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Haddad reforça elo do PCC a postos de gasolina com descontos no Pix

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), reforçou nesta segunda-feira (19/1) a relação entre eldquo;enormeerdquo; desconto no pagamento com Pix em postos de gasolina e a facção Primeiro Comando da Capital (PCC), conforme demonstrou a Operação Carbono Oculto sobre elos do crime organizado com o setor de combustíveis. eldquo;Você que está me ouvindo deve ter visto postos de gasolina ligados ao PCC dizendo o seguinte: se pagar com o Pix é mais barato, e aí quando se via quanto mais barato era, era um valor enorme. Por que a pessoa vende 50 centavos mais barato o litro da gasolina? Não é por causa do cartão de crédito ou do Pix. É porque aquele combustível estava adulterado ou tinha outra fonte de procedência, ou porque estava lavando dinheiro usando combustível. Nós temos que fiscalizarerdquo;, disse Haddad, em entrevista ao UOL. A fala de Haddad foi em resposta a um questionamento, sem respaldo legal, sobre a taxação do Pix. O ministro informou que o monitoramento do sistema não equivale a uma taxação, que é legalmente proibida. Na ocasião, o ministro também mencionou a importância da autonomia de órgãos como Receita Federal, a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público (MP). eldquo;Eles não servem ao governo; servem ao paíserdquo;, afirmou. eldquo;Entram armas americanas no Brasil diariamente contrabandeadas pelo crime organizado, que muitas vezes usa o posto de gasolina para lavar o dinheiro da droga. Então, é preciso apoiar as instituiçõeserdquo;, enfatizou. Lavagem de dinheiro em postos de gasolina A Operação Carbono Oculto foi deflagrada em 28 de agosto de 2025 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), com o objetivo de desmantelar o esquema de fraudes e de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Trata-se da maior operação contra o crime organizado da história do país, segundo a força-tarefa. Na mira da investigação, estão vários elos da cadeia de combustíveis controlados pelo crime organizado, desde importação, produção, distribuição e comercialização ao consumidor final a pontos finais de ocultação e blindagem do patrimônio, via fintechs e fundos de investimentos com sede na Avenida Faria Lima. Segundo a Receita Federal, uma rede de 1.200 postos movimentou mais de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, mas pagou apenas R$ 90 milhões (0,17%) em impostos. Para lavar dinheiro do esquema, o grupo teria usado 40 fundos com patrimônio de R$ 30 bilhões, geridos por operadores do centro financeiro em São Paulo. A atuação do crime organizado no setor foi descoberta após maquininhas de cartão ligadas a um estabelecimento serem encontradas em casas de jogos de azar no litoral de São Paulo.

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Funcionamento do protocolo no Escritório Central da ANP (Rio de Janeiro) em 19 e 20 de janeiro

Em razão do feriado municipal de São Sebastião (20 de janeiro), padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, o protocolo do Escritório Central da ANP não funcionará nos dias 19 e 20 de janeiro. A medida considera o feriado e tem como objetivo reforçar a segurança institucional, diante da redução da circulação de pessoas no Centro da cidade, além de contribuir para a contenção de custos operacionais. O envio de documentos poderá ser realizado eletronicamente pelo sistema SEI e também pelo serviço de Correios.

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Irmãos Batista miram projeto de petróleo na Venezuela

Os irmãos Batista estão de olho em um projeto petrolífero venezuelano de 1 bilhão de barris que deve se beneficiar do plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de revitalizar o setor energético do país sul- americano. Os Batistas, que controlam o maior frigorífico do mundo, estão discretamente posicionados na periferia do setor petrolífero venezuelano através da participação que um de seus associados comerciais detém no projeto Petrolera Roraima, segundo pessoas familiarizadas com a situação. Antes da destituição do líder Nicolás Maduro no início deste mês, um representante comercial dos Batistas obteve uma participação em um conjunto de campos petrolíferos anteriormente operados pela ConocoPhillips. A Fluxus, uma empresa de petróleo de propriedade dos Batistas, poderia se juntar a esse ou outros empreendimentos petrolíferos no país assim que as perspectivas de negócios se tornarem claras, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas ao discutir informações não públicas. A Jeamp;F SA, holding dos irmãos brasileiros, disse que não possui ativos na Venezuela e está monitorando de perto os acontecimentos. "Uma vez estabelecido um cenário de estabilidade institucional e segurança jurídica, estaremos prontos para avaliar investimentos", disse a Jeamp;F em email. Os Batistas têm adotado uma abordagem cautelosa em relação à Venezuela desde que os EUA impuseram sanções, devido aos extensos investimentos americanos que incluem a processadora de frangos Pilgrime#39;s Pride Corp., disseram pessoas familiarizadas com sua estratégia de negócios. Em 2024, o ministério do petróleo da Venezuela concedeu direitos de exploração e produção por 25 anos no antigo projeto da ConocoPhillips, Petrolera Roraima, para a Aeamp;B Investments, liderada por Jorge Silva Cardona, um associado comercial dos Batistas. Depois que a Aeamp;B se juntou ao projeto, a produção diária cresceu para 32.000 barris entre junho e outubro, mas desde então despencou conforme a administração Trump começou a bloquear as exportações de petróleo do país, segundo uma fonte. O projeto foi uma maravilha da engenharia moderna quando entrou em operação no início dos anos 2000. Refinarias conhecidas como "upgraders" convertiam o petróleo viscoso em cerca de 90.000 barris por dia de um tipo de petróleo "sintético" mais leve e mais valioso. A estatal petrolífera PDVSA detém uma participação majoritária de 51% no empreendimento, enquanto a Aeamp;B possui 49%. Os Batistas também estão explorando oportunidades no setor de mineração da Venezuela e na infraestrutura elétrica na era pós-Maduro, de acordo com uma das fontes. Embora Trump tenha dito que o governo venezuelano "roubou" riquezas petrolíferas reivindicadas por empresas americanas como a ConocoPhillips durante uma onda de nacionalização há quase 20 anos, ele também não demonstrou desejo de reverter essas apreensões de ativos. Isso indica que os Batistas estão em posição privilegiada para ajudar a expandir a produção de petróleo do país, enquanto as perfuradoras americanas e europeias aguardam garantias financeiras e de segurança mais fortes. Desde a queda de Maduro, Joesley Batista emergiu como uma figura-chave na transição pós-Maduro. Na semana passada, ele voou de Washington para Caracas para uma reunião com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. Ele retornou com um relatório otimista para autoridades americanas de que ela estava aberta a investimentos estrangeiros, especialmente no setor de petróleo e gás natural, disse uma pessoa familiarizada com o assunto que pediu para não ser identificada. Os Batistas construíram habilmente laços com líderes de todo o espectro político. A Pilgrime#39;s Pride fez a maior doação individual para o comitê inaugural de Trump em 2025. No ano passado, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva convocou Joesley Batista para negociar alívio tarifário com Trump. Joesley Batista, 53, também está aproveitando relacionamentos cultivados na Venezuela nos últimos anos para posicionar a família como pioneira no que já foi o maior exportador de petróleo da América Latina. Em dezembro, ele viajou para o país para instar Maduro a renunciar em uma transição pacífica. Os laços dos irmãos com a Venezuela remontam a mais de uma década. A joia da coroa da fortuna familiar, a JBS, fechou um acordo de US$ 2,1 bilhões com o governo Maduro há anos para fornecer carne e frango em um momento em que a nação estava enfrentando escassez aguda de alimentos e hiperinflação. Esse contrato foi facilitado pelo linha-dura socialista Diosdado Cabello, que agora é ministro do Interior da Venezuela.

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Petróleo volta ao centro da geopolítica global após ação dos EUA na Venezuela

A ofensiva dos Estados Unidos na Venezuela recolocou na mesa uma relação marcada por sanções, disputas políticas e interesses diretos no petróleo. A operação patrocinada pelo presidente americano Donald Trump mirou estruturas estratégicas do país e elevou a pressão sobre o governo de Caracas, em um movimento que Washington enquadra como ação de segurança e combate a ilícitos. Na prática, o episódio reacende a discussão sobre o futuro das reservas da Vezezuela, as maiores do mundo, em um momento de reorganização do mercado global de energia. A leitura predominante dos especialistas aponta para um evento político localizado, inserido em um histórico já conhecido de atritos entre os dois países. Como reflexo, o petróleo oscilou para cima em alguns momentos, influenciado tanto pelo risco geopolítico quanto por anúncios sobre a possível entrega de até 50 milhões de barris venezuelanos aos Estados Unidos. Ainda assim, ouro, metais e ações do setor de defesa ganharam espaço nas carteiras dos investidores, sinalizando uma postura de cautela seletiva diante de um conflito que segue no radar e depende dos próximos passos de Washington e Caracas. Para Gerson Brilhante, analista da Levante Inside Corp, a sinalização vinda de Trump aponta para uma política externa guiada por negociações pontuais, com menor peso das instituições tradicionais. Esse tipo de condução amplia a imprevisibilidade em torno de regras, sanções e alianças, o que leva investidores a buscar proteção em ativos defensivos e hard assets, como ouro, petróleo, metais e outros ativos reais usados como reserva de valor. Mesmo assim, diz ele, o mercado ainda não revisou suas projeções centrais para a economia global. Na visão de médio prazo, Natalie Verndl, delegada do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon SP), avalia que o rumo político da intervenção passa a ser determinante para os mercados. Se a Venezuela conseguir se estabilizar e voltar a negociar com outros países, o movimento pode destravar investimentos em energia e infraestrutura. Isso tende a gerar efeitos positivos em cadeias ligadas a commodities em toda a América Latina. Em outra direção, uma atuação prolongada dos EUA, marcada por tensão contínua, costuma trazer mais cautela aos investidores, com pressão sobre o dólar, encarecimento do dinheiro externo e maior sensibilidade das ações brasileiras. eldquo;No médio e no longo prazos, haverá necessidade do investidor precificar um risco de maior intervenção americana, recalibrando suas expectativas para as políticas econômicas em toda a América Latinaerdquo;, afirma Natalie. Essa leitura ajuda a entender a análise de Gabriel Estievano Giannoni, diretor de produtos e operações do Mêntore. Para ele, o primeiro efeito aparece nos preços, que passam a oscilar mais, especialmente em commodities e ativos ligados ao crédito. Esse ambiente costuma levar parte dos investidores a buscar proteção. Com o tempo, se houver mais previsibilidade, o mercado de energia pode se reorganizar, abrindo espaço para oportunidades ligadas à dívida venezuelana e mudando o jogo para países exportadores de matérias primas, como o Brasil. RISCO. José Carlos de Souza Filho, professor da FIA Business School, chama atenção para um movimento mais silencioso, porém relevante. Ele explica que, nesse cenário, a percepção de risco sobre países emergentes tende a subir, principalmente quando há distanciamento político em relação aos Estados Unidos. No caso brasileiro, ele afirma que esse efeito costuma aparecer primeiro no câmbio. No setor de energia, o País vive uma situação dupla: a alta do petróleo ajuda as exportações, enquanto a importação de derivados pesa no bolso da economia doméstica. Apesar de concentrar grandes reservas, a Venezuela perdeu relevância na produção mundial de petróleo, o que limita sua capacidade de influenciar preços, afirmam especialistas. Essa linha ajuda a relativizar a ideia de que o petróleo voltou ao centro da geopolítica global. Para Nicolas Lippolis, pesquisador do Centro de Política Energética Global e da Escola do Clima da Universidade Columbia, os tempos mudaram. Os Estados Unidos já atingiram autossuficiência em petróleo, enquanto a China reduz sua dependência do combustível com a eletrificação. Segundo ele, parte do mercado interpreta as ações americanas como uma tentativa de ampliar o controle sobre a oferta de petróleo do Hemisfério Ocidental, criando mais margem para uma política externa assertiva sem pressionar o preço interno dos combustíveis. Ainda assim, Lippolis vê pouca chance de movimentos semelhantes contra grandes produtores que abastecem a China, como Rússia e países do Oriente Médio, com uma possível exceção no caso do Irã. ebull;

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Brasil inaugura 1ª fábrica de etanol de trigo

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou o início das operações da primeira fábrica do Brasil dedicada à produção de etanol a partir do trigo. A unidade fica no município de Santiago, no estado do Rio Grande do Sul, segundo informou o Brasil 247, parceiro da TV BRICS. Na fase inicial, a fábrica tem capacidade para processar cerca de 100 toneladas de trigo por dia. A estimativa aponta para uma produção anual de até 12 milhões de litros de etanol hidratado. Para viabilizar essa etapa, os investimentos somaram aproximadamente R$ 100 milhões. Os responsáveis pelo projeto informam que a capacidade anual deve alcançar entre 45 milhões e 50 milhões de litros de etanol até 2027, com previsão de investimentos adicionais de cerca de R$ 500 milhões. O avanço do projeto tornou-se possível após a obtenção, em novembro do ano passado, da licença estadual de operação concedida pelo governo do Rio Grande do Sul. A entrada em funcionamento da fábrica amplia o conjunto de culturas agrícolas utilizadas no Brasil para a produção de biocombustíveis. O portal Brasil 247 também informou que o financiamento do setor de biocombustíveis no país atingiu nível recorde. Em 2025, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou créditos no valor de R$ 6,4 bilhões para projetos na área, o maior volume registrado desde 2010. Entre as prioridades da instituição estão iniciativas voltadas à produção de etanol a partir do milho e do trigo, além de projetos de biometano. Para ler esta notícia, clique aqui.

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Etanol: Hidratado sobe 1,60% e anidro 2,17% na semana nas usinas de SP

O preço do etanol hidratado subiu 1,60% e o do anidro 2,17% na semana nas usinas do Estado de São Paulo de acordo com o Indicador Semanal do Etanol do Cepea/Esalq/USP (Da Redação, 16/1/26)

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