Ano:
Mês:
article

Trump diz que países que fazem negócios com Irã serão alvo de tarifa de 25%

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (12) que qualquer país que faça negócios com o Irã estará sujeito a uma tarifa de 25% sobre qualquer transação realizada com os EUA. "Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre qualquer e todo negócio realizado com os Estados Unidos da América. Esta ordem é final e irrecorrível", disse Trump em uma publicação na rede Truth Social. O presidente americano não detalhou os critérios para a aplicação das tarifas nem a data de início da vigência. Além de países da região, o Irã tem como principais parceiros comerciais a Índia e a China. O anúncio ocorre após Trump ameaçar ações militares para conter a repressão contra uma onda de protestos que tomaram o país. Segundo a ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, pelo menos 648 manifestantes morreram desde 28 de dezembro. Segundo dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), o Brasil exportou o equivalente a US$ 2,9 bilhões ao país do Oriente Médio em 2025 e importou US$ 84 milhões. O agronegócio brasileiro é o setor que mais se beneficia da relação comercial entre os dois países. Entre os produtos mais comprados pelos iranianos estão o milho (US$ 1,9 bilhão), soja (US$ 563 milhões), açúcares e produtos de confeitaria (US$ 189 milhões). Já o Brasil compra, principalmente, adubos e fertilizantes (US$ 66,8 milhões), pistácios (US$ 6,2 milhões) e uvas secas (US$ 2,9 milhões). Ao longo dos últimos anos, a relação comercial com o Irã foi instável, segundo dados do governo brasileiro. Em 2021, o Brasil importou US$ 65,2 milhões, saltando para US$ 139,1 milhões no ano seguinte emdash;o maior registrado desde então. Em 2023, houve uma queda para US$ 3,7 milhões em compras, seguindo para US$ 9,7 milhões, em 2024, e US$ 84,5 milhões no ano passado. Nas exportações, os dados são semelhantes: em, 2021 foram enviados US$ 1,9 bilhão em produtos, saltando para US$ 4,2 bilhões em 2022 emdash;o maior neste períodoemdash; e US$ 2,2 bilhões no ano seguinte. Em 2024 e 2025 o resultado das exportações foi de US$ 3 bilhões e 2,9 bilhões, respectivamente. Consultado, governo brasileiro disse que aguarda a publicação da ordem executiva dos Estados Unidos para se manifestar sobre o tema. O Irã também integra o Brics desde agosto de 2023. A balança comercial brasileira fechou 2025 com superávit de US$ 68,3 bilhões, valor 7,9% menor que o registrado em 2024. O resultado, divulgado na terça-feira (6), foi observado após um ano marcado pelo tarifaço aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Entre os dez principais compradores do Brasil, os Estados Unidos foram os responsáveis pela maior queda na demanda por produtos brasileiros em 2025. O país administrado por Trump comprou 6,6% menos do Brasil do que no ano anterior. Os protestos no Irã começaram em resposta à alta dos preços, mas logo se voltaram contra os governantes religiosos que estão no poder há mais de 45 anos. Os iranianos estão cada vez mais ressentidos com a poderosa Guarda Revolucionária, cujos interesses comerciais, incluindo petróleo e gás, construção civil e telecomunicações, valem bilhões de dólares.

article

Posicionamento IBP Sanção do PLP 125/22 fortalece o mercado legal de combustíveis

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) tem a firme convicção de que a sanção presidencial do PLP 125/22 representa um marco para o setor de combustíveis e para o enfrentamento ao crime organizado no Brasil. Ao estabelecer critérios objetivos para a caracterização do devedor contumaz, a Lei Complementar (LC) 225/26 diferencia situações de inadimplência eventual de práticas estruturadas e reiteradas de sonegação utilizadas como modelo de negócio. Com a LC 225/26, o Estado passa a contar com instrumentos mais eficazes para combater distorções concorrenciais que penalizam empresas idôneas e fragilizam o ambiente de negócios. A medida contribui para retirar do mercado agentes que operam à margem da lei, reduzindo práticas como adulteração de combustíveis, uso de documentos fiscais irregulares e outras fraudes que afetam toda a cadeia de abastecimento. Os benefícios são amplos e estruturantes. Para o mercado legal, a nova lei promove maior isonomia concorrencial e segurança jurídica, estimulando investimentos em eficiência, logística e inovação. Para o poder público, amplia a arrecadação sem aumento de carga tributária, reforçando a capacidade de investimento em políticas públicas essenciais. Para a sociedade, representa avanço concreto no enfraquecimento de organizações criminosas que utilizam o setor de combustíveis como fonte de financiamento. Ao sancionar o PLP 125/22, o Brasil envia um sinal claro de compromisso com a legalidade, a concorrência leal e a segurança econômica. Trata-se de um passo fundamental para fortalecer o mercado formal de combustíveis e consolidar um ambiente regulatório mais justo, seguro e alinhado às melhores práticas institucionais.

article

Lula sanciona criação do Comitê Gestor do IBS e destrava fase decisiva da reforma tributária

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona nesta terça-feira (13) o projeto de lei que cria o Comitê Gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), considerado o último grande pilar institucional para tirar do papel a reforma tributária sobre o consumo. A sanção ocorrerá durante cerimônia em Brasília que vai marcar o lançamento da plataforma digital da reforma tributária. A medida abre caminho para o início efetivo do novo modelo tributário do país a partir deste ano com regras unificadas para estados e municípios e um longo período de transição até 2033. Na prática, o Comitê Gestor será responsável por centralizar a arrecadação, a fiscalização e a distribuição do IBS, tributo que vai substituir o ICMS, dos estados, e o ISS, dos municípios. A criação do órgão busca atacar um dos principais gargalos do sistema atual: a fragmentação de regras e interpretações que hoje variam entre 27 estados e mais de 5.500 municípios. O que muda com o Comitê Gestor O Comitê Gestor do IBS funcionará como uma instância central de governança de um imposto que, embora pertença a diferentes entes federativos, precisa ser aplicado de forma uniforme em todo o país. Quando o novo sistema estiver plenamente em funcionamento, a estimativa é de que o órgão coordene uma arrecadação próxima de R$ 1 trilhão por ano. Entre as principais atribuições estão a cobrança e a fiscalização do tributo, a distribuição automática das receitas e a administração do sistema de créditos e débitos, incluindo a devolução de saldos credores aos contribuintes. Também caberá ao comitê decidir o contencioso administrativo, garantindo que disputas sobre a interpretação da legislação sejam resolvidas em uma instância única. Segurança jurídica e regra única Um dos objetivos centrais da criação do Comitê Gestor é reduzir a insegurança jurídica que marcou a tributação sobre o consumo nas últimas décadas. Com regras hoje pulverizadas, empresas convivem com diferentes exigências, autuações e entendimentos para um mesmo fato gerador. Ao unificar a interpretação da legislação do IBS, o novo órgão pretende assegurar que a regra seja a mesma em todo o território nacional. A expectativa do governo é que essa padronização reduza litígios, simplifique obrigações acessórias e dê mais previsibilidade para quem produz, vende ou presta serviços. Transição longa e sem punições em 2026 O cronograma da reforma prevê uma implementação gradual. O ano de 2026 funcionará como um período de teste e aprendizado, com alíquotas reduzidas e sem aplicação de punições imediatas. A ideia é permitir que empresas e administrações públicas adaptem seus sistemas, notas fiscais e rotinas ao novo modelo. Durante essa fase, o Comitê Gestor atuará em conjunto com a Receita Federal para publicar orientações conjuntas, autorizar o uso de documentos fiscais já existentes e introduzir novos modelos de forma progressiva. A substituição completa dos tributos atuais só será concluída em 2033. IVA dual e outros impostos O IBS faz parte do modelo de IVA (Imposto sobre Valor Adicionado) dual adotado pelo Brasil. Enquanto ele concentra a tributação do consumo nas esferas estadual e municipal, a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) ficará a cargo da União, substituindo PIS, Cofins e IPI. Além disso, a reforma cria o Imposto Seletivo, com caráter regulatório, voltado a produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Composição paritária e pacto federativo O Conselho Superior do Comitê Gestor do IBS terá composição paritária, com 54 membros: 27 representantes dos estados e do Distrito Federal, indicados pelos secretários estaduais de Fazenda, e 27 representantes dos municípios. No caso municipal, as cadeiras serão divididas entre a CNM (Confederação Nacional de Municípios) e a FNP (Frente Nacional de Prefeitos), após acordo firmado no Congresso. A paridade foi desenhada para preservar o pacto federativo e evitar que um ente concentre poder excessivo sobre a arrecadação e a fiscalização do tributo. Na prática, estados e municípios terão o mesmo peso nas decisões estratégicas do novo sistema.

article

Etanol: Hidratado sobe 2,26% e anidro 1,43% na semana nas usinas de SP

O preço do litro do etanol hidratado subiu 2,26% e o do anidro 1,43% na semana nas usinas do Estado de São Paulo de acordo com o Indicador Semanal do Etanol do Cepea/Esalq/USP.

article

Gasolina começa 2026 mais cara com aumento de ICMS; veja preço por estado

O primeiro levantamento de preços da gasolina do ano, divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostra que 2026 não começa fácil para os motoristas. Entre 4 e 10 de janeiro, o valor médio do litro no Brasil foi de R$ 6,29, ou R$ 0,07 (1,1%) a mais do que os R$ 6,22 da última semana de 2025, impulsionado pelo aumento do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). E Autoesporte mostra o preço médio em cada estado e no Distrito Federal. Desde o dia 1° de janeiro desse ano o imposto subiu R$ 0,10 por litro para o tributo estadual: saindo de R$ 1,47 para R$ 1,57. De acordo com o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), a medida atende a Lei 192/2022 aprovada pelo Congresso Nacional que determina reajuste fixo do valor em todos os estados. Vale lembra que o último reajuste do ICMS, também de R$ 0,10, tinha sido em fevereiro do ano passado, quando houve elevação do imposto de R$ 1,37 para R$ 1,47. De acordo com a ANP, o estado com a maior média de preço da gasolina comum é o Acre, saindo R$ 7,24 por litro. Já o estado com o menor índice é o Piauí: R$ 5,91. É importante ressaltar que o único estado que não teve dados divulgados é o Amapá. Confira a tabela por ordem alfabética Preço médio da gasolina por estado em janeiro de 2026 Estado Preço Acre R$ 7,24 Alagoas R$ 6,03 Amazonas R$ 7,02 Amapá Não divulgado Bahia R$ 6,41 Ceará R$ 6,17 Distrito Federal R$ 6,49 Espírito Santo R$ 6,38 Goiás R$ 6,44 Maranhão R$ 5,94 Mato Grosso R$ 6,44 Mato Grosso do Sul R$ 6,03 Minas Gerais R$ 6,18 Pará R$ 6,27 Paraíba R$ 5,98 Paraná R$ 6,53 Pernambuco R$ 6,38 Piauí R$ 5,91 Rio de Janeiro R$ 6,21 Rio Grande do Norte R$ 6,35 Rio Grande do Sul R$ 6,35 Rondônia R$ 6,96 Roraima R$ 6,70 Santa Catarina R$ 6,41 São Paulo R$ 6,13 Sergipe R$ 6,50 Tocantins R$ 6,55 Fonte: ANP Gasolina com mais etanol na mistura (E30) A gasolina vendida nos postos está com mais mistura de etanol desde agosto do ano passado, quando a chamada gasolina E30 entrou em vigor, e ampliou o percentual de etanol de 27,5% para 30% no combustível. Para elevar o teor, o governo federal também aprovou a nova octanagem, que sobe de 93 para 94 RON. Este é o índice que mede a resistência à detonação da gasolina: quanto maior o resultado, mais eficiente é o combustível. Segundo estimativa do governo, a transição do E27 para o E30 evitará a importação de 760 milhões de litros de gasolina por ano. Ao mesmo tempo, o Brasil ampliará a produção nacional de etanol em 1,5 bilhão de litros e investirá R$ 9 bilhões no setor. Além disso, também houve previsão de que o preço para o consumidor fosse reduzido em até R$ 0,20 emdash; valor que depois caiu para R$ 0,13. Autoesporte consultou dois órgãos independentes com conhecimento no assunto, o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) e o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), para entender o que impediu essa redução nos postos. O IBP acompanhou o cálculo do governo e observou que, enquanto a conta ministerial estimava redução, os dados colhidos internamente na verdade mostravam um possível aumento de R$ 0,01. Um dos tópicos que interferem na conta é que o etanol anidro ficou mais caro quando a gasolina E30 entrou em vigor. Segundo Ana Mandelli, diretora executiva do IBP, isso tem relação com a lei da oferta e demanda. eldquo;Se vão precisar de mais etanol para produzir a gasolina, aumenta-se a procura [...]. As margens são apertadas; é um negócio de escala em que tudo pode interferir no preçoerdquo;, explica. Para o especialista Pedro Rodrigues, do diretor do CBIE, a variação do preço é imprevisível. eldquo;No Brasil, os postos de combustível são livres para determinar o preço [...]. Existem custos pulverizados no preço da gasolina que vão além do próprio valor do litroerdquo;. Não há expectativa para que o preço da gasolina seja reduzido nos próximos meses. Confira abaixo a média mensal do preço da gasolina em 2025. Preço médio da gasolina comum no Brasil em 2025 Mês Preço médio Janeiro R$ 6,17 Fevereiro R$ 6,36 Março R$ 6,34 Abril R$ 6,32 Maio R$ 6,28 Junho R$ 6,23 Julho R$ 6,21 Agosto (mês que E30 entrou em vigor) R$ 6,19 Setembro R$ 6,19 Outubro R$ 6,20 Novembro R$ 6,17 Dezembro R$ 6,19 Média anual R$ 6,24 Fonte: ANP

article

Consumo de etanol evitou quase 500 mil toneladas de CO? na Paraíba em 2025

O consumo de etanol na Paraíba evitou a emissão de aproximadamente 499 mil toneladas de dióxido de carbono (COe#8322; equivalente) em 2025, contribuindo de forma significativa para a redução do impacto ambiental do setor de transportes no estado. Os dados são do Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool no Estado da Paraíba (Sindalcool) e consideram o consumo interno de etanol anidro, aquele adicionado à gasolina em 30%, e do etanol, vendido diretamente nos postos. Ao todo, foram consumidos 405.635 metros cúbicos de etanol no período, o que equivale a 405.635.000 litros de etanol, volume que resultou em um saldo ambiental positivo, já que o biocombustível evita em até 90% as emissões se comparado à gasolina. Por outro lado, no mesmo período, o consumo de gasolina na Paraíba gerou cerca de 1,62 milhão de toneladas de COe#8322;, enquanto o diesel foi responsável por aproximadamente 1,21 milhão de toneladas de emissões. Para se ter uma ideia da importância desse número, o COe#8322; é o principal gás associado ao aquecimento global e à piora da qualidade do ar, especialmente nos centros urbanos. Escolha do consumidor consolida avanço ambiental ano após ano Entre 2021 e 2025, o consumo de etanol na Paraíba cresceu de forma contínua e passou a exercer um papel cada vez mais relevante na redução das emissões de gases que contribuem para as mudanças climáticas. Na comparação com 2021, quando o uso do etanol evitou cerca de 380 mil toneladas de COe#8322;, o impacto ambiental positivo cresceu mais de 30% ao longo do período. Isso significa que, à medida que o etanol passou a ser mais utilizado, maior foi a contribuição da Paraíba para a redução da poluição e para o enfrentamento das mudanças climáticas. eldquo;As medidas recentes do governador João Azevedo, de incentivo à utilização do etanol em todo o estado da Paraíba, são coerentes com a política estadual de mudanças climáticas. O gestor público consciente estimula a mobilidade de baixo carbono visando os ganhos para toda a sociedade. Os ganhos do consumo do biocombustível etanol produzido na Paraíba reforçam a economia do estado e alimentam as receitas dos municípioserdquo;, disse Edmundo Barbosa, presidente-executivo do Sindalcool. Segundo o Sindalcool , entidade que representa as usinas produtoras de etanol no estado, o resultado demonstra que as escolhas feitas diariamente pelos consumidores impactam diretamente o meio ambiente. (Sindalcool)

Como posso te ajudar?