Ano:
Mês:
article

Petrobras: teste para permitir exploração de petróleo na Foz do Amazonas é bem-sucedido

Foi concluída nesta quarta-feira às 16h25 a Avaliação Pré-Operacional (APO) feita pelo Ibama na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial, para permitir que a Petrobras possa perfurar seu primeiro poço de petróleo na região. Segundo uma fonte, o teste foi bem sucedido e motivo de comemoração dentro da estatal. A avaliação é que a estatal está bem perto de obter o aval do órgão ambiental e conseguir abrir a nova fronteira exploratória. A APO era a última etapa de testes para comprovar a segurança ambiental para a atividade de exploração de petróleo antes de o Ibama decidir se vai ou não liberar a licença para a perfuração do primeiro poço na região. Em outro caso parecido, na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, em setembro de 2023, a licença saiu pouco tempo depois da simulação. Pelo procedimento, o Ibama agora vai emitir o relatório para então dar a licença. Segundo fontes, o Ibama pediu documentos adicionais. Desde às 18h10 do último domingo, a estatal fez diversos testes para avaliar se os equipamentos funcionavam corretamente, se a equipe conseguia reagir rapidamente a uma hipótese de acidente, se havia capacidade de resgatar animais atingidos e se a comunicação com autoridades e comunidades funcionaria como planejado. A Bacia da Foz do Amazonas está no litoral do Amapá, dentro da Margem Equatorial, área que se estende até o Rio Grande do Norte e é considerada uma nova fronteira de exploração petrolífera. Vazamento simulado Desde domingo, foi simulado um derramamento de óleo, um possível problema no BOP (conjunto de válvulas de segurança no topo do poço) e o envio de um ROV (robô submarino controlado a distância) para verificação. Cerca de 400 profissionais participaram da operação, que contou com 13 embarcações e três aeronaves. O local de pesquisa no mar fica a 175 Km da Costa do Amapá e a mais de 500 Km da Foz do Rio Amazonas, apesar de este ser o nome da bacia em que está localizada a área. Uma fonte que participou da APO afirmou que foram feitos muito testes, "e todos cumpridos". Para atender ao Ibama, a estatal construiu centros de atendimento e reabilitação de fauna, um em Oiapoque, no Amapá, e outro em Belém, no Pará. As instalações são uma espécie de hospital para fauna, com ambulatório, salas de estabilização, atendimento, centro cirúrgico e outros espaços dedicados a atender aves, tartarugas, e mamíferos marinhos, como golfinhos e peixes-boi. Explorar petróleo na Bacia da Foz do Amazonas é uma das prioridades da atual gestão da Petrobras, liderada por Magda Chambriard. A região pode ajudar a estatal a repor reservas para compensar o futuro declínio da produção no pré-sal, no litoral do Rio e de São Paulo, a partir da partir de meados da próxima década. Apesar das expectativas, o projeto enfrenta resistência. Em maio de 2023, o Ibama negou a licença para a perfuração do poço e, meses depois, um parecer de 26 técnicos recomendou novamente a rejeição. Mesmo assim, a direção do órgão decidiu dar mais tempo para a Petrobras responder aos questionamentos antes de tomar a decisão final. Veja perguntas e respostas sobre o teste O que é a APO? A Avaliação Pré-Operacional (APO) é a etapa final do processo de licenciamento ambiental conduzido pelo Ibama e tem como objetivo testar a eficácia do plano de resposta à emergência apresentado pela Petrobras. Quais equipamentos serão mobilizados? seis 6 embarcações equipadas para contenção e recolhimento de óleo; um navio sonda; três aeronaves que poderão ser utilizadas para resgate aeromédico, resgate de fauna e monitoramento aéreo; seis embarcações adicionais dedicadas e equipadas com recursos e especialistas para atendimento à fauna; dois Centros de Atendimento e Reabilitação de Fauna (CAF), sendo um em Oiapoque (AP) e outro em Belém (PA). O que são os Centros de Atendimento e Reabilitação de Fauna? São uma espécie de hospital para fauna que contam com ambulatório, salas de estabilização, atendimento, centro cirúrgico e outros espaços dedicados a atender aves, mamíferos marinhos, tartarugas, golfinhos e peixes-boi. Os dois centros de fauna estão localizados em Belém (PA) e Oiapoque (AP) e prontos para operar. Quantas pessoas serão envolvidas no simulado? A Petrobras mobilizará cerca de 400 pessoas para o exercício simulado. Vai ocorrer alguma perfuração de poço durante a APO? Não. A perfuração somente será realizada após a concessão da licença pelo Ibama. Haverá simulação de toque de óleo na costa? Não. Em todas as modelagens nos estudos de correntes das marés realizados é descartada a possibilidade de chegada do óleo em terra no caso de uma ocorrência. Lembrando que o local de pesquisa está a 175 Km da Costa do Amapá e mais de 500 Km da Foz do Rio Amazonas. Quanto tempo depois da APO a Petrobras receberá a licença para perfurar? Cabe ao Ibama definir os próximos passos e os prazos após a realização do exercício.

article

Petróleo sobe com queda nos estoques dos EUA e impacto de tarifas sobre Índia

Os preços do petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira, depois que dados mostraram uma queda maior do que a esperada nos estoques da commodity dos Estados Unidos. O avanço ocorreu ainda enquanto investidores avaliam o impacto potencial das novas tarifas dos EUA sobre a Índia. Os contratos futuros do petróleo Brent subiram 1,2%, para fechar a US$68,05 por barril. Os futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiram 1,4%, para fechar a US$64,15. Ambos os contratos caíram mais de 2% na terça-feira. Os estoques de petróleo dos EUA caíram 2,4 milhões de barris, para 418,3 milhões de barris na semana passada, informou a Administração de Informações sobre Energia (AIE), em comparação com as expectativas dos analistas em uma pesquisa da Reuters, que previam uma queda de 1,9 milhão de barris. Os estoques de gasolina dos EUA caíram 1,2 milhão de barris, em comparação com as expectativas de uma queda de 2,2 milhões de barris. Os estoques de refinados, que incluem diesel e óleo para aquecimento, caíram em 1,8 milhão de barris, em comparação com as expectativas de um aumento de 885.000 barris, mostraram os dados da AIE. "O número da demanda de gasolina é favorável e mostra que as pessoas estão se preparando para viajar no fim de semana do Dia do Trabalho. Este é o auge da temporada de verão, e também o último grande sucesso da mistura de gasolina no verão", disse Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group. A duplicação das tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre as importações da Índia para até 50% também esteve em foco. As tarifas, em resposta às compras de petróleo russo pela Índia, entraram em vigor nesta quarta-feira. Não houve sinal de interrupção do fornecimento até o momento, mas a incerteza sobre se os EUA terão como alvo os fluxos de petróleo está dissuadindo alguns operadores de assumir novas posições, disse o analista do UBS Giovanni Staunovo. (Reuters)

article

Diesel dos EUA deve superar o da Rússia nas importações brasileiras já em setembro

O volume de diesel vindo dos Estados Unidos deve ultrapassar o da Rússia entre agosto e setembro. A afirmação é do segundo presidente da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), entidade que reúne importadoras de combustíveis. eldquo;O setor brasileiro já vem optando por contratos com o mercado americano. Deve haver normalização em novembro, quando as refinarias russas voltarem a operarerdquo;, disse Sérgio Araújo à coluna. Desde o início da guerra na Ucrânia, a Rússia se tornou a principal fornecedora do Brasil, responsável por 60% do diesel importado e mais de US$ 13 bilhões em compras desde 2022. Só no segundo trimestre de 2025, o volume importado de Moscou cresceu 229% em relação ao ano anterior, alcançando 122 mil barris por dia. O movimento recente, porém, tem menos a ver com pressões da Casa Branca e mais com o mercado. eldquo;Efetivamente, nada mudou com as ameaças de Trump. O preço do diesel russo subiu dois centavos de dólar por galão, houve redução da oferta por sazonalidade, e contratos foram fechados com refinarias americanaserdquo;, explicou Araújo. O deslocamento das importações ocorre em meio ao risco de sanções. Os EUA já aplicaram tarifas de 50% à Índia por importar derivados russos, e há temor de que o Brasil seja o próximo alvo. Com capacidade de refino para apenas 70% do diesel que consome, o país depende do mercado externo e busca alternativas para evitar impacto direto nos preços internos. Leia mais em PlatôBR.

article

Stonex eleva previsão de consumo de gasolina no Brasil, com vantagem sobre etanol

A StoneX elevou sua previsão para o consumo brasileiro de gasolina C (com adição de etanol anidro) nos postos de combustíveis em 2025 em aproximadamente 200 milhões de litros, para um recorde de 46,7 bilhões de litros, diante de uma maior competitividade ante o etanol hidratado, seu concorrente direto nas bombas. Com a revisão, a StoneX prevê um aumento de 5% nas vendas de gasolina nos postos de combustíveis ante o ano passado. Entre janeiro e junho, as vendas de gasolina C somaram 22,17 bilhões de litros, uma alta de 3,6% frente ao mesmo período do ano passado, pontuou a StoneX. A elevação da mistura de etanol anidro na gasolina de 27% para 30%, que teve início em 1º agosto, deverá contribuir ainda mais para essa tendência, segundo a analista de Inteligência de Mercado, Isabela Garcia, afirmou em nota. eldquo;Diante desse desempenho, a StoneX revisou positivamente suas projeções de consumo de gasolina C para 46,7 bilhões de litros (+ 5% a.a), sendo o melhor resultado para o combustível na sérieerdquo; disse Garcia. Enquanto isso, o etanol hidratado, concorrente direto da gasolina nas bombas, deve registrar retração de 7% no ano, com volume estimado em 20,3 bilhões de litros, ante 20 bilhões de litros na estimativa anterior. eldquo;O maior desvio da produção etanoleira para o anidro, cuja demanda adicional na temporada supera os 700 milhões de litros, reduz a disponibilidade do hidratado e tende a elevar os preços emdash; prejudicando a competitividade com a gasolinaerdquo;, disse o analista de Inteligência de Mercado, Rafael Borges, em nota. Já as vendas de ciclo otto, que considera vendas de etanol hidratado e gasolina, deverão somar recorde de 60,9 bilhões de litros, alta de 1,9% ante 2024, devido à uma perspectiva de melhora na projeção de consumo das famílias pelo Banco Central e do PIB. eldquo;Para o segundo semestre, a expectativa é de um cenário de manutenção desse crescimento, com algumas condições restringindo um aumento mais expressivo das vendas frente a 2024. Porém, ainda assim, projeta-se um volume maior de vendas em comparação ao início do anoerdquo;, adicionou Isabela Garcia, da StoneX. As vendas de Ciclo Otto totalizaram 29,5 bilhões de litros no primeiro semestre, o melhor resultado da série no primeiro semestre, elevação de 2% em relação à primeira metade de 2024, segundo a consultoria. (Reuters)

article

ICL reforça apoio ao PL 1482 para proteger a sociedade e o mercado de combustíveis

O Instituto Combustível Legal (ICL) defende a aprovação do Projeto de Lei nº 1.482/2019, que tipifica de forma específica os crimes de furto, roubo e receptação de combustíveis. O país convive com um cenário preocupante: mais de 14 milhões de litros são furtados anualmente apenas dos oleodutos da Transpetro, gerando prejuízos superiores a R$ 600 milhões. Além disso, fraudes, adulterações e sonegação drenam cerca de R$ 30 bilhões por ano dos cofres públicos, enfraquecendo a competitividade do mercado formal e alimentando a atuação de organizações criminosas. Os impactos desses crimes não se limitam à economia. O furto e o roubo de combustíveis, muitas vezes realizados de forma amadora, colocam em risco a vida de comunidades inteiras, expostas a explosões, incêndios e contaminação ambiental grave. Casos como a tragédia ocorrida no México, em 2019, quando mais de 90 pessoas morreram após a explosão de um duto perfurado, demonstram a gravidade desse tipo de crime. No Brasil, essas práticas comprometem o abastecimento de cidades e a segurança energética nacional, além de colocar em risco a fauna, a flora e os recursos hídricos. O PL 1482 traz avanços indispensáveis ao endurecer penas, criminalizar a receptação e prever medidas mais eficazes, como a interdição de estabelecimentos envolvidos e a alienação antecipada dos combustíveis apreendidos. eldquo;A aprovação desse projeto é fundamental para proteger vidas, preservar o meio ambiente, reduzir distorções de mercado e enfraquecer o crime organizado. Estamos falando de uma legislação moderna, capaz de dar uma resposta efetiva a um problema que afeta todo o paíserdquo;, afirma Emerson Kapaz, presidente do ICL.

article

ANP divulga resultados de ações de fiscalização em 11 unidades da Federação (18 a 22/8)

Entre os dias 18 e 22/8, a ANP fiscalizou o mercado de abastecimento em 11 unidades da Federação. Nas ações, os fiscais verificaram a qualidade dos combustíveis, o fornecimento do volume correto pelas bombas medidoras, a adequação dos equipamentos e dos instrumentos necessários ao correto manuseio dos produtos, bem como as documentações de autorização de funcionamento das empresas e as relativas às movimentações dos combustíveis e lubrificantes. No período, destacou-se ação em Trindade (GO) que identificou, por meio do equipamento espectrofotômetro, modelo FTIR, que vem sendo utilizado pela Agência em suas ações de fiscalização, a comercialização irregular de óleo diesel com teor de biodiesel fora das especificações exigidas por lei. Veja abaixo mais informações sobre essa operação, bem como sobre as principais ações nas demais unidades federativas do país: Goiás Foram fiscalizados 17 postos de combustíveis, três revendas de GLP e um terminal de combustíveis, em Goiânia, Anápolis, Itumbiara, Rio Verde e Trindade. Foram lavrados autos de infração e de interdição de dois bicos e de um tanque de óleo diesel B S500 em um posto de combustíveis de Trindade por comercializar óleo diesel com teor de biodiesel fora das especificações exigidas por lei. A irregularidade foi identificada por meio do equipamento espectrofotômetro, modelo FTIR, que vem sendo utilizado pela Agência em suas ações de fiscalização. Em Anápolis, em parceria com o Procon Municipal, um posto de combustíveis recebeu auto de infração por exibir marca comercial estando cadastrado como bandeira branca. Não houve ocorrência de irregularidades nas demais cidades. Dez amostras de combustíveis foram coletadas para análise em laboratório. Bahia Em parceria com a Secretaria de Fazenda e a Polícia Militar do Estado, foi realizada ação em São Francisco do Conde com detecção in loco de teor de biodiesel no óleo diesel, por meio do equipamento espectrofotômetro, modelo FTIR, que vem sendo utilizado pela Agência em suas ações de fiscalização. Foram inspecionados 15 caminhões-tanque, totalizando 45 compartimentos (274.000 litros) de diesel B analisados com o FTIR. Não foram encontradas irregularidades. Cinco amostras de combustíveis foram coletadas para análise em laboratório. Espírito Santo Em Vila Velha, um posto de combustíveis foi fiscalizado em ação realizada pelo Procon Estadual, por meio de acordo de cooperação com a ANP, com a participação do Instituto de Pesos e Medidas. Não foram encontradas irregularidades. Minas Gerais Foram fiscalizados 25 postos de combustíveis, sete revendas de GLP e um transportador-revendedor-retalhista (TRR) nas cidades de Carmo do Cajuru, Divinópolis, Nova Serrana, Oliveira, Alfenas, Boa Esperança, Campanha, Fama, Serrania, Três Corações e Varginha. Em Divinópolis, foram lavrados autos de infração e interdição em um posto de combustíveis por apresentar bomba com aferição irregular (eldquo;bomba baixaerdquo;) e não cumprir os requisitos de segurança exigidos na legislação. Uma revenda de GLP foi interditada em Nova Serrana por não possuir autorização da ANP para o exercício da atividade, utilizar balança em desacordo com a legislação e realizar o transporte de botijões de GLP em veículo irregular. Foram apreendidos 152 botijões de GLP. Foram lavrados autos de infração ainda em outros nove postos de combustíveis em Carmo do Cajuru, Divinópolis, Nova Serrana, Oliveira e Campanha por motivos como: não exibir na bomba os fornecedores do combustível comercializado; apresentar painel de preços em desacordo com a legislação; não manter em perfeito estado de funcionamento o termodensímetro (equipamento acoplado à bomba de etanol para verificar aspectos de qualidade); não possuir instrumentos obrigatórios para análise dos combustíveis; e comercializar combustível em recipiente não certificado pelo Inmetro. Não foram encontradas irregularidades nas demais cidades. Foram coletadas 12 amostras para análise em laboratório. Pará A ANP realizou treinamento para o Procon Municipal de Altamira, com a fiscalização de três postos de combustíveis. Não foram registradas irregularidades. Paraná Um total de 14 postos de combustíveis, sete revendas de GLP, quatro distribuidoras de combustíveis, um revendedor de lubrificantes e um terminal de combustíveis foram fiscalizados no estado. As ações aconteceram em Foz do Iguaçu, Cascavel, Medianeira, Toledo, Santa Tereza do Oeste, Cianorte, Umuarama, Perobal, Cafezal do Sul, Marialva, Sarandi, Nova Esperança, Paraíso do Norte e Maringá. Não foram registradas irregularidades. Foram coletadas 22 amostras de combustíveis para análise em laboratório. Rio de Janeiro Os fiscais vistoriaram 29 postos de combustíveis e três caminhões-tanque na capital, em Duque de Caxias e Itaguaí. Na cidade do Rio de Janeiro, em parceria com a Superintendência de Combate aos Crimes Ambientais (SUPCCA), foi lavrado auto de infração e interdição total de um posto de combustíveis por não possuir autorização para o exercício da atividade. Houve apreensão de 55.634 litros de combustíveis. Ainda na capital, em parceria com Naturgy e a Agenersa, dois postos de combustíveis receberam autos de infração e interdição parcial de seis bicos de GNV em cada um por não manterem em perfeito estado de funcionamento equipamentos de GNV. Em ações apenas da ANP, outros cinco postos do município do Rio sofreram autos de infração e/ou interdições parciais por: apresentarem bombas em mau estado de funcionamento, em duas revendas (interdições de sete bicos de gasolina, dois de etanol e um de diesel, num posto, e dois bicos de gasolina comum, dois de etanol e um de gasolina aditivada, em outro); comercializar/armazenar etanol como se fosse gasolina comum, em um revendedor (interdição parcial de quatro bicos e um tanque de gasolina comum, e apreensão de 5.859 litros de etanol); e não efetuarem o controle de drenagem dos tanques de óleo diesel, em dois postos. Em Duque de Caxias, três caminhões-tanque foram fiscalizados em barreira fiscal com a Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ-RJ), a Superintendência de Combate aos Crimes Ambientais (SUPCCA) e a Força Especial de Controle de Divisas - Operação Foco. Não houve registro de irregularidades. Não foram encontradas irregularidades em Itaguaí. Foram coletadas 23 amostras de combustíveis para análise em laboratório. Rio Grande do Sul As ações de fiscalização foram realizadas em seis postos de combustíveis, um produtor de biodiesel, um ponto de abastecimento, quatro distribuidoras de combustíveis e duas revendas de GLP, nas cidades de Paraí, Nova Araçá, Erechim, Herveiras, Esteio, Canoas, Santa Maria, Torres, Agudo, Cachoeira do Sul e Guaíba. Foi lavrado auto de infração e interdição parcial de um bico de óleo diesel em um posto de combustíveis de Cachoeira do Sul por apresentar bomba em mau funcionamento. No município de Paraí, foi aplicada a pena de suspensão das atividades por 10 dias em um posto de combustíveis, após trânsito em julgado de processo administrativo sancionador. Outros quatro postos de combustíveis sofreram autos de infração em Paraí, Herveiras, Agudo e Guaíba, por motivos como: não apresentar documentos obrigatórios; exibir painel de preços com irregularidades; não possuir todos os equipamentos necessários para análise dos combustíveis; e não possuir planilha de controle de drenagem dos tanques de óleo diesel. Em Agudo, uma revenda de GLP recebeu auto de infração por exibir painel de preços com irregularidades. Não foram encontradas irregularidades nas demais localidades. Foram coletadas cinco amostras de combustíveis para análise em laboratório. Santa Catarina Foi lavrado auto de infração em um posto de combustíveis de Criciúma por comercializar óleo diesel B S10 fora das especificações determinadas pela legislação. Foi coletada uma amostra de combustível para análise em laboratório. São Paulo A ANP fiscalizou 40 postos de combustíveis, oito revendas de GLP e seis distribuidoras de combustíveis, nas cidades de São Paulo, Guarulhos, Barueri, Itu, Arujá, Sorocaba, Carapicuíba, Itapetininga, Osasco, Votorantim, Ibiúna e Piedade. Foram lavrados autos de infração em seis postos de combustíveis e duas revendas de GLP, na capital e em Guarulhos, por motivos como: recusar o fornecimento de amostras de combustíveis para o Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC), ostentar marca comercial estando cadastrados como bandeira branca e não possuir balança aferida pelo Inmetro. Não foram encontradas irregularidades nas demais localidades. Foram coletadas dez amostras de combustíveis para análise em laboratório. Tocantins Três postos de combustíveis foram fiscalizados em parceria com o Procon Estadual em Miracema do Tocantins, sem registro de irregularidades. Consulte os resultados das ações da ANP em todo o Brasil As ações de fiscalização da ANP são planejadas a partir de diversos vetores de inteligência, como informações da Ouvidoria da ANP com manifestações dos consumidores, dados do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da Agência, informações de outros órgãos e da área de Inteligência da ANP, entre outros. Dessa forma, as ações são focadas nas regiões e agentes econômicos com indícios de irregularidades. Para acompanhar todas as ações de fiscalização da ANP, acesse o Painel Dinâmico da Fiscalização do Abastecimento. Os estabelecimentos autuados pela ANP estão sujeitos a multas que podem variar de R$ 5 mil a R$ 5 milhões, além de penas de suspensão e revogação de sua autorização. As sanções são aplicadas somente após processo administrativo, durante o qual o agente econômico tem direito à ampla defesa e ao contraditório, conforme definido em lei. Já a interdição é uma medida cautelar, aplicada para proteger o consumidor, evitando a comercialização de combustíveis fora das especificações, fornecimento de combustível em quantidade diferente da marcada na bomba, entre outras irregularidades. Caso o posto comprove à ANP que o problema foi sanado, a Agência realiza a desinterdição, sem prejuízo do processo administrativo e possíveis penalidades. Denúncias sobre irregularidades no mercado de combustíveis podem ser enviadas à ANP por meio do FalaBR, plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União (CGU).

Como posso te ajudar?