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Petrobras deve cortar preços de combustíveis no início de 2026 para mitigar aumento de imposto

A Petrobras deverá anunciar uma redução nos preços da gasolina no início de 2026 para neutralizar o impacto do aumento dos impostos estaduais, previsto para entrar em vigor em 1º de janeiro, diz o Citi. Os analistas Gabriel Barra e Pedro Gama escrevem que o reajuste na tributação dos impostos estaduais deve elevar o preço da gasolina em R$ 0,10 por litro e do diesel em R$ 0,05 por litro. Eles apontam que a estatal possui margem para realizar o ajuste, uma vez que os preços domésticos da gasolina estão sendo negociados com um prêmio de 9% acima da paridade internacional. Embora o diesel esteja sendo negociado praticamente em linha com a paridade internacional, o banco acredita que a Petrobras também pode realizar cortes neste combustível para mitigar o efeito tributário. Para as distribuidoras, o banco avalia o potencial corte de preços pela Petrobras como levemente positivo, pois preços menores tendem a reduzir a necessidade de capital de giro no primeiro trimestre de 2026. Eles enfatizam que as três grandes distribuidoras do setor (Ultrapar, Vibra e Raízen) mantêm o foco prioritário no ganho de participação de mercado sobre agentes irregulares, em detrimento de uma expansão imediata de margens.

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Preço do etanol sobe em 19 estados e no DF

O etanol foi mais vantajoso que a gasolina em apenas um Estado brasileiro na semana de 21 a 27 de dezembro. No restante do País, o biocombustível perdeu competitividade frente ao derivado do petróleo. De acordo com levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), compilado pelo AE-Taxas, o preço médio do etanol nos postos correspondeu a 72,03% do valor da gasolina no período. Esse percentual indica que, na média nacional, o uso do etanol não foi economicamente vantajoso para o consumidor. Especialistas do setor, no entanto, destacam que a chamada paridade de 70% não é uma regra absoluta. Em alguns veículos, especialmente modelos mais novos e com melhor eficiência o etanol pode continuar sendo competitivo mesmo quando essa proporção é ligeiramente superior, dependendo do consumo e do desempenho do motor. Na semana analisada, apenas Mato Grosso do Sul apresentou cenário favorável ao etanol. No Estado, o litro foi vendido, em média, a R$ 4, com paridade de 67,23% em relação à gasolina, tornando o biocombustível a opção mais econômica para abastecimento.

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Gasolina e etanol fecham o ano com aumento nos postos, e diesel fica estável

A gasolina e o etanol fecham o ano de 2025 com aumento nos postos de combustíveis, enquanto o preço do diesel se mantém estável. Segundo os dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), divulgados nesta segunda-feira (29), o preço médio do litro da gasolina passou de R$ 6,14, em dezembro de 2024, para R$ 6,22, na semana de 21 a 27 de dezembro de 2025. Um reajuste pequeno, de 1,3%, no entanto, que não reflete a redução anunciada pela Petrobras nas refinarias em duas vezes neste ano, em 3 de junho e em 21 de outubro. No acumulado do ano, a Petrobras reduziu seus preços em R$ 0,31/ litro ou 10,3%. Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,36 / litro. Já o aumento do etanol foi de R$ 4,11 para R$ 4,48, uma alta de 9%. E o diesel passou de R$ 6,11, em dezembro de 2024, para R$ 6,08, no mesmo período de 2025. Valores dos combustíveis em 2025Arte/R7 Inflação Com exceção do etanol, os índices ficaram abaixo da inflação acumulada nos últimos 12 meses até novembro, de 4,46%, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE. No mesmo período, os combustíveis acumulam aumento de 2,55% nos últimos 12 meses, com 2,22% da gasolina, 6,20% do etanol e 2,02% do diesel. Perspectiva Para 2026, a expectativa é de que vai haver redução de preço, segundo a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis). eldquo;É um ano eleitoral, acredito que a Petrobras deve baixar preço e o mercado está apostando também numa redução do preço do petróleo. A nossa expectativa é de que 2026 seja um ano de para redução dos preços dos combustíveiserdquo;, afirma Sergio Araujo, presidente da Abicom. Avaliação Segundo ele, é difícil avaliar os preços, já que a variação no país é muito grande, dependendo da região. Tem estados que a gasolina é 100% fornecida por refinaria da Petrobras, e tem outros que não. Outra questão é a do biocombustível. O preço da gasolina na bomba leva em consideração a variação do valor do etanol anidro, diferente em cada região, em função da localização das usinas.

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Gasolina e diesel ficam mais caros a partir de janeiro de 2026

A gasolina e o diesel ficarão mais caros a partir de 1º de janeiro de 2026, após decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) publicada no Diário Oficial da União. O ato prevê aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), uma tributação estadual que incide sobre os combustíveis. Embora a decisão tenha sido tomada na segunda-feira 8 de setembro de 2025, o impacto no bolso do consumidor será sentido somente após a virada do ano, quando os novos valores entram em vigor. Veja como ficam as alíquotas: Gasolina: aumento de R$ 0,10 por litro, de R$ 1,47 para R$ 1,57; Diesel: aumento de R$ 0,05 por litro, de R$ 1,12 para R$ 1,17. Este será o segundo ano consecutivo de alta no ICMS sobre combustíveis. Em fevereiro de 2025, os valores já haviam sido reajustados pelos estados. Na ocasião, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) afirmou que a atualização do imposto considera os preços médios mensais dos combustíveis, apurados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

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Gás natural: ANP aprova metodologia e critérios para definição da taxa de retorno das transportadora

A Diretoria da ANP aprovou hoje (29/12) a metodologia e os critérios para definição da taxa de retorno, referente ao transporte de gás natural, para vigorar entre 2026 e 2030 (o chamado Ciclo Tarifário 2026-2030). A taxa de retorno é o retorno que as transportadoras obtêm sobre o capital investido em seus ativos (neste caso, gasodutos de transporte). A metodologia e os critérios para a definição da taxa de retorno foram objeto da Consulta Pública ANP nº 12/2025, durante o período de 15 (quinze) dias, quando foram recebidos 18 formulários eletrônicos (totalizando 199 contribuições) e 13 contribuições por e-mail contendo estudos e manifestações adicionais. A decisão de hoje atualiza a metodologia utilizada desde 2019, de modo a assegurar que o transportador, atuando como um prestador de serviços eficiente, obtenha retorno adequado sobre o capital investido, representado pela base regulatória de ativos (BRA). A BRA representa o conjunto de ativos diretamente relacionados à atividade de transporte de gás natural. Assim, estão sendo propostos aprimoramentos com relação à metodologia anterior com base na evolução das melhores práticas regulatórias e nas transformações observadas no mercado de capitais brasileiro nos últimos anos. Como resultado, a Nota Técnica nº 6/2025 propõe um Custo Médio Ponderado de Capital (WACC) de 7,63% ao ano, em termos reais, para o Ciclo Tarifário 2026-2030, valor este que representa incremento de dezesseis pontos-base em relação à proposta preliminar de 7,47% apresentada na Nota Técnica nº 2/2025. Trata-se da 1ª fase plano de ação aprovado pela Diretoria da Agência em 6/11, visando à aprovação das metodologias e dos parâmetros para definição da Receita Máxima Permitida (RMP) e das propostas tarifárias das transportadoras para o Ciclo Tarifário 2026-2030. Plano de ação O plano de ação foi dividido em três fases para permitir uma análise mais detalhada e seguir um sequencialmente lógico na definição dos pontos discutidos. As fases são: - 1ª fase: definição da taxa de retorno, cuja aprovação ocorreu hoje; - 2ª fase: valoração da base regulatória de ativos (BRA), com previsão de conclusão em fevereiro de 2026; - 3ª fase: definição da RMP e das propostas tarifárias para o Ciclo Tarifário 2026-2030, com previsão de conclusão em maio de 2026. A valoração da BRA compreende a definição da metodologia aplicável na apuração de seu valor, o qual será a base para o cálculo da Receita Máxima Permitida dos transportadores, a ser recuperado pela tarifa de transporte. A Receita Máxima Permitida (RMP), por sua vez, é a receita máxima que o transportador pode receber pelos serviços de transporte de gás natural, estabelecida pela ANP com base nos custos e despesas, na remuneração do investimento em bens e instalações e na depreciação e amortização das respectivas BRAs.

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ANP prorroga suspensão da comercialização de biodiesel entre distribuidores congêneres

A Diretoria da ANP aprovou ontem (29/12) a prorrogação, por 180 dias, da suspensão temporária da comercialização de biodiesel entre distribuidores congêneres, anteriormente prevista para o período de 1/5 a 31/12/2025. O período inicial de suspensão foi aprovado pelo colegiado da Agência em março de 2025, diante de indícios relevantes de distorções e irregularidades no funcionamento desse mercado. A extensão aprovada hoje é necessária para que a ANP aprofunde análises sobre os efeitos da vedação. A decisão também atende a pedidos de prorrogação do prazo de suspensão encaminhados à Agência por agentes econômicos do mercado de combustíveis.

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