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Segundo dia da Operação Tô de Olho encontra 148 irregularidades em postos de combustíveis

O segundo dia da Operação Tô de Olho emdash; Abastecimento Seguro, na quarta-feira (4/2), terminou com 148 irregularidades detectadas após a fiscalização de 51 postos de combustíveis, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Nos dois dias de operação, foram identificadas 362 irregularidades após a fiscalização de 97 postos de combustíveis. As análises levaram a 61 interdições, 40 autuações e 16 apreensões. Coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a força-tarefa mira fraudes na quantidade e na qualidade do combustível entregue ao consumidor. A operação ocorre simultaneamente no Distrito Federal, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. A ANP fez 498 testes de qualidade em 94 postos fiscalizados, e emitiu 38 autos de infração, com duas interdições cautelares e uma apreensão. Já o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) fiscalizou 1.713 bicos abastecedores de 97 postos, dos quais 324 foram reprovados.

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Vibra sobe e Ultrapar desce: Goldman atualiza recomendação para setor de combustíveis

A competição no setor de distribuição de combustíveis tem passado por uma repaginada. Com o foco das autoridades em reduzir a informalidade na indústria, o Goldman Sachs acredita que as maiores distribuidoras poderão ter mais ganhos de participação de mercado e expansão de margens. Com esse cenário desenhado, o banco atualizou suas recomendações para a Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3). Em novo relatório, o Goldman Sachs elevou a Vibra de neutro para compra e rebaixou Ultrapar, de Compra para Neutro. Por volta das 11h55 (horário de Brasília), as ações da Vibra estavam com forte alta de 3,42%, sendo negociadas a R$ 30,81. Já a Ultrapar acabava de virar para leve alta, com 0,27%, a R$ 26,06. Conforme os analistas do banco americano, a Vibra tem mais potencial de se beneficiar dessa melhora pelo seu perfil pure play, focada em distribuição de combustíveis. Como a maior parte do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) da Vibra está associada à distribuição de combustíveis, o banco acredita que a companhia está melhor posicionada para capturar esse ciclo positivo do setor. Ainda que a Ultrapar também se beneficie com a diminuição da informalidade, o banco destaca que a companhia tem uma exposição menor à distribuição de combustíveis que o seu par. eldquo;[Essa é] um dos principais motivos para a mudança em nossa preferência relativa e, consequentemente, para o rebaixamento de recomendaçãoerdquo;, argumentam os analistas. Estratégia pode desperdiçar bom momento Os analistas destacaram que a Ultrapar pode estar considerando uma diversificação além de seus negócios core (principais). Essa estratégia poderia diluir ainda mais o foco no atual ciclo positivo da distribuição de combustíveis. Para o banco, qualquer investimento inorgânico também pode adicionar complexidade à tese de investimento e trazer incertezas aos investidores. Por outro lado, a administração da Ultrapar conseguiu executar com sucesso um turnaround corporativo, iniciado em 2021. Esse processo, de acordo com o banco, ajudou a reduzir a diferença entre as margens de distribuição de combustíveis da Ipiranga e da Vibra. eldquo;Em nossa visão, essas melhorias operacionais indicam que a estratégia de alocação de capital da UGPA tem méritos e pode permitir criação de valor no longo prazoerdquo;, apontam. Ainda assim, a estimativa básica do banco é de que a Ipiranga (negócio de distribuição de combustíveis da Ultrapar) representará cerca de 56% do EBITDA da Ultrapar em 2026. Já para o caso da Vibra, a representação pode chegar a aproximadamente 85%. Taxas de juros Em um eventual cenário de queda de taxas, como já foi sinalizado pelo Banco Central, a Vibra também tem mais chances de ganhar, por ser mais alavancada que a Ultrapar. A análise de sensibilidade do Goldman indica que cada queda de 1 ponto percentual na taxa média de juros pode se traduzir em um aumento de 4% no lucro líquido da Vibra. Enquanto para a Ultrapar, o aumento seria de 3%. A queda na taxa de juros ainda pode garantir um re-rating para a Vibra no futuro.

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Governo divulga sumário do Plano Clima, e entidades cobram atenção ao fim dos combustíveis fósseis

O governo divulgou nesta quinta-feira o sumário executivo do Plano Clima, um guia de implementação das NDCs, em que o Brasil se comprometeu a reduzir entre 59% e 67% de suas emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035, em relação a 2005. A versão completa do plano está na fase final de diagramação, catalogação e registro para identificação internacional, explica o Ministério do Meio Ambiente. Suely Araújo, coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima, considerou que, pelo conteúdo divulgado até agora, há questões que ainda precisam ser discutidas, entre elas a baixa ambição e pouca clareza do plano setorial de energia no sentido de afastamento dos combustíveis fósseis. - O plano deveria excluir a exploração de combustíveis fósseis em áreas ambientalmente sensíveis, prever cronograma para eliminação de novos leilões de petróleo, parar com a geração de energia elétrica a partir do carvão mineral, prever redução substancial dos bilionários subsídios que o governo assegura aos combustíveis fósseis, entre outras medidas. Está longe disso. O sumário foi divulgado um dia depois da entrada em vigor da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, o que Suely considera o pior retrocesso na legislação ambiental ocorrido após a Constituição de 1988. - As novas regras implodirão com o controle ambiental no país. Esperamos que o STF se manifeste logo sobre os pedidos de liminar constantes na ADI 7919, proposta pela Apib e pelo PSOL. Para o Greenpeace, é de se festejar que é o primeiro Plano Clima a abordar a Justiça Climática de maneira transversal, mas vê com preocupação a ausência de medidas claras para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis e a redução da responsabilidade do agronegócio no combate ao desmatamento. A especialista em Política Climática do Greenpeace Brasil, Anna Cárcamo, comenta que há alguns pontos de preocupação, como as metas de mitigação relacionadas aos setores de energia e de agricultura: - No setor da agricultura, o lobby do agro reduziu suas responsabilidades no combate ao desmatamento, já previstas, inclusive, pelo Código Florestal. Isso significa que, enquanto a sociedade civil alerta sobre a importância de os poluidores pagarem pelos impactos que provocam, o agro conseguiu o oposto: colocar a responsabilidade do combate ao desmatamento na conta do governo e receber incentivos que, no fim, serão custeados por todos nós. No caso da energia, o Plano Clima prevê um aumento de emissões e não estabelece medidas claras para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis. Em sua opinião, a implementação do Plano Clima precisa ser integrada com políticas existentes e com os Mapas do Caminho de eliminação dos combustíveis fósseis nacional e internacional, além do Mapa do Caminho para zerar o desmatamento global, que devem ser desenvolvidos este ano, levando a cabo uma transição efetiva e justa para uma economia de baixo carbono resiliente. (Míriam Leitão)

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Petróleo cai quase 3% antes de negociações entre EUA e Irã

Os preços do petróleo fecharam com queda de quase 3% nesta quinta-feira, em um pregão volátil, depois que os Estados Unidos e o Irã concordaram em realizar negociações em Omã na sexta-feira, aliviando as preocupações com o abastecimento de petróleo iraniano. Os futuros do petróleo Brent fecharam em queda de US$1,91, ou 2,75%, a US$67,55 por barril. O petróleo West Texas Intermediate dos EUA fechou em queda de US$1,85, ou 2,84%, a US$63,29. eldquo;Ainda há ceticismo quanto à possibilidade de se chegar a um acordo razoável com o Irã, então, embora o mercado esteja dando o benefício da dúvida às negociações, ainda não sabemos qual será o resultado delaserdquo;, disse Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group. As discussões ocorrem enquanto os EUA reforçam suas forças no Oriente Médio e os atores regionais buscam evitar um confronto militar que muitos temem que possa se transformar em uma guerra mais ampla. eldquo;As diferentes expectativas em torno do escopo e dos objetivos das negociações estão mantendo a incerteza, injetando volatilidade nos preços do petróleo, à medida que os operadores reavaliam a probabilidade de uma escalada versus a diplomaciaerdquo;, afirmaram analistas da Aegis Hedging em uma nota. Cerca de um quinto do consumo total de petróleo do mundo passa pelo Estreito de Ormuz, entre Omã e o Irã. Outros membros da Opep, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuweit e Iraque, exportam a maior parte de seu petróleo através do estreito, assim como o Irã. A volatilidade levou os investidores a se apressarem em fixar os preços do petróleo este ano, negociando um número recorde de contratos WTI Midland em Houston em janeiro, em meio a preocupações com os riscos de abastecimento no Oriente Médio e mais barris venezuelanos indo para a costa do Golfo dos Estados Unidos. A força do dólar norte-americano e a volatilidade dos metais preciosos também pesaram sobre as commodities e o sentimento de risco de forma mais ampla nesta quinta-feira, disseram analistas. (Reuters)

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Brasil exporta em janeiro o maior volume de petróleo em quase 3 anos

A exportação de petróleo do Brasil cresceu 13,3% em janeiro ante o mesmo mês do ano anterior, para o maior volume mensal em quase três anos, após a entrada de quatro novas plataformas em importantes campos do pré-sal em 2025, mostraram dados oficiais do governo nesta quinta-feira, 5. No total, o Brasil exportou 10,57 milhões de toneladas no primeiro mês do ano, contra 9,33 milhões de toneladas no mesmo período de 2025, informou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Na história, o volume só perde para março de 2023, quando o Brasil exportou 11 milhões de toneladas de petróleo. Do lado da receita, entretanto, houve uma queda de 7,8% nas vendas externas de petróleo em janeiro na comparação anual, a US$4,3 bilhões, diante de um recuo nos preços da commodity. No primeiro mês de 2026, o preço do petróleo vendido pelo Brasil foi de US$407,4 por tonelada, um recuo de 18,6% ante o mesmo período de 2025. Na véspera, relatório da consultoria Rystad Energy apontou que o Brasil será o principal responsável pelo aumento da produção de petróleo na América Latina em 2026, com uma produção prevista acima de 4,2 milhões de barris por dia. O crescimento das vendas externas do Brasil vem após o país ter batido um recorde na produção de petróleo em 2025 de 3,770 milhões de barris por dia (bpd), com alta de 12,3% ante o ano anterior, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicados nesta semana. No ano passado, a Petrobras colocou três novas plataformas em operação, sendo duas no campo de Búzios e uma no campo de Mero, ambos os ativos importantes produtores do pré-sal da Bacia de Santos. A norueguesa Equinor, por sua vez, iniciou a produção em seu campo de Bacalhau, também em Santos. (Reuters)

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Brasil deve ampliar produção de etanol em 2026 com alta da cana e avanço das usinas de milho

Expansão das usinas de etanol de milho, preços atrativos e mudança no mix produtivo da cana impulsionam expectativa de crescimento recorde na produção do biocombustível no Brasil, segundo especialistas Produção de etanol deve crescer com nova safra e maior participação do milho O Brasil, segundo maior produtor mundial de etanol, deve registrar um aumento significativo na produção do biocombustível em 2026, impulsionado pela expansão das usinas de etanol de milho e pela recuperação da safra de cana-de-açúcar. A projeção foi apresentada por analistas e traders de commodities durante um painel da Conferência do Açúcar de Dubai, que destacou o otimismo do setor diante de um cenário de preços firmes e novas capacidades produtivas. Usinas priorizam etanol diante da queda no preço do açúcar Com o açúcar bruto sendo negociado nas menores cotações dos últimos cinco anos, as usinas flex endash; que podem direcionar a cana para a produção de açúcar ou etanol endash; tendem a priorizar o combustível renovável nesta safra. eldquo;Há um incentivo claro para as usinas iniciarem a nova safra focadas no etanolerdquo;, afirmou Guilherme Nastari, diretor da consultoria Datagro. Segundo ele, os preços atuais favorecem o biocombustível: o etanol anidro está equivalente a 19,73 centavos por libra-peso, e o etanol hidratado, a 17,96 centavos/libra-peso, enquanto o açúcar bruto encerrou a terça-feira a 14,63 centavos/libra-peso na bolsa de Nova York. Mix produtivo mais favorável ao etanol A nova safra de cana-de-açúcar brasileira deve começar em março, e a paridade de preços entre o açúcar e o etanol neste início de ciclo é amplamente favorável ao biocombustível, segundo Jeremy Austin, diretor-geral da Sucden no Brasil. A consultoria CovrigAnalytics projeta que as usinas manterão maior foco no etanol até pelo menos meados de junho, antes de reavaliar o mix de produção conforme o mercado evoluir. Expansão das usinas de milho deve impulsionar recorde histórico A produção de etanol de milho deve ganhar protagonismo nos próximos meses. O Rabobank estima que 3 bilhões de litros adicionais de capacidade produtiva entrem em operação até 2026, reforçando a oferta nacional. De acordo com projeções da StoneX, o Brasil deve alcançar uma produção recorde de 36,5 bilhões de litros no ciclo 2026/2027 (abril a março), representando um crescimento de 7,9% sobre o período anterior. Desse total, o etanol de cana deve subir 4,4%, enquanto o de milho tende a crescer 17%. Aumento da produção pode ampliar exportações brasileiras Com o forte crescimento previsto, especialistas alertam que a oferta interna pode ultrapassar a demanda nacional, abrindo espaço para novos fluxos de exportação. Segundo Ricardo Carvalho, diretor comercial da BP Bioenergy, a empresa, que opera 11 usinas no Brasil, deve ajustar o mix de produção ao longo do ano conforme as condições de mercado. A CovrigAnalytics também prevê que a produção extra de etanol poderá gerar excedentes destinados ao mercado externo, fortalecendo o papel do Brasil como exportador global de biocombustíveis. (Portal do Agronegócio)

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