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Operação conjunta apreende 12 mil litros de diesel em transporte irregular na fronteira de Roraima

Uma operação conjunta apreendeu 12 mil litros de diesel transportados de forma irregular em Pacaraima, ao Norte de Roraima, na manhã desta segunda-feira (2). A carga estava distribuída em cinco veículos encontrados próximos ao km 704 da BR-174, na fronteira com a Venezuela. Ninguém foi preso. A ação envolveu a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Exército Brasileiro, a Força Nacional e a Polícia Militar (PM). De acordo com a PRF, a apreensão começou após uma denúncia sobre veículos com excesso de peso na rodovia. Durante as buscas, os policiais viram carros suspeitos em uma estrada vicinal, antes de uma base de fiscalização do Exército. Ao notarem a aproximação da viatura, cinco homens que estavam no local fugiram pela região de mata e não foram localizados. Dentro dos carros, os agentes encontraram 221 carotes e seis tonéis de diesel. Um dos veículos utilitários tinha a carroceria modificada ilegalmente para transportar o combustível. Todo o material e os veículos apreendidos foram levados para a Delegacia de Polícia Civil em Pacaraima.

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Distribuidoras cumpriram 88% das metas individuais do RenovaBio em 2025

Distribuidoras de combustíveis aposentaram 88,2% do volume de créditos de descarbonização (CBIOs) da meta estabelecida para 2025, como forma de compensar as emissões associadas aos derivados de petróleo, divulgou nesta sexta (30/1) a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os títulos são comercializados na B3 por produtores de biocombustíveis certificados no RenovaBio. Cada CBIO equivale a uma tonelada de carbono que deixou de ser emitida no ciclo de vida da produção. De acordo com a agência reguladora, foram aposentados 40,06 milhões de CBIOs, o que corresponde a 99% da meta total estabelecida pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), de 40,39 milhões de CBIOs. Desse valor, 39.934.707 CBIOs foram considerados para cumprimento das metas estabelecidas pela ANP aos distribuidores de combustíveis fósseis em 2025. No total, as metas individuais dos distribuidores estabelecidas para o ano de 2025 totalizaram 45,28 milhões de créditos. O volume considera valores retificados em função de decisões liminares, além de alterações nos abatimentos de contratos de longo prazo. e#8239; Queda no percentual de inadimplentes A ANP aponta ainda que houve redução do percentual de distribuidores em descumprimento da meta, em relação aos anos anteriores. Segundo a agência, 23 distribuidores que não cumpriram a meta de 2024 comprovaram integralmente o cumprimento da meta de 2025, incluindo a obrigação do ano anterior. Dos 163 distribuidores de combustíveis com metas fixadas para o ano de 2025, 122 cumpriram integralmente a meta, sendo seis destes com metas de anos anteriores sub judice. Por outro lado, 33 distribuidores ficaram inadimplentes e podem ser autuados. Outros oito distribuidores aposentaram CBIOs em quantidade igual ou superior a 85% da meta, e poderão comprovar o restante em 2026. Veja a lista completa aqui.

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Aneel: mês de fevereiro terá bandeira tarifária verde

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (30/1) a bandeira tarifária verde para o mês de fevereiro, mesmo patamar vigente em janeiro. As condições favoráveis à geração de energia no país permitiram que os consumidores não tenham o valor adicional nas faturas no próximo mês, ainda dentro do período chuvoso. O anúncio vem conforme a previsão para os primeiros meses do ano. As chuvas mais intensas registradas em algumas localidades e o cenário mais provável de precipitações em torno da média nas principais bacias do Sistema Interligado Nacional (SIN), durante os próximos três meses, representam um sinal positivo para o sistema, até o momento. eldquo;De um modo geral, as chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias de janeiro, em relação à primeira quinzena desse mês, havendo uma recuperação do nível dos reservatórios das usinas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Dessa forma, não será necessário despachar as usinas termelétricas mais caraserdquo;, diz a Aneel em nota. Já para a segunda metade do ano de 2026 é vislumbrado o acionamento de bandeiras com cobrança adicional para os consumidores, após o fim do período chuvoso. Em meados deste mês, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) anunciou um conjunto de ações consideradas preventivas para o atendimento eletroenergético de 2026, tendo em vista os alertas sobre armazenamento de hidrelétricas. Foi recomendada, por exemplo, a elaboração de um plano de ação envolvendo as instituições e os agentes responsáveis por tratar das reduções de vazão mínima na bacia do Paraná. Isso ajuda no gerenciamento dos níveis dos reservatórios. Caso seja necessário, em função da evolução das condições climáticas no mês de fevereiro, poderão ser realizadas novas reduções a partir de março de 2026, após o período de defeso, quando a pesca fica proibida para fins comerciais. Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) emdash; valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período. O Operador Nacional do Sistema (ONS) já informou que vai seguir executando a sua política de minimização da geração em usinas do Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste. Isso é necessário para preservar os volumes armazenados e buscar um aumento do nível dos reservatórios, preparando o sistema para o enfrentamento do período seco, a partir de maio.

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Lei no DF autoriza eletropostos em postos de combustíveis

O Distrito Federal autorizou a instalação de pontos de recarga para carros elétricos e híbridos nos postos de abastecimento de combustíveis. A medida busca ampliar a disponibilidade deste serviço em âmbito local. Segundo a Câmara Legislativa do Distrito Federal, a legislação já está em vigor e define como veículo elétrico eldquo;aquele que emprega propulsão, exclusivamente, por meio de motor elétrico, a partir de energia proveniente de fonte externaerdquo;; e veículo híbrido eldquo;aquele que emprega propulsão, de modo combinado, por meio de motores a combustão e elétricos, a partir de energia proveniente de fonte externaerdquo;. Regulamentação dos detalhes técnicos De acordo com a norma, o Governo do Distrito Federal deverá regulamentar as especificações técnicas dos equipamentos de recarga que eventualmente serão instalados nos postos de combustíveis, por meio dos órgãos competentes. eldquo;A infraestrutura de recarga ainda é um desafio, limitando a adoção desses veículos. Os postos de combustíveis, com sua ampla distribuição e conveniência, representam locais estratégicos para a instalação de estações de recargaerdquo;, observa o deputado Hermeto (MDB), autor da lei. Eletropostos no Distrito Federal De acordo com o último levantamento divulgado pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), até setembro de 2025, o Distrito Federal contava com 631 eletropostos, sendo 442 de corrente alternada (AC) e 189 de corrente contínua (DC). Nos próximos meses, a entidade deve divulgar um balanço mais atualizado dessa relação. Vale destacar também que a nova legislação facilita o crescimento da estrutura de recarga no DF.

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CDL lança programa com desconto em combustíveis

DL lança em Joinville programa de assinatura com desconto em combustíveis; veja como funciona Modalidade prevê redução de até R$ 0,50 por litro mediante mensalidade de R$ 9,90. Benefício vale para gasolina, diesel, etanol e GNV. A CDL Joinville anunciou o lançamento do CDL Pop, um novo modelo de serviço por assinatura que oferece descontos diretos no abastecimento de veículos. O programa é voltado tanto para pessoas físicas (CPF) quanto para empresas (CNPJ) e foca na economia recorrente para quem utiliza o carro no dia a dia. Diferente dos programas de fidelidade baseados em milhas ou acúmulo de pontos, o sistema prevê o desconto imediato no valor do litro na bomba. Para ter acesso, o usuário paga uma mensalidade fixa de R$ 9,90. Tabela de descontos Os valores de desconto por litro são fixos conforme o tipo de combustível: Gasolina: R$ 0,30 Diesel: R$ 0,50 Etanol: R$ 0,12 GNV: R$ 0,12 O lançamento mira especialmente o setor produtivo e de serviços de Joinville. Segundo dados do setor de transporte, o combustível representa atualmente entre 25% e 35% dos custos operacionais de quem utiliza o veículo como ferramenta de trabalho. Para motoristas de aplicativo e representantes comerciais, que rodam em média entre 2,5 mil e 4 mil quilômetros por mês, a economia líquida pode ultrapassar os R$ 200,00 mensais. Com o desconto de R$ 0,30 na gasolina, um condutor que abastece um tanque de 50 litros por semana já garante uma economia de R$ 60,00 no mês emdash; valor seis vezes superior ao custo da assinatura. Frota e economia local Com uma frota que supera os 400 mil veículos, Joinville possui um dos maiores índices de motorização de Santa Catarina. Segundo Eduardo Mafra, presidente da CDL Joinville, o programa busca democratizar condições de preço que, anteriormente, eram restritas apenas a grandes frotistas corporativos. eldquo;O objetivo é oferecer uma solução prática com impacto direto no orçamento, simplificando o acesso ao desconto para o pequeno empresário e para o cidadão comumerdquo;, informou a entidade. Como funciona O benefício é válido para as unidades da Rede Mime, que conta com 78 postos em Santa Catarina, sendo 7 unidades localizadas em Joinville. O programa prevê abastecimento ilimitado, permitindo que o usuário utilize o desconto em todas as vezes que passar pela bomba durante o mês. A adesão é feita de forma digital através do site https://cdlpop.com.br/. O desconto é aplicado no momento do pagamento nos postos credenciados. A entidade destaca que não há sorteios envolvidos: o benefício é garantido a todos os assinantes do plano no ato do abastecimento.

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Por que posto na Venezuela onde brasileiros fazem fila vende gasolina mais barata que no Brasil?

Um posto de combustível na Venezuela tem atraído motoristas brasileiros em busca de gasolina mais barata na fronteira. O litro era vendido a R$ 6,30 nesta sexta-feira (30), valor R$ 1,50 inferior ao cobrado em Pacaraima, no Norte de Roraima. Para explicar essa diferença de preços, o g1 ouviu especialistas que acompanham o cenário. A venda ocorre no posto localizado em Santa Elena de Uairén, na fronteira com o Brasil. No dia da reabertura, a gasolina chegou a ser vendida a R$ 3, valor quase três vezes menor que o praticado em Pacaraima. O posto tem quatro bombas de abastecimento com o nome da PDVSA, estatal de petróleo da Venezuela. O país tem a maior reserva comprovada de petróleo do mundo e concentra cerca de 17% das reservas de petróleo do mundo, o equivalente a mais de 300 bilhões de barris. Produção de petróleo e subsídio do governo Economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Roraima (Fecomércio), Fábio Martinez atribuiu o valor do combustível vendido mais em conta no posto da fronteira a dois fatores: a alta produção de petróleo na Venezuela e ao subsídio mantido pelo governo venezuelano. Na prática, a estatal venezuelana de petróleo, a PDVSA, recebe incentivo do governo e vende a gasolina para refinarias e distribuidoras por valores abaixo do mercado internacional. Com o custo menor na origem, o combustível chega ao consumidor final por um preço mais baixo. Isso significa que o governo banca parte do custo da gasolina para manter o valor reduzido ao consumidor. "Antigamente, quando a Venezuela não passava por essa crise econômica, a gasolina lá era centavos de real. Com o passar do tempo, o subsídio foi diminuindo, mas existe ainda assim um forte subsídio por parte do governo venezuelano para os combustíveis, fazendo com que o preço fique tão barato assim", resumiu. O professor e pesquisador de Relações Internacionais da Universidade Federal de Roraima, João Jarochinski, acrescenta que o preço segue parâmetros voltados ao mercado interno e tem peso político, associado ao discurso de soberania. "O governo venezuelano mantém os preços domésticos em patamares inferiores aos praticados no mercado internacional, inclusive os que próprio país pratica na venda de petróleo e seus derivados no mercado internacional, como forma de evitar que os combustíveis, nesse caso a gasolina, atue como um vetor adicional de inflação num país que, ao longo dos últimos anos, enfrentou níveis inflacionários elevados", destacou. Em resumo, na Venezuela o preço da gasolina não segue o mercado internacional. O valor é definido por decisões governamentais, sem relação direta com a cotação global do petróleo. eldquo;É como se o barril de petróleo estivesse cotado a 60 dólares no mercado, mas a estatal vendesse internamente por 30 dólares, justamente para baratear o preço finalerdquo;, exemplificou Martinez. Ao contrário do país vizinho, no Brasil, a gasolina é mais cara porque a política de preços segue parâmetros do mercado internacional e sofre influência de tributos federais e estaduais, conforme detalha o advogado e mestre em Direito Internacional pela pela Universidade de São Paulo (USP), Victor Del Vecchio. "No Brasil, apesar de termos robustos investimentos estatais na indústria do combustível, o preço pago na bomba obedece a uma lógica de mercado de oferta e procura, levando em conta custos de produção, tributação, o preço do petróleo no mercado internacional, entre outros", destaca advogado especialista em Direito Internacional, Victor Del Vecchio. No valor pago pelo consumidor final no Brasil estão embutidos, por exemplo, impostos como a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Del Vecchio, no entanto, pondera que apesar de o combustível ser mais barato na Venezuela, o país enfrenta problemas sérios na produção e distribuição local: "É muito comum na Venezuela que, nas principais cidades, postos fiquem dias sem combustível e, quando há reabastecimento, longas filas são formadas para que a população possa comprar." A Câmara Venezuelana Brasileira de Comércio e Indústria de Roraima acompanha o movimento de reabertura do posto de combustível na fronteira. A expectativa é de que o abastecimento continue, mas isso depende das condições da estrada para a chegada dos caminhões-tanque com combustível até o posto que tem atraído brasileiros.

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