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Estoques de petróleo nos EUA caem 961 mil barris, aponta DoE

Os estoques de petróleo nos Estados Unidos caíram 961 mil barris, a 422,824 milhões de barris na semana passada, informou o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). Analistas consultados pelo The Wall Street Journal projetavam alta de 1 milhão de barris. Os estoques de gasolina cederam 2,147 milhões de barris, a 216,679 milhões de barris, mais intensa que a queda projetada de 600 mil de barris. Já os estoques de destilados recuaram 1,479 milhão de barris, a 115,551 milhões de barris. A previsão era de queda de 1,3 milhão de barris. A taxa de utilização da capacidade das refinarias subiu de 85,7% para 88,6%, ante expectativa de queda a 85,3%. Os estoques de petróleo no centro de distribuição de Cushing tiveram queda de 770 mil barris, a 21,231 milhões de barris. A produção média diária de petróleo subiu para 13,629 milhões de barris na semana. Com informações da Dow Jones Newswires. (Estadão Conteúdo)

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Governo concede cinco novas áreas para exploração de petróleo no pré-sal

Com arrecadação de R$ 103,7 milhões, o governo concedeu nesta quarta-feira (22) cinco novas áreas para exploração de petróleo no pré-sal, localizadas nas bacias de Santos e Campos. Do total ofertado, dois blocos ficaram sem interessados. Foi o segundo leilão de áreas exploratórias do país no ano em que sedia a COP30, a conferência da Organização das Nações Unidas sobre o clima. No primeiro, a ANP concedeu 34 blocos exploratórios emdash;entre eles, 19 estão localizados na bacia da Foz do Amazonas. Na abertura do leilão desta quarta, o diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), Artur Watt Neto, defendeu o aumento da produção de petróleo no país. "A transição energética responsável é feita pelo lado da redução da demanda", afirmou. "A gente não pode pensar em restringir a oferta de um país. Se a gente fizesse isso, essa oferta seria prontamente substituída por outros países, com prejuízo aos interesses nacionais." Após o leilão Watt disse que a concorrência foi um sucesso, apesar da ausência de grandes petroleiras como a americana ExxonMobil e a britânica Shell, sempre presentes em leilões do pré-sal. O diretor-geral da ANP citou o elevado ágio médio, de 91,20%, e a diversificação de empresas, como fatores positivos. A australiana Karoon, por exemplo, arrematou seu primeir bloco como operadora no pré-sal, chamado Esmeralda. Também estreantes como operadores, as chinesas CNOOC e Sinopec levaram em consórcio o segundo, chamado Ametista. Ambos ficam na porção sul do chamado polígono do pré-sal, em frente ao litoral paulista. É a mesma região do bloco Bumerangue, onde a britânica BP anunciou recentemente sua maior descoberta de petróleo e gás em 25 anos. A Petrobras ficou com dois blocos na Bacia de Campos, Citrino e Jaspe emdash;o segundo em parceria com a norueguesa Equinor. A Equinor, sozinha, ficou com o bloco Itaimbezinho, também na bacia de Campos. Jaspe teve o maior bônus de assinatura da oferta, com R$ 52,2 milhões. Fica colada a um bloco onde a Shell fez descoberta de gás natural recentemente. "Foi um resultado importante em termos de diversidade e pluralidade de empresas. Pela primeira vez, uma petroleira independente saiu como operadora do pré-sal", disse a diretora da ANP, Symone Araújo, referindo-se à Karoon. A concorrência ocorreu sob uma nova onda de otimismo petroleiro provocada pela emissão da licença para perfuração de poço na bacia da Foz do Amazonas. Foi o leilão do pré-sal com o maior número de inscritos desde que o modelo atual de ofertas de áreas foi estabelecido, em 2022. O incentivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à indústria do petróleo é alvo de protestos de organizações ambientalistas. Nesta segunda (20), a coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, Suely Araújo, chegou a dizer que o governo "sabota" a agenda climática. "A contratação de áreas é um primeiro passo fundamental para a manutenção das atividades do setor, para a recomposição, manutenção e acréscimo das reservas do país, atração de investimentos e criação de empregos", disse antes do leilão o diretor-geral da ANP. Ele defendeu ainda que o petróleo "é totalmente compatível com transição energética", alegando que o país já é um dos líderes em energia limpa e vem fomentando o desenvolvimento de biocombustíveis. O secretário de Petróleo e Gás do MME (Ministério de Minas e Energia), Renato Dutra, também defendeu o incentivo à exploração e disse que o governo trabalha para oferecer 18 blocos no próximo leilão do pré-sal, previsto para 2026. "O setor de petróleo e gás terá por um longo período um papel significativo na transição energética brasileira", concluiu.

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Vitória parcial em arbitragem sobre campo de Tupi garante R$ 22,2 bi à União, diz AGU

Os argumentos da AGU (Advocacia-Geral da União) foram em parte acolhidos em arbitragem internacional que envolveu a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e o consórcio formado por Petrobras, Shell e Petrogal sobre a delimitação do campo de Tupi, na Bacia de Santos, informou a AGU. Com a vitória parcial da União no tribunal, foram mantidos R$ 22,2 bilhões em depósitos judiciais do consórcio referentes à disputa. Procurada, a Petrobras não respondeu de imediato a pedido de comentário. A controvérsia entre a ANP e o consórcio, com participação majoritária da Petrobras (65%), começou em 2014 e diz respeito ao tamanho do campo de Tupi. Quanto maior a área explorada, maior a incidência da Participação Especial (PE), compensação financeira com alíquota progressiva cobrada pela União sobre a receita líquida de campos de grande produção. Segundo nota da AGU, o consórcio defende que o campo, na verdade, são dois: Tupi e Cernambi. A ANP, por outro lado, sustenta se tratar de apenas um único grande campo. Por força de liminar da Justiça Federal do Rio de Janeiro, confirmada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), desde 2019 o consórcio realiza depósitos judiciais trimestrais das quantias controversas referentes à delimitação do campo de Tupi. A demanda cautelar que o consórcio levou à arbitragem na corte foi a substituição desse acumulado de R$ 22,2 bilhões por garantias de outra natureza, como carta de fiança ou seguro-garantia. "Em resposta, a AGU demonstrou que os valores depositados como garantia são considerados recursos que integram o planejamento orçamentário e fiscal da União", disse a nota, com a advocacia argumentando que qualquer decisão deve considerar consequências práticas para as contas do país. A AGU afirmou ainda que o Tribunal Arbitral aceitou a demanda do consórcio sobre depósitos futuros, desde que a garantia apresentada seja acrescida de 30% do valor atualizado da parcela trimestral. (Reuters)

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Petróleo acelera e sobe 4% após anúncio dos EUA de novas sanções à Rússia

Os preços do petróleo ampliaram os ganhos após o fechamento de quarta-feira, subindo mais de US$ 2 por barril, depois de novas sanções dos EUA à Rússia. Os contratos futuros do petróleo Brent saltaram US$ 2,44, ou 3,98%, para US$ 63,76, após o fechamento, e os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate dos EUA (WTI) subiram US$2,42, ou 4,23%, para US$59,66. Os futuros do Brent haviam fechado com alta de US$1,27, ou 2,07%, a US$62,59 por barril, enquanto os futuros do petróleo West Texas Intermediate dos EUA subiram US$1,26, ou 2,20%, para US$58,50. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA impôs novas sanções contra as duas maiores empresas petrolíferas da Rússia, a Rosneft e a Lukoil OAO, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira, 22. A medida é justificada eldquo;em decorrência da falta de comprometimento sério da Rússia com um processo de paz para encerrar a guerra na Ucrâniaerdquo;. De acordo com a nota, as ações americanas aumentam a pressão sobre o setor energético russo e degradam a capacidade do Kremlin de arrecadar recursos para sua máquina de guerra e sustentar a economia enfraquecida. A ação bloqueia todos os bens e interesses em propriedades dessas empresas que estão nos Estados Unidos ou controlados por pessoas americanas. Quaisquer entidades detidas em 50% ou mais pela Rosneft ou Lukoil também estão bloqueadas, mesmo que não sejam especificamente designadas, diz o comunicado. eldquo;Agora é a hora de parar com a matança e de um cessar-fogo imediatoerdquo;, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent. eldquo;O Tesouro está preparado para tomar medidas adicionais, se necessário, para apoiar os esforços do presidente dos EUA, Donald Trump, para pôr fim a mais uma guerra. Incentivamos nossos aliados a se juntarem a nós e a aderirem a essas sançõeserdquo; acrescentou. Mais cedo, a commodity já havia acelerado os ganhos do fechamento depois que o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que o país anunciaria mais sanções contra a Rússia. (com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Foz do Amazonas pode colocar Brasil entre os quatro maiores produtores de petróleo do mundo

A Bacia da Foz do Amazonas pode ajudar o Brasil a ficar entre os quatro maiores produtores globais de petróleo na próxima década. De acordo com analistas, se o potencial da região for confirmado, o país pode ultrapassar a marca de 5 milhões de barris diários de produção a partir de 2030, ultrapassando Canadá e China e ficando atrás apenas de Estados Unidos, Arábia Saudita e Rússia. O Ibama autorizou nesta segunda-feira a Petrobras a perfurar o primeiro poço exploratório de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial. Segundo Rivaldo Moreira Neto, diretor da Aeamp;M Infra, a licença dada pelo Ibama indica ainda uma tendência de desenvolvimento de novas áreas na Bacia da Foz do Amazonas. Segundo dados da Trading Economics, o Brasil está hoje na sexta posição no ranking dos maiores produtores de petróleo do mundo, com 3,9 milhões de barris por dia. Veja o ranking atual: Estados Unidos: 13,6 milhões de barris diários Arábia Saudita: 9,9 milhões de barris por dia Rússia: 9,7 milhões Canadá : 4,8 milhões China: 4,4 milhões Brasil: 3,9 milhões Iraque: 3,8 milhões Para ele, com base em países vizinhos, como Guiana e Suriname, que já produzem entre um e dois milhões de barris por dia, o Brasil pode alcançar um novo patamar de produção já na próxima década. emdash; Se a Bacia da Foz do Amazonas apresentar o potencial que é previsto, vai ajudar o Brasil a manter o seu nível de produção, que começa a declinar já no início dessa década, com a queda na produção do pré-sal. Isso vai permitir que o país consiga preservar sua relevância e até alcançar o grupo dos maiores produtores globais de petróleo na próxima década se aproximando de Canadá e ultrapassando a China. Para Jean Paul Prates, ex-presidente da Petrobras e presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), a perspectiva positiva na Bacia da Foz do Amazonas tem potencial para colocar o Brasil entre os cinco maiores produtores globais de petróleo. emdash; Para o país, é uma fronteira importante. O Brasil tem condição de ficar entre os cinco maiores produtores de petróleo do mundo, com uma reserva nova e relevante. Mas, é claro, isso também vai depender do comportamento e da produção dos outros países. Variedade de investimentos, diz Prates Segundo ele, a licença concedida pelo Ibama pode servir ainda como um importante estímulo para novos investimentos na região. Para Prates, o fato de diversas companhias terem arrematado blocos no último certame da Agência Nacional do Petróleo (como Chevron, CNPC e ExxonMobill) demonstra que há um claro interesse pelas oportunidades oferecidas nessa área. emdash; As empresas cercaram a área por precaução. Mesmo que não encontrem nada, já garantiram a titularidade dos blocos. Existe uma geologia positiva do ponto de vista petrolífero, o que confirma as teses da Petrobras. Mas isso, por si só, ainda não garante nada. A partir do momento em que as empresas começarem a operar na região, realizando estudos sísmicos, perfurando poços de avaliação e desenvolvendo projetos para exploração dos campos, esse movimento certamente vai estimular uma ampla variedade de novos investimentos. Prates ressalta ainda que o início da perfuração na Bacia da Foz do Amazonas vai provocar uma discussão relevante durante a COP. emdash; O Brasil precisará assumir uma posição clara e mostrar que é possível produzir petróleo e, ao mesmo tempo, ser líder na transição energética. Isso não é um problema e nem faz o país perder autoridade. Como pioneiro em biocombustíveis, com uma matriz energética limpa e em processo de redução do desmatamento, o Brasil tem plena capacidade de liderar o movimento ambiental, mesmo produzindo petróleo na Bacia da Foz do Amazonass. Segundo especialistas, a aprovação dada pelo Ibama para que a Petrobras perfure seu primeiro poço exploratório traz um efeito importante para o setor, pois pode aumentar a expectativa das empresas privadas que já arremataram áreas na região no último leilão promovido pela Agência Nacional do Petróleo . A licença concedida pelo órgão ambiental abre ainda caminho para que o país aprofunde os estudos sobre essa nova fronteira, o que pode elevar a produção nacional na próxima década. -- O movimento cria um cenário mais favorável para o setor, com empresas privadas podendo obter sucesso em suas próximas campanhas exploratórias e impulsionar o interesse em futuros leilões -- diz ele. Em junho deste ano, a ANP realizou um leilão em que foram arrematados 19 blocos na Margem Equatorial, todos localizados na Bacia da Foz do Amazonas. A Petrobras liderou o processo, conquistando 10 blocos, todos em parceria com a americana ExxonMobil. Além disso, a americana Chevron levou nove blocos em parceria com a chinesa CNPC. Os contratos ainda não foram assinados, segundo a ANP. Nove concessões em vigor Há hoje nove concessões em vigor na Bacia da Foz do Amazonas, segundo a ANP. A Petrobras tem seis. Além do FZA-M-59, que obteve a licença na segunda-feira para perfurar, há ainda blocos vizinhos, como FZA-M-57, FZA-M-86, FZA-M-88, FZA-M-125 e FZA-M-127. Além disso, segundo a ANP, a Petro Rio Coral (hoje Prio) tem dois blocos em uma área próxima a da Petrobras, com o FZA-M-254 e FZA-M-539. A Enauta tem o bloco FZA-M-90, perto dos da Petrobras. 47 blocos em oferta e 59 em estudo Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, há 47 blocos na Bacia da Foz do Amazonas em águas profundas ou ultraprofundas na oferta permanente. As áreas contam com uma fase de exploração de até sete anos. Além disso, há 59 blocos na Bacia da Foz do Amazonas em águas profundas e ultraprofundas em estudo pela agência. No modelo de oferta permanente da ANP, a agência disponibiliza uma base de dados com as áreas disponíveis. A petroleira compra um pacote de dados (com informações de sísmica, geologia etc) sobre a região e sinaliza o interesse. Com isso, a ANP coloca a área na lista de blocos que podem ir a leilão. Segundo Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), a licença obtida pela Petrobras para perfurar o primeiro poço na Bacia da Foz do Amazonas é muito positiva para o setor. Para ele, essa autorização pode estimular outras empresas do segmento a acelerarem seus investimentos na região. Ardenghy cita o caso das companhias que venceram áreas no último leilão como um exemplo de movimento que tende a se intensificar nos próximos anos. - O fato de já ter saído a primeira licença dá mais robustez aos projetos e estimula, sim, as companhias a investirem mais, podendo fazer mais investimentos em sísmica para conhecer ainda melhor as áreas que elas arremataram no último leilão. Mas estamos hoje numa fase de otimismo cauteloso, porque não adianta ter apenas petróleo. É preciso ter um volume suficiente para declarar a comercialidade da áreA - afirmou. Segundo o presidente do IBP, a importância de explorar a Bacia da Foz do Amazonas, localizada na Margem Equatorial, está em ajudar o Brasil a repor suas reservas de petróleo. Ele cita, por exemplo, o caso da Bacia de Campos, que atualmente produz apenas 50% do que já produziu. Além disso, lembra que o pré-sal, descoberto em 2006, hoje responde por mais de 75% da produção de petróleo no país. - Talvez isso aconteça também com a Bacia da Foz do Amazonas. E esse será o diferencial do Brasil na próxima década, já que a demanda por petróleo vai continuar - concluiu Ardenghy.

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Operação flagra irregularidades em postos de combustíveis de organização criminosa

A Polícia Civil de São Paulo flagrou nesta terça-feira (21) irregularidades de postos de combustíveis de uma organização criminosa suspeita de ligação com o PCC. Um dos postos vendia gasolina com 90% de concentração de etanol. Os endereços vistoriados nesta terça-feira (21) fazem parte da lista de mais de 250 postos citados na Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração do PCC no setor de combustíveis. Logo cedo, policiais civis, fiscais da Agência Nacional do Petróleo e auditores da Fazenda Estadual estiveram em postos na Baixada Santista e no interior, e encontraram irregularidades em quatro. Em Praia Grande, por exemplo, os fiscais lacraram um posto que desrespeitava o limite de até 30% de etanol na gasolina. Em uma amostra, a concentração chegava a 90% - três vezes mais do que o permitido. No mesmo posto, a fiscalização descobriu que as bombas estavam programadas para liberar menos combustível do que o indicado no visor. Os agentes encontraram a mesma fraude em um outro posto, em Santos. "O objetivo com a operação de hoje, com esse foco aí de atacar o braço varejista, atacar a adulteração dos combustíveis e também a fraude da volumetria, ou seja, o cidadão vai até o posto e aí ele abastece, ele pede 20 litros e, ao invés de 20 litros, a bomba abastece o carro dele com 18, por exemploerdquo;, diz Tiago Correia, delegado de Polícia Civil/SP. Em Araraquara, a força-tarefa apreendeu computadores e documentos. A polícia afirma que os seis postos alvos da operação desta terça-feira (21) pertencem ao empresário Mohamad Hussein Mourad. Ele é suspeito de chefiar um esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em todas as etapas da cadeia de produção e venda de combustíveis no país. Segundo os investigadores, Mohamad controla mais de 50 postos de combustíveis e outras empresas do setor. Tudo em nome de eldquo;laranjaserdquo;, a maioria parentes de Mohamad. Entre eles, o primo Himad Abdallah Mourad, suspeito de administrar mais de uma centena de postos de combustíveis usando o próprio nome, uma empresa ou um testa de ferro. Mohamad Hussein Mourad e outras sete pessoas estão foragidas desde agosto de 2025. Durante a investigação, a polícia observou que os seis postos vendiam etanol e gasolina a preços muito abaixo dos praticados no mercado. Em um setor que costuma ter margens de lucro apertadas, esse foi mais um sinal de que havia algo errado. O chefe de fiscalização da Agência Nacional do Petróleo em São Paulo diz que os consumidores também devem ficar atentos na hora de abastecer. "O preço, na verdade, ele não é uma garantia de qualidade ou de não conformidade de um combustível, mas quando ele está muito abaixo da média, pode estar indicando determinada fraude - uma fraude em qualidade, uma fraude volumétrica ou até uma fraude tributária. Às vezes, vai economizar alguns centavos no todo e vai tomar um prejuízo muito maior e uma dificuldade para recuperar aquele prejuízo no caso de um dano material ou um dano piorerdquo;, afirma Wilson Esteves, chefe do núcleo de São Paulo da Agência Nacional de Petróleo. O advogado de Mohamed Mourad disse que não há provas de envolvimento dele com o PCC ou qualquer outra organização criminosa. Não conseguimos contato com a defesa de Imad Mourad. A empresa Rod Oil disse que desde março identificou inconsistências, rompeu os contratos com os postos irregulares, e que eles estão em fase de retirada da marca.

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