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PEC 6x1 carece de estudos e promove regras rígidas, diz Frente Parlamentar

A Frente Parlamentar pelo Livre Mercado, que tem 215 parlamentares e é presidida pela deputada federal Caroline de Toni (PL-SC), criticou a "fixação constitucional de jornadas rígidas" e disse que a PEC da escala 6x1 "carece de estudos de impacto consistentes e promove a constitucionalização de regras rígidas". Em nota divulgada nesta terça-feira (10), a Frente disse apoiar outra proposta de emenda à Constituição que ofereça mecanismos mais "flexíveis" para o mercado de trabalho, a PEC 40/2025, de autoria do deputado Mauricio Marcon (Podemos-RS). Na segunda-feira (9), o parlamentar pediu à Mesa Diretora para que apense a sua PEC às propostas apresentadas pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG). Sua proposta prevê a "livre pactuação contratual direta entre empregado e empregador, inclusive por hora trabalhada", respeitada a jornada semanal máxima de 44 horas. "A Frente Parlamentar pelo Livre Mercado (FPLM) reafirma que não defende a manutenção da escala 6x1, mas sim um modelo mais moderno e vantajoso para o trabalhador, baseado na liberdade de negociação, geração de empregos e segurança jurídica", diz a Frente. A FPLM declara ainda que "a fixação constitucional de jornadas rígidas ignora a diversidade dos setores produtivos, eleva custos trabalhistas e pode ampliar a informalidade e o desemprego, especialmente em um cenário de baixa produtividade". A Frente prossegue: "A solução mais eficiente é fortalecer a negociação entre trabalhadores e empregadores, permitindo ajustes compatíveis com a realidade de cada atividade. Em posicionamento oficial, a FPLM destaca que a PEC 40 foi construída com diálogo amplo, fundamentação técnica e participação ativa da Frente desde sua concepção". A PEC da escala 6x1 tem sido defendida pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O deputado encaminhou a PEC de Erika Hilton para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na segunda-feira. Ao longo do semestre, a PEC deve ser analisada pela CCJ e por uma comissão especial, até chegar ao plenário.

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Etanol de milho deve atingir 10 bilhões de litros no Brasil

O etanol de milho consolida-se como um dos segmentos que mais crescem dentro da matriz de biocombustíveis no Brasil. Segundo o presidente da Unem (União Nacional do Etanol de Milho), Guilherme Nolasco, o país deve encerrar o atual ano-safra com 10 bilhões de litros produzidos, volume que representa cerca de um terço de todo o mercado nacional de etanol. eldquo;O crescimento foi muito rápido. Nos últimos oito anos, o etanol de milho avançou a taxas superiores a 30% ao anoerdquo;, afirmou Nolasco em entrevista exclusiva ao CNN Agro. Para a próxima safra, que começa em abril, as projeções preliminares apontam para um crescimento de crescimento de cerca de 20%, podendo levar a produção para algo próximo de 12 bilhões de litros. Com a rápida expansão da oferta o setor vem se empenhando em criar novos mercados consumidores. A projeção da UNEM indica que na safra 2026/2027 a produção nacional de etanol pode superar os 4 bilhões de litros, dos quais 2 bilhões virão do milho e outros 2 bilhões da cana-de-açúcar. Com isso, o país adicionará entre 10% e 12% de oferta ao mercado em um único ciclo. eldquo;O consumo projetado cresce cerca de 2%, enquanto a oferta pode crescer mais de 10%. Isso exige responsabilidade do setorerdquo;, diz Nolasco. Segundo ele, há três caminhos principais para absorver esse volume adicional: expandir o consumo interno em regiões onde o etanol ainda é pouco utilizado, substituir a gasolina nos mercados já consolidados e desenvolver novas aplicações no mercado internacional. Hoje, o etanol hidratado é consumido de forma relevante em apenas seis estados, todos produtores: São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e Minas Gerais. Em outras regiões, como Sul, Norte e Nordeste, o consumo esbarra no preço elevado. eldquo;Onde não há oferta, o preço fica próximo ao da gasolina e o consumidor não cria o hábito de consumoerdquo;, afirmou. Neste contexto as biorrefinarias de milho podem contribuir para a pulverização do consumo. Somente este ano 8 novas plantas devem ser inauguradas em diferentes regiões do Brasil. Os investimentos estão concentrados principalmente no Centro-Oeste, mas avançam também para o Sul e para a região conhecida como Matopiba, que engloba áreas dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Há projetos em cidades como Balsas (MA), Luiz Eduardo Magalhães (BA) e Uruçuí (PI). No Sul do país, onde três novas unidades devem ser instaladas, o avanço ocorre com plantas que utilizam trigo e triticale, aproveitando matérias-primas que não têm qualidade para panificação. eldquo;Não se trata de usar trigo que iria para a alimentação humana. É um trigo que não tem destino nobre e acaba sendo aproveitado de forma industrialerdquo;, explicou Nolasco. Parque nacional Atualmente, o Brasil conta com 25 biorrefinarias em operação, número que deve chegar a cerca de 33 unidades até o fim de 2026, com os novos empreendimentos já em construção ou em fase final de implantação. "Há outros 20 estudos em análise", diz o presidente da UNEM, que estima que o Brasil tenha capacidade de dobrar a produção de etanol de milho até cerca de 2032, alcançando algo próximo de 20 bilhões de litros. No entanto, o presidente da entidade ressalta que os investimentos dependem diretamente da criação de demanda. Novas aplicações Além do mercado doméstico, o setor aposta em aplicações de médio e longo prazo, como o uso do etanol na produção de combustível sustentável de aviação (SAF), no transporte marítimo e na exportação para países que ampliam a mistura de etanol à gasolina. eldquo;Nós podemos ser grandes demais para o mercado atual no curto prazo, mas ainda muito pequenos para mercados globais como navegação e aviaçãoerdquo;, destacou Nolasco. Para ele, o potencial é significativo: apenas uma substituição parcial de combustíveis fósseis no transporte marítimo mundial superaria toda a produção brasileira atual. "Temos um enorme potencial para crescer, mas isso precisa ser sustentávelerdquo;, concluiu.

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IPCA sobe 0,33% em janeiro, puxado pelo preço dos combustíveis

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro ficou em 0,33%, exatamente a mesma variação registrada em dezembro. No acumulados dos últimos doze meses, porém, o indicador avançou para 4,44%, acima dos 4,26% dos 12 meses até dezembro. Segundo os dados divulgados nesta terça-feira, 10, pelo IBGE, O grupo Transportes, com 0,6% de variação, foi o que teve maior impacto na inflação no mês passado (0,12 ponto porcentual). Já o grupo Comunicação teve a maior variação (0,82%). Dois grupos tiveram variação negativa: Habitação (-0,11%) e Vestuário (-0,25%). Dentro do grupo Transportes, o destaque de alta foi a gasolina (2,06%), principal impacto individual no resultado do mês (0,10 ponto porcentual). A variação dos demais combustíveis foi: etanol (3,44%), óleo diesel (0,52%) e gás veicular (0,20%). Houve ainda uma alta de 1,87% nas passagens do metrô - em razão da variação de 3,83% em Brasília, por conta das gratuidades aos domingos e feriados, e do reajuste de 3,85% em São Paulo (2,89%), a partir de 06 de janeiro. No grupo Comunicação, de acordo com o IBGE, destacou-se em janeiro a alta nos aparelhos telefônicos (2,61%) e reajuste em planos com influência nos itens TV por assinatura (1,34%) e combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,76%). O grupo Saúde e Cuidados Pessoais registrou alta de 0,7% no mês passado, com destaque para os artigos de higiene pessoal (1,20%) e o plano de saúde (0,49%). Já o grupo Alimentação e Bebidas desacelerou na passagem de dezembro (0,27%) para janeiro (0,23%). eldquo;A alimentação no domicílio registrou variação de 0,10%, ante o 0,14% do mês anterior, com influência das quedas do leite longa vida (-5,59%) e do ovo de galinha (-4,48%). No lado das altas, os destaques são o tomate (20,52%) e as carnes (0,84%), principalmente o contrafilé (1,86%) e a alcatra (1,61%)erdquo;, diz a nota do IBGE. A queda de 0,11% no grupo Habitação, por sua vez, se deu principalmente por conta da redução de 2,73% na energia elétrica residencial. eldquo;Em dezembro estava em vigor a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos. Já em janeiro, a bandeira vigente era a verde, sem custo adicional para os consumidoreserdquo;, lembra o instituto. eldquo;Adicionalmente, há o efeito do reajuste tarifário de 10,48% em Rio Branco (5,34%) a partir de 13 de dezembro.erdquo;

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Vendas de combustíveis da Petrobras crescem 1,6% em 2025

A Petrobras elevou as vendas de combustíveis ao mercado doméstico em 2025 ante o ano anterior, apesar de um recuo na produção de derivados no período, contando com um aumento de importações, apontaram dados publicados pela companhia nesta terça-feira (10). No ano passado, a companhia comercializou 1,747 milhão de barris por dia (bpd) de derivados no mercado interno, alta de 1,6% ante 2024, impulsionada por uma forte demanda por diesel, gasolina e QAV (querosene de aviação), que responderam por 74% das vendas. Somente as vendas da Petrobras de diesel emdash; combustível mais comercializado no Brasil emdash; cresceram 5,2% no período, para 763 mil bpd, diante de uma maior atividade econômica e do crescimento das safras de grãos, que elevou o consumo nas operações agrícolas e logísticas. As vendas de gasolina, por sua vez, cresceram 2% em 2025, ante o ano anterior, para 409 mil bpd. Por outro lado, a produção de derivados da companhia recuou 2,9% no mesmo período, a 1,732 milhão de bpd, enquanto houve uma leve redução do fator de utilização (FUT) das refinarias da companhia. A produção de diesel pela companhia recuou 4,5% em 2025, na comparação anual, a 683 mil bpd, enquanto a produção de gasolina caiu 1,2%, a 415 mil bpd. As importações de diesel, por sua vez, cresceram 91,7% na mesma comparação, a 115 mil bpd, enquanto as compras externas de gasolina cresceram 18,2%, para 13 mil bpd. O parque de refino da Petrobras atingiu um total de 91% no ano passado, contra 93% em 2024. A companhia ponderou, entretanto, que manteve "um patamar elevado de utilização dos ativos acompanhado de segurança operacional e excelente rendimento de médios". "A produção de diesel, gasolina e QAV representou 68% da produção total, refletindo nosso foco estratégico na geração de produtos de maior valor agregado", afirmou a empresa, no relatório. Vendas totais e recorde de exportação de petróleo Somando petróleo, gás e derivados, a Petrobras vendeu 3,12 milhões de bpd no ano passado, avanço anual de 7,2%, com impulso de um crescimento de 10,8% na produção total de óleo e gás, segundo dados da estatal. No quarto trimestre, as vendas cresceram 19,1% na comparação com o mesmo período de 2024, a 3,37 milhões de bpd. A produção de petróleo da companhia alcançou 2,4 milhões de bpd em 2025, com o avanço operacional de novos navios-plataforma em importantes campos do pré-sal, conforme havia informado a companhia no mês passado. Com isso, as exportações de petróleo da empresa registraram recorde anual de 765 mil bpd em 2025 e novo recorde trimestral no patamar de 1 milhão de bpd no quarto trimestre. (Reuters)

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Petróleo fecha quase estável com tensões entre Irã e EUA e dados dos EUA em foco

Os preços ezwnj;do petróleo fecharam quase estáveis nesta terça-feira, enquanto o mercado avalia notícias sobre as relações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã, esforços para encerrar a guerra da Rússia na Ucrânia e dados sobre a e#8288;economia e os estoques de petróleo dos EUA. Os futuros ezwnj;do Brent caíram 0,3%, para fechar a US$68,80 o barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) ezwnj;dos EUA caiu 0,6%, para fechar ezwnj;a US$63,96. Os operadores estão "hesitantes em se posicionarem e#8288;em qualquer direção até que haja um sinal mais claro da diplomacia, os próximos dados de estoque ou qualquer confirmação de que os fluxos de abastecimento estão sendo afetados de forma significativa, em vez de ezwnj;apenas ameaçados", disseram analistas da consultoria de energia Gelber eamp; ezwnj;Associates em uma e#8288;nota. As negociações e#8288;nucleares com os EUA permitiram a Teerã avaliar a seriedade e#8288;de Washington e mostraram ezwnj;consenso suficiente para ezwnj;continuar na via diplomática, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã nesta terça-feira. Diplomatas dos EUA e do Irã mantiveram conversações por meio e#8288;de mediadores em Omã na semana passada, em um esforço para reativar a diplomacia, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, posicionou uma frota naval na região, ezwnj;aumentando os temores de uma nova ação militar. "O mercado ainda está focado nas tensões entre o Irã e e#8288;os EUA", disse Tamas Varga, analista de petróleo da corretora PVM. "Mas, a menos que haja sinais concretos de interrupções no fornecimento, os preços provavelmente começarão a cair." Cerca de um quinto do petróleo consumido globalmente passa pelo Estreito de Ormuz, entre Omã e o Irã, tornando qualquer escalada na área um grande risco para o abastecimento global de petróleo. (Reuters)

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Preço do etanol deve cair e consumo deve subir em 2026/27, diz Datagro

O etanol hidratado (que compete com a gasolina nas bombas) deve ficar mais competitivo do que o combustível de origem fóssil na próxima safra (2026/27) e provocar um aumento do consumo, segundo projeções divulgadas nesta terça-feira (10/2) pela consultoria Datagro. Este cenário deve refletir um aumento de produção de etanol tanto a partir de cana-de-açúcar como a partir do milho. Nos cálculos da consultoria, os preços do etanol hidratado em Paulínia deverão sair do atual patamar de R$ 3,16 o litro (sem impostos) neste mês de fevereiro para R$ 2,52 o litro em maio. A projeção é de que o biocombustível seja negociado próximo a este patamar ao longo de todo o período de moagem de cana, girando em torno da marca de R$ 2,50 o litro até novembro. Nestes preços, o etanol deve ser vendido nos postos do Estado de São Paulo na média da próxima safra a um preço médio equivalente a 64,9% do valor da gasolina, segundo estimativa da Datagro. A correlação é bastante favorável ao etanol, já que o nível de paridade de preços em que os dois combustíveis oferecem o mesmo rendimento para a média da frota flex é próxima de 71% a 72% emdash; considerando mistura de 30% de anidro na gasolina emdash;, segundo a indústria automobilística. Na safra atual, em que o consumo de etanol já está aquecido, a correlação média está maior, e deve encerrar a temporada em 68%, segundo a Datagro. A última vez em que a correlação de preços esteve tão favorável ao etanol ocorreu na safra 2023/24, quando a produção de etanol foi recorde por causa de uma moagem de cana-de-açúcar também recorde, de 654 milhões de toneladas. Para a Datagro, essa correlação mais favorável ao etanol hidratado deve permitir que o biocombustível ocupe mais de 30% de participação no mercado de combustíveis de veículos leves (ciclo Otto), como na safra atual.

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