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Petróleo fecha em queda com negociações para fim de guerra na Ucrânia

Os preços do petróleo caíram nesta terça-feira, com os comerciantes apostando que as negociações sobre um possível acordo para legitimar ou acabar com a invasão da Rússia na Ucrânia poderiam aliviar as sanções sobre o petróleo russo, aumentando a oferta global. Os futuros do petróleo Brent fecharam a US$65,79 por barril, com queda de 1,22%. Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos para entrega em setembro, com vencimento na quarta-feira, fecharam a US$62,35 por barril, com queda de 1,69%. "Mesmo com esse dividendo de paz, temos uma posição vendida recorde", disse Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group. "Devido ao tamanho da posição vendida, as pessoas estão apostando em um cessar-fogo e, se não conseguirmos um, pode haver um salto." Após uma reunião na Casa Branca na segunda-feira com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy e aliados europeus, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em uma postagem na mídia social que havia conversado com o presidente russo, Vladimir Putin. Trump disse que estavam sendo tomadas providências para uma reunião entre Putin e Zelenskiy, o que poderia levar a uma cúpula trilateral envolvendo os três líderes. Suvro Sarkar, analista-chefe de energia do DBS Bank, disse que a postura mais branda de Trump em relação às sanções secundárias direcionadas aos importadores de petróleo russo reduziu o risco de interrupções no fornecimento global, aliviando um pouco as tensões geopolíticas. (Reuters)

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Petrobras deve lançar combustível sustentável para aviação até o fim do ano

A Petrobras deve lançar, até o fim do ano, seu combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês), disse, nesta terça-feira (19), Roberto David, gerente geral de marketing para o mercado interno da estatal. A produção prevista pela companhia é de até 10 mil barris por dia. Segundo David, que participou do evento eldquo;Diálogos para uma Transição Energética Justa endash; Biocombustíveis e Soluções Sustentáveiserdquo; emdash; realizado pela Petrobras em parceria com Valor, O Globo e a rádio CBN emdash;, a estatal já produz o combustível de navegação (eldquo;bunkererdquo;) com adição de 24% de biodiesel, o que permite uma emissão 20% menor de gases de efeito estufa. Clique aqui para continuar a leitura.

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Primeira usina de etanol de trigo é inaugurada

O município de Santiago (RS) vive a expectativa do início das operações da primeira usina de etanol de trigo do Brasil. A planta aguarda algumas autorizações para começar a produzir, mas a expectativa é de que isso ocorra ainda este mês. Serão processadas 100 toneladas de trigo por dia, e a expectativa é de gerar até 12 milhões de litros de etanol hidratado por ano. A empresa por trás da fábrica de biocombustível é a CB Bioenergia. Nessa primeira fase do projeto, foram investidos cerca de R$ 100 milhões para a construção. A expectativa é de expandir a unidade para gerar entre 45 e 50 milhões de litros de por ano até 2027, o que exigiria aportes adicionais que somam R$ 500 milhões. Foram aproximadamente três anos de pesquisa para saber quais produtos serão utilizados no processo de fabricação. A escolha foi uma levedura desenvolvida pela empresa americana IFF, que testou mais de 150 variedades de trigo cultivados no Rio Grande do Sul. Segundo a multinacional, essas leveduras são geneticamente modificadas e capazes de fazer o processo de fermentação dessas diferentes variedades de trigo, o que torna a fabricação mais rentável. A estimativa é de que elas consigam ampliar o rendimento em até 4,5%. Outro ponto são os subprodutos que a usina pretende gerar. Além do álcool neutro, usado na indústria de perfumaria e bebidas, os resíduos sólidos servem para fabricação de utensílios descartáveis biodegradáveis (pratos, por exemplo). OUTRA USINA. Também no Rio Grande do Sul, outra empresa do ramo de biocombustíveis está instalando uma usina de etanol de trigo. A Be8 anunciou o investimento em 2024 e as obras já estão 20% concluídas, com previsão de lançamento em 2026. A fábrica em Passo Fundo (RS) deve produzir 210 milhões de litros de etanol por ano. ebull;

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Brasil defende parceria com EUA por novos mercados para etanol

O governo brasileiro defendeu perante o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) que a tarifa aplicada pelo Brasil ao etanol importado não é discriminatória nem provoca desigualdade, já que a taxa é aplicada a todo o produto oriundo de fora do Mercosul, e não somente ao biocombustível dos EUA.O tema foi debatido ontem pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), Geraldo Alckmin, com lideranças do setor sucroenergético, que trataram do posicionamento que o Brasil deverá apresentar a respeito da investigação aberta pelo USTR da Seção 301 sobre seis práticas comerciais que o governo Donald Trump considera eldquo;desleaiserdquo;. Segundo uma fonte que esteve presente no encontro, o governo defenderia ainda que Brasil e Estados Unidos devem atuar conjuntamente para abrir novos mercados para o etanol no mundo - ao invés de cada um disputar o mercado do outro. Atualmente, os principais países que vêm criando ou ampliando sua política de mistura de etanol à gasolina são Índia, Japão e Indonésia. Na sua defesa, o Brasil afirma que os Estados Unidos deveriam usar sua força econômica para fazer outros países estabelecerem políticas de mistura de etanol à gasolina e de estímulo ao uso de carros flex em algumas partes do mundo. Ou ainda que os EUA usem sua força para derrubar as barreiras que existem para o uso do etanol como matéria-prima para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) e biobunker, o combustível marítimo. Para ler esta notícia, clique aqui.

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Novos diretores de agências reguladoras terão gestão mais curta

Os novos diretores da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), se aprovados pelo Senado, vão exercer um mandato mais "curto" em relação aos cinco anos previstos pela legislação. As sabatinas dos indicados às diretorias das duas agências estão marcadas para esta terça-feira (19) pela Comissão de Infraestrutura do Senado (CI). A Lei das Agências (13.848/2019) fixa mandato de cinco anos, sem direito à recondução. A lei estabelece que o mandato de um próximo diretor começa a partir do término do anterior. O problema é que as novas indicações têm demorado a sair por dificuldades nas negociações políticas do governo no Congresso. Isso faz com que o mandato dos novos titulares comece a correr quando o substituto ainda está no cargo. Assim, quando o titular finalmente assume, o período que resta do mandato é menor.Para ler esta notícia, clique aqui.

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Dislub e PetroRecôncavo se unem para hub de combustíveis no Pecém

O Grupo pernambucano Dislub Equador anunciou uma parceria estratégica com a PetroRecôncavo para utilização de seu futuro Terminal de Armazenamento e Distribuição de Combustíveis, em construção no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, em São Gonçalo do Amarante (CE). O investimento de R$ 610 milhões, viabilizado com apoio do Banco do Nordeste e recursos próprios, prevê a entrada em operação em agosto de 2027 e promete transformar o Ceará em um polo logístico de combustíveis, reforçando a competitividade da região. Em entrevista ao Movimento Econômico (ME), o presidente do Grupo Dislub Equador, Marcelo Magalhães, destacou que o empreendimento é parte central da estratégia de longo prazo da companhia. Segundo ele, eldquo;o Terminal de Combustíveis do Pecém é um projeto estratégico que reposiciona o Grupo Dislub Equador como um dos protagonistas na infraestrutura logística de energia do Nordeste. Para a empresa, é a consolidação de uma visão de longo prazo: transformar o Ceará em um hub capaz de atender tanto o mercado local quanto operações interestaduais. E para o Nordeste, significa a criação de um novo polo moderno e eficiente, que trará redução de custos logísticos, maior previsibilidade de suprimento e atração de novos players para o setorerdquo;. Pecém atraiu Grupo Dislub pela localização A localização foi um dos fatores determinantes. Marcelo explica que o Pecém reúne condições únicas: eldquo;Trata-se de um complexo portuário em expansão, com infraestrutura moderna, águas profundas e integração ferroviária e rodoviária. Além disso, possui posição geográfica privilegiada, que permite não apenas abastecer o mercado regional, mas também atuar como ponto de conexão para exportação e importação de combustíveiserdquo;. Para ele, a escolha não apenas beneficia o grupo, mas reposiciona o Ceará no cenário logístico nacional. O projeto prevê capacidade total de até 220 mil m³ de produtos, incluindo derivados de petróleo, biocombustíveis e químicos. Durante as obras, a expectativa é de geração de 600 empregos diretos e indiretos, com cerca de 100 postos permanentes após a inauguração, em áreas de operação, logística, manutenção, segurança e administração. O impacto indireto também será relevante, movimentando setores de transporte, fornecedores e serviços locais. Impacto no preço dos combustíveis Embora não influencie diretamente na formação de preços, o terminal terá papel de indutor de eficiência logística, contribuindo para tornar os preços mais competitivos no médio e longo prazo, reduzir riscos de desabastecimento e ampliar as alternativas de suprimento no mercado nordestino. eldquo;Na prática, um terminal dessa escala cria condições para que novos agentes ingressem no mercado, o que favorece um ambiente de concorrência saudável, beneficiando consumidores e empresas da regiãoerdquo;, destacou o presidente da Dislub. O executivo acrescentou que a estrutura foi concebida para atender diferentes produtores e importadores de combustíveis, não apenas a PetroRecôncavo. eldquo;Já estamos em diálogo com outros potenciais parceiros, e a expectativa é que o Pecém se consolide como um hub compartilhado de armazenagem e distribuição para diversos players do setorerdquo;, reforçou. Pelo acordo firmado, a PetroRecôncavo passará a contar com uma estrutura dedicada de tancagem de 40 mil m³ emdash; o equivalente a 250 mil barris emdash; no terminal da Dislub, com integração via operações rodoviárias e sistemas modernos de medição. Para Marcelo Magalhães, essa parceria é um marco que confirma a confiança do mercado no projeto e fortalece a estratégia de transformar o Ceará em um hub logístico de combustíveis. eldquo;A PetroRecôncavo traz experiência e relevância no onshore brasileiro, ampliando o impacto positivo desse projeto para toda a regiãoerdquo;, ressaltou. O CEO da PetroRecôncavo, José Firmo, reforçou os ganhos da operação para a companhia ao afirmar: eldquo;Desenvolvemos uma solução pioneira com os parceiros certos, que aumentará nossa resiliência operacional e nos permitirá capturar o melhor valor para nosso petróleo. Este é um passo acertado rumo à excelência, permitindo-nos continuar a desenvolver nossas reservas e criar oportunidades de negócioserdquo;. Pilares De acordo com Marcelo Magalhães, o plano da Dislub Equador para o Ceará se apoia em três pilares: infraestrutura de ponta, com o terminal do Pecém, que será uma das maiores e mais modernas instalações de graneis líquidos do país; parcerias estratégicas, como a celebrada com a PetroRecôncavo, unindo produção onshore, importação e distribuição; e integração regional, aproveitando a localização estratégica do estado para otimizar logística em todo o Nordeste.

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