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CVM tem seis acusações contra Banco Master e Reag à espera de julgamento

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) divulgou nesta terça-feira (24) uma lista de processos internos relacionados ao Banco Master e à Reag, instituições financeiras liquidadas pelo Banco Central após operações policiais contra fraudes no sistema financeiro. São oito processos com acusação já formulada e seis ainda em fase de investigação. Nem todos, porém, têm relações com as operações investigadas pela Polícia Federal que resultaram na prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master emdash;hoje sob monitoramento de tornozeleira eletrônica. Vorcaro é alvo de uma das acusações, em processo de 2020 sobre irregularidades detectadas na emissão e distribuição de cotas de fundos de investimentos envolvendo o Master e a Viking Participações. O processo está aguardando julgamento. A CVM não divulgou detalhes das acusações. Em um dos processos ao qual a Folha teve acesso, a Reag e seu antigo dono, João Carlos Mansur, são acusados por sobrevalorizar ações do antigo Besc (Banco de Santa Catarina) em fundos de investimentos. O processo também aguarda julgamento. A relatoria havia sido distribuída ao ex-diretor da CVM Otto Lobo, cujo mandato terminou em dezembro, mas que foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para presidir o colegiado. Ele aguarda sabatina do Senado. Entre os processos listados pela CVM, seis já têm relator definido e aguardam que o julgamento seja agendado. Com apenas duas de suas cinco diretorias ocupadas, a CVM ainda não agendou nenhum julgamento de processos em 2026. O quórum mínimo para os julgamentos é de três diretores e, embora superintendentes possam atuar como substitutos, a autarquia tem preferido esperar. A vacância inédita na entidade é vista com preocupação, principalmente em um momento conturbado no mercado financeiro, com prejuízos bilionários ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito) causados pelo esquema entre Master e Reag. Em depoimento no Senado nesta terça, o presidente interino da CVM, João Accioly, disse que o escândalo do Banco Master envolveu um "alinhamento perverso de incentivos entre gestores e investidores" para que fosse mantido o que ele chamou de ficção contábil. "Foi um me engana que eu gosto", afirmou. "Por que ele gosta de ser enganado? Porque ele bota no balanço dele que ele tem um balanço muito mais robusto e isso permite que ele continue emitindo CDB [Certificado de Depósito Bancário] e para o Banco Central parece que ele tinha uma solidez que ele não tinha." Entre os processos ainda em investigação na CVM, a maior parte refere-se à Reag e foi aberta a partir de 2025, quando a gestora de investimentos ganhou as manchetes policiais após operação policial que mirava a atuação do PCC no setor de combustíveis. Eles investigam indícios de irregularidades na operação de fundos de investimentos, infrações em operações realizadas por controladores da Ambipar e a reorganização societária da empresa GetNinjas.

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Frentes parlamentares saem em defesa da ANP em julgamento de recurso da Refit

Quatro Frentes Parlamentares e 15 organizações do setor de combustíveis assinaram um manifesto (.pdf) em defesa das decisões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no processo de interdição da Refinaria de Manguinhos, a Refit. Na semana que vem, no dia 4/3, o TRF-1 deve julgar o recurso da refinaria contra a interdição sofrida em janeiro. Na ação, a Refit busca estender a liminar obtida em dezembro emdash; que impediu a análise do caso pela diretoria da ANP emdash; para a interdição mais recente, determinada pela área técnica da agência. O caso está sob a relatoria do desembargador Rafael Paulo. eldquo;O referido recurso pretende esvaziar atividades fiscalizatórias que identificaram perigos concretos à vida humanaerdquo;, diz o manifesto, endossado pelas frentes parlamentares do Biodiesel (FPBio), de Recursos Naturais e Energia (FPRNE), do Empreendedorismo (FPE) e pela Frente Parlamentar pelo Livre Mercado (FPLM). No segmento de combustíveis, assinam o documento: Brasilcom, Fecombustíveis, Instituto Combustível Legal (ICL), IBP, Sindicom, Abicom, Abiove, Bioenergia Brasil, Refina Brasil, Sindigás, SindTRR, Ubrabio, Unem, Unica e MBC. eldquo;Confiamos que o Poder Judiciário preservará o interesse público e a segurança da população, mais precisamente daquela situada na Zona Central/Metropolitana do Rio de Janeiroerdquo;, diz o manifesto. A Refit foi interditada após a agência constatar situação de Risco Grave Iminente (RGI) para pessoas e o meio ambiente. Foram identificadas falhas em diversas barreiras de segurança, incluindo o sistema de combate a incêndio e o gerenciamento de emergências, além dos sistemas de detecção de gás e de fogo. As organizações defendem a independência técnica da ANP para a tomada de decisões reforçam que as operações Carbono Oculto, Cadeia de Carbono, Quasar, Tank e Poço de Lobato, frutos de colaboração entre a agência e órgãos como a Receita Federal, Ministério Público e Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), elevam o cumprimento das normas regulatórias e consolidam um ambiente de negócios ético. eldquo;Defendemos que a revisão jurisdicional de atos administrativos deve observar a devida deferência às decisões de natureza técnica e complexa, quando na defesa da segurança das operações, do meio ambiente e de vidas humanaserdquo;, dizem as organizações signatárias do manifesto. eldquo;Somente o respeito à expertise da Agência garante que a fiscalização e o cumprimento das normas sigam critérios consistentes, previsíveis e isonômicoserdquo;, concluem.

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Petróleo fecha em baixa com sinais diplomáticos do Irã, além de tarifas e guerra da Ucrânia

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta terça-feira (24/2), com a situação entre Estados Unidos e Irã seguindo como o principal driver para os preços. Sinalizações diplomáticas de Teerã de que há interesse em buscar um acordo com Washington acabaram reduzindo os prêmios por risco. No radar segue ainda as disputas tarifárias, inclusive com o anúncio de redução das cobranças globais de 15% para 10% pelo presidente Donald Trump. Além disso, os desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia para o mercado de hidrocarbonetos continuam monitorados neste dia que marca quatro anos do começo do conflito. O Brent para maio, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), caiu 0,75% (US$ 0,53), a US$ 70,58 o barril, enquanto o petróleo WTI para abril, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em queda de 1,02% (US$ 0,68), a US$ 65,63 o barril. O vice-ministro de Relações Exteriores do Irã, Majid Takht-Ravanchi, afirmou que o país está eldquo;pronto para chegar a um acordo o mais rápido possívelerdquo; com os EUA, e fará eldquo;tudo o que for necessário para que isso aconteçaerdquo;, segundo a agência de notícia Isna. eldquo;A maior parte do recente aumento de preço se deve a um prêmio de risco crescente. O preço está bem acima do justo do petróleo, o que poderia ser explicado apenas por fatores fundamentais. Os spreads temporais da curva a termo do Brent, ou seja, os diferenciais de preço para os vários vencimentos dos contratos, também aumentaram consideravelmenteerdquo;, aponta o Commerzbank. Na sexta-feira (20/2), era necessário pagar um prêmio de US$ 3,5 pelo petróleo com entrega em um mês em comparação com o petróleo com entrega em sete meses, pontua. Em comparação com o petróleo com entrega em 12 meses, o prêmio correspondente chegou a mais de US$ 5. A última vez que os spreads de prazo foram maiores foi em junho de 2025, quando ocorreu a guerra de 12 dias entre Israel e Irã, que terminou com um ataque dos EUA às instalações nucleares iranianas. A Transneft, monopólio da Rússia de oleodutos, reduziu a entrada de petróleo bruto em seu sistema em cerca de 250 mil barris por dia, disseram fontes à Reuters, após um ataque com drones da Ucrânia à estação de bombeamento de Kaleykino causar um incêndio. O local abastece o oleoduto Druzhba, que transporta petróleo bruto de Moscou para o Leste europeu. (Estadão Conteúdo)

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Vibra mira aumento da cabotagem de combustíveis e biocombustíveis no Nordeste

A maior distribuidora de combustíveis do país, a Vibra, está aumentando sua aposta na cabotagem como solução para o abastecimento do Nordeste. Ontem (19), a empresa anunciou ter completado a ampliação de sua base endash; em parceria com a Ipiranga e a Raízen endash; em Suape (PE). A Vibra tem participação de 58,8% na unidade. Com investimento de R$ 100 milhões, foram construídos 8 novos tanques que fizeram com que a capacidade de armazenamento do complexo fosse ampliada em 74% endash; de 142,5 mil m³ para perto de 248 mil m³. O projeto foi iniciado em agosto de 2021. Segundo a Vibra, isso torna a base de Suape a maior do país em volume de tancagem. A meta da empresa com esse investimento é que Suape cumpra o papel de hub logístico, permitindo o aumento da operação com navios-tanque trazendo derivados de petróleo e biocombustíveis para o mercado nordestino, reduzindo o número de viagens de longa distância e as emissões de CO2. Em 2025, a Vibra movimentou 76,7 mil m³ de biodiesel entre Rio Grande (RS) e Suape (PE). Para este ano, a expectativa é aumentar em pelo menos 10% a movimentação do produto por meio deste modal. (BiodieselBR)

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Tributos sobre combustíveis somaram R$ 210 bi em 2024

A arrecadação de tributos com o segmento de combustíveis em 2024 foi de R$ 210 bilhões, dos quais R$ 152 bilhões corresponderam ao ICMS. O PIS/Cofins, imposto federal, levantou R$ 55 bilhões e a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), encargo específico do setor de combustíveis, arrecadou outros R$ 3 bilhões. Além disso, o ICMS respondeu por cerca de 25% de toda a arrecadação estadual. Os dados integram estudo realizado pela LCA Consultoria, a pedido do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom). A análise considerou o ano de 2024, antes da realização de operações contra fraudes, sonegação fiscal e descaminhos tributários no setor de combustíveis, realizadas em 2025. No país, o ICMS passou a ser cobrado, a partir de 2022, pelo regime de monofasia, quando o imposto é cobrado dos produtores. Clique aqui para continuar a leitura.

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Fim da escala 6x1: Desoneração da folha vira moeda de troca em debate no Congresso

Com o avanço dos debates no Legislativo sobre o fim da escala 6x1 - que prevê seis dias de trabalho e um de descanso - grupos no Congresso propõem a adoção de uma nova desoneração da folha de pagamentos de empresas como alternativa para compensar o aumento de custos aos empregadores com a eventual mudança na jornada. A retomada do benefício aos setores que mais empregam é defendida pela Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo (FPE) e pela Frente Parlamentar do Livre Mercado (FPLM). A alternativa, porém, não é unanimidade e é considerada controversa por outras frentes do setor produtivo. Ao Estadão/Broadcast, o presidente da FPE, deputado Joaquim Passarinho, (PL-PA) afirmou que, inicialmente, é favorável à redução da jornada de 44 horas para 40, sem alterar os dias trabalhados. Segundo o parlamentar, esse formato permite que setores que não podem dispensar o sábado e o domingo recorram a escalas de trabalho entre os seus funcionários, sem novas contratações apenas para o fim de semana. eldquo;É muito romântico dizer: vou diminuir os dias de trabalho, porém, isto vai aumentar a produtividade. Me diga como é que um motorista de ônibus vai aumentar a sua produção. Ele vai correr mais? Como um piloto de trem, um frentista, vai produzir mais? Há atividades que, mesmo mais descansado, o cara não vai produzir maiserdquo;, diz Passarinho. Segundo ele, esse modelo tornaria a adaptação das empresas eldquo;mais fácilerdquo;. Para o presidente da FPE, composta por 250 parlamentares, caso não haja acordo para não mexer nos dias trabalhados, é preciso pensar em contrapartidas aos empregadores. Segundo ele, uma das propostas em debate é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 1/2026, do senador Laércio Oliveira (PP-SE), que substitui a contribuição previdenciária patronal sobre a folha de pagamentos por uma nova cobrança sobre o faturamento bruto das empresas. Em manifesto divulgado na semana passada, a Frente Parlamentar do Livre Mercado (FPLM) disse considerar eldquo;elevadaerdquo; a atual tributação sobre a folha de pagamentos e defendeu a discussão proposta na PEC de Oliveira. eldquo;Mudanças que aumentem o custo de contratação não podem ser aprovadas sem enfrentar o problema estrutural da elevada tributação sobre a folhaerdquo;, diz a nota da frente, presidida pela deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) e composta por 215 parlamentares. eldquo;Defendemos que o debate sobre jornada caminhe junto com a desoneração da folha, apoiando a discussão da PEC 1/2026, de autoria do senador Laércio Oliveira, que propõe a substituição da contribuição patronal sobre a folha por uma contribuição incidente sobre a receita, com alíquota máxima de 1,4%, como forma de preservação e aumento de novos empregos, estimular a formalização e garantir maior sustentabilidade ao financiamento da Previdência.erdquo; Passarinho sugere que o relator da PEC 6x1 incorpore essa compensação no texto substitutivo. A proposta de redução da jornada detrabalho está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e, como mostrou o Estadão/Broadcast, deve ter como relator o deputado federal Paulo Azi (União-BA). Publicidade PUBLICIDADE Duas propostas estão apensadas: a de Erika Hilton (PSOL-SP), com redução para quatro dias semanais em 360 dias, e a de Reginaldo Lopes (PT-MG), que diminui a carga de trabalho para 36 horas semanais em dez anos. Após aprovação no colegiado, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda deverá instalar uma comissão especial antes de pautar a proposta no plenário. Como o debate na CCJ é focado na admissibilidade da proposta, a discussão sobre o mérito (conteúdo) - e, possivelmente, sobre uma eventual compensação com a desoneração da folha - deve ser concentrada na comissão especial. Como mostrou o Estadão, a ideia consensuada no governo e apoiada por centrais sindicais é reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais. Questionado sobre o impacto previdenciário da desoneração, Passarinho disse que a fórmula de arrecadação da Previdência já não se sustenta mais. eldquo;Se mexermos nos dias trabalhados, o impacto é imediato. Temos que saber como fazer isso. Não é com a desoneração da folha? Então, qual é? Estou propondo um caminho, se alguém é contra, proponha outro.erdquo; Em 2025, 7,3 milhões de veículos foram comercializados por meio de parcelamento. O número foi o mais alto desde 2012. Segundo a Anef (Associação das Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras), o saldo do crédito para aquisição de veículos por pessoas físicas e jurídicas correspondeu a 4,3% do PIB em dezembro. A entidade calcula que houve a liberação de R$ 284,4 bilhões para o financiamento de automóveis, motos, ônibus e caminhões ao longo do ano passado. A taxa média no setor estava em 21,5% ao ano no fim de 2025, de acordo com a Anef. O resultado superou os atuais 15% da Selic (taxa básica de juros do país), mas ficou abaixo dos 26,4% da média geral do mercado. Por outro lado, houve queda nos preços praticados entre os modelos zero-quilômetro. Em parceria com a consultoria Bright, a B3 indica uma redução média acumulada de 5,9% nos últimos 12 meses em relação ao mesmo período anterior. Pode parecer um contrassenso diante dos reajustes divulgados pelas montadoras, mas há outras questões envolvidas. O lançamento de modelos mais em conta e com alto volume de vendas ajuda a puxar a média para baixo. Além disso, o aumento da concorrência, a formação de estoques e a necessidade de atrair clientes no varejo resultam em promoções. Um exemplo é o que ocorre com a linha Citroën. Como as vendas seguem abaixo da capacidade de produção, os automóveis já chegam às lojas com preços reduzidos em relação ao divulgado oficialmente pelas marcas. Um Basalt Feel 1.0 flex, cujo valor sugerido é de R$ 103.890, aparece por R$ 96.690 no site da marca e por R$ 92,5 mil em concessionárias de São Paulo. Essa queda de valores tende a ser menor com a redução das taxas de juros esperada para 2026, já que o custo menor do crédito torna a compra a prazo mais interessante e diminui a necessidade de estimular a comercialização por meio de campanhas no varejo. De acordo com o Boletim Focus de fevereiro, publicação que reúne estimativas de economistas e instituições financeiras do país, a taxa de juros deve cair dos atuais 15% ao ano para 12,25% ao longo de 2026. No fim de janeiro, o Copom (Comitê de Política Monetária), indicou que o primeiro corte deve ocorrer em março.

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