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Comlurb recebe 100 caminhões a biometano para suas operações de limpeza urbana no Rio

A Comlurb, empresa de limpeza urbana do Rio de Janeiro, recebeu 100 caminhões movidos a biometano que substituirão parte da frota de veículos a diesel da empresa. O biocombustível será fornecido pela Gás Verde. O gás renovável é produzido no aterro de Seropédica (RJ). Com isso, a Comlurb fecha o ciclo da coleta do lixo endash; que se transforma em biometano e abastece a frota, dentro do conceito de economia circular. A expectativa é que sejam reduzidas mais de 5,5 mil toneladas de CO² por ano com a adoção do biometano na frota da Comlurb, que cita, ainda, ganhos com a redução do ruído dos veículos com a nova frota. Os veículos farão os serviços de coleta domiciliar, remoção de lixo público e apoio às atividades de manutenção, operação e limpeza dos ecopontos em bairros nas Zonas Oeste e Sudoeste do Rio.

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Opep mantém projeção de produção de combustíveis líquidos no Brasil em 2026

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve a projeção para a produção brasileira de combustíveis líquidos em 2026, estimando que a oferta total do país, incluindo biocombustíveis, crescerá 160 mil barris por dia (bpd), para uma média de 4,6 milhões de bpd, segundo relatório mensal divulgado nesta quarta-feira (11/2). No ano passado, a produção brasileira de líquidos aumentou cerca de 240 mil bpd, para a média de 4,4 milhões de bpd, estima a Opep. De acordo com o cartel, a produção de petróleo bruto subiu cerca de 239 mil bpd em dezembro, para uma média de 4,0 milhões de bpd, após uma recuperação da interrupção observada em novembro, enquanto a de líquidos de gás natural (NGLs) permaneceu eldquo;amplamente inalteradaerdquo; e eldquo;praticamente estávelerdquo;, em cerca de 95 mil bpd. É estimado que a produção de biocombustíveis, principalmente etanol, tenha caído 10 mil bpd em comparação com o mês anterior, para uma média de 700 mil bpd, com dados preliminares de janeiro indicando uma tendência estável. O relatório informa que, em dezembro, a produção total de líquidos do Brasil subiu cerca de 20 mil bpd na comparação mensal, para uma média de 4,8 milhões de bpd, o que representa um aumento de 600 mil bpd em relação ao ano anterior. Para 2027, a Opep manteve a projeção para a produção brasileira de combustíveis líquidos e reafirmou a expectativa de que a produção aumente em cerca de 140 mil bpd na comparação anual, para uma média de 4,7 milhões de bpd. Segundo o relatório, a produção upstream deve aumentar com a expansão nos projetos Búzios (Franco), Bacalhau, Marlim e Wahoo, além do início das operação no campo de Búzios e no Cluster Pampo-Enchova. Projeção de crescimento do PIB brasileiro No cenário macroeconômico, a Opep reafirmou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2% em 2026. E indicou aceleração para 2,2% em 2027, afirmando que, para o próximo ano, é esperado que o crescimento econômico continue se expandindo, apoiado pela flexibilização monetária e pela continuidade da forte atividade doméstica. Já o PIB global deve ter alta de 3,1% em 2026. Para 2027, a projeção de avanço da economia global ficou igualmente inalterada, em 3,2%. No caso do PIB dos EUA, a Opep agora espera acréscimos de 2,2% este ano e de 2% no próximo. A projeção anterior para 2025 era ligeiramente menor, de alta de 2,1%. Em relação ao PIB da zona do euro, a Opep continua prevendo expansão de 1,2% tanto este ano quanto em 2027. Manutenção das previsões de alta da oferta de petróleo fora da Opep+ A Opep reafirmou sua previsão para o aumento da oferta da commodity entre os países fora da Opep+ este ano, em 600 mil barris por dia (bpd). De acordo com o cartel, as maiores contribuições deverão vir do Brasil, Canadá, Estados Unidos e Argentina. Para 2027, a Opep+ também projeta alta de 600 mil bpd na oferta do petróleo fora do grupo, mantendo a estimativa do documento anterior. Como resultado, a organização espera que a produção total fora da Opep+ some 54,78 milhões de bpd em 2026 e 55,39 milhões de bpd no próximo ano. Ainda no relatório, o cartel informa que a produção da Opep+ teve queda de 439 mil bpd em janeiro ante dezembro, para uma média de 42,45 milhões de bpd, de acordo com fontes secundárias. A Opep+ engloba a Rússia e outros produtores de petróleo que não integram a Opep. Reafirmação das previsões de avanço da demanda global por petróleo A Opep reafirmou sua previsão para o crescimento da demanda global pela commodity este ano, em 1,4 milhão de barris por dia (bpd). Se confirmada a projeção, o consumo global somaria 106,52 milhões de bpd em 2026. Para 2027, a Opep também manteve a projeção de alta na demanda, em 1,3 milhão de bpd, o que traria o consumo total para 107,86 milhões de bpd. Apenas a demanda em países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) deve registrar aumentos de cerca de 150 mil bpd neste ano e de 100 mil bpd no próximo ano, projeta a Opep. Fora da OCDE, a expectativa é de acréscimos de 1,2 milhão de bpd tanto em 2026 quanto em 2027. (Estadão Conteúdo)

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Escala 6x1 na pauta da CCJ

A eleição do deputado federal Leur Lomanto Jr. (União-BA) para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados coloca sob nova condução a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala de trabalho 6x1 (seis dias de trabalho semanal por um de folga remunerada), uma das principais pautas em debate no Congresso Nacional. Escolhido por unanimidade, nesta terça-feira (9/2), Lomanto Jr. assume o colegiado responsável por analisar a admissibilidade da proposta, etapa fundamental para o avanço do texto, sobretudo, em um ano eleitoral. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem a expectativa de pautar a votação da PEC no plenário da Casa em maio. Em publicação em uma rede social, Motta defendeu a modernização das relações de trabalho e ressaltou que o debate ocorre de forma ampla. "O mundo evoluiu, as tecnologias se desenvolveram e o Brasil não pode ficar para trás. Vamos capitanear a discussão ouvindo a sociedade e o setor produtivo, com a expectativa de votação em maio", postou Motta. Na segunda-feira (9/2), o presidente da Casa anunciou o envio formal da proposta à CCJ. Segundo Motta, após a análise de constitucionalidade pelo colegiado, o texto segue para uma comissão especial, responsável por discutir o mérito da matéria. Caso receba os avais da CCJ e da comissão especial, a PEC segue para votação em dois turnos no plenário da Câmara. Em entrevista ao Correio, o líder do União Brasil na Câmara, Pedro Lucas Fernandes (MA), afirmou que a bancada atua para dar celeridade à análise da PEC do fim da escala 6x1 na CCJ. Segundo ele, há entendimento com a presidência da comissão para acelerar a admissibilidade do texto. "O certo é que não é uma pauta só do governo federal, é uma pauta do Congresso. O grande objetivo é encontrar um equilíbrio entre empregador e empregado", disse o líder. CCJ sob nova direção A escolha de Leur Lomanto Jr. para presidir a CCJ foi confirmada, previamente, pelo líder Pedro Lucas Fernandes (União-MA), que destaca o perfil técnico e conciliador do parlamentar. Em publicação nas redes sociais, Pedro Lucas diz que o novo presidente do colegiado reúne "preparo técnico, equilíbrio e compromisso com a Constituição". Em seu segundo mandato como deputado federal, Lomanto substitui Paulo Azi (União-BA), mantendo a legenda no comando da CCJ emdash; resultado de um acordo entre os líderes partidários após sugestão de Hugo Motta. A permanência da sigla é vista como estratégica para garantir continuidade aos trabalhos e acelerar votações antes do período eleitoral. Lomanto Jr. também preside o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa. Antes de ingressar no União Brasil, passa pelo MDB e pelo DEM. Com forte tradição política, ele é filho do ex-deputado federal Leur Antonio de Brito Lomanto e neto de Lomanto Júnior, ex-governador da Bahia, ex-senador e ex-prefeito de Jequié (BA), município que segue como sua principal base eleitoral. Planalto pede pressa A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, defendeu rapidez na análise da redução da jornada de trabalho. As declarações ocorreram na sessão solene da Câmara dos Deputados em homenagem aos 46 anos de fundação do Partido dos Trabalhadores, ontem. "Não é possível mais a gente ter a escala 6x1 para o trabalho no Brasil. Isso atinge, principalmente, as mulheres com dupla jornada. Por isso, é preciso, com rapidez e determinação, fazer esse debate nesta Casa, e fazer na sociedade", declarou a ministra. Gleisi disse, também, que a marca desta gestão do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é a ampliação da isenção do Imposto de Renda e que, após a pauta da renda, agora é preciso defender a pauta da melhora da qualidade de vida dos trabalhadores. "Está na hora da gente arregaçar as mangas e defender essas bandeiras", declarou a ministra.

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Brasil terá recomposição de estoques de etanol na nova safra após queda de 20% em 2025/26

Com os preços do etanol no Brasil próximos dos maiores níveis em ezwnj;quase três anos e as cotações do açúcar em mínimas de cinco anos, haverá forte estímulo na nova safra 2026/27 para a recomposição da oferta do biocombustível, após uma queda nos estoques de mais de 20% nesta entressafra do centro-sul, segundo especialistas e dados do setor. O aumento da produção virá da manutenção do crescimento do etanol de milho, mas também da mudança na alocação de cana para a produção do biocombustível em detrimento do açúcar, cujos preços no mercado internacional atingiram nesta quarta-feira uma e#8288;mínima de cinco anos, com o excedente global pressionando os valores. "Os preços do etanol se mostram entre 30% a 40% maiores que ezwnj;os do açúcar, o que justifica essa posição mais alta do etanol (prevista para 2026/27), onde os estoques terão chances de serem recompostos ao longo de 2026", disse o analista da consultoria Safras eamp; Mercado, Maurício Muruci, ao ser questionado pela Reuters. A consultoria estima ezwnj;que em 2026/27, com início em abril, o "mix" da cana para etanol será ezwnj;de 53% e, para o açúcar, de 47%, "invertendo a posição de 2025", quando o adoçante detinha a maior parte e#8288;da alocação da matéria-prima, afirmou Muruci. Os estoques disponíveis de etanol no centro-sul do Brasil somavam 5,81 bilhões de litros em 15 de janeiro de 2026, queda de 20,7% ante os 7,33 bilhões de litros no mesmo período do ano anterior, de acordo com os dados mais recentes publicados pelo Ministério da Agricultura, que indicam também um recuo de 24,5% para os volumes do combustível hidratado, a 3,30 bilhões de litros, e de 15,2% para o anidro, a 2,51 bilhões de litros. Nesta conjuntura, os preços médios ezwnj;do etanol hidratado nas usinas do Estado de São Paulo superaram R$3/litro, patamar nominal não visto desde abril de 2023, enquanto as cotações ezwnj;do anidro oscilam perto de R$3,50, também e#8288;uma máxima de vários anos. "O e#8288;estoque está baixo porque a produção (de etanol) foi mínima (em 2025/26). O preço na bomba foi competitivo o tempo todo com a gasolina, tinha oferta e#8288;restrita e demanda firme", disse o sócio-diretor da consultoria JOB Economia, Julio ezwnj;Maria Borges. Com base nos dados do ministério, ezwnj;Borges avaliou os estoques como "muito baixos", mas vê uma recuperação da oferta na nova safra e uma subsequente pressão sobre os preços em 2026/27. Apesar da baixa oferta neste início de ano, os especialistas não consideram que há riscos para o abastecimento, citando que a produção vai se recuperar, até porque compensa menos para a usina produzir açúcar, em função e#8288;da depreciação do produto. Além disso, a produção de etanol de milho, que não para na entressafra da cana, ganha cada vez mais fatia do mercado, devendo registrar novo recorde em 2026/27. A consultoria StoneX projeta que a produção de etanol de cana crescerá 4,4% em 2026/27, para 25,5 bilhões de litros, enquanto a de milho aumentará 17%, para 11 bilhões de litros. FAVORÁVEL PARA O ETANOL O presidente-executivo da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Guilherme Nolasco, comentou ezwnj;que a situação é favorável para a indústria. "Com o mercado bastante enxuto, estoques baixos e com a produção exclusiva de etanol de milho em grande parte do país, temos uma demanda aumentada pelo etanol de milho para a manutenção do abastecimento", e#8288;disse ele, estimando que a produção do combustível de milho e outros cereais na nova safra crescerá para 12 bilhões de litros. Todo o cenário para 2026/27, assim, indica que o Brasil terá "demanda forte de etanol", oferta elevada e estoques recompostos, concluiu Muruci, da Safras eamp; Mercado. QUEDA NO PREÇO AO LONGO DA SAFRA De acordo com avaliação da consultoria Datagro, os preços do etanol hidratado, que estão cerca de 8% mais altos no polo de Paulínia (SP) em relação ao mesmo período do ano passado, deverão oscilar próximos do atual patamar de R$3,16/litro (sem impostos) ao longo de fevereiro, mas deverão recuar a partir de março, à medida que as usinas do centro-sul antecipem o início da moagem da nova safra. Conforme projeção da Datagro, os preços do etanol hidratado em Paulínia deverão cair para R$2,52/litro na média do mês de maio, girando em torno da marca de R$2,50/litro até o mês de novembro. A Datagro, que na sua análise também considera uma maior moagem de cana, menor "mix" para açúcar e elevação da produção de etanol de milho, avalia que os preços do combustível voltariam a subir em novembro e dezembro, com o encerramento da safra do centro-sul, mas não na mesma proporção de 2025/26. (Reuters)

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Petróleo fecha em alta com tensões entre Washington e Teerã e estoques nos EUA

O petróleo fechou em alta nesta quarta-feira, 11, com o Brent subindo acima de US$ 70 durante a sessão, enquanto preocupações com os desdobramentos das tensões entre EUA e Irã mantêm os investidores em alerta. O avanço, contudo, foi atenuado após dados mostrarem que os estoques de petróleo bruto subiram nos EUA. O payroll de janeiro bem acima do esperado também ficou no radar. O petróleo WTI para março negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em alta de 1,05% (US$ 0,67) a US$ 64,63 o barril. Já o Brent para abril negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE) avançou 0,87% (US$ 0,60), a US$ 69,40 o barril. De acordo com autoridades dos EUA, a administração Trump considerou apreender petroleiros adicionais envolvidos no transporte de óleo iraniano endash; como fez na Venezuela endash; mas decidiu adiar a operação, preocupada com a retaliação de Teerã e o impacto nos mercados globais. eldquo;Tomar uma ação semelhante com o Irã seria uma escalada e provavelmente faria o mercado precisar precificar um prêmio de risco ainda maior do que já estáerdquo;, diz o ING. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que insistiu na continuidade das negociações com o Irã sobre o programa nuclear e voltou a ameaçar Teerã ao mencionar possíveis consequências caso não haja acordo. A declaração foi feita após reunião na Casa Branca com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Em paralelo, os estoques de petróleo nos EUA subiram 8,53 milhões de barris endash; indo contra a expectativa dos analistas consultados pelo The Wall Street Journal de queda de 400 mil barris endash; e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve sua previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) global em 2026, em 3,1%, reafirmando também a previsão de alta da oferta da commodity fora da Opep+ em 2026 e 2027. Ainda no front geopolítico, o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, aceitou uma oferta dos EUA para sediar uma nova rodada de negociações na próxima semana, mas a participação russa ainda é incerta, de acordo com a Bloomberg. Já o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, chegou a Caracas esta manhã para avançar no diálogo com o novo governo da Venezuela. (Estadão Conteúdo)

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Fim da 6x1: jornada de 40h elevaria custo médio do trabalho celetista em 7,84%, diz pesquisa

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) avalia que o impacto da redução da jornada de trabalho para 40h semanais é similar ao de recorrente aumentos no salário mínimo. De acordo com estudo divulgado nesta terça-feira, 10, o aumento do custo médio do trabalho de um celetista em uma jornada de 40h seria de 7,84%, segundo o estudo. O resultado ponderado de jornada de 40h, entretanto, indica efeitos reduzidos nos custos totais. Por isso, argumentam os autores, a maioria das empresas conseguiriam absorver a mudança. eldquo;Os custos de uma eventual redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais seriam similares aos impactos observados em reajustes históricos do salário mínimo no Brasil, o que indica uma capacidade de absorção da medida pelo mercado de trabalhoerdquo;, escreveu o órgão em nota. Segundo o estudo, 31,8 milhões dos 44 milhões de trabalhadores celetistas da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) de 2023 têm jornada 44h semanais. Em 31 dos 87 setores econômicos analisados, mais de 90% dos trabalhadores têm jornadas acima de 40h semanais. Grandes empregadores, como os da fabricação de produtos alimentícios e comércio atacadista e de veículos, registrariam impacto inferior a 1% nos custos. Cerca de 10 milhões de vínculos estão em setores nos quais o aumento do custo da mão de obra supera 3% do custo total da atividade, e aproximadamente 3 milhões em setores com impacto superior a 5%. Segundo os cálculos do Ipea, o impacto de uma jornada de 40h em setores como a indústria e serviços seria de menos de 1% do custo operacional desses negócios. E que, mesmo que haja segmentos que demandem eldquo;atenção específicaerdquo;, a maioria dos setores seriam capazes de absorver essa mudança. eldquo;A limitação da carga horária do trabalhador é entendida como um aumento do custo da hora de trabalho. Os empresários podem reagir de diversas formas a esse aumento, reduzir a produção é uma delas, mas eles podem também buscar aumentos na produtividade ou contratar mais trabalhadoreserdquo;, disse Felipe Pateo, técnico de planejamento e pesquisa na Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Ipea. Empresas de serviços como limpeza e vigilância seriam mais afetadas. eldquo;Empresas de serviços como vigilância e limpeza tendem a ser mais diretamente afetadas, devido à elevada participação da mão de obra em seus custos. O maior impacto em termos de custo operacional é de 6,6% para o setor de vigilância, segurança e investigaçãoerdquo;, escreveu o Ipea em nota. Os autores da pesquisa dizem que o aumento do custo do trabalho não implica diretamente em redução da produção ou aumento do desemprego. Eles comparam esse fato com aumentos reais dados pelo governo ao salário mínimo ao longo das últimas duas décadas, apontando que essa valorização não causou efeitos negativos sobre o nível de emprego.

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