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Eletrificação vem junto com biocombustíveis no Plano Clima para transportes

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicou nesta quinta (5/2) o sumário executivo do Plano Clima, trazendo as prioridades para a transição energética setorial. Nos transportes, elas passam pela eletrificação e uso de combustíveis sustentáveis. eldquo;Induzir o desenvolvimento tecnológico e produtivo aplicado à eletromobilidade e ao uso de combustíveis alternativos renováveis e de baixa emissãoerdquo; é a primeira das seis prioridades listadas no documento. As diretrizes reunidas no sumário foram aprovadas em dezembro de 2025 pelos ministérios que integram o Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM). Segundo o MMA, a versão completa está na eldquo;fase final de diagramação, catalogação e registro para identificação internacionalerdquo;. O objetivo do plano é mostrar como o país pretende cumprir sua meta de chegar a 2035 emitindo entre 850 milhões e 1,05 bilhão de toneladas de gases de efeito estufa, ante as 2,04 bilhões de toneladas registradas em 2022. Uma tarefa que depende fortemente da redução do desmatamento, mas também precisa encontrar soluções em outros setores da economia, e o transporte é um deles. O setor foi responsável por 10% das emissões totais em 2023, mais do que a geração de energia elétrica e o setor industrial, com 92% do total sendo do segmento rodoviário, aponta o Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT, em inglês). Mas conta com uma série de possibilidades para mitigar esse impacto. No Plano Clima, o governo brasileiro estima que as emissões setoriais podem ficar entre 107 e 134 milhões de toneladas, ante os 116 MtCO2 registrados em 2023. Ou seja, pode cair, mas também pode aumentar, a depender das escolhas que serão feitas agora. Rota para a mitigação Até 2030, a projeção é que as emissões líquidas do setor devem crescer cerca de 9% comparadas com 2022. É nos cinco anos seguintes, até 2035, que uma trajetória mais ambiciosa de descarbonização do transporte pode começar a mostrar resultados, com uma redução de 8%, também em relação a 2022. A alavanca será o transporte de cargas. eldquo;O transporte rodoviário de cargas inicia, efetivamente, uma descarbonização para além da intensidade de emissões, com redução do volume de emissões líquidas em quase 20%, por meio de diferentes alavancas de mitigação emdash; diesel verde, biodiesel, biometano e eletrificaçãoerdquo;, aponta o sumário. Uma das metas é a adição de 20% de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final até 2030 e 25% até 2035. Atualmente, a mistura do biocombustível está em 15% e paira sobre o setor um cenário de incerteza sobre o aumento para 16% esperado para março deste ano. Para o diesel verde (HVO) a ambição é mais conservadora: 2% até 2030 e 3% até 2035. Já na eletrificação da frota, as chamadas eldquo;ações impactanteserdquo; incluem elevar o percentual de veículos médios e pesados para 6% e 11% em 2035, respectivamente. Além de substituir o combustível, o plano de mitigação conta com a possibilidade de reduzir o uso do modal rodoviário para o transporte de cargas, aumentando a participação do modo aquaviário para 18% em 2035. Esses navios também terão novos combustíveis: o sumário indica, por exemplo, a possibilidade de eldquo;aumentos percentuais de uso de combustíveis de baixa emissão na navegação doméstica para 6% em 2030 e 28% em 2035erdquo;. Enquanto nos voos domésticos, coloca como meta uso de SAF chegando a 3% em 2030 e 8% em 2035.

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Segundo dia da Operação Tô de Olho encontra 148 irregularidades em postos de combustíveis

O segundo dia da Operação Tô de Olho emdash; Abastecimento Seguro, na quarta-feira (4/2), terminou com 148 irregularidades detectadas após a fiscalização de 51 postos de combustíveis, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Nos dois dias de operação, foram identificadas 362 irregularidades após a fiscalização de 97 postos de combustíveis. As análises levaram a 61 interdições, 40 autuações e 16 apreensões. Coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a força-tarefa mira fraudes na quantidade e na qualidade do combustível entregue ao consumidor. A operação ocorre simultaneamente no Distrito Federal, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. A ANP fez 498 testes de qualidade em 94 postos fiscalizados, e emitiu 38 autos de infração, com duas interdições cautelares e uma apreensão. Já o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) fiscalizou 1.713 bicos abastecedores de 97 postos, dos quais 324 foram reprovados.

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Vibra sobe e Ultrapar desce: Goldman atualiza recomendação para setor de combustíveis

A competição no setor de distribuição de combustíveis tem passado por uma repaginada. Com o foco das autoridades em reduzir a informalidade na indústria, o Goldman Sachs acredita que as maiores distribuidoras poderão ter mais ganhos de participação de mercado e expansão de margens. Com esse cenário desenhado, o banco atualizou suas recomendações para a Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3). Em novo relatório, o Goldman Sachs elevou a Vibra de neutro para compra e rebaixou Ultrapar, de Compra para Neutro. Por volta das 11h55 (horário de Brasília), as ações da Vibra estavam com forte alta de 3,42%, sendo negociadas a R$ 30,81. Já a Ultrapar acabava de virar para leve alta, com 0,27%, a R$ 26,06. Conforme os analistas do banco americano, a Vibra tem mais potencial de se beneficiar dessa melhora pelo seu perfil pure play, focada em distribuição de combustíveis. Como a maior parte do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) da Vibra está associada à distribuição de combustíveis, o banco acredita que a companhia está melhor posicionada para capturar esse ciclo positivo do setor. Ainda que a Ultrapar também se beneficie com a diminuição da informalidade, o banco destaca que a companhia tem uma exposição menor à distribuição de combustíveis que o seu par. eldquo;[Essa é] um dos principais motivos para a mudança em nossa preferência relativa e, consequentemente, para o rebaixamento de recomendaçãoerdquo;, argumentam os analistas. Estratégia pode desperdiçar bom momento Os analistas destacaram que a Ultrapar pode estar considerando uma diversificação além de seus negócios core (principais). Essa estratégia poderia diluir ainda mais o foco no atual ciclo positivo da distribuição de combustíveis. Para o banco, qualquer investimento inorgânico também pode adicionar complexidade à tese de investimento e trazer incertezas aos investidores. Por outro lado, a administração da Ultrapar conseguiu executar com sucesso um turnaround corporativo, iniciado em 2021. Esse processo, de acordo com o banco, ajudou a reduzir a diferença entre as margens de distribuição de combustíveis da Ipiranga e da Vibra. eldquo;Em nossa visão, essas melhorias operacionais indicam que a estratégia de alocação de capital da UGPA tem méritos e pode permitir criação de valor no longo prazoerdquo;, apontam. Ainda assim, a estimativa básica do banco é de que a Ipiranga (negócio de distribuição de combustíveis da Ultrapar) representará cerca de 56% do EBITDA da Ultrapar em 2026. Já para o caso da Vibra, a representação pode chegar a aproximadamente 85%. Taxas de juros Em um eventual cenário de queda de taxas, como já foi sinalizado pelo Banco Central, a Vibra também tem mais chances de ganhar, por ser mais alavancada que a Ultrapar. A análise de sensibilidade do Goldman indica que cada queda de 1 ponto percentual na taxa média de juros pode se traduzir em um aumento de 4% no lucro líquido da Vibra. Enquanto para a Ultrapar, o aumento seria de 3%. A queda na taxa de juros ainda pode garantir um re-rating para a Vibra no futuro.

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Governo divulga sumário do Plano Clima, e entidades cobram atenção ao fim dos combustíveis fósseis

O governo divulgou nesta quinta-feira o sumário executivo do Plano Clima, um guia de implementação das NDCs, em que o Brasil se comprometeu a reduzir entre 59% e 67% de suas emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035, em relação a 2005. A versão completa do plano está na fase final de diagramação, catalogação e registro para identificação internacional, explica o Ministério do Meio Ambiente. Suely Araújo, coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima, considerou que, pelo conteúdo divulgado até agora, há questões que ainda precisam ser discutidas, entre elas a baixa ambição e pouca clareza do plano setorial de energia no sentido de afastamento dos combustíveis fósseis. - O plano deveria excluir a exploração de combustíveis fósseis em áreas ambientalmente sensíveis, prever cronograma para eliminação de novos leilões de petróleo, parar com a geração de energia elétrica a partir do carvão mineral, prever redução substancial dos bilionários subsídios que o governo assegura aos combustíveis fósseis, entre outras medidas. Está longe disso. O sumário foi divulgado um dia depois da entrada em vigor da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, o que Suely considera o pior retrocesso na legislação ambiental ocorrido após a Constituição de 1988. - As novas regras implodirão com o controle ambiental no país. Esperamos que o STF se manifeste logo sobre os pedidos de liminar constantes na ADI 7919, proposta pela Apib e pelo PSOL. Para o Greenpeace, é de se festejar que é o primeiro Plano Clima a abordar a Justiça Climática de maneira transversal, mas vê com preocupação a ausência de medidas claras para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis e a redução da responsabilidade do agronegócio no combate ao desmatamento. A especialista em Política Climática do Greenpeace Brasil, Anna Cárcamo, comenta que há alguns pontos de preocupação, como as metas de mitigação relacionadas aos setores de energia e de agricultura: - No setor da agricultura, o lobby do agro reduziu suas responsabilidades no combate ao desmatamento, já previstas, inclusive, pelo Código Florestal. Isso significa que, enquanto a sociedade civil alerta sobre a importância de os poluidores pagarem pelos impactos que provocam, o agro conseguiu o oposto: colocar a responsabilidade do combate ao desmatamento na conta do governo e receber incentivos que, no fim, serão custeados por todos nós. No caso da energia, o Plano Clima prevê um aumento de emissões e não estabelece medidas claras para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis. Em sua opinião, a implementação do Plano Clima precisa ser integrada com políticas existentes e com os Mapas do Caminho de eliminação dos combustíveis fósseis nacional e internacional, além do Mapa do Caminho para zerar o desmatamento global, que devem ser desenvolvidos este ano, levando a cabo uma transição efetiva e justa para uma economia de baixo carbono resiliente. (Míriam Leitão)

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Petróleo cai quase 3% antes de negociações entre EUA e Irã

Os preços do petróleo fecharam com queda de quase 3% nesta quinta-feira, em um pregão volátil, depois que os Estados Unidos e o Irã concordaram em realizar negociações em Omã na sexta-feira, aliviando as preocupações com o abastecimento de petróleo iraniano. Os futuros do petróleo Brent fecharam em queda de US$1,91, ou 2,75%, a US$67,55 por barril. O petróleo West Texas Intermediate dos EUA fechou em queda de US$1,85, ou 2,84%, a US$63,29. eldquo;Ainda há ceticismo quanto à possibilidade de se chegar a um acordo razoável com o Irã, então, embora o mercado esteja dando o benefício da dúvida às negociações, ainda não sabemos qual será o resultado delaserdquo;, disse Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group. As discussões ocorrem enquanto os EUA reforçam suas forças no Oriente Médio e os atores regionais buscam evitar um confronto militar que muitos temem que possa se transformar em uma guerra mais ampla. eldquo;As diferentes expectativas em torno do escopo e dos objetivos das negociações estão mantendo a incerteza, injetando volatilidade nos preços do petróleo, à medida que os operadores reavaliam a probabilidade de uma escalada versus a diplomaciaerdquo;, afirmaram analistas da Aegis Hedging em uma nota. Cerca de um quinto do consumo total de petróleo do mundo passa pelo Estreito de Ormuz, entre Omã e o Irã. Outros membros da Opep, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuweit e Iraque, exportam a maior parte de seu petróleo através do estreito, assim como o Irã. A volatilidade levou os investidores a se apressarem em fixar os preços do petróleo este ano, negociando um número recorde de contratos WTI Midland em Houston em janeiro, em meio a preocupações com os riscos de abastecimento no Oriente Médio e mais barris venezuelanos indo para a costa do Golfo dos Estados Unidos. A força do dólar norte-americano e a volatilidade dos metais preciosos também pesaram sobre as commodities e o sentimento de risco de forma mais ampla nesta quinta-feira, disseram analistas. (Reuters)

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Brasil exporta em janeiro o maior volume de petróleo em quase 3 anos

A exportação de petróleo do Brasil cresceu 13,3% em janeiro ante o mesmo mês do ano anterior, para o maior volume mensal em quase três anos, após a entrada de quatro novas plataformas em importantes campos do pré-sal em 2025, mostraram dados oficiais do governo nesta quinta-feira, 5. No total, o Brasil exportou 10,57 milhões de toneladas no primeiro mês do ano, contra 9,33 milhões de toneladas no mesmo período de 2025, informou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Na história, o volume só perde para março de 2023, quando o Brasil exportou 11 milhões de toneladas de petróleo. Do lado da receita, entretanto, houve uma queda de 7,8% nas vendas externas de petróleo em janeiro na comparação anual, a US$4,3 bilhões, diante de um recuo nos preços da commodity. No primeiro mês de 2026, o preço do petróleo vendido pelo Brasil foi de US$407,4 por tonelada, um recuo de 18,6% ante o mesmo período de 2025. Na véspera, relatório da consultoria Rystad Energy apontou que o Brasil será o principal responsável pelo aumento da produção de petróleo na América Latina em 2026, com uma produção prevista acima de 4,2 milhões de barris por dia. O crescimento das vendas externas do Brasil vem após o país ter batido um recorde na produção de petróleo em 2025 de 3,770 milhões de barris por dia (bpd), com alta de 12,3% ante o ano anterior, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicados nesta semana. No ano passado, a Petrobras colocou três novas plataformas em operação, sendo duas no campo de Búzios e uma no campo de Mero, ambos os ativos importantes produtores do pré-sal da Bacia de Santos. A norueguesa Equinor, por sua vez, iniciou a produção em seu campo de Bacalhau, também em Santos. (Reuters)

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