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Post engana ao comparar valores de gasolina, gás, café entre os governos de Bolsonaro e Lula

O que estão compartilhando: uma ilustração que compara preços da gasolina, do gás de cozinha, do café e da picanha durante os governos de Jair Bolsonaro (PL) e de Luiz Inácio Lula da Silva para alegar que os produtos são mais caros na gestão petista. O post afirma que a gasolina, por exemplo, custava R$ 4,79 entre 2019 e 2022 e que agora custa R$ 6,37. O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. Em geral, a média dos preços praticados durante a gestão de Bolsonaro foi maior do que a informada na postagem, e a média durante o governo Lula foi menor. Além disso, o post ignora picos históricos, como o do preço da gasolina, que chegou a R$ 7,39 em 2022. Até o momento, esse valor não foi superado no governo Lula, embora a média do preço do produto seja maior na gestão petista. A conta que fez a publicação no Facebook foi procurada, mas não respondeu até o momento. Saiba mais: o post alega que, entre 2019 e 2022, durante a gestão de Bolsonaro, a gasolina custava R$ 4,79, o gás era R$ 79,50, o café era vendido a R$ 23,90, e a picanha podia ser comprada por R$ 44,80. Já no governo Lula, entre 2023 e 2025, a publicação afirma que os mesmos produtos custam R$ 6,37, R$ 124,50, R$ 42,80 e 69,90. Gasolina O Verifica consultou a série histórica do Levantamento de Preços de combustíveis, elaborada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que inclui o litro da gasolina comum e o botijão de 13 quilos do gás de cozinha. Os dados demonstram que, de fato, o governo Bolsonaro teve períodos com o preço da gasolina comum reduzido, inclusive até abaixo do mencionado no post. Mas isso não foi uma constante ao longo dos quatro anos. Durante todo o governo, o valor médio do litro foi de R$ 5,17. Em maio de 2020, o litro custava, em média, R$ 3,80, mas em seguida houve uma escalada dos preços e o litro chegou a R$ 7,39 em 19 de junho de 2022, maior preço registrado nos dois governos. Diante da escalada, o governo Bolsonaro propôs o teto de 17% para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado nos Estados sobre o produto, medida aprovada no Congresso às vésperas do período eleitoral. A partir disso, o preço recuou, motivado também pela redução, pela Petrobras, do preço da gasolina nas refinarias, graças à queda no valor do barril de petróleo no mercado externo. Bolsonaro encerrou o governo com o preço da gasolina comum a R$ 4,96. O preço da gasolina atribuído pela publicação ao governo Lula, de R$ 6,37, foi o pico de valor atingido nesta gestão, em 9 de fevereiro de 2025, após aumento do ICMS pelos Estados. Na última medição da ANP, em 11 de janeiro de 2026, o preço de revenda era de R$ 6,32. O valor médio durante todo o governo, até o momento, é de R$ 5,89. O preço mínimo registrado foi de R$ 4,97, em 22 de janeiro de 2023. Em resumo, os preços da gasolina nos dois governos foram os seguintes: Bolsonaro Preço médio ao longo da gestão: R$ 5,17 Preço mínimo registrado: R$ 3,80 Preço máximo registrado: R$ 7,39 O que diz a postagem: R$ 4,79 Lula Preço médio ao longo da gestão: R$ 5,89 Preço mínimo registrado: R$ 4,97 Preço máximo registrado: R$ 6,37 O que diz a postagem: R$ 6,37 Gás de cozinha Os preços do gás de cozinha em cada governo citados pelo post também estão incorretos. O valor médio do botijão durante a gestão de Bolsonaro, por exemplo, foi de R$ 85,51, e não de R$ 79,50. O valor médio de revenda atingiu R$ 113,66 no pico, em 10 de abril de 2022. O menor valor foi de R$ 68,66 no primeiro ano de gestão, em 1º de setembro. O gráfico a seguir mostra que o valor permaneceu estável até agosto de 2020, quando sofreu escalada. Bolsonaro finalizou o governo com o gás a R$ 108,64 no Natal de 2022. Em valores corrigidos, se fosse hoje, custaria R$ 125,00. Além disso, o valor médio do gás no governo Lula não é de R$ 124,50, como alegado no post, mas sim de R$ 105,49. O menor preço, de R$ 100,67, foi atingido em 28 de janeiro de 2024, e o maior em 16 de novembro do ano passado, de R$ 110,58. Em nenhum momento o preço do botijão medido pela ANP atingiu o alegado pela postagem. O Verifica já checou anteriormente outros posts que desinformam sobre as diferenças de preços de combustíveis e de gás de cozinha nos dois governos (aqui, aqui e aqui). Em resumo, os preços do gás nos dois governos foram os seguintes: Bolsonaro Preço médio ao longo da gestão: R$ 85,51 Preço mínimo registrado: R$ 68,66 Preço máximo registrado: R$ 113,66 O que diz a postagem: R$ 79,50 Lula Preço médio ao longo da gestão: R$ 105,49 Preço mínimo registrado: R$ 100,67 Preço máximo registrado: R$ 110,58 O que diz a postagem: R$ 124,50

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Operação mira furto de combustíveis de dutos da Transpetro

A Polícia Civil do RJ e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciaram nesta quinta-feira (22) a Operação Haras do Crime, contra o furto de petróleo via perfurações clandestinas em oleodutos da Transpetro que passam pela fazenda da família Garcia em Guapimirim, na Baixada Fluminense. O prejuízo com os desvios passa de R$ 6 milhões. Até a última atualização desta reportagem, 6 pessoas haviam sido presas. Os Garcia são historicamente ligados à contravenção e ao carnaval no Rio de Janeiro e foram vítimas de atentados nas últimas décadas. O haras alvo da operação pertence às gêmeas Shanna e Tamara, filhas de Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, ex-patrono do Salgueiro, e estava arrendado. Segundo as investigações, as perfurações ocorriam no interior do haras do clã, mas não há mandados contra ninguém da família nesta quinta, pois a polícia ainda não encontrou provas de que eles soubessem dos desvios no terreno. Entre os suspeitos pelo furto estão os atuais arrendatários da propriedade. Os presos Caio Victor Soares Diniz Ferreira Elton Félix de Oliveira Jairo Lopes Claro Leandro Ferreira de Oliveira Patrick Teixeira Vidal Washington Tavares de Oliveira Ações em 6 estados Agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) saíram para cumprir 13 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina. eldquo;A operação teve início em 2024, a partir de uma prisão em flagrante por furto de petróleo ocorrido dentro de uma propriedade rural localizada em Guapimirim, conhecido como Fazenda Garcia, pertencente a uma família de contraventores conhecida do Rio de Janeiroerdquo;, afirmou o delegado Pedro Brasil. eldquo;A partir dessa prisão em flagrante, iniciou-se uma investigação onde conseguimos desbaratar toda uma organização criminosa responsável pela extração desse materialerdquo;, emendou. Como era o esquema De acordo com as investigações, o grupo possuía uma estrutura funcional, com divisão de tarefas, hierarquia operacional e articulação interestadual. A polícia descobriu eldquo;um ciclo criminoso integradoerdquo;, que se iniciava com a perfuração clandestina do duto e a proteção armada do ponto ilegal. Depois, era realizado um carregamento rápido do petróleo em caminhões-tanque, que pegavam rotas interestaduais. eldquo;O insumo era comercializado com notas fiscais falsificadas, emitidas por empresas de fachadaserdquo;, destacou a DDSD.

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União Europeia, pela primeira vez, produz mais energia limpa do que fóssil

Enquanto Donald Trump ameaça a Groenlândia e vende o petróleo venezuelano como operações de garantia da segurança energética dos EUA, a Europa caminha em sentido contrário. Em 2025, pela primeira vez, a União Europeia gerou mais energia eólica e solar do que a proveniente de fontes fósseis. "European Electricity Review", relatório abrangente da Ember, think tank especializado no setor, mostra que as fontes limpas mais populares do planeta responderam por 30% da geração no ano passado, contra 29% da obtida a partir de carvão, gás e outros combustíveis fósseis As emissões de dióxido de carbono provocadas pela queima desse combustíveis, mostra a ciência, são determinantes para o aquecimento global e a mudança climática. Dez anos após a assinatura do Acordo de Paris, tais emissões caminham para um patamar recorde. "É um marco histórico, mostra como a UE está se movendo rapidamente em direção a um sistema energético baseado em fontes renováveis", afirmou Beatrice Petrovich, autora principal do estudo. "E à medida que a dependência dos combustíveis fósseis alimenta a instabilidade global, o prêmio de fazer uma transição para a energia limpa está cada vez mais evidente." O crescimento da fatia dos renováveis na matriz energética da UE foi marcado em 2025 pela ascensão da energia solar, com um salto de 20,1% emdash;é o quarto ano consecutivo que a fonte supera a marca de 20%. A geração obtida a partir de placas fotovoltaicas bateu recorde, chegando a 13% do total do ano, mais do que o obtido com carvão e hidrelétricas. Hungria, Chipre, Grécia, Espanha e Holanda foram os campeões da geração solar, com mais um quinto das produções nacionais provenientes da fonte renovável. Diferentemente do Brasil, que conta com uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, a Europa ainda tem uma dependência grande dos combustíveis fósseis para geração de eletricidade. Em 2025, 48% da geração da UE veio de fontes renováveis. Em 14 dos 27 países-membros da UE a geração eólica e solar já é superior à obtida com combustíveis fósseis, em uma mudança que a Ember já classifica como estrutural. Os números poderiam ser ainda melhores, não fossem as condições climáticas adversas de 2025, o terceiro ano mais quente já registrado pelos serviços de meteorologia. Da mesma forma que beneficiou a captação solar, as altas temperaturas e os períodos de seca verificados na Europa prejudicaram a produção de torres eólicas (-2%) e usinas hidrelétricas (-12%). Essas perdas foram compensadas com uma maior produção de energia derivada do gás natural, que teve um aumento de 8% no ano e custo estimado de eeuro; 32 bilhões (RS 194,3 bilhões). É a maior conta de importação do bloco desde 2022, quando a invasão da Ucrânia provocou uma crise no setor e fez o continente iniciar o desembarque do gás russo. No mês passado, a UE anunciou que prescindirá totalmente do produto em 2027. A diversificação da matriz energética provocada por questões geopolíticas desempenhou papel importante no impulso que se observa agora das fontes renováveis. "O gás não só torna a UE mais vulnerável à chantagem energética, como também é mais caro", diz Petrovich, que aposta na maior utilização de baterias para reduzir os custos com a fonte fóssil, ainda o principal recurso durante as noites. "Já estamos vendo alguns sinais iniciais. À medida que a tendência se acelerar, os preços da energia devem se estabilizar." Em 2025, a maior parte da conta foi bancada por Itália e Alemanha. No país do primeiro-ministro Friedrich Merz, em estagnação econômica nos últimos três anos, o preço volátil da energia tomou conta do debate eleitoral, junto com assuntos normalmente mais polêmicos, como imigração e segurança nacional.

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AIE prevê crescimento maior da demanda global de petróleo em 2026

A AIE (Agência Internacional de Energia) elevou suas previsões de crescimento da demanda global de petróleo para 2026 nesta quarta-feira (21), no relatório mensal mais recente sobre o mercado de petróleo, sugerindo um superávit ligeiramente menor para o mercado este ano. A agência espera que a demanda global de petróleo aumente em 930 mil barris por dia (bpd) este ano, acima da previsão de crescimento de 860 mil bpd no relatório anterior. Isso sugere que a oferta global de petróleo excederá a demanda em 3,69 milhões de bpd este ano, segundo cálculos da Reuters baseados no relatório, diminuindo em relação a um excedente implícito de 3,84 milhões de bpd no relatório de dezembro divulgado pelo órgão sediado em Paris. "Por enquanto, os balanços inchados proporcionam algum conforto aos agentes do mercado e mantiveram os preços sob controle", disse a AIE. (Reuters)

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Iconic adota corredor a biometano entre Rio e São Paulo

A Iconic, joint-venture entre Ipiranga e Chevron no segmento de lubrificantes, graxas e fluídos, deu início a um projeto-piloto para descarbonizar a logística rodoviária com a adoção do chamado corredor azul, a biometano, entre Rio de Janeiro e São Paulo. Atualmente, 28% das viagens realizadas entre a região metropolitana de São Paulo e Duque de Caxias (RJ) já são feitas com carretas movidas ao combustível renovável. A iniciativa marca o primeiro passo da companhia para reduzir as emissões associadas ao transporte, um dos principais componentes da sua pegada de carbono. Segundo o gerente de logística da Iconic, Márcio Ouchi, a escolha do biometano foi resultado de um processo de avaliação técnica e estratégica. eldquo;A logística é uma parte muito relevante aqui na pegada de carbono da empresa e, com isso, nós fomos ao mercado para buscar soluções para a trabalhar nesse assuntoerdquo;, afirmou. A decisão de partir diretamente do diesel para o biometano, sem uma etapa intermediária com o gás natural veicular (GNV), está relacionada ao potencial de redução de emissões. eldquo;O biometano tem uma capacidade calorífica tão eficiente quanto o GNV. Porém, a redução de emissões de carbônicas do biometano é muito mais eficiente. Pode chegar a 99% se for num trecho full. No caso do GNV, isso é menor, em torno de 15%erdquo;, afirmou Ouchi eldquo;Identificamos que o biometano era a melhor solução para começarmos a nossa descarbonização do mundo de logísticaerdquo;, acrescentou. Embora ainda represente uma parcela pequena do total de viagens contratadas, o biometano também é visto como uma alternativa estratégica diante da dependência histórica do diesel. eldquo;Hoje, o Brasil inteiro depende do transporte rodoviário movido a diesel, sujeitos a oscilações. Tendo mais opções pode ajudar economicamente, mas também na redução de poluentes para o meio ambienteerdquo;, disse. Rota estruturada O projeto começou em novembro, inicialmente com dois veículos, em parceria com a transportadora Jomed, que já tinha experiência com esse tipo de operação. Pouco tempo depois, a frota foi ampliada. A rota principal liga a fábrica da Iconic em Duque de Caxias à unidade de Americana (SP), passando pela Via Dutra, com apoio logístico em Guarulhos. Os caminhões utilizados são modelos de fábrica preparados para operar com biometano, sem necessidade de adaptações. eldquo;É importante citar que todos esses veículos já são de fábrica preparados para utilizar biometano. Ou seja, não é necessária nenhuma adaptação que torne o processo mais seguroerdquo;, destacou o executivo. A autonomia média gira em torno de 650 quilômetros, suficiente para cobrir grande parte do trajeto. Apesar do foco no biometano, o projeto prevê flexibilidade operacional. Em situações pontuais, o abastecimento pode ser complementado com gás natural veicular (GNV), utilizando a infraestrutura já existente ao longo da rota. eldquo;Para emergências nós utilizamos o GNV como uma possibilidadeerdquo;, explicou Ouchi, ressaltando que há postos disponíveis em Duque de Caxias, Americana e na região de Guarulhos. A expectativa é aproveitar justamente os corredores já estruturados no Sudeste, onde a oferta de abastecimento é maior. O gerente também avalia que políticas públicas recentes podem acelerar esse movimento. eldquo;Essas políticas auxiliam muito para incentivar cada vez mais a produção, a distribuição também com a implantação de novos pontos de abastecimentoerdquo;, disse, citando ainda incentivos fiscais e benefícios na aquisição de veículos. O fornecimento do biometano é feito com apoio da Ultragaz, parceira do mesmo grupo econômico, que também já abastece a fábrica da Iconic em Duque de Caxias para uso industrial. A operação logística, no entanto, utiliza postos de mercado e parceiros ao longo da cadeia. eldquo;Não é uma negociação direta. É uma parceria, onde ele é o fornecedor, nós somos usuários e utilizamos parceiros ao longo da cadeiaerdquo;, explicou Ouchi.

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Petróleo fecha em alta, com falas de Trump sobre Groenlândia e AIE projetando maior demanda

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira (21) após o presidente dos EUA, Donald Trump, negar intenção de usar força para controlar a Groenlândia, mas manter tensão comercial elevada frente a pressão provocada por tarifas. Ainda, a Agência Internacional de Energia (AIE) aumentou sua previsão para o crescimento da demanda global de petróleo. O petróleo WTI para março negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em alta de 0,43% (US$ 0,26), a US$ 60,62 o barril. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), fechou em alta de 0,49% (US$ 0,32), a US$ 65,24 o barril. Os mercados financeiros se estabilizaram após um discurso relativamente conciliador de Trump em Davos. "Embora seja difícil prever como irá evoluir a disputa, um tanto quixotesca, sobre a soberania e a defesa militar da Groenlândia, as declarações de Trump podem ser interpretadas como um passo rumo à redução de tensões", avalia a Capital Economics. O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, afirmou que é "positivo" que Trump tenha descartado o uso da força militar na Groenlândia. Por outro lado, ele ponderou que as ambições do americano com relação ao território no Ártico se mantém intactas e que as falas sobre a ausência de uma incursão armada não resolvem a situação. A AIE aumentou sua projeção de demanda com melhora na perspectiva econômica e a preços mais baixos do petróleo bruto, mas alertou que a oferta ainda deve superar o consumo. A organização espera que a demanda cresça 930 mil barris por dia este ano, em comparação com 860 mil barris por dia anteriormente Enquanto isso, os preços do gás natural liquefeito (GNL) dos EUA dispararam, registrando altas significativas pelo terceiro pregão consecutivo. O movimento segue em linha com o gás europeu, que registrou uma alta menor, em meio aos temores de um inverno rigoroso no Hemisfério Norte, segundo as previsões meteorológicas. (Estadão Conteúdo)

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