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Agropalma anuncia retomada na produção de biodiesel no Pará

A Agropalma, empresa brasileira reconhecida mundialmente como referência na produção sustentável de soluções com óleo de palma, anuncia a retomada na fabricação de biodiesel com a inauguração de uma nova planta industrial no Pará. O marco representa o retorno da companhia ao mercado de biocombustíveis após um hiato de 15 anos. A nova planta é a primeira de reação 100% enzimática no estado paraense e uma das primeiras a utilizar essa inovação no Brasil. A tecnologia é a mais moderna do setor e substitui o ácido sulfúrico e o metilato de sódio, em um processo considerado menos agressivo tanto ao maquinário como ao meio ambiente. Ela permite que a indústria utilize qualquer tipo de matéria-prima oleosa, incluindo óleos com alta acidez e resíduos graxos. Ação estratégica A usina foi estrategicamente instalada em Belém (PA) a cerca de 20 quilômetros das principais bases distribuidoras de combustível da região. Com capacidade e autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para produzir 36.000 m³/ano, a Agropalma projeta uma produção anual inicial de até 19.000 m³ de biodiesel, que visa atender de forma prioritária o mercado paraense, a fim de suprir uma demanda de 7% desse combustível no estado endash; com possibilidade de ampliação para 14%. O atual panorama de consumo do biocombustível no Pará foi um dos principais incentivos à volta da Agropalma ao segmento, onde atuou com pioneirismo entre 2005 e 2010. Em 2024 o estado precisou importar 268 milhões de litros de biodiesel para atender à sua demanda. Desse total, ao menos 79% do produto importado tiveram como origem o óleo de soja, vindo principalmente das regiões Centro-Oeste e Sul. Quanto à parcela do combustível que tem como base os resíduos da cadeia de palma, principal produção agrícola paraense, um fenômeno chamou a atenção: os subprodutos eram vendidos externamente para voltar como produto final. Diante desse contexto, a companhia entendeu que existia uma lacuna que poderia ser preenchida com a fabricação e circulação local do insumo, fortalecendo também a economia regional. Mudanças no mercado O investimento tornou-se ainda mais viável graças à clareza regulatória sobre o percentual obrigatório de biodiesel no diesel. Neste ano, a porcentagem que em 2022 era de 10% atingiu os 15%, já com expectativa de alcançar 20% em 2030. Essa determinação impulsiona a demanda pelo produto no longo prazo, indicando um mercado garantido e com potencial de crescimento. A expectativa é de que, somente no Pará, o consumo do biocombustível aumente 50% em um período de cinco anos, passando de 448 milhões para 674 milhões de litros ao ano. eldquo;Estamos muito contentes por retornar ao ramo do biodiesel em um momento que existe um direcionamento e crescimento desse setor. É um movimento em consonância com a busca por ações de inovação ecológica e uma transição justaerdquo;, afirma André Gasparini, diretor Comercial, de Marketing e Peamp;D da Agropalma. Gasparini aponta que as transformações do cenário tecnológico e normativo foram essenciais para esse movimento da empresa. eldquo;No passado, nossa planta só rodava com uma única matéria-prima. No mercado, inicialmente, não havia obrigatoriedade da mistura de biodiesel no diesel. O volume recomendado era pequeno e, mesmo quando se tornou obrigatório, ainda gerava baixa demanda. O processo de venda era todo feito por leilão. Hoje, a situação é completamente diferenteerdquo;, compara. O diretor da Agropalma explica que a produção do biocombustível cumprirá uma função estratégica de dar uma destinação mais nobre aos subprodutos dos processos produtivos da companhia: eldquo;esse é um investimento operacional, ambiental e financeiramente mais vantajosoerdquo;. Compromisso com a economia circular A construção da nova usina reforça o posicionamento vanguardista da Agropalma com a sustentabilidade e a formação de uma economia circular. Com o biodiesel - o subproduto, que antes era comercializado como resíduo, transforma-se em um produto de maior valor agregado. Oleoginosos, como o óleo de lagoa e o ácido graxo, provenientes do processo de extração e refino, e outros produtos que não atingiram a especificação para ser refinados e comercializados, passarão a fechar a cadeia de óleo de palma, que já é reconhecidamente robusta. eldquo;A cadeia da palma construída pela Agropalma é verticalizada, mas tem circularidadeerdquo;, ressalta Fabrício Menezes de Souza, coordenador da Planta de Biodiesel da Agropalma. eldquo;A geração do biodiesel, que parece ser o último estágio desse conjunto, na verdade, moverá toda a cadeia produtiva mais uma vez. Todo o CO2 produzido nas operações, será absorvido pela plantação, que, com a luz solar e a fotossíntese, produzirá naturalmente mais frutos que resultarão em mais óleo - e assim sucessivamente.erdquo; A companhia estima que a produção de biocombustível acarretará benefícios ambientais mensuráveis, que poderão ser calculados via o programa RenovaBio. A nota de eficiência final será mensurada por uma agência externa baseada em observação de pelo menos seis meses de produção da indústria, mas estimativas iniciais apontam que: O biodiesel fabricado e utilizado evitará a emissão de 39 mil toneladas de CO2 por ano na atmosfera; Essa redução de CO2 é equivalente a tirar 19,7 mil carros das ruas de circulação por ano; eldquo;Ao nos permitir transformar a maneira como os subprodutos da cadeia da palma e outros resíduos oleosos são tratados, possibilitando a reciclagem em escala industrial e gerando um combustível limpo, estamos contribuindo para o desenvolvimento e a sustentabilidade da nossa regiãoerdquo;, atesta Souza. Impacto social A obra e o funcionamento da nova planta da Agropalma motivaram um impacto social positivo, consolidando a economia e o progresso local do estado nortista: ao todo, entre diretos e indiretos, mais de 340 empregos foram gerados. Para Edison Henrique Delboni, Diretor Industrial da Agropalma, o projeto representa um marco na história da empresa. "A construção da usina foi desafiadora e envolveu mais de 300 pessoas em campo. No entanto, foi uma experiência de mudança de vida para muitoserdquo;, declara. Ao investir em uma tecnologia industrial pioneira no Pará e estimular a economia circular e a diminuição de carbono, a Agropalma posiciona a palma como protagonista na transição energética. A usina já está operando, realizando homologações para comercialização. O projeto já é um exemplo prático e local do potencial do agronegócio paraense para soluções climáticas, alinhando-se diretamente aos temas de sustentabilidade e desenvolvimento responsável que serão debatidos na COP30, em Belém. eldquo;Estamos moldando hoje o futuro que desejamos, assumindo o papel de que somos a mudança que queremos ver no mundoerdquo;, conclui Delboni. Sobre a Agropalma A Agropalma é uma empresa brasileira reconhecida em todo o mundo como referência na produção sustentável de soluções com óleo de palma. Sua trajetória começou em 1982, no município de Tailândia (PA), e sua atuação perfaz toda a cadeia produtiva endash; da fabricação de mudas ao óleo refinado e gorduras especiais às soluções de alto valor agregado. Atualmente, a companhia conta com seis indústrias de extração de óleo bruto, duas refinarias e um terminal de exportação alfandegado, e emprega cerca de 5 mil colaboradores. A Agropalma também foi pioneira em implementar, há mais de 20 anos, um programa de Agricultura Familiar com palma, que beneficia hoje mais de 300 agricultores parceiros. Guiada pelo compromisso com o planeta e as pessoas, a empresa segue avançando em suas práticas para tornar a palma sustentável uma referência brasileira. Para mais informações, acesse: www.agropalma.com.br. (Agropalma)

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Decreto que levou ao carro a álcool completa 50 anos

A medida que possibilitou a chegada do carro a etanol completa 50 anos na próxima semana. No dia 14 de novembro de 1975, foi publicado o decreto que criou o Proálcool (Programa nacional do Álcool). Era a resposta nacional à crise mundial do petróleo de 1973. O desenvolvimento dos automóveis ocorria em paralelo às discussões governamentais. O primeiro protótipo foi apresentado em novembro de 1976 no Salão do Automóvel de São Paulo. Era um exemplar do Fiat 147, novidade do evento. A versão a etanol, contudo, só chegaria às ruas em julho de 1979. A década de 1980 registrou o apogeu do carro a álcool. Em 1988, 94,4% dos automóveis produzidos no Brasil eram abastecidos com o combustível renovável. O ocaso, contudo, se aproximava. A crise veio em 1989, com usineiros pressionando por aumentos entre 45% e 50% sobre o valor do etanol distribuído aos postos. Ao mesmo tempo, o mercado internacional do açúcar, caracterizado pela volatilidade na época, passava por um ciclo de alta. O problema se estendeu por 1990, ano em que encontrar bombas com etanol disponível se tornou uma caça ao tesouro. O resultado não podia ser outro: queda nas vendas. A pioneira Fiat chegou ao fim da década de 1980 dedicando 95% da produção em Betim (MG) aos veículos a álcool. Em 1995, essa fatia havia caído para 5% do total. A gasolina era novamente protagonista. A década de 1980 registrou o apogeu do carro a álcool. Em 1988, 94,4% dos automóveis produzidos no Brasil eram abastecidos com o combustível renovável. O ocaso, contudo, se aproximava. A crise veio em 1989, com usineiros pressionando por aumentos entre 45% e 50% sobre o valor do etanol distribuído aos postos. Ao mesmo tempo, o mercado internacional do açúcar, caracterizado pela volatilidade na época, passava por um ciclo de alta. O problema se estendeu por 1990, ano em que encontrar bombas com etanol disponível se tornou uma caça ao tesouro. O resultado não podia ser outro: queda nas vendas.A pioneira Fiat chegou ao fim da década de 1980 dedicando 95% da produção em Betim (MG) aos veículos a álcool. Em 1995, essa fatia havia caído para 5% do total. A gasolina era novamente protagonista.

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Queda de preços da gasolina não é repassada por postos

Este setor de combustível é, com todo respeito, complicado. Em outubro, o Monitor de Preço de Combustível apontou alta de 0,4% na gasolina vendida nos postos, mesmo com a redução de 4,9% no preço vendido às distribuidoras pela Petrobras. Isso de postos demorarem a repassar as quedas de preços da gasolina e do diesel na refinaria tem sido comum, sem que o CADE, que deveria combater abusos do poder econômico, faça alguma coisa. Há ainda o problema da Operação Carbono, da Receita e Polícia Federal, que investiga lavagem de dinheiro do PCC e que, esta semana, interditou mais 49 postos no Norte e Nordeste. Em agosto, quando a ação foi lançada, a conta era que a lavanderia poderia alcançar, acredite, cerca de 1.100 postos. Isso afeta a imagem do setor, mesmo que a maioria aja dentro da lei.

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COP: Combustíveis renováveis unem Brasil, Belarus, Canadá e Coreia do Norte

Tão diferentes, Brasil, Belarus, Canadá e Coreia do Norte compartilham pelo menos um objetivo na agenda climática. Durante a reunião de cúpula da COP30, 19 países assinaram compromisso para quadruplicar o uso de combustíveis sustentáveis. Apelidado de eldquo;Belém 4Xerdquo;, o compromisso visa quadruplicar o uso de combustíveis sustentáveis até 2035. Além dos quatro países, Armênia, Chile, Guatemala, Guiné, Índia, Itália, Japão, Maldivas, México, Moçambique, Myanmar, Países Baixos, Panamá, Sudão e Zâmbia completam o heterogêneo grupo. A iniciativa foi liderada pelo Brasil, Itália e Japão. Para o governo brasileiro, a variedade e a ampla distribuição geográfica do grupo eldquo;demonstra a relevância dos combustíveis sustentáveis para a transição energética e o combate à mudança do clima nas mais diversas partes do planetaerdquo;. "A variedade, sobretudo, é o testemunho de que estamos no rumo certo e de que a causa reverbera no mundo inteiro. O grupo reúne países ricos, em desenvolvimento, pequenos, grandes, de todo o planeta. É, felizmente, um grupo diverso de paíseserdquo;, disse o embaixador Mauricio Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Itamaraty. O Brasil tem adotado um tom, às vezes, ambíguo sobre o tema. Na abertura da cúpula de líderes da COP, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a redução da dependência dos combustíveis fósseis. Dias antes, porém, o Palácio do Planalto comemorou o avanço do licenciamento ambiental para a exploração de petróleo na Margem Equatorial, no Amapá.

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Governo atualiza tabela de preços médios dos combustíveis

O Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) divulgou nesta 2ª feira (10.nov.2025) os novos valores do PMPF (Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final) de combustíveis para Estados e para o Distrito Federal. Os preços entrarão em vigor a partir de 16 de novembro e servem como base para o cálculo do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Leia a íntegra (PDF endash; 193 kB) publicada no DOU (Diário Oficial da União). A tabela apresenta preços para os seguintes combustíveis: QAV (querosene de aviação); AEHC (álcool etílico hidratado combustível ou etanol hidratado); GNV (gás natural veicular); GNI (gás natural industrial); óleo combustível. Tocantins apresenta o maior preço para o QAV, com valor de R$ 6,83 por litro. Já o Rio de Janeiro registra o menor valor para esse combustível, fixado em R$ 2,44. Para o AEHC, o Amazonas tem o preço mais elevado, chegando a R$ 5,44 por litro, enquanto São Paulo oferece o menor valor (R$ O Distrito Federal registra o GNV mais caro do país, com preço de R$ 6,78 por m³. O Amazonas tem o menor valor para esse combustível, a R$ 2,94 por m³. Só 2 Estados apresentam valores para o GNI na tabela: Amazonas (R$ 1,78/m³) e Mato Grosso (R$ 3,67/m³). Confira a tabela completa, clique aqui.

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Brasil explora petróleo e tem posição especial para falar de transição, diz presidente da COP30

O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30 emdash;a conferência sobre mudança climática das Nações Unidasemdash; defendeu que o mapa do caminho para se afastar dos combustíveis fósseis deve ser debatido no evento, e que o Brasil deve ser protagonista neste debate, justamente por ser uma dos maiores produtores de petróleo do mundo. "O Brasil é um país fóssil, não há dúvida disso, e de certa forma isso nos dá uma posição muito especial para falar sobre o tema. Mas também somos campeões em renováveis e na agricultura. Somos campeões em florestas. Queremos ser campeões em todas essas áreas. Portanto, acho que talvez seja o lugar certo para discutir isso", afirmou. O embaixador repercutiu os discursos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a Cúpula de Líderes que antecedeu a COP30. O petista prometeu que o país irá criar um fundo para que os lucros do petróleo sejam usados para financiar a transição energética, e defendeu a elaboração de um mapa do caminho da transição para longe dos combustíveis fósseis. O objetivo desse mapa é definir como, na prática, deve acontecer o "transitioning away" do petróleo, gás e carvão, com critérios e prazos para que isso seja realizado. O termo, que costuma ser traduzido como "transição para longe", foi acordado entre os países na COP28, no que foi considerado um marco histórico. Porém, desde então, não se voltou mais ao tema, e na prática esse movimento estagnou. Um dos obstáculos é justamente a resistência de países que tem sua economia baseada no petróleo. Para o embaixador, é justamente o fato de o Brasil ser uma nação que explora os fósseis que lhe dá um lugar de destaque para desenhar este mapa. "Agora, como nós faremos isso? Haverá consenso sobre como faremos isso? Esse é um dos grandes mistérios da COP30", completou o embaixador. A CEO da COP30, Ana Toni, defendeu que o mapa do caminho é uma forma de aprofundar o debate do acordo feito na COP28 sobre o "transitioning away". "Lembre-se da frase inteira [do acordo]: elsquo;transicionar de forma justa e ordenadaersquo;. O que significa exatamente elsquo;justa e ordenadaersquo;? Temos critérios para decidir o que isso é?", afirmou, sobre como deve acontecer a discussão. Em outubro, menos de um mês antes da COP30, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) emitiu a licença para a Petrobras perfurar o bloco 59 da bacia de petróleo da Foz do Amazonas. Na prática, a decisão pode abrir uma nova fronteira de exploração de fósseis no país, e foi criticada por ambientalistas. À Folha, o presidente do Ibama afirmou que seria hipócrita esperar a COP30 terminar para emitir a licença, e diz que a decisão foi estritamente técnica. A exploração de petróleo na Foz do Amazonas se tornou um dos principais embates do governo Lula. A ideia é defendida por nomes como o ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o próprio petista. É criticada por organizações da sociedade civil e pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que defende que, agora que foi liberada, essa exploração seja feita com uma rígida governança ambiental.

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