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Governo reajusta preço do botijão para revendedoras do Gás do Povo; veja novo valor por estado

Os Ministérios da Fazenda e de Minas e Energia reverteram um impasse com o setor de revenda de gás e anunciaram a alteração dos valores de referência do botijão de 13 kg para o programa Gás do Povo. A mudança, divulgada no Diário Oficial da União no dia 17 de novembro, abrange revendedores credenciados em dez estados. Os reajustes valem para Amazonas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. O programa oferece botijão de cozinha gratuito a cerca de 15,5 milhões de famílias de baixa renda. A expectativa do governo é que 60 mil revendedoras possam participar da iniciativa. A necessidade de correção surgiu poucos dias após a publicação dos valores iniciais. As entidades do setor, como a Abragás (Associação Brasileira de Entidades de Classe das Revendas de Gás LP), manifestaram forte descontentamento. Segundo as representantes das empresas, os preços anteriormente definidos pelo governo estavam fora da realidade. O segmento afirmou que a tabela divulgada não cobre os custos das operações. VEJA COMO FICOU A TABELA DE PREÇOS POR REGIÃO: Unidade federativa Preço de referência do GLP de 13 kg (em R$) nov/2025 Acre 122,12 Alagoas 91,49 Amapá 114,17 Amazonas 113,00 Bahia 105,35 Ceará 102,13 Distrito Federal 95,52 Espírito Santo 93,74 Goiás 98,32 Maranhão 107,80 Mato Grosso 125,05 Mato Grosso do Sul 100,04 Minas Gerais 94,48 Pará 105,24 Paraíba 94,88 Paraná 96,00 Pernambuco 89,67 Piauí 101,56 Rio de Janeiro 92,12 Rio Grande do Norte 101,03 Rio Grande do Sul 101,33 Rondônia 108,34 Roraima 127,44 Santa Catarina 108,45 São Paulo 99,19 Sergipe 102,84 Tocantins 114,87 O Amazonas foi o estado com a maior alta e viu o preço de referência ser ajustado de R$ 94,89 para R$ 113,00. Os preços permanecem em vigor até 31 de dezembro, com atualização prevista para 2026, conforme divulgado em portaria no Diário Oficial da União em outubro. O setor de distribuição enxerga o programa como uma iniciativa em construção, que exigirá ajustes contínuos. "Vamos medir dia a dia o que acertamos e erramos e vamos arrumando a casa para dar certo", diz Sergio Bandeira, presidente do Sindigás. "As empresas já sabem que, no tempo necessário, a indústria nacional não consegue prover todo o necessário", diz Bandeira, referindo-se à necessidade de importação de botijões. O presidente da entidade defende a criação de gatilhos automáticos para reajustes, especialmente diante de aumentos de impostos como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que entrarão em vigor em janeiro. O presidente da Abragás, José Rocha, diz que o êxito do programa depende da remuneração oferecida aos revendedores. "Se o programa não oferecer remuneração justa aos revendedores, isso levará a uma baixa adesão", afirma. A associação defende a adoção dos preços médios regionais apurados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). "Pedimos apenas que seja considerado o valor regional por estado contemplado nas pesquisas da ANP. Mesmo havendo pequenas distorções nessas pesquisas, são elas que trazem as informações dos valores mais próximos da realidade local", diz Rocha. Além do reajuste nos valores e da revisão ordinária a cada 12 meses, agora estão previstas revisões extraordinárias, que podem ser acionadas a critério do Comitê Gestor quando situações específicas forem identificadas. O modelo atual, com preços sujeitos à deliberação de um comitê, é visto como um entrave pelo setor. "O que as revendedoras não aceitam é ficar com preços congelados, aguardando a agenda do comitê para decidir o quanto vai autorizar de reajuste". Segundo Rocha, a lenta adesão inicial reflete a necessidade de uma relação mais equilibrada. "O processo para acelerar vai depender da política do governo com uma visão de parceria com os revendedores", diz Rocha. "Não se pode apenas colocar um programa na rua e esperar que o setor irá prestar serviços sem remuneração justa", completa. O MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social) investe R$ 94 milhões na primeira fase do Gás do Povo, iniciado nesta segunda-feira (24), beneficiando 1 milhão de lares em dez capitais, com recarga gratuita de botijão de 13 kg, sendo São Paulo a maior beneficiária com 323 mil famílias. O programa transita do pagamento em dinheiro para entrega direta de vale-recarga, visando alcançar 15 milhões de famílias até março de 2026, a iniciativa prioriza famílias do CadÚnico (Cadastro Único) com renda per capita de até meio salário mínimo.

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ICL: aprovação imediata do PL 5807/2025 é essencial para evitar novas mortes e combater fraudes

O Instituto Combustível Legal (ICL) reforça a urgência absoluta na aprovação do PL 5807/2025, que estabelece regras mais rígidas para o controle do metanol no país e avança em medidas essenciais como o enfrentamento à bomba branca emdash; um dos principais mecanismos utilizados por redes de sonegação estruturada, adulteração e organizações criminosas que atuam no setor de combustíveis. A falta de regras claras e de fiscalização efetiva sobre o metanol cria um ambiente propício para acidentes gravíssimos, adulteração em larga escala e riscos reais à saúde pública. O histórico recente demonstra que a exposição desregulada ao metanol já provocou casos fatais no Brasil e no exterior. A legislação brasileira precisa, urgentemente, acompanhar esse cenário. O projeto também enfrenta a bomba branca, um problema crônico que desorganiza o mercado, prejudica concorrentes leais, alimenta esquemas multimilionários de sonegação e coloca em risco o consumidor final emdash; que abastece sem saber a procedência, qualidade ou segurança do produto. Tratar da bomba branca dentro do PL 5807/2025 é um avanço essencial para restaurar transparência e equilíbrio concorrencial no setor. A bomba branca é um mecanismo de fraude no setor de combustíveis no qual postos comercializam gasolina, etanol ou diesel sem identificação clara da origem do produto, ocultando a distribuidora responsável pelo fornecimento. Na prática, o posto opera como uma eldquo;marca fantasmaerdquo;: compra combustíveis de fornecedores irregulares, muitas vezes ligados a sonegação estruturada, adulteração e lavagem de dinheiro, e revende ao consumidor como se fosse produto regular. Essa ausência de rastreabilidade permite que o posto pratique preços artificialmente baixos, prejudique a concorrência leal, burle impostos e exponha o consumidor a riscos de qualidade e segurança, tornando-se um dos principais canais utilizados por organizações criminosas que atuam no mercado. O ICL defende que: É inadiável aprimorar o controle, rastreamento e armazenamento de metanol, com regras claras e fiscalização eficaz. É imprescindível responsabilizar estabelecimentos irregulares, coibindo práticas fraudulentas que afetam diretamente o consumidor. É fundamental enfrentar a economia subterrânea que se beneficia da bomba branca e alimenta a sonegação estruturada. O Congresso tem agora a oportunidade de aprovar um marco regulatório que protege vidas, garante segurança e fortalece um mercado competitivo e leal. O PL 5807/2025 não é apenas um avanço regulatório. É uma medida de proteção à sociedade, à saúde pública e a todos que trabalham, produzem e consomem com responsabilidade. O ICL seguirá contribuindo tecnicamente com o debate e apoiando iniciativas que reforcem segurança, legalidade e transparência no setor de combustíveis.

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Petróleo sobe 1% com expectativa de corte de juros nos EUA e dúvidas sobre acordo Rússia-Ucrânia

Os preços do petróleo fecharam com alta de cerca de 1% nesta segunda-feira, com o aumento das apostas de um corte na taxa de juros dos Estados Unidos em dezembro e com o aumento das dúvidas sobre se a Rússia conseguirá um acordo de paz com a Ucrânia, o que aumentaria as exportações de petróleo de Moscou. Os contratos futuros do Brent subiram 1,3%, para fechar a US$63,37 por barril. O petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiu 1,3%, para fechar a US$58,84. Na sexta-feira, os dois contratos de referência do petróleo fecharam em seus níveis mais baixos desde 21 de outubro. Os EUA e a Ucrânia procuraram reduzir as lacunas em um plano de paz para acabar com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, depois de concordarem em modificar uma proposta dos EUA que Kiev e seus aliados europeus consideravam uma lista de desejos do Kremlin. A recente fraqueza dos preços foi impulsionada principalmente pelo progresso relatado nas negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia, disseram analistas da empresa de consultoria em energia Ritterbusch and Associates em uma nota. "No entanto, achamos que uma redução de mais de 5% do prêmio de risco é excessiva", acrescentaram, apontando para a possibilidade de a guerra se arrastar, reinjetando o risco geopolítico nos futuros do petróleo. As sanções impostas pelos EUA às empresas petrolíferas russas Rosneft e Lukoil, que entraram em vigor na sexta-feira, causaram um atrito que normalmente impulsionaria os preços, mas o mercado está preocupado com as negociações de paz, disse Jorge Montepeque, diretor administrativo da Onyx Capital. A receita estatal russa de petróleo e gás pode cair em novembro cerca de 35% em relação ao ano anterior, para 520 bilhões de rublos (US$6,59 bilhões), devido ao petróleo mais baixo e ao rublo mais forte, segundo cálculos da Reuters nesta segunda-feira. O presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, saudou o "novo impulso" nas negociações para acabar com a guerra na Ucrânia e prometeu que a União Europeia continuará apoiando a Ucrânia. (Reuters)

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Petrobras pensa em retorno ao etanol e mais produção de biodiesel, diz CEO

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse nesta segunda-feira (24) que a Petrobras avalia novos investimentos em combustíveis renováveis e movimentos, como forma de investir cada vez mais em combustíveis menos nocivos ao ambiente. "Estamos pensando fortemente em retorno ao etanol, vamos estar incrementando a produção de biodiesel... nós vamos mais adiante exacerbar nossos investimentos em eólica, solar, hidrogênio etc", declarou durante o evento Eloos, da Itatiaia em parceria com a CNN Brasil. Chambriard ressaltou que, neste momento, a Petrobras realiza investimentos em pesquisa e desenvolvimento em relação às energias solar e eólica, porque ainda são projetos dispendiosos. "A Petrobras é fornecedora de 31% de toda a energia primária gerada no Brasil. Com o país e a demanda de energia crescendo, temos que crescer juntos, porque senão a gente perde a relevância. Então foi acordado ano passado que pelo até 2050 a Petrobras pretende crescer com o Brasil, mantendo esse nível de 31% de geração de energia primária". A executiva destacou que será precisou aumentar o fornecimento de energia primária em ao menos 60% até 2050.

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Petrobras terá plano de negócios mais enxuto

O novo plano estratégico da Petrobras 2026-2030, a ser divulgado na quinta-feira (27), deve vir abaixo do atual em valores de investimento, segundo fontes e analistas ouvidos pelo Valor. O planejamento 2025-2029 previu US$ 111 bilhões, sendo US$ 98 bilhões em projetos em execução e US$ 13 bilhões em empreendimentos cuja implantação dependeria de análise da empresa. Agora as estimativas apontam para um montante eldquo;ligeiramenteerdquo; inferior, que ficaria acima dos US$ 106 bilhões, mas abaixo dos US$ 111 bilhões. O novo plano, dizem interlocutores, está bem estruturado, embora haja dúvidas sobre alguns pontos. Um deles é sobre como financiar os projetos diante da queda do petróleo.Desde 21 novembro de 2024, quando a Petrobras divulgou o plano em vigor, até sexta-feira (21), o Brent caiu 16,04%, cotado a US$ 61,94. No documento, a Petrobras trabalhava com um preço médio do Brent a US$ 83 por barril em 2025. A queda foi de mais de US$ 20 por barril. Uma cotação menor do petróleo tem impacto negativo na geração de caixa da companhia e pode influenciar a distribuição de dividendos. Na teleconferência de resultados do terceiro trimestre, a direção da companhia disse não esperar mudança na política de remuneração aos acionistas. A Petrobras também reafirmou regra segundo a qual todos os projetos só podem ser aprovados caso sejam rentáveis a um Brent de até US$ 45 por barril. Para ler esta notícia, clique aqui.

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COP30 termina com acordo que exclui plano de Lula contra fósseis, atende Europa

A chamada decisão de mutirão, o mais importante documento da COP30, excluiu o plano impulsionado pelo presidente Lula para reduzir o uso de combustíveis fósseis, após o entrave sobre esse tema ameaçar implodir a negociação. O texto, aprovado na tarde deste sábado (22) após a construção de um acordo durante a madrugada, também atende aos interesses da Europa com uma redação branda para o aumento de recursos para adaptação. Por outro lado, o documento traz um reconhecimento inédito da importância das comunidades afrodescendentes no combate à mudança climática e também dos territórios indígenas, e menciona questões de gênero. Como mostrou a Folha, a decisão de mutirão foi uma estratégia da presidência da COP30 para aglutinar em um só debate os quatro temas mais polêmicos das negociações climáticas: financiamento, metas mais ambiciosas de descarbonização, as medidas unilaterais de comércio e os relatórios de transparência. Mapa do caminho dos combustíveis fósseis A ideia do chamado mapa do caminho para o fim dos combustíveis fósseis emdash;concebida pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silvaemdash; não estava originalmente na agenda da cúpula, nem prevista para ser tratada neste espaço, mas ganhou tração após ser repetidamente defendida pelo presidente Lula. A inclusão formal da proposta nas negociações aconteceu na primeira versão da decisão de mutirão, após pleitos da Colômbia, que angariou o apoio de diversos países neste tema, inclusive a União Europeia. Os países árabes, liderados pelos sauditas, reagiram e afirmaram que não aceitariam qualquer menção a combustíveis fósseis neste documento, ameaçando inclusive travar outras negociações da conferência. No segundo rascunho, a presidência brasileira retirou este mapa do caminho do texto, o que aumentou a tensão entre os países e ameaçou implodir toda a negociação. Diplomatas viraram a madrugada deste sábado em reuniões, até chegar a um acordo, que, finalmente, excluiu o plano contra fósseis do texto. O plano para acabar com o desmatamento também ficou fora da decisão de mutirão. A exclusão é especialmente simbólica, considerando que essa é a primeira edição da COP na amazônia. O texto menciona apenas a importância de "conservar, proteger e restaurar a natureza e os ecossistemas", inclusive "por meio de esforços intensificados para deter e reverter o desmatamento e a degradação florestal até 2030". Segundo o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, o roteiro para o fim do uso de petróleo, carvão e gás será organizado como uma iniciativa do Brasil ao longo do próximo ano. O país também seguirá plano para o fim do desmatamento, prometeu. O texto abre uma brecha para essa iniciativa, decidindo que a presidência brasileira da COP irá atuar com as chefias das edições de 2024 e 2026 da conferência na "Missão Belém para 1,5°C" emdash;em referência à meta mais ambiciosa do Acordo de Paris para frear o aquecimento global. Os diplomatas trabalharão para "viabilizar a ambição e a implementação" das metas climáticas e planos de adaptação nacionais e "refletir sobre a aceleração da implementação, da cooperação internacional e do investimento" para cumprir essas metas. O relatório será elaborado resumindo o trabalho, a ser apresentado na COP31. Ainda nesta linha, a decisão lança também o Acelerador Global de Implementação, outra parceria entre as presidências da COP30 e COP31. Financiamento Os países em desenvolvimento exigem que as nações ricas, maiores responsáveis pelas mudanças climáticas, cumpram o Acordo de Paris e liderem o fluxo de dinheiro, principalmente na forma de doações, troca de dívida ou empréstimo a juros muito baixos. Este é, historicamente, o principal entrave das conferências, e a decisão de mutirão atende tanto os países ricos, mas também alguns pleitos dos em desenvolvimento. O texto trouxe avanços tímidos no financiamento para adaptação climática, acordando que as nações deverão fazer esforços para ao menos triplicar o financiamento para esta área até 2035 emdash;o rascunho anterior tinha um prazo menor, até 2030. No entanto, não explicita valores nem o papel dos governos em mobilizar esses repasses, o que atende a uma demanda da Europa. Por outro lado, o documento cita uma demanda de países em desenvolvimento por criar um programa de trabalho de dois anos sobre financiamento climático, "incluindo o artigo 9, parágrafo 1, do Acordo de Paris". Esse parágrafo é o que determina a obrigação dos países ricos em repassar recursos para as nações menores, e enfrentava resistência sobretudo dos europeus. O texto ainda reconhece que as metas de financiamento climático acordadas até aqui jamais foram cumpridas emdash;os países ricos discordam dessa tese e tentavam barram que ela fosse citada. O enviado climático do Quênia, Ali Mohamed, disse que a COP em Belém reafirmou tanto a urgência da ação climática quanto os riscos desproporcionais enfrentados pelos mais vulneráveis. "O Quênia emdash;e a Áfricaemdash; estão prontos para liderar a transição para energia limpa, mas resiliência e adaptação não podem continuar sendo pensamentos secundários", afirmou. "Os países desenvolvidos precisam finalmente cumprir seus compromissos de financiamento, especialmente para adaptação." O acordo insta as nações desenvolvidas a "aumentarem a trajetória de sua provisão coletiva de financiamento climático para adaptação aos países em desenvolvimento". Pouco tempo depois dos primeiros rascunhos finais serem publicados, o comissário europeu de Meio Ambiente, Wopke Hoekstra, disse que não esconderia o fato que desejava um acordo mais ambicioso, mas que o texto está na direção certa. "É muito claro que devemos estar junto com nossos amigos das nações mais pobres. E o que estamos fazendo é dar um passo significativo em termos de ajuda financeira para a adaptação dessas nações", disse à imprensa, acrescentando que tempos políticos complexos ressaltam a importância do multilateralismo. "Há um valor intrínseco, por mais difícil que seja, de buscar a convergência". Medidas unilaterais de comércio O documento atende ainda a pleitos da China e de outros países asiáticos para que se crie um espaço nas discussões climáticas onde medidas unilaterais de comércio possam ser debatidas. Este item enfrentava resistência da Europa, que é o bloco que mais faz uso deste instrumento, notadamente com seu mecanismo de ajuste de fronteira que cobra um valor extra para produtos importados relacionado à emissão de CO2. O texto "requisita que grupos subsidiários realizem um diálogo [...] para considerar oportunidades, desafios e barreiras em relação a aprimorar a cooperação internacional relacionada ao papel do comércio". A chamada decisão de mutirão também celebra os dez anos do Acordo de Paris, cobra os países que ainda não entregaram as suas metas climáticas a fazê-lo e, no que parece uma provocação aos Estados Unidos, "expressa esperança" de que o acordo alcance novamente quase todos os países existentes. Transição justa Os países participantes da COP30 também aprovaram o desenvolvimento do primeiro mecanismo internacional dedicado exclusivamente a transições justas, com o objetivo de organizar financiamento, cooperação técnica e capacitação principalmente para países em desenvolvimento. O item é o avanço institucional mais concreto desde que o tema entrou na agenda climática nos últimos anos e determina a viabilização de uma transição que seja equitativa e inclusiva. O mecanismo tem visto por governo brasileiro e parte dos ambientalistas como uma das principais entregas políticas da conferência, ao criar um trabalho permanente para que a descarbonização global avance de forma mais igualitária.

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