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Petrobrás anuncia parceria com chinesa no Comperj

A Petrobrás anunciou nesta quarta-feira, 04, uma possível parceria em refino com a China National Petroleum Corporation (CNPC), que envolve o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A empresa chinesa já é sócia da estatal no campo gigante de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, e no de Peroba, um dos mais disputados nos leilões do pré-sal no ano passado. O acordo acontece menos de uma semana após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski proibir que o governo venda estatais sem a autorização do Congresso. Medida que motivou a Petrobrás a suspender esta semana a venda de alguns ativos, como a Transportadora Associada de Gás (TAG), avaliada entre US$ 8 bilhões e US$ 9 bilhões. Decisão que afeta a meta de desinvestimento da petroleira de US$ 21 bilhões para o biênio 2017-2018. Desse total, apenas US$ 4,8 bilhões foram vendidos. A parceria anunciada envolve a construção de uma refinaria com capacidade para processar 165 mil barris diários (b/d) de petróleo no Comperj, integrada com a revitalização do cluster (conjunto de campos) de Marlim, formado por Marlim, Voador, Marlim Leste e Marlim Sul, que já foram as estrelas da Bacia de Campos e hoje produzem a metade do que há oito anos. Marlim Leste, por exemplo, que em 2010 extraía 143 mil b/d de petróleo, hoje só produz 70 mil b/d. A ideia do acordo é processar o pesado óleo de Marlim na refinaria que será concluída pela empresa chinesa, e que segundo a Petrobrás já está 80% pronta. Mas a capacidade de 165 mil b/d deixa a refinaria do Comperj entre as menores da empresa. eldquo;Damos hoje mais um passo na busca de parceiros para concluir a refinaria do Comperj, ao mesmo tempo que garantimos novos investimentos e a revitalização do campo de Marlimerdquo;, disse o presidente da Petrobrás, Ivan Monteiro, em um comunicado. Segundo ele, a parceria é uma demonstração de como uma Petrobrás financeiramente saudável e equilibrada pode ter um impacto positivo para a sociedade brasileira e todos os seus acionistas. Incertezas Para o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, o negócio é positivo para a companhia e para o Brasil, que expande seu parque de refino. Ele observou porém, que somente uma estatal chinesa poderia fechar um acordo com a Petrobrás com o aumento da incerteza no setor de óleo e gás brasileiro após a greve dos caminhoneiros e a decisão do ministro do STF. eldquo;É uma boa notícia em vista dessa lamentável decisão do Lewandowskierdquo;, disse Pires ao Broadcast/Estadão. eldquo;Essa parceria se mostra interessante diante do cenário que estamos vivendo no Brasil hoje, com Lewandowski, controle de preços, isso afasta os investidores, só mesmo uma estatal para assumir esse risco, só sobraram mesmo os chineseserdquo;, avaliou, explicando que ao contrário da empresa privada, a estatal não olha apenas o lucro e tem uma visão mais estratégica. No caso do governo da China, o objetivo é gerar empregos e vender seus equipamentos para o Brasil. Segundo Pires, essas mudanças regulatórias afastam os investidores, que já tinham se retraído do setor de refino após o governo intervir no ajuste de preço diário da Petrobrás para o diesel. Sem paridade com o mercado global, os investidores temem não ter retorno sobre o negócio bilionário que é construir e operar uma refinaria. Além do diesel, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) abriu uma inédita Tomada de Contribuições para estudar a conveniência de estipular um prazo para avaliar a periodicidade do ajuste dos combustíveis, o que foi considerada uma espécie de intervenção do governo no setor. O diretor do CBIE afirmou que para o Brasil a notícia é positiva porque amplia o parque de refino, setor que menos cresceu após a abertura do mercado de petróleo, em 1997. Hoje, a Petrobrás tem o monopólio das refinarias, com 98% do mercado. eldquo;É importante para o abastecimento.erdquo; Para lembrar No centro das denúncias de corrupção da Lava Jato, as obras do Comperj começaram há 10 anos e visavam a construção de um polo petroquímico no Sudeste. O investimento previsto inicialmente era de US$ 8,4 bilhões, mas acabou gerando prejuízo de US$ 12,5 bilhões à estatal sem produzir uma gota de matéria-prima. Na época, o governo anunciava que seriam gerados 200 mil empregos diretos e indiretos, o que também não se concretizou. No auge do projeto, trabalhavam na obra 30 mil pessoas. Para o Comperj ir adiante, mesmo sem conseguir atrair sócios, a Petrobrás mudou o propósito da unidade e decidiu produzir gasolina e diesel em uma refinaria com capacidade de processar 165 mil barris diários de petróleo pesado, que ficaria pronta em 2015, e uma outra de 300 mil barris diários planejada para o futuro. Neste mesmo ano, porém, as obras foram novamente interrompidas por ordem do então presidente da Petrobrás Aldemir Bendine, hoje preso pela Lava Jato.

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Volkswagen, Raízen e Shell se unem no desenvolvimento de projetos para reduzir emissões

Às vésperas da Conferência do Clima da ONU (COP 26), três grandes grupos do Brasil, Volkswagen, Raízen e Shell, se uniram para trabalhar em projetos com foco no uso do etanol para a redução das emissões de CO2. A ideia é que o combustível brasileiro seja uma ponte para a descarbonização até a eletrificação total dos veículos, que vai demorar mais a ocorrer em países menos desenvolvidos. A parceria prevê o desenvolvimento de novas fórmulas mais eficientes para o etanol, uso de gás natural renovável feito a partir de resíduos da cana usada na produção do combustível, material hoje descartado, e instalação de postos de recarga para carros elétricos. As medidas serão implementadas até 2023 e vão ajudar principalmente na descarbonização do setor automotivo ao stimular o uso do etanol, aliado à estratégia complementar entre carros elétricos, híbridos e flex. Outro objetivo é eldquo;valorizar no mundo a capacidade que o etanol temerdquo;, segundo Lauren Wetemans, vice-presidente de negócios de Downstream da Shell para a América Latina. Os três grupos defendem o uso do etanol como biocombustível com baixa emissão de gases de efeito estufa principalmente em países onde a eletrificação das frotas vai demorar a ocorrer em razão dos custos elevados. Pela medição de emissões pela metodologia do poço a roda endash; que considera o CO2 não renovável emitido pelo veículo somado à emissão de CO2 no processo de produção e transporte endash; o etanol está à frente dos demais combustíveis, incluindo os modelos eletrificados quando avaliado a forma de geração da energia. eldquo;Para nós, a estratégia não tem de ser só a eletrificação, pois há várias opções e o etanol melhora o meio ambiente, gera empregos, contribui para o crescimento da economia do País e tem muito espaço para crescer e alavancar o papel dos biocombustíveiserdquo;, afirma Pablo Di Si, presidente da Volkswagen América Latina. A montadora já anunciou a criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento para o uso do etanol como indutor de energia elétrica em carros a célula de combustível, por exemplo. Nos próximos dias, o grupo vai lançar dois carros elétricos para o mercado brasileiro, o ID.3 e o ID.4. Novas fórmulas para o etanol A parceria contempla o desenvolvimento de potenciais novas fórmulas de etanol pela Raízen e a Shell, com apoio da Volkswagen, que usará seus veículos para os testes, assim como sem centro de Peamp;D. Também o fornecimento de gás natural renovável dos parques de bioenergia da Raízen para substituir o uso do gás natural nas fábricas da montadora no Brasil. Segundo o presidente da Raízen, Ricardo Mussa, ogás renovável reduz em mais de 80% as emissões de CO2. Também será feito o fornecimento de energia para a rede de concessionárias Volkswagen por meio das usinas de geração distribuída de energia renovável. O executivo informa que o fornecimento de biogás será produzido em sua planta de Piracicaba (SP), que receberá investimentos de R$ 250 milhões e vai atender outras empresas além da Volkswagen. Para as concessionárias da marca será oferecida energia solar e de biomassa, mais barata que a usada atualmente e renovável. Em paralelo, a Raízen vai instalar uma rede de eletropostos de recarga rápidos nos postos da Shell primeiro em grandes centros e corredores como os de São Paulo ao Rio e São Paulo a Belo Horizonte.A empresa tem 7,3 mil postos no País e na Argentina. A Shell é uma das controladoras da Raízen, junto com a Cosan.

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Inmetro e ANP combatem fraudes em postos de combustíveis

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) iniciaram, nesta terça-feira (3/2), a Operação Tô de Olho emdash; Abastecimento Seguro. A meta é fiscalizar fraudes eldquo;na qualidade e na quantidadeerdquo; do combustível vendido por cerca de 180 postos. A fiscalização ocorre em eldquo;cidades previamente selecionadaserdquo; localizadas no Distrito Federal e em oito estados situados em cinco regiões do país, segundo a ANP. eldquo;As ações incluem a verificação do volume efetivamente entregue ao consumidor, condições das bombas medidoras, existência de manipulações eletrônicas e regularidade das manutenções realizadas, bem como a qualidade dos combustíveiserdquo;, detalhou o Inmetro. Fraudes Segundo as equipes de investigação, as fraudes ocorrem tanto por meio da adulteração de combustíveis, como de forma eletrônica, a partir da instalação de dispositivos clandestinos em equipamentos, de forma a despejar no tanque quantidade inferior ao que foi registrado na bomba. eldquo;A Portaria Inmetro nº 227/2022 estabelece tolerância máxima de 0,5%, o equivalente a 100 ml [mililitros] a cada 20 litros abastecidoserdquo;, esclarece o instituto. Se confirmadas as práticas criminosas, os postos serão autuados pela ANP, ficando sujeitos a multas de até R$ 5 milhões, além da possibilidade de suspensão e revogação da autorização para funcionamento. eldquo;No caso de autuação pelo Inmetro, os postos flagrados com irregularidades podem receber multas entre R$ 100 e R$ 1,5 milhãoerdquo;, acrescentou o instituto ao lembrar que, nos casos de fraudes, as bombas devem ser substituídas; e que podem ser aplicadas também medidas como autuações, interdições e apreensão de equipamentos. (Agência Brasil)

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Petróleo fecha em alta em meio a tensões no Irã e otimismo com demanda

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta terça-feira (3) recuperando parcialmente perdas da véspera conforme crescem novamente as tensões entre EUA e Irã, antes da reunião bilateral marcada para esta semana. No Leste Europeu, a Rússia fez novos ataques contra a Ucrânia, apesar das negociações de paz em andamento. O petróleo WTI para março negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em alta de 1,72% (US$ 1,07), a US$ 63,21 o barril. Já o Brent para abril, negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), avançou 1,55% (US$ 1,03), a US$ 67,33 o barril. As tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio cresceram nesta terça-feira, com movimentos intimidatórios do Irã no Estreito de Hormuz e o abatimento de drones do país persa no Mar Arábico por parte dos Estados Unidos. O risco geopolítico associado à "política externa expansionista dos EUA, especialmente as ameaças em relação ao Irã" tem causado a volatilidade dos preços do petróleo nas últimas quatro semanas, de acordo com analistas da Oanda. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse nesta terça-feira que instruiu seu ministro das Relações Exteriores a "buscar negociações justas e equitativas" com os Estados Unidos. O diplomata deve se reunir na próxima sexta-feira (6) em Istambul, na Turquia, com o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff. Para Phil Flynn, do Price Futures Group, as negociações de Trump com o Irã buscam uma maior estabilidade na economia global, o que irá trazer benefícios para o comércio como um todo. "Vemos as expectativas de demanda por petróleo aumentando à medida que a economia dos EUA também continua a crescer", avalia Flynn. A Opep+ (Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados) espera que a demanda global pela commodity aumente gradualmente a partir de março e abril, de acordo com o vice-primeiro-ministro russo, Alexandre Novak. No radar, dados compilados pela Bloomberg mostram que as exportações do petróleo russo continuaram estáveis em geral no mês de janeiro, mas que as compras pela Índia caíram ao menor nível desde novembro de 2022. (Estadão Conteúdo)

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Especialistas projetam alta do etanol no Brasil em 2026

Preços firmes do etanol, expansão das usinas do biocombustível de milho e um crescimento da safra de cana-de-açúcar levarão a um salto na produção este ano no Brasil, o segundo maior produtor mundial do combustível renovável, disseram analistas e comerciantes de commodities nesta terça-feira. Eles afirmaram durante um painel na Conferência do Açúcar de Dubai que o aumento da produção este ano será devido à combinação da mudança no "mix" de cana para produzir mais etanol e menos açúcar e à entrada em operação de novas usinas de processamento de milho. As usinas de cana, que têm flexibilidade para produzir mais açúcar ou mais etanol, estão lidando com os baixos preços globais do açúcar, com o contrato de açúcar bruto em Nova York oscilando em torno da menor cotação em cinco anos. "Há um incentivo claro para as usinas começarem a nova safra produzindo mais etanol", disse Guilherme Nastari, diretor da consultoria Datagro. Os preços atuais do etanol no Brasil, disse ele, estão sendo negociados com grandes prêmios em relação ao preço do açúcar em Nova York, com o etanol anidro a um valor equivalente de 19,73 centavos por libra-peso e o etanol hidratado a 17,96 centavos/libra-peso, enquanto o açúcar bruto ICE fechou na terça-feira a 14,63 centavos/libra-peso. A nova safra de cana-de-açúcar brasileira começa por volta de março. "A paridade inicial de preços (açúcar/etanol) é muito favorável ao etanolerdquo;, disse Jeremy Austin, diretor geral da Sucden no Brasil. A consultoria de açúcar e etanol CovrigAnalytics acredita que as usinas vão se concentrar no etanol até pelo menos meados de junho. A BP Bioenergy, divisão brasileira de açúcar e etanol da BP Plc que administra 11 usinas, planejará seu "mix" de produção ao longo do ano, observando os preços, disse Ricardo Carvalho, diretor comercial da divisão. O Rabobank projeta que mais de 3 bilhões de litros de capacidade adicional de etanol de milho entrarão em operação em 2026. A corretora norte-americana StoneX estima que a produção combinada de etanol de cana e milho do Brasil crescerá 7,9% em 2026/2027 (abril-março) para um recorde de 36,5 bilhões de litros, com o etanol de cana subindo 4,4% e o de milho 17%. A produção extra de etanol pode ser excessiva para o mercado local brasileiro, disse Carvalho. Isso pode levar a um aumento nas exportações, observou a CovrigAnalytics. (Reuters)

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Preço do etanol fica estável após três meses de altas

Os preços do etanol hidratado no Estado de São Paulo, que registravam altas consecutivas desde meados de outubro do ano passado, se estabilizaram na última semana, apontam dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De 26 a 30 de janeiro, o indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado fechou em R$ 3,0885 por litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), pequena alta de 0,05% em relação ao período anterior. Agentes de distribuidoras estiveram pouco ativos no mercado de balcão, tendo em vista que ainda trabalham com o etanol adquirido há algumas semanas endash; o Cepea registrou grandes volumes de negócios no encerramento de 2025. Agora, a expectativa é de que a demanda volte a se aquecer neste mês, diante do retorno das aulas escolares e da proximidade do recesso de carnaval. Do lado da oferta, a disponibilidade de etanol está bastante reduzida, o que leva poucas usinas a participarem dos negócios no spot. Enquanto algumas unidades produtoras estão sem estoques neste período de entressafra, outras que detêm volumes focam na entrega de contratos. Já os preços do açúcar cristal branco caíram em janeiro em São Paulo. A média mensal do indicador Cepea/Esalq foi de R$ 105,87 a saca de 50 quilos, 3,44% abaixo da de dezembro (R$ 109,69). Pesquisadores destacam que o movimento de queda foi verificado mesmo este sendo um período de entressafra da cana-de-açúcar. Segundo o Centro de Pesquisas, as negociações envolvendo o açúcar de qualidade inferior predominam em relação às vendas do produto de melhor qualidade, e esse fator foi determinante para a pressão baixista sobre os preços ao longo de janeiro.

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