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Posto é condenado por colocar diesel em vez de etanol em carro

O 5º Juizado Especial Cível de Brasília condenou um posto de combustíveis a indenizar uma consumidora após erro no abastecimento do veículo. De acordo com o processo, em agosto de 2025, a cliente solicitou que o carro fosse abastecido com etanol, mas o frentista colocou diesel no tanque. O erro provocou falha mecânica no automóvel e outros transtornos. A autora também arcou com despesas adicionais e aguardou socorro por cerca de duas horas. Em sua defesa, o posto alegou que a consumidora poderia ter se equivocado ao solicitar o combustível. O juiz ressaltou que a nota fiscal emitida no momento do abastecimento comprova o uso de diesel e destacou que o veículo não tinha versão movida a esse tipo de combustível. Segundo o magistrado, cabe ao frentista verificar a compatibilidade entre o combustível e o automóvel. "Tenho que a situação a que foi submetida a parte autora, em razão da falha no motor de seu veículo ocasionada pelo combustível inadequado que o preposto da parte ré abasteceu seu automóvel, causou-lhe transtornos que transbordam os limites do tolerável e do razoávelerdquo;, declarou o magistrado. O posto foi condenado a pagar R$ 1.681,80 por danos materiais e R$ 3 mil por danos morais. Ainda cabe recurso.

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Expansão na oferta de etanol de milho pode afetar mercado global de açúcar

O avanço da produção de etanol de milho no Brasil cria um excedente de oferta que pressiona os preços do combustível e pode afetar as cotações do açúcar já a partir da próxima safra. A conclusão faz parte de um estudo do Rabobank. eldquo;Há uma mudança estrutural no mercado. Com os projetos de etanol de milho já previstos, haverá um aumento na oferta que pode gerar desequilíbrio no mercado, podendo gerar impacto no mercado de açúcar, no momento em que os preços já estão baixoserdquo;, diz Andy Duff, analista de açúcar, cana e etanol do Rabobank. A produção brasileira de etanol de milho na safra 2025/26, que se encerra em março, deve crescer 16%, para 9,5 bilhões de litros. A análise da RaboResearch sugere que, até o fim de 2028, a capacidade de produção de etanol de milho e cereais como sorgo e trigo subirá para 16 bilhões de litros. No início da década de 2030, a capacidade poderá ultrapassar 20 bilhões de litros por ano. Com o aumento da produção de etanol, a preocupação é que o desconto do etanol hidratado em relação à gasolina aumente nos postos de gasolina, com impacto nas receitas do etanol de cana-de-açúcar e de milho. Tanta capacidade nova programada para chegar ao mercado cria um alerta para a indústria sucroalcooleira no Brasil e em outros países. A Organização Internacional do Açúcar estima um superávit de 1,525 milhão de toneladas de açúcar na safra 2025/26, revertendo o déficit de 2,915 milhões de toneladas na safra anterior. eldquo;O mercado está numa transição de déficit para superávit, com reação nos preços e a oferta do etanol no Brasil é um agravante a mais neste ciclo, dado que o país é o maior exportador de açúcar e as decisões no país têm impacto no mercado global de açúcarerdquo;, afirma Duff. O excesso de oferta de etanol poderia pressionar mais os preços, levando as usinas sucroalcooleiras a aumentar a produção de açúcar, havendo então pressão nas duas commodities. Duff acrescenta que o preço de paridade de importação da gasolina indica que há espaço para redução no preço do combustível ex-refinaria no Brasil. Caso haja queda no preço da gasolina, o setor terá outro fator de pressão nas cotações do etanol no curto prazo. Demanda Do lado da demanda, o consumo adicional do etanol poderia vir do aumento da mistura obrigatória do etanol na gasolina, de um aumento do consumo do etanol resultante da reforma tributária sobre combustíveis ou do uso crescente de combustíveis sustentáveis para aviação e transporte marítimo. Mas boa parte dessas soluções são de longo prazo e não resolvem o cenário de desequilíbrio previsto para o curto e médio prazos, observa Duff. Duff acrescenta que o preço de paridade de importação da gasolina indica que há espaço para redução no preço do combustível ex-refinaria no Brasil. Caso haja queda no preço da gasolina, o setor terá outro fator de pressão nas cotações do etanol no curto prazo. A RaboResearch projeta um crescimento anual do consumo de combustíveis de veículos leves em geral (ciclo Otto) de 2% em um cenário base. Mas, com o aumento da capacidade de produção do etanol até 2028, esse consumo teria que crescer 4% ao ano para que não haja impacto nos preços do álcool hidratado. Caso contrário, a relação entre o preço do etanol hidratado e o da gasolina tende a baixar da média de 68% nos últimos dez anos para 63% emdash; o que torna o etanol mais interessante em relação à gasolina para o consumidor, mas menos lucrativo para as usinas. Otimizar produção de açúcar O setor canavieiro, que ainda produz cerca de dois terços de todo o etanol produzido no Brasil, não pode deixar de ver com preocupação a expansão do setor de etanol de milho. Nos últimos anos, o setor de etanol de cana tem se concentrado em maximizar a produção de açúcar, já que os preços de mercado vinham sendo atrativos. Portanto, o processamento de cana para etanol diminuiu, criando espaço no mercado para o crescimento do etanol de milho sem precipitar um desequilíbrio entre oferta e demanda. Para 2026, a resposta tradicional da indústria canavieira ao baixo preço associado ao excedente de açúcar no mercado endash; produzir mais etanol e menos açúcar endash; pode criar um excesso de etanol no mercado interno. As perspectivas desfavoráveis para o preço do etanol podem, portanto, resultar em uma menor migração dos produtores brasileiros para longe do açúcar, mesmo com os preços mundiais do açúcar bruto lutando para atingir US$ 0,15 por libra-peso. Após 2026, o cenário pode se manter, se o aumento da oferta de etanol não for acompanhado de um aumento no consumo. A pressão do excedente de etanol no mercado brasileiro pode levar o maior exportador mundial de açúcar a pressionar os preços globais do açúcar por meio de uma produção maior.

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ANP - Atualização de segurança

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informa que, por medida preventiva e de atualização das diretivas de segurança, o sistema CSA ficará indisponível no dia 22/01/2026 das 19h às 22h.

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Post engana ao comparar valores de gasolina, gás, café entre os governos de Bolsonaro e Lula

O que estão compartilhando: uma ilustração que compara preços da gasolina, do gás de cozinha, do café e da picanha durante os governos de Jair Bolsonaro (PL) e de Luiz Inácio Lula da Silva para alegar que os produtos são mais caros na gestão petista. O post afirma que a gasolina, por exemplo, custava R$ 4,79 entre 2019 e 2022 e que agora custa R$ 6,37. O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. Em geral, a média dos preços praticados durante a gestão de Bolsonaro foi maior do que a informada na postagem, e a média durante o governo Lula foi menor. Além disso, o post ignora picos históricos, como o do preço da gasolina, que chegou a R$ 7,39 em 2022. Até o momento, esse valor não foi superado no governo Lula, embora a média do preço do produto seja maior na gestão petista. A conta que fez a publicação no Facebook foi procurada, mas não respondeu até o momento. Saiba mais: o post alega que, entre 2019 e 2022, durante a gestão de Bolsonaro, a gasolina custava R$ 4,79, o gás era R$ 79,50, o café era vendido a R$ 23,90, e a picanha podia ser comprada por R$ 44,80. Já no governo Lula, entre 2023 e 2025, a publicação afirma que os mesmos produtos custam R$ 6,37, R$ 124,50, R$ 42,80 e 69,90. Gasolina O Verifica consultou a série histórica do Levantamento de Preços de combustíveis, elaborada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que inclui o litro da gasolina comum e o botijão de 13 quilos do gás de cozinha. Os dados demonstram que, de fato, o governo Bolsonaro teve períodos com o preço da gasolina comum reduzido, inclusive até abaixo do mencionado no post. Mas isso não foi uma constante ao longo dos quatro anos. Durante todo o governo, o valor médio do litro foi de R$ 5,17. Em maio de 2020, o litro custava, em média, R$ 3,80, mas em seguida houve uma escalada dos preços e o litro chegou a R$ 7,39 em 19 de junho de 2022, maior preço registrado nos dois governos. Diante da escalada, o governo Bolsonaro propôs o teto de 17% para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado nos Estados sobre o produto, medida aprovada no Congresso às vésperas do período eleitoral. A partir disso, o preço recuou, motivado também pela redução, pela Petrobras, do preço da gasolina nas refinarias, graças à queda no valor do barril de petróleo no mercado externo. Bolsonaro encerrou o governo com o preço da gasolina comum a R$ 4,96. O preço da gasolina atribuído pela publicação ao governo Lula, de R$ 6,37, foi o pico de valor atingido nesta gestão, em 9 de fevereiro de 2025, após aumento do ICMS pelos Estados. Na última medição da ANP, em 11 de janeiro de 2026, o preço de revenda era de R$ 6,32. O valor médio durante todo o governo, até o momento, é de R$ 5,89. O preço mínimo registrado foi de R$ 4,97, em 22 de janeiro de 2023. Em resumo, os preços da gasolina nos dois governos foram os seguintes: Bolsonaro Preço médio ao longo da gestão: R$ 5,17 Preço mínimo registrado: R$ 3,80 Preço máximo registrado: R$ 7,39 O que diz a postagem: R$ 4,79 Lula Preço médio ao longo da gestão: R$ 5,89 Preço mínimo registrado: R$ 4,97 Preço máximo registrado: R$ 6,37 O que diz a postagem: R$ 6,37 Gás de cozinha Os preços do gás de cozinha em cada governo citados pelo post também estão incorretos. O valor médio do botijão durante a gestão de Bolsonaro, por exemplo, foi de R$ 85,51, e não de R$ 79,50. O valor médio de revenda atingiu R$ 113,66 no pico, em 10 de abril de 2022. O menor valor foi de R$ 68,66 no primeiro ano de gestão, em 1º de setembro. O gráfico a seguir mostra que o valor permaneceu estável até agosto de 2020, quando sofreu escalada. Bolsonaro finalizou o governo com o gás a R$ 108,64 no Natal de 2022. Em valores corrigidos, se fosse hoje, custaria R$ 125,00. Além disso, o valor médio do gás no governo Lula não é de R$ 124,50, como alegado no post, mas sim de R$ 105,49. O menor preço, de R$ 100,67, foi atingido em 28 de janeiro de 2024, e o maior em 16 de novembro do ano passado, de R$ 110,58. Em nenhum momento o preço do botijão medido pela ANP atingiu o alegado pela postagem. O Verifica já checou anteriormente outros posts que desinformam sobre as diferenças de preços de combustíveis e de gás de cozinha nos dois governos (aqui, aqui e aqui). Em resumo, os preços do gás nos dois governos foram os seguintes: Bolsonaro Preço médio ao longo da gestão: R$ 85,51 Preço mínimo registrado: R$ 68,66 Preço máximo registrado: R$ 113,66 O que diz a postagem: R$ 79,50 Lula Preço médio ao longo da gestão: R$ 105,49 Preço mínimo registrado: R$ 100,67 Preço máximo registrado: R$ 110,58 O que diz a postagem: R$ 124,50

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Operação mira furto de combustíveis de dutos da Transpetro

A Polícia Civil do RJ e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciaram nesta quinta-feira (22) a Operação Haras do Crime, contra o furto de petróleo via perfurações clandestinas em oleodutos da Transpetro que passam pela fazenda da família Garcia em Guapimirim, na Baixada Fluminense. O prejuízo com os desvios passa de R$ 6 milhões. Até a última atualização desta reportagem, 6 pessoas haviam sido presas. Os Garcia são historicamente ligados à contravenção e ao carnaval no Rio de Janeiro e foram vítimas de atentados nas últimas décadas. O haras alvo da operação pertence às gêmeas Shanna e Tamara, filhas de Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, ex-patrono do Salgueiro, e estava arrendado. Segundo as investigações, as perfurações ocorriam no interior do haras do clã, mas não há mandados contra ninguém da família nesta quinta, pois a polícia ainda não encontrou provas de que eles soubessem dos desvios no terreno. Entre os suspeitos pelo furto estão os atuais arrendatários da propriedade. Os presos Caio Victor Soares Diniz Ferreira Elton Félix de Oliveira Jairo Lopes Claro Leandro Ferreira de Oliveira Patrick Teixeira Vidal Washington Tavares de Oliveira Ações em 6 estados Agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) saíram para cumprir 13 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina. eldquo;A operação teve início em 2024, a partir de uma prisão em flagrante por furto de petróleo ocorrido dentro de uma propriedade rural localizada em Guapimirim, conhecido como Fazenda Garcia, pertencente a uma família de contraventores conhecida do Rio de Janeiroerdquo;, afirmou o delegado Pedro Brasil. eldquo;A partir dessa prisão em flagrante, iniciou-se uma investigação onde conseguimos desbaratar toda uma organização criminosa responsável pela extração desse materialerdquo;, emendou. Como era o esquema De acordo com as investigações, o grupo possuía uma estrutura funcional, com divisão de tarefas, hierarquia operacional e articulação interestadual. A polícia descobriu eldquo;um ciclo criminoso integradoerdquo;, que se iniciava com a perfuração clandestina do duto e a proteção armada do ponto ilegal. Depois, era realizado um carregamento rápido do petróleo em caminhões-tanque, que pegavam rotas interestaduais. eldquo;O insumo era comercializado com notas fiscais falsificadas, emitidas por empresas de fachadaserdquo;, destacou a DDSD.

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União Europeia, pela primeira vez, produz mais energia limpa do que fóssil

Enquanto Donald Trump ameaça a Groenlândia e vende o petróleo venezuelano como operações de garantia da segurança energética dos EUA, a Europa caminha em sentido contrário. Em 2025, pela primeira vez, a União Europeia gerou mais energia eólica e solar do que a proveniente de fontes fósseis. "European Electricity Review", relatório abrangente da Ember, think tank especializado no setor, mostra que as fontes limpas mais populares do planeta responderam por 30% da geração no ano passado, contra 29% da obtida a partir de carvão, gás e outros combustíveis fósseis As emissões de dióxido de carbono provocadas pela queima desse combustíveis, mostra a ciência, são determinantes para o aquecimento global e a mudança climática. Dez anos após a assinatura do Acordo de Paris, tais emissões caminham para um patamar recorde. "É um marco histórico, mostra como a UE está se movendo rapidamente em direção a um sistema energético baseado em fontes renováveis", afirmou Beatrice Petrovich, autora principal do estudo. "E à medida que a dependência dos combustíveis fósseis alimenta a instabilidade global, o prêmio de fazer uma transição para a energia limpa está cada vez mais evidente." O crescimento da fatia dos renováveis na matriz energética da UE foi marcado em 2025 pela ascensão da energia solar, com um salto de 20,1% emdash;é o quarto ano consecutivo que a fonte supera a marca de 20%. A geração obtida a partir de placas fotovoltaicas bateu recorde, chegando a 13% do total do ano, mais do que o obtido com carvão e hidrelétricas. Hungria, Chipre, Grécia, Espanha e Holanda foram os campeões da geração solar, com mais um quinto das produções nacionais provenientes da fonte renovável. Diferentemente do Brasil, que conta com uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, a Europa ainda tem uma dependência grande dos combustíveis fósseis para geração de eletricidade. Em 2025, 48% da geração da UE veio de fontes renováveis. Em 14 dos 27 países-membros da UE a geração eólica e solar já é superior à obtida com combustíveis fósseis, em uma mudança que a Ember já classifica como estrutural. Os números poderiam ser ainda melhores, não fossem as condições climáticas adversas de 2025, o terceiro ano mais quente já registrado pelos serviços de meteorologia. Da mesma forma que beneficiou a captação solar, as altas temperaturas e os períodos de seca verificados na Europa prejudicaram a produção de torres eólicas (-2%) e usinas hidrelétricas (-12%). Essas perdas foram compensadas com uma maior produção de energia derivada do gás natural, que teve um aumento de 8% no ano e custo estimado de eeuro; 32 bilhões (RS 194,3 bilhões). É a maior conta de importação do bloco desde 2022, quando a invasão da Ucrânia provocou uma crise no setor e fez o continente iniciar o desembarque do gás russo. No mês passado, a UE anunciou que prescindirá totalmente do produto em 2027. A diversificação da matriz energética provocada por questões geopolíticas desempenhou papel importante no impulso que se observa agora das fontes renováveis. "O gás não só torna a UE mais vulnerável à chantagem energética, como também é mais caro", diz Petrovich, que aposta na maior utilização de baterias para reduzir os custos com a fonte fóssil, ainda o principal recurso durante as noites. "Já estamos vendo alguns sinais iniciais. À medida que a tendência se acelerar, os preços da energia devem se estabilizar." Em 2025, a maior parte da conta foi bancada por Itália e Alemanha. No país do primeiro-ministro Friedrich Merz, em estagnação econômica nos últimos três anos, o preço volátil da energia tomou conta do debate eleitoral, junto com assuntos normalmente mais polêmicos, como imigração e segurança nacional.

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