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Evento reúne ANP e distribuidoras de combustíveis para ANP debater regulação e fiscalização

Foi realizada, em 20/8, a 2ª Jornada de Integração ANP - Brasilcom (Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Biocombustíveis). O evento ocorreu no Rio de Janeiro e reuniu representantes da Agência e de distribuidoras. A 1ª Jornada foi realizada em 19/2/2025. A Diretora da ANP Symone Araújo participou presencialmente da abertura do encontro, seguida pelos Diretores Fernando Moura e Daniel Maia Vieira, que participaram remotamente. O Diretor-Geral em exercício, Bruno Caselli, enviou vídeo com mensagem sobre a Jornada. Em sua fala, a Diretora Symone Araújo abordou a importância do trabalho conjunto entre Agência e mercado, para construir soluções para as questões relevantes do setor. Ela destacou a Agenda Regulatória da ANP para o biênio 2025-2026, que reflete mudanças pelas quais o segmento de abastecimento (downstream) vem passando. eldquo;Temos visto os setores se transformando fortemente, como o usptream e o setor de gás. Mas entendo que o downstream, o abastecimento nacional, está passando por uma transformação muito grande, e talvez seja nossa nova fronteira desbravadora na regulação dentro da ANP. Assim, convido a todos nós começarmos a pensar qual vai ser o downstream do futuroerdquo;. O Diretor Fernando Moura também reforçou a relevância de espaços de diálogo entre a ANP e o setor regulado. eldquo;Temos feito um esforço muito grande para que as nossas resoluções reflitam a real necessidade do setor, sem abrir mão das questões regulatórias que são fundamentais para o bom andamento desse trabalho. Nosso principal dever é garantir o abastecimento nacional, através de uma regulação proativa, eficiente e, ao mesmo tempo, leve, o que é um desafio. Os dados e experiências de quem toca a operação são fundamentais para que a ANP possa entender o setor com profundidadeerdquo;. Seguindo a mesma linha, o Diretor Daniel Maia Vieira ressaltou a importância de a ANP ter uma escuta ativa junto aos agentes regulados. eldquo;Não podemos agir como meros ouvintes, é preciso haver interação com os agentes econômicos. Recebemos do setor documentos técnicos, sugestões e diagnósticos, informações com nível de inteligência em relação ao mercado. Isso tudo é muito produtivo e importante para nossa atuação. Uma vertente importante da regulação é a fiscalização. E temos visto de forma positiva os agentes se sentindo também responsáveis pela fiscalização do setor e alimentando a Agência com conhecimento, inteligência e sugestões. Isso reforça o potencial de colaboração que temoserdquo;. O Diretor-Geral destacou ações da ANP para garantir o abastecimento nacional, em especial diante de um cenário geopolítico internacional com conflitos, e para fortalecer ferramentas de inteligência na fiscalização. Ressaltou ainda a Agenda Regulatória da Agência: eldquo;Ela representa um instrumento fundamental de planejamento regulatório, alinhando os objetivos estratégicos da Agência às demandas do mercado de petróleo, gás natural e biocombustíveis. Reflete ainda o compromisso da ANP com a inovação, a sustentabilidade e adaptação às novas legislações que impulsionam a descarbonização e uso de combustíveis renováveiserdquo;. No primeiro painel do evento, o superintendente de Fiscalização do Abastecimento da ANP abordou o tema eldquo;Ações de fiscalização e o enfrentamento das fraudes no abastecimento nacionalerdquo;. Em seguida, o painel 2 teve como tema eldquo;Modernização regulatória, obrigações operacionais e o desafio da integridade logística no abastecimento nacionalerdquo;, apresentado pelo superintendente de Distribuição e Logística da Agência, Diogo Valerio. O terceiro e último painel foi apresentado pela superintendente de Biocombustíveis e Qualidade de Produtos, Cristiane Monteiro, e tratou da eldquo;Evolução e controle da qualidade dos biocombustíveiserdquo;. O encerramento do evento foi realizado pela Diretora Symone Araújo, que reforçou a importância do segmento de downstream e da relevância do momento de transformação pelo qual passa o setor.

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Petróleo sobe apoiado por demanda firme e à espera de desdobramentos Rússia-Ucrânia

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira, 21, apoiados pela forte queda nos estoques da commodity nos EUA na semana passada, divulgada na quarta-feira pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês), que indicam demanda firme pelo óleo. No entanto, investidores seguem atentos aos desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para outubro fechou em alta de 1,29% (US$ 0,81), a US$ 63,52 o barril. Já o Brent para mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 1,24% (US$ 0,83), a US$ 67,67 o barril. Durante o pregão, o Brent negociado para novembro, que chegou a ter mais liquidez no dia, fechou em alta de 1,22% (US$ 0,81), a US$ 67,12 o barril. Os dados de estoques nos EUA indicam que a demanda por petróleo segue relativamente firme, mas questões geopolíticas e comerciais ainda mantêm os investidores cautelosos, avalia Rania Gule, da XS.com. eldquo;Qualquer alta de preços tende a ser limitada e temporária, já que o mercado enfrenta um risco de médio prazo de excesso de oferta, tornando qualquer sustentação de preços no longo prazo dependente de maior demanda global ou de menor produçãoerdquo;, acrescenta. Apesar de a redução dos estoques ter melhorado as perspectivas de curto prazo para a commodity, o humor mais amplo do mercado permanece negativo, segundo o ANZ Research. Investidores acompanham de perto as negociações para encerrar a invasão russa da Ucrânia, com a possibilidade de que um acordo de paz alivie restrições ao petróleo russo, observa o banco. O sentimento de baixa também é reforçado pelo desmonte acelerado dos cortes voluntários de produção da Opep+, de 2,2 milhões de barris por dia, apontam analistas. Na semana passada, os estoques de petróleo bruto dos EUA recuaram 6,014 milhões de barris, bem acima da queda projetada de 1,5 milhão. O movimento refletiu a queda das importações e o avanço das exportações, conforme dados divulgados na quarta pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). (Estadão Conteúdo)

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Diesel B registra recorde de 32,9 milhões de m³ no 1º semestre e demanda por diesel A cresce 1,6%

O mercado de diesel B registrou recorde histórico no primeiro semestre de 2025, com vendas totais de 32,9 milhões de m³, marcando alta de 2,2% em relação ao mesmo período de 2024, conforme dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Esse avanço é decorrente do crescimento das atividades agrícolas e industriais no país. eldquo;O índice ABCR confirmou essa tendência, mostrando aumento de 2,2% no fluxo de veículos pesados nas principais rotas pedagiadas em comparação ao ano anteriorerdquo;, destaca o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro. Para o segundo semestre, a demanda por diesel será influenciada por alguns fatores. De acordo com Cordeiro, na ponta agrícola, o final da colheita do milho safrinha e o início do plantio da soja serão determinantes para a evolução do indicador, com as expectativas de um novo recorde da safra de soja para a temporada 2025/26 influenciando em um aumento do transporte de insumos aos campos, principalmente ao longo do terceiro trimestre. eldquo;Em contrapartida, a produção industrial menos aquecida nos últimos meses e a situação das tarifas norte-americanas podem frear o crescimento do consumo pelo setor industrial, impactando parcialmente as vendas totaiserdquo;, realça o analista. Diante desse cenário, a StoneX revisou levemente suas projeções de vendas de diesel B para 2025, reduzindo o crescimento esperado de 3% para 2,7%, totalizando 69,1 milhões de m³ no ano. Nordeste lidera crescimento de demanda por diesel B Nos primeiros seis meses de 2025, o Nordeste liderou o crescimento da demanda por diesel B, com 227 mil m³, em meio à um avanço expressivo das exportações de produtos agrícolas e da indústria de transformação. Com a expectativa de manutenção desse cenário no segundo semestre, a StoneX revisou levemente para cima as projeções de crescimento da região, de 1,8% para 2,1%. As regiões Sul e o Centro-Oeste registraram acréscimos de 173 mil m³ e 170 mil m³, respectivamente, beneficiados pela boa safra de soja no início do ano e pelo escoamento de grãos para os portos. eldquo;No Sudeste, o crescimento foi mais modesto, de 116 mil m³. Apesar do aumento do fluxo de grãos pelo estado de São Paulo (+9,3% nas exportações agrícolas), a queda da atividade industrial impactou negativamente as vendas, levando a StoneX a reduzir a projeção de crescimento da região de 1,9% para 1,3%erdquo;, ressalta Cordeiro. Demanda por biodiesel A cresce 1,6% Ao longo do primeiro semestre de 2025, a demanda por diesel A alcançou 28,7 milhões de m³, registrando alta de 1,6% em relação ao mesmo período de 2024. De acordo com Bruno, o avanço mais moderado em comparação ao diesel B reflete a maior participação do biodiesel na mistura, já que o B14 está em vigor desde janeiro, enquanto em 2024 o B14 só começou a ser usado em março, após dois meses de B12. Para o segundo semestre, a entrada do B15 em agosto deve continuar limitando o crescimento do diesel fóssil. As projeções da StoneX indicam que, enquanto o diesel B deve registrar alta de 3,2% na segunda metade do ano, o consumo de diesel A deve crescer 1,3%, com o biodiesel acelerando sua participação no mercado. eldquo;No lado da oferta, a produção doméstica de diesel A recuou 2,6%, totalizando cerca de 23 milhões de m³. Com isso, as importações cresceram 13,2%, atingindo 7,9 milhões de m³, elevando a participação das compras externas na oferta total para 25,4%, ante 22,9% no mesmo período de 2024erdquo;, finaliza Cordeiro. (StoneX)

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"Nossa meta é voltar ao etanol ainda este ano", diz presidente da Petrobras

A Petrobras se prepara para retomar um capítulo histórico de sua trajetória: o etanol. Segundo a presidente Magda Chambriard, a estatal deve voltar a atuar nesse mercado ainda em 2025, resgatando um protagonismo que marcou a companhia desde a década de 1970, quando o combustível renovável ganhou força no país. eldquo;Saímos do etanol no passado recente, mas nossa meta é voltar para o etanol, se Deus quiser, ainda este ano. Vamos também ampliar nossa participação no biodiesel, investir em combustíveis carbono neutro e avançar em projetos de eólica e solarerdquo;, disse a executiva durante entrevista ao podcast eldquo;De Frente com CEOerdquo;, da Exame. A retomada do etanol simboliza não apenas uma volta às origens, mas também uma resposta à crescente pressão pela transição energética. Para a presidente, no entanto, é preciso olhar além do conceito tradicional e pensar em adição energética. eldquo;O Brasil é uma das dez maiores economias do mundo, mas pobre em energia per capita. Se quisermos elevar nosso índice de desenvolvimento humano, precisamos gerar muito mais energia endash; de todas as fontes possíveiserdquo;, afirma Chambriard. Novos horizontes de exploração Enquanto acelera os investimentos em renováveis, a Petrobras também aposta na expansão da exploração de petróleo e gás. A estatal direciona esforços para a margem equatorial e a bacia de Pelotas e busca oportunidades no litoral africano, região que guarda semelhanças geológicas com a costa brasileira. eldquo;Não existe futuro para uma empresa de petróleo sem exploração. O pré-sal deve atingir o pico de produção até 2030 ou 2032. A partir daí, entraremos em declínio, e precisamos de novas reservas. É por isso que estamos investindo na margem equatorial e também olhando para fora do paíserdquo;, afirma. Fertilizantes e gás natural Outro movimento estratégico é a retomada da produção de fertilizantes. As fábricas da Bahia e de Sergipe devem voltar a operar, enquanto a unidade de Mato Grosso do Sul será concluída. Somadas, essas plantas devem consumir cerca de 5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, ampliando a presença da Petrobras nesse mercado. eldquo;Fazer fertilizante significa ampliar o mercado de gás natural. Estamos rompendo o ciclo vicioso de não investir, porque não há mercado e não ter mercado porque não se investe. A Petrobras pode e deve liderar esse processoerdquo;, afirma Chambriard. Confiança no mercado Ao ser questionada sobre a visão dos investidores, a presidente da Petrobras reforça que a companhia segue robusta e eficiente. eldquo;A Petrobras é uma tremenda geradora de caixa. Estamos interligando poços em menos tempo, antecipando plataformas e aumentando a produção. Quem apostar contra a empresa vai perder dinheiroerdquo;, afirma a presidente. No podcast, a presidente também reforça que a última plataforma instalada no campo de Búzios atingiu capacidade plena de 225 mil barris por dia com apenas cinco poços. eldquo;Tem país que não produz issoerdquo;, assegura. Tarifaço do Trump eldquo;não nos atingeerdquo; O impacto do tarifaço anunciado por Donald Trump também foi tema da conversa no podcast da Exame. A presidente da Petrobras explicou que, apesar de o tema ter mexido com a economia brasileira, o setor de petróleo não foi afetado diretamente. eldquo;O nosso principal mercado é o mercado brasileiro", diz a presidente. Chambriard também conta que o Brasil exporta muito petróleo para a Ásia e uma parte menor para os Estados Unidos. eldquo;Também enviamos derivados, mas em menor proporção. O que a gente exporta para os Estados Unidos poderia ser deslocado para outros mercados, mas nem foi necessário, porque o setor petróleo foi excluído do tarifaçoerdquo;, diz a presidente que reforça que a estatal mantém uma presença global comparável a gigantes como Shell, BP, Chevron e Equinor. Diversidade na liderança endash; e na energia Durante sua gestão, que completou um ano em junho deste ano, Chambriard já conseguiu um grande marco: pela primeira vez na história a Petrobras alcançou a maioria feminina em sua diretoria. Para Chambriard, a conquista não foi fruto de cotas, mas de um processo justo de seleção. eldquo;Coloquei a luz igualmente sobre homens e mulheres. O resultado foi uma diretoria equilibrada e diversa. Esse olhar feminino agrega e fortalece a empresaerdquo;, afirma a executiva que entrou na Petrobras na década de 1980. Quando o recorte é transição energética, a presidente da Petrobras afirma que a expansão da matriz energética brasileira não é apenas um tema setorial, mas um fator diretamente ligado ao desenvolvimento humano do país. eldquo;Quem consome mais energia no mundo também tem os maiores níveis de qualidade de vida. O Brasil precisa ampliar sua geração energética em todas as frentes e a Petrobras terá papel decisivo nesse processoerdquo;, afirma. (Exame)

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Revendedores de combustíveis: ANP divulga orientações devido à chegada do E30 e B15

Desde 1º de agosto, a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina passou de 27% para 30% (E30) e a de biodiesel no óleo diesel, de 14% para 15% (B15), conforme a Resolução nº 9 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), de 25 de junho de 2025. Embora os novos percentuais tragam poucas mudanças no dia a dia dos postos revendedores de combustíveis, a ANP os orienta a revisar e conferir se todos os procedimentos de testagem e cuidados operacionais estão sendo devidamente realizados por suas equipes. Abaixo, estão listados os principais procedimentos a serem observados. Gasolinas comum e aditivada Na hora do recebimento, o posto deve realizar sempre os testes previstos na Resolução ANP nº 898/2022: aspecto e cor, massa específica a 20ºC e teor de etanol. Não houve qualquer alteração na fórmula utilizada para calcular o teor de anidro na gasolina no teste da proveta. Ou seja, o volume da fase aquosa acima de 50mL deve ser multiplicado por 2 e depois somado a 1: eldquo;% em volume de EAC = [(A-50) x 2] + 1erdquo;, sendo eldquo;Aerdquo; o nível da fase aquosa com anidro na proveta de 100ml. Na prática, isso significa que o nível da fase aquosa (transparente) com etanol anidro deve estar entre 64 e 65mL na proveta para um combustível conforme quanto ao percentual de etanol. Caso os testes apontem que o o combustível não está conforme, o posto não deve receber o produto, que deve ser devolvido à distribuidora. O revendedor também deve comunicar o fato à ANP pelos canais oficiais (atualmente, o Fala.BR, plataforma integrada de Ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União), informando o tipo de combustível, data de ocorrência, número e data de emissão da nota fiscal e o CNPJ do emitente da nota fiscal. É importante lembrar que, para as características que podem ser testadas em campo, o revendedor responde pela não conformidade mesmo quando a amostra-testemunha confirmar que o produto já veio fora da especificação. Nestes casos, a distribuidora é autuada por entregar produto fora da especificação, mas o posto também é responsabilizado, pois, ao não realizar os testes, permitiu que o produto não conforme fosse disponibilizado ao consumidor. Período de transição: para fins de fiscalização, não serão aplicadas medidas cautelares de interdição, nem lavrados auto de infração quando constatada gasolina C comum ou aditivada com percentual de etanol anidro entre 26% e 31%, nas fiscalizações realizadas em revendas de combustíveis e em transportadores-revendedores-retalhistas (TRRs), em todo o país, até o dia 30/08/2025. O objetivo é permitir a administração dos estoques físicos remanescentes nesses estabelecimentos. Entretanto, se os fiscais verificarem que o posto revendedor ou o TRR adquiriu gasolina C comum ou aditivada com percentual inferior a 30% a partir de 1º de agosto de 2025, serão lavrados autos de infração e de interdição para todo produto que estiver fora da faixa de tolerância da especificação de 29% a 31% de etanol anidro. Gasolina premium O percentual de etanol anidro na gasolina premium permanece em 25%. Óleo diesel comum e aditivado Ao receber o produto, o posto deve analisar se o diesel apresenta aspecto límpido e isento de impurezas, além de coletar e armazenar adequadamente a amostra-testemunha, especialmente nesse período de transição para o B15. A amostra-testemunha é a única prova do revendedor quanto ao percentual de biodiesel adicionado no diesel pela distribuidora. Em caso de auto de infração por irregularidade no teor de biodiesel, ela poderá comprovar que o produto já chegou ao posto fora da especificação. Com o aumento do percentual de biodiesel no diesel, os postos devem também redobrar a atenção com a troca de filtros, monitoramento de água e drenagem dos fundos de tanque. A Resolução ANP nº 968/2024 tornou obrigatória a drenagem semanal de fundo dos tanques de óleo diesel, bem como seus registros, que devem ficar à disposição da fiscalização pelo período de pelo menos um ano. Alternativamente, a drenagem pode ser feita a cada quinze dias, desde que o revendedor realize diariamente a medição do nível de água nos tanques. Neste caso, além do registro das drenagens, é recomendado manter também o registro das medições do nível de água. Mais informações sobre a drenagem dos tanques podem ser obtidas em: https://www.gov.br/anp/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/cartilhas-e-guias/arq/orientacoes-drenagem-tanques-oleo-diesel-b.pdf Amostra-testemunha A amostra-testemunha é a única prova do revendedor de que já recebeu o produto com não conformidades. Ela deve ser coletada no momento da entrega do combustível, sendo: no posto, no caso das entregas feitas pelas distribuidoras; ou na base de carregamento, quando o próprio revendedor retira o produto. O posto deve sempre acompanhar a coleta e se certificar de que a amostra-testemunha corresponde a uma fração representativa do combustível que está no caminhão-tanque. Uma eldquo;amostra prontaerdquo; (ou seja, não coletada diretamente do caminhão) pode estar com combustível conforme, diferentemente do produto que será descarregado no posto. Nestes casos, o fornecedor fica isento de qualquer não conformidade, cabendo à revenda assumir sozinha todo o ônus do processo administrativo, que pode resultar até em revogação da autorização de funcionamento. As regras para a coleta e armazenamento das amostras-testemunhas estão previstas em resoluções da ANP. Saiba mais sobre amostra-testemunha: https://www.gov.br/anp/pt-br/acesso-a-informacao/perguntas-frequentes/agente-economico/amostra-testemunha Confira vídeos com orientações complementares: https://www.gov.br/anp/pt-br/canais_atendimento/imprensa/noticias-comunicados/revendedores-de-combustiveis-anp-divulga-orientacoes-devido-a-chegada-do-e30-e-b15

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Drex: da criação aos próximos passos, veja a cronologia da moeda digital do Banco Central

O Drex, moeda digital brasileira desenvolvida pelo Banco Central (BC), tem como objetivo facilitar transações e operações financeiras inteligentes. A tecnologia ainda não tem data de lançamento, mas entrará na terceira fase de testes no segundo semestre deste ano. O projeto começou em 2020, com a criação de um grupo de trabalho, e desde então passou por estudos, ajustes e melhorias. Veja a seguir a cronologia da moeda digital brasileira. O BC anunciou, em agosto de 2020, a criação de um Grupo de Trabalho Interdepartamental sobre a emissão de Moedas Digitais por Bancos Centrais (CBDC, na sigla em inglês). Na época, o intuito era discutir impactos e identificar riscos de uma eventual emissão de moeda digital no Brasil. 2021 - Divulgação das diretrizes Alguns meses depois, em maio de 2021, o BC divulgou as diretrizes que orientariam o desenvolvimento da moeda digital brasileira, elaboradas a partir das discussões do Grupo de Trabalho Interdepartamental. Entre os principais pontos estavam o uso em pagamentos de varejo, a possibilidade de realizar operações online - e eventualmente também offline - e a emissão pelo BC, como uma extensão da moeda física. 2023 - Início da primeira fase de testes O Piloto Drex, fase de testes da moeda digital brasileira, teve início em março de 2023. O objetivo é avaliar os benefícios da programabilidade da Plataforma Drex, um ecossistema de tecnologia de registro distribuído (DLT, na sigla em inglês) multiativos. Entre maio e junho, o BC selecionou os participantes da primeira fase de testes, com base em critérios técnicos que garantissem a diversidade entre as instituições autorizadas. Ao todo, foram escolhidos 16 consórcios ou empresas. 2023 - Anúncio do nome oficial A princípio, a moeda digital brasileira era conhecida como Real Digital, mas, em agosto de 2023, o BC anunciou que ela se chamaria Drex. As três primeiras letras fazem referência a digital, real e eletrônico, respectivamente, de acordo com o BC. Já o elsquo;xersquo; faz alusão à modernidade e conexão do uso da tecnologia blockchain. O nome foi criado pela área de marketing do BC, assim como Pix. 2023 - Primeira transferência entre bancos A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil (BB) realizaram, em agosto de 2023, a primeira transferência de recursos entre bancos públicos por meio do Drex. A operação ocorreu nos dias 30 e 31 e envolveu reservas bancárias das instituições no ambiente de testes do BC. Primeiramente, os valores foram enviados da carteira do BB para a Caixa. Depois, retornaram à carteira do BB. 2024 - Segunda fase de testes A segunda fase de testes do Drex começou em setembro de 2024. Na ocasião, o BC divulgou uma lista, elaborada em conjunto com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com os 13 temas selecionados para desenvolvimento, a partir de 42 propostas de casos de uso apresentadas. 2025 - Relatório da primeira fase de testes O relatório técnico sobre a primeira fase de testes do Drex foi divulgado pelo BC em fevereiro deste ano. O documento confirmou a viabilidade da plataforma, mas destacou a necessidade de aprofundar estudos que garantam privacidade, proteção de dados e segurança das transações. 2025 - Início da terceira fase de testes O BC anunciou em julho deste ano que a terceira fase de testes do Drex terá início ainda no segundo semestre de 2025, com foco na eficiência do uso de ativos como garantia em operações de crédito. A instituição também informou que a segunda fase de testes estava em etapa final de avaliação técnica e que o relatório com os resultados será essencial para determinar os próximos passos.

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