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Petrobras reduz preço do querosene de aviação em 0,5% a partir de 1º de fevereiro

A Petrobras informou que vai reduzir o preço do querosene de aviação (QAV) em 0,5% a partir de 1º de fevereiro, ou menos R$ 0,02 por litro em relação ao preço de janeiro. No acumulado do ano, a redução é de 9,9%, o que corresponde a um decréscimo de R$ 0,36/litro, comparando com o preço de dezembro de 2025. Já se comparado ao acumulado desde dezembro de 2022, a Petrobras reduziu os seus preços de QAV em 35,5%, equivalente a um decréscimo de R$ 1,81/litro. Considerando a inflação no período, esta redução é de 43,6%. eldquo;A Petrobras comercializa o QAV produzido em suas refinarias ou importado apenas para as distribuidoras, que por sua vez transportam e comercializam os produtos para as empresas de transporte aéreo e outros consumidores finais nos aeroportos, ou para os revendedoreserdquo;, informou a estatal.

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ANP interdita totalmente a Refit após vistoria apontar risco grave iminente de incêndio

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) decidiu interditar totalmente a Refit (ex-Refinaria de Manguinhos), localizada no Rio de Janeiro, após vistoria constatar risco de incêndio na unidade. A refinaria está parcialmente interditada pela agência desde outubro do ano passado, e terá que retirar todo material inflamável para afastar o Risco Grave Iminente (RGI) encontrado pela agência. Em vistoria feita no último dia 14, segundo documento ao qual o Estadão/Broadcast teve acesso, foram identificadas pelo menos seis situações de risco grave relacionadas às barreiras preventivas e mitigadoras. eldquo;Cabe destacar que falhas em apenas uma destas barreiras críticas pode levar à situação de Risco Grave Iminente (RGI) devido à alta probabilidade de fatalidade, não sendo necessário que várias barreiras estejam ausentes ou degradadas para que seja constatada uma situação de RGI. No caso da Refinaria de Manguinhos, existem falhas substanciais em diversas barreiraserdquo;, informa o documento. Foram interditados toda a instalação produtora de derivados de petróleo, incluindo áreas de processo, movimentação, tancagem, expedição e carregamento de todos os produtos, exceto a movimentação necessária para retirar o inventário de produtos combustíveis e inflamáveis de modo a afastar o RGI. Refinaria foi alvo de operações A refinaria entrou no radar das autoridades após a deflagração da Operação Carbono Oculto, em 28 de agosto. As autoridades investigam se o combustível da Refit abasteceria redes de postos de gasolina controlados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo os investigadores, a organização criminosa usa o mercado de combustíveis para lavar dinheiro do crime e ocultar os verdadeiros donos com a ajuda de bancos e fintechs instaladas na Faria Lima. A Receita Federal também apura se Manguinhos está sonegando impostos ao importar nafta e outros derivados de petróleo para fazer gasolina, sem recolher os tributos como deveria, além de usar empresas de fachada para ocultar os reais importadores do combustível, o que é crime. Em uma segunda etapa, a Receita deflagrou a operação Cadeia de Carbono, que apreendeu quatro navios que levavam cargas da Refit. Em 27 de novembro, a Refit voltou a ser alvo de uma megaoperação. Batizada de Poço de Lobato, a ação mobilizou 621 agentes públicos, entre promotores de Justiça, auditores fiscais da Receita Federal, das secretarias da Fazenda do município e do Estado de São Paulo, além de policiais civis e militares. O Grupo Refit, comandado pelo empresário Ricardo Magro, é considerado o maior devedor de ICMS do Estado de São Paulo, o segundo maior do Rio de Janeiro e um dos maiores da União. Em nota, a empresa contestou os débitos tributários e negou irregularidades. Na nota, a empresa afirmou que fazia eldquo;exatamente como fazem inúmeras empresas brasileiras que divergem de uma cobrança tributária, incluindo a própria Petrobras, maior devedora do Estado do Rio de Janeiroerdquo;.

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ANP: janeiro fecha com preço dos combustíveis em alta

Os combustíveis encerraram janeiro em alta, segundo o Levantamento de Preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com destaque para a gasolina, que registrou alta média de 1,7% contra dezembro de 2025, com preço médio de R$ 6,33 o litro. O gás de cozinha também apresentou alta, de 0,4% entre dezembro e janeiro, com preço médio de R$ 110,16 por botijão de 13 quilos. Já o diesel S10, menos poluente e mais vendido, subiu 0,6%, com preço médio de R$ 6,11 o litro. Os preços da última semana do mês, entre os dias 25 e 31 de janeiro, comparados à semana anterior, tiveram um desempenho inverso, com ligeira queda para o gás de cozinha e o diesel. Já o preço médio da gasolina permaneceu estável. O gás de cozinha caiu 0,2% e o diesel S10, 0,1%. A gasolina e o diesel S10 mais caros foram encontrados na cidade de São Paulo, com preço médio de R$ 7,99 e R$ 8,00, respectivamente. Já o gás de cozinha chegou a R$ 156 o botijão em Boa Vista, Roraima. (Estadão Conteúdo)

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Petróleo fecha perto do maior valor em 6 meses

Os preços do petróleo caíram alguns centavos por barril nesta sexta-feira, consolidando os ganhos recentes e mantendo-se próximos das máximas de ezwnj;seis meses, apoiados pelas tensões persistentes entre os EUA e o Irã. Os ezwnj;futuros do petróleo Brent fecharam a US$70,69 por barril, uma queda de 0,03%. O contrato março expira ainda nesta sexta-feira. O petróleo West Texas Intermediate dos EUA fechou a US$65,21 por barril, uma queda ezwj;de 0,32%. "No momento, tudo gira em torno do Irã", disse John Kilduff, sócio da Again Capital. "O mercado já havia precificado muitos riscos geopolíticos relacionados ao Irã, mas é difícil quantificar o ezwnj;mercado neste momento. A questão é: se houver ezwnj;uma ação contra o Irã, o que os iranianos farão?" Na quinta-feira, os preços do petróleo atingiram o nível mais alto desde o início de agosto. Várias fontes afirmaram que o presidente dos EUA, Donald Trump, estava avaliando medidas contra o Irã, incluindo ataques direcionados, o que gerou preocupações sobre interrupções no abastecimento. Tanto os EUA quanto o Irã sinalizaram disposição para dialogar, mas Teerã afirmou na sexta-feira que suas capacidades de defesa não devem ser incluídas em nenhuma negociação. "Esses ganhos foram interrompidos em meio às perspectivas de um cessar-fogo frio entre a Rússia e a Ucrânia e à possibilidade de que um ataque ao Irã possa não ocorrer, já que o governo Trump abre as portas para negociações sobre o programa ezwnj;nuclear iraniano", disse Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group. Os EUA, que reforçaram sua posição militar no Oriente Médio nas últimas semanas, emitiram novas sanções contra sete cidadãos iranianos e pelo menos uma entidade. (Reuters)

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Opep+ concorda em princípio em manter produção de petróleo inalterada, dizem fontes

A Opep+ concordou em princípio em manter e#8288;sua produção de petróleo inalterada para março, em reunião que acontece ainda neste ezwj;domingo, segundo três delegados e um rascunho de comunicado visto pela Reuters. A decisão surge mesmo após os preços do petróleo bruto atingirem as maiores cotações em seis meses ezwnj;devido à preocupação de que os Estados Unidos possam lançar um ataque militar contra o Irã, membro da Opep. A reunião de oito membros da Opep+ ocorre em um momento em que o petróleo Brent fechou próximo a US$70 o barril na sexta-feira, perto da máxima de seis meses, de US$71,89, atingida na quinta-feira, apesar das especulações de que um ezwnj;excesso de oferta em 2026 pressionaria os preços para baixo. Os oito produtores emdash; Arábia Saudita, Rússia, ezwnj;Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão, Kuwait, Iraque, Argélia e Omã emdash; aumentaram as cotas de produção em cerca de 2,9 milhões de barris por dia, de abril a dezembro de 2025, o que corresponde a aproximadamente 3% da demanda global. Em novembro, eles congelaram os aumentos previstos para o período de janeiro a março de 2026 ezwnj;devido ao consumo sazonalmente mais fraco, reafirmando as decisões para janeiro e fevereiro em reuniões posteriores. TRUMP AVALIA OPÇÕES SOBRE O IRÃ Na reunião deste domingo, não se espera e#8203;que sejam tomadas decisões sobre a política de produção além de março, afirmaram as fontes. A Opep+ inclui a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), além da Rússia e de outros aliados. A Opep+, em sua totalidade, produz cerca de metade do petróleo mundial. Um painel separado da Opep+, chamado Comitê Ministerial Conjunto de Monitoramento (JMMC, na sigla em inglês), também tem reunião marcada para este domingo, após a conclusão do encontro dos oito países, disseram os delegados. O JMMC não tem poder de decisão sobre a política de produção. O painel do JMMC enfatizará a importância de se alcançar o cumprimento integral dos e#8203;acordos de produção da Opep+, e#8288;segundo um segundo rascunho e#8288;de declaração visto pela Reuters. O presidente dos EUA, Donald Trump, está avaliando opções em relação ao Irã, incluindo ataques ezwnj;direcionados contra forças de segurança e líderes iranianos, com o objetivo de incitar protestos, disseram diversas fontes na quinta-feira. DISPOSIÇÃO PARA DIALOGAR Washington impôs extensas sanções a Teerã para sufocar sua receita petrolífera, uma fonte crucial de financiamento do Estado. Tanto os ezwj;EUA quanto o Irã sinalizaram, desde então, a disposição de dialogar, mas Teerã afirmou na sexta-feira que suas capacidades de defesa não devem ser e#8203;incluídas em nenhuma negociação. Os preços ezwnj;do petróleo também foram sustentados pelas perdas de oferta no Cazaquistão, onde o setor petrolífero sofreu uma série de ezwj;interrupções nos últimos meses. O Cazaquistão anunciou na quarta-feira que estava reiniciando as operações no enorme campo petrolífero de Tengiz em etapas. Os oito países planejam realizar sua próxima reunião em 1º de março, e o JMMC em 5 de abril, conforme indicam as declarações preliminares. (Reuters )

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IBP cobra transparência e modernização na concessão de gás no Rio

O IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) emitiu uma nota cobrando mais transparência no processo de prorrogação dos contratos de concessão da distribuição de gás natural da CEG e CEG Rio, empresas do Grupo Naturgy, após a Agenersa (Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro) agendar sessão regulatória para tratar dos pleitos. A reunião da reguladora estava marcada para esta quarta-feira (28), mas acabou adiada para quinta (29). Nos bastidores, agentes da cadeia de gás e grandes consumidores consideram a condução da renovação pouco ou nada transparente. A discussão ganhou tração quando, no início de janeiro, a Secretaria-Geral de Controle Externo do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro) colocou em xeque a legalidade da prorrogação dos contratos, um caminho que seria vedado pela legislação estadual (Lei 2.831/97) e incompatível com entendimento já firmado pela corte local. Em representação ao tribunal, o órgão defendeu a realização de nova licitação, do zero, quando terminar o prazo da concessão, em detrimento dos trabalhos já iniciados pelo governo do Estado e pela Agenersa, que estariam eldquo;direcionados a possibilitar a prorrogação contratualerdquo;. eldquo;O assunto deve ser conduzido com a máxima atenção aos princípios de transparência, participação social, segurança e previsibilidade, com foco na segurança energética e na credibilidade do ambiente regulatório. Apenas assim será garantida a legitimidade do processoerdquo;, diz o IBP na nota. O instituto afirma que o momento de estudos sobre a renovação dos contratos da Naturgy é apropriado para sua eldquo;modernizaçãoerdquo;, eldquo;alinhando-os ao novo marco legal do gás natural, às transformações do mercado e às melhores práticas regulatóriaserdquo;. Nas entrelinhas, há uma série de questões objetivas que estão no centro do interesse de fornecedores e grandes consumidores de gás. Uma delas é a questão da migração para o mercado livre de gás. Empresas alegam que a Naturgy impõe barreiras ao movimento dos grandes consumidores, que está previsto na regulação para indústrias que consomem mais de 10 mil m³/dia (metros cúbicos por dia) de gás natural. Isso vai na contramão do que prevê os contratos da Naturgy inaugurados nos anos 1990, em que o sarrafo para ir ao ambiente livre era bem maior, 100 mil m³/dia. Em agosto do ano passado, inclusive, a Agenersa chegou a multar a Naturgy pela imposição de barreiras ao desenvolvimento do mercado livre de gás no Estado. Agora, seja por meio de renovação ou nova concessão, o IBP indica enxergar uma janela para consolidar os efeitos da evolução regulatória nos contratos. eldquo;Em manifestações formais já encaminhadas à Agenersa e ao Governo do Estado, o IBP destacou que a decisão sobre o futuro das concessões deve considerar informações atualizadas, planos de investimentos completos e compatíveis com a realidade atual do setor, bem como a aderência às diretrizes da Lei nº 14.134/2021 (Lei do Gás). Além disso, é essencial que o processo contribua para a construção de um ambiente regulatório mais previsível, competitivo e alinhado aos objetivos de abertura e dinamização do mercado de gás natural no Brasilerdquo;, diz o IBP. Em paralelo, destaca a importância da segurança jurídica do processo para o setor. eldquo;Qualquer deliberação definitiva deve observar rigorosamente os marcos legais e regulatórios vigentes, avaliando conjuntamente a aptidão técnica da CEG e CEG Rio em continuarem como responsáveis pelas concessões e melhor opção para o mercado de gás entre renovar ou relicitarerdquo;, continua o instituto.

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