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Petróleo fecha perto do maior valor em 6 meses

Os preços do petróleo caíram alguns centavos por barril nesta sexta-feira, consolidando os ganhos recentes e mantendo-se próximos das máximas de ezwnj;seis meses, apoiados pelas tensões persistentes entre os EUA e o Irã. Os ezwnj;futuros do petróleo Brent fecharam a US$70,69 por barril, uma queda de 0,03%. O contrato março expira ainda nesta sexta-feira. O petróleo West Texas Intermediate dos EUA fechou a US$65,21 por barril, uma queda ezwj;de 0,32%. "No momento, tudo gira em torno do Irã", disse John Kilduff, sócio da Again Capital. "O mercado já havia precificado muitos riscos geopolíticos relacionados ao Irã, mas é difícil quantificar o ezwnj;mercado neste momento. A questão é: se houver ezwnj;uma ação contra o Irã, o que os iranianos farão?" Na quinta-feira, os preços do petróleo atingiram o nível mais alto desde o início de agosto. Várias fontes afirmaram que o presidente dos EUA, Donald Trump, estava avaliando medidas contra o Irã, incluindo ataques direcionados, o que gerou preocupações sobre interrupções no abastecimento. Tanto os EUA quanto o Irã sinalizaram disposição para dialogar, mas Teerã afirmou na sexta-feira que suas capacidades de defesa não devem ser incluídas em nenhuma negociação. "Esses ganhos foram interrompidos em meio às perspectivas de um cessar-fogo frio entre a Rússia e a Ucrânia e à possibilidade de que um ataque ao Irã possa não ocorrer, já que o governo Trump abre as portas para negociações sobre o programa ezwnj;nuclear iraniano", disse Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group. Os EUA, que reforçaram sua posição militar no Oriente Médio nas últimas semanas, emitiram novas sanções contra sete cidadãos iranianos e pelo menos uma entidade. (Reuters)

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Opep+ concorda em princípio em manter produção de petróleo inalterada, dizem fontes

A Opep+ concordou em princípio em manter e#8288;sua produção de petróleo inalterada para março, em reunião que acontece ainda neste ezwj;domingo, segundo três delegados e um rascunho de comunicado visto pela Reuters. A decisão surge mesmo após os preços do petróleo bruto atingirem as maiores cotações em seis meses ezwnj;devido à preocupação de que os Estados Unidos possam lançar um ataque militar contra o Irã, membro da Opep. A reunião de oito membros da Opep+ ocorre em um momento em que o petróleo Brent fechou próximo a US$70 o barril na sexta-feira, perto da máxima de seis meses, de US$71,89, atingida na quinta-feira, apesar das especulações de que um ezwnj;excesso de oferta em 2026 pressionaria os preços para baixo. Os oito produtores emdash; Arábia Saudita, Rússia, ezwnj;Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão, Kuwait, Iraque, Argélia e Omã emdash; aumentaram as cotas de produção em cerca de 2,9 milhões de barris por dia, de abril a dezembro de 2025, o que corresponde a aproximadamente 3% da demanda global. Em novembro, eles congelaram os aumentos previstos para o período de janeiro a março de 2026 ezwnj;devido ao consumo sazonalmente mais fraco, reafirmando as decisões para janeiro e fevereiro em reuniões posteriores. TRUMP AVALIA OPÇÕES SOBRE O IRÃ Na reunião deste domingo, não se espera e#8203;que sejam tomadas decisões sobre a política de produção além de março, afirmaram as fontes. A Opep+ inclui a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), além da Rússia e de outros aliados. A Opep+, em sua totalidade, produz cerca de metade do petróleo mundial. Um painel separado da Opep+, chamado Comitê Ministerial Conjunto de Monitoramento (JMMC, na sigla em inglês), também tem reunião marcada para este domingo, após a conclusão do encontro dos oito países, disseram os delegados. O JMMC não tem poder de decisão sobre a política de produção. O painel do JMMC enfatizará a importância de se alcançar o cumprimento integral dos e#8203;acordos de produção da Opep+, e#8288;segundo um segundo rascunho e#8288;de declaração visto pela Reuters. O presidente dos EUA, Donald Trump, está avaliando opções em relação ao Irã, incluindo ataques ezwnj;direcionados contra forças de segurança e líderes iranianos, com o objetivo de incitar protestos, disseram diversas fontes na quinta-feira. DISPOSIÇÃO PARA DIALOGAR Washington impôs extensas sanções a Teerã para sufocar sua receita petrolífera, uma fonte crucial de financiamento do Estado. Tanto os ezwj;EUA quanto o Irã sinalizaram, desde então, a disposição de dialogar, mas Teerã afirmou na sexta-feira que suas capacidades de defesa não devem ser e#8203;incluídas em nenhuma negociação. Os preços ezwnj;do petróleo também foram sustentados pelas perdas de oferta no Cazaquistão, onde o setor petrolífero sofreu uma série de ezwj;interrupções nos últimos meses. O Cazaquistão anunciou na quarta-feira que estava reiniciando as operações no enorme campo petrolífero de Tengiz em etapas. Os oito países planejam realizar sua próxima reunião em 1º de março, e o JMMC em 5 de abril, conforme indicam as declarações preliminares. (Reuters )

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IBP cobra transparência e modernização na concessão de gás no Rio

O IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) emitiu uma nota cobrando mais transparência no processo de prorrogação dos contratos de concessão da distribuição de gás natural da CEG e CEG Rio, empresas do Grupo Naturgy, após a Agenersa (Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro) agendar sessão regulatória para tratar dos pleitos. A reunião da reguladora estava marcada para esta quarta-feira (28), mas acabou adiada para quinta (29). Nos bastidores, agentes da cadeia de gás e grandes consumidores consideram a condução da renovação pouco ou nada transparente. A discussão ganhou tração quando, no início de janeiro, a Secretaria-Geral de Controle Externo do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro) colocou em xeque a legalidade da prorrogação dos contratos, um caminho que seria vedado pela legislação estadual (Lei 2.831/97) e incompatível com entendimento já firmado pela corte local. Em representação ao tribunal, o órgão defendeu a realização de nova licitação, do zero, quando terminar o prazo da concessão, em detrimento dos trabalhos já iniciados pelo governo do Estado e pela Agenersa, que estariam eldquo;direcionados a possibilitar a prorrogação contratualerdquo;. eldquo;O assunto deve ser conduzido com a máxima atenção aos princípios de transparência, participação social, segurança e previsibilidade, com foco na segurança energética e na credibilidade do ambiente regulatório. Apenas assim será garantida a legitimidade do processoerdquo;, diz o IBP na nota. O instituto afirma que o momento de estudos sobre a renovação dos contratos da Naturgy é apropriado para sua eldquo;modernizaçãoerdquo;, eldquo;alinhando-os ao novo marco legal do gás natural, às transformações do mercado e às melhores práticas regulatóriaserdquo;. Nas entrelinhas, há uma série de questões objetivas que estão no centro do interesse de fornecedores e grandes consumidores de gás. Uma delas é a questão da migração para o mercado livre de gás. Empresas alegam que a Naturgy impõe barreiras ao movimento dos grandes consumidores, que está previsto na regulação para indústrias que consomem mais de 10 mil m³/dia (metros cúbicos por dia) de gás natural. Isso vai na contramão do que prevê os contratos da Naturgy inaugurados nos anos 1990, em que o sarrafo para ir ao ambiente livre era bem maior, 100 mil m³/dia. Em agosto do ano passado, inclusive, a Agenersa chegou a multar a Naturgy pela imposição de barreiras ao desenvolvimento do mercado livre de gás no Estado. Agora, seja por meio de renovação ou nova concessão, o IBP indica enxergar uma janela para consolidar os efeitos da evolução regulatória nos contratos. eldquo;Em manifestações formais já encaminhadas à Agenersa e ao Governo do Estado, o IBP destacou que a decisão sobre o futuro das concessões deve considerar informações atualizadas, planos de investimentos completos e compatíveis com a realidade atual do setor, bem como a aderência às diretrizes da Lei nº 14.134/2021 (Lei do Gás). Além disso, é essencial que o processo contribua para a construção de um ambiente regulatório mais previsível, competitivo e alinhado aos objetivos de abertura e dinamização do mercado de gás natural no Brasilerdquo;, diz o IBP. Em paralelo, destaca a importância da segurança jurídica do processo para o setor. eldquo;Qualquer deliberação definitiva deve observar rigorosamente os marcos legais e regulatórios vigentes, avaliando conjuntamente a aptidão técnica da CEG e CEG Rio em continuarem como responsáveis pelas concessões e melhor opção para o mercado de gás entre renovar ou relicitarerdquo;, continua o instituto.

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Fim da 6x1: PEC da redução de jornada de trabalho vem com problema que põe em risco a produtividade

Vivemos um tempo de narrativas sedutoras. Uma delas diz que, quando as pessoas trabalham menos horas, a sua produtividade aumenta. Estaria aí a grande justificativa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n.º 8/2025, da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe a redução da jornada de trabalho semanal de 44 horas para 36 horas, e muda o regime de escala 6x1 para 4 dias de trabalho e 3 de descanso, com o mesmo salário. Trabalhar menos tem seu mérito, mas é viável? E a produtividade? Há várias décadas que a produtividade do trabalho cresce a uma taxa irrisória de 0,4% a 0,6% ao ano. Nos últimos 20 anos, ficou estagnada. Em 2024, cresceu apenas 0,1%. Num regime de 36 horas semanais, cálculos realistas indicam que, para as empresas e a economia manterem o desempenho atual, a produtividade do trabalho terá de passar para um novo patamar de 6,7% de forma imediata e permanente. Irrealista. Nesse campo, nada ocorre de repente. A produtividade depende de fatores de evolução lenta: a melhoria da qualificação dos trabalhadores, o aperfeiçoamento da administração das empresas, a sua modernização tecnológica etc. Nada disso surgirá da mera redução das horas trabalhadas. Será que a referida estagnação da produtividade afeta todas as empresas? É claro que não. Muitas são altamente produtivas porque operam com colaboradores bem qualificados, sob administração moderna e ancoradas em tecnologias que maximizam resultados. Assim se dá também com certos ramos e setores. Nessas condições, é viável trabalhar menos. E isso já ocorre. A jornada média praticada no Brasil é de 38,4 horas por semana. Mas esse resultado é alcançado por meio de negociações coletivas realizadas entre empregados e empregadores. Elas levam em conta as peculiaridades das empresas, trabalhadores, ramos e setores da economia do País. Essa prática já é garantida pela Constituição de 1988, que permite acertar jornadas semanais abaixo de 44 horas (art. 7.º, inciso XIII). Portanto, o problema da PEC n.º 8/2025 e de outras do mesmo tipo é o de promover uma redução de jornada de modo impositivo, sem levar em conta as diferenças apontadas. Conclusão: somos a favor de qualquer redução de jornada de trabalho, desde que negociada entre as partes e com base na realidade das empresas, dos trabalhadores, dos ramos e dos setores. Assim é no mundo inteiro. José Pastore - professor aposentado da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP) André Portela - professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV)

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Preço do diesel sob pressão

Com o novo repique no preço internacional do barril de petróleo na quinta (29), o preço do diesel vendido no Brasil às distribuidoras ampliou a defasagem em relação ao mercado externo. Segundo cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a média do litro do diesel nos principais polos brasileiros está R$ 0,49 abaixo dos preços internacionais. Se considerados apenas os pontos de venda da Petrobras, a diferença é de R$ 0,50, o que equivale a 15% de diferença em relação às cotações globais. A defasagem vem sendo registrada há semanas e tem gerado no mercado uma expectativa de reajuste nos preços da Petrobras. A estatal aplicou uma redução na gasolina na terça (27), mas optou por manter o preço do diesel inalterado. A Petrobras afirma que evita repassar volatilidades externas aos preços internos. No entanto, desde o último reajuste do diesel emdash; em maio do ano passado emdash; houve importantes alterações no mercado global, assim como no câmbio. O ambiente de sobreoferta levou a cotação do petróleo a uma trajetória de queda desde 2025. Mas os preços têm sofrido variações, com forte influência dos movimentos geopolíticos, em meio ao ambiente de tensão em importantes produtores globais nas últimas semanas. Na quinta (29), o Brent encerrou o dia em alta de 3,29%, a US$ 69,59 o barril, reagindo ao aumento das pressões dos europeus e dos Estados Unidos contra o Irã. O presidente dos EUA Donald Trump ameaçou o Irã com uma resposta militar, caso as negociações por um acordo nuclear fracassem. Vale lembrar que o preço do barril e o câmbio não são as únicas métricas levadas em consideração pela Petrobras ao reajustar os combustíveis. Fatores como a competitividade e o market share também pesam na decisão. E qualquer mudança no combustível vai ter impactos no bolso do consumidor, que está atento à inflação no ano eleitoral. Variações no diesel tendem a ter um eldquo;efeito cascataerdquo; na economia brasileira, por causa da alta dependência do transporte rodoviário para a movimentação de bens pelo país. Segundo a ValeCard, o preço do diesel nos postos brasileiros já teve uma alta de 0,56% entre dezembro e janeiro deste ano. O maior aumento ocorreu no Nordeste. O levantamento considera transações realizadas entre 1º e 26 de janeiro em 25 mil postos credenciados em todo o país. É um reflexo do aumento do imposto estadual. As novas alíquotas de ICMS entraram em vigor em 1º de janeiro.

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Motta inclui MP que viabiliza programa Gás do Povo na pauta de segunda-feira (2) da Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos/PB), incluiu na pauta de votações da próxima segunda-feira (2/2) a Medida Provisória que viabiliza o programa Gás do Povo, iniciativa do governo federal de distribuição gratuita de botijões de gás de cozinha para 15 milhões de pessoas. A pauta da Câmara para a semana que vem foi publicada na manhã desta quinta-feira (29/1). Também está prevista para a segunda-feira a votação da MP que abre crédito extraordinário de R$ 83,5 milhões para o Ministério da Agricultura. Para a terça-feira (3/2), Motta colocou na pauta a votação de um projeto de criação de cargos nos Ministérios da Educação e da Gestão e Inovação. Conforme mostrou o Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, na quarta-feira (28/1), os líderes partidários decidiram deixar as votações da PEC da Segurança e do PL Antifacção para depois do carnaval. A Câmara está de recesso até domingo, dia 1º de fevereiro. Na segunda, está prevista a sessão do Congresso Nacional para a retomada dos trabalhos legislativos. (Estadão Conteúdo)

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