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Preço do etanol fica estável após três meses de altas

Os preços do etanol hidratado no Estado de São Paulo, que registravam altas consecutivas desde meados de outubro do ano passado, se estabilizaram na última semana, apontam dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De 26 a 30 de janeiro, o indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado fechou em R$ 3,0885 por litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), pequena alta de 0,05% em relação ao período anterior. Agentes de distribuidoras estiveram pouco ativos no mercado de balcão, tendo em vista que ainda trabalham com o etanol adquirido há algumas semanas endash; o Cepea registrou grandes volumes de negócios no encerramento de 2025. Agora, a expectativa é de que a demanda volte a se aquecer neste mês, diante do retorno das aulas escolares e da proximidade do recesso de carnaval. Do lado da oferta, a disponibilidade de etanol está bastante reduzida, o que leva poucas usinas a participarem dos negócios no spot. Enquanto algumas unidades produtoras estão sem estoques neste período de entressafra, outras que detêm volumes focam na entrega de contratos. Já os preços do açúcar cristal branco caíram em janeiro em São Paulo. A média mensal do indicador Cepea/Esalq foi de R$ 105,87 a saca de 50 quilos, 3,44% abaixo da de dezembro (R$ 109,69). Pesquisadores destacam que o movimento de queda foi verificado mesmo este sendo um período de entressafra da cana-de-açúcar. Segundo o Centro de Pesquisas, as negociações envolvendo o açúcar de qualidade inferior predominam em relação às vendas do produto de melhor qualidade, e esse fator foi determinante para a pressão baixista sobre os preços ao longo de janeiro.

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ANP participa de operação do governo federal contra fraudes em postos de combustíveis

Operação Tô de Olho endash; Abastecimento Seguro, iniciada nesta terça-feira (3/2), ocorre simultaneamente em nove estados, nas cinco regiões do país. A ANP está participando da Operação Tô de Olho endash; Abastecimento Seguro, iniciada pelo governo federal nesta terça-feira (3/2), voltada para o combate a fraudes na qualidade e na quantidade de combustível. A ação ocorre simultaneamente em nove estados nas cinco regiões do país. As ações em campo são executadas pela ANP e o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), com apoio das polícias civis e dos órgãos delegados da Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade do Inmetro (RBMLQ-I). A operação faz parte de uma das entregas o Plano de Ação 2025-2026 da Estratégia Nacional de Infraestrutura da Qualidade (ENIQ), lançada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro), presidido pelo Ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços - MDIC, Geraldo Alckmin, com a colaboração do setor produtivo e da sociedade. O Diretor-Geral da ANP, Artur Watt, está acompanhando a operação, em Brasília. A ação também contou com a presença do ministro do MDIC, Geraldo Alckmin.

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Beto Louco e Primo, alvos da Carbono Oculto, negociam delação premiada, diz Ministério Público de SP

Os empresários foragidos Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo, ambos alvos da Operação Carbono Oculto, estão em fase avançada de negociação de um acordo de delação premiada com o MP-SP (Ministério Público de São Paulo). A operação investigou a infiltração do crime organizado na economia formal. Segundo o procurador-geral de Justiça do Estado de SP, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, com a delação a investigação vai chegar "não só a empresários e empresas, mas a agentes públicos e eventualmente até políticos". A informação foi adiantada pelo G1 e confirmada pela Folha. Investigadores afirmam que os empresários prometeram mostrar mensagens de WhatsApp sobre encontros presenciais para a entrega de propinas milionárias em troca de favorecimentos e alívio regulatório no setor de combustíveis. As negociações para um eventual acordo de delação ainda estão sob análise dos promotores responsáveis pela Operação Carbono Oculto. Informações sobre possíveis delações premiadas dos dois foragidos circulam desde que a operação foi deflagrada, em agosto de 2025. Eles são procurados pela polícia desde essa época. Em dezembro, uma proposta de delação foi rejeitada pela PGR (Procuradoria-Geral da República), segundo informações do UOL. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, à época, considerou que Beto Louco ainda não havia apresentado provas concretas sobre pessoas com foro privilegiado e devolveu o processo à primeira instância. Ainda segundo o UOL, Beto Louco também presenteou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), com canetas de Mounjaro, indicado para tratamento de diabetes e que é comumente utilizado para perda de peso. Ao saber do interesse do senador no medicamento, sob o relato de dificuldades para acessar o produto no Brasil, Beto Louco teria prometido a Alcolumbre arrumar algumas canetas com um contato em São Paulo e entregá-las rapidamente em Brasília. À Folha Celso Villardi, advogado de Roberto Augusto Leme da Silva, nega um acordo de delação. A defesa de Mourad não foi localizada.

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Lula reafirma combate ao crime organizado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na segunda-feira (2) que o governo federal tem o compromisso de combater o crime organizado e enfatizou ações que, segundo ele, atingem os eldquo;magnatas do crimeerdquo;. A declaração foi feita no Supremo Tribunal Federal (STF), durante a cerimônia de abertura dos trabalhos da Corte em 2026. Lula citou em sua fala a Operação Carbono Oculto, deflagrada no ano passado para investigar o envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) em um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Segundo o presidente, todos os responsáveis serão punidos, eldquo;não importa o tamanho das contas bancáriaserdquo;. Para continuar a leitura, clique aqui.

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Vistoria veicular: entenda polêmicas e por que limite para carros de mais de 5 anos pode cair

A aprovação do Projeto de Lei 3507/25, que traz de volta a obrigatoriedade da vistoria veicular, na Comissão de Viação e Transportes (CVT), marcou um passo histórico para a segurança viária no Brasil. Mas o texto atual gerou um racha no setor. Embora apoie a espinha dorsal da proposta, a Confederação Nacional de Vistorias Veiculares (CNVV), iniciou um movimento para suprimir o critério de idade defendido no PL de autoria do deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP). A proposta determina inspeção periódica a veículos com mais de cinco anos de fabricação. Os argumentos contra o prazo de 5 anos para a vistoria veicular Para Rodrigo Amorim, presidente da CNVV, a inclusão de um prazo rígido no PL é um erro estratégico. A entidade argumenta que o papel da lei deve ser o de conferir segurança jurídica aos Detrans e uniformizar os procedimentos de checklist, deixando a definição de prazos para o Conselho Nacional de Trânsito (Contran). eldquo;Vamos pedir a supressão do item da periodicidade porque isso não muda nada para a gente. Isso depende do Contran e o órgão pode fazer essa definição sem que o projeto de lei engesse o critérioerdquo;, explica Amorim. Com o PL seguindo para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a CNVV planeja realizar consultas públicas após o recesso parlamentar para ajustar o texto. A meta, diz Amorim, é transformar a inspeção em um instrumento de segurança pública que respeite o patrimônio histórico automotivo, focando na funcionalidade real do veículo. A preocupação central, alega a CNVV, reside na fragmentação atual. Com regras pulverizadas em resoluções e legislações estaduais, o Brasil sofre com a falta de padronização, o que facilita fraudes e dificulta o combate a crimes como a clonagem de veículos. Amorim destaca que, das 1,6 milhão de vistorias realizadas mensalmente por empresas terceirizadas, cerca de 27% apresentam reprovações ou apontamentos, evidenciando a necessidade de um crivo rigoroso e uniforme. O fator eldquo;degradação críticaerdquo; O embasamento técnico para a inspeção encontra eco nas análises de Everton Lopes, conselheiro da SAE Brasil. Do ponto de vista da engenharia, a frota brasileira, com média superior aos 11 anos, vive um cenário de risco invisível. Lopes alerta que, embora a manutenção preventiva seja individual, existem marcos estatísticos de degradação que não podem ser ignorados. eldquo;A partir do sexto ano já vemos modificações não homologadas e degradação de componentes. Ao atingir o décimo ano, os veículos entram em um nível de degradação supercrítico, geralmente acumulando cerca de 200 mil quilômetroserdquo;, pontua Lopes.

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Brasil atinge recorde na produção de petróleo em 2025

A produção nacional de petróleo bateu recorde em 2025, chegando a 3,77 milhões de barris por dia. O volume é 12,3% superior ao recorde anterior, de 2023, segundo informou nesta segunda-feira (2) a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis). O desempenho reflete a entrada em operação de grandes plataformas do pré-sal. Também houve recorde na produção de gás natural, que chegou a 179 milhões de metros cúbicos por dia. Nem todo esse gás, porém, chega ao continente. O crescimento acelerado da produção de petróleo permitiu que a commodity liderasse a pauta de exportações brasileiras pelo segundo ano consecutivo em 2025, com vendas de US$ 44,6 bilhões durante o ano. Segundo a ANP, o pré-sal respondeu por 79,63% da produção nacional de petróleo e gás em 2025. Apenas três campos emdash;Tupi, Búzios e Meroemdash; responderam por 56,27% da produção de petróleo. Os três estão localizados no litoral do Rio de Janeiro, o que leva a grande concentração da renda do setor. Em dezembro, segundo a ANP, a Petrobras ficou com pouco menos de dois terços da produção total. A segunda maior produtora foi a Shell, com pouco mais de 10%. Sócia compulsória em campos do pré-sal, a estatal PPSA (Pré-Sal Petróleo SA) aparece na quarta posição. A corrida por maior produção de petróleo é questionada por organizações ambientalistas, que pedem que o governo estabeleça patamares mínimos de produção em sua proposta de mapa do caminho para reduzir o uso de combustíveis fósseis. Eles argumentam que o Brasil pode evitar a abertura de novas fronteiras exploratórias, como a bacia da Foz do Amazonas, se usar as reservas já descobertas de forma menos acelerada. A ideia seria manter essas reservas apenas para garantir o consumo interno de setores de difícil descarbonização. Mantendo o ritmo atual de produção, a Petrobras tem reservas de petróleo para quase 13 anos. A estatal tem conseguido repor suas reservas com folga nos últimos anos, mesmo sem abrir novas fronteiras: em 2025, descobriu 1,7 barril novo para cada barril que produziu. A área energética do governo e a indústria do petróleo, por outro lado, argumentam que o país não pode abrir mão da riqueza do petróleo e precisa buscar novas áreas de exploração para suprir o declínio das reservas do pré-sal, esperado para a primeira metade da próxima década.

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