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Reunião de comitê que analisa indicados ao conselho da Petrobras será retomada no dia 13

A reunião do comitê de elegibibilidade (Celeg) da Petrobras para analisar os nomes dos indicados pelo governo ao conselho de administração será retomada no dia 13 de junho, informaram ao Valor fontes a par do tema. A reunião foi iniciada nesta quinta-feira (07), às 16 horas, com o objetivo de checar os nomes propostos para compor o conselho de administração, mas a documentação dos indicados não estava totalmente pronta, inviabilizando a conclusão no mesmo dia. O comitê vai analisar os nomes de Gileno Gurjão Barreto, Ricardo Soriano de Alencar, Edison Antonio Costa Britto Garcia, Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro, Ieda Aparecida de Moura Gagni, além de Ruy Flaks Schneider e Márcio Weber emdash; estes dois últimos reconduzidos para novo mandato. Foram indicados em separado os nomes de Marcelo Gasparino e José João Abdalla Filho, como representantes dos acionistas minoritários, os dois também reconduzidos. A análise de todos os nomes pelo Celeg é uma medida obrigatória, no âmbito da Lei das Estatais (lei 13.303/2016), mas a verificação dos currículos dos atuais conselheiros tende a ser mais rápida, com a apuração, apenas, da existência de fatos novos durante os respectivos mandatos. A checagem pelo Celeg é um passo necessário para que a assembleia geral extraordinária (AGE) possa aprovar ou vetar os candidatos a ocupar o colegiado até abril de 2023. A expectativa inicial é de que a AGE seja realizada no fim de agosto.

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Produção de veículos cai 5% no 1º semestre e venda recua 14,5%, segundo Anfavea

O desabastecimento de peças, sobretudo de semicondutores, continua a prejudicar a produção de veículos no Brasil e representa eldquo;o maior desafioerdquo; dessa indústria automotiva hoje com as vendas se mantendo retraídas, segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite. Nos primeiros seis meses do ano, a produção de veículos caiu 5% na comparação com a primeira metade de 2021. Em junho, porém, houve um avanço de 21,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado, num total de 203,6 mil unidades. Isso indica, segundo Leite, a tendência de normalização do abastecimento de peças daqui para a frente. No primeiro semestre, porém, a produção foi fortemente comprometida pela escassez de semicondutores. Total de 20 fábricas paralisaram em algum momento no primeiro semestre, o que totalizou 357 dias de paralisação, juntando todas. Segundo a Anfavea, em decorrência disso, 170 mil veículos deixaram de ser produzidos no período. Leite lembrou, ainda, a persistência dos problemas logísticos globais. O maior porto do mundo, em Xangai, destacou o dirigente, passou 60 dias parado. Vendas De janeiro a junho foram licenciados 918 mil carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, o que representou uma queda de 14,5% na comparação com os primeiros seis meses de 2021. Em junho, a retração foi menor, de 2,4%, na comparação com o mesmo mês do ano passado, num total de 178,1 mil veículos. Leite aponta, porém, que houve tendência de alta na média diária de licenciamentos, que, em maio e junho, manteve-se igual à média de um ano atrás, com 8,5 mil veículos emplacados por dia. A Anfavea estima que em dezembro a média diária de vendas estará acima de 9 mil unidades. O volume de estoques nas fábricas e revendas subiu em junho, com 145,5 mil veículos. Isso equivale a 24 dias de venda. Foram 21 em maio. Segundo Leite, a elevação do estoque não significa falta de demanda. Reflete, segundo ele, um momento de chegada de componentes que estavam em falta. As montadoras conseguem, diz ele, concluir a montagem dos veículos que estavam parados.

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Ministro de Minas e Energia vai a posto de gasolina e grava vídeo sobre preço do produto

O ministro da Economia, Adolfo Sachsida, abandonou a discrição que mantinha até deixar a equipe de Paulo Guedes na pasta da Economia, em maio deste ano, e adotou uma postura mais ativa nas redes sociais. Nesta quarta-feira, Sachsida gravou um vídeo em um posto de combustíveis de Brasília, para mostrar que o litro da gasolina estava com o preço abaixo de R$ 6,00. emdash; Olá, meus amigos. Meu nome é Adolfo Sachsida e sou o ministro de Minas e Energia. Hoje é dia 7 de julho e estou aqui no Posto Ipiranga do Noroeste em Brasília, no Distrito Federal, e está aqui o preço da gasolina atrás de mim: R$ 5,99. Então, é isso: competição, transparência e trabalho duro, e estamos conseguindo reduzir o preço do combustível. Fiquem com Deus e obrigado a todos que ajudaram emdash;disse o ministro. Sachsida poderia ter ido a um estabelecimento de qualquer bandeira, mas escolheu o Posto Ipiranga. É assim que o presidente Jair Bolsonaro costuma chamar Paulo Guedes, desde o início do governo, numa alusão a um comercial que dizia que era possível encontrar qualquer coisa em um posto da marca. Mais cedo, o ministro de Minas e Energia falou sobre um decreto, divulgado na noite de quinta-feira, que obriga os postos de combustíveis a informar, eldquo;de forma correta e claraerdquo;, os preços dos combustíveis praticados antes e depois da redução de impostos. eldquo;Competição e transparência!erdquo;, escreveu em uma rede social. Na quinta-feira, ele divulgou uma tabela com o potencial de redução no preço da gasolina por estado. Ressaltou que, na média, o valor do produto pode cair até R$ 1,55 por litro. eldquo;Veja até quanto pode cair o litro da gasolina no seu estado e compare com o preço cobrado nas bombas. Quanto mais competição e transparência melhor para o consumidorerdquo;. Sachsida costuma falar não apenas de medidas ligadas a seu ministério, como investimentos em energia, mineração, petróleo e gás. Gosta de comentar o desempenho dos principais indicadores econômicos e, volta e meia, elogia Guedes e sua equipe.

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'Brasil vai ser hub de exportação de hidrogênio', diz presidente da Vestas para a América

De olho no potencial gigantesco do Brasil na energia eólica, o presidente da Vestas para a América Latina, Eduardo Ricotta, afirma que o país tem capacidade de ser um hub de exportação do hidrogênio verde, visto como um dos elementos decisivos para os planos de descarbonização em escala global da geração de energia. A multinacional de origem dinamarquesa é a maior fabricante de aerogeradores do mundo, com mais de 145 gigawatts (GW) instalados em todo o planeta, e com cerca de 50% do mercado brasileiro. O hidrogênio renovável recebe esse nome quando vem de um processo que usa exclusivamente energia de fontes renováveis, como hídrica, eólica e solar. Para Ricotta, será possível ao Brasil dobrar a participação da energia eólica na matriz energética nacional dentro de cinco anos. Hoje, são 20 GW. A Vestas alcançou 950 turbinas produzidas da plataforma 4 MW na fábrica em Aquiraz (CE). O que isso significa? A gente vive um momento histórico do ponto de vista de volume que atingimos aqui no Brasil. O país há alguns anos atrás ocupava a 15ª posição de capacidade de instalada de energia renovável eólica, hoje ele ocupa a sexta posição. Teve uma evolução muito grande na quantidade de parques instalados. Para a Vestas significa que a gente apostou no país correto, significa que a gente está com a tecnologia certa para continuar crescendo no país e na América Latina. Hoje, qual é o peso do mercado brasileiro para os negócios globais da Vestas? Está entre os cinco maiores mercados da Vestas no mundo, de 90 países que operamos. Nós temos uma fábrica no Ceará, em Aquiraz, um centro de serviço em Natal. É uma operação muito relevante para o grupo. Há planos de construção de novas fábricas no Brasil? A gente vem aumentando a produção ao longo dos últimos meses. A cada revisão de volumes que temos que entregar, a gente precisa ir ajustando a capacidade de fábrica. Mas temos que lembrar da cadeia de suprimentos. É uma cadeia que está em desenvolvimento, então não é fácil escalar a produção. A gente teve muitas oscilações desde o começo da energia eólica aqui no Brasil, até hoje, e isso fragiliza um pouco a cadeia de suprimentos. Agora que a gente tem volumes constantes de crescimento ao longo dos anos, estamos desenvolvendo mais fornecedores para ter uma cadeia mais robusta. Então fazemos aumentos sim, mas temos que considerar a capacidade de suprimentos que temos no país e alinhado com a demanda que a gente tem também nos próximos anos. Há expectativa do governo de dobrar a participação da energia eólica no mix nacional em cinco anos. Esse planejamento é realista? É realista. É praticamente colocar 20 gigas (GW) na matriz energética nos próximos 5 anos. Seria 4 GW por ano. Isso é completamente factível, inclusive, pela produção que a gente tem hoje. Só no ano passado, a Vesta sozinha entregou 2 GW no Brasil. Então, fazer 4 GW por ano é algo bem factível. Eu vejo que é algo que pode ser feito, sim. A energia eólica do país tem algum diferencial? O recurso natural do Brasil é muito bom. São ventos constantes, ventos unidirecionais e com pouca turbulência. Isso faz com que você tenha uma boa produção de energia. O segundo ponto é a posição geográfica do Brasil. A gente tem os melhores ventos no Norte e Nordeste do Brasil. Quando a gente fala sobre o petróleo do futuro, que é o hidrogênio verde, a amônia, isso é fundamental. Se você for fazer exportação de hidrogênio, de amônia, está a 6 dias de navio da Europa, a 7 dias do do mercado de Nova Iorque. A localização, onde a gente tem os ventos, é um bom hub de exportação para o que vem, que é o hidrogênio verde. Como assim? Tem um estudo da Bloomberg, com 18 países, para dizer onde terá um menor custo de hidrogênio verde no mundo inteiro. E o Brasil é o número um, seguido do Chile. Na outra ponta, você tem Japão e Coreia. Então o Brasil é muito competitivo, pelos recursos naturais que a gente tem nesse país. Eu não tenho dúvida que o Brasil vai ser um hub de exportação não só do hidrogênio verde, mas dos componentes. A utilidade do hidrogênio é ilimitada, porque é uma fonte energética muito forte. Você pode ter vários derivados do hidrogênio, como amônia, e é zero emissão de carbono. Obviamente, a gente tem desafios. Mas quando você tiver alta escala a baixo custo, você vai ter o hidrogênio como se fosse petróleo. Para mim está muito claro que isso é um potencial a ser explorado pelo pelo Brasil nos próximos anos. Há planos concretos para a criação de parques offshore, mesmo com o potencial gigante que o Brasil tem em terra? Eu acho que o parque offshore é complementar. O onshore (terra) tem uma produção muito boa, porque o vento no Brasil é muito bom. A princípio você vai fazer onshore, que é algo mais imediato, e offshore vem ao longo do tempo. Para o offshore a gente precisa de um arcabouço regulatório, que o Congresso está finalizando. Que cara o offshore deverá ter no Brasil? Vamos ver muitas empresas do ramo de petróleo, como tem acontecido no resto do mundo? Está tendo um interesse das empresas de óleo e gás muito forte, porque elas já exploram o mar. Fazer hidrogênio ou fazer energia no mar é algo que não seria algo muito diferente do core business de uma empresa de petróleo. É natural que eles façam essa migração para energia renovável, mas acho que eles vão explorar o onshore também. O onshore vai continuar crescendo, ele é mais barato. A empresa percebe que a demanda para a energia renovável aumentou? E está crescendo muito rápido. Essa transição energética deu uma acelerada agora. Tem uma geração de carros, ônibus, caminhões, navios, teste em avião, ter hidrogênio e elétrico ou qualquer outra fonte de combustível que tenha menos emissão de CO2. O país tem parques eólicos antigos, enquanto a tecnologia está evoluindo. Como fazer essa adaptação? A gente faz retrofit (processo de modernização de algum equipamento já considerado ultrapassado ou fora de norma) desses parques. Com o retrofit você recondiciona a turbina para que ela consiga gerar mais 20 anos, 30 anos. Você pega de 1979 até 2022, o tamanho das turbinas aumentou 22 vezes. Mas é eficiência, a geração de energia, aumentou mais de 500 vezes. Isso mostra que a geração aumentou muito mais do que o tamanho dos equipamentos, porque a gente tem melhorado a tecnologia.

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Mercado vê estouro da meta de inflação em 2022 e 2023, mostra Focus

O mercado calcula a taxa básica de juros Selic em 13,75% ao final deste ano e em 10,50% em 2023, com a inflação estourando o teto da meta em ambos os períodos, de acordo com a pesquisa Focus que o Banco Central divulgou nesta sexta-feira (8), ao retomar a publicação com o fim, nesta semana, da greve dos servidores. O BC voltou a publicar o Focus depois de um hiato de mais de um mês. A última vez que a pesquisa completa foi publicada foi em 2 de maio, e, em 6 de junho, foi divulgada uma atualização parcial do levantamento. Nesta sexta, a autoridade monetária publicou a atualização dos relatórios semanais de 6 de maio a 1º de julho, e, na próxima segunda-feira (11), o calendário de divulgação volta ao normal. O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa mais recente para a taxa básica de juros Selic ao final deste ano permaneceu em 13,75% pela segunda semana seguida. Mas para o próximo ano a previsão de aperto monetário se intensificou, uma vez que o cálculo na semana anterior era de taxa de 10,25%. As contas para a alta do IPCA tiveram movimentos divergentes. O cálculo da inflação prevista para 2022 passou de 8,27% para 7,96% em 1° de julho, enquanto para 2023 a conta subiu de 4,91% na semana anterior para 5,01%, na 13ª elevação seguida. Ambas permanecem acima do teto de seus respectivos objetivos emdash;o centro da meta oficial para a inflação em 2022 é de 3,5% e, para 2023, é de 3,25%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o PIB (Produto Interno Bruto), a estimativa de crescimento este ano é de 1,51%, tendo sofrido um ajuste para cima de 0,01 ponto percentual de uma semana para outra. Já para 2023 a projeção de expansão de 0,50% da economia permanece a mesma pela segunda vez.

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Inflação sobe 0,67% em junho com alta de alimentos fora de casa e plano de saúde

Puxada por alimentação fora de casa e planos de saúde, a inflação oficial do Brasil subiu 0,67% em junho, informou nesta sexta-feira (8) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). É a maior alta do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) para o mês desde 2018. Em maio, o índice havia subido menos: 0,47%. Apesar da aceleração, o resultado de junho veio abaixo das expectativas do mercado financeiro. Na mediana, analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam alta de 0,71%. Com a entrada dos novos dados, a inflação chegou a 11,89% no acumulado de 12 meses. Nessa base de comparação, a alta havia sido de 11,73% até maio. O IPCA acumulado está em dois dígitos, acima de 10%, há 10 meses. Ou seja, desde setembro do ano passado. Uma sequência tão longa não ocorria desde o intervalo de 2002 a 2003. À época, o índice ficou em dois dígitos por 13 meses consecutivos, informou o IBGE. O resultado de junho foi influenciado pelo aumento nos preços dos alimentos para consumo fora do domicílio (1,26%), com destaques para a refeição (0,95%) e o lanche (2,21%), apontou o gerente da pesquisa do IPCA, Pedro Kislanov. "Nos últimos meses, esses itens não acompanharam a alta de alimentos nos domicílios, como a cenoura e o tomate, e ficaram estáveis. Assim como outros serviços que tiveram a demanda reprimida na pandemia, há também uma retomada na busca pela refeição fora de casa. Isso é refletido nos preços", afirmou. Outro fator que influenciou o resultado de junho foi o aumento nos planos de saúde (2,99%). Em maio, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) autorizou o reajuste de até 15,50% nas modalidades individuais, destacou o IBGE. O plano de saúde foi o maior impacto individual (0,10 ponto percentual) no IPCA do mês passado. Assim, impulsionou a alta de 1,24% no grupo de saúde e cuidados pessoais. Os outros oito segmentos de produtos e serviços pesquisados também tiveram altas de preços em junho. A maior variação foi do grupo de vestuário, de 1,67%. O segmento teve 0,07 ponto percentual de contribuição. O maior impacto entre os grupos (0,17 ponto percentual) veio de alimentação e bebidas. A alta foi de 0,80%. Dentro do grupo, os alimentos para consumo no domicílio subiram 0,63%. O leite longa vida disparou 10,72%. O feijão-carioca avançou 9,74%. Esses avanços foram compensados por quedas de outros alimentos tradicionais. Os preços da cenoura, que já haviam caído em maio (-24,07%), recuaram 23,36% em junho. Cebola (-7,06%), batata-inglesa (-3,47%) e tomate (-2,70%) também registraram variações negativas. GASOLINA RECUA 0,72% EM JUNHO O grupo de transportes subiu 0,57% em junho. O dado sinaliza uma desaceleração frente ao mês anterior (1,34%). A perda de fôlego foi impactada pela queda de 1,20% nos combustíveis. Os preços da gasolina, item de maior peso individual no IPCA, caíram 0,72% em junho, enquanto o etanol recuou 6,41%. O óleo diesel, por outro lado, subiu 3,82%. Segundo Kislanov, a baixa dos combustíveis pode ter refletido cortes de tributos anunciados por governos estaduais. Na reta final de junho, São Paulo e Goiás saíram na frente e reduziram alíquotas de ICMS, em linha com uma lei federal que estabeleceu um teto para o imposto. Outros estados também anunciaram cortes na passagem de junho para julho. Em transportes, a maior variação (11,32%) e o maior impacto positivo (0,06 ponto percentual) vieram das passagens aéreas. Os bilhetes acumularam alta de 122,40% em 12 meses. CHOQUES NA PANDEMIA E EFEITO POLÍTICO A escalada da inflação ganhou forma ao longo da pandemia devido a uma combinação de fatores. Houve aumentos em preços administrados, como combustíveis e energia elétrica, carestia de alimentos e ruptura de cadeias globais de insumos da indústria. A pressão inflacionária no Brasil foi intensificada pela desvalorização do real em meio a turbulências na área política. No primeiro semestre de 2022, o cenário teve o impacto adicional da Guerra da Ucrânia. O conflito pressionou ainda mais o petróleo e parte das commodities agrícolas no mercado internacional. Em meio a esse contexto, a Petrobras promoveu reajustes na gasolina e no óleo diesel nas refinarias em 18 de junho, gerando reflexos sobre os preços ao longo da cadeia produtiva. O aumento fez o presidente Jair Bolsonaro (PL) intensificar os ataques contra a estatal às vésperas das eleições. A inflação é vista por membros da campanha de Bolsonaro como principal obstáculo para a reeleição. De acordo com economistas, cortes de tributos estaduais e federais já anunciados trazem um viés de baixa para as projeções do IPCA neste ano, mas há risco de a perda de receitas gerar uma espécie de bomba fiscal, com impactos negativos sobre a inflação mais à frente. O BC (Banco Central) vem aumentando os juros devido à escalada dos preços. O efeito colateral é a dificuldade adicional para a recuperação do consumo das famílias e dos investimentos produtivos das empresas. O IPCA caminha para estourar a meta de inflação perseguida pelo BC pelo segundo ano consecutivo. Em 2022, o centro da medida de referência é de 3,50%. O teto é de 5%. Por ora, economistas enxergam o índice abaixo de 10% até dezembro, mas ainda distante da meta.

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