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Moagem de cana do Centro-Sul aumentou 27% na segunda quinzena de dezembro, diz Unica

A moagem de cana-de-açúcar das usinas do Centro-Sul do Brasil atingiu 600,39 milhões de toneladas na safra 2025/26 até 1º de janeiro, o que representa uma queda de 2,3% em relação ao mesmo intervalo do ciclo anterior, informou nesta quarta-feira (21/1) a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). Mas, na segunda quinzena de dezembro, as unidades produtoras da região processaram 2,171 milhões de toneladas, 26,6% mais do que em igual período da temporada 2024/25. O número de unidades produtoras da região em operação ficou ainda mais reduzido na segunda metade de dezembro, 61 emdash; eram 90 na primeira quinzena do último mês de 2025. Mas superaram em duas plantas o número registrado na segunda quinzena de dezembro da safra 2024/25. Do total, 42 eram unidades de processamento de cana, dez eram usinas de etanol de milho e nove, usinas flex. Ao fim da quinzena, 35 unidades tinham encerrado a moagem, conforme a Unica. No acumulado da safra, 241 unidades já haviam terminado o processamento. Quanto à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) verificado na segunda quinzena de dezembro atingiu 127,49 quilos por tonelada de cana-de-açúcar, 3,4% acima da safra 2024/25. No acumulado da safra, o indicador marca 138,35 quilos de ATR por tonelada, 2,2% abaixo do observado no mesmo período do ciclo anterior. Açúcar e etanol A produção de açúcar nos últimos quinze dias de dezembro diminuiu 14,9% em comparação a igual período da safra 2024/25, somando 56,02 mil toneladas. No acumulado da safra até primeiro de janeiro, foram produzidas 40,22 milhões de toneladas de açúcar, 0,86% a mais do que no ciclo anterior. Com relação ao etanol, a produção do biocombustível por unidades do Centro-Sul na segunda metade de dezembro aumentou para 560,9 milhões de litros. Desse volume, 327,7 milhões de litros foram de etanol hidratado (alta de 7,23% na comparação anual) e 233,24 milhões de litros de etanol anidro (incremento de 27,76%). No acumulado da atual safra, contudo, a produção total de etanol está 5,1% menor na comparação anual, com 30,84 bilhões de litros. A produção do etanol hidratado, de 19,05 bilhões de litros, é 7,9% inferior à de igual período do ciclo passado, enquanto a de etanol anidro, de 11,78 bilhões de litros, é similar à do mesmo intervalo um ano antes. De todo o etanol obtido na segunda quinzena de dezembro, 77,2% ou 433,18 milhões de litros foram produzidos a partir do milho, 6,9% mais do que um ano antes. No acumulado da safra, a produção de etanol de milho atingiu 6,86 bilhões de litros, 13,9% acima de igual período do ano passado. Vendas de etanol Em dezembro, foram vendidos 2,97 bilhões de litros de etanol. A comercialização de etanol anidro no período aumentou 7,6%, para 1,15 bilhão de litros, enquanto a de etanol hidratado caiu 2,8% na comparação anual, chegando a 1,82 bilhão de litros, de acordo com a Unica. No mercado interno, as vendas de etanol anidro também cresceram em relação a dezembro do ano anterior, 10,5%, para 1,14 bilhão de litros, enquanto as do hidratado diminuíram 1,9%, para 1,74 bilhão de litros. No acumulado desde o início da safra até 1º de janeiro, as unidades produtoras do Centro-Sul venderam quase 26,3 bilhões de litros, volume 2% menor do que em igual período do ciclo passado. A negociação de etanol anidro no período avançou 4,8%, para 9,94 bilhões de litros, enquanto a do hidratado foi 5,8% menor na comparação anual, com 16,35 bilhões de litros. CBios Dados da B3 referentes aos primeiros 20 dias de janeiro indicam a emissão de 2,56 milhões de créditos pelos produtores de biocombustíveis, segundo o comunicado da Unica. No momento, a quantidade de CBios disponível para negociação em posse da parte obrigada, não obrigada e dos emissores totaliza 20,46 milhões de créditos de descarbonização.

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Justiça suspende mudanças de Lula para vale-refeição de duas empresas

A Justiça Federal em São Paulo suspendeu em caráter liminar (provisório) o decreto do governo Lula (PT) que mudou as regras do PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador) para duas operadoras do setor, a Ticket S.A. e a VR Benefícios. A primeira decisão saiu na terça-feira (20) e beneficiou a Ticket. A segunda, que vale para a VR, veio nesta quarta (21). O governo federal disse à Folha que não foi notificado, mas que vai recorrer. Especialistas ouvidos pela reportagem dizem que as liminares viram precedentes que podem criar um efeito cascata sobre outras ações que contestam as regras do novo PAT. Nas duas liminares concedidas até aqui, a Justiça entendeu, ao menos num primeiro momento, que o governo do petista não poderia ter alterado a norma por decreto. A atualização do Programa de Alimentação do Trabalhador foi editada no ano passado com o objetivo, segundo o governo federal, de aumentar a concorrência no setor e ampliar a liberdade de escolha dos beneficiários. A principal mudança foi a limitação a 3,6% nas taxas cobradas de restaurantes e supermercados por operadoras de vale-refeição e vale-alimentação, mas há outras alterações também significativas para o setor. Uma delas reduziu pela metade, de 30 para 15 dias, o prazo para que estabelecimentos recebam pagamentos por transações. Outra, por sua vez, determinou que facilitadoras que atendam mais de 500 mil trabalhadores operem no arranjo aberto e com interoperabilidade. Na prática, isso faria com que qualquer cartão de vale-alimentação funcionasse em qualquer maquininha de pagamento emdash;e não apenas na rede cadastrada pela operadora. O decreto foi assinado em novembro do ano passado com prazo de 90 dias para que as empresas se adequassem às novas regras emdash;prazo técnica e economicamente inexequível, afirmam as facilitadoras. Além de contestar o prazo, as ações dizem que dispositivos do texto são inconstitucionais e extrapolam o poder regulamentar. Afirmam também que a norma fere princípios como a liberdade econômica e a livre concorrência. Segundo as operadoras, o decreto do petista impôs mudanças estruturais sobre o setor que, na avaliação delas, não poderiam ser editadas por decreto. Os magistrados têm concordado. Na decisão que beneficiou a Ticket, por exemplo, o juiz Maurílio Freitas Maia de Queiroz, da 12ª Vara Federal de São Paulo, disse que "os dispositivos do decreto aparentam ir além da mera organização administrativa do programa [PAT], alcançando aspectos estruturais do mercado de benefícios". O magistrado não nega a possibilidade de mudanças no mercado de facilitadoras, mas diz "não ser admissível a inovação autônoma da ordem jurídica ou a criação de obrigações dissociadas de autorização legal suficiente". Ao mesmo entendimento chegou a juíza Júlia Cavalcante Silva Barbosa, da 7ª Vara Federal, quando concedeu liminar suspendendo os efeitos do novo PAT para a VR Benefícios. "Não se vislumbra, ao menos numa análise inicial, qualquer abertura que o legislador tenha deixado para que, mediante decreto, o poder regulamentar estabelecesse restrições para a escolha de uma ou outra modalidade", escreveu. Ambas as decisões proibiram a União de fiscalizar ou punir as operadoras Ticket e VR Benefícios pelo descumprimento das regras do novo PAT até o julgamento final do caso em primeira instância. Embora abranjam neste momento somente duas operadoras do setor, especialistas dizem que as liminares criam fundamentos que podem influir sobre todos os demais casos ajuizados por facilitadoras. "A partir do momento em que o decreto limita repasses e valores a serem cobrados e impõe questões como a interoperabilidade, ele acaba influindo em situação de mercado e extrapola sua função regulamentar", afirma o advogado André Blotta Laza, pós-graduado em direito e processo do trabalho pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. As liminares foram consequência prática, argumenta Laza, e podem abrir margem para que seus fundamentos produzam um efeito cascata em outras ações que versem sobre o mesmo tema. Avaliação semelhante faz a advogada Poliana Banqueri, especialista em direito e tecnologia da informação pela USP, para quem as decisões criam "um precedente interpretativo que tende a orientar outras decisões no âmbito do PAT". Se analisadas à luz da segurança jurídica, afirma Banqueri, "não se espera que empresas em situações equivalentes sejam submetidas a entendimentos conflitantes, o que torna esse precedente sensível". São decisões que não surpreendem, diz o advogado Omar Augusto Leite Melo, professor de direito e economia da ITE (Instituição Toledo de Ensino), em Bauru (SP), porque o decreto, na avaliação dele, é ilegal. "O texto criou exigências e requisitos que não estão contemplados na lei", afirma.

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Posto é condenado por colocar diesel em vez de etanol em carro

O 5º Juizado Especial Cível de Brasília condenou um posto de combustíveis a indenizar uma consumidora após erro no abastecimento do veículo. De acordo com o processo, em agosto de 2025, a cliente solicitou que o carro fosse abastecido com etanol, mas o frentista colocou diesel no tanque. O erro provocou falha mecânica no automóvel e outros transtornos. A autora também arcou com despesas adicionais e aguardou socorro por cerca de duas horas. Em sua defesa, o posto alegou que a consumidora poderia ter se equivocado ao solicitar o combustível. O juiz ressaltou que a nota fiscal emitida no momento do abastecimento comprova o uso de diesel e destacou que o veículo não tinha versão movida a esse tipo de combustível. Segundo o magistrado, cabe ao frentista verificar a compatibilidade entre o combustível e o automóvel. "Tenho que a situação a que foi submetida a parte autora, em razão da falha no motor de seu veículo ocasionada pelo combustível inadequado que o preposto da parte ré abasteceu seu automóvel, causou-lhe transtornos que transbordam os limites do tolerável e do razoávelerdquo;, declarou o magistrado. O posto foi condenado a pagar R$ 1.681,80 por danos materiais e R$ 3 mil por danos morais. Ainda cabe recurso.

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Expansão na oferta de etanol de milho pode afetar mercado global de açúcar

O avanço da produção de etanol de milho no Brasil cria um excedente de oferta que pressiona os preços do combustível e pode afetar as cotações do açúcar já a partir da próxima safra. A conclusão faz parte de um estudo do Rabobank. eldquo;Há uma mudança estrutural no mercado. Com os projetos de etanol de milho já previstos, haverá um aumento na oferta que pode gerar desequilíbrio no mercado, podendo gerar impacto no mercado de açúcar, no momento em que os preços já estão baixoserdquo;, diz Andy Duff, analista de açúcar, cana e etanol do Rabobank. A produção brasileira de etanol de milho na safra 2025/26, que se encerra em março, deve crescer 16%, para 9,5 bilhões de litros. A análise da RaboResearch sugere que, até o fim de 2028, a capacidade de produção de etanol de milho e cereais como sorgo e trigo subirá para 16 bilhões de litros. No início da década de 2030, a capacidade poderá ultrapassar 20 bilhões de litros por ano. Com o aumento da produção de etanol, a preocupação é que o desconto do etanol hidratado em relação à gasolina aumente nos postos de gasolina, com impacto nas receitas do etanol de cana-de-açúcar e de milho. Tanta capacidade nova programada para chegar ao mercado cria um alerta para a indústria sucroalcooleira no Brasil e em outros países. A Organização Internacional do Açúcar estima um superávit de 1,525 milhão de toneladas de açúcar na safra 2025/26, revertendo o déficit de 2,915 milhões de toneladas na safra anterior. eldquo;O mercado está numa transição de déficit para superávit, com reação nos preços e a oferta do etanol no Brasil é um agravante a mais neste ciclo, dado que o país é o maior exportador de açúcar e as decisões no país têm impacto no mercado global de açúcarerdquo;, afirma Duff. O excesso de oferta de etanol poderia pressionar mais os preços, levando as usinas sucroalcooleiras a aumentar a produção de açúcar, havendo então pressão nas duas commodities. Duff acrescenta que o preço de paridade de importação da gasolina indica que há espaço para redução no preço do combustível ex-refinaria no Brasil. Caso haja queda no preço da gasolina, o setor terá outro fator de pressão nas cotações do etanol no curto prazo. Demanda Do lado da demanda, o consumo adicional do etanol poderia vir do aumento da mistura obrigatória do etanol na gasolina, de um aumento do consumo do etanol resultante da reforma tributária sobre combustíveis ou do uso crescente de combustíveis sustentáveis para aviação e transporte marítimo. Mas boa parte dessas soluções são de longo prazo e não resolvem o cenário de desequilíbrio previsto para o curto e médio prazos, observa Duff. Duff acrescenta que o preço de paridade de importação da gasolina indica que há espaço para redução no preço do combustível ex-refinaria no Brasil. Caso haja queda no preço da gasolina, o setor terá outro fator de pressão nas cotações do etanol no curto prazo. A RaboResearch projeta um crescimento anual do consumo de combustíveis de veículos leves em geral (ciclo Otto) de 2% em um cenário base. Mas, com o aumento da capacidade de produção do etanol até 2028, esse consumo teria que crescer 4% ao ano para que não haja impacto nos preços do álcool hidratado. Caso contrário, a relação entre o preço do etanol hidratado e o da gasolina tende a baixar da média de 68% nos últimos dez anos para 63% emdash; o que torna o etanol mais interessante em relação à gasolina para o consumidor, mas menos lucrativo para as usinas. Otimizar produção de açúcar O setor canavieiro, que ainda produz cerca de dois terços de todo o etanol produzido no Brasil, não pode deixar de ver com preocupação a expansão do setor de etanol de milho. Nos últimos anos, o setor de etanol de cana tem se concentrado em maximizar a produção de açúcar, já que os preços de mercado vinham sendo atrativos. Portanto, o processamento de cana para etanol diminuiu, criando espaço no mercado para o crescimento do etanol de milho sem precipitar um desequilíbrio entre oferta e demanda. Para 2026, a resposta tradicional da indústria canavieira ao baixo preço associado ao excedente de açúcar no mercado endash; produzir mais etanol e menos açúcar endash; pode criar um excesso de etanol no mercado interno. As perspectivas desfavoráveis para o preço do etanol podem, portanto, resultar em uma menor migração dos produtores brasileiros para longe do açúcar, mesmo com os preços mundiais do açúcar bruto lutando para atingir US$ 0,15 por libra-peso. Após 2026, o cenário pode se manter, se o aumento da oferta de etanol não for acompanhado de um aumento no consumo. A pressão do excedente de etanol no mercado brasileiro pode levar o maior exportador mundial de açúcar a pressionar os preços globais do açúcar por meio de uma produção maior.

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ANP - Atualização de segurança

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informa que, por medida preventiva e de atualização das diretivas de segurança, o sistema CSA ficará indisponível no dia 22/01/2026 das 19h às 22h.

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Post engana ao comparar valores de gasolina, gás, café entre os governos de Bolsonaro e Lula

O que estão compartilhando: uma ilustração que compara preços da gasolina, do gás de cozinha, do café e da picanha durante os governos de Jair Bolsonaro (PL) e de Luiz Inácio Lula da Silva para alegar que os produtos são mais caros na gestão petista. O post afirma que a gasolina, por exemplo, custava R$ 4,79 entre 2019 e 2022 e que agora custa R$ 6,37. O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. Em geral, a média dos preços praticados durante a gestão de Bolsonaro foi maior do que a informada na postagem, e a média durante o governo Lula foi menor. Além disso, o post ignora picos históricos, como o do preço da gasolina, que chegou a R$ 7,39 em 2022. Até o momento, esse valor não foi superado no governo Lula, embora a média do preço do produto seja maior na gestão petista. A conta que fez a publicação no Facebook foi procurada, mas não respondeu até o momento. Saiba mais: o post alega que, entre 2019 e 2022, durante a gestão de Bolsonaro, a gasolina custava R$ 4,79, o gás era R$ 79,50, o café era vendido a R$ 23,90, e a picanha podia ser comprada por R$ 44,80. Já no governo Lula, entre 2023 e 2025, a publicação afirma que os mesmos produtos custam R$ 6,37, R$ 124,50, R$ 42,80 e 69,90. Gasolina O Verifica consultou a série histórica do Levantamento de Preços de combustíveis, elaborada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que inclui o litro da gasolina comum e o botijão de 13 quilos do gás de cozinha. Os dados demonstram que, de fato, o governo Bolsonaro teve períodos com o preço da gasolina comum reduzido, inclusive até abaixo do mencionado no post. Mas isso não foi uma constante ao longo dos quatro anos. Durante todo o governo, o valor médio do litro foi de R$ 5,17. Em maio de 2020, o litro custava, em média, R$ 3,80, mas em seguida houve uma escalada dos preços e o litro chegou a R$ 7,39 em 19 de junho de 2022, maior preço registrado nos dois governos. Diante da escalada, o governo Bolsonaro propôs o teto de 17% para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado nos Estados sobre o produto, medida aprovada no Congresso às vésperas do período eleitoral. A partir disso, o preço recuou, motivado também pela redução, pela Petrobras, do preço da gasolina nas refinarias, graças à queda no valor do barril de petróleo no mercado externo. Bolsonaro encerrou o governo com o preço da gasolina comum a R$ 4,96. O preço da gasolina atribuído pela publicação ao governo Lula, de R$ 6,37, foi o pico de valor atingido nesta gestão, em 9 de fevereiro de 2025, após aumento do ICMS pelos Estados. Na última medição da ANP, em 11 de janeiro de 2026, o preço de revenda era de R$ 6,32. O valor médio durante todo o governo, até o momento, é de R$ 5,89. O preço mínimo registrado foi de R$ 4,97, em 22 de janeiro de 2023. Em resumo, os preços da gasolina nos dois governos foram os seguintes: Bolsonaro Preço médio ao longo da gestão: R$ 5,17 Preço mínimo registrado: R$ 3,80 Preço máximo registrado: R$ 7,39 O que diz a postagem: R$ 4,79 Lula Preço médio ao longo da gestão: R$ 5,89 Preço mínimo registrado: R$ 4,97 Preço máximo registrado: R$ 6,37 O que diz a postagem: R$ 6,37 Gás de cozinha Os preços do gás de cozinha em cada governo citados pelo post também estão incorretos. O valor médio do botijão durante a gestão de Bolsonaro, por exemplo, foi de R$ 85,51, e não de R$ 79,50. O valor médio de revenda atingiu R$ 113,66 no pico, em 10 de abril de 2022. O menor valor foi de R$ 68,66 no primeiro ano de gestão, em 1º de setembro. O gráfico a seguir mostra que o valor permaneceu estável até agosto de 2020, quando sofreu escalada. Bolsonaro finalizou o governo com o gás a R$ 108,64 no Natal de 2022. Em valores corrigidos, se fosse hoje, custaria R$ 125,00. Além disso, o valor médio do gás no governo Lula não é de R$ 124,50, como alegado no post, mas sim de R$ 105,49. O menor preço, de R$ 100,67, foi atingido em 28 de janeiro de 2024, e o maior em 16 de novembro do ano passado, de R$ 110,58. Em nenhum momento o preço do botijão medido pela ANP atingiu o alegado pela postagem. O Verifica já checou anteriormente outros posts que desinformam sobre as diferenças de preços de combustíveis e de gás de cozinha nos dois governos (aqui, aqui e aqui). Em resumo, os preços do gás nos dois governos foram os seguintes: Bolsonaro Preço médio ao longo da gestão: R$ 85,51 Preço mínimo registrado: R$ 68,66 Preço máximo registrado: R$ 113,66 O que diz a postagem: R$ 79,50 Lula Preço médio ao longo da gestão: R$ 105,49 Preço mínimo registrado: R$ 100,67 Preço máximo registrado: R$ 110,58 O que diz a postagem: R$ 124,50

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