiânia e Rio Verde; MT: Cuiabá. O crime organizado ampliou sua rede e está cada vez mais difícil de rastrear. Um posto confiável pode se tornar ponto de golpistas em poucas semanas emdash; e até estabelecimentos geridos por empresários honestos podem receber combustível adulterado. O mapa de calor do ICL traz uma referência das regiões de maior risco, onde o motorista deve ficar mais atento.

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Justiça isenta a Refit de pagamentos previstos no plano de recuperação judicial, como dívida ativa

O grupo Refit conseguiu nesta terça-feira, na segunda instância do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), a suspensão temporária por 120 dias das obrigações previstas no plano de recuperação judicial da Refinaria de Manguinhos, principal operação da empresa. A principal delas é o pagamento parcelado da dívida tributária com o Estado do Rio. No fim do ano passado, a Procuradoria-Geral do Estado do Rio (PGE) já havia informado no processo de recuperação judicial que a Refit vinha atrasando pagamentos da dívida, renegociada e parcelada em 2023. Com a decisão desta terça-feira, a empresa tem respaldo judicial para deixar de pagar. A PGE informou que vai recorrer da decisão liminar. A Refinaria de Manguinhos está em recuperação judicial desde 2015. Em novembro passado, o grupo voltou aos holofotes com uma operação da Receita Federal em parceria com os Ministérios Públicos de cinco estados, sob suspeitas de montar um esquema que teria sonegado R$ 26 bilhões em impostos, especialmente o ICMS. Empresa alega e#39;asfixia financeirae#39; Pouco antes de deflagração da operação em novembro, em setembro, a ANP, agência reguladora do setor, suspendeu o funcionamento da Refinaria de Manguinhos. A suspensão, somada a medidas de novembro emdash; como o bloqueio de R$ 10,2 bilhões contra todos os integrantes do grupo, incluindo imóveis e veículos emdash;, paralisou os negócios da Refit. Ao TJRJ, no processo da recuperação judicial, o grupo alegou que estava em eldquo;asfixia financeiraerdquo;, como mostrou o colunista do GLOBO Lauro Jardim. O pedido foi por uma suspensão de 180 dias nas obrigações do plano de recuperação. Nesta terça-feira, o desembargador Guaraci de Campos Vianna aceitou o pedido numa decisão liminar, mas reduziu o período para 120 dias, ou eldquo;enquanto perdurarem as medidas de integral constrição patrimonialerdquo;, conforme parte do processo ao qual O GLOBO teve acesso. A decisão deixa claro que a suspensão inclui eldquo;a adoção de medidas tendentes ao cancelamento do parcelamento tributário ou ao prosseguimento da execução fiscal por inadimplementoerdquo;. A Refit tinha pressa para conseguir a suspensão. Na próxima sexta-feira, dia 30, venceria um prazo no acordo de renegociação da dívida tributária com o Estado do Rio. Se continuasse inadimplente, o grupo poderia ter toda a dívida executada de uma vez. Dívida ativa sobe, e PGE vai recorrer Conforme dados da dívida ativa, divulgados pela PGE, a Refinaria de Manguinhos fechou 2025 devendo R$ 13,3 bilhões ao Estado do Rio emdash; o valor sobe quando se somam as dívidas de distribuidoras de combustíveis tidas como ligadas ao conglomerado. No balanço mensal de novembro, o valor estava em R$ 13,1 bilhões, ou seja, houve um aumento de R$ 200 milhões na passagem para dezembro. Segundo a PGE, o grupo Refit não paga a dívida renegociada desde outubro. Em dezembro, o procurador-geral do Estado, Renan Saad, disse ao GLOBO que, após uma petição da PGE no processo de recuperação judicial da Refinaria de Manguinhos, a Refit pediu a emissão de guias para retomar os pagamentos da dívida renegociada. Nesta terça-feira, a PGE informou que vai recorrer da liminar no processo, embora ainda não tenha sido notificada da nova decisão. A PGE informou que já havia entrado com uma petição, na segunda-feira, contra o pedido do grupo Refit, que acabou sendo acatado pelo desembargador Vianna. eldquo;Na petição, a PGE-RJ pede que a 5ª Vara Empresarial da Comarca da Capital intime a Refit, no prazo de 15 dias, para que recolha as parcelas faltantes do parcelamento acordado pela pela Lei 9.733/2022, que garante às empresas em recuperação judicial o pagamento de 3,5% sobre o faturamento mensalerdquo;, disse a PGE, em nota ao GLOBO. A PGE ressaltou ainda que eldquo;caso não sejam retomados os pagamentos, o acordo de parcelamento de dívidas poderá ser cancelado, uma vez que o inadimplemento não pode ultrapassar 90 diaserdquo;. Segundo o órgão, eldquo;a empresa não efetua pagamentos desde outubro de 2025, mesmo tendo registrado faturamento nos últimos três meses do ano passadoerdquo;. eldquo;A PGE-RJ ressalta também que no dia 12 de dezembro, a Refit fez contato para solicitar a emissão de novas guias de pagamento referentes aos meses de outubro e novembro, o que foi feito. Ou seja, no mesmo dia em que requereu a suspensão de todas as suas obrigações, a empresa demonstrou interesse em regularizar o parcelamentoerdquo;, diz a nota da PGE.

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