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Petróleo sobe 2% com queda nos estoques dos EUA

Os preços do petróleo fecharam com alta de cerca de 2% nesta quarta-feira, com uma queda semanal maior do que a esperada nos estoques de petróleo dos Estados Unidos. O movimento ocorreu enquanto os investidores aguardavam os próximos passos nas negociações para acabar com a guerra na Ucrânia, com as sanções sobre o petróleo russo permanecendo em vigor por enquanto. Os contratos futuros do petróleo Brent subiram 1,6%, para fechar a US$66,84 por barril. Os futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiram 1,4%, para fechar a US$63,21. A Administração de Informações sobre Energia dos EUA informou que as empresas de energia retiraram 6 milhões de barris de petróleo dos estoques durante a semana encerrada em 15 de agosto. [EIA/S] [API/S] Isso foi maior do que a retirada de 1,8 milhão de barris prevista pelos analistas em uma pesquisa da Reuters e o declínio de 2,4 milhões de barris que as fontes do mercado disseram que o grupo comercial Instituto Americano do Petróleo citou em seus números na terça-feira. "Tivemos uma redução decente no volume de petróleo. Vimos uma recuperação nas exportações... Isso e a forte demanda das refinarias realmente fazem deste um relatório altista", disse John Kilduff, sócio da Again Capital. Na terça-feira, os preços do petróleo caíram mais de 1% - com o WTI fechando em seu nível mais baixo desde 30 de maio - devido ao otimismo de que um acordo para acabar com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia parecia mais próximo. (Reuters)

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Petrobras inicia licitação de plantas para produzir diesel renovável em SP

A Petrobras deu início ao processo de contratação para construir a primeira planta dedicada à produção de BioQAV (ou SBC, sigla em inglês de Componente Sintético da Mistura para produção de SAF) e de diesel renovável (ou HVO - Hydrotreated Vegetable Oil), que será instalada na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão, São Paulo. O projeto prevê capacidade de processamento de cerca 950 mil toneladas por ano de matérias-primas de origem vegetal e gordura animal, gerando uma capacidade de produção de até 16 mil barris por dia (bpd) de renováveis (BioQAV e diesel renovável). Os contratos devem ser assinados no segundo semestre de 2026 e as obras iniciadas no fim do mesmo ano. Devem ser gerados, aproximadamente, três mil postos de trabalho para a execução das obras. "A Petrobras avança no pioneirismo e na capacidade de desenvolver soluções que contribuam para as metas de redução de emissões. A planta dedicada para a produção de combustíveis renováveis na RPBC e a oferta de novos produtos ao mercado serão um marco no desenvolvimento sustentável a que estamos nos propondo", disse em nota a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi. Para a construção da nova planta, o projeto foi dividido em cinco pacotes de contratação. A licitação do primeiro pacote, que já está aberta, refere-se à unidade de pré-tratamento, responsável pela retirada das impurezas da matéria-prima para posterior conversão nos produtos BioQAV e diesel 100% renovável. A projeção é que sejam instalados tanques para armazenamento de derivados e de matérias-primas como óleo de soja e sebo bovino provenientes, principalmente, das regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste. (Estadão Conteúdo)

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Petrobras diz estudar projetos de etanol, mas segue sem definir matéria-prima

A Petrobras reafirmou que seu plano de negócios de 2025 a 2029 prevê investimentos em etanol, preferencialmente por meio de parcerias estratégicas minoritárias ou com controle compartilhado, com eldquo;players relevanteserdquo; do setor. A petroleira declarou que conduz diversos estudos e análises de possibilidades de negócios nos segmentos de bioprodutos, que incluem as cadeias de etanol. Clique aqui para continuar a leitura.

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Brasil amplia compras de combustíveis dos EUA em agosto, com perda de fôlego do diesel russo

Uma aproximação entre os preços negociados no mercado internacional para combustíveis dos Estados Unidos e da Rússia levou o Brasil a ampliar as compras de derivados das refinarias estadunidenses em agosto. Ao todo, os EUA foram responsáveis por 30,5% de todas as importações de combustíveis do Brasil no período entre 1º de julho e 14 de agosto de 2025, segundo o relatório de abastecimento da ANP. Já a Rússia foi responsável por 21%, enquanto os países do Golfo Pérsico endash; Arábia Saudita, Omã e Catar endash; responderam por 12,6%. Veja a integra em pdf. Os ganhos do produto americano no mercado brasileiro ocorreram sobretudo no diesel, que hoje é o combustível mais importado pelo Brasil. A tendência já vinha ocorrendo em julho e se intensificou este mês. Apesar de o diesel russo ter ganhado destaque no Brasil desde 2022, com as sanções na Europa pela invasão à Ucrânia, recentemente importadores brasileiros estão buscando oportunidades de preços para testar outros mercados. Nos últimos meses, houve um aumento da importância relativa dos EUA no abastecimento brasileiro, causada pela redução no preço do diesel estadunidense, enquanto o produto russo manteve cotações estáveis. Em agosto, até a semana passada, a diferença entre o preço médio do diesel russo e estadunidense negociado pelo Brasil no mercado internacional estava em US$ 0,02, segundo a ANP. A ANP ressalta que as estimativas consideram os valores de aquisição em dólar no local de embarque da mercadoria informados nos processos de desembaraço. Assim, não inclui fretes e seguros, além de tarifas aduaneiras, impostos, nem considera valores que não foram utilizados em importações efetivas. O mercado está se reorganizando, em meio às estratégias comerciais adotadas pelos EUA sob o governo de Donald Trump, que visam dar vantagens aos produtores americanos, e ao avanço das negociações sobre a guerra na Ucrânia. Nos últimos dias, Trump teve reuniões com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, além de líderes europeus, para discutir o fim do conflito. eldquo;A probabilidade de os EUA imporem sanções mais fortes à Rússia está diminuindo, com o mercado esperando que o comércio de petróleo russo se recupere como resultado das negociações de pazerdquo;, afirma o chefe de análise de petróleo da Rystad Energy, Mukesh Sahdev. O cenário, inclusive, tem reflexos no preço do barril de petróleo: na terça (19/8) o Brent para outubro recuou 1,22% (US$ 0,81), a US$ 65,79 o barril.

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Comércio ilegal é grande desafio do setor, diz presidente da Ipiranga à CNN

O presidente da Ipiranga, Leonardo Linden, disse em entrevista à CNN nesta segunda-feira (18) que o grande desafio do setor de combustíveis atualmente é o combate ao comércio ilegal. eldquo;Isso é amplamente conhecido no país, e é um desafio especialmente para as empresas que operam dentro do regulamento. Vemos problemas de evasão fiscal, de não mistura de biodiesel, de não cumprimento de regras do RenovaBioerdquo;, disse. eldquo;Atrapalha muito o setor, estamos falando do nono setor do Brasil em termos de arrecadação. E acho que é muito importante que algumas ações efetivas sejam tomadas nesta direção, como vimos aqui no estado de São Pauloerdquo;, completou. Para Linden, este é o eldquo;grande desafio do ponto de vista da operaçãoerdquo;. O executivo ainda menciona eldquo;desafios estratégicoserdquo;, como a transição energética. Já com relação aos investimentos da empresa, o presidente destacou que a companhia segue investindo regularmente entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,4 bilhão em seu negócio. eldquo;Uma grande parte vai para a rede de postos, ampliação da rede, principalmente o crescimento em áreas de expansão. Mas também investimos bastante também em infraestrutura, aumento de capacidade logística, de segurança e na parte de informática, para garantir a operação mais atualizada possívelerdquo;, concluiu.

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Raízen despenca quase 9%, após Petrobras descartar investimento em etanol

As ações da Raízen (BOV:RAIZ4) desabaram nesta terça-feira (19) na bolsa de valores, após a Petrobras (BOV:PETR4) vir a público negar qualquer projeto ou estudo em andamento para investir na companhia. Às 14h13, os papéis da Raízen recuavam 8,70%, cotados a R$1,05, revertendo parte dos fortes ganhos registrados na véspera. O movimento de queda reflete a frustração do mercado depois que rumores publicados pelo jornal O Globo indicavam que a Petrobras avaliava se tornar sócia da Raízen ou adquirir ativos da companhia. A estatal, porém, limitou-se a esclarecer que não há negociações em curso, embora confirme interesse em retomar projetos relacionados ao etanol de milho emdash; segmento de custos mais baixos e com perspectivas de crescimento em regiões como o Norte e o Matopiba. Segundo a Genial Investimentos, o comunicado da Petrobras foi positivo, já que reforça o foco da estatal no seu maior diferencial competitivo: a exploração e produção de petróleo e gás. O Bradesco BBI, por sua vez, afirmou que nenhuma transação envolvendo a Raízen parece iminente, reduzindo as expectativas de parceria no curto prazo. No pregão desta terça-feira (19), os papéis da Raízen abriram a R$1,07, tocaram a máxima de R$1,10 e a mínima de R$1,02, até chegarem a R$1,05 às 14h13, em forte queda de 8,70%. O volume negociado já ultrapassa 34 milhões de ações, evidenciando a alta volatilidade do ativo. A Raízen é uma das maiores companhias integradas de energia do Brasil, com atuação em produção de etanol, açúcar e bioenergia, além da distribuição de combustíveis. Resultado da joint venture entre Cosan (BOV:CSAN3) e Shell, a empresa é referência no setor de energias renováveis, concorrendo com grupos como Vibra Energia (BOV:VBBR3) e Ultrapar (BOV:UGPA3). O episódio reforça a volatilidade em torno de notícias e rumores no setor de energia e biocombustíveis. Para investidores, acompanhar o desdobramento das declarações da Petrobras e o posicionamento estratégico da Raízen será essencial.

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