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Opep vê aumento da produção de petróleo do Brasil em junho e eleva projeção para o ano

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) estima que a produção total de petróleo do Brasil subiu 77 mil barris por dia (bpd) em junho, a 3,8 milhões de bpd, segundo relatório mensal divulgado nesta terça-feira (12/8). O cartel também notou aumento de 76 mil bpd na produção total de combustíveis líquidos no mês, a 4,6 milhões de bpd. A organização cresceu a expectativa para a oferta de combustíveis líquidos do Brasil neste ano e, em 2025, o cartel prevê crescimento de cerca de 230 mil bpd, a uma média de 4,4 milhões de bpd. Para 2026, a Opep projeta aumento na oferta de 160 mil bpd, a 4,5 milhões de bpd. Segundo o documento, a atividade agrícola e industrial saudável deverá impulsionar a demanda por petróleo na América Latina, que deverá crescer 126 mil bpd, atingindo uma média de 7,0 milhões de bpd. No entanto, a Opep alerta que há um risco de queda associado às tarifas anunciadas pelos EUA, que eldquo;deverão ter um efeito desestimulador sobre algumas economias regionaiserdquo;. (Estadão Conteúdo)

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ANP publica resolução com novas regras para autorização de produtores de biocombustíveis

A Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou, nesta terça-feira (12/8), a nova resolução que regulamentará a autorização de produção de biocombustíveis e de operação de instalação usinas. A minuta foi aprovada pela diretoria colegiada da agência na última quinta-feira (7/8) e publicada no Diário Oficial da União desta terça. A resolução 987/2025 substitui a resolução 734/2018. Segundo a ANP, entre os objetivos da revisão estão o aprimoramento da segurança operacional das instalações e dos instrumentos para garantir o abastecimento e a continuidade das operações. Uma das principais mudanças é a ênfase de que produtores de biodiesel podem adquirir, mas não vender metanol. Caso o fizerem, serão responsabilizados por destinação indevida do produto. Neste ano, a ANP conseguiu zerar as detecções de fraudes envolvendo o metanol, após, em 2024, intensificar as ações de combate à adulteração de combustíveis. O metanol é um produto químico com características de combustível. Ele é utilizado na cadeia de produção de biodiesel, e também como solvente industrial e matéria-prima da produção de formol. Quando usado na adulteração dos combustíveis, as fraudes contra os consumidores representam risco à saúde, podendo ser letal em casos graves de contaminação. A resolução explicita, também, a obrigatoriedade de um CNPJ próprio para a atividade de produção de biocombustíveis, mesmo para quem já possui uma autorização da ANP para outra atividade. Ela, trata, ainda, da comercialização de novos biocombustíveis em conformidade com a Política Nacional dos Biocombustíveis (RenovaBio), como diesel verde e combustível sustentável de aviação (SAF). O documento estabeleceu, também, novas hipóteses de revogação da autorização, como descontinuar a produção de biocombustíveis por dois anos; prestar informação inverídica; ter a inscrição estadual emitida pelo órgão fazendário em situação irregular; e perder a posse direta da instalação produtora. Já a comercialização e o armazenamento de biocombustíveis estão proibidos em instalações de produtor cuja produção tenha sido paralisada por um ano.

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Petrobras e Ibama chegam a consenso sobre Avaliação Pré-Operacional na Bacia da Foz do Amazonas

A Petrobras e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) chegaram a um acordo sobre a data para a realização da Avaliação Pré-Operacional (APO) para a emissão da licença para a perfuração do poço exploratório bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas, segundo a diretora de Exploração e Produção da estatal, Sylvia dos Anjos. A data de início da APO ainda vai ser divulgada pelo órgão ambiental. Técnicos da estatal e do Ibama tiveram uma reunião nesta terça-feira (12/8) para a petroleira apresentar os planos para a avaliação. Na prática, a APO é um simulado de emergência de vazamento de petróleo. A previsão é que a avaliação dure de três a quatro dias. eldquo;Estamos mais perto do que estávamos. Estou otimistaerdquo;, afirmou a diretora a jornalistas em evento da Seamp;P Global Commodity Insights no Rio de Janeiro. Segunda a executiva, após a realização da APO a previsão é que a licença saia em eldquo;poucos diaserdquo;. Ela lembrou que a sonda já vai estar na locação da perfuração para a realização da avaliação. A Petrobras corre contra o tempo para realizar a perfuração, pois o contrato da sonda deslocada para o Amapá para a atividade vai vencer em outubro. Além disso, a companhia tem um custo diário de R$ 4,6 milhões com a sonda e embarcações de apoio deslocados para a região Norte para a atividade. A companhia chegou a pedir ao Ibama a antecipação da reunião sobre a APO para o dia 4 de agosto, mas o pedido foi negado. A estatal mobilizou o navio-sonda NS-42, da Foresea, que está na costa do Pará; três helicópteros; seis embarcações de emergência; seis embarcações de atendimento à fauna; dois Centros de Atendimento à Fauna em Oiapoque (AP) e Belém (PA); e os profissionais envolvidos na operacionalização desses recursos. Este será o primeiro de seis poços exploratórios que a Petrobras planeja perfurar até 2029 em águas profundas na Bacia da Foz do Amazonas, principal aposta da estatal para reposição de reservas na próxima década.

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China quer etanol brasileiro em sua produção de combustível de aviação

A pauta de aproximação comercial cada vez maior entre Brasil e China passou a envolver o uso do etanol brasileiro para a produção de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) no país asiático. Conforme informações obtidas pela Folha, o assunto foi discutido em reuniões entre representantes do governo brasileiro, da China Petroleum and Chemical Industry Federation (CPCIF) e da Chimbusco (subsidiária da PetroChina). A parceria tem potencial bilionário e, na prática, coloca o etanol no centro da transição energética chinesa. A China estabeleceu como objetivo chegar a 3% de mistura de SAF em seus voos em cinco anos e atingir 50% até 2030, o que significaria produzir 46 milhões de toneladas desse combustível, de um total de 86 milhões de toneladas consumidas por ano. O Brasil teria papel central nessa negociação. Os chineses têm limitação de terras agrícolas para cultivo de produtos que não sejam alimentos, além de baixa disponibilidade local de etanol. Entre as quatro alternativas técnicas estudadas pelos chineses para produção de combustíveis sustentáveis de aviação (óleo reciclado industrial e de cozinha, combustível sintético, hidrocarbonetos e etanol), a cana-de-açúcar é vista como "a mais viável" para a cooperação Brasilendash;China, devido ao potencial de escala e competitividade da matéria-prima nacional. Nesta terça-feira (12), horário de Pequim, o líder Xi Jinping falou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que "a China está pronta para trabalhar com o Brasil para estabelecer um exemplo de unidade e autossuficiência entre os principais países do Sul Global". Segundo o comunicado brasileiro, eles falaram sobre Brics e oportunidades de negócios. Xi acrescentou que "a China apoia o povo brasileiro na defesa de sua soberania nacional e apoia o Brasil na salvaguarda de seus direitos e interesses legítimos, exortando todos os países a se unirem na luta decidida contra o unilateralismo e o protecionismo". A CPCIF, que é uma das principais associações industriais da China no setor de petróleo, gás e produtos químicos, informou ao governo brasileiro que está em vias de concluir um protocolo de padronização técnica para SAF, o que abrirá caminho para adequar o etanol brasileiro a essas regras. O tema é acompanhado de perto pelo governo brasileiro, por meio do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), que esteve em missão na China em junho. Questionada sobre o assunto, a pasta não se manifestou até a publicação deste texto. O estreitamento dos acordos comerciais entre os dois países passa por um memorando de entendimento (MoU) que o Brasil pretende assinar com o China Council for the Promotion of International Trade (CCPIT), durante a COP30, que acontecerá em novembro, em Belém (PA). O documento mira a cooperação institucional para práticas de comércio sustentável, o que envolve o SAF. As negociações já realizadas entre China e Brasil também envolveram caminhos para financiamento de produção, com a possibilidade de criação de fundos bilaterais de "financiamento verde" e uso de mecanismos do Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, China e África do Sul. O fundo Chinaendash;Celac, criado para apoiar projetos de cooperação entre a China e os países latino-americanos e caribenhos, também foi apontando como alternativa para apoiar projetos de recuperação de pastagens degradadas no Brasil, com o intuito de ampliar a produção de insumos para biocombustíveis, oferecendo juros baixos e saídas para evitar que a conversão cambial encareça o crédito no Brasil. "As relações entre a China e o Brasil estão em seu melhor momento na história, com a construção de uma comunidade sino-brasileiro com um futuro compartilhado e o alinhamento das estratégias de desenvolvimento dos dois países começando bem e progredindo de forma fluida", afirmou Xi Jinping nesta terça, em referência à sinergia de projetos da Iniciativa Cinturão e Rota e do Novo PAC. "O lado chinês está pronto para trabalhar com o Brasil para aproveitar oportunidades, fortalecer a coordenação e proporcionar mais resultados mutuamente benéficos de cooperação", acrescentou. Os mecanismos financeiros bilaterais e a definição de padrões técnicos podem evitar que Brasil e China fiquem sujeitos a regras impostas por terceiros, como os Estados Unidos. O etanol foi incluído na investigação comercial aberta contra o Brasil, vinculada à Seção 301 da lei de Comércio de 1974 dos EUA. Na abertura da investigação, o governo Trump afirma que o Brasil deixou de lado sua disposição de conceder tratamento praticamente livre de tarifas ao etanol americano e, em vez disso, passou a aplicar uma tarifa substancialmente mais alta às exportações americanas de etanol. Antes o tarifaço, os Estados Unidos impunham uma tarifa de 2,5% sobre o etanol importado do Brasil, enquanto o país cobrava uma tarifa de 18% sobre o etanol americano de milho. Com a sobretaxa, a tarifa brasileira chega agora a 52,5%. Como mostrou a Folha, Brasil e China também trabalham na criação de um protocolo bilateral para certificação e rastreabilidade de produtos agropecuários, com foco central na exportação de carne e soja para o país asiático. O protocolo bilateral prevê que os dois países alinhem metodologias para mensurar emissões, uso de solo, manejo ambiental e bem-estar animal. A intenção é que certificados brasileiros, como os desenvolvidos pela Embrapa emdash;a exemplo dos selos Carne Carbono Neutro (CCN) e Carne Baixo Carbono (CBC)emdash;, passem a ser aceitos pelas autoridades e empresas chinesas como prova válida de sustentabilidade.

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Vibra não vê problemas de abastecimento caso não possa importar diesel russo, diz CEO

A Vibra Energia (VBBR3) não vê problemas para abastecimento caso não seja mais possível importar diesel da Rússia, pois faz importações primordialmente do Golfo do México e tem acesso a outras fontes, como no Oriente Médio, afirmou nesta terça-feira o presidente da companhia, Ernesto Pousada. eldquo;A gente tem atuado no Golfo americano, Golfo do Méxicoehellip; Temos trabalhado bastante, já há muitos anos lá. Não vejo problema de abastecimento nenhumerdquo;, afirmou o executivo, em videoconferência com analistas de mercado sobre os resultados do segundo trimestre. O diesel russo tem dominado há tempos as importações brasileiras, já que vem com descontos em relação ao preço internacional, devido às sanções ocidentais pela guerra na Ucrânia. Ele respondia perguntas sobre eventuais sanções e tarifas adicionais do governo de Donald Trump a importadores que negociam com a Rússia. Pousada adicionou ainda que a Petrobras é o fornecedor preferencial da Vibra. eldquo;A maior parte das nossas aquisições acaba vindo através da Petrobras, então, para nós, estruturalmente, isso pode vir a ser positivo, dado o nosso foco e a nossa parceria com a Petrobras. (Reuters)

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Petróleo fecha em queda com novas projeções e expectativa por encontro Trump-Putin

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta terça-feira, 12, após o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) divulgarem novas projeções para o mercado da commodity. Investidores também avaliam os desdobramentos das negociações comerciais entre os EUA e a China além de aguardarem o encontro entre o presidente Donald Trump e o líder russo, Vladimir Putin. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro fechou em queda de 1,23% (US$ 0,79), a US$ 63,17 o barril. Já o Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), recuou 0,77% (US$ 0,51), a US$ 66,12 o barril. O DoE cortou a previsão para o preço médio do Brent em 2026, de US$ 51 para US$ 58. A Opep, por sua vez, manteve a projeção de aumento da oferta e confirmou a expectativa de crescimento da demanda global pela commodity neste ano. Mesmo assim, o petróleo ainda enfrenta pressão devido a eldquo;aumentos significativos na oferta da Opep+erdquo; e preocupações com a demanda, motivadas por eldquo;dados econômicos decepcionantes nos dois maiores consumidores, EUA e Chinaerdquo;, de acordo com o Commerzbank. A aproximação do outono no Hemisfério Norte pode eldquo;criar um excesso ainda maior de ofertaerdquo;, a menos que sanções provoquem interrupções. Ainda segundo o banco, a reunião entre Trump e Putin renovou as esperanças de um cessar-fogo na Ucrânia e eldquo;uma possível flexibilização das sançõeserdquo;, reduzindo a probabilidade de endurecimento das medidas. O Commerzbank ressalta que a reação do mercado será assimétrica, com uma queda maior em caso de sucesso na cúpula do que uma alta nos preços se não houver avanços. A analista Ipek Ozkardeskaya, do Swissquote Bank, alerta que, caso a reunião EUA-Rússia seja uma eldquo;sessão de sondagemerdquo;, sem resolução imediata do conflito na Ucrânia, o WTI pode retornar ou ultrapassar US$ 65 por barril. (Estadão Conteúdo)

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