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EUA pressionam por soluções rápidas para aumentar a produção de petróleo da Venezuela

Os EUA estão em negociações com a Chevron, outros produtores de petróleo bruto e os maiores prestadores de serviços petrolíferos do mundo sobre um plano para reativar rapidamente a produção na Venezuela por uma fração do custo estimado de US$ 100 bilhões para uma reconstrução completa. Empreiteiros do setor petrolífero como a SLB, Baker Hughes e Halliburton se concentrariam inicialmente na reparação ou substituição de equipamentos danificados ou obsoletos e na revitalização de campos de perfuração mais antigos, segundo altos responsáveis da administração que pediram anonimato por estarem a discutir planos internos. A ideia é que, com um investimento limitado, a Venezuela consiga aumentar a produção em várias centenas de milhares de barris no curto prazo, disseram as fontes. A abordagem acelerada foi concebida para cumprir o objetivo da administração Trump de aumentar rapidamente os fluxos de óleo bruto na sequência da captura, pelos EUA, do homem-forte venezuelano Nicolás Maduro, gerando receitas que poderiam ser usadas para ajudar a pagar a reconstrução do país. A mais longo prazo, o objetivo do presidente Donald Trump continua a ser uma revitalização da indústria que aproxime a produção do pico de cerca de 3,75 milhões de barris por dia registado em 1970, face à produção atual inferior a 1 milhão. Embora analistas afirmem que alcançar esse objetivo maior levará pelo menos uma década, há muitos ganhos de produção possíveis no curto prazo. eldquo;Há algum fruto ao alcance da mão que provavelmente poderia voltar a ganhar vidaerdquo;, disse Tom Liskey, responsável pela investigação sobre a América Latina na consultora do setor Enverus. Um representante da Halliburton afirmou que o objetivo da empresa na Venezuela eldquo;é alcançar vitórias rápidas e gerar uma recuperação imediata da produçãoerdquo;. Representantes da SLB não responderam de imediato aos pedidos de comentário. A Baker Hughes recusou comentar. Um aumento mais imediato dos fluxos de petróleo bruto venezuelano estaria alinhado com várias prioridades de Trump, que tem valorizado a dominância energética americana tanto como fonte de influência global como de capital político interno, numa altura em que procura atenuar as preocupações com o custo de vida antes das eleições intercalares cruciais de novembro. Um reforço da oferta proveniente da Venezuela, ainda que modesto, é visto como uma forma não só de conter os preços do crude e da gasolina, mas também de ampliar a margem de manobra dos EUA para agir contra o Irão sem provocar choques no mercado. As vendas de petróleo cru venezuelano vão gerar receitas para ambos os países e eldquo;fazer baixar ainda mais os preços do petróleoerdquo;, disse Trump aos jornalistas a bordo do Air Force One na quinta-feira. eldquo;Estamos a perfurar mais petróleo do que em qualquer outro momento da história do nosso país, de longe. Se acrescentarmos a Venezuela, é uma parte tremenda do mercado.erdquo; Levar equipamento e técnicas americanas de última geração para a Venezuela emdash; onde a indústria petrolífera tem sido sufocada por anos de sanções emdash; pode revitalizar poços existentes e colocar nova produção em operação em poucos meses, disseram responsáveis da administração Trump. Alguns analistas terão subestimado o quão dramaticamente as operações poderiam melhorar com relações regulares e sem entraves, afirmou uma das fontes. Ainda assim, a infraestrutura existente do país tem sido afetada por décadas de subinvestimento e negligência emdash; incluindo em áreas outrora muito produtivas no leste e em torno do Lago de Maracaibo, onde o petróleo foi descoberto pela primeira vez há um século. Passivos ambientais resultantes de anos de derrames de petróleo e de instalações improvisadas são outro desafio. Se a administração Trump der luz verde para que outros empreiteiros americanos se juntem à rival SLB emdash; a maior empresa de serviços que permaneceu no país emdash; nas fases iniciais, é provável que utilizem equipamento comprovado para reabilitar poços antigos, reparar bombas de elevação artificial e instalar turbinas elétricas em campos remotos. eldquo;O curto prazo passa por intervenções nos poços do inventário da PDVSAerdquo;, disse David Goldwyn, presidente do Energy Advisory Group, na quinta-feira, num evento do Atlantic Council, referindo-se à empresa petrolífera estatal da Venezuela. eldquo;Não é tecnicamente difícil e não exige um grande volume de capital.erdquo; (Bloomberg)

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Investimentos em exploração podem chegar a US$ 1,2 bilhão entre 2026 e 2033

Está disponível, no site da ANP, a atualização do Painel Dinâmico da Previsão de Atividades e Investimentos na Fase de Exploração dos contratos de exploração e produção (Eeamp;P) de petróleo e gás natural. Para o ano de 2026, de acordo com os dados consolidados em 22/01/2026, estão previstos investimentos da ordem de US$ 890 milhões, que podem chegar a US$ 1,2 bilhão no período entre 2026 e 2033. Os dados têm como base informações enviadas pelas empresas operadoras de blocos exploratórios à ANP no Plano de Trabalho Exploratório (PTE), documento apresentado anualmente e regulado pela Resolução ANP nº 876/2022. As informações enviadas pelas empresas consideram os anos até os quais elas possuem investimentos previstos, nos contratos por elas assinados, para atividades exploratórias relacionadas ao Programa Exploratório Mínimo (PEM) ou ao Plano de Avaliação de Descobertas (PAD) ou atividades de descomissionamento. As previsões já contemplam os investimentos previstos em contratos relativos ao 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC5), assinados em 2025. Perfuração de poços A perfuração de poços é a atividade que mais impactará os investimentos previstos para o ano de 2026, com US$ 602 milhões projetados para a perfuração de 19 poços exploratórios. Isso representa 68% dos investimentos estimados para este ano. Se somarmos a atividade de teste de poço exploratório, relacionada à avaliação dos poços exploratórios, esse valor poderá chegar a US$ 742 milhões (83% dos investimentos previstos para 2026). Bacias marítimas Quanto ao total de investimento previsto para 2026, 96% estão concentrados nas bacias marítimas. Para as bacias da Margem Leste (bacias marítimas de Pernambuco-Paraíba, Sergipe-Alagoas, Jacuípe, Camamu-Almada, Jequitinhonha, Cumuruxatiba, Mucuri, Espírito Santo, Campos, Santos e Pelotas), o total pode chegar a US$ 658 milhões (74% dos investimentos totais previstos para o ano de 2026), destacando-se a perfuração de quatro poços exploratórios. Já para as bacias da Margem Equatorial (bacias marítimas da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar), está previsto o investimento de US$ 196 milhões (22% dos investimentos totais previstos para o ano de 2026), destacando-se a perfuração de um poço e conclusão de um poço já iniciado em 2025. Bacias terrestres As bacias terrestres contam com um montante de investimentos previstos para 2026 de US$ 34,5 milhões, distribuídos entre as de nova fronteira (Amazonas, Paraná, Parnaíba, São Francisco, Solimões, Mucuri e Tucano Sul), com US$ 23,2 milhões de investimentos previstos, e as maduras (bacias terrestres Potiguar, Sergipe, Alagoas, Recôncavo, Espírito Santo), com um montante de US$ 11,3 milhões. Investimentos previstos para 2026 As informações do painel estão sujeitas a atualizações pelas empresas detentoras de contratos de Eeamp;P e a estimativa refere-se somente à fase de exploração, que é a primeira dos contratos de Eeamp;P. Ou seja, não inclui a segunda fase, a de Desenvolvimento e Produção. O que é o Painel Dinâmico de Previsão de Investimentos na Fase de Exploração É uma ferramenta de business intelligence (BI) que consolida as previsões de atividades e investimentos apresentadas pelas empresas detentoras de contrato de exploração e produção (Eeamp;P) em seus Planos de Trabalho Exploratório (PTE), conforme disposto na Resolução ANP nº 876, de 29/04/2022. Podem ser aplicados filtros para obter as atividades por ano de referência (ano de previsão), ano da atividade, etapa, ambientes (mar ou terra), bacias agrupadas (mar endash; margem equatorial, mar endash; margem leste, terra endash; bacias de nova fronteira e terra endash; bacias maduras), por cada uma das atividades e por regime contratual (partilha da produção ou concessão). Os mesmos filtros podem ser usados para consultar previsões de investimentos, que podem ser obtidos em dólares ou reais. O que é fase de exploração A exploração é a primeira fase dos contratos de Eeamp;P, tendo início com a assinatura do contrato. Nessa fase, as áreas exploradas são chamadas de blocos, e as empresas realizam estudos e atividades (como levantamentos sísmicos e perfuração de poços) com o objetivo de detectar a presença de petróleo e/ou gás natural em quantidade suficiente para tornar sua extração economicamente viável. Em caso positivo, a empresa apresenta uma declaração de comercialidade à ANP e o bloco (ou parte dele) se torna uma área de desenvolvimento, dando início à Fase de Produção. Em caso negativo, a empresa pode devolver o bloco à ANP. O que é PTE O Plano de Trabalho Exploratório (PTE) é o instrumento pelo qual são informadas, pelos operadores dos contratos de Eeamp;P, as atividades, juntamente com seus respectivos cronogramas e orçamentos, para cada bloco; bem como para o período em que forem executadas as obrigações remanescentes, atividades vinculadas ao descomissionamento de instalações após o término da fase de exploração. A Resolução ANP nº 876/2022 estabelece os requisitos e procedimentos para a apresentação e aprovação do PTE.

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Etanol/EUA: Câmara retira E15 de projeto orçamentário e frustra setor

Após semanas de negociações, o projeto de financiamento do governo federal que deve avançar na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos não deve incluir a autorização para venda de E15 (gasolina com mistura de 15% de etanol) durante todo o ano no país. Em vez disso, o Congresso caminha para a criação de um eldquo;Conselho de Energia Ruralerdquo;, que ficaria encarregado de elaborar possíveis propostas legislativas relacionadas ao E15 e a outros combustíveis renováveis. A exclusão da medida provocou forte reação da Associação de Combustíveis Renováveis (RFA, na sigla em inglês), do setor de etanol. Em nota, o presidente e CEO da entidade, Geoff Cooper, afirmou que o setor está eldquo;extremamente decepcionadoerdquo; com o que classificou como mais um fracasso do Congresso em aprovar uma questão técnica simples que permitiria o acesso ao E15 durante todo o ano em âmbito nacional. Atualmente, a venda do combustível não é permitida durante os meses de verão devido a preocupações com a formação de névoa de poluição. Segundo Cooper, a liberação do E15 representaria um alívio importante para agricultores que enfrentam a pior crise econômica em quase 50 anos. Nos EUA, o etanol é feito principalmente com milho. Cooper destacou que já existe um acordo com amplo apoio de produtores de etanol, agricultores, grandes e pequenas refinarias de petróleo, varejistas de combustíveis e outros atores da cadeia. Ainda assim, segundo ele, parlamentares estariam deixando essa oportunidade escapar. Para a RFA, o atual projeto de lei orçamentário era a melhor chance de abrir um novo mercado relevante para agricultores e, ao mesmo tempo, reduzir os preços da gasolina ao consumidor. O presidente da entidade também criticou a criação do Conselho de Energia Rural como alternativa, afirmando que adiar a decisão e começar do zero apenas aumenta a incerteza no meio rural. Na avaliação da RFA, o setor agrícola precisa de soluções imediatas, e não de mais estudos e debates, diante de uma crise econômica histórica. Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast Fonte: Agência Estado

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Gasolina da Petrobras está 9% acima da importada

A gasolina da Petrobras está entre 8% e 9% mais cara que o produto importado, segundo contas de especialistas ouvidos pelo Valor. O preço da estatal está acima do que o mercado chama de preço de paridade de importação (PPI) desde setembro de 2025, segundo cálculos da consultoria StoneX, e continuou assim mesmo depois de a petroleira realizar um corte de R$ 0,14 por litro em outubro. Em 2025, a companhia realizou apenas duas reduções no preço da gasolina mesmo em um cenário de queda do petróleo. Para continuar a leitura, clique aqui.

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Como atuava quadrilha presa na Operação Haras do Crime por furtar petróleo da Transpetro

Sete pessoas foram presas na operação Haras do Crime, que o governo do Estado do Rio de Janeiro e a Polícia Civil realizam nesta quinta-feira, 22, contra uma quadrilha especializada no furto de petróleo por meio da perfuração clandestina de oleodutos da Transpetro. Os nomes dos presos não foram divulgados, por isso não foi possível localizar as defesas. eldquo;O objetivo da operação é cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra os investigados, além de interromper de forma imediata as atividades ilegais. As investigações apontam que a quadrilha atua com estrutura organizada, possuindo hierarquia operacional, articulação fora do Estado e divisão clara de tarefas entre os integranteserdquo;, informou o governo estadual. A ação acontece simultaneamente nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina. Em nota, a Transpetro diz que eldquo;é vítima do crime de furto de petróleo e derivados em dutos e tem como maior preocupação a preservação da vida e a segurança das pessoas e do meio ambienteerdquo;. A empresa afirma que utiliza tecnologia para localizar desvios clandestinos da rede e que mantém eldquo;parcerias com órgãos de segurança pública, Ministérios Públicos e órgãos reguladores, atuando no apoio a investigações e operações, na sensibilização de autoridades sobre a gravidade do crime e suas consequências, e na participação como assistente de acusação em processos penais envolvendo esse tipo de delitoerdquo;. eldquo;No Rio de Janeiro, essa estratégia tem resultado numa redução nos números de derivações clandestinas. Em 2020, foram registradas 13 derivações clandestinas no estado, número que caiu para uma ocorrência em 2025. O resultado evidencia a eficácia das ações integradas com as autoridades de segurança pública para coibir o furto de combustíveis em dutos e das ações preventivas adotadas pela Transpetroerdquo;, diz a empresa. Como a quadrilha atuava? Segundo a Polícia Civil, a quadrilha atuava por meio de um ciclo criminoso integrado, que se iniciava com a perfuração do duto, realizada sob proteção armada. O petróleo extraído era transportado em caminhões-tanque por rotas interestaduais, caracterizando o transporte clandestino. O produto era então comercializado com o uso de notas fiscais falsas, emitidas por empresas de fachada. A polícia afirma que há comprovação de intimidação de testemunhas, destruição de provas eletrônicas e ocultação de equipamentos que eram usados na prática ilegal. Onde ocorreu o furto? As investigações apontam que o material foi extraído em uma fazenda localizada em Guapimirim, na Baixada Fluminense, onde passa um trecho do oleoduto. O local pertence a uma família de contraventores, o que, segundo os investigadores, evidencia a dificuldade de fiscalização na região. Segundo a Polícia Civil, os investigados também respondem como réus em outros processos.

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IBP: Decisão da ANP garante segurança de abastecimento e fortalece o sistema OPASC

A autorização excepcional da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis endash; ANP, de 19/01/26, afasta a repetição de crise de abastecimento de gasolina C no sistema logístico de Santa Catarina, associada à sazonalidade do etanol anidro combustível utilizado em mistura com a gasolina A. A medida, construída com base técnicae diálogo institucional, ao flexibilizar temporária e controladamente os limites de índice de acidez e de condutividade elétrica do etanol anidro, assegura a regularidade do abastecimento na área atingida neste período de entressafra e a plena utilização do Oleoduto Paraná endash; Santa Catarina (OPASC), modal estratégico que compõe o sistema logístico para o transporte de combustíveis da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR), em Araucária/PR, até os terminais em Santa Catarina (Guaramirim, Itajaí e Biguaçu). Como consequência relevante, são evitadas possíveis onerações de preços da gasolina C ao consumidor na medida em são suprimidos custos expressivos ao segmento de distribuição usuário do referido sistema que decorreriam de operacões mais complexas a exemplo de fretes emergenciais, aquisições extra de produtos e custos de estadia. O IBP atuou de forma tempestiva e tecnicamente fundamentada para a viabilização da Autorização que materializa ato providencial da Agência e determina ainda estudos para a revisão da Resolução ANP nº 907/22 emdash; norma que estabelece as especificações técnicas e os controles de qualidade do etanol combustível no Brasil emdash;, do que resultará, sem dúvida, no aprimoramento do regulamento e consequente afastamento da recorrência de restrições que pressionam o abastecimento na região.

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