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Petróleo fecha em alta, com escalada de tensões no Irã, de olho em Fed e no dólar

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira, 28, em sessão marcada pela expectativa com a decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). O aumento das tensões no Oriente Médio seguindo declarações de líderes sinalizando uma escalada aumentaram os prêmios de risco da commodity, no entanto, o efeito foi limitado nos preços pelo avanço do dólar, que se recupera das fortes quedas dos últimos dias. O petróleo WTI para março negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em alta de 1,31% (US$ 0,82), a US$ 63,21 o barril. Já o Brent para abril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), fechou em alta de 1,17% (US$ 0,78), a US$ 67,37 o barril. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã ao afirmar que uma eldquo;grande armadaerdquo; naval está se deslocando rapidamente em direção ao país. Trump disse que a frota é eldquo;maior do que a enviada à Venezuelaerdquo; e é liderada pelo porta-aviões Abraham Lincoln. O chanceler federal alemão, Friedrich Merz, afirmou que os eldquo;dias do governo iraniano estão contadoserdquo;. Nigel Green, CEO do Grupo deVere, afirma: eldquo;Os mercados de energia precificam o risco antes que ele se materialize. Uma ameaça crível ao fornecimento iraniano aperta imediatamente o equilíbrio global do petróleo e força os operadores a precificar cenários de interrupção que podem movimentar o óleo bruto em dezenas de dólares, e não em valores de um dígitoerdquo;, aponta. Ele continua: eldquo;O Irã permanece um fornecedor crucial, tanto por meio de exportações oficiais quanto por fluxos paralelos. Qualquer escalada, seja por meio de ataques diretos, retaliação contra o transporte marítimo ou intensificação da aplicação de sanções, ameaça o petróleo bruto do qual os mercados globais dependem.erdquo; Trump afirmou ainda que o Iraque não receberá ajuda americana se eleger novamente Nouri al-Maliki como primeiro-ministro. No país, a Chevron está pressionando o Iraque a melhorar os retornos no gigantesco campo petrolífero de West Qurna 2 como condição para comprar o projeto da Lukoil, da Rússia. No Congresso norte-americano, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ao mesmo tempo que elogiou a cooperação do atual governo na Venezuela, disse que poderia estar pronto para tomar novas ações militares contra o país se a liderança interina não atender às demandas americanas. Os estoques de petróleo nos Estados Unidos caíram 2,295 milhões de barris na semana encerrada em 23 de janeiro. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal projetavam alta de 1 milhão de barris. (Estadão Conteúdo)

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Entraves comprometem competividade do etanol frente a gasolina; saiba mais

Estudo do Esalq-Log revela que a cadeia logística do etanol combustível no Brasil tem evoluído com a diversificação de modais e aumento da eficiência operacional. No entanto, entraves tributários e estruturais ainda comprometem a competitividade do biocombustível frente à gasolina. A pesquisa faz parte da Série Logística do Agronegócio endash; Oportunidades e Desafios (Volume 9) e analisou detalhadamente as etapas de transporte e armazenagem do etanol no país. O levantamento mostra que, embora o transporte rodoviário continue predominando, sua participação caiu de 82% em 2019 para 71% em 2024. Clique aqui para acesar o estudo na íntegra. Em contrapartida, houve aumento no uso de dutovias (de 8% para 14%) e ferrovias (de 6% para 10%), refletindo avanços na intermodalidade e na busca por eficiência logística e energética. Desafios da integração logística entre regiões produtoras e consumidoras Ao Portal do Agronegócio, Thiago Guilherme Pêra, pesquisador da Esalq e membro do Conselho Científico Agro Sustentável, destaca que a logística do etanol é uma das mais complexas do agronegócio brasileiro. "O etanol conecta polos produtores concentrados no Centro-Sul e Centro-Oeste a mercados consumidores distantes. Por isso, a intermodalidade é essencial para ganhos de eficiênciaerdquo;, afirma Pêra. O estudo destaca que, apesar dos ganhos operacionais e ambientais da matriz logística mais diversificada, o sistema ainda depende de altos investimentos em infraestrutura e de melhor coordenação entre usinas, comercializadoras e distribuidoras. Tributação sobre transporte e armazenagem eleva custos Um dos principais entraves apontados pelo relatório é o impacto do regime monofásico do PIS e Cofins sobre os serviços de frete e armazenagem. Embora o modelo simplifique a arrecadação tributária, ele gera acúmulo de créditos fiscais para as comercializadoras de etanol, que não conseguem compensar ou ressarcir esses valores. O problema afeta principalmente as despesas logísticas, criando uma distorção no custo operacional do setor. Impacto da Tributação e Créditos Fiscais De acordo com simulações do estudo, a não recuperação desses créditos pode aumentar o preço do etanol em até R$ 0,10 por litro, dependendo do trajeto e do modal utilizado. eldquo;O impacto não está apenas no valor, mas no efeito sistêmico: os modais mais sustentáveis acabam sendo penalizados por uma estrutura tributária que desestimula a intermodalidadeerdquo;, explica Pêra. Essa distorção contraria, segundo o pesquisador, as metas de descarbonização e mobilidade de baixo carbono defendidas por políticas públicas federais. Competitividade do etanol depende de ajustes fiscais Apesar do avanço logístico e do aumento da eficiência operacional, o Esalq-Log conclui que o setor ainda necessita de reformas tributárias específicas para se manter competitivo no mercado nacional e internacional. Os ajustes no tratamento fiscal são considerados essenciais para garantir previsibilidade, reduzir custos e fortalecer o papel estratégico do etanol na transição energética brasileira, especialmente diante do avanço de combustíveis fósseis e das novas demandas por sustentabilidade.

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Agência interdita três revendedores por comércio de diesel puro em MS

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) interditou três estabelecimentos em Mato Grosso do Sul por comercialização irregular de óleo diesel sem a adição obrigatória de biodiesel, prática proibida pela legislação brasileira para uso rodoviário. As interdições ocorreram durante uma operação de fiscalização realizada entre os dias 20 e 23 de janeiro, que integrou uma ação nacional da agência em 15 unidades da Federação. No período, a ANP fiscalizou, em Mato Grosso do Sul, dois postos de combustíveis, seis TRRs (Transportadores-revendedores-retalhistas), uma distribuidora de combustíveis e dois agentes não regulados, classificados como indústrias químicas. As ações ocorreram nos municípios de Campo Grande, Dourados e Ponta Porã. Como resultado da fiscalização no Estado, foram lavrados três autos de infração e três autos de interdição, além da coleta de 13 amostras de combustíveis, que foram encaminhadas para análise em laboratório. As interdições atingiram três TRRs que, segundo a ANP, armazenavam e comercializavam óleo diesel S10 e S500 sem a adição de biodiesel, caracterizando a venda de Diesel A para uso rodoviário, o que é vedado pela legislação vigente. DieselMais Combustível Ltda., localizada na área rural da Rodovia MS-10, em Campo Grande; P.F. Diesel Ltda., situada na Rodovia Ivo Anunciato Cersosimo, em Dourados; Ponta Diesel Ltda., com endereço na Rua Unaí, em Ponta Porã. Todos constam como TRRs autorizados a armazenar e comercializar óleo diesel S10 e S500 sem adição de biodiesel apenas em situações específicas previstas pela regulação, o que não inclui o abastecimento rodoviário comum. O TRR (Transportador-Revendedor-Retalhista) são empresas autorizadas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) a adquirir, armazenar e comercializar combustíveis, principalmente óleo diesel, além de óleos lubrificantes e graxas, em operações a granel. A venda é feita diretamente ao consumidor final. Diferentemente dos postos de combustíveis, os TRRs não possuem ponto fixo de varejo. A entrega ocorre no próprio local de consumo, como propriedades rurais, indústrias e canteiros de obras, por meio de transporte próprio autorizado, conforme as normas estabelecidas pela ANP. Além dos três estabelecimentos interditados, a fiscalização alcançou outros agentes do mercado de combustíveis no Estado, incluindo postos revendedores, TRRs, uma distribuidora e dois agentes não regulados, que não tiveram interdições registradas no período. No Brasil, a comercialização de óleo diesel S10 e S500 sem a adição de biodiesel para uso rodoviário é proibida por lei. Desde agosto de 2025, o percentual obrigatório de mistura de biodiesel ao diesel fóssil passou a ser de 15%, formando o chamado Diesel B15. Propostas legislativas que buscavam permitir a venda de diesel eldquo;puroerdquo; chegaram a tramitar, mas foram retiradas, mantendo a obrigatoriedade da mistura como instrumento de política ambiental e de redução de emissões. A ANP também conduz a descontinuação gradual do diesel S500 em diversas regiões do país, com o objetivo de substituí-lo integralmente pelo S10, considerado menos poluente. Apesar das diferenças no teor de enxofre, tanto o S10 quanto o S500 comercializados regularmente nos postos devem conter o mesmo percentual de biodiesel. De acordo com a regulação, o biodiesel possui características que exigem cuidados específicos de armazenamento, como drenagem frequente de água dos tanques, vedação adequada para evitar contato com o ar e limpeza periódica para remoção de sedimentos. Esses procedimentos visam reduzir riscos de oxidação, formação de borras e proliferação de microrganismos. A venda de Diesel A, sem biodiesel, é permitida apenas em situações restritas, como para uso não rodoviário, a exemplo de aplicações industriais específicas ou uso marítimo ou para testes de motores em desenvolvimento e exportação. As interdições permanecem válidas até que as irregularidades sejam sanadas e comprovadas junto à agência reguladora, conforme os trâmites administrativos previstos na legislação do setor.

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Preço do etanol segue firme, enquanto cotação do açúcar cai

As cotações do etanol continuam firmes no Estado de São Paulo, apesar da baixa liquidez nos negócios, aponta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A proximidade do recesso de Carnaval também tem dado suporte aos preços e pode gerar negócios adicionais neste período. De 19 a 23 de janeiro, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado fechou em R$ 3,0871 por litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), aumento de 0,52% sobre a semana anterior. Para o anidro, o indicador subiu 1,33%, a R$ 3,5377 por litro. De modo geral, segundo o Cepea, a demanda teve leve retração na semana passada, enquanto a oferta seguiu limitada. Vendedores continuam negociando quantidades menores, na expectativa de preços mais altos nas próximas semanas. Quanto à demanda, chegou a eldquo;esfriarerdquo; um pouco nos últimos dias, já que boa parte dos compradores segue focada na retirada de produto adquirido anteriormente a cotações inferiores às praticadas atualmente. Açúcar Já os preços do açúcar cristal branco seguem em queda no mercado paulista. De 19 a 23 de janeiro, o indicador Cepea/Esalq teve média de R$ 104,38 a saca de 50 quilos, recuo de 1,56% em relação ao período anterior. Segundo agentes consultados pelo Cepea, apesar da demanda relativamente estável ao longo da semana, as baixas foram influenciadas principalmente pelo fato de as negociações no mercado de balcão terem envolvido maior volume de açúcar de menor qualidade. Ofertantes têm limitado a oferta do produto de maior qualidade, à espera de recuperação nos preços.

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Preço do etanol fica mais barato em três Estados

Os preços médios do etanol hidratado subiram em 17 Estados, caíram em outros três e no Distrito Federal e ficaram estáveis em cinco na semana encerrada em 24 de janeiro. No Amapá não houve medição. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas. Nos postos pesquisados pela ANP em todo o País, o preço médio do etanol subiu 0,88% na comparação com a semana anterior, a R$ 4,61 o litro. Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço subiu 1,38%, para R$ 4,42 o litro. A maior alta porcentual na semana, de 1,89%, foi registrada no Maranhão, a R$ 4,85 o litro. A maior queda, de 0,66%, ocorreu em Mato Grosso, para R$ 4,55 o litro. O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,69 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,49, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,20, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amazonas, de R$ 5,49 o litro. O etanol seguiu mais competitivo em relação à gasolina em apenas um Estado brasileiro na semana passada: Mato Grosso do Sul. Na média dos postos pesquisados no País, o etanol tinha paridade de 72,83% ante a gasolina no período, portanto desfavorável em comparação com o derivado do petróleo. Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado. Em Mato Grosso do Sul, onde o litro vale R$ 4,20 e a paridade é de 69,08%. (Estadão Conteúdo)

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Gasolina mais barata? Redução nas distribuidoras pode não chegar aos postos do DF, diz sindicato

A Petrobras vai começar a vender gasolina mais barata para as distribuidoras de todo o país a partir desta terça-feira (27). A redução será de R$ 0,14 por litro de gasolina pura, segundo anunciou a estatal. O impacto no preço das bombas dos postos do Distrito Federal, no entanto, pode ser menor que isso e demorar a chegar. O Sindicato dos Postos de Combustível do DF (Sindicombustíveis-DF) aponta uma possibilidade ainda pior: a redução na Petrobras pode nem fazer diferença no bolso do motorista. O presidente da entidade, Paulo Tavares, explica que a redução de preços ao consumidor final tende a ser menor, de cerca de R$ 0,10 por litro. Isso, porque a gasolina C, vendida nos postos, recebe a adição de álcool anidro endash; e esse componente segue com o preço inalterado. Segundo Tavares, no entanto, essa redução nas bombas só acontece se as distribuidoras repassarem o preço menor aos postos. Mesmo se esse repasse acontecer, o ritmo depende dos estoques. Distribuidoras que estavam com seus tanques cheios, comprados ao valor atual, tendem a manter o preço de revenda no patamar em vigor. O desconto, neste caso, só viria quando a própria distribuidora também comprar mais barato da refinaria. "Isso significa que, mesmo havendo redução imediata na refinaria, é preciso que as distribuidoras renovem o estoque antigo, comprado a preço maior, para que a queda chegue ao consumidor", destaca. Apesar disso, o sindicato reforça que há condições reais para a gasolina ficar mais barata no DF.

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