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Governo teme baixa adesão e quer ampliar verba do vale-gás, aposta eleitoral

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teme que o Gás do Povo, programa que tem como objetivo pagar botijões de gás de forma periódica a até 15 milhões de famílias, tenha alcance limitado devido ao ritmo de adesão de revendedores. Por isso, planeja aumentar a verba da iniciativa que é uma das apostas eleitorais para 2026. A adesão das revendedoras é voluntária e integrantes do governo têm expressado preocupação com o ritmo observado até agora, que estaria abaixo do esperado. O principal problema seriam os preços para o botijão, que consideram uma média praticada em cada estado e que, na visão de parte das varejistas, não é atrativo. Além disso, há relatos na iniciativa privada de resistência política ao programa. Dados obtidos pela Folha mostram disparidade nos números de entrada no programa. Enquanto capitais como Fortaleza (adesão de 71% das revendas) e Salvador (62%) têm percentual relevante, outras como Goiânia (34%) e Natal (43%) ficam bem para trás. Sergio Bandeira de Mello, presidente do Sindigas (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo), diz que o valor pago pelo governo é um fator decisivo para a adesão das revendas. "Algumas não desejaram aderir, o que é legítimo", afirma. Para ele, no entanto, a tendência é que o cenário comece a mudar conforme a iniciativa seja mais conhecida. "Tudo indica que os números devem flutuar ao longo do programa", afirma ele, que aposta em uma "corrida por adesão" nas próximas fases. A mudança planejada neste momento é uma alteração para driblar o aumento de governadores no ICMS (Imposto sobre Circulação e Mercadorias e Serviços), um imposto estadual, sobre o gás. Desde 1º de janeiro de 2026, o tributo passou de R$ 1,39/kg para R$ 1,47/kg. O ajuste é visto como crucial para elevar a remuneração aos revendedores e garantir o credenciamento das lojas com a correta execução do programa. Neste ponto, o impacto calculado é limitado, de R$ 59 milhões, e já recebeu sinal verde do MME (Ministério de Minas e Energia) e das primeiras análises do Ministério da Fazenda endash;embora nem todos os secretários da equipe econômica tenham estudado o assunto, de acordo com relatos ouvidos pela Folha. Mas o MME já tem falado em números bem maiores de ajuste para o programa. A proposta de Lei Orçamentária Anual de 2026 foi enviada pela gestão Lula contendo R$ 5,1 bilhões para o Gás do Povo. O Congresso cortou para R$ 4,7 bilhões. Agora, a pasta fala na possibilidade de expandir o valor para R$ 5,8 bilhões em 2026 considerando a necessidade de contemplar todos os usuários do Bolsa Família. Por meio da assessoria de imprensa, o Ministério de Minas e Energia não comentou valores, mas disse que a meta "é assegurar ampla cobertura territorial e atendimento adequado às famílias beneficiárias, em articulação com os agentes do setor". A pasta afirma que 1.600 revendas estão credenciadas, distribuídas nas dez capitais participantes neste momento, garantindo a operação nessa etapa inicial. "Como resultado desse planejamento, 98% das famílias contempladas nesta primeira fase do programa possuem uma revenda credenciada a até 2 km de distância da sua residência, assegurando facilidade de acesso e maior efetividade na concessão do benefício", diz o ministério. As regras do programa, que está em fase de implementação gradual, preveem que o beneficiário retire o botijão de 13 quilos na revenda autorizada. A loja, por sua vez, receberá o pagamento correspondente em até dois dias por meio da Caixa. A gestão Lula afirma que o objetivo do modelo é substituir o Auxílio Gás (criado durante o governo Bolsonaro), pago diretamente no Bolsa Família. De acordo com o governo, os recursos estavam sendo usados pelas famílias para outras finalidades, desviando o foco do programa. Para ter direito, a família deve estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) e possuir renda familiar per capita mensal igual ou inferior a meio salário-mínimo. O programa prioriza famílias beneficiárias do Bolsa Família e aquelas com duas ou mais pessoas em sua composição. A quantidade de recargas anuais varia de quatro a seis botijões, conforme o tamanho da família. Os primeiros pagamentos começaram em novembro de 2025, e a previsão é implementar o programa totalmente até março.

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Financiamento de biocombustíveis bate recorde em 2025 com R$ 6,4 bi, diz BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 6,4 bilhões em crédito para produção de biocombustíveis em 2025, superando o recorde anterior, de R$ 4,8 bilhões, registrado em 2010. A partir de 2023, o banco retomou o apoio à produção de bicombustíveis no país, em projetos diversificados, com etanol de milho e trigo, além do biometano. Nos últimos três anos, já foram aprovados R$ 13,3 bilhões, cifra 204% maior que a alcançada entre 2019 e 2022. eldquo;Ao financiar energia limpa e renovável, o BNDES fortalece a indústria nacional, contribui com a redução das emissões e consolida o país como protagonista da transição energética justa e sustentávelerdquo;, afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante. (Estadão Conteúdo)

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Preços de diesel, gasolina e etanol sobem na 1ª quinzena do ano, aponta Ticket Log

Os preços médios de diesel, gasolina e etanol subiram nos postos de combustíveis no país na primeira quinzena do ano, apontou pesquisa do Índice ezwnj;de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), nesta quinta-feira. O valor médio do diesel S-10, tipo ezwnj;mais comercializado do país, somou média de R$6,27 na primeira metade de janeiro, alta de 0,8% na comparação com o mesmo período do mês anterior, segundo a pesquisa, com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos ezwj;credenciados da Edenred Ticket Log. Já o diesel comum teve alta de 1,13%, para R$6,25 o litro na mesma comparação. "Esse movimento de alta no início do ano reflete, principalmente, o reajuste do ICMS sobre os combustíveis ezwnj;em vigor desde janeiro de 2026, além de ezwnj;ajustes regionais e da dinâmica logística típica do período", disse em nota o diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, Renato Mascarenhas. Em 1º de janeiro, entrou em vigor um novo patamar do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis, definido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). No caso da gasolina, o imposto passou a ser de R$1,57 por litro, um aumento de R$0,10 em relação ao valor anterior. A gasolina registrou média de R$6,44 por litro nos postos brasileiros na primeira quinzena de janeiro, alta de 1,74% na comparação com a primeira metade de dezembro. No caso do etanol, concorrente direto da gasolina nas bombas, o preço médio nos primeiros quinze dias do ano foi de R$4,66 por litro, alta de 3,56% na mesma comparação. "A alta registrada no início de janeiro já ezwnj;reflete um cenário típico do começo do ano, com ajustes tributários em vigor, como a atualização do ICMS, além de fatores sazonais que impactam especialmente o etanol, como a menor oferta do biocombustível neste período", afirmou Mascarenhas. (Reuters)

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Refap bate recordes de produção de gasolina e diesel S-10 no 4º tri, diz Petrobras

A Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) bateu recordes ezwnj;históricos de produção de ezwnj;gasolina e diesel S-10 no quarto trimestre de 2025, disse ezwj;a Petrobras nesta quinta-feira. Segundo a estatal, a unidade localizada em ezwnj;Canoas (RS) produziu 786 ezwnj;milhões de litros de gasolina e 765 milhões de litros de diesel S-10 no período. Em dezembro do ano passado, a Refap também alcançou recorde mensal na produção de gasolina, com 291 milhões de litros, superior ao verificado em ezwnj;dezembro de 2024, quando foram produzidos 281 milhões de litros. (Reuters)

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Petróleo despenca 4% com riscos geopolíticos perdendo força

O petróleo fechou em queda acima de 4% nesta quinta-feira, 15, e encerra uma sequência de cinco sessões consecutivas de alta, com as tensões geopolíticas que vinham puxando os preços para cima perdendo ímpeto, sobretudo no Irã, à medida que avançam as negociações. O petróleo WTI para fevereiro negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em queda de 4,56% (US$ 2,83), a US$ 59,19 o barril. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 4,14% (US$ 2,76), a US$ 63,76 o barril. O presidente dos EUA, Donald Trump, informou a Teerã que não atacará o país e pediu que o Irã também demonstre moderação, de acordo com um enviado do país persa no Paquistão. Ao mesmo tempo, o jornal The New York Times informou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu pessoalmente para que Trump adiasse um ataque militar. Segundo analistas, os comentários reduziram o prêmio de risco que havia se acumulado nos últimos dias. Na quarta-feira, o Brent chegou a US$ 66,82, o nível mais alto desde o mês de setembro. eldquo;Passamos de uma alta probabilidade de Trump atacar o Irã para uma baixa probabilidade, e isso é a principal fonte da pressão sobre os preços hojeerdquo;, afirma Phil Flynn, analista do Price Futures Group. Na quarta, o presidente norte-americano teve uma ligação telefônica com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, o que complementa as negociações entre os dois países apesar da continuidade nas apreensões de petrolíferos venezuelanos no Caribe por parte dos EUA. Já o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira que seu governo e a Arábia Saudita estão cooperando de forma estreita como parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), ajudando a estabilizar o mercado de petróleo. (Estadão Conteúdo)

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Volkswagen testa biodiesel B100 e aposta no agora da descarbonização

A Volkswagen Caminhões e Ônibus avança de forma consistente nos testes em campo com veículos movidos a B100 endash; combustível 100% biodiesel endash; e reforça sua estratégia de longo prazo voltada à descarbonização do transporte de cargas no Brasil. Com mais de 500 mil quilômetros já percorridos em operações reais, a montadora amplia o escopo das avaliações para todas as famílias de caminhões do portfólio, dos leves Delivery, passando pelos médios Constellation até os extrapesados Meteor. Os testes envolvem biodiesel de origem vegetal e animal e são feitos, majoritariamente, em parceria com clientes, dentro de suas próprias rotinas operacionais. A proposta é clara: validar o desempenho do B100 tanto em operações urbanas quanto em percursos rodoviários de médias e longas distâncias, aproximando o desenvolvimento tecnológico da realidade do transporte brasileiro. Produzido a partir da transesterificação de óleos vegetais ou gorduras animais, o B100 se apresenta como uma alternativa renovável ao diesel fóssil, com potencial de redução expressiva das emissões de gases de efeito estufa. Estudos indicam diminuição de até 99% nas emissões de COe#8322;, além da eliminação total do enxofre e do ganho em lubricidade endash; fator que contribui para a proteção do sistema de injeção dos motores. Ao mesmo tempo, o uso do combustível impõe desafios técnicos. A maior sensibilidade a baixas temperaturas, a possibilidade de contaminação microbiológica e a necessidade de adaptações em vedações, componentes e software do motor exigem acompanhamento rigoroso. Segundo a montadora, esses pontos fazem parte das avaliações, que incluem testes controlados em bancos de prova e análises detalhadas em campo. eldquo;Com mais de 500 mil quilômetros percorridos em análises, além de vários testes controlados em bancos de prova de performance e emissões, buscamos compreender a eficiência desse tipo de combustível aplicado à realidade da operação rodoviáriaerdquo;, afirma Rodrigo Chaves, vice-presidente de Engenharia e diretor de Tecnologia da Volkswagen Caminhões e Ônibus. De acordo com Chaves, os resultados indicam operação estável, boa eficiência energética e desempenho equivalente ao dos veículos movidos a diesel convencional. Para viabilizar os testes e garantir a disponibilidade dos caminhões, a Volkswagen estruturou uma equipe técnica especializada, responsável por acompanhar os clientes, apoiar o desenvolvimento da infraestrutura de armazenamento e logística do combustível e implantar um plano de manutenção específico. O monitoramento de itens críticos, como filtros e motor, integra esse processo, com foco em confiabilidade e durabilidade. A iniciativa se insere em um contexto mais amplo do setor. O B100 está em fase de testes avançados no Brasil, com a participação de fabricantes e produtores de biocombustíveis, e se alinha a políticas públicas como o Projeto de Lei do Combustível do Futuro. Estudos de entidades como a ANP, a Abiove e a EPE indicam que o biodiesel de origem animal pode reduzir em até 75% as emissões de COe#8322; no ciclo do poço à roda, enquanto o produzido a partir da soja pode alcançar até 90% de redução em relação ao diesel fóssil. Para ler esta notícia, clique aqui.

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