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Vibra tem queda de 66,3% no lucro do 2º tri

A Vibra Energia divulgou nesta segunda-feira (11) lucro líquido de R$ 292 milhões no segundo trimestre, recuo de 66,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. Com ajustes, o declínio no lucro líquido do período foi de 43,2%, para R$ 493 milhões, segundo relatório de resultados. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 1,47 bilhão nos meses de abril a junho, redução de 5% frente à mesma etapa de 2024, enquanto a receita líquida ajustada expandiu 8,2%, para R$ 45,8 bilhões. O faturamento ficou acima da média das estimativas de analistas, que previa receita de R$ 43,7 bilhões para a companhia no período, segundo dados compilados pela LSEG.

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Etanol cai em 11 estados e é competitivo em seis

Os preços médios do etanol hidratado caíram em 11 estados, subiram em 7 e no Distrito Federal e ficaram estáveis em 8 estados, na semana passada. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilados pelo AE-Taxas. Nos postos pesquisados pela Agência em todo o país, o preço médio do etanol subiu 0,72% na comparação com a semana anterior, a R$ 4,17 o litro. Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço subiu 0,51% na comparação semanal, para R$ 3,95 o litro. A maior queda porcentual na semana, de 12,02%, foi registrada no Acre, onde o litro passou a R$ 5,27. A maior alta no período, no Distrito Federal, foi de 2,90%, para R$ 4,62 o litro. O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,19 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,49, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 3,89, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado em Pernambuco, de R$ 6,49 o litro. Etanol é mais competitivo em seis estados O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em seis estados na semana passada. Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 67,37% ante a gasolina no período, portanto favorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da ANP compilado pelo AE-Taxas. Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado. O etanol é mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes estados: Acre (69,62%); Mato Grosso (64,55%); Mato Grosso do Sul (65,27%); Minas Gerais (68,03%); Paraná (68,01%) e São Paulo (65,40%). (Estadão Conteúdo)

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Produtores querem levar biodiesel para ônibus e geradores da COP30

Produtores de biodiesel querem aproveitar a COP30 para divulgar o biocombustível como solução de baixo carbono no abastecimento de veículos e geração de energia elétrica. Na última sexta (8/8), a Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) e três associações do setor emdash; Aprobio, Abiove e Ubrabio emdash; entregaram um documento ao Enviado Especial para a Agricultura, Roberto Rodrigues, oferecendo o combustível renovável. As propostas incluem viabilizar o uso de 100% de biodiesel (B100) em geradores estacionários durante a cúpula climática marcada para novembro, em Belém (PA). Além de propor a mistura 25% (B25) para abastecer a frota de transporte coletivo durante a organização, realização e desmonte do evento. eldquo;A participação na COP30 é uma oportunidade concreta de demonstrar ao mundo o potencial brasileiro em produção de biodiesel, reiterando seu compromisso de fomentar a integração de setores comprometidos com um futuro de baixo carbonoerdquo;, diz a FPBio, em nota.

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Petrobras tem síndrome do retrovisor: volta à distribuição é retrocesso, avalia Adriano Pires

O diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), Adriano Pires, criticou a volta da Petrobras ao segmento de distribuição de combustíveis, começando pelo Gás Liquefeito de Petróleo (GLP, ou gás de cozinha). O especialista, colunista do Estadão, chegou a ser convidado para a presidência da estatal, no governo Bolsonaro. eldquo;Não faz sentido. A Petrobras tem a síndrome do retrovisor, olha para trás em vez de olhar para frente; é um retrocesso gigante, vai ser muito ruim para o acionista da empresaerdquo;, disse ao Estadão/Broadcast. Ele considera que a justificativa da empresa, de apontar margens altas no setor, deve ser investigada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A Petrobras saiu do mercado de distribuição de GLP em 2020, com a venda da Liquigás. Atualmente, a empresa produz e importa GLP e vende para as distribuidoras. Levando em conta um botijão padrão de 13 quilos, a Petrobras fica com 32,3% da venda; o ICMS, com 16,8%; e a distribuição e revenda, com 50,9%. Atualmente, o preço médio nacional de um botijão é de R$ 107,49, cerca de 20% acima do mercado internacional, de acordo com o Cbie. Pires não vê sentido na volta da companhia para o setor, já que deveria focar no que tem de melhor, que é a exploração e produção de petróleo na Margem Equatorial. Ele vê obstáculos tanto em uma eventual compra de terceiros para voltar ao mercado, como em projeto greenfield (que eldquo;começa do zeroerdquo;), que seria a tendência da estatal, segundo apurou o Estadão/Broadcast. eldquo;Se ela for entrar pelas regras atuais, ou ela terá que comprar uma empresa ou comprar milhões de botijões (cerca de R$ 200 cada), e as duas opções são ruinserdquo;, disse Pires, ressalvando que as regras do GLP podem mudar e beneficiar a companhia. O mercado de GLP está em revisão na ANP, que estuda o fim da necessidade de botijões com marca própria emdash; o que pode beneficiar a Petrobras, na avaliação do diretor emdash;, e o fracionamento da venda do gás de cozinha. Uma consulta pública sobre o assunto foi aberta em 2018, e a previsão é de que uma minuta saia em novembro, com publicação prevista para março de 2026. Além disso, o governo deve lançar, até o final de agosto, o programa Gás para Todos, com o objetivo de isentar cerca de 17 milhões de consumidores de GLP, e deve aumentar as vendas do setor como um todo em mais 2,5 milhões de botijões por mês. eldquo;Distribuição de gás de cozinha não é mercado para a Petrobras entrar; é populismo, é só para aumentar a popularidade do governoerdquo;, concluiu Pires.

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'Gás para todos' exigirá investimentos de R$ 1,5 bilhão a R$ 2,5 bilhões na distribuição

O CEO da Copa Energia, Pedro João Zahran Turqueto, afirmou em entrevista à Coluna que o setor de distribuição terá de investir de R$ 1,5 bilhão a R$ 2,5 bilhões em eldquo;Capexerdquo;, despesas de capital, para viabilizar o programa eldquo;Gás para Todoserdquo;, previsto para lançamento pelo governo federal. O payback, retorno do investimento, poderá ser verificado de 12 a 13 anos. eldquo;Pelas nossas análises, óbvio que o setor vai investir, porque todo mundo quer ganhar share, mas é um investimento de longuíssimo prazoerdquo;, declarou. O CEO da empresa avaliou que há entusiasmo com o programa, que terá a função social de atender um segmento da população que hoje consome lenha. eldquo;O consumo de lenha faz o mal danado pro meio ambiente, para saúde, e para as contas públicas, porque fatalmente quem tá cozinhando com lenha vai acabar parando no SUS, em algum momentoerdquo;, disse. Novo Vale Gás O governo federal, segundo previsão, editará uma medida provisória (MP) com um novo formato para o Vale Gás destinado às famílias de baixa renda. A revenda, na prática, compra botijões de GLP (gás liquefeito de petróleo) da distribuidora e os revende para famílias, pequenos comércios, etc. A revenda também é responsável pela logística de entrega. A Caixa, que já é operadora do programa, liquidará diretamente o pagamento com os revendedores. A ideia é evitar novos intermediários, caso contrário, haveria aumento de custos do programa. Pelo desenho que virá na MP, as distribuidoras têm o compromisso de fazer o programa ser ofertado em todos os municípios através de suas revendas e de comerciantes independentes. O programa disponibilizará aos beneficiários a eldquo;carga de gáserdquo; e não o botijão em si, de aço. Na prática, o setor precisará fazer um investimento em botijões no curto prazo, já que a previsão é que essa política possa atender plenamente o público em potencial até o fim do mandato do presidente Lula. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou no mês passado que o novo Vale Gás deve beneficiar 17 milhões de famílias. (Coluna do Broadcast)

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São Martinho investirá R$ 1,1 bilhão para dobrar usina de etanol de milho

A aposta da São Martinho no etanol de milho demonstrou dar tanto resultado que a companhia decidiu agora dobrar a aposta. Em reunião do conselho de administração nesta segunda-feira (11), a companhia deu aval para um novo investimento de R$ 1,1 bilhão na ampliação da planta localizada em Quirinópolis (GO), anexa à sua usina de cana Boa Vista. O projeto prevê ampliar a capacidade de processamento de milho em 635 mil toneladas anuais, mais do que duplicando a capacidade atual, de 500 mil toneladas. Apenas a nova fase da fábrica permitirá que a companhia produza 270 milhões de litros de etanol ao ano, o que elevará a capacidade total de etanol de milho da companhia para 485 milhões de litros. Há tempos que a São Martinho vem eldquo;namorandoerdquo; com o projeto de ampliação de sua usina de etanol de milho, mas o negócio precisou se provar viável. No primeiro trimestre desta safra, o negócio de milho contribuiu, sozinho, com 30% de todo o lucro antes de juros e impostos (Ebit) da companhia. Segundo Fábio Venturelli, CEO da companhia, foi fundamental para destravar o projeto a possibilidade de usar a energia cogerada do bagaço da cana da Usina Boa Vista. eldquo;Nós já temos a biomassa, diferentemente dos concorrentes que fazem planta autônoma, que têm que pensar em comprar e plantar eucaliptoerdquo;, disse. A companhia calcula que economiza R$ 120 milhões ao ano ao deixar de comprar cavaco de madeira no mercado, pelos preços atuais, para utilizar a energia que já gera em sua caldeira na planta de cogeração, afirmou o diretor financeiro Felipe Vicchiato. A decisão sai em meio a uma melhora do cenário de mercado do etanol, com o aumento da mistura do anidro à gasolina para 30% (E30), perspectivas de demanda para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF), além das boas projeções para a produção de milho, e com a oferta de instrumentos de crédito com fomento. eldquo;Pelo contorno do projeto, saímos na frente em pegada de carbono, pela biomassa da cana. Qualquer que seja o mercado, a gente está preparado para atender as normas de certificaçãoerdquo;, ressaltou Venturelli. Financiamento Mas o fator determinante para destravar o investimento foi a obtenção das linhas de crédito de fomento. A companhia acertou R$ 728 milhões em financiamentos, sendo R$ 500 milhões via BNDES Fundo Clima, R$ 125 milhões via BNDES Finem e R$ 100 milhões via Finep. No conjunto, essas linhas têm um prazo de 12 anos, com dois de carência, e custo médio de 8,5% ao ano. Apesar do montante, o investimento será dividido em três safras. Neste ciclo 2025/26, a companhia vai desembolsar 40% do valor orçado. A maior parte do investimento (55%) será feito na próxima safra (2026/27), e o restante será investido em 2027/28. A previsão é de que no segundo semestre de 2027 a unidade comece a operar. Boa parte dos investimentos será para a integração com a usina de cana em Quirinópolis. Segundo Vicchiato, a possibilidade de ter, ao fim do projeto, uma usina com capacidade de moagem de mais de 1 milhão de toneladas de milho só é possível porque a Usina Boa Vista também é grande, com capacidade de moagem de 5,2 milhões de toneladas de cana por safra. Ainda segundo o diretor financeiro, a taxa interna de retorno (TIR) do projeto é esperada é de mais de 25%, considerando projeções eldquo;conservadoraserdquo; para preços de petróleo, etanol e milho. Novos mercados O novo projeto também permitirá a produção adicional de 170 mil toneladas de DDGS e 13 mil toneladas de óleo de milho anuais, além de prever melhorias na caldeira da unidade de cogeração a partir do bagaço da cana, o que permitirá maior geração de vapor. O investimento potencializa a atuação da São Martinho em eldquo;novos mercadoserdquo;. eldquo;Para nós é muito importante ter diversidade de origem de Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização]. Quando trabalhamos com base agrícola e produzindo energia, quanto mais diverso for o portfólio, mais resiliente [a empresa] fica diante dos ciclos de cada commodityerdquo;, disse. Além dos negócios de cana e milho, a São Martinho concluiu recentemente a construção da planta de biometano, que agora está em fase de testes. Balanço do 1º trimestre No primeiro trimestre da safra atual, somente a receita do negócio de milho (que inclui vendas de etanol, DDGS, óleo de milho e Créditos de Descarbonização, os CBios, do etanol de milho) teve um salto de 94%, a R$ 265,8 milhões. Essa receita representou 14% da receita líquida total da São Martinho no trimestre, que alcançou R$ 1,8 bilhão, um aumento de 6,8%. A operação de milho ainda contribuiu com Ebitda de R$ 95,5 milhões, ou 12% do Ebitda ajustado do período, de R$ 805 milhões. Um ano atrás, o negócio de milho registrou um Ebitda marginal, de apenas R$ 6 milhões. A companhia teve no primeiro trimestre um bom desempenho nas vendas de etanol, aproveitando preços mais altos para comercializar volumes maiores. Porém, o lucro líquido caiu 40,2%, afetado principalmente pela depreciação de seus ativos biológicos, dada a queda do preço do açúcar. No primeiro trimestre deste ciclo, o lucro líquido ficou em R$ 62,8 milhões. Já o lucro caixa cresceu 3,3 vezes, para R$ 157 milhões no trimestre, impulsionado pelo ambiente favorável no mercado de etanol, que compensou os preços em baixa do açúcar.

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