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Brasil corta subsídios aos combustíveis fósseis em 42%, mas não investe em renováveis

O Brasil registrou em 2024 a maior redução de subsídios a combustíveis fósseis desde o início do monitoramento anual feito pelo Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos). De acordo com o estudo, o valor total destinado ao setor de petróleo, carvão mineral e gás natural foi de R$ 47 bilhões. Em 2023, foram gastos R$ 81,7 bilhões emdash; uma retração de 42%. O resultado foi impulsionado pela redução de 84% nos subsídios ao consumo de combustíveis fósseis, que caíram de R$ 39,8 bilhões para R$ 6,3 bilhões. A principal razão foi a volta da cobrança do PIS e da Cofins sobre gasolina e diesel, medida que gerou uma economia estimada em R$ 33 bilhões aos cofres públicos. eldquo;É um movimento histórico. Mostra que é possível rever desonerações ao consumo de combustíveis fósseis de forma planejada, sem gerar grandes impactos à populaçãoerdquo;, afirma Cássio Cardoso Carvalho, assessor político do Inesc. Fontes renováveis e desafios do setor elétrico Enquanto os incentivos aos fósseis diminuíram, os subsídios às fontes renováveis tiveram leve alta, de 3,25%. A geração distribuída, modelo em que consumidores produzem sua própria energia, principalmente solar, recebeu a maior parte dos recursos: R$ 11,5 bilhões. Apesar do aspecto positivo, o Inesc alerta que esse modelo é custeado por todos os consumidores de energia elétrica, por meio da conta de luz. Além disso, o ONS (Operador Nacional do Sistema) não possui controle direto sobre a geração distribuída, o que pode gerar desequilíbrios em períodos de sobreoferta e comprometer a segurança do sistema. eldquo;Isso demonstra o quanto os subsídios são capazes de interferir no planejamento do setor elétricoerdquo;, explica Cássio. Mesmo com a redução geral de 34% nos subsídios totais (de R$ 99,8 bilhões para R$ 65,7 bilhões), ainda há desequilíbrio na destinação dos recursos. Para cada R$ 1 destinado a fontes renováveis, o governo direciona R$ 2,52 para combustíveis fósseis. Reoneração e nova política A análise anual também mostra que a reoneração não provocou aumentos expressivos nos preços dos combustíveis ao consumidor. Em 2024, a gasolina subiu 10,21%, o diesel, 3,41%, e o etanol, 20,46%. O Inesc destaca que a Reforma Tributária sobre o Consumo, aprovada neste ano, trouxe avanços institucionais importantes. Entre eles, a criação do Imposto Seletivo e a avaliação obrigatória a cada cinco anos dos regimes especiais de tributação, que considera critérios de eficiência, eficácia e impacto climático. eldquo;A queda dos subsídios aos combustíveis fósseis, acompanhada dessas medidas, sinaliza que o Brasil está dando passos na direção da reforma desses incentivos. Tais avanços deveriam estimular o governo a assumir uma postura mais contundente na COP 30erdquo;, ressalta Cássio.

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Produção de petróleo da Petrobras cresce 8,1% no 3º trimestre, com recorde de exportações

A Petrobras registrou, no terceiro trimestre deste ano, uma produção total comercial de 2,768 milhões de barris de óleo equivalente por dia, o que representa um aumento de 8,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O destaque, mais uma vez, ficou por conta do pré-sal, cuja produção subiu 6,6%, alcançando 2,117 milhões de barris por dia. A Petrobras atribuiu o aumento ao menor volume de paradas programadas e aos investimentos na eficiência operacional nas bacias de Campos e Santos. Além do pré-sal, a produção no pós-sal profundo e ultra-profundo registrou alta de 17,3% no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período de 2024. A companhia destacou ainda que, no período, entraram em operação 11 novos poços produtores, sendo 7 na bacia de Campos e 4 na bacia de Santos. Os dados integram o relatório trimestral de produção divulgado na noite desta sexta-feira pela Petrobras. Venda de gasolina cai O volume de vendas de derivados no mercado interno cresceu 5,3% no terceiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2024, atingindo 1,804 milhão de barris por dia. O diesel foi o principal destaque, com alta de 12,2%, alcançando 809 mil barris diários, enquanto a gasolina registrou queda de 0,5%, totalizando 402 mil barris por dia. Segundo a companhia, o aumento nas vendas de diesel foi impulsionado pela maior demanda durante o plantio da safra de grãos de verão e pela elevação da atividade industrial. Esses fatores compensaram o impacto do aumento do teor de biodiesel, que passou de 14% para 15% em agosto deste ano. Já a queda nas vendas de gasolina, explicou a estatal, decorreu do aumento do teor de etanol anidro na mistura, que subiu de 27% para 30%, também a partir de agosto. Alta em gás para térmicas A Petrobras destacou o aumento de 7% nas vendas de gás natural para o consumo interno no terceiro trimestre deste ano. A companhia também ressaltou que a venda de energia elétrica cresceu 17%, em comparação com o mesmo período de 2024, em razão do cenário hidrológico menos favorável, que resultou em maior despacho das usinas termoelétricas movidas a gás natural. Recorde em exportação de petróleo A Petrobras destacou, no relatório trimestral, que as exportações de petróleo bateram recorde, com alta de 18%, atingindo 814 mil barris por dia. Por outro lado, a importação de diesel caiu 0,8%, para 121 mil barris diários. O principal destino das exportações brasileiras de petróleo foi a China, responsável por 53% dos embarques, seguida da Europa (15%), América Latina (10%) e Estados Unidos (3%).

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Petróleo fecha em queda, mas sobe na semana com sanções dos EUA a petrolíferas russas

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda modesta, sem conseguir sustentar o forte avanço da véspera, enquanto seguem os reflexos das sanções dos EUA contra companhias petrolíferas da Rússia endash; medidas que devem limitar as exportações do país e apertar a oferta global da commodity. Investidores também mantêm a atenção voltada às tensões comerciais entre EUA e China, às vésperas do encontro entre os presidentes das duas potências. O petróleo WTI para dezembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em queda de 0,47% (US$ 0,29), a US$ 61,50 o barril. Já o Brent para janeiro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 0,14% (US$ 0,09), a US$ 65,20 o barril. Na semana, contudo, tiveram ganhos de 7,61% e 6,38%, respectivamente. Para Olivia Cross, da Capital Economics, os participantes do mercado de petróleo ainda eldquo;estão longe de precificar totalmente uma perda das exportaçõeserdquo; da Rússia. Segundo ela, um dos motivos é que a experiência mostra que as sanções têm sido menos eficazes do que o esperado, devido às estratégias eficientes da Rússia para contorná-las. eldquo;Afinal, as exportações marítimas de petróleo bruto russo se mantiveram resilientes após a imposição das sanções americanas em janeiroerdquo;, acrescenta. O WTI chegou a testar, mas não conseguiu sustentar ganhos acima de sua média móvel de 50 dias, em torno de US$ 62,50 por barril, após as novas sanções que atingiram duas gigantes russas do setor gerarem relatos conflitantes sobre a possibilidade de a Índia interromper as importações de petróleo russo para evitar sanções secundárias, diz Ipek Ozkardeskaya, do Swissquote. eldquo;Do ponto de vista técnico, as manchetes recentes provavelmente já esgotaram seu potencial de alta, abrindo espaço para uma leve correção até o fechamento semanalerdquo;, afirma. Declarações do conselheiro econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, de que as relações entre Estados Unidos e China passaram por um eldquo;degeloerdquo; nos últimos dias deram novo impulso aos preços do petróleo no fim da manhã, em meio a sinais mistos sobre as tensões comerciais. (Estadão Conteúdo)

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Risco de faltar diesel no Brasil é baixo, dizem especialistas

As sanções impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a duas petroleiras russas tendem a aumentar as dificuldades e os custos de importação de diesel no Brasil, mas o risco de desabastecimento é pequeno, avaliam agentes e especialistas ouvidos pelo Valor. O Brasil importa entre 25% e 30% do diesel russo para suprir a demanda interna, mas as compras têm sido menores nos últimos meses. As produtoras russas de petróleo que foram alvo das sanções, Rosneft e Lukoil, têm produção superior a 5 milhões de barris por dia. O presidente russo, Vladimir Putin, disse que não cederá à pressão dos EUA ou de qualquer outro país. Clique aqui para continuar a leitura.

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ICL diz que liberação de refinaria da Refit acende alerta para riscos

O Instituto Combustível Legal (ICL) disse estar preocupado com a decisão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de desinterditar parcialmente as instalações da Refinaria de Manguinhos (Refit), anunciada neste sábado (25). Segundo o ICL, a medida tomada mesmo diante de um não cumprimento integral de exigências técnicas, acende alerta sobre riscos regulatórios, fiscais e de segurança que estão associados à retomada das operações da Refit. Para o ICL, a decisão também evidencia uma "grave assimetria" no tratamento regulatório do setor. Isso porque a atividade de formulação de combustíveis endash; processo de produção por meio de mistura mecânica de insumos endash; está proibida para novas empresas, justamente em razão dos históricos de fraudes e irregularidades que envolvem empresas que já atuam no mercado. Clique aqui para continuar a leitura.

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Conexão Revenda Interior Paulista 2025 começa hoje, em Campinas

Entre hoje (30) e amanhã (31), Campinas sedia o Conexão Revenda Interior Paulista, primeiro encontro voltado aos revendedores de combustíveis do interior do estado de São Paulo. Promovido pelo Recap, o evento contará com uma programação intensa, abordando temas atuais, políticas públicas e soluções práticas para os desafios do setor. Além das palestras e painéis, a programação inclui uma Feira de Negócios com estandes de grandes empresas, fortalecendo o relacionamento com autoridades, mercado, imprensa e órgãos reguladores. Confira: https://conexaorevendapaulista.com.br/

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