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Superávit comercial do Brasil é cada vez mais dependente do petróleo

Em 2025 o resultado da balança comercial brasileira ficou mais dependente das trocas em petróleo de derivados. O superávit desses produtos alcançou US$ 29,6 bilhões em 2025, recorde da série histórica. O pico anterior foi em 2024, com US$ 28,2 bilhões. O saldo em petróleo e derivados em 2025 foi equivalente a 43,3% dos US$ 68,3 bilhões de superávittotal da balança comercial do ano, ultrapassando os 38% de 2024. Os dados são do Indicador de Comércio Exterior (Icomex), levantado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic). O aumento do superávit em petróleo e derivados tem sido puxado pela exportação do óleo bruto, aponta Lia Valls, professora na UERJ e pesquisadora associada do FGV Ibre. Clique aqui para continuar a leitura.

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Gasolina cai 16% na refinaria, mas preço sobe 37% nos postos em 3 anos

Desde dezembro de 2022, a trajetória que derrubou o preço da gasolina em 16,4% para as distribuidoras, de R$ 3,08 para R$ 2,57, não aliviou os motoristas. No mesmo período, o valor médio do litro do combustível nos postos aumentou 37,1%, de R$ 4,98 para R$ 6,33. O que aconteceu Petrobras reduziu preço da gasolina nas refinarias em R$ 0,51 desde dezembro de 2022. No período, foram feitos 11 reajustes, com oito cortes e três elevações. A redução mais recente foi anunciada na semana passada e diminuiu em R$ 0,14 (-5,17%) o valor do combustível para as distribuidoras. Queda nominal de 16,4% da gasolina não aliviou no bolso dos consumidores. Mesmo com os reajustes da Petrobras, o preço médio do litro do combustível nos postos subiu de R$ 4,98 para R$ 6,33 desde a última semana de 2022. Os valores fazem parte dos dados coletados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Custo para encher tanque de 50 litros com gasolina subiu R$ 67,50 em três anos. O valor considera a alta de R$ 1,35 registrada pela ANP no valor médio do litro do combustível. O gasto pode ser ainda maior, conforme o posto escolhido para abastecer. Na semana passada, o preço máximo de revenda no Brasil alcançou R$ 9,29 por litro, valor apurado em estabelecimentos nas cidades de Barueri (SP) e Guarujá (SP). Petrobras responde por menos de um terço (28,4%) do valor final da gasolina. Além da cobrança, o preço para os motoristas é formado pela mistura com o etanol (16,4%), a incidência dos impostos federal (10,7%) e estadual (24,8%) e as margens de distribuição e revenda (19,6%). "Desde a tributação até chegar ao posto, existe um caminho completo que envolve logística, custos operacionais e a própria dinâmica regional que pode afetar os valores", diz Renato Mascarenhas, diretor da Edenred Mobilidade. Custos adicionais na cadeia produtiva limitam queda dos preços nas bombas. "Algumas mudanças tributárias e a valorização do etanol fizeram com que o valor final da gasolina aumentasse nos postos", afirma Ricardo Hammoud, professor do Ibmec-SP. Entre os componentes, a elevação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em R$ 0,10 por litro da gasolina pesou negativamente. Os especialistas explicam que o efeito da alta é quase imediato por representar uma alíquota fixa, aplicada em todo o Brasil. "Quando o ICMS aumenta, como aconteceu no último mês, o impacto é direto e também mais rapidamente sentido nas bombas, independentemente dos valores praticados nas refinarias. [...] Mesmo em momentos de alívio na origem, a carga tributária pode diminuir ou até neutralizar esse efeito para o consumidor a curto prazo". Renato Mascarenhas. Clique aqui para continuar a leitura.

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'Espero a poeira baixar': conversas mostram como agia mulher presa por vender bebida com metanol

Mensagens de áudios do celular de Vanessa Maria da Silva, presa e condenada por falsificação de bebidas, mostram como funcionava o esquema de adulteração numa fábrica clandestina no ABC paulista. Usando palavras cifradas nas conversas, ela vendia bebidas alcoólicas como gim, whisky e vodca adulteradas com metanol para intermediários e estabelecimentos de várias regiões de São Paulo. Vanessa nega a venda de bebida adulterada. O advogado Felipe Brandão questiona o acesso aos dados do celular dela (ver íntegra abaixo). eldquo;A rapidez para condenar contrasta com a morosidade absoluta do processo administrativo instaurado para apurar se houve coação na entrega do celular de Vanessa à políciaerdquo;, afirmou. Em São Paulo, a Secretaria da Saúde registra 52 casos de intoxicação desde setembro, sendo 12 mortes - a última foi de um jovem de 26 anos, no dia 29. Conforme a polícia, as bebidas falsificadas por Vanessa causaram ao menos duas mortes e deixaram um homem cego. O metanol, altamente tóxico e proibido para consumo humano, é letal mesmo em pequenas quantidades. Vanessa foi presa em flagrante em uma fábrica clandestina, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, em outubro. Dois meses depois, ela foi condenada em 1ª instância a sete anos de prisão por adulterar, falsificar ou alterar substâncias alimentícias. elsquo;Mês que vem já normaliza, aí voltamos a vender. Se Deus quiserersquo; A polícia apreendeu documentos e o celular da falsificadora. Foi a partir desse material que os investigadores começaram a desvendar a distribuição clandestina. O Estadão teve acesso à transcrição dos áudios descobertos no celular da acusada. No dia 29 de setembro de 2025, quando o número de casos começou a crescer, a acusada revela mudança de estratégia: eldquo;Morreu gente em SBC bebendo etanol. E essa semana vai ter operação em SP e em SBC. Amanhã eu dispenso isso ai pra vc circularerdquo;. Alguns comerciantes ficaram preocupados com a repercussão, como mostra mensagens de 3 de outubro divulgadas pelo programa Fantástico, da Rede Globo. Vanessa tentou tranquilizar o dono de um bar. Pode ficar tranquilo quanto as coisas que vocês têm aí. Não é da procedência que esta passando ok pode ficar tranquilo mesmo, não terá nenhum problema. Vanessa Maria da Silva Mesmo assim, o cliente decidiu suspender a venda por conta própria. eldquo;Simehellip; porém, achei melhor fazer o recolhimentoerdquo;. A acusada não cogitou suspender a produção, de acordo com gravação do dia 8 de outubro. eldquo;Estou esperando abaixar a poeira. Só o (....) que conversou comigo disse que está difícil de vender. Está vendendo pouco. Só cerveja. Acredito que mês que vem já normaliza, aí voltamos a vender. Se Deus quisererdquo;. Formas para despistar a fiscalização Ao longo do último trimestre do ano passado, a Polícia Civil realizou várias operações contra a produção e comercialização de bebidas alcoólicas adulteradas por metanol. Diante das blitze, Vanessa sugere que alguns contatos comprem os produtos com nota fiscal para tentar ludibriar a fiscalização. Os nomes dos interlocutores foram apagados para não atrapalhar as investigações. eldquo;Oi (...), devido a repercussão que esta tendo, sugiro que compre algumas com nota, o que você usa no dia, por exemplo, para no caso da fiscalização aparecer ter uma nota para apresentarerdquo;. Em diversas passagens, a acusada discute a distinção entre produtos originais e falsificados (referidos como eldquo;passou como origi?erdquo; ou eldquo;fals?erdquo;). Ela menciona que certos produtos precisam de cuidados específicos com o lacre para parecerem originais. eldquo;Tem itens que não tem como retrabalhar em cima, sem a pessoa saber, entende? Então a gente diminui na quantidade de opções pra que não tenha problema, porque, você sabe, quem é acostumado a comer carne reconhece o paladar do frangoerdquo;, afirmou para um interlocutor em agosto de 2024. A delegada da Polícia Civil de São Paulo Isa Lea Abramavicus afirma que os produtos falsificados por Vanessa podem ter sido responsáveis pelos casos de contaminação em São Paulo. eldquo;A gente acredita que esse lote ilegal de bebida que eles fabricavam acabou se espalhando por São Paulo, pela região metropolitanaerdquo;, afirma a titular do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). Embora existam indícios da presença de compradores de outros Estados, a delegada evita estabelecer relações entre a fábrica deste núcleo familiar e outros casos registrados no Brasil. Qual é a principal linha de investigação? Vanessa recebeu pagamentos de diversos de bares, lanchonetes, padarias e restaurantes de São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema e Guarulhos. Os pagamentos foram feitos, em sua maioria, via Pix. Para a polícia, o grupo comprava álcool de postos de gasolina para diluir e fabricar vodcas. Dois postos de combustíveis do ABC foram interditados. Entretanto, o álcool já vinha eldquo;batizadoerdquo; endash; mistura ilegal de etanol com metanol endash; pelos fornecedores dos postos, sem que Vanessa e seu grupo soubessem. Foi uma sobreposição de crimes, de acordo com a polícia. A Polícia Federal investiga se metanol abandonado por criminosos após operação policial contra infiltração do crime organizado no setor de combustíveis tem sido usado para adulterar bebidas alcoólicas.

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Brasil tem superávit comercial de US$ 4,3 bi em janeiro com retração das importações

A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 4,343 bilhões em janeiro, uma alta de 85,8% sobre o dado do mesmo mês de 2025, diante de um recuo mais forte nas importações do que a queda observada nas exportações, apontou o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) nesta quinta-feira (5), atribuindo o movimento ao desaquecimento da economia. O saldo observado, o segundo maior já registrado pelo Mdic para meses de janeiro, veio ligeiramente abaixo da expectativa de economistas consultados pela Reuters, que previam superávit de US$ 4,9 bilhões para o mês. As exportações somaram US$ 25,153 bilhões no mês passado, uma queda de 1% em relação a janeiro de 2025. O movimento de retração foi mais intenso nas importações, que caíram 9,8% no mesmo período, totalizando US$ 20,810 bilhões. Houve queda nas importações de bens intermediários e combustíveis, recuo mais relevante do que as elevações observadas em bens de consumo e bens de capital. O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, afirmou que a previsão de um arrefecimento da atividade econômica diante do nível elevado dos juros no país leva a uma redução da demanda do setor produtivo, fator que explica o recuo das importações. "Na medida em que se espere que a economia cresça menos em relação ao aumento observado no ano passado, é natural que tenha uma menor demanda por bens importados. É esperado para este ano um desaquecimento da importação", disse. Brandão afirmou ainda que a sazonalidade do agronegócio gera variações na demanda por insumos agrícolas a depender do ritmo das safras, o que também afetou o dado de maneira complementar. Do lado das exportações, apenas as vendas do setor agropecuário apresentaram crescimento, uma alta de 2,1%, impulsionada por melhores desempenhos de soja e milho. Por outro lado, os embarques ao exterior da indústria extrativa caíram 3,4%, impactados por vendas menores de petróleo e minério de ferro. O dado da indústria de transformação teve recuo de 0,5%. No recorte por regiões, os dados seguem mostrando perda de participação dos Estados Unidos. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, as vendas para o país norte-americano apresentaram recuo de 25,5%. A participação dos EUA no total das exportações brasileiras caiu de 12,7% em janeiro de 2025 para 9,5% no mês passado. No mesmo período, a fatia da China subiu de 21,7% para 25,7%. (Reuters)

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'Mapa do Caminho Nacional' para transição energética ainda é debatido às vésperas do prazo final

Reuniões interministeriais para a elaboração do eldquo;Mapa do Caminho Nacionalerdquo; para a substituição gradual do uso de combustíveis fósseis ainda estão sendo realizadas, faltando poucos dias para a entrega determinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A criação da estratégia foi determinada em despacho presidencial após a falta de consenso sobre o tema na COP-30, realizada no Brasil. O prazo de 60 dias para a elaboração das diretrizes termina no domingo, 8, e é monitorada por Frentes Parlamentares, entidades como o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e organizações ambientais. O Ministério de Minas e Energia (MME), o Ministério da Fazenda, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Casa Civil seguem trabalhando em uma proposta de resolução a ser submetida ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), informaram as pastas ao Estadão/Broadcast. A determinação presidencial inclui a proposição de mecanismos de financiamento para a implementação da política de transição energética. O texto cita a criação de um fundo para a transição com financiamento custeado por parcela das receitas governamentais da exploração de petróleo e gás natural. Por ora, o trabalho é apenas em âmbito ministerial, mas interessa a outras frentes. O IBP diz que está estudando como contribuir com sugestões para o mapa da transição energética. No relatório Outlook IBP 2025-2029, a entidade pontua que o Brasil é 2º maior produtor de biocombustíveis do mundo e avança em tecnologias de vanguarda, como a Captura e Armazenamento de Carbono (CCUS), posicionando o País como um líder tecnológico capaz de descarbonizar não apenas suas operações, mas também setores de difícil mitigação. As Frentes Parlamentares da Agropecuária, do Biodiesel, do Etanol e da Economia Verde lançaram na quarta-feira, 4, uma Coalizão pelos Biocombustíveis, para acompanhar a regulamentação da Lei do Combustível do Futuro (14.993/2024), e atuar na interlocução entre Legislativo, Executivo e setor produtivo em questões como o fortalecimento do desenvolvimento tecnológico nacional e o reconhecimento da produção de biocombustíveis sem comprometer a oferta de alimentos. No lançamento da Coalizão, o coordenador geral do grupo, deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), afirmou que o grupo enviará suas contribuições para o eldquo;Mapa do Caminhoerdquo; ao Executivo até 8 de fevereiro. eldquo;Estamos sistematizando as contribuições de cada setor e vamos apresentar uma proposta de elsquo;Mapa do Caminhoersquo;. Vamos enviar as nossas contribuições para todos.erdquo; O Observatório do Clima (OC) emdash; que reúne 161 organizações da sociedade civil, como o Instituto Internacional Arayara e o Observatório do Petróleo e Gás emdash; encaminhou, na última semana, recomendações para os ministérios. O documento aborda a governança, o orçamento e o financiamento da transição energética. Nesse último eixo, as entidades sugerem a eliminação de subsídios à produção de fósseis, o uso de receitas de petróleo futuro para pagar a transição por meio da alocação imediata de capital (investimento direto) e a vinculação das ações do mapa ao Plano Plurianual (PPA) e à Lei Orçamentária Anual (LOA). Dados consolidados pelo IBP preveem um pico de US$ 21,3 bilhões em investimentos no upstream já em 2026. A indústria de óleo e gás deve sustentar 483 mil postos de trabalho neste ano. Além disso, até 2029, a arrecadação governamental total do setor pode alcançar US$ 42,3 bilhões anuais. Mapa Global Em outra frente de discussão, o Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte), criado pelo MME, aprovou, na última semana, seu regimento interno e debateu a criação de câmaras temáticas para apoiar as ações de formulação, implantação e monitoramento da Política Nacional de Transição Energética (PNTE) e o Plano Nacional de Política Energética (Plante). Em nível global, a presidência da COP-30 se comprometeu a entregar, até o final do ano, o roteiro para o fim da dependência de fósseis para ser discutido na próxima cúpula climática, na Turquia, no final de 2026. Caberá à Austrália liderar o processo de negociação. Na segunda-feira, 2, um grupo de 114 organizações encaminhou uma carta aberta ao embaixador André Corrêa do Lago, que presidiu a cúpula no Brasil, questionando se haverá um eldquo;processo político real e inclusivoerdquo; na construção da transição. As organizações também citam que a pré-COP e a conferência sobre combustíveis fósseis em Santa Marta, na Colômbia, em abril, oferecem uma eldquo;plataforma fundamental para moldar conjuntamente o processoerdquo; e preparar o relatório para a COP-31.

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Eletrificação vem junto com biocombustíveis no Plano Clima para transportes

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicou nesta quinta (5/2) o sumário executivo do Plano Clima, trazendo as prioridades para a transição energética setorial. Nos transportes, elas passam pela eletrificação e uso de combustíveis sustentáveis. eldquo;Induzir o desenvolvimento tecnológico e produtivo aplicado à eletromobilidade e ao uso de combustíveis alternativos renováveis e de baixa emissãoerdquo; é a primeira das seis prioridades listadas no documento. As diretrizes reunidas no sumário foram aprovadas em dezembro de 2025 pelos ministérios que integram o Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM). Segundo o MMA, a versão completa está na eldquo;fase final de diagramação, catalogação e registro para identificação internacionalerdquo;. O objetivo do plano é mostrar como o país pretende cumprir sua meta de chegar a 2035 emitindo entre 850 milhões e 1,05 bilhão de toneladas de gases de efeito estufa, ante as 2,04 bilhões de toneladas registradas em 2022. Uma tarefa que depende fortemente da redução do desmatamento, mas também precisa encontrar soluções em outros setores da economia, e o transporte é um deles. O setor foi responsável por 10% das emissões totais em 2023, mais do que a geração de energia elétrica e o setor industrial, com 92% do total sendo do segmento rodoviário, aponta o Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT, em inglês). Mas conta com uma série de possibilidades para mitigar esse impacto. No Plano Clima, o governo brasileiro estima que as emissões setoriais podem ficar entre 107 e 134 milhões de toneladas, ante os 116 MtCO2 registrados em 2023. Ou seja, pode cair, mas também pode aumentar, a depender das escolhas que serão feitas agora. Rota para a mitigação Até 2030, a projeção é que as emissões líquidas do setor devem crescer cerca de 9% comparadas com 2022. É nos cinco anos seguintes, até 2035, que uma trajetória mais ambiciosa de descarbonização do transporte pode começar a mostrar resultados, com uma redução de 8%, também em relação a 2022. A alavanca será o transporte de cargas. eldquo;O transporte rodoviário de cargas inicia, efetivamente, uma descarbonização para além da intensidade de emissões, com redução do volume de emissões líquidas em quase 20%, por meio de diferentes alavancas de mitigação emdash; diesel verde, biodiesel, biometano e eletrificaçãoerdquo;, aponta o sumário. Uma das metas é a adição de 20% de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final até 2030 e 25% até 2035. Atualmente, a mistura do biocombustível está em 15% e paira sobre o setor um cenário de incerteza sobre o aumento para 16% esperado para março deste ano. Para o diesel verde (HVO) a ambição é mais conservadora: 2% até 2030 e 3% até 2035. Já na eletrificação da frota, as chamadas eldquo;ações impactanteserdquo; incluem elevar o percentual de veículos médios e pesados para 6% e 11% em 2035, respectivamente. Além de substituir o combustível, o plano de mitigação conta com a possibilidade de reduzir o uso do modal rodoviário para o transporte de cargas, aumentando a participação do modo aquaviário para 18% em 2035. Esses navios também terão novos combustíveis: o sumário indica, por exemplo, a possibilidade de eldquo;aumentos percentuais de uso de combustíveis de baixa emissão na navegação doméstica para 6% em 2030 e 28% em 2035erdquo;. Enquanto nos voos domésticos, coloca como meta uso de SAF chegando a 3% em 2030 e 8% em 2035.

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