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Capacidade industrial cresce com avanço do etanol de milho

O avanço do etanol de milho no Brasil vem impulsionando investimentos industriais voltados à bioenergia, em um cenário de crescimento consistente da produção e ampliação da demanda por insumos biotecnológicos. A expansão do setor reforça a necessidade de maior capacidade produtiva para sustentar ganhos de eficiência e acompanhar a evolução do mercado nacional de biocombustíveis. Nesse contexto, a unidade industrial de Araucária, no Paraná, passou por um processo de ampliação que resultou na duplicação da capacidade de produção de leveduras e na triplicação da oferta de enzimas destinadas à bioenergia. As biossoluções produzidas no local são aplicadas principalmente no etanol de milho e foram desenvolvidas para garantir alta performance, resistência a contaminações e estabilidade durante a fermentação. Embora representem pequena parcela dos custos operacionais, esses insumos são considerados estratégicos e podem elevar a produção de etanol em até 12%. eldquo;Estamos diante de um dos ciclos mais relevantes da bioenergia brasileira, com impactos diretos sobre inovação e autonomia industrial. A expansão da nossa unidade em Araucária reflete essa evolução do mercado e garante que estejamos preparados para atender as usinas com eficiência, segurança de fornecimento e soluções desenvolvidas para as condições locaiserdquo;, afirma Diego Camloffski, líder da operação industrial da Novonesis no Paraná. A ampliação ocorre em meio a projeções positivas para o setor, que indicam volumes entre 16 bilhões e 18,7 bilhões de litros de etanol de milho nos próximos anos, ampliando sua participação na matriz nacional. Além do papel estratégico para a bioenergia, a operação em Araucária mantém relevância econômica regional, com cerca de 380 colaboradores e presença recorrente entre os maiores contribuintes de ICMS do município, reforçando seu impacto na geração de emprego e renda locais.

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PLP 109: relator descarta acordo com Fazenda e torna voluntário acesso da ANP a notas fiscais

O relator do PLP 109/2025, Otto Alencar Filho (PSD/BA), rejeitou uma proposta que conta com apoio do Ministério da Fazenda para assegurar, de fato, o compartilhamento de notas fiscais entre a Receita Federal e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O parecer apresentado na quinta (11/12) não assegura o acesso, em mais um revés na discussão legislativa. Da forma proposta, o compartilhamento será voluntário, permitindo que agentes regulados endash; como distribuidoras de combustíveis investigadas endash; optem por negar o acesso. Otto Filho foi sabatinado na quarta-feira para ocupar o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), por indicação do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O futuro conselheiro deve se descompatibilizar na próxima semana, para a posse prevista para 16 de dezembro. O PLP 109/2024, portanto, precisará de um novo relator e não há acordo para votação na próxima semana, de esforço concentrado antes do recesso parlamentar. O parecer de Otto Filho prevê que eldquo;para que a ANP acesse os dados diretamente nas administrações tributárias, o agente regulado precisará consentir expressamente com esse compartilhamento, nos termos da legislaçãoerdquo;. Dessa forma, frustra as intenções da agência, que busca ter acesso aos dados para intensificar e qualificar a fiscalização. Atualmente, os agentes são obrigados a informar as movimentações de combustíveis, venda e estoques de forma autodeclaratória. As recentes operações Carbono Oculto e Poço de Lobato, que tiveram como alvo dezenas de distribuidoras e as operações da Refit, dona da Refinaria de Manguinhos (RJ), deram visibilidade a práticas conhecidas do setor, mas de difícil fiscalização: a venda entre distribuidoras, antes de chegar aos destinos finais. A agência precisa verificar essas operações entre congêneres de forma manual, com atrasos e com base em dados incompletos. Em muitos casos, a ANP atestou que há fraudes em volumes, estoques e tentativas de ocultação dos reais fornecedores e clientes. Fazenda passou a apoiar acesso aos dados O acesso aos dados fiscais, informações protegidas por sigilo, têm apoio do Ministério da Fazenda e da Receita Federal. Segundo apuração da eixos, um texto foi fechado em novembro. O fisco quer assegurar a preservação do sigilo e guarda das informações. Na minuta, vista pela eixos, eldquo;as informações e dados compartilhados na forma desta lei mantêm seu caráter sigiloso, nos termos do art. 198 do Código Tributário Nacionalerdquo;. O acesso pela ANP aos dados passa a ser obrigatório para obtenção e manutenção das outorgas e autorizações. A Fazenda apoia o acesso pela ANP aos dados e informações das Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) de suas operações comerciais, incluindo Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônicas (NFC-e) e Conhecimentos de Transporte Eletrônicos (CT-e). Com isso, a agência conseguiria rastrear, inclusive, os caminhões-tanque. Em investigações recentes, a ANP identificou casos de desvios de metanol e outros produtos nas rotas em terra, após o desembarque dos navios. O trabalho, contudo, depende de agentes em campo e colaboração com outros órgãos. Em 2024, o Ministério de Minas e Energia (MME) tentou emplacar o compartilhamento por decreto, mas a Casa Civil e a Fazenda entenderam que carecia de amparo legal endash; daí a proposta de lei complementar feita por Alceu Moreira (MDB/RS) no PLP 109/2024. Moreira é presidente da Frente do Biodiesel (FPBIO), setor que sofre com focos de fraudes na mistura obrigatória do biocombustível. Um problema enfrentado no setor é a emissão de elsquo;bionotasersquo;, notas fiscais frias de compra de venda do produto para enganar a fiscalização. As fraudes no biodiesel também servem para ocultar o desvio de metanol, matéria-prima das usinas legítimas, mas usadas por grupos criminosos para alimentar o mercado paralelo de solventes. No parecer, Otto Filho inclui dados de produção, comercialização, movimentação, estoques e preços de derivados de petróleo, gás natural, combustíveis fósseis, biocombustíveis e sintéticos. E ficam eldquo;expressamente excluídas do fornecimento periódico as informações sobre valores e tributos das operaçõeserdquo;, impedindo que a ANP monte uma base de dados de preços de combustíveis. Três relatores em cinco meses O PLP 109/2024 foi aprovado na Comissão de Minas e Energia (CME) da Câmara, em setembro, com relatório de Tião Medeiros (PP/RS). A proposta limita o acesso da ANP a dados de volume e à natureza das operações, insuficiente para adensar a capacidade de fiscalização. Em novembro, Kim Kataguiri (União/SP), aprovou o segundo relatório na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), com um dispositivo prevendo o sigilo dos dados, mas ampliando o escopo e assegurando o acesso, de fato, às informações pela ANP. Com a saída de Otto Filho para o TCE, o PLP 109/2024, terá um quarto relator e não é possível afirmar, neste momento, se a tempo de aprovar na Câmara este ano.

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Consumo de biodiesel deve subir 6,4% em 2026, indica StoneX

O consumo de biodiesel no Brasil deve crescer 9% e alcançar 9,8 milhões de m3 em 2025, projeta a StoneX. Para 2026, a expectativa é de aumento de 6,4% na demanda, totalizando 10,5 milhões de m3. O consumo do biocombustível produzido a partir de óleos vegetais e gorduras residuais está diretamente relacionado à mistura obrigatória ao diesel, hoje em 15%. eldquo;O mercado de biodiesel tem mostrado um desempenho sólido, impulsionado pela forte demanda por diesel B e pelo avanço consistente da produção. A expectativa é que a diferença entre B14 e B15 continue se ampliando nos próximos resultadoserdquo;, comenta o analista de Inteligência de Mercado da StoneX Leonardo Rossetti. Caso o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) altere o mandato do biodiesel para 16% (B16), em março de 2026, conforme previsto na Lei do Combustível do Futuro, o consumo de biodiesel é projetado para ficar próximo a 11 milhões de m3, além de elevar em cerca de 1 milhão de toneladas o uso de óleo de soja. A StoneX projeta que a demanda pelo diesel B aumente 1,9% no ano, com consumo total de 70,4 milhões de m3 no país. Esse crescimento será incentivado pelo aumento da produção de soja e de bens industriais, que resultará em maior circulação de cargas e intensificação dos fretes rodoviários e ferroviários. eldquo;O crescimento projetado para 2026 é a continuidade da expansão da produção agrícola e industrial, que são pilares essenciais para o aumento do fluxo logístico no paíserdquo;, explica o analista de Inteligência de Mercado da StoneX Bruno Cordeiro. Em 2025, o consumo de diesel B deve atingir 69,1 milhões de m3, o que representa uma alta de 2,7% em relação ao ano anterior. Segundo a StoneX, a expansão do consumo em 2025 também foi influenciada pelo fortalecimento da produção agrícola e industrial. eldquo;O fluxo de cargas está mais intenso, o que se reflete diretamente nos volumes comercializadoserdquo;, disse Cordeiro.

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Dona da Refinaria de Mataripe, Acelen ganha espaço no NE

A Acelen, companhia controlada pelo Mubadala que opera a Refinaria de Mataripe, na Bahia, tem buscado expandir sua participação no Nordeste. Avanços foram alcançados, segundo a empresa, no mercado de gasolina em Pernambuco e no Maranhão, mas o objetivo é aumentar o alcance de outros produtos, como o combustível marítimo, o eldquo;bunkererdquo;. eldquo;Estamos ampliando a relevância no Nordesteerdquo;, disse Cristiano da Costa, vice-presidente comercial da Acelen. eldquo;Desde quando assumimos [em 2022], foram investidos R$ 3 bilhões na revitalização da refinaria. Nos tornamos a segunda maior do país, com 14% da capacidade total de refino e 42% da capacidade do Nordeste.erdquo; A primeira do ranking é a Refinaria de Paulínia (Replan), segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Em 2022, quando a unidade foi vendida pela Petrobras, a então Refinaria Landulpho Alves (Rlam) tinha 2% do mercado de gasolina do Maranhão e 5% de Pernambuco. Hoje, Mataripe atende 35% do consumo de gasolina do Maranhão e 36% de Pernambuco. eldquo;A região Nordeste é deficitária em capacidade de refino. A maior parte do abastecimento era de produto importado ou por cabotagem da Petrobraserdquo;, disse Costa. Para ler esta notícia, clique aqui.

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Supermercados do Espírito Santo testam nova escala 6x1, com folga todo domingo

A Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) do Espírito Santo decidiu testar uma alternativa de escala no varejo capixaba, a fim de diminuir o déficit de 20% de mão de obra no setor. Entre março e outubro de 2026, o varejo alimentar e as lojas de construção do estado vão fechar as portas todo domingo, conforme convenção coletiva de trabalho assinada em novembro. No acordo, também ficou definido um aumento salarial de 7%, acima da inflação. "As pessoas buscam flexibilização, não querem trabalhar aos fins de semana e preferem um emprego perto de casa, para não perderem tempo demais no trajeto", diz José Carlos Bergamin, vice-presidente da Fecomercio. "Os modelos instituídos de carga horária precisam ser rediscutidos", afirma. Daniel Sakamoto, gerente executivo da CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas), destaca que o varejo em todo o Brasil tem dificuldade não só de contratar, mas de manter colaboradores. A Abras (Associação Brasileira de Supermercados) tem 357 mil vagas em aberto. Na rede Supermercados BH, por exemplo, a quarta maior do varejo alimentar do país, que emprega 44 mil pessoas, existem 4.000 vagas em aberto, o que já limita a velocidade de abertura de lojas. Já na Plurix, 11ª rede de supermercados do ranking, a rotatividade é de 50%. O trabalhador tem muita opção de vaga disponível e pode escolher o que for melhor para ele", diz Sakamoto. As empresas, por sua vez, precisam manter permanentemente processos de seleção e treinamento. "Isso compromete a produtividade", afirma Sakamoto, lembrando que hoje as pessoas buscam condições mais flexíveis de trabalho, algo que vai de encontro à escala puxada do varejo: são seis dias trabalhados e um de folga, com trabalho aos feriados e fins de semana, a escala 6x1. No varejo capixaba, a convenção coletiva determinou que as empresas façam ajustes na escala para permitir as folgas aos domingos, de modo a não extrapolar 44 horas semanais, com máximo 48 horas considerando horas extras emdash;se elas existirem, deverão ser compensadas dentro de 120 dias ou, então, remuneradas, com acréscimo de 50% sobre a hora normal. Para Bergamin, também dono da rede Konyk, de moda jovem masculina, muitas lojas ficam abertas por longos períodos sem necessidade, especialmente depois da pandemia, quando cresceu a venda online. "Pode haver uma redução de custos das lojas e uma melhora na qualidade de vida dos trabalhadores. É isso que será testado no ano que vem". O acordo capixaba não vale para as lojas de shopping. SETOR DISCUTE SE SHOPPING DEVE FUNCIONAR ATÉ AS 22H Mas também do ponto de vista dos negócios, é preciso rever a escala nos centros de compras. "Existe uma grande discussão se o shopping deveria funcionar até as 10h da noite, assim como abrir aos domingos", afirma Alexandre Birman, CEO do grupo Azzas 2154 (dono de marcas como Arezzo, Annacapri, Vans, Hering e Reserva). Segundo Birman, havia uma premissa no varejo de que, após as 17h, a venda dobrava em relação ao restante do dia. "Mas isso não está mais acontecendo", diz ele, que acredita que as lojas poderiam abrir mais cedo. "Muitas mulheres, principalmente da classe A, vão à academia e depois querem aproveitar e passar no shopping para resolver alguma questão, fazer compras. Mas as lojas ainda estão fechadas". Por outro lado, diz, há uma venda cada vez maior no horário do almoço. Na opinião de Jorge Gonçalves Filho, presidente do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), que reúne grandes redes do setor, não tem como fugir da "matemática". "Se mudar escala e jornada, vai aumentar o custo", afirma, lembrando que quem deve pagar a conta é o consumidor. A Heamp;M, que inaugurou sua primeira loja no Brasil em agosto, no entanto, é um exemplo de varejista que adotou a escala 5x2 para seus funcionários. Gonçalves Filho afirma que o setor gostaria de remunerar melhor os colaboradores, mas sente a carga tributária. "A linha de custos de despesas de pessoal é uma das mais elevadas: para cada R$ 1 que eu pago para o meu colaborador, custa mais R$ 1 para a empresa", diz o executivo, contrário à ideia de fechar o varejo aos domingos. "Os vendedores são heróis, ficam lá de pé, com um sorriso nos lábios. Ninguém gosta [de trabalhar sábado e domingo]." O economista Leandro Rosadas, especialista em gestão de supermercados, concorda. "Ninguém quer ser caixa ou repositor de mercado", afirma. Mas ele acredita que existam alternativas para que os varejistas aumentem salários para atrair mão de obra e compensem este custo. Ganhos de eficiência em setores como consumo de energia e controle de embalagens, além de renegociar contratos de aluguel e de preços com a indústria, são exemplos. Para Rosadas, o uso de tecnologia, como a implantação de self-checkouts com vendas pelo WhatsApp com IA generativa, é um caminho sem volta para o varejo em geral a fim de compensar em parte a falta de profissionais. "Mas tem coisas que a IA não faz, como repor prateleira ou cortar uma picanha. Nestes casos, é preciso mesmo aumentar o salário."

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Fim da escala 6x1 requer diálogo, e aprovação pode vir em 2026

O fim da escala 6x1 requer muito diálogo para que a medida seja validada no Congresso em 2026 e passe a vigorar a partir de 2027, diz o senador Paulo Paim (PT-RS), autor da PEC (proposta de emenda à Constituição) aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado na quarta-feira (10). O senador afirma que está disposto a buscar esse diálogo com todos os setores envolvidos, e fala saber que não vai ser fácil convencer o empresariado, mas diz ser "teimoso". "Na Constituinte, queríamos 40 horas, brigamos, e depois de muita luta fizemos um grande acordo para sair das 48 para as 44 horas. Como não engoli aquela história de perder, reapresentei a proposta várias vezes. Sou teimoso", afirma. A PEC aprovada na CCJ é de 2015. Antes, Paim já havia apresentado outros projetos tanto como deputado quanto como senador. Segundo ele, há cerca de oito propostas do tipo tramitando nas duas casas. Para o senador, não importa qual projeto será aprovado, desde que se reduza a jornada do trabalhador sem diminuir salário. O projeto proposto por ele reduz aos poucos a jornada. Se for aprovado em 2026, a partir de 1º de janeiro de 2027, a escala deve mudar de 6x1 para 5x2, ou seja, redução de 44 horas para 40 horas semanais. Ele acha que isso é possível. Depois, haveria a redução da jornada em uma hora por ano, até chegar em 36 horas semanais, na nova escala 4x3 já testada no Brasil e em diversos países do mundo. Segundo ele, a PEC 148 é resultado de uma longa batalha marcada por avanços, derrotas e muita insistência. Paim lembra que tudo começou ainda no período de Getúlio Vargas, quando o país deu seu primeiro salto ao fixar a jornada em 48 horas semanais. Décadas depois, na Constituinte de 1988, ele e outros parlamentares queriam ir além, e reduzir diretamente para 40 horas, mas após intensas negociações o Congresso fechou um acordo possível: 44 horas semanais. "Foi um avanço, porque uniu todo mundo", lembra o senador. Dentre os constituintes estava o hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Mesmo derrotados, Paim e outros deputados insistiram. Em 1994, apresentou um projeto de lei propondo as 40 horas sem redução de salário. Foi barrado. "Disseram que só uma mudança constitucional poderia alterar o patamar mínimo de 44 horas." No ano seguinte, voltou ao tema com a PEC 231/1995, que acabou arquivada. Já no Senado, insistiu mais uma vez com a PEC 75/2003, também arquivada anos depois. A PEC 148 surgiu em 2015 e hoje está no centro das discussões. Mas, para ele, a grande colaboração é da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e do vereador do Rio de Janeiro, Rick Azevedo, também do PSOL, e fundador do Movimento VAT (Vida Além do Trabalho). A palavra que ele mais repete é diálogo e cita as cinco audiências públicas realizadas no Senado neste ano, além de um debate em plenário, para mostrar que está disposto a ouvir todas as partes: empresários, trabalhadores e movimentos sociais. Sem disputar novo mandato em 2026 diz que irá dedicar todo o tempo para aprovar o fim da escala 6x1. "Chegou a hora do pega pra valer. É possível chegar a um acordo."

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