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Petrobras e Transpetro assinam contratos de R$ 2,8 bi para ampliar frota

O presidente Lula (PT) desembarca, na terça-feira (20/1), em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, para oficializar a contratação de cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores dentro do Programa Mar Aberto, plano de renovação e expansão da frota do Sistema Petrobras. O pacote, orçado em R$ 2,8 bilhões, envolve três estaleiros emdash; Rio Grande (RS), Bertolini, em Manaus (AM), e Indústria Naval Catarinense (SC) emdash; e prevê a geração de mais de 9 mil empregos diretos e indiretos. Todas as embarcações serão operadas pela Transpetro, o que reduzirá a dependência de afretamentos e dará maior flexibilidade à logística de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e outros produtos. Só o Estaleiro Rio Grande receberá R$ 2,2 bilhões para entregar cinco gaseiros pressurizados: três com capacidade para 7 mil m3 e dois de 14 mil m3. Após a entrega, a frota de gaseiros saltará de seis para 14 unidades, mais que duplicando a atual capacidade de transporte da subsidiária. Os novos navios vão consumir 20% menos energia e emitir 30% menos gases de efeito estufa, com a primeira entrega prevista para até 33 meses após o início das obras, informou a Petrobras. As próximas entregas serão a cada seis meses. Além de Lula, estarão no evento o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci. eldquo;Com essas contratações, estamos deixando a Petrobras preparada para o crescimento da nossa produção nos próximos anos e alavancando a retomada da indústria naval nacional. Para nós, quando a Petrobras está mais forte, o Brasil também está mais forteerdquo;, disse Magda em nota. Lula, Alexandre Silveira, Magda Chambriard e Sergio Bacci durante cerimoe#770;nia de retomada da indue#769;stria naval e offshore brasileira, no Tebig, Angra dos Reis (RJ), em 17/2/2025 (Foto Ricardo Stuckert/PR) Retomada naval Quais foram os estaleiros contratados na retomada das encomendas da Petrobras à indústria naval? Segundo a Petrobras, ao reforçar a frota própria, a empresa e a Transpetro também se preparam para o avanço da produção de gás natural previsto para os próximos anos emdash; tanto no litoral quanto nas vias fluviais, caso da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, e da Amazônia.

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Varejo de energia entra em 2026 sob pressão e força revisão de modelos de negócio

O mercado varejista de energia elétrica no Brasil se aproxima de 2026 diante de um dos períodos mais desafiadores desde a ampliação do mercado livre. A combinação entre preços elevados da energia, o fim de subsídios relevantes e a desaceleração no ritmo de migrações têm pressionado margens e colocado em xeque modelos de negócio baseados em estruturas comerciais e operacionais bastante custosas. Nos últimos anos, a estratégia predominante no varejo de energia esteve fortemente ancorada na promessa de economia ao consumidor sem nenhum tipo de investimento. No entanto, esse diferencial vem perdendo força. Com a redução dos descontos, a capacidade de fechar novos contratos apenas com base na redução da tarifa de energia tornou-se cada vez mais limitada. Esse movimento ocorre em paralelo a uma mudança no comportamento dos consumidores. Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) indicam uma queda consistente no número de migrações para o mercado livre. Muitos consumidores passaram a postergar decisões relacionadas à contratação de energia, seja por priorização de outras agendas corporativas, seja pela percepção de menor atratividade econômica. Além disso, empresas que não renovaram contratos quando o preço da energia ainda estava em um patamar interessante ou optaram por permanecer descontratadas começam a sentir os efeitos dessa escolha, especialmente em um ambiente de preços mais voláteis. O cenário reforça um traço histórico do setor elétrico: decisões adiadas tendem a gerar custos mais elevados no futuro. Diante desse contexto, o desafio para as comercializadoras varejistas deixa de ser apenas comercial e passa a ser estrutural. A eficiência operacional, antes tratada como vantagem competitiva, passa a ser um fator de sobrevivência. Especialistas do setor avaliam que o próximo período funcionará como um filtro natural do mercado. Empresas que conseguirem atravessar essa fase investindo em digitalização, automação de processos e construção de produtos que entreguem valor além da economia direta tendem a sair fortalecidas no médio e longo prazo. Essa nova proposta de valor inclui serviços mais consultivos, soluções que tragam previsibilidade, gestão de risco, inteligência de dados e uma experiência mais simples para o consumidor final. Ao mesmo tempo, cresce a percepção de que a escalabilidade do varejo de energia estará cada vez mais associada ao uso de tecnologia e à redução da dependência de estruturas humanas extensas. Embora o curto prazo imponha obstáculos relevantes, a expectativa para a abertura total do mercado em 2027 segue como um vetor estratégico importante. Empresas que utilizarem o atual ciclo para ajustar seus modelos, fortalecer processos e repensar a relação com o cliente devem estar melhor posicionadas quando o ambiente voltar a se mostrar mais favorável. No varejo de energia, como em outros setores regulados e de capital intensivo, o longo prazo continua sendo determinante. Em um momento de transição, a combinação entre resiliência financeira, eficiência operacional e visão estratégica tende a definir os vencedores do próximo ciclo de crescimento. Raphael Ruffato é fundador e CEO da Lead Energy.

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Etanol sobe em 19 estados e é competitivo em apenas um

Os preços médios do etanol hidratado subiram em 19 estados, caíram em outros três e no Distrito Federal e ficaram estáveis em três na semana encerrada no sábado (17/1). No Amapá não houve medição. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas. Nos postos pesquisados pela ANP em todo o país, o preço médio do etanol subiu 0,88% na comparação com a semana anterior, a R$ 4,57 o litro. Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço subiu 0,93%, para R$ 4,36 o litro. A maior alta porcentual na semana, de 8,13%, foi registrada em Pernambuco, a R$ 4,92 o litro. A maior queda, de 2,10%, ocorreu em Alagoas, para R$ 4,66 o litro. O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,69 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,49, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,14, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado em Rondônia, de R$ 5,50 o litro. Competitividade O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em apenas um estado na semana encerrada no sábado (17/1). Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 72,31% ante a gasolina no período, portanto desfavorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da ANP. Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado. O etanol é mais competitivo em relação à gasolina apenas em Mato Grosso do Sul, onde o litro vale R$ 4,14 e a paridade é de 68,20%. (Estadão Conteúdo)

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Como postos de combustível viraram peça fundamental nas engrenagens do crime organizado

Alta rotatividade de clientes, pagamentos em dinheiro vivo e sem nota fiscal, centenas de transações financeiras fracionadas diariamente, uso de maquininhas de fintechs parceiras obscuras: o que começou há 20 anos como uma estratégia incipiente de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) rapidamente evoluiu para mais uma fonte de enorme lucro com a venda de combustíveis adulterados e transformou-se em um dos maiores desafios de segurança pública e de ordem econômica do Brasil. Toda a cadeia econômica do setor de combustíveis, em especial os postos de gasolina, são vítimas de um sistema financeiro paralelo criado pelo crime organizado que movimenta dezenas de bilhões de reais, desafiando a fiscalização do Estado e sufocando a concorrência legal. O tamanho do problema ficou claro em agosto de 2025, quando o país testemunhou a operação Carbono Oculto. "Setor de combustíveis é alvo ideal pelo alto giro de dinheiro em espécie, pela complexidade da cadeia tributária (que abre caminho para sonegação) e pela facilidade de adulteração do produto." Com um efetivo de cerca de 1,4 mil agentes da Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público Federal, além de ministérios públicos e polícias estaduais distribuídos em oito estados emdash; São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina emdash; a operação mirou cerca de 350 alvos, entre pessoas e empresas, que as investigações apontaram como ligados ao PCC no setor de combustíveis e no mercado financeiro. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional ingressou com ações judiciais cíveis para bloqueio de mais de R$ 1 bilhão em bens dos envolvidos, incluindo imóveis e veículos, para a garantia do crédito tributário. As investigações identificaram que a facção criminosa movimentou R$ 52 bilhões apenas entre 2020 e 2024, por meio de uma rede com mais de 1 mil postos de combustível, além de transportadoras, armazéns, refinarias e até um terminal portuário. Não se tratava apenas de postos de combustível, mas de um ecossistema operado pelo crime organizado que incluía fintechs (bancos digitais próprios), corretoras de valores e pelo menos 40 fundos de investimento utilizados para ocultar o patrimônio oriundo do tráfico de drogas e, lateralmente, da venda de combustíveis adulterados com metanol, por exemplo. Controle de postos de combustível pelo crime organizado ocorre desde os anos 2000 O PCC não entrou no mercado de combustíveis ontem. De acordo com investigações do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o envolvimento da facção criminosa paulista existe pelo menos desde 2006. Na época, uma então liderança da facção foi apontada pela Polícia Civil como dona de 22 postos de gasolina na Grande São Paulo e na região da Baixada Santista, no litoral sul do estado. O MP-SP apontou que a facção criminosa movimentava pelo menos R$ 6 milhões por mês por meio da rede de postos, em valores de 2006. Corrigido pela inflação do período, o valor equivale a mais de R$ 20 milhões por mês nos dias atuais. Naquela época, o alvo estava apenas nos postos. Hoje, a facção atua em toda a cadeia de combustíveis, da importação e fabricação ao transporte e distribuição para o consumidor final. O setor de combustíveis é o alvo ideal por três motivos principais: o alto giro de dinheiro em espécie, a complexidade da cadeia tributária (que facilita a sonegação) e a facilidade de adulteração do produto. Segundo o Instituto Combustível Legal (ICL), a sonegação de impostos no setor gira em torno de R$ 14 bilhões anuais. Quando somadas as fraudes operacionais e as adulterações emdash; como a mistura excessiva de metanol na gasolina ou fraude nas bombas emdash;, o prejuízo à economia brasileira atinge a marca de R$ 29 bilhões por ano, segundo cálculos do Instituto. Negócios da facção criam concorrência desleal intransponível para empresários do setor Na operação Carbono Oculto, a Receita Federal identificou uma sonegação de R$ 7,6 bilhões relacionada ao esquema específico. Essa evasão fiscal não apenas retira recursos públicos e capacidade de investimento dos governos, como cria uma concorrência desleal intransponível: o posto da facção, que não paga impostos, adultera o produto e rouba na quantidade servida na bomba, consegue vender o litro por valores que o empresário honesto jamais alcançaria emdash; sem falar no prejuízo aos motoristas que abastecem ali de boa fé. A Receita Federal identificou ao menos 40 fundos de investimentos (multimercado e imobiliários), com patrimônio de R$ 30 bilhões, controlados pela organização criminosa. Em sua maioria, são fundos fechados com um único cotista, geralmente outro fundo de investimento, criando camadas de ocultação. Entre os bens adquiridos por esses fundos estão, segundo aponta a polícia, um terminal portuário, quatro usinas produtoras de álcool (mais duas usinas em parceria ou em processo de aquisição), 1,6 mil caminhões para transporte de combustíveis e mais de 100 imóveis, dentre os quais seis fazendas no interior do estado de São Paulo, avaliadas em R$ 31 milhões, e uma residência em Trancoso (BA), adquirida por R$ 13 milhões. "Uma das principais formas de lavar dinheiro no Brasil sempre foi por meio de pequenos comércios, onde há grande volume de transações de pequeno valor em espécie por dia e onde não há a identificação do cliente ou a possibilidade de se rastrear a efetiva realização da vendaerdquo;, afirma Matheus Herren Falivene de Souza, doutor em Direito Penal, especialista em colaborações premiadas e estudioso do tema. "Com isso, movimenta-se, de forma rápida e complexa, os fundos, escondendo a origem ilícita dos valores. A própria origem do termo e#39;lavagem de dinheiroe#39; vem do termo em inglês money laundering, porque, na época da Lei Seca nos Estados Unidos, grupos criminosos que praticavam a venda de bebidas alcoólicas se valiam principalmente de lavanderias para dissimular a origem ilícita de valoreserdquo;, contextualiza Souza. Dentro desta dinâmica, o crime organizado já se valeu de diversas atividades para lavar dinheiro: casas noturnas, motéis, joalherias, empresa de ônibus urbanos, agências de carros, empresa de construção civil e, mais recentemente, postos de combustível e fintechs. "A primeira prosperou no branqueamento de capitais, em razão da facilidade de realizar muitas vendas simuladas com dinheiro em espécie por dia. Os segundos exemplos prosperaram por serem meios baratos e globalizados de reintroduzir os valores na economiaerdquo;, explica o especialista. Trataria-se de uma evolução natural no processo de lavagem de dinheiro das facções, já que um banco digital pode operar com bilhões de reais por dia e fazer transações complexas com o mundo todo, dificultando o rastreio da origem ilícita dos valores.

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Aprobio coloca biodiesel brasileiro na agenda internacional em 2026

A Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) iniciará, em 2026, uma agenda internacional estratégica voltada à abertura de mercados e ao fortalecimento da imagem do biodiesel brasileiro no exterior. O presidente da entidade, Jerônimo Goergen, participa da Clean Fuels Conference, que acontece até esta quinta-feira (22), no Orlando World Center Marriott, nos Estados Unidos, reunindo produtores, fornecedores de matéria-prima, fabricantes de motores e equipamentos, comerciantes de combustíveis, formuladores de políticas e usuários finais de todo o mundo. A participação busca posicionar o Brasil como referência mundial na transição energética. Segundo Goergen, a decisão reflete a maturidade do setor brasileiro de biocombustíveis e o potencial do país em atender diferentes mercados. eldquo;Definimos a atuação internacional como uma prioridade estratégica em 2026. O Brasil possui um produto competitivo, capaz de atender tanto o mercado interno quanto o externo, e o biodiesel já é uma marca do país no universo dos combustíveis renováveis. Ao longo do ano, vamos desenvolver uma série de ações focadas na abertura de mercados e no posicionamento do biodiesel brasileiro no cenário globalerdquo;, afirmou. Brasil como referência em combustíveis renováveis Para a Aprobio, o evento é uma plataforma estratégica para apresentar o modelo brasileiro de produção de biodiesel, baseado em sustentabilidade, rastreabilidade, inovação e integração com o agronegócio. Com uma das maiores capacidades de produção de biodiesel do mundo, o Brasil se consolidou como um player relevante na transição energética global. O país alia escala industrial, diversidade de matérias-primas e um marco regulatório consolidado, fatores que tornam o biodiesel brasileiro altamente competitivo no cenário internacional. eldquo;O mundo está em busca de soluções energéticas limpas, seguras e economicamente viáveis. O biodiesel brasileiro reúne todos esses atributos. Queremos mostrar que o Brasil não é apenas um grande produtor, mas também um parceiro estratégico para países que desejam avançar na descarbonização de suas matrizes energéticaserdquo;, destacou Jerônimo.

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ANP divulga resultados de ações de fiscalização em 15 unidades da Federação (12 a 16/01/26)

Entre os dias 12 e 16/01, a ANP fiscalizou o mercado de abastecimento em 15 unidades da Federação. Nas ações, os fiscais verificaram a qualidade dos combustíveis, o fornecimento do volume correto pelas bombas medidoras, a adequação dos equipamentos e dos instrumentos necessários ao correto manuseio dos produtos, bem como as documentações de autorização de funcionamento das empresas e as relativas às movimentações dos combustíveis e lubrificantes. No período, destacou-se a força-tarefa em Sergipe, com a participação da ANP, do Procon Estadual, do Ministério Público Estadual e da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor e da Ordem Econômica (Decon). Confira a tabela completa de todos os agentes econômicos fiscalizados no período. Agentes econômicos fiscalizados em operações que ainda estão em andamento não foram incluídos na planilha, de forma a preservar o sigilo das ações. Nesses casos, a planilha será atualizada com a inclusão dos dados após o término da respectiva operação. Veja abaixo mais informações sobre as principais ações realizadas nas unidades federativas do país: Sergipe Foram realizadas ações em quatro postos de combustíveis e três revendas de GLP, em Aracaju, Santo Amaro das Brotas e Maruim. A ANP atuou em conjunto com o Procon Estadual, o Ministério Público Estadual e a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor e da Ordem Econômica (Decon), em Santo Amaro das Brotas e em algumas ações em Aracaju. Houve lavratura de dois autos de infração e dois de interdição. Amazonas Em Manaus, dez postos de combustíveis foram fiscalizados. Não foram encontradas irregularidades. Bahia Os fiscais estiveram em 29 postos de combustíveis e uma revenda de GLP, nas cidades de Medeiros Neto, Vereda, Brumado, Tucano, Piritiba, Jacobina, Teixeira de Freitas, Barra da Estiva, Itamaraju, Porto Seguro, Ibicoara e Santa Cruz Cabrália. Foram lavrados sete autos de infração e coletadas quatro amostras de combustíveis para análise em laboratório. Distrito Federal As ações aconteceram em Brasília, em 28 postos de combustíveis. Foram lavrados cinco autos de infração e um de interdição. Espírito Santo Um posto de combustíveis foi fiscalizado em Vitória, sem registro de irregularidades. Mato Grosso do Sul Em Campo Grande, dois postos de combustíveis foram vistoriados, sem registro de irregularidades. Houve coleta de uma amostra de combustível para análise em laboratório. Minas Gerais Foram vistoriados 22 postos de combustíveis e três revendas de GLP, em Governador Valadares, Porto Firme, Frei Inocêncio, Água Boa, Santa Maria do Suaçuí, Divino, Miradouro, Carangola, Fervedouro, São José do Jacuri, São Pedro do Suaçuí, José Raydan, Conselheiro Lafaiete e Cantagalo, com a lavratura de três autos de infração. Foram coletadas oito amostras de combustíveis para análise em laboratório. Paraíba Os fiscais estiveram em cinco postos de combustíveis e duas revendas de GLP, em João Pessoa, Santa Rita e Borborema. As ações foram realizadas em conjunto com o Procon Estadual e a Secretaria Estadual de Fazenda em Santa Rita e em uma fiscalização em João Pessoa. Foram lavrados dois autos de infração e um de interdição, e coletadas três amostras de combustíveis para análise em laboratório. Paraná Foram fiscalizados 10 postos de combustíveis e três distribuidoras de combustíveis, nos municípios de Curitiba, Araucária e Colombo, com a lavratura de um auto de infração. Foram coletadas três amostras de combustíveis para análise laboratorial. Pernambuco As ações aconteceram em quatro postos de combustíveis em Recife e Olinda. Não houve registro de irregularidades. Rio de Janeiro Foram fiscalizados 14 postos de combustíveis, nas cidades do Rio de Janeiro, Resende, Itatiaia, Belford Roxo, Barra Mansa, Volta Redonda, Piraí e Seropédica. Na capital fluminense, algumas operações foram realizadas em conjunto com a Força Especial de Controle de Divisas-Operação Foco. Houve registro de seis autos de infração e três de interdição, e coleta de 13 amostras de combustíveis para análises em laboratório. Foram apreendidos 2.500 litros de gasolina comum. Rio Grande do Sul Quatorze postos de combustíveis e uma revenda de GLP foram fiscalizados nas cidades de Porto Alegre, Campo Bom, Estância Velha, Canoas, Esteio, Viamão e Alvorada (nesta última, em parceria com o Procon Municipal). Foram registrados sete autos de infração. Uma amostra de combustível foi coletada para análise em laboratório. Roraima Em Porto Velho, foram vistoriados dez postos de combustíveis, com a lavratura de um auto de infração e um auto de interdição. Uma amostra de combustível foi coletada para análise em laboratório. Santa Catarina Os fiscais estiveram em seis postos de combustíveis, duas revendas de GLP, um depósito de GLP e uma distribuidora de GLP, nos municípios de Balneário Camboriú, Brusque, Jaraguá do Sul, Itapema, Tijucas e Porto Belo. Foram lavrados dois autos de infração e coletadas quatro amostras de combustíveis para análise em laboratório. São Paulo Houve fiscalização em 31 postos de combustíveis e uma distribuidora de combustíveis. Foram coletadas seis amostras de combustíveis para análise em laboratório, lavrados cinco autos de infração e dois de interdição. As ações aconteceram na capital (algumas em conjunto com o Instituto de Pesos e Medidas-IPEM/SP) e nos municípios de Cachoeira Paulista, Guararema, Guarulhos, Barueri, Taubaté, Osasco, Mauá, São José dos Campos, Paraibuna, Jacareí, Igaratá, Santo André, Lorena e Aparecida. Consulte os resultados das ações da ANP em todo o Brasil As ações de fiscalização da ANP são planejadas a partir de diversos vetores de inteligência, como informações da Ouvidoria da ANP com manifestações dos consumidores, dados do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da Agência, informações de outros órgãos e da área de Inteligência da ANP, entre outros. Dessa forma, as ações são focadas nas regiões e agentes econômicos com indícios de irregularidades. Para acompanhar todas as ações de fiscalização da ANP, acesse o Painel Dinâmico da Fiscalização do Abastecimento. Os estabelecimentos autuados pela ANP estão sujeitos a multas que podem variar de R$ 5 mil a R$ 5 milhões, além de penas de suspensão e revogação de sua autorização. As sanções são aplicadas somente após processo administrativo, durante o qual o agente econômico tem direito à ampla defesa e ao contraditório, conforme definido em lei. Já a interdição é uma medida cautelar, aplicada para proteger o consumidor, evitando a comercialização de combustíveis fora das especificações, fornecimento de combustível em quantidade diferente da marcada na bomba, entre outras irregularidades. Caso o posto comprove à ANP que o problema foi sanado, a Agência realiza a desinterdição, sem prejuízo do processo administrativo e possíveis penalidades. Denúncias sobre irregularidades no mercado de combustíveis podem ser enviadas à ANP por meio do telefone 0800 970 0267 (ligação gratuita) ou do FalaBR, plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União (CGU).

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