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Caminhão a gás da JAC pode chegar ao Brasil com imposto zero

Não são apenas as montadoras de automóveis que buscam meios para importar veículos eletrificados da China sem pagar Imposto de Importação. O setor de caminhões também se movimenta nesse sentido. A Green Cargo, empresa de locação de veículos comerciais, solicitou ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a redução da alíquota do imposto de 35% para zero, pelo período de dois anos, para trazer caminhões movidos a gás produzidos pela JAC Motors. O pedido envolve a importação de 250 unidades equipadas com motor movido a Gás Natural Comprimido (GNC), capaz de gerar 560 cavalos de potência. A estratégia do Ex-tarifário A empresa fundamenta o pedido argumentando que o modelo se enquadra como um item Ex-tarifário. Este regime é um mecanismo do governo federal que permite a redução temporária do Imposto de Importação para bens de capital (máquinas e equipamentos) sem produção equivalente no Brasil. Quando uma companhia comprova que determinado produto não é fabricado no país emdash; ou que a indústria nacional não atende às especificações técnicas exigidas emdash;, pode solicitar a redução da alíquota, que cai de patamares como 35% para 0%, por prazo determinado. Concorrência com a indústria nacional O entrave, porém, é que caminhões a gás já são produzidos em solo brasileiro. Veículos com este tipo de powertrain saem da linha da Scania, em São Bernardo do Campo (SP), desde 2018. A Iveco também produz modelos similares em Sete Lagoas (MG), e a Mercedes-Benz deve ser a próxima a entrar no segmento, já que realiza testes com a tecnologia desde 2025. O setor deve ganhar tração nos próximos anos, impulsionado pelo programa Combustível do Futuro. Os números da Scania confirmam a tendência de crescimento: desde 2019, a marca vendeu mais de 2 mil unidades a gás e, para 2026, a expectativa é comercializar outras 500. Planos de expansão e infraestrutura Embora o pedido ainda esteja em análise no MDIC, a Green Cargo já anunciou planos de expansão. eldquo;Entendemos que frotistas e embarcadores que buscam real redução de emissões precisam de soluções que vão muito além do caminhão movido a gáserdquo;, afirmou em nota Leandro Gedanken, diretor de operações da empresa. A companhia começará as atividades nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Para os próximos 12 meses, estima o potencial de 150 a 200 caminhões a gás em operação e, em um horizonte de três a cinco anos, prevê ultrapassar a marca de 2 mil veículos. Sediada em Linhares (ES), a Green Cargo já opera no mercado local com uma frota da JAC, muitas vezes em regime de testes com clientes. Além da locação e venda, a empresa fornece a estrutura de abastecimento aos transportadores. Já a JAC Motors passou a atuar com operação própria no Brasil em janeiro, oferecendo modelos leves elétricos e a diesel, todos importados. (Estradão)

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Na esteira do agro, demanda por diesel deve crescer 2% em 2026

A demanda por diesel B, que é o combustível presente nos postos do país que mistura o diesel puro com combustível renovável produzido a partir de óleos vegetais ou gorduras animais, deverá aumentar em 2% na comparação com aquela vista no ano passado, chegando a 70,8 milhões de metros cúbicos. O consumo maior se dará em função do aumento das projeções agrícolas. Uma maior safra de soja, por exemplo, vai elevar o volume de carga transportada no país, segundo a StoneX. A projeção anterior para o ano da consultoria indicava um consumo ligeiramente menor, 70,4 milhões de m³. O recorte regional da sua projeção indica maior consumo pelo combustível no Sul, com recuperação das safras de soja e milho, e no Sudeste, impulsionado por exportações aquecidas dos setores agrícola, industrial e extrativista. A consultoria também estima que em 2026 haverá aumento das importações de diesel bruto, insumo que é a base para a produção do biodiesel presente nos tanques dos caminhões que circulam pelas estradas do país. A demanda pelo chamado diesel A (puro) deve atingir 60,4 milhões de m³ (+1% sobre 2025), exigindo 17,8 milhões de m³ de importações emdash; o maior volume da série histórica. Mesmo com leve avanço da produção nacional, as importações devem ter uma participação elevada na oferta nacional em 2026, entre 29,0% a 29,3%. Em 2025, as vendas de diesel B totalizaram 69,4 milhões de m³, alta de 3% sobre 2024, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O volume de biodiesel consumido no ano passado chegou a 9,7 milhões de m³, avanço de 7,4% no comparativo com 2024. (Estradão)

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Brasil deve ser o país mais beneficiado pela nova tarifa anunciada pelos EUA

A economia brasileira deve ser a mais beneficiada com a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar o tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump no comércio global. Na sexta-feira, 20, a Suprema Corte decidiu que, segundo a Constituição americana, o poder de estabelecer impostos e tarifas é do Congresso. No sábado, 21, Trump anunciou aumento de novas tarifas globais dos EUA de 10% para 15% após seu revés justiça. Segundo estudo publicado no sábado pelo Global Trade Alert - órgão independente que monitora em tempo real políticas governamentais que afetam o comércio internacional -, com o novo regime em vigor a tarifa de importação para os produtos brasileiros deve ser reduzida em 13,6 pontos porcentuais. Na sequência, as economias mais beneficiadas seriam a China (redução de 7,1 pontos porcentuais) e a Índia (queda de 5,6 pontos porcentuais). Por outro lado, os países que se beneficiavam de uma tarifa mais baixa e que passaram a ser mais afetados pela decisão de Trump são Reino Unido (alta de 2,1 pontos percentuais), Itália (avanço de 1,7 ponto porcentual) e Singapura (alta de 1,1 ponto percentual). A Global Trade Alert é um órgão independente e que acompanha políticas de comércio global. O Brasil foi um dos países mais prejudicados pelo tarifaço de Trump. No auge da tensão entre os dois países, o presidente dos EUA chegou a taxar os produtos em 50% - composto pela tarifa recíproca de 10% mais uma sobretaxa de 40%. Em novembro do ano passado, o governo americano anunciou uma lista de produtos brasileiros que ficaram de fora do tarifaço, mas 20% das exportações brasileiras ao mercado americano ainda permaneciam sujeitas à alíquota. Em 2025, afetadas pelo tarifaço, as exportações brasileiras para o EUA recuaram 6,6%, somando US$ 37,7 bilhões. Brasil continua investigado O governo dos EUA segue apurando o Brasil e a China com base na Seção 301, ferramenta de política comercial que permite aos americanos investigar e retaliar outras nações contra práticas comerciais consideradas injustas. Em comunicado, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) afirmou que a administração Trump vai continuar as investigações em curso com base na Seção 301, incluindo aquelas que envolvem o Brasil e a China. eldquo;Se estas investigações concluírem que existem práticas comerciais desleais e que uma resposta ágil é justificada, tarifas são ferramentas que poderão ser impostaserdquo;, diz o comunicado. Em 2025, os Estados Unidos comunicaram que a apuração abordaria eldquo;atos, políticas e práticas do governo brasileiro relacionados ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; interferência anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegalerdquo;. Entre as medidas que o governo americano considerou prejudiciais ao abrir o expediente, em 2025, estão a propriedade intelectual, existência de tarifas preferenciais para outros países, taxas mais altas para o etanol americano, desmatamento ilegal e até mesmo o Pix. Sem perda de competitividade Na manhã deste domingo, 22, o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, avaliou que a decisão da Suprema Corte americana de derrubar as tarifas nos Estados Unidos foi positiva para o Brasil. eldquo;Como a alíquota agora é igual para todo mundo, nós não perdemos competitividadeerdquo;, afirmou a jornalistas durante agenda em Aparecida do Norte (SP). A queda das tarifas de Donald Trump traz duas vantagens para o País, segundo Alckmin. Para ele, além de acabar com as alíquotas mais altas ao Brasil em relação às de outros países, alguns itens brasileiros tiveram seus impostos zerados. Alckmin citou setores como os de combustível, carne, café, suco de laranja, celulose e aeronáutica. No setor de aeronaves e peças, Alckmin destacou que a alíquota que era de 10% caiu a zero. Nesse tipo de indústria, o comércio exterior é fundamental, destacou. A competitividade dos produtos brasileiros vai aumentar, na visão do vice-presidente. eldquo;Algumas indústrias, se não exportarem, não sobrevivem. Se você avaliar a Embraer, não tem como ter uma fábrica de avião para vender só para o mercado internoerdquo;, disse. Ele enfatizou ainda que a tarifa média praticada pelo Brasil a produtos americanos é de 2,7%. Em relação às restrições impostas por Trump no âmbito da Seção 232, como as tarifas para aço, alumínio e cobre, Alckmin ponderou que a medida vale para todos os países, então não há desvantagem nas operações comereciais.

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Febrafite: mudança no ICMS dos combustíveis em 2022 terá efeito duradouro na receita de estados

As mudanças promovidas pelo governo Bolsonaro no sistema de tributação dos combustíveis no ano eleitoral de 2022 não só alteraram o equilíbrio fiscal dos estados como vão continuar exercendo efeitos duradouros com a entrada em vigor do novo regime resultante da reforma tributária. É o que mostra nota técnica divulgada pela Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), que analisa o desempenho das receitas estaduais e os impactos estruturais dessas transformações. eldquo;As mudanças no regime de tributação dos combustíveis feitas em 2022 e a proximidade da transição para o novo modelo da reforma tributária estão no centro da inflexão recente nas finanças estaduais brasileiraserdquo;, diz a nota. Em 11 de março de 2022, o governo federal sancionou a Lei Complementar nº 192 instituindo a tributação monofásica do ICMS sobre os combustíveis. A partir de então, o imposto passou a incidir uma única vez em toda a cadeia de comercialização dos combustíveis. Ou seja, o ICMS passaria a ser cobrado apenas na saída das refinarias. Por trás da mudança residia o argumento de um maior controle dos preços. Em junho do mesmo ano eleitoral, o governo Bolsonaro sancionou a Lei Complementar 194, limitando as alíquotas do ICMS emdash; cada estado tem sua alíquota emdash; entre 17% e 18% para combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo, classificados como bens essenciais. De acordo com a nota técnica da Febrafite, as alterações exerceram impactos diretos sobre a arrecadação do ICMS, especialmente no setor de combustíveis, que é historicamente uma das principais bases tributárias dos estados. Segundo a entidade, os efeitos das LCPs 192 e 194 ficam evidentes em 2022 e 2023, evidenciando a quebra estrutural da base do ICMS. Em 2025, continua a entidade, com essa quebra estrutural anterior, o que se percebe é uma base de arrecadação menor, mas como principal efeito negativo sobre o ICMS em 2025 a desaceleração econômica. eldquo;Ao analisar os dados por setor, fica evidente o impacto das Leis Complementares na participação do ICMS na Receita Corrente Líquida no ciclo 2021-2025. Após atingir R$ 795,9 bilhões em 2021, o imposto praticamente estagnou em R$ 793,8 bilhões em 2022 emdash; os impactos da LC 192 e 194 tiveram efeito a partir do segundo semestre de 2022 emdash;, uma variação de -0,3%, e recuou para R$ 768,1 bilhões (2023) (-3,2%)erdquo;, pontua a nota. Em seguida, houve uma recomposição expressiva em 2024, quando o ICMS avançou para R$ 842,6 bilhões, num salto de 9,7%, e nova alta em 2025, para R$ 862,9 bilhões, de 2,4%, segue a nota. No acumulado 2021-2025, de acordo com a Febrafite, eldquo;o ganho é de 8,4%, uma taxa média de crescimento de 2,0% a ano, valor abaixo do observado para a RCL e para o agregado de impostoserdquo;. Para a Febrite, esse cenário ganha ainda mais relevância diante da reforma tributária do consumo, que substituirá o ICMS e o ISS pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), com transição prevista a partir de 2029. eldquo;O período entre 2019 e 2026 servirá como base de cálculo para definir os coeficientes de repartição das receitas entre os entes federativos no novo sistema. Assim, oscilações recentes na arrecadação, especialmente aquelas decorrentes das mudanças na tributação dos combustíveis, terão impacto direto na distribuição futura de receitas entre estados e municípioserdquo;, afirma a nota. Para o presidente da Febrafite, Rodrigo Spada, o momento exige atenção à preservação do equilíbrio federativo durante a transição tributária. eldquo;As mudanças na tributação dos combustíveis alteraram de forma estrutural a principal fonte de arrecadação dos estados justamente no período que servirá de base para o novo sistema tributário. É fundamental que a transição para o IBS seja conduzida com mecanismos que garantam estabilidade e previsibilidade, assegurando o equilíbrio federativo e a capacidade de financiamento dos serviços públicoserdquo;, afirma. O estudo conclui que o enfraquecimento relativo do ICMS na reta final da janela de referência da reforma tributária reforça a importância de mecanismos de transição e compensação previstos no novo modelo, para garantir que os estados atravessem essa mudança com segurança fiscal e previsibilidade de receitas. (Estadão Conteúdo)

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Petróleo fecha perto da estabilidade e acumula ganhos com tensões EUA-Irã

O petróleo fechou perto da estabilidade nesta sexta-feira (20) acumulando ganhos na semana em meio a indicações de que os Estados Unidos se preparam para atacar o Irã, diante do impasse em negociações sobre o programa nuclear do país persa. Investidores também acompanharam a bateria de dados nos EUA e a decisão da Suprema Corte norte-americana de derrubar certas tarifas impostas pelo presidente do país, Donald Trump. Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 0,12% (US$ 0,08), a US$ 66,48. Já o Brent para maio avançou 0,04% (US$ 0,03), a US$ 71,30 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). Na semana WTI e Brent ganharam 5,71% e 5,24%, respectivamente. Os preços do petróleo ganharam certo fôlego com expectativas cada vez maiores de que os EUA ataquem Teerã. Embora Washington não tenha anunciado uma ofensiva, os sinais emitidos pela Casa Branca e pelo Pentágono indicam que o país está construindo as condições políticas e estratégicas para agir rapidamente. Questionado nesta sexta por repórteres se considera um ataque para pressionar o Irã a fechar um acordo, Trump respondeu que "acho que posso dizer que estou considerando isso". O ataque inicial, que se autorizado poderia ocorrer em poucos dias, teria como alvo algumas instalações militares ou governamentais, segundo fontes do Wall Street Journal. Os preços da commodity estiveram firmemente sob o controle de um turbilhão geopolítico nesta semana, à medida que as tensões EUA-Irã aumentaram mais uma vez, pontua a Capital Economics. A consultoria estima que o prêmio de risco esteja em torno de US$ 7 a US$ 10 por barril, acrescentado que interrupções maiores na oferta do que na "Guerra de 12 dias" podem fazer o petróleo plausivelmente subir muito mais, chegando mais perto de US$ 100 o barril. Nesta sexta, dados americanos sobre inflação, PIB (Produto Interno Bruto), índices de gerentes de compras (PMIs, na sigla em inglês), sentimento econômico e moradias tiveram leituras divergentes. Somados à decisão da Suprema Corte, os múltiplos catalisadores mantiveram o petróleo operando volátil durante o dia. (Estadão Conteúdo)

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BTG é contratado para vender a Ipiranga

Uma das maiores empresas do Brasil está à venda. O BTG Pactual foi contratado pelo grupo Ultra para vender o seu principal ativo: a Ipiranga, a segunda maior distribuidora de combustíveis do país, dona de um faturamento que supera os R$ 140 bilhões anuais. A francesa Total, a saudita Aramco e a (sempre presente) Jeamp;F, dos irmãos Batista, estão olhando o negócio. (Blog por Lauro Jardim)

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