Raízen contrata assessor para reestruturar a dívida
Diante de um impasse entre os acionistas sobre a sua capitalização, a Raízen está em tratativas com o Rothschild para assessorá-la na reestruturação da dívida, que somava R$ 68,6 bilhões em setembro, apurou o Pipeline. Cosan e Shell vêm discutindo há meses o futuro da joint venture. A Raízen já tinha contratado a Alvarezeamp; Marsal, que atuou recente Este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/raizen-contrata-assessor-para-reestruturar-a-divida.ghtml ou as ferramentas oferecidas na página. Nesta segunda-feira, as agências de classificação de risco Seamp;P e Fitch cortaram o rating da Raízen, que perdeu o grau de investimento. A Moodye#39;s já tinha rebaixado a nota da crédito da Raízen para grau especulativo em novembro. A Seamp;P cortou a nota de rédito Raízen em sete níveis, de elsquo;BBBemdash;ersquo; para elsquo;CCC+ersquo;, enquanto a Fitch rebaixou de elsquo;BBB-elsquo; para elsquo;Bersquo;. A empresa estava negociando uma capitalização com seus acionistas, dada a alavancagem financeira alta, de 5,1 vezes a relação dívida líquida/Ebitda em setembro. Diante da demora em se chegar a um acordo, os sócios começaram a avaliar um cenário alternativo para reestruturar a dívida da companhia, incluindo os bonds emitidos no exterior, que somavam cerca de R$ 30 bilhões em setembro. Por enquanto, a companhia não definiu se isso se encaminharia para uma reestruturação extrajudicial ou judicial, mas isso não está completamente descartado. eldquo;Por enquanto, está bem longe desse cenárioerdquo;, disse uma fonte próxima ao assunto. A apreensão dos credores sobre uma reestruturação da dívida aumentou após a Cosan anunciar a recompra dos bonds com vencimento para 2030 e 2031. Apesar de já ter sinalizado que os recursos levantados no aumento de capital - realizado no ano passado com a entrada do BTG e da Perfin na Cosan endash; seriam usados para reduzir o endividamento da holding, e fontes de mercado interpretaram esse movimento como uma possibilidade de a Cosan estar se preparando para uma reestruturação da Raízen e eliminando a possibilidade de um cross-default impactar a holding. A Raízen tinha, em setembro, R$ 18,6 bilhões de caixa, suficiente para cobrir as dívidas que vencem em 2027 e 2028. A companhia ainda contratou, em novembro, uma linha de crédito rotativo (Revolving Credit Facility), no montante de US$ 1 bilhão com vencimento em cinco anos. Para ler esta notícia, clique aqui.