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Abastecimento de diesel no Brasil está normal, diz diretora da ANP

O abastecimento de óleo diesel no Brasil está dentro da normalidade, afirmou nesta terça-feira (12) Symone Araújo, diretora da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo ela, desde 2022, com o início do conflito entre Rússia e Ucrânia, a agência vem monitorando diariamente os estoques do derivado e lança mão de ferramentas para alertar o mercado nacional e em recortes regionais, quando necessário. Clique aqui para continuar a leitura.

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IPCA tem leve aceleração e fica em 0,26% em julho, aponta o IBGE

Sob a pressão do encarecimento da conta de luz, passagem aérea e jogos de loteria, a inflação oficial no País fechou julho com uma alta de 0,26%, ante uma elevação de 0,24% em junho, segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados nesta terça-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da ligeira aceleração, o resultado surpreendeu positivamente até os mais otimistas analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Estadão/Broadcast, que esperavam um avanço entre 0,28% e 0,39%, com mediana de 0,35%. A taxa acumulada pela inflação em 12 meses arrefeceu a 5,23%. O movimento é benigno, mas não altera a expectativa de manutenção da taxa básica de juros, a Selic, no atual patamar de 15% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em setembro, avaliou a consultoria Capital Economics. eldquo;Mas apoia nossa visão de que o Copom começará a afrouxar a política monetária por volta do fim do ano e que a taxa será reduzida mais do que a maioria espera no próximo anoerdquo;, afirmou, em relatório, a economista para mercados emergentes da Capital Economics, Kimberley Sperrfechter. Para o economista Alexandre Maluf, da XP Investimentos, a taxa Selic deve se manter nos atuais 15% por algum tempo, com o primeiro corte no juro básico se materializando apenas em janeiro do ano que vem. No entanto, a leitura de julho do IPCA reforça que há um viés baixista para as projeções de inflação deste ano, podendo fechar 2025 em 4,8%, em linha com o que foi visto em 2024. eldquo;Acreditamos que nas próximas semanas as expectativas do Focus (boletim divulgado pelo BC com projeções para a inflação) devam cair para este ano e o próximo, exprimindo essas leituras mais benignaserdquo;, avaliou Maluf, em comentário enviado à imprensa. A melhora no cenário inflacionário reflete fatores como a valorização do real e a queda recente no preço de commodities, apontou o economista-chefe da Suno Research, Gustavo Sung. eldquo;Os custos de produção no setor industrial e agrícola, diretamente afetados por essas variáveis, vêm desacelerando nos últimos meseserdquo;, destacou Sung. Três dos nove grupos de despesas que integram o IPCA registraram quedas de preços em julho: Alimentação e bebidas (-0,27%), Vestuário (-0,54%) e Comunicação (-0,09%). Os alimentos ficaram mais baratos pelo segundo mês consecutivo, após uma sequência de nove meses de aumentos. A trégua recente tem relação com uma maior oferta de produtos, em meio à ocorrência de safras melhores, avaliou Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE. O custo da alimentação no domicílio caiu 0,69% em julho. Os destaques foram as reduções na batata-inglesa (-20,27%), cebola (-13,26%) e arroz (-2,89%). As carnes diminuíram 0,30%, e o café moído recuou 1,01%. Segundo Gonçalves, o café registrou o primeiro recuo após 18 meses seguidos de altas, graças a uma melhora na oferta do produto na lavoura. eldquo;Pode ser um efeito de maior oferta que já está chegando na prateleira. Cravar que é (proveniente) de tarifaço é muito prematuro, é meio bola de cristalerdquo;, ponderou Gonçalves, sobre eventuais impactos futuros do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos exportados pelo Brasil para o mercado americano, entre eles o café. O pesquisador lembra que as tarifas entraram em vigor apenas recentemente, portanto seria prematuro apontar qualquer efeito já evidente nos preços de produtos. Segundo ele, é preciso esperar para entender como o mercado reagirá ao tarifaço, se os produtores encontrarão outros mercados consumidores, se preferirão estocar produtos, ou se a oferta doméstica vai de fato aumentar. eldquo;As frutas não têm como estocar. Entrando no mercado interno teria uma oferta maior, e a tendência é que o preço caiaerdquo;, confirmou Gonçalves. Quanto à alimentação fora do domicílio, houve uma elevação de 0,87% em julho: o subitem lanche avançou 1,90%, e a refeição fora de casa subiu 0,44%. Os combustíveis também ficaram mais baratos em julho: a gasolina recuou 0,51%; o óleo diesel, -0,59%; gás veicular, -0,14%; e etanol, -1,68%. Já a passagem aérea aumentou 19,92%, respondendo sozinha por uma contribuição de 0,10 ponto porcentual no IPCA, segunda maior pressão individual sobre a inflação de julho, atrás apenas do impacto do encarecimento da energia elétrica (0,12 ponto porcentual). eldquo;No período de férias acaba tendo uma demanda maior, os preços acabam ficando mais altos, e a variação (de passagem aérea) reflete issoerdquo;, justificou Fernando Gonçalves. O maior vilão da inflação de julho foi a energia elétrica residencial, que aumentou 3,04%, impulsionada pelo reajuste em uma das concessionárias em São Paulo, em Curitiba e em uma das concessionárias de Porto Alegre. Em julho, permaneceu vigente a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que adiciona R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 KWh consumidos. Os jogos de azar completaram o ranking de três principais pressões sobre o IPCA do último mês, com alta de 11,17%, devido ao reajuste autorizado a partir de 9 de julho.

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Conta de luz deve subir 6,3% em 2025, diz Aneel

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) elevou para 6,3% a projeção de reajuste médio das tarifas de energia elétrica em 2025, conforme atualização na segunda edição do boletim InfoTarifa publicada ontem. A projeção anterior era de 3,5%. Com isso, a energia deve ficar acima da inflação do ano. O orçamento aprovado para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) foi o principal motivo para a elevação. A CDE teve orçamento aprovado em R$ 8,6 bilhões maior do que o previsto. A diretoria da Aneel aprovou em julho a proposta de orçamento de 2025 da CDE em R$ 49,2 bilhões. Desse total, R$ 46,8 bilhões serão pagos pelos consumidores de energia elétrica, mediante encargos incluídos nas tarifas de uso dos sistemas de distribuição e transmissão. ebull;

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Boletim Focus: mercado reduz projeção para a inflação pela 11ª semana consecutiva

Economistas do mercado financeiro reduziram, pela décima primeira semana consecutiva, a estimativa de inflação para este ano, de 5,07% na semana passada para 5,05%. Há um mês, a projeção era de que o IPCA terminasse o ano em 5,17%. A projeção para 2026 também recuou de 4,43% para 4,41%. As informações são do Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira. Nesta terça-feira, o IBGE divulga a inflação de julho e, segundo o Boletim Focus, será de 0,34% ante junho. Para agosto, a projeção é de deflação de -0,06%. A projeção para o crescimento também foi reduzida na margem, de 2,23% para 2,21% esta semana. A expectativa para o PIB do próximo ano também caiu de 1,88% para 1,87%. A expectativa para os juros (15%) e o dólar (R$ 5,60) se manteve igual.

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Vibra avança em market share e projeta crescimento

A Vibra encerrou o segundo trimestre com um cenário positivo no Market share, avançando 0,3 p.p versus o primeiro trimestre de 2025, puxado pela entrada de 43 novos postos em sua rede, totalizando um acréscimo de 92 unidades este ano. A notícia refletiu o dinamismo e a resiliência da operação frente aos desafios do período que foi complexo para o setor de combustíveis. Especialmente a volatilidade nos preços internacionais, reflexo direto de tensões geopolíticas e dos ajustes praticados internamente. eldquo;O ganho de 0,3 p.p. em market share no trimestre confirma nossa estratégia de fortalecer a revenda e os parceiros na ponta, com foco e sinergiaerdquo;, afirma Ernesto Pousada, CEO da Vibra. Entre os meses de abril a junho de 2025, a companhia alcançou um EBITDA ajustado de R$ 1,5 bilhão e uma margem EBITDA ajustada de R$ 143/m³. Ao desconsiderar o impacto da perda de estoque, a margem da Companhia apresentou crescimento sequencial, refletindo o sucesso da estratégia de priorizar a rentabilidade mesmo em um cenário adverso. Essa performance de margens foi complementada por um crescimento estratégico na participação de mercado. A Vibra encerrou o 2T25 com um market share consolidado de 23,7% em junho, o que representa um crescimento de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, reforçando a trajetória de recuperação e a eficácia de sua atuação comercial. Esse avanço na participação de mercado foi sustentado pela disciplina na gestão de margens, com destaques para o market share de 30,6% na Rede Embandeirada e 6,5% na Bandeira Branca no 2T25. A gestão disciplinada permitiu que a empresa encerrasse o trimestre com um fluxo de caixa operacional de R$ 0,8 bilhão. Por outro lado, motivado por efeitos financeiros pontuais, como a perda de estoques e maior liberação de capital de giro, a Companhia alcançou o seu maior patamar de alavancagem do ano, 1,8x ao considerar LCs e 2,9x sem considerar tal efeito. Apesar das pressões externas, a Vibra avançou em assuntos estratégicos para sua transformação e que fazem parte das avenidas de crescimento da companhia. Os lubrificantes atingiram o maior volume trimestral desde 2020, com crescimento de 6% contra o mesmo período do ano anterior, enquanto o segmento de renováveis registrou EBITDA @stake de R$ 274 milhões, um aumento de 21% ante o mesmo período de 2024. Avanços regulatórios, como a estratégia regionalizada para a monofasia do etanol emdash; que resultou em ganho de 0,7 p.p. de market share desde o início da Monofasia emdash; e os progressos no RenovaBio, reforçaram o posicionamento da Companhia em um mercado em transformação. Cenário favorável no segundo semestre Para o segundo semestre de 2025, as perspectivas são positivas. A expectativa é de aumento na demanda por diesel, impulsionada pela sazonalidade e pela força do agronegócio, além da continuidade da captura de sinergias com a Comerc. A Companhia segue confiante no seu modelo de gestão, garantindo ritmo e intensidade na execução dos nossos projetos transformacionais que reforçarão o seu compromisso com o crescimento de volume e rentabilidade, buscando excelência operacional e disciplina.

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Etanol: Hidratado sobe 0,22% e anidro 1,95% na semana nas usinas de SP

O preço do etanol hidratado subiu 0,22% e o do anidro 1,95% na semana nas usinas do Estado de São Paulo segundo o Indicador Semanal do Etanol do Cepea/Esalq/USP (Da Redação, 8/9/25)

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