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Nova regra que aumenta segurança do Pix entra em vigor em fevereiro; entenda

O próximo mês chega com mudanças no Pix. A partir de 2 de fevereiro, todas as instituições financeiras que oferecem o sistema de pagamento instantâneo terão que disponibilizar uma nova funcionalidade no Mecanismo Especial de Devolução (MED), solução criada pelo Banco Central (BC) que permite a devolução de recursos para vítimas de fraudes, golpes ou coerção. Cleórbete Santos, doutor em Computação e professor do Campus de Alphaville do Mackenzie, explica que, antes, a devolução do dinheiro para a vítima nesses casos era feita apenas a partir da conta originalmente usada no golpe. eldquo;Se o golpista transferisse o valor rapidamente para uma segunda ou terceira conta, o que é muito comum, o mecanismo não conseguia mais alcançar o dinheiroerdquo;, afirma. Com a nova versão, o MED identificará possíveis contas para as quais o dinheiro pode ter sido enviado, compartilhará a informação com todas as instituições financeiras envolvidas nas transações e permitirá a devolução em até 11 dias após a contestação. eldquo;O rastreamento ficou mais aprimorado. O BC agora permite que o sistema siga o rastro do dinheiro por várias camadas de transaçõeserdquo;, diz Santos. eldquo;A título de exemplo: se o golpista enviar R$ 1 mil para a conta A e essa conta enviar R$ 500 para a conta B, o sistema agora consegue bloquear os valores nas duas contas envolvidas no golpeerdquo;, afirma. Segundo o professor, isso será possível graças ao grafo de rastreamento, tecnologia central por trás da nova versão do MED. eldquo;Ele é uma representação matemática e computacional que mapeia o caminho do dinheiro de forma automática, conectando a conta de origem a todas as contas que receberam o valor posteriormente, em uma profundidade de até 5 camadas - ou 5 contas bancárias envolvidaserdquo;, acrescenta. Antes, esse trabalho era feito manualmente e parava na primeira conta. A funcionalidade está disponível para uso facultativo desde 23 de novembro de 2025, mas será obrigatória a partir de 2 de fevereiro. Desde outubro do ano passado, todos os participantes do Pix são obrigados a disponibilizar aos clientes em seus aplicativos uma funcionalidade para que uma transação possa ser facilmente contestada, sem a necessidade de interação humana. Santos afirma que acionar o MED não garante a devolução do dinheiro, já que é preciso ter saldo disponível nas contas por onde o valor passou. eldquo;Por isso, a rapidez do usuário em registrar a denúncia logo após o golpe continua sendo o fator mais importante para o sucesso da recuperaçãoerdquo;, alerta. Como se proteger de golpes e fraudes? O professor Cleórbete Santos explica que os golpistas usam a urgência e o apelo emocional para conseguir convencer as vítimas a transferirem o dinheiro. eldquo;Por isso, ao receber, por exemplo, mensagens de parentes e amigos solicitando transferências urgentes, o usuário deve, antes de transferir, fazer uma ligação por vídeo para confirmarerdquo;, comenta. Além disso, a pessoa deve ficar atenta a comportamentos estranhos. Os bancos não costumam ligar para os clientes solicitando dados pessoais ou transferências eldquo;testeerdquo; e nem pedem códigos de validação via aplicativos de mensagem ou via SMS. Caso isso aconteça, o usuário deve desligar e informar a tentativa de golpe para o banco oficial. As mudanças surgem como uma medida a mais de segurança, mas o cuidado diário é necessário para não cair em golpes e fraudes. Algumas medidas preventivas também podem ser tomadas, veja a seguir. Ajustar o limite de transferências nos aplicativos bancários, tanto para o período diurno quanto noturno; Habilitar dois ou mais fatores de autenticação em todos os aplicativos, incluindo os de trocas de mensagens, para dificultar o acesso indevido por parte de fraudadores; Cadastrar chaves Pix que utilizam CPF e número de celular em alguma instituição bancária, mesmo que não as utilize, para não deixá-las disponíveis para o uso dos golpistas; Antes de fazer a transferência, deve ser feita dupla checagem (double check) quanto ao valor e ao destinatário da transferência (principalmente enviados pela internet). Muitos golpes modificam valores e redirecionam as transações para contas de fraudadores; Conscientizar-se sobre os golpes atuais e disseminar essas informações para amigos e parentes, para evitar prejuízos.

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Petróleo fecha em alta com tensões na Groenlândia em foco e dólar mais fraco

O petróleo fechou em alta nesta terça-feira (20/1), em meio a ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra países europeus que se opõem à sua iniciativa de adquirir a Groenlândia. O enfraquecimento do dólar frente a outras moedas também deu suporte aos preços da commodity. O Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), encerrou em alta de 1,53% (US$ 0,98), a US$ 64,92 o barril, enquanto o petróleo WTI para fevereiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), avançou 1,71% (US$ 1,02), a US$ 60,36 o barril. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, disse, nesta terça, que as tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump estão sendo usadas como eldquo;chantagemerdquo; e que a população da ilha ártica e suas autoridades precisam começar a se preparar para uma possível invasão militar. Trump anunciou nesta semana que vai impor tarifas contra oito países da Europa a partir de fevereiro, que podem chegar até 25% em junho, enquanto o impasse na Groenlândia não for resolvido. Enquanto isso, em Davos, o presidente da França, Emmanuel Macron, disse que não há nenhuma reunião do G7 eldquo;previstaerdquo; para a próxima quinta-feira (22/1). Na segunda-feira (19/1), Trump postou em seu perfil na Truth Social mensagens privadas dele com Macron em que o líder francês propunha o encontro. Autoridades e parlamentares da Alemanha passaram a debater sobre um imposto digital contra empresas de tecnologia dos Estados Unidos, em resposta às novas ameaças tarifárias do presidente Donald Trump ligadas à Groenlândia. Em resposta, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, disse que o governo dos EUA voltaria a tarifar ainda mais os países europeus em caso de uma possível retaliação do bloco. Ainda no radar geopolítico, a Rússia voltou a atacar a infraestrutura energética da Ucrânia, cortando a energia externa da usina nuclear de Chernobyl. A queda do dólar também deu suporte aos preços, segundo o ING, já que uma moeda americana mais fraca pode impulsionar a demanda por petróleo ao tornar as compras denominadas em dólar mais baratas. (Estadão Conteúdo)

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FPBio reage à ofensiva do mercado pelo fim da proibição de importação do biodiesel

A Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) reagiu à pressão que o mercado de combustíveis vem exercendo pela abertura do mercado de biodiesel com o fim da proibição de importações. Em nota assinada pelo presidente, deputado Alceu Moreira (MDB/RS), a frente argumenta que a concorrência com o biodiesel importado pode desregular o mercado, desestimular investimentos, comprometer a previsibilidade do setor e criar condições desiguais de competitividade para a indústria nacional. O tema foi objeto de uma consulta pública, concluída em 12 de janeiro, que prevê que todo o biodiesel comercializado para cumprir com o mandato de 15% no diesel seja oriundo de unidades produtoras autorizadas pela ANP. A discussão se refere a 20% da demanda, já que 80% do total precisa ter origem de produtores que detém o Selo Biocombustível Social. Segundo a FPBio, a capacidade instalada do setor opera com ociosidade próxima a 50%, eldquo;o que evidencia que não há risco de desabastecimento que justifique a abertura do mercado ao produto importadoerdquo;. No outro polo, entidades empresariais do setor de combustíveis defendem a abertura para o mercado externo. Em nota de posicionamento conjunta, o IBP, Abicom, Brasilcom, Semove, SindTRR e Fecombustíveis defendem que ao menos 20% do volume possa ser atendido por importação, preservando 80% do mercado aos produtores detentores do Selo Biocombustível Social. A StoneX projeta que a demanda por biodiesel pode alcançar a marca de 10,5 milhões de toneladas em 2026, caso a mistura de 15% seja mantida durante todo o ano. Na hipótese do aumento da mistura para 16% a partir de março, a demanda pode superar 11 milhões de m³, exigindo cerca de 8,9 milhões de toneladas de óleo de soja. Entre os principais pontos apontados pela Frente Parlamentar do Biodiesel contra a abertura estão: Menos estímulo a investimentos e cenário de condições desiguais entre o biodiesel nacional e o importado; Capacidade de o produtor nacional atender a 100% da demanda, mesmo com eventual crescimento do mandato de biodiesel, pois alegam haver ociosidade próxima a 50%; Desalinhamento aos compromissos assumidos na agenda da Lei do Combustível do Futuro e reforçam necessidade de previsibilidade regulatória e valorização da produção nacional. Já os principais pontos apontados pelo mercado a favor da abertura são: Reforço da previsibilidade, concorrência, eficiência e segurança do suprimento; Ao vedar a prática da importação, as entidades consideram que há contrariedade aos princípios da livre concorrência, liberdade econômica e proteção ao consumidor; Também consideram que a vedação se afasta dos objetivos do acordo de complementação econômica nº 18, estruturante do comércio intrazona no Mercosul; Capacidade produtiva instalada no país atende plenamente à demanda interna e possui potencial para absorver aumentos futuros do mandato de mistura, permitindo que o Brasil se tornasse exportador; Defendem que a abertura deve ser implementada sem flexibilização de especificações, pois consideram que as normas da ANP estabelecem requisitos rigorosos de especificação e controle, aplicáveis de forma isonômica ao produto nacional e ao importado; Pedem que haja a abertura de 20% do mercado, garantindo que os outros 80% sejam adquiridos, conforme previsão legal, de detentores do Selo Biocombustível Social.

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Petrobras investirá R$ 6 bilhões em sua primeira biorrefinaria, diz Magda Chambriard

A Petrobras anunciou um investimento de R$ 6 bilhões para transformar a Refinaria Riograndense, no município de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, na primeira biorrefinaria do Brasil. A iniciativa insere a estatal em uma nova etapa do refino nacional, com foco na produção de combustíveis e derivados de origem totalmente renovável. O projeto foi anunciado pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante cerimônia realizada nesta terça-feira (20), e o início da conversão da unidade está previsto para o segundo semestre. "Estamos programando para o segundo semestre o início da transformação da Riograndense na primeira biorrefinaria do Brasil, que vai produzir produtos 100% bio. Essa transformação vai demandar R$ 6 bilhões. É a expansão do refino da Petrobras", afirmou Chambriard, de acordo com o jornal O Globo. Investimento marca nova etapa do refino no Brasil Localizada no extremo sul do país, a Refinaria Riograndense tem como sócias, além da Petrobras, as empresas Ultra e Braskem. A unidade vem sendo preparada para a mudança desde o início do ano passado, quando passaram a ser realizados testes de coprocessamento de biomassa associada à carga mineral. Testes antecedem conversão da unidade Em 2023, a refinaria produziu combustíveis e insumos destinados à indústria a partir de processos que utilizaram exclusivamente óleo vegetal. Os testes serviram de base técnica para o projeto de conversão total da unidade em biorrefinaria, consolidando a viabilidade do modelo produtivo. Capacidade e perfil da Refinaria Riograndense A unidade possui capacidade instalada de cerca de 17 mil barris por dia e produz atualmente gasolina, diesel, GLP e nafta voltada à indústria petroquímica. Apesar de seu porte menor quando comparado a refinarias como a Reduc, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, a Riograndense assume papel estratégico na política de transição energética da companhia. Programa Mar Aberto amplia frota e reduz emissões O anúncio do investimento ocorreu durante a assinatura de contratos do Programa Mar Aberto, voltado à renovação e ampliação da frota da Transpetro, subsidiária da Petrobras, em evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na ocasião, Magda Chambriard confirmou a contratação de cinco navios gaseiros, além de 18 barcaças e 18 empurradores, com investimentos que totalizam R$ 2,8 bilhões. Segundo a presidente da estatal, os gaseiros serão construídos pelo Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul. As barcaças ficarão a cargo do estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia, no Amazonas, enquanto os empurradores serão produzidos pela Indústria Naval Catarinense, em Santa Catarina. "Temos encomendas no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia e agora no Amazonas. Isso vai se somar a R$ 1,4 bilhão que está sendo destinado à construção de outras embarcações", disse. Magda destacou ainda que a ampliação da frota própria reduzirá a dependência de afretamentos, aumentando a flexibilidade e a eficiência das operações logísticas de GLP. "Os gaseiros anunciados hoje são 20% mais eficientes e emitem 30% menos gases de efeito estufa", afirmou, acrescentando que as embarcações "estarão aptas a operar em portos eletrificados".

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Gasolina sobe 1,6% e diesel S-10 tem alta de 0,53% na 2ª semana de janeiro, diz pesquisa

A gasolina abriu 2026 em alta de 1,6%, passando de R$ 6,31 para R$ 6,41 o litro, na comparação entre a última semana de dezembro e a segunda semana de janeiro, segundo o Monitor de Preço de Combustível, um estudo mensal elaborado pela Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O movimento reflete principalmente os reajustes do ICMS no início do ano e marcou um avanço disseminado nos preços dos combustíveis no País. Em 1º de janeiro, a alíquota específica do ICMS da gasolina foi reajustada para R$ 1,57 por litro, um aumento de 6,8%, enquanto o diesel teve elevação nas alíquotas de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro, um avanço de 4,4%, segundo a Veloe. De acordo com o levantamento, o Rio Grande do Norte liderou o preço da gasolina, com alta de 9,9% (+R$ 0,59), seguido por Amapá, que registrou avanço de 4,3% (+R$ 0,26), e Santa Catarina, com elevação de 3% (+R$ 0,19), na comparação entre as semanas analisadas. O preço médio do diesel S-10 subiu R$ 0,03 no período (+0,53%). Os maiores aumentos foram registrados no Rio Grande do Norte, com alta de 5,8% (+R$ 0,35), seguido por Amapá, com 5,2% (+R$ 0,34), e Roraima, com 3,3% (+R$ 0,22). O etanol endash; que não teve reajuste de ICMS -, também registrou aumento no valor final ao consumidor por motivos sazonais, de 2% na média nacional (+R$ 0,09). O Rio Grande do Norte é o estado com maior elevação, de 18,7% (+R$ 0,86) por litro, seguido por Pernambuco, com alta de 8,5% (+R$ 0,39), e Tocantins, com avanço de 6,6% (+R$ 0,33). (Estadão Conteúdo)

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Menor oferta de cana impulsiona alta do etanol

Os preços do etanol subiram na última semana em São Paulo, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/ESALQ-USP). A alta está ligada principalmente ao período de entressafra, quando a produção de cana-de-açúcar é menor e reduz a oferta do biocombustível. Ao mesmo tempo, a procura pelo etanol seguiu firme. De acordo com o Cepea, as distribuidoras continuam comprando etanol, tanto novos volumes quanto produtos adquiridos anteriormente. Com isso, os valores negociados permaneceram mais elevados. Entre os dias 12 e 16 de janeiro, o preço médio do etanol hidratado no estado de São Paulo ficou em R$ 3,07 por litro, já sem a incidência de impostos, o que representa um aumento de 1,6% em relação à semana anterior. O etanol anidro, que é misturado à gasolina, teve alta de 2,17% no mesmo período, com preço médio de R$ 3,49 por litro. Açúcar No mercado de açúcar, os preços apresentaram queda pela terceira semana seguida. Entre 12 e 19 de janeiro, o valor médio do açúcar cristal branco ficou em R$ 105,94 por saca de 50 quilos, uma redução de 1,44% em comparação com o período anterior. Segundo o Cepea, essa queda está relacionada principalmente ao tipo de açúcar que foi mais negociado. Houve maior presença de lotes com coloração mais escura, que são considerados de qualidade inferior em relação ao padrão mais claro. Essa mudança no perfil do produto vendido influenciou os preços, sem indicar diminuição da procura. No cenário internacional, as cotações do açúcar também foram impactadas por expectativas de maior oferta global na próxima safra, o que pressionou os preços. Por outro lado, estimativas iniciais apontam para uma possível redução na produção brasileira nos próximos anos, fator que ajudou a evitar quedas mais intensas no mercado externo.

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