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Alta da produção na Venezuela acende alerta para Petrobras

A perspectiva de aumento da produção de petróleo na Venezuela a médio prazo acende um sinal de alerta para a Petrobras e petroleiras brasileiras de menor porte, caso de Prio e Brava, na visão de especialistas do setor ouvidos pelo Valor. O retorno esperado de petroleiras americanas à Venezuela, depois da deposição do ex-presidente Nicolás Maduro, preso nos Estados Unidos, poderá contribuir para um aumento da oferta da commodity e pressionar ainda mais os preços, que situam-se atualmente na faixa de US$ 60 para o barril do tipo Brent (ontem fechou em US$ 60,70, com queda de 1,71% sobre a véspera). A expectativa de que possa haver volumes adicionais de petróleo venezuelano disponíveis em horizonte de 12 ou 18 meses, em um mercado que já está sobreofertado, reforça a necessidade de as petroleiras priorizarem iniciativas de redução de custos para garantir a eficiência das operações, dizem especialistas.Preços menores podem empurrar produtores mais caros para fora do mercado e quem tiver custo de produção mais baixo consegue sobreviver mesmo em um cenário adverso.eldquo;Estamos atentos ao movimento na Venezuela e o foco continua a ser na eficiência de custoserdquo;, disse fonte próxima à Petrobras. Executivos da indústria no Brasil reconhecem que a Venezuela tem grandes reservas, mas dizem que o caminho da retomada de produção é gradual e existe ainda a questão de o petróleo venezuelano ser pesado, sujeito a descontos no mercado em um cenário de maior oferta. O vice-presidente da Seamp;P Global, Carlos Pascual, previu, como noticiou o Valor ontem, que é possível elevar a produção de petróleo na Venezuela de 900 mil barris por dia para 1,5 milhão de barris diários com a infraestrutura existente num prazo de 18 meses. Para ler esta notícia, clique aqui.

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Etanol lidera alta dos combustíveis em 2025

O preço do etanol subiu 11% em 2025 e liderou o aumento dos combustíveis para o consumidor brasileiro em 2025. A gasolina comum também apresentou elevação nos preços, com um aumento de 5,2%. Além desses, o gás e o diesel também sofreram reajustes, contribuindo para o cenário de alta generalizada. De acordo com dados do Monitor de Preços de Combustíveis, as regiões Norte e Nordeste foram as mais impactadas por esses aumentos nos custos de produtos essenciais. Essa conjuntura econômica tem exigido que os consumidores façam cálculos cuidadosos e reajustes em seus orçamentos para lidar com as novas despesas em um cenário desafiador imposto pela volatilidade do mercado de combustíveis.

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Venda de carros eletrificados cresceu 26% no país em 2025 e atingiu 223 mil unidades

O ano de 2025 terminou com 223.912 veículos eletrificados vendidos no país, um crescimento de 26% em relação ao ano anterior, quando foram vendidos 177.358 unidades. Os números foram divulgados nesta terça-feira pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Nesse total estão incluídos os carros 100% elétricos (Bev), híbridos plug-in (Phev) e híbridos sem recarga externa (Hev e Hev Flex). Só em dezembro foram 33.905 emplacamentos, 60% a mais do que em novembro (21.209 )nidades e 57% acima de dezembro de 2024 (21.634). Segundo a ABVE, foi o melhor mês da história em emplacamentos desse setor com participação de 13% sobre as vendas totais de veículos leves no mercado doméstico. Para Ricardo Bastos, presidente da ABVE, os números são expressivos e indicam crescimento forte do segmento de eletrificados mesmo num cenário macroeconômico mais adverso, com a Selic em 15% ao ano, o que resulta em juros na ponta do consumidor de mais de 27% nos financiamentos. eldquo;As vendas indicam que os eletrificados crescem num ritmo muito superior ao do conjunto do mercado", disse Bastos em nota, lembrando que a indústria automotiva como um todo vendeu 2,5 milhões de unidades em 2025, um crescimento de 2,6% sobre o ano anterior. Em uma década, a venda de eletrificados subiu 20.423%, já que em 2016 foram vendidos apenas 1.091 veículos eletrificados no país. Início da fabricação nacional Entre os fatores que impulsionaram as vendas, segundo o presidente da ABVE, estão o início da fabricação em território nacional de veículos 100% elétricos e elétricos plug-in, com a inauguração das fábricas das chinesas GWM em Iracemápolis (SP), da BYD em Camaçari (BA) e da Comexport no novo polo multimarcas de Horizonte (CE), com produção iniciada de modelos elétricos da americana GM. Com produção local, os descontos no preço final aumentaram. A oferta de modelos também cresceu a atraiu a atenção do consumidor brasileiro. Foram 400 modelos diferentes oferecidos no mercado brasileiro em 2025, ou 26% acima dos 317 modelos de 2024. A participação de mercado dos eletrificados no total das vendas domésticas de veículos leves fechou 2025 em 9%. Híbridos na liderança Os híbridos plug-in mantiveram a liderança entre os eletrificados em 2025, com 101.364 emplacamentos, ou 45% do total. Na comparação com 2024 (64.009), houve um crescimento de 58%. Os veículos 100% elétricos fecharam o ano com 80.178 unidades vendidas, ou 36% do total de eletrificados. Em relação a 2024, houve um aumento de 30%. A região Sudeste, onde está a maior parte da infraestrutura de carregamento, ainda um dos entraves para a expansão dos elétricos, seguiu como principal polo da eletromobilidade no país, concentrando 46,4% das vendas de eletrificados em 2025 (103.964). Na sequência, o Sul manteve a segunda colocação, com 18% do mercado (40.085 unidades vendidas). O Nordeste consolidou-se como a terceira maior região em participação, com 16% das vendas, ou 36.596 unidades. Entre os estados que mais venderam eletrificados, São Paulo lidera com 68.618 unidades, o equivalente a 30,6% do total. Em seguida, aparece o Distrito Federal com 21.639 (9,7%), seguido de Minas Gerais com 15.155 veículos (6,8%). O Rio de Janeiro ficou em quarto lugar com 14.280 unidades vendidas (6,4% do total).

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Crise do metanol impulsiona entrada de supermercados no e-commerce

De 2023 a 2025, subiu de 32% para 48% a entrada de supermercados do estado de São Paulo no comércio eletrônico. Essa alta, em parte, foi impulsionada mais recentemente pela crise de adulterações de bebidas com metanol, que levou a um aumento da procura por estabelecimentos mais seguros para a compra de alcoólicos. Também cresceu nesse período, de 23% para 42%, a adesão de supermercados às plataformas de delivery. Os dados são da Apas (Associação Paulista de Supermercados). Para a entidade, o crescimento de ambas as modalidades no varejo alimentar indica que o setor se movimenta em direção a modelos de operação mais acessíveis e alinhados à busca do consumidor por conveniência. A adesão continuou firme mesmo passados três anos do período da pandemia, o que também aponta para uma mudança de comportamento do cliente. "O e-commerce teve um boom durante a pandemia, seguido de uma redução natural depois da reabertura das lojas. Hoje, o canal está estável, com picos sazonais na Black Friday e nas datas de maior movimento", afirma Erlon Ortega, presidente da Apas. Momentos de crise de confiança dos clientes em relação à qualidade e integridade de produtos também impulsionam a busca pelos supermercados, como ocorreu recentemente com a crise do metanol. "Depois dos casos de adulteração de bebidas, cresceu a valorização da compra segura, realizada em mercados físicos ou plataformas digitais próprias das redes", diz. Segundo a Abras, o consumo das famílias brasileiras em supermercados cresceu 4,97% em 2025 na comparação com o ano anterior.

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Brasil vê superávit comercial cair 8%, para US$ 68 bi, em 2025 com tarifaço de Trump

A balança comercial brasileira fechou 2025 com superávit de US$ 68,3 bilhões, valor 7,9% menor que o registrado em 2024. O resultado é observado após um ano marcado pelo tarifaço aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O valor de 2025 foi divulgado nesta terça-feira (6) pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços). Houve queda do saldo mesmo com uma expansão de 3,5% das exportações, que chegaram ao nível recorde de US$ 348,7 bilhões. O vice-presidente da República e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, comemorou os maiores embarques e disse que o movimento decorre de um trabalho do governo para conquistar novos mercados e ampliar negócios existentes. "Tivemos um recorde nas exportações mesmo com o tarifaço americano e as dificuldades geopolíticas", disse. "O resultado reflete também o conjunto de programas e ações do governo do presidente Lula para aumentar a produtividade e a competitividade de nossas empresas no exterior". O petróleo foi o produto mais exportado pelo Brasil em 2025 (com US$ 44 bilhões em vendas), seguido por soja (US$ 43 bilhões), minério de ferro (US$ 26 bilhões), café (US$ 15 bilhões) e carne bovina desossada e congelada (US$ 14 bilhões). Durante entrevista à imprensa, Alckmin minimizou o impacto da ingerência americana na Venezuela para a exportação do petróleo brasileiro. Segundo ele, as vendas do produto vão continuar subindo sobretudo pela maior exploração do pré-sal no Sudeste. "A expectativa é que a gente tenha um crescimento. A Venezuela tem grande reserva de petróleo, mas essas coisas não são feitas em 24 horas. Claro que preço do barril é [determinado pela] geopolítica. É guerra, é conflito", disse. "Mas estamos otimistas de que o petróleo é o primeiro item da pauta brasileira [de exportação] e deve ter aumento por causa do pré-sal". O Mdic destacou que os setores com mais expansão na exportação brasileira do ano foram a agropecuária, com 7,1% (para US$ 77,6 bilhões), e a indústria de transformação, com 3,8% (para US$ 188,7 bilhões). Já a indústria extrativa, que reúne a mineração e o petróleo, teve queda de 0,7% nos embarques (para US$ 80,4 bilhões). Dentre os principais produtos exportados, o Mdic destacou o forte crescimento da carne bovina, cujas vendas subiram 42,5% (para US$ 16 bilhões); do café, que mostrou expansão de 21% (para US$ 14, 8 bilhões); e do ferro-gusa (usado em utensílios e componentes automotivos), que cresceu 7,9% (para US$ 5,7 bilhões). Entre os dez principais compradores do Brasil, os Estados Unidos foram os responsáveis pela maior queda na demanda por produtos brasileiros em 2025. O país administrado por Trump comprou 6,6% menos do Brasil do que no ano anterior. Por outro lado, há países que registraram crescimento de dois dígitos nas compras de bens brasileiros. A maior expansão foi da Argentina, que importou 31% mais do Brasil em 2025. Nesse caso, o movimento é explicado principalmente pela maior compra no setor automotivo. O bloco do Mercosul como um todo comprou 26% mais do Brasil do que no ano anterior. Outro destaque foi o Canadá, que importou 14,8% mais do que em 2024. Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, afirma que é esse motivo que acaba tendo um papel mais contundente na análise dos números do ano. De acordo com ele, o tarifaço americano influenciou o resultado, mas não explica sozinho os números da balança comercial. O saldo acabou limitado pelo crescimento mais vigoroso das importações. Elas cresceram a um ritmo mais forte de 6,7% e chegaram a um patamar, também recorde, de US$ 280,4 bilhões em 2025. De acordo com o Mdic, os maiores desembarques de produtos no Brasil é tipicamente observado em momentos de crescimento econômico do país, o que impulsiona principalmente a compra de máquinas e equipamentos. O grande destaque das compras feitas pelo Brasil foram motores e máquinas, com crescimento de 29,6% (para US$ 10,9 bilhões); seguidos por medicamentos, que mostraram expansão de 24,8% (para US$ 7,5 bilhões) e agrotóxicos, com 16,7% mais vendas (para US$ 5,6 bilhões). O Mdic prevê que o saldo comercial termine o ano de 2026 com expansão, ficando entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões. A exportação ficaria entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões e a importação entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões.

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Petrobras registra vazamento em perfuração na Foz do Amazonas, mas diz que incidente foi controlado

A Petrobras informou nesta terça-feira, 6, que identificou um vazamento durante a perfuração de um poço na bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do estado do Amapá. O incidente no domingo, 4, ocorreu em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ODN II, no poço Morpho, segundo a estatal. eldquo;A perda do fluido de perfuração foi imediatamente contida e isolada. As linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparoerdquo;, informou a companhia. Segundo a estatal, que obteve a licença de perfuração em outubro do ano passado, não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. eldquo;A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuraçãoerdquo;, explicou. A Petrobras afirmou que adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes. Segundo a companhia, o fluido utilizado atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, portanto não há dano ao meio ambiente ou às pessoas.

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