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Vibra reforça cabotagem de combustíveis no NE

A Vibra concluiu a ampliação de sua Base de Suape, em Pernambuco, e elevou a capacidade total de armazenagem do terminal de 142.542 m³ para 247.996 m³. Com investimento superior a R$ 100 milhões, a unidade passa a ser a maior base da distribuidora no país em volume de tancagem e reforça o papel de Suape como hub logístico estratégico para o abastecimento de combustíveis e biocombustíveis no Nordeste. O terminal opera em modelo de pool logístico, compartilhado com Raízen e Ipiranga, com foco em ganhos de eficiência operacional e melhor aproveitamento da infraestrutura instalada. eldquo;O projeto elevou significativamente a capacidade de movimentação de produtos, com destaque para os biocombustíveis, tornando a unidade um hub estratégico da Vibra no Nordeste. Trata-se de uma entrega desafiadora, realizada com alto padrão técnico e de segurança, em uma operação contínua e complexaerdquo;, afirma Daniel Drumond, vice-presidente executivo de Operações da Vibra. A expansão incluiu a construção de oito novos tanques: seis unidades de 14 mil m³ (flexíveis entre etanol anidro e gasolina), um tanque de 10 mil m³ para diesel S10 e outro de 10 mil m³ para querosene de aviação (QAV).

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Devo, não nego, pago se a polícia aparecer

Na Bahia, varejistas de armas e munições sonegaram mais de R$ 14 milhões em ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), usando sócios laranja. Produtores agrícolas e comerciantes no Espírito Santo operavam um esquema para não pagar esse mesmo imposto sobre o comércio de café. No setor de hortifruti, um contador abria empresas fantasmas com o mesmo fim. O custo aos cofres do Mato Grosso somam R$ 45 milhões. Tudo isso aconteceu apenas nos últimos três meses, com as operações estaduais Fogo Cruzado, Recepa e CNPJ na Cela, respectivamente. Os devedores contumazes são assunto da fazenda, mas cada vez mais resvalam na segurança. As operações foram esforços conjuntos de ministérios públicos, polícias, diferentes secretarias e núcleos especializados de investigação. De estado em estado, de setor em setor, esses milhões se amontoam até os bilhões. Mesmo assim, permanecem escondidos sob débitos persistentes que, por sua vez, podem esconder atuações ainda mais sombrias. Isso porque não é incomum que a sonegação venha acompanhada de outras transgressões. O gângster Al Capone foi preso nos anos 1930 nos Estados Unidos não por seus crimes violentos, mas por sonegar cerca de 200 mil dólares. A história parece se repetir. A Operação Carbono Oculto, do ano passado, chegou até o PCC por meio da investigação de fraudes fiscais no setor de combustíveis. O preço para você A conta é paga por quem está em dia. Se a sonegação fosse zero, você, um trabalhador médio brasileiro, poderia trabalhar cerca de 30 a 40 dias a menos por ano apenas para pagar impostos, segundo estudos do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação). Nas compras, você também sentiria menos. Por exemplo, ao abastecer o carro, já que o setor de combustíveis perde cerca de R$ 30 bilhões por ano em tributos não pagos por devedores contumazes, segundo estudo do ICL (Instituto Combustível Legal). Se esse valor fosse recuperado e convertido em redução de alíquota, o preço do litro de gasolina na bomba poderia ser, em média, R$ 0,15 a R$ 0,30 mais barato para todos os consumidores, sem que a arrecadação fosse afetada. e#128184; Também perdemos custo oportunidade. Se os R$ 54 bilhões recuperados pela PGFN em 2024 fossem destinados exclusivamente à redução de filas do SUS, seria possível realizar mais de 10 milhões de cirurgias eletivas de média complexidade (catarata, hérnia, vesícula), calculando pelo custo informado no SIGTAP (Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos). Já com os R$ 200 bilhões estimados em devedores contumazes, seria possível construir 40 mil escolas de ensino integral, considerando que uma escola padrão do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) para ensino integral custa cerca de R$ 5 milhões. Como a nova lei contra devedores contumazes será testada no Judiciário Sancionado no mês passado, o Código de Defesa do Contribuinte tenta fechar o cerco contra os devedores contumazes endash; definidos, no âmbito federal, como contribuinte com dívida igual ou superior a R$ 15 milhões, mantida de forma reiterada e sem justificativa, além de patrimônio incompatível com o valor do débito por período prolongado. Mas a lei é apenas o primeiro passo para atacar o problema. Esse tipo de devedor não surge por falha pontual de fiscalização, mas como resultado de um arranjo institucional. A efetividade da norma dependerá da coordenação entre os entes federativos e da aplicação dos novos critérios de maneira técnica, consistente e uniforme, em um cenário no qual os primeiros enquadramentos deverão ser questionados no Judiciário. Leia mais na reportagem de Victoria Lacerda UMA MENSAGEM DO IBJR Cide-Bets fortalece o mercado ilegal A criação da Cide-Bets em discussão no Congresso Nacional pode gerar um efeito oposto ao pretendido. A forma como a contribuição está desenhada, com uma alíquota de 15% incidindo sobre o depósito e não sobre o lucro, aumenta a atratividade de plataformas clandestinas, muitas controladas pelo crime organizado. Na avaliação do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), o novo imposto vai reduzir a competitividade das empresas regulamentadas e incentivar a migração de usuários para a ilegalidade. A mudança ameaça canibalizar a arrecadação do setor de apostas esportivas, que, segundo estudo da LCA Consultoria, recolheu mais de R$ 10,7 bilhões em 2025. Além disso, pode acabar premiando a ilegalidade com vantagem competitiva, em um mercado que hoje tem até 51% de suas operações na clandestinidade, de acordo com estudo feito pela LCA em parceria com o IBJR. RADAR O que acompanhar na próxima quinzena Alguém sobeehellip; O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou, na semana passada, que pode recriar o ministério da Segurança Pública endash; mas condicionou a nova pasta à aprovação da PEC da Segurança Pública. eldquo;Vai ter que ter dinheiro para resolver esse problemaerdquo;, disse o presidente. A expectativa é que a PEC seja votada na Câmara dos Deputados, em dois turnos, na primeira quinzena de março. Apresentada pelo Executivo há quase um ano, o texto travou com as rusgas entre Planalto e Congresso. Agora, em ano eleitoral, o presidente Hugo Motta (Republicanos) a elencou como prioridade. ehellip; E o debaixo desce. O Brasil repetiu sua segunda pior nota da história no Índice de Percepção da Corrupção, elaborado pela ONG Transparência Internacional e divulgado no início da semana. O país vem caindo no ranking desde 2024, e, neste ano, as recomendações ao Brasil incluem fim do uso de emendas parlamentares sem rastreabilidade, aprovação do PL Antifacção e a adoção de um Código de Ética pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Essa festa virou um enterro. As CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito), palco propício para congressistas se projetarem em temas quentes do noticiário, perderam o gás nesta semana. Primeiro, as reuniões da CPI do Crime Organizado desta semana foram canceladas. Na agenda, havia os governadores de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) como convocados. Segundo, o presidente da Câmara, Hugo Motta matou, de acordo com o Estadão, a ideia de uma CPI do Banco Master no futuro próximo: o pedido para criação, apresentado por Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), vai pro fim da fila de solicitações, atrás de 16 propostas.

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Etanol sobe em 12 estados e não é competitivo em nenhum

Os preços médios do etanol hidratado subiram em 12 estados e no Distrito Federal (DF), caíram em outros nove e ficaram estáveis em quatro na semana encerrada no sábado (14/2). No Amapá não houve medição. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas. Nos postos pesquisados pela ANP em todo o país, o preço médio do etanol subiu 0,22% na comparação com a semana anterior, de R$ 4,64 para R$ 4,65 o litro. Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço recuou 0,22%, de R$ 4,47 para R$ 4,46 o litro. A maior alta porcentual na semana, de 10,15%, foi registrada no Distrito Federal, de R$ 4,63 para R$ 5,10 o litro. A maior queda, de 1,65%, ocorreu em Alagoas, de R$ 4,86 para R$ 4,78 o litro. O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,86 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,83, foi observado no Rio Grande do Sul. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,25, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado em Rondônia, de R$ 5,50 o litro. Competitividade O etanol não era competitivo em relação à gasolina em nenhum estado brasileiro na semana encerrada no sábado passado (14/2). Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 73,81% ante a gasolina, portanto desfavorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento realizado pela ANP. Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado. (Estadão Conteúdo)

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Diesel B deve atingir 70,8 milhões de m³ em 2026; biodiesel pode superar 10,7 milhões, aponta StoneX

A StoneX, empresa global de serviços financeiros, revisou para cima sua estimativa de demanda de diesel B no Brasil para 2026. A nova projeção aponta para um consumo de 70,8 milhões de m³, alta de 1,9% sobre 2025 e acima dos 70,4 milhões de m³ estimados anteriormente. Segundo o especialista de Inteligência de Mercado, Bruno Cordeiro, a revisão está diretamente ligada ao aumento das projeções agrícolas. eldquo;A elevação das estimativas de safra, especialmente de soja, sustenta um maior fluxo de transporte de grãos no país e, consequentemente, um consumo mais elevado de diesel B em 2026erdquo;, realça. Regionalmente, o maior avanço deve ocorrer no Sul, com recuperação das safras de soja e milho, e no Sudeste, impulsionado por exportações aquecidas dos setores agrícola, industrial e extrativista. Já o Centro-Oeste deve registrar crescimento mais moderado, diante da expectativa de menor produção de soja em alguns estados. Importações de Diesel A seguem elevadas em 2026 A consultoria também traçou dois cenários para o diesel A em 2026, considerando a manutenção do B15 ao longo do ano (cenário base) ou a adoção do B16 a partir de julho (cenário alternativo). Em ambos os cenários, é esperado um leve aumento da produção, com a suspensão da oferta pela refinaria de Manguinhos sendo contrabalanceada pelo avanço produtivo de refinarias da Petrobras, que trabalham com um calendário que contempla um menor número de paradas programadas na operação para 2026. No cenário base, a demanda por diesel A deve atingir 60,4 milhões de m³ (+1%), exigindo 17,8 milhões de m³ de importações emdash; o maior volume da série histórica. No cenário com B16 no segundo semestre, a demanda pelo óleo diesel fóssil ficaria em 59,9 milhões de m³, com importações ao redor de 17,3 milhões de m³. eldquo;A depender da evolução do mandato de biodiesel ao longo do ano, podemos observar diferenças relevantes na demanda por diesel A e no volume a ser importadoerdquo;, explica Cordeiro. Mesmo com leve avanço da produção nacional, as importações devem ter uma participação elevada na oferta nacional em 2026, entre 29,0% a 29,3%. Biodiesel pode superar 10,7 milhões de m³ em 2026 Para o biodiesel, a StoneX projeta crescimento sustentado pela maior demanda por diesel B e pela possibilidade de avanço na mistura obrigatória. No cenário de manutenção do B15, o consumo pode alcançar 10,4 milhões de m³ (+7,1%), novo recorde da série. Caso o B16 seja adotado a partir de julho, a demanda pode superar 10,7 milhões de m³ (+10,8%), exigindo até 8,6 milhões de toneladas de óleo de soja. Conforme compartilha a analista de Inteligência de Mercado, Isabela Garcia, o desempenho dependerá das definições do CNPE. eldquo;Trabalhamos com diferentes cenários porque ainda há incertezas sobre o cronograma de elevação da misturaerdquo;, destaca. Diante desse cenário, para Isabela, o impacto sobre o complexo soja é relevante. eldquo;Uma eventual elevação da mistura amplia de forma significativa a necessidade de óleo de soja no mercado doméstico, reforçando o papel do biodiesel como vetor estrutural de demandaerdquo;, ressalta. 2025: diesel B cresce 3% e biodiesel avança 7,4% Em 2025, as vendas de diesel B totalizaram 69,4 milhões de m³, alta de 3%, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O volume ficou ligeiramente acima da estimativa da StoneX. eldquo;As boas safras e o crescimento da atividade industrial ampliaram o fluxo de veículos pesados, impulsionando o consumoerdquo;, destaca Cordeiro. No biodiesel, o consumo somou 9,7 milhões de m³ em 2025, avanço de 7,4% no comparativo com 2024. No quarto trimestre, as vendas cresceram 9,7%, com destaque para dezembro.O uso de óleo de soja superou 6,8 milhões de toneladas (+9,3%), enquanto o share médio da matéria-prima subiu para 73,4% no ano. eldquo;O crescimento da demanda por diesel B e a elevação da mistura para 15% a partir de agosto foram determinantes para o avanço do consumoerdquo;, conclui Isabela Garcia.

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Ainda há espaço para a Petrobras reduzir o preço dos combustíveis, analisa economista

Apesar dos cortes feitos pela Petrobras nos preços às refinarias, os valores nas bombas dos postos ficaram mais caros em fevereiro. Dentre os produtos, o etanol registrou a maior alta, com uma média de 2,36%, custando cerca de R$ 4,77. Alguns dos fatores que impediram a queda de preços estão o aumento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), a entressafra da cana-de-açúcar, além dos custos logísticos e diferenças regionais no Brasil. Na análise do economista Roberto Troster, em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (19), outro motivo que resultou no aumento do combustível é a compra no sistema de estoque pelos comerciantes, com a aquisição ocorrida meses antes dos reajustes feitos pela Petrobras. No entanto, com a redução das cotações do combustível no cenário global e o dólar em queda, o especialista aponta que cortes mais significativos poderiam ser feitos pela estatal. eldquo;O preço do barril [de petróleo] em um ano caiu 7,9%, então a gasolina devia cair 7,9%. O dólar caiu 11%, quer dizer, se você multiplica o preço do dólar pelo preço do barril, você teve uma queda de 8,2% no custo da gasolina. E a gasolina aumentou 2,1% em 12 meses. Então, a Petrobras está, de alguma maneira, se apropriado de um ganho e não está precificando de acordo com os custoserdquo;, finaliza Troster.

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Petróleo sobe quase 2%, máxima de 6 meses, após ultimato de Trump ao Irã

O petróleo fechou em alta próxima de 2% nesta quinta-feira, 19, expandindo ganhos frente ao acirramento das disputas militares entre Estados Unidos e Irã e no Leste Europeu. O impasse sobre um acordo nuclear com o regime de Teerã aumenta os prêmios de risco da commodity ao ampliar chances de interrupção no fornecimento global. Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 2,07% (US$ 1,35), a US$ 66,40. Já o Brent para o mesmo mês avançou 1,86% (US$ 1,31), a US$ 71 66 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que eldquo;boas conversas estão acontecendo com o Irãerdquo;, mas elevou o tom ao advertir que é preciso eldquo;um acordo significativo, ou então coisas ruins acontecerãoerdquo;. Segundo ele, Washington poderá eldquo;ir um passo alémerdquo; caso não haja avanços e pontuou que eldquo;descobriremos algo em cerca de 10 diaserdquo; sobre as perspectivas de paz no Oriente Médio. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também ameaçou os líderes de Teerã ao afirmar que haverá uma resposta inimaginável caso o país persa dispare mísseis contra o território israelense. No mercado de predições Kalshi, as probabilidades de um acordo nuclear antes de abril caíram de 20% na quarta-feira para 12% nesta quinta, enquanto as chances de um acerto antes de agosto recuaram de 34% para 32%. O Rabobank espera que qualquer interrupção no fornecimento pelo Estreito de Ormuz faça os preços subirem para mais de US$ 85, chegando até a US$ 100 por barril, mas a duração da interrupção determinará se o pico retornará a US$ 70 ou se as médias trimestrais ficarão entre US$ 80 e US$ 90. Na Europa, drones ucranianos atingiram uma refinaria de petróleo da Rússia, em meio a ausência de avanços para uma solução diplomática do conflito. Os preços do petróleo ainda tiveram leve aceleração após dados mostrarem queda inesperada e forte nos estoques dos EUA na semana passada, de 9,014 milhões de barris. (Estadão Conteúdo)

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