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Plataforma do Ipem-SP para localizar bombas antifraude supera 120 mil acessos e consolida inovação

O Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo), autarquia do Governo do Estado, vinculada à Secretaria da Justiça e Cidadania, oferece um serviço fundamental para a segurança do consumidor: a localização de bombas de combustíveis que passaram por um processo rigoroso de fiscalização e certificação antifraude. A plataforma digital do instituto, que já contabiliza mais de 120 mil acessos, reflete a crescente preocupação da população com possíveis fraudes em postos de combustíveis e consolida o Ipem-SP como um aliado essencial na garantia da transparência e da correta medição do combustível, protegendo tanto o bolso do consumidor quanto a integridade das empresas que cumprem as normas. O consumidor pode acessar o site https://www.ipem.sp.gov.br/index.php/component/sppagebuilder/page/2200, inserir a cidade e identificará qual posto de combustíveis já tem a nova bomba medidora antifraudes. O painel de postos com bombas certificadas e mais seguras é atualizado constantemente pelo Ipem-SP. eldquo;Por meio do serviço disponibilizado pelo Ipem-SP, os consumidores podem acessar informações sobre quais postos de combustíveis em São Paulo passaram por esse processo de verificação. Essa transparência permite que o consumidor faça escolhas mais seguras, optando por locais onde as bombas foram verificadas e aprovada pelo Ipem-SP, garantindo que o volume de combustível adquirido seja o mesmo que está sendo pagoerdquo;, explica o superintendente do instituto, Marcos Heleno Guerson de Oliveira Junior. O sistema é simples de usar e permite que a localização de bombas antifraude seja facilmente acessada por qualquer pessoa. O sistema inovador e inédito para localizar bombas medidoras de combustíveis com tecnologia antifraude é voltado diretamente ao consumidor. A ferramenta on-line permite que qualquer cidadão, por meio de um mapa digital, encontre postos de combustíveis que utilizam bombas com a chamada eldquo;tecnologia antifraudeerdquo; emdash; dispositivos que impedem alterações indevidas na quantidade de combustível entregue ao consumidor. A medida visa aumentar a transparência e combater práticas ilícitas, como o fornecimento de volumes inferiores aos pagos pelos motoristas. eldquo;Essa é uma conquista importante na luta contra fraudes no setor de combustíveis. Agora, o consumidor terá mais autonomia para escolher postos que garantem mais segurança e confiançaerdquo;, afirmou o secretário da Justiça e Cidadania. A importância da fiscalização e da vigilância de mercado A fiscalização constante do Ipem-SP tem um papel fundamental na proteção dos consumidores e dos comerciantes que trabalham dentro da legalidade, que podem ser prejudicados por fraudes na medição do combustível. Essas fraudes podem resultar em prejuízos financeiros significativos, especialmente considerando o preço elevado do combustível e a dependência dos motoristas em relação a postos de confiança. Ao garantir que as bombas medidoras de combustíveis estejam funcionando corretamente e sem manipulações, o Ipem-SP atua diretamente na vigilância de mercado, na execução das atividades de Infraestrutura da Qualidade, alicerçadas na rastreabilidade de seus padrões, promovendo inovação, visando a proteção e orientação da sociedade nas relações de consumo e desenvolvimento econômico, permitindo à população transparência e consumo justo. Ipem-SP O Ipem-SP é uma autarquia do Governo de São Paulo, vinculada à Secretaria da Justiça e Cidadania, e órgão delegado do Inmetro, que atua em apoio à Cidadania e ao Desenvolvimento Econômico. Fortalecendo o desenvolvimento, o diálogo, e a dignidade no estado de São Paulo, é reconhecido como ICT (Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação). A instituição promove a IQ (Infraestrutura da Qualidade) fornecendo suporte às empresas e apoio ao cidadão nas áreas da avaliação da conformidade, na metrologia, na vigilância de mercado e no atendimento às normas técnicas compulsórias. Na vigilância de mercado, o Ipem-SP atua na fiscalização metrológica de instrumento de medição usados nas relações de consumo, como bombas medidoras de combustíveis, balanças e taxímetros, e das quantidades fornecidas de produtos embalados, inclusive, os que compõem a cesta básica, entre outros. Na vigilância da qualidade, são fiscalizados 540 tipos de produtos regulamentados, como brinquedos, materiais escolares, componentes automotivos, entre outros, assim como produtos têxteis, entre eles, roupas, itens de cama, mesa e banho. A Ouvidoria do Ipem-SP está à disposição do cidadão para dúvidas ou denúncias, se houver desconfiança sobre práticas de comercialização, produtos ou serviços. Os canais de comunicação são o telefone 0800 013 05 22, de segunda a sexta, das 8h às 17h, o e-mail ouvidoria@ipem.sp.gov.br, e nossa página www.ipem.sp.gov.br.

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Rio domina renda do petróleo mesmo com migração da produção; veja principais cidades beneficiadas

Um levantamento inédito sobre a renda gerada pelas petrolíferas por meio de compensações financeiras (royalties e participações especiais) e pagamento de tributos revela que a aceleração da produção na Bacia de Santos fortalece o caixa dos municípios paulistas, mas não altera a liderança do Estado do Rio de Janeiro. Oito dos dez principais beneficiários são prefeituras fluminenses. O diagnóstico, elaborado pelo Programa Macrorregional de Caracterização de Rendas Petrolíferas (PMCRP), e antecipado com exclusividade ao Estadão/Broadcast, revisou 14 anos de produção nas bacias de Santos, Campos e Espírito Santo. Nos três primeiros municípios do ranking, as receitas petrolíferas representaram, em 2024, mais de 35% do orçamento público. O litoral fluminense abrange campos do pré-sal da Bacia de Santos e do pós-sal da Bacia de Campos, as duas maiores fronteiras de produção do País. eldquo;A migração da produção para Santos trouxe mais receita para as cidades de São Paulo, mas Campos ainda exerce influência nessa distribuição regionalerdquo;, destaca a coordenadora do projeto, Paula Araújo. Em 2010, a Bacia de Santos, que abrange os litorais do Rio, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, respondia por apenas 3% da produção nacional em 2010. Após se tornar a principal área de exploração em 2018, sua fatia chegou a 77% em 2024, alta de 2,84 p.p. ante 2023. Já a participação da Bacia de Campos na produção recuou para 20,30%, queda anual de 3,12 pontos, refletindo nas esferas municipais. O levantamento mostra que, em alguns casos, a participação da renda petrolífera caiu 50%. eldquo;Isso não significa menor dependência, mas que os municípios apenas passaram a receber menos diante das estratégias das operadoraserdquo;, acrescenta. Dados O estudo, conduzido pela Fundação Instituto de Administração (FIA), atende a uma condicionante do licenciamento ambiental federal coordenado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e foi financiado pela Petrobras. A caracterização contempla 63 municípios influenciados por empreendimentos da Brava Energia, BW Energy, Equinor, Karoon, Perenco, Petrobras, Prio, Shell, TotalEnergies, Trident Energy e avalia 49 indicadores distribuídos em 14 perguntas-chave. Conforme Araújo, compreender quanto dos orçamentos municipais está ligado ao pagamento de tributos pelo setor ainda é um desafio. eldquo;São aspectos que esbarram no sigilo fiscal das prefeituras, mas importantes para a comparabilidade de alguns dados e para que a população entenda a composição das receitas dos locais onde moraerdquo;, explica a pesquisadora da FIA. Também faltam informações sobre empréstimos municipais lastreados em eldquo;royalties futuroserdquo;. eldquo;São operações prevista na Lei 13.609/2018, mas que expõem os cofres locais ao risco da volatilidade da commodity e da queda abrupta da arrecadaçãoerdquo;, sustenta Araújo. Ainda na consolidação dos dados, o PMCRP detectou uma divergência de R$ 1,6 bilhão nos valores de participações especiais informados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). eldquo;Não houve perda para os entes, mas o caso expõe fragilidades na divulgação de números tão sensíveiserdquo;, afirma a pesquisadora. Quanto à criação de fundos soberanos, Araújo vê o cenário com preocupação, já que só Maricá, Niterói, Ilhabela, Saquarema e o Estado do Espírito Santo contam com o mecanismo. eldquo;São recursos finitos, vinculados ao mercado internacional e às estratégias empresariais. As cidades que não se prepararem sofrerão quando a arrecadação diminuir.erdquo; Novos relatórios para detalhar o uso das receitas e iniciativas para reduzir a dependência do petróleo estão previstos para 2026, dentro do PMCRP.

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Etanol ou gasolina: o que vale mais a pena em 2026? Veja cálculo

A decisão entre os dois combustíveis mais comuns voltou a pesar no bolso do motorista brasileiro. Dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis mostram que o etanol hidratado perdeu competitividade na maior parte do País na semana encerrada em 3 de janeiro, com alta de preços em diversos Estados. Etanol mais caro Segundo o levantamento da ANP, compilado pelo AE-Taxas, o preço médio do etanol subiu 0,22% na comparação semanal, alcançando R$ 4,49 o litro nos postos pesquisados em todo o Brasil. O biocombustível registrou aumento de preços em 15 Estados, queda em quatro e no Distrito Federal, além de estabilidade em seis unidades da Federação. No Amapá, não houve coleta de dados. Em São Paulo, principal produtor e maior mercado consumidor do combustível derivado da cana no País, o valor médio permaneceu estável, em R$ 4,28 o litro. Ainda assim, o combustível não se mostrou vantajoso frente à gasolina no Estado, considerando a relação de preços. Entre os destaques regionais, a maior alta porcentual foi registrada no Tocantins, onde o etanol subiu 3,92% e passou a custar R$ 5,04 o litro. Já a maior queda ocorreu no Acre, com recuo de 12,35%, apesar de o preço ainda permanecer elevado, em R$ 5,25. O menor valor encontrado em um posto foi de R$ 3,59, em São Paulo, enquanto o maior chegou a R$ 6,08, no Acre. Na média estadual, o etanol mais barato foi registrado em Mato Grosso do Sul, a R$ 4,00 o litro. No outro extremo, o Amazonas apresentou o maior preço médio do País, de R$ 5,49. Paridade desfavorável Na comparação direta com a gasolina, o cenário também não favorece o etanol. Na média nacional, a paridade ficou em 72,19% na semana analisada, patamar considerado desfavorável, já que a referência tradicional indica vantagem apenas quando o combustível derivado da cana custa até 70% do preço da gasolina. Com isso, o etanol foi considerado mais competitivo em apenas um Estado: Mato Grosso do Sul. Lá, além do menor preço médio do País, a paridade ficou em 67,34%, o que torna o biocombustível financeiramente mais interessante para o consumidor. Executivos do setor, no entanto, ressaltam que a regra dos 70% não é absoluta. Dependendo do modelo do veículo, especialmente em carros flex mais modernos e eficientes, o etanol pode apresentar bom custo-benefício mesmo com paridade um pouco acima desse patamar. Conta na bomba: qual vale mais a pena? Para o motorista, é possível decidir rapidamente qual combustível vale mais a pena com uma conta simples. Basta dividir o preço do etanol pelo da gasolina. Se o resultado for igual ou inferior a 0,7, o etanol tende a ser a opção mais econômica. Acima disso, a gasolina costuma compensar mais. Outra forma prática é multiplicar o preço da gasolina por 0,7. Se o valor do etanol for igual ou menor ao resultado, o biocombustível é a melhor escolha. Caso contrário, a gasolina oferece melhor custo-benefício, já que o etanol tem cerca de 30% menos poder energético por litro.

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Exportações de etanol em 2025 foram as menores em oito anos

As exportações brasileiras de etanol de 2025 recuaram 14,6% em relação a 2024 e ficaram em 1,612 bilhão de litros. O volume foi o menor em oito anos. Os dados foram compilados pela Datagro a partir de informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic). A receita com as exportações tiveram decréscimo de 11,2%, para US$ 934 milhões. O preço médio do produto exportado teve leve alta de 4%, para US$ 0,58 o litro. A Coreia do Sul foi o principal destino do etanol brasileiro, com 780 milhões de litros (48,4% do total), praticamente estável na comparação anual (-0,3%). Os Estados Unidos figuraram como o segundo principal destino, com 253 milhões de litros (15,7% do total exportado), queda de 18,4%. Já os Países Baixos importaram 221 milhões de litros do Brasil (13,7% das exportações), alta de 45,3% em um ano. O Brasil ainda importou 319 milhões de litros de etanol ao longo do ano passado, um avanço de 66,2% e o maior volume importado desde 2021, segundo a Datagro. Do total adquirido, 43,9% tiveram origem nos Estados Unidos, 29,9% no Paraguai e 26,2% na Argentina.

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Importação de diesel pelo Brasil bate recorde em 2025, com aumento de 20%

As importações de diesel A (puro) pelo Brasil cresceram 20% em 2025 em relação ao ano anterior, atingindo um recorde de 17,3 bilhões de litros, em um período em que a Rússia perdeu participação para os Estados Unidos, mas manteve-se como principal fornecedor externo ao país, apontaram dados oficiais do governo e análise da consultoria StoneX. O volume foi registrado em um cenário de avanço da demanda interna, com eldquo;bons resultados das safras agrícolas e do setor industrialerdquo;, e de recuo na produção das refinarias brasileiras, segundo a StoneX. O aumento das importações ocorreu mesmo com o crescimento da mistura de biodiesel no diesel B, vendido nos postos, que passou de 14% para 15% a partir de agosto de 2025, destacou a consultoria. As importações de diesel representam mais de 20% do consumo nacional. A Rússia enviou um total de 8,1 bilhões de litros de diesel ao Brasil, volume 14% menor na comparação com 2024. A queda foi puxada entre agosto e novembro, eldquo;quando o país sofreu redução da capacidade de refino de petróleo em meio às ofensivas ucranianas contra centros de processamentoerdquo;. As importações de diesel dos Estados Unidos, por sua vez, aumentaram para 5,7 bilhões de litros em 2025, ante 2,4 bilhões em 2024. eldquo;Para 2026, as expectativas são de maior participação norte-americana, enquanto o volume russo dependerá, em parte, do conflito com a Ucrânia, com novas ofensivas podendo afetar a capacidade de refino do paíserdquo;, disse a StoneX em relatório. Outros fornecedores importantes do Brasil foram Índia, com 1,63 bilhão de litros, e Arábia Saudita, com 765 milhões de litros. A StoneX observou ainda que as expectativas indicam uma pauta importadora aquecida em 2026, principalmente pela previsão de novo recorde nas vendas de diesel B (já com mistura de biodiesel) no Brasil, que podem crescer 1,8% em relação a 2025, para 70,4 bilhões de litros, e pelas limitações da capacidade de refino. Por outro lado, o aumento da mistura obrigatória de biodiesel vendido nos postos, previsto para março, de 15% para 16%, pode desacelerar as compras do combustível importado. Gasolina As importações de gasolina A (pura) pelo Brasil somaram 3,67 bilhões de litros em 2025, um aumento anual de 27,6%. O crescimento ocorreu com o aumento das internalizações nos últimos dois meses do ano, que somaram 1,5 bilhão de litros no período, equivalente a 41% do total anual. eldquo;Mesmo com dois ajustes de preços da estatal (Petrobras) ao longo do ano, a janela de importação se ampliou no último bimestre. Com a manutenção desse diferencial elevado emdash; que chegou a superar R$ 0,30 por litro por um longo período emdash;, a gasolina A internacional se mostrou mais atrativa para o mercado internoerdquo;, disse a StoneX. Até outubro, as importações acumuladas de gasolina A apresentavam queda de 10,8% em relação a 2024. (Reuters)

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Petróleo fecha em alta, buscando corrigir perdas recentes e com Venezuela no radar

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta de mais de 3% nesta quinta-feira, 8, tentando reaver parte das perdas recentes enquanto investidores monitoram as tensões geopolíticas globais e aguardam a divulgação do payroll dos EUA na sexta-feira, 9. O petróleo WTI para fevereiro negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em alta de 3,16% (US$ 1,77), a US$ 57,76 o barril. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 3,39% (US$ 2,03), a US$ 61,99 o barril. O presidente dos EUA, Donald Trump, e assessores de seu governo estão planejando uma iniciativa abrangente para dominar a indústria petrolífera venezuelana nos próximos anos, incluindo certo controle na empresa estatal do país, a Petróleos de Venezuela SA (PdVSA), segundo fontes do Wall Street Journal. Diversos executivos do setor petrolífero participarão de uma reunião com o republicano na sexta-feira. Ainda assim, os mercados de energia parecem amplamente eldquo;indiferentes e pouco impressionadoserdquo; com as últimas intervenções de Washington, diz o Julius Baer, já que as exportações de petróleo da Venezuela são pequenas demais para que uma interrupção completa importe no atual ambiente de oferta abundante. O TD Securities, porém, aponta que a incertezas sobre as exportações do país latino-americano podem pressionar a oferta de óleo transportado por via marítima no curto prazo. Em paralelo, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse nesta quinta que planeja se reunir com autoridades dinamarquesas na próxima semana, após a administração Trump reafirmar a intenção de assumir o controle da Groenlândia, ilha rica em recursos naturais. No campo macroeconômico, as atenções estão voltadas ao principal relatório de emprego dos EUA, conhecido como payroll. Para dezembro, os analistas esperam a criação de 60 mil empregos no mês, de acordo com o Projeções Broadcast. (Estadão Conteúdo)

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