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Nota de esclarecimento da ANP

A ANP esclarece que não procede a alegação veiculada por meios de comunicação e atribuídas à Refinaria de Manguinhos (Refit), de que a Agência teria desrespeitado decisões judiciais. A decisão liminar proferida no Agravo de Instrumento nº 1047257-62.2025.4.01.0000, pelo Desembargador Federal Newton Pereira Ramos Neto, determinou exclusivamente a suspensão de uma deliberação da Diretoria Colegiada da ANP prevista para a 1.174ª Reunião de Diretoria, realizada em 18/12/2025. Em estrita observância aos limites da decisão judicial, a Diretoria da ANP se absteve, até o momento, de tomar qualquer deliberação no processo administrativo em questão. Em paralelo, a ANP vem buscando demonstrar judicialmente que o único fundamento constante da decisão liminar - a suposta impossibilidade de que um diretor cujo impedimento foi alegado votasse sobre a situação de outro diretor cujo impedimento fora arguido na mesma oportunidade - perdeu totalmente sua relevância quando ambas as arguições de impedimento foram julgadas por unanimidade de votos (4x0), na Reunião de Diretoria ocorrida no dia 8 de Dezembro de 2025, antes mesmo da decisão liminar em questão. Cumpre ressaltar que a referida decisão judicial liminar não havia suspendido o processo administrativo, não anulou a interdição cautelar parcial da refinaria anteriormente realizada pela fiscalização da ANP, nem sinalizou que o agente econômico em questão pudesse operar imune a novas fiscalizações das atividades que permaneceram em curso. A ação de fiscalização em curso iniciada em 14/1/2026, que culminou na decisão de interdição cautelar total das instalações, tem por objeto a Segurança Operacional e está sendo conduzida pelas áreas técnicas especializadas da Agência, no exercício regular de suas competências legais e em estrita conformidade com o devido processo legal. A interdição das instalações, fruto da nova ação de fiscalização, foi realizada com o objetivo de resguardar a vida humana e o meio ambiente, tendo em vista a verificação de situação de risco grave e iminente, podendo gerar acidentes devido a falhas envolvendo segurança de processo. No caso da Refinaria de Manguinhos, foram identificadas falhas substanciais em diversas barreiras de segurança, incluindo: sistema de combate a incêndio, ausência de estudos de análise de riscos, deficiências no gerenciamento de emergências, sistema de detecção de gás, sistema de detecção de fogo e outros elementos críticos de segurança operacional. Tais deficiências colocam em risco o meio ambiente e a população do entorno. Os procedimentos de fiscalização relativos à Refit vêm sendo conduzidos por servidores públicos de carreira da ANP, profissionais concursados, com formação técnica especializada e ampla experiência, que atuam com autonomia, imparcialidade e independência funcional, sem qualquer interferência política ou econômica. A Diretoria Colegiada da ANP não participou da fiscalização em campo nem nas decisões que culminaram na interdição cautelar, que foram realizadas pelos fiscais e superintendentes da ANP. A Diretoria seria responsável apenas por reavaliar as decisões tomadas pelos técnicos em eventual recurso administrativo. A ANP é uma autarquia federal especial, legalmente dotada de autonomia administrativa, financeira e decisória, justamente para garantir a independência de sua atuação regulatória, o respeito ao devido processo legal e o dever de zelar pela segurança operacional e pela proteção ao meio ambiente. A interdição aplicada decorre do exercício regular do poder de polícia administrativa da Agência e tem como único objetivo prevenir riscos e assegurar o cumprimento das normas de segurança, sendo medida prevista na legislação setorial sempre que constatadas não conformidades relevantes. A ANP reitera seu compromisso com o cumprimento integral das decisões judiciais - sem prejuízo de seu direito de questioná-las pelos meios cabíveis - , e com o exercício responsável de suas atribuições regulatórias, sempre em observância aos princípios da legalidade e da segurança jurídica.

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Petrobras reduz preço do querosene de aviação em 0,5% a partir de 1º de fevereiro

A Petrobras informou que vai reduzir o preço do querosene de aviação (QAV) em 0,5% a partir de 1º de fevereiro, ou menos R$ 0,02 por litro em relação ao preço de janeiro. No acumulado do ano, a redução é de 9,9%, o que corresponde a um decréscimo de R$ 0,36/litro, comparando com o preço de dezembro de 2025. Já se comparado ao acumulado desde dezembro de 2022, a Petrobras reduziu os seus preços de QAV em 35,5%, equivalente a um decréscimo de R$ 1,81/litro. Considerando a inflação no período, esta redução é de 43,6%. eldquo;A Petrobras comercializa o QAV produzido em suas refinarias ou importado apenas para as distribuidoras, que por sua vez transportam e comercializam os produtos para as empresas de transporte aéreo e outros consumidores finais nos aeroportos, ou para os revendedoreserdquo;, informou a estatal.

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ANP interdita totalmente a Refit após vistoria apontar risco grave iminente de incêndio

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) decidiu interditar totalmente a Refit (ex-Refinaria de Manguinhos), localizada no Rio de Janeiro, após vistoria constatar risco de incêndio na unidade. A refinaria está parcialmente interditada pela agência desde outubro do ano passado, e terá que retirar todo material inflamável para afastar o Risco Grave Iminente (RGI) encontrado pela agência. Em vistoria feita no último dia 14, segundo documento ao qual o Estadão/Broadcast teve acesso, foram identificadas pelo menos seis situações de risco grave relacionadas às barreiras preventivas e mitigadoras. eldquo;Cabe destacar que falhas em apenas uma destas barreiras críticas pode levar à situação de Risco Grave Iminente (RGI) devido à alta probabilidade de fatalidade, não sendo necessário que várias barreiras estejam ausentes ou degradadas para que seja constatada uma situação de RGI. No caso da Refinaria de Manguinhos, existem falhas substanciais em diversas barreiraserdquo;, informa o documento. Foram interditados toda a instalação produtora de derivados de petróleo, incluindo áreas de processo, movimentação, tancagem, expedição e carregamento de todos os produtos, exceto a movimentação necessária para retirar o inventário de produtos combustíveis e inflamáveis de modo a afastar o RGI. Refinaria foi alvo de operações A refinaria entrou no radar das autoridades após a deflagração da Operação Carbono Oculto, em 28 de agosto. As autoridades investigam se o combustível da Refit abasteceria redes de postos de gasolina controlados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo os investigadores, a organização criminosa usa o mercado de combustíveis para lavar dinheiro do crime e ocultar os verdadeiros donos com a ajuda de bancos e fintechs instaladas na Faria Lima. A Receita Federal também apura se Manguinhos está sonegando impostos ao importar nafta e outros derivados de petróleo para fazer gasolina, sem recolher os tributos como deveria, além de usar empresas de fachada para ocultar os reais importadores do combustível, o que é crime. Em uma segunda etapa, a Receita deflagrou a operação Cadeia de Carbono, que apreendeu quatro navios que levavam cargas da Refit. Em 27 de novembro, a Refit voltou a ser alvo de uma megaoperação. Batizada de Poço de Lobato, a ação mobilizou 621 agentes públicos, entre promotores de Justiça, auditores fiscais da Receita Federal, das secretarias da Fazenda do município e do Estado de São Paulo, além de policiais civis e militares. O Grupo Refit, comandado pelo empresário Ricardo Magro, é considerado o maior devedor de ICMS do Estado de São Paulo, o segundo maior do Rio de Janeiro e um dos maiores da União. Em nota, a empresa contestou os débitos tributários e negou irregularidades. Na nota, a empresa afirmou que fazia eldquo;exatamente como fazem inúmeras empresas brasileiras que divergem de uma cobrança tributária, incluindo a própria Petrobras, maior devedora do Estado do Rio de Janeiroerdquo;.

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ANP: janeiro fecha com preço dos combustíveis em alta

Os combustíveis encerraram janeiro em alta, segundo o Levantamento de Preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com destaque para a gasolina, que registrou alta média de 1,7% contra dezembro de 2025, com preço médio de R$ 6,33 o litro. O gás de cozinha também apresentou alta, de 0,4% entre dezembro e janeiro, com preço médio de R$ 110,16 por botijão de 13 quilos. Já o diesel S10, menos poluente e mais vendido, subiu 0,6%, com preço médio de R$ 6,11 o litro. Os preços da última semana do mês, entre os dias 25 e 31 de janeiro, comparados à semana anterior, tiveram um desempenho inverso, com ligeira queda para o gás de cozinha e o diesel. Já o preço médio da gasolina permaneceu estável. O gás de cozinha caiu 0,2% e o diesel S10, 0,1%. A gasolina e o diesel S10 mais caros foram encontrados na cidade de São Paulo, com preço médio de R$ 7,99 e R$ 8,00, respectivamente. Já o gás de cozinha chegou a R$ 156 o botijão em Boa Vista, Roraima. (Estadão Conteúdo)

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Distribuidoras cumpriram 88% das metas individuais do RenovaBio em 2025

Distribuidoras de combustíveis aposentaram 88,2% do volume de créditos de descarbonização (CBIOs) da meta estabelecida para 2025, como forma de compensar as emissões associadas aos derivados de petróleo, divulgou nesta sexta (30/1) a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os títulos são comercializados na B3 por produtores de biocombustíveis certificados no RenovaBio. Cada CBIO equivale a uma tonelada de carbono que deixou de ser emitida no ciclo de vida da produção. De acordo com a agência reguladora, foram aposentados 40,06 milhões de CBIOs, o que corresponde a 99% da meta total estabelecida pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), de 40,39 milhões de CBIOs. Desse valor, 39.934.707 CBIOs foram considerados para cumprimento das metas estabelecidas pela ANP aos distribuidores de combustíveis fósseis em 2025. No total, as metas individuais dos distribuidores estabelecidas para o ano de 2025 totalizaram 45,28 milhões de créditos. O volume considera valores retificados em função de decisões liminares, além de alterações nos abatimentos de contratos de longo prazo. Queda no percentual de inadimplentes A ANP aponta ainda que houve redução do percentual de distribuidores em descumprimento da meta, em relação aos anos anteriores. Segundo a agência, 23 distribuidores que não cumpriram a meta de 2024 comprovaram integralmente o cumprimento da meta de 2025, incluindo a obrigação do ano anterior. Dos 163 distribuidores de combustíveis com metas fixadas para o ano de 2025, 122 cumpriram integralmente a meta, sendo seis destes com metas de anos anteriores sub judice. Por outro lado, 33 distribuidores ficaram inadimplentes e podem ser autuados. Outros oito distribuidores aposentaram CBIOs em quantidade igual ou superior a 85% da meta, e poderão comprovar o restante em 2026. Veja a lista completa aqui.

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Preço do diesel sob pressão

Com o novo repique no preço internacional do barril de petróleo na quinta (29/1), o preço do diesel vendido no Brasil às distribuidoras ampliou a defasagem em relação ao mercado externo. Segundo cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a média do litro do diesel nos principais polos brasileiros está R$ 0,49 abaixo dos preços internacionais. Se considerados apenas os pontos de venda da Petrobras, a diferença é de R$ 0,50, o que equivale a 15% de diferença em relação às cotações globais. A defasagem vem sendo registrada há semanas e tem gerado no mercado uma expectativa de reajuste nos preços da Petrobras. A estatal aplicou uma redução na gasolina na terça (27), mas optou por manter o preço do diesel inalterado. A Petrobras afirma que evita repassar volatilidades externas aos preços internos. No entanto, desde o último reajuste do diesel emdash; em maio do ano passado emdash; houve importantes alterações no mercado global, assim como no câmbio. O ambiente de sobreoferta levou a cotação do petróleo a uma trajetória de queda desde 2025. Mas os preços têm sofrido variações, com forte influência dos movimentos geopolíticos, em meio ao ambiente de tensão em importantes produtores globais nas últimas semanas. Na quinta (29/1), o Brent encerrou o dia em alta de 3,29%, a US$ 69,59 o barril, reagindo ao aumento das pressões dos europeus e dos Estados Unidos contra o Irã. O presidente dos EUA Donald Trump ameaçou o Irã com uma resposta militar, caso as negociações por um acordo nuclear fracassem. Vale lembrar que o preço do barril e o câmbio não são as únicas métricas levadas em consideração pela Petrobras ao reajustar os combustíveis. Fatores como a competitividade e o market share também pesam na decisão. E qualquer mudança no combustível vai ter impactos no bolso do consumidor, que está atento à inflação no ano eleitoral. Variações no diesel tendem a ter um eldquo;efeito cascataerdquo; na economia brasileira, por causa da alta dependência do transporte rodoviário para a movimentação de bens pelo país. Segundo a ValeCard, o preço do diesel nos postos brasileiros já teve uma alta de 0,56% entre dezembro e janeiro deste ano. O maior aumento ocorreu no Nordeste. O levantamento considera transações realizadas entre 1º e 26 de janeiro em 25 mil postos credenciados em todo o país. É um reflexo do aumento do imposto estadual. As novas alíquotas de ICMS entraram em vigor em 1º de janeiro.

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