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Tereos certifica etanol para SAF com selo de baixo risco de desmatamento

A produtora de açúcar e bioenergia Tereos anunciou nesta segunda (23/2) a certificação do etanol produzido na unidade de Mandu, em Guaíra (SP), no ISCC CORSIA Low LUC Risk. A certificação internacional atesta que a produção do biocombustível não provoca emissões de gases de efeito estufa relacionadas ao impacto indireto de uso da terra (LUC). Com isso, ele pode ser utilizado como matéria-prima para produção de combustível sustentável de aviação (SAF, em inglês) atendendo exigências de mercados internacionais. O Corsia é um acordo da aviação civil internacional que busca neutralidade de emissões até 2050. Para isso, estabelece uma série de parâmetros. Entre eles, regras para garantir que os combustíveis sustentáveis tenham realmente baixo impacto ambiental. De acordo com a Tereos, a certificação foi possível graças à adoção de boas práticas agrícolas que garantiram aumento de produtividade por meio da melhoria da qualidade do solo. Em 2024, a unidade já havia sido certificada pelo ISCC CORSIA, ISCC CORSIA Plus e pelo ISCC EU, o que garante que o etanol de cana-de-açúcar da companhia cumpre as exigências internacionais para ser destinado à produção de SAF. A certificação ISCC (International Sustainability eamp; Carbon Certification) garante que toda a cadeia de valor do etanol, do campo até o consumidor final, é sustentável dentro de critérios ambientais, sociais e econômicos, incluindo a rastreabilidade da matéria-prima e uso da terra.

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Petróleo fecha com leve alta sob tensão no Oriente Médio e ataques na Rússia

O petróleo fechou em leve queda nesta segunda-feira, 23, corrigindo ganhos recentes e em sessão marcada por volatilidade. Investidores ponderaram o avanço de negociações entre Estados Unidos e Irã, contrapondo as crescentes ameaças militares no Oriente Médio, além de novos ataques contra refinaria da Rússia. Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 0,26% (US$ 0,17), a US$ 66,31 o barril. Já o Brent para maio avançou 0,27% (US$ 0,19), a US$ 71,11 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). O petróleo chegou a subir cerca de 1% nesta manhã, com o Brent retomando temporariamente a marca de US$ 72 o barril, mas logo devolveu a marca. Analistas da High Frequency Economics (HFE) notam que a diplomacia entre Washington e Teerã eldquo;está avançandoerdquo; e que um ataque dos EUA agora parece eldquo;improvávelerdquo;, o que, na visão deles, seria um bom resultado para a economia global. Por outro lado, se houver um ataque e o Irã bloquear o Estreito de Ormuz em retaliação, os preços do petróleo podem disparar a US$ 100 o barril. eldquo;Isso teria um impacto único sobre os preços de energia, mas não seria inflacionárioerdquo;, prevê a HFE. Novas conversas entre os EUA e o Irã estão marcadas para quinta-feira, em Genebra. Segundo reportagem do Wall Street Journal, o Pentágono alertou ao presidente norte-americano, Donald Trump, sobre os riscos envolvidos em uma campanha militar extensa contra Teerã, incluindo mortes de americanos e aliados, defesas aéreas esgotadas e outros custos militares. No Leste Europeu, drones ucranianos atingiram uma estação de bombeamento de petróleo russa nesta segunda-feira, em uma das redes de fornecimento de energia para Hungria e Eslováquia. No Parlamento Europeu, a Hungria impediu um novo pacote de sanções contra a Rússia e financiamento de 90 bilhões de euros para a Ucrânia, alegando que manterá o bloqueio até que as entregas de petróleo russo ao país sejam retomadas. Em relatório, o Goldman Sachs ampliou projeção dos preços dos petróleos Brent e WTI a US$ 60 e a US$ 56 o barril, respectivamente, citando expectativa de menores estoques da Organização para Cooperação e Desenvolvimento (OCDE) e aumento mais lento da oferta em comparação à demanda da commodity. *Com informações da Dow Jones Newswires (Estadão Conteúdo)

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Produção de petróleo e gás no RN é a menor em 40 anos, aponta ANP

A produção média diária de petróleo em dezembro no Rio Grande do Norte ficou em 33 mil barris, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o patamar mais baixo dos últimos 40 anos. A redução, conforme explica Marcos Brasil, coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-RN), está relacionada à falta de capacidade das empresas que assumiram a exploração no RN após a saída da Petrobras em fazer novos investimentos diante da queda no preço do barril. Segundo ele, com os investimentos adequados, a produção pode chegar a cerca de 80 mil barris por dia. eldquo;Há 10 anos essa produção estava na casa dos 70 mil barris por dia, quase o dobro da atual. Isso ocorre porque a Petrobras vendeu seus campos e não tem nem 10% de atuação no RN. As empresas que assumiram não estão com capacidade de investir em razão da queda no preço do barril do petróleoerdquo;, explicou Marcos Brasil, lembrando que quando as empresas assumiram as operações o preço do barril estava em torno de 80 dólares e agora está em 71 dólares. Ainda segundo o sindicalista, no ano passado 500 trabalhadores do setor ficaram desempregados no RN. A TRIBUNA DO NORTE procurou duas das principais empresas que exploram petróleo e gás no RN. A PetroReconcavo não respondeu aos contatos da reportagem. Já a Brava Energia disse que eldquo;vem trabalhando e recebendo de forma gradativa as anuências necessárias para a retomada total da produção na região. Além disso, a Brava tem investido em novas tecnologias para aumentar a produção dos camposerdquo;. De acordo com a empresa, a produção total em janeiro deste ano no RN ficou em 19,2 mil barris de óleo equivalente (boe). Marcos Brasil, do Sindipetro, defende a adoção de políticas públicas para driblar a queda. eldquo;As forças políticas do Estado devem buscar as empresas para construir com elas um plano de investimentoerdquo;, falou. De acordo com a Federação das indústrias do RN (Fiern), o setor de petróleo e gás responde por mais de 40% do PIB Industrial do RN, o que demonstra a importância de manter os investimentos adequados na área.

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Governo pode desistir de projeto próprio sobre fim da escala 6x1

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva admite a possibilidade de desistir de enviar um projeto próprio para pôr fim à jornada 6x1, após o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciar que o relator da proposta sobre a mudança na escala de trabalho será escolhido no início desta semana. Segundo integrantes da gestão petista, a decisão dependerá do conteúdo do parecer a ser apresentado. O Palácio do Planalto não abre mão, por exemplo, da adoção da escala 5x2, com jornada de 40 horas semanais e sem redução de salário. Na sexta-feira a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, se reuniram para discutir a estratégia em torno do tema. De acordo com fontes do governo, ficou acertado que a decisão final sobre o envio ou não de um texto próprio será tomada apenas após o retorno de Lula a Brasília, previsto para o fim da semana. O chefe do Executivo está cumprindo agendas na Ásia desde a semana passada. Clique aqui para continuar a leitura.

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Economia brasileira cresceu 2,2% em 2025, aponta prévia da FGV

A economia brasileira cresceu 2,2% em 2025, na comparação com 2024, estimou a pesquisa Monitor do PIB, divulgada nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). A pesquisa reúne dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária e é considerada uma prévia do produto interno bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país. O resultado de 2025 representa o quinto ano seguido de alta, mesmo com perda de ritmo nos últimos meses. Em 2024, o avanço tinha sido de 3,4%. Em dezembro, o PIB teve variação nula (0%) na comparação com novembro, e, no quarto trimestre, também ficou estável em relação ao terceiro. Setores Ao detalhar o comportamento setorial da economia, o Monitor do PIB estima que o consumo das famílias cresceu 1,5% em 2025. A chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que reflete o nível de investimento da economia, como compras de máquinas e equipamentos, teve expansão de 3,6% no ano. No comércio exterior, as exportações avançaram 6,2% em 2025, enquanto as importações, 5,1%. O estudo estima que a taxa de investimento da economia foi de 17,1%, a maior dos últimos três anos. Recordes De acordo com a FGV, em termos monetários, o PIB brasileiro em valores correntes atingiu R$ 12,63 trilhões, o maior valor da série histórica. Já o PIB per capita e#9472; valor do PIB dividido pelo tamanho da população do país e#9472; alcançou R$ 59.182, também um patamar recorde. Análise De acordo com a coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre, a economista Juliana Trece, os juros altos foram um dos motivos que levaram à perda de força no crescimento da economia em 2025. eldquo;Nota-se evidente perda de fôlego do PIB ao longo de 2025, com a taxa, na série ajustada sazonalmente [ajuste que permite a comparação entre meses e trimestres imediatamente seguidos], tendo iniciado o ano com forte crescimento e terminado estável no quarto trimestre de 2025erdquo;. Efeito dos juros Juliana Trece assinala que 2025 foi eldquo;um ano de forte aperto monetário e imposição de tarifas ao Brasilerdquo;. O aperto monetário se refere à alta taxa de juros. Em setembro de 2024, preocupado com a trajetória da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) iniciou uma escalada da taxa básica de juros da economia, a Selic, então em 10,5% ao ano, elevando-a até 15% em junho de 2025, assim permanecendo até os dias atuais. A meta de inflação do governo é de 3% no acumulado de 12 meses, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o número oficial da inflação, chegou a ficar 13 meses fora do intervalo de tolerância, o que inclui praticamente todo o ano de 2025. A Selic influencia todas as demais taxas de juros do país e, quando elevada, age de forma restritiva na economia, ou seja, encarece operações de crédito e desestimula investimentos e consumo. O impacto esperado é a menor procura por produtos e serviços, esfriando a inflação. O efeito colateral é que a economia em marcha lenta tende a diminuir a geração de empregos. Apesar da pressão restritiva, 2025 terminou com o menor percentual já registrado na taxa de desemprego, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tarifaço O outro efeito citado pela economista é o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciado em agosto de 2025. A aplicação de taxas adicionais sobre o Brasil levou à redução das vendas externas aos americanos. O governo dos Estados Unidos afirma que a medida pretende proteger a economia americana, já que,e#8239;com a taxação, o país tende a fabricar produtos localmentee#8239;em vez de adquiri-los no exterior.e#8239;Nesta sexta-feira, uma decisão da Suprema Corte dos EUA derrubou a política tarifária de Trump. Em novembro, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, calculou que 22% das exportações para os Estados Unidos estavam sujeitas às sobretaxas. Resultado oficial O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetros da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na última quarta-feira (19), que indicou expansão de 2,5% em 2025. O resultado oficial do PIB é aferido e apresentado pelo IBGE. O comportamento de 2025 será divulgado no próximo dia 3 de março.

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Empresários preparam contra-ataque ao fim da jornada de trabalho 6x1

Associações, empresários e frentes parlamentares definiram um plano para tentar frear o fim da jornada de trabalho 6x1 emdash;seis dias de trabalho e um de descansoemdash; com três tipos de abordagem. Eles planejam atuar para que a votação fique para depois da eleição, preparar estudos e campanhas para mostrar os pontos negativos da mudança e apresentar propostas alternativas, como a desoneração da folha de salários ou autorizar o pagamento por hora trabalhada. A obrigação de conceder pelo menos dois dias de folga por semana aos trabalhadores voltou a ganhar força com a decisão do governo Lula (PT) de mandar um projeto de lei sobre o tema para o Congresso e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de encampar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) há mais de um ano. A principal estratégia dos empresários, segundo fontes, é atuar para que a PEC só seja votada depois da eleição de outubro. É consenso que não haverá como barrar a aprovação ou modificá-la substancialmente no primeiro semestre, pelo alto apelo junto aos eleitores, assim como ocorreu no projeto que elevou a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5.000. Na ocasião, a oposição criticou a criação de um novo imposto sobre quem recebe mais de R$ 50 mil para bancar a medida, mas acabou votando a favor. Presidente da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), Vander Costa afirma que o debate precisa ser feito com mais calma. "A ideia não é atrasar. É discutir no tempo certo, sem afogadilho. O que a gente não defende é votação rápida com finalidade eleitoreira", diz. Em nota, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) também defendeu "separar o debate técnico do calendário eleitoral". "O que a instituição pede, com a serenidade e responsabilidade de quem pensa no longo prazo, é que o debate seja elevado, orientado por evidências e compromisso com resultados duradouros". ALTERNATIVAS A opção de Motta por uma PEC pode contribuir para essa estratégia de postergar a votação. Esse tipo de proposta tem tramitação mais demorada e exige maior quórum para que seja aprovada endash;portanto, mais negociação com os parlamentares. O presidente da Câmara projeta votá-la em maio, mas o governo ainda tenta convencê-lo a aceitar um projeto de lei em regime de urgência. A primeira área de atuação dos empresários será na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara. O colegiado discute a admissibilidade da proposta, ou seja, se fere cláusulas pétreas da Constituição. Mas as frentes parlamentares já preparam mais de 10 pedidos de audiências públicas para alongar o debate. Em seguida à CCJ, uma comissão especial discutirá a PEC e fará alterações. O presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), acha improvável que a votação não ocorra no primeiro semestre e afirma que é preciso apresentar alternativas. "A jornada 4x3 [da PEC de Erika Hilton] é uma bomba, quebra até o governo. A 5x2 já começa a melhorar", afirma. "Mas é melhor falar em redução de jornada do que em redução de dias. A gente está querendo propor uma redução para 40 horas, diminuindo uma hora por ano a partir de 2027", diz. Com isso, a jornada semanal cairia de 44 para 40 horas semanais em 2030, com tempo de adaptação. Se o governo insistir no fim da jornada 6x1, diz Passarinho, outras ideias são aprovar junto a PEC do deputado Mauricio Marcon (PL-RS), que permite o modelo de jornada flexível com remuneração por hora trabalhada, inspirada nos EUA, ou uma desoneração da folha de salários para todas as empresas, como forma de repassar para o governo parte dos custos com a contratação de mais funcionários. Relator de uma subcomissão da Câmara para discutir o tema no ano passado, o deputado Luiz Gastão (PSD-CE), que é ligado às associações de comércio e serviços, afirma que as empresas passaram a se manifestar. "O setor produtivo estava calado, mas começou a falar agora. Até então, só os trabalhadores estavam falando dessa pauta", diz. Ele sugeriu reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, mas sem limitar o número de dias trabalhados endash;o que, na opinião dele, desestruturaria as empresas. Em contrapartida, o então presidente da Comissão de Trabalho, deputado Léo Prates (PDT-BA), propôs como alternativa elevar de 8h para 10h a jornada máxima por dia, mas com limite de 5 dias por semana. "A bandeira do movimento é acabar com a jornada 6x1, ter dois dias de descanso para o trabalhador. O resto é acessório." As associações empresariais preparam estudos, campanhas publicitárias e até pesquisas de opinião pública para rebater os argumentos do governo e de sindicatos de trabalhadores a favor da proposta. Os principais argumentos são de aumento dos custos dos produtos e serviços para os consumidores, maior informalidade da mão de obra e impacto nos salários. Um manifesto em elaboração já reúne cerca de 90 entidades de diversos setores para cobrar um debate aprofundado. Ele deve ser entregue para os presidentes de várias frentes parlamentares em três de março e apresentado a Motta em um seminário. O presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Paulo Solmucci, estuda contratar uma pesquisa que indique se trabalhadores vão manter o apoio às mudanças se as consequências forem conhecidas. "É muito difícil você propôr que alguém trabalhe menos e essa pessoa ser contra, mas não está claro para ninguém o impacto pesado e grave para o custo dos serviços", afirma. Para ele, os deputados estão acuados pela percepção de que a sociedade vem recebendo bem a PEC. No setor de bares e restaurantes, diz, a projeção é um aumento de 20% nos gastos, para contratar uma pessoa a mais para cumprir a função de quem passaria a estar de folga. Os preços finais para os clientes teriam alta de 7%, estima. Vander Costa afirma ainda que o Congresso deve avaliar se este é o momento para reduzir a jornada de trabalho, considerando a falta de mão de obra qualificada e dificuldade de preenchimento de vagas em diversos setores. "A gente tem caminhão e ônibus parado por falta de motorista. O que eu defendo hoje? Que seja feito tudo por negociação coletiva. O Brasil é muito grande para poder ter jornada única", diz.

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