Ano:
Mês:
article

Etanol/Cepea: Indicadores seguem firmes em SP

Na primeira semana de novembro, apenas alguns demandantes realizaram compras de novos volumes de etanol no mercado spot do estado de São Paulo. Do lado das usinas, a postura seguiu firme. Segundo pesquisadores do Cepea, ainda que parte dos vendedores tenha ficado fora do mercado spot, os que estiveram ativos ofertaram lotes de etanol a preços mais altos. Diante disso, os preços se sustentaram em São Paulo. Entre 3 e 7 de novembro, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,7997/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), alta de 0,78% no comparativo ao período anterior. Para o etanol anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ fechou a R$ 3,2094/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins), valorização de 0,92% no mesmo comparativo. Destaca-se que chuvas no início da última semana também deram certo suporte aos preços, à medida que dificultaram os trabalhos no campo.

article

Governadores de direita pressionam por PL antifacção e devedor contumaz em manifesto a Hugo Motta

Governadores de direita entregaram nesta quarta-feira, 12, um manifesto ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para pressionar pelo projeto de lei antifacção e a proposta que pune os devedores contumazes. Os chefes dos Executivos estaduais se uniram para defender presencialmente no Congresso a pauta da segurança pública no momento em que o relatório do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) que trata da repressão às organizações criminosas enfrenta resistências do governo Lula, do PT e até do PL. eldquo;Este texto foi construído exaustivamente pela oposição em diálogo com as forças de segurança, parlamentares, especialistas, setor produtivo e sociedade civilerdquo;, diz o documento, obtido pela Coluna do Estadão e assinado pelos governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União), de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), além da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). eldquo;O texto estabelece instrumentos de repressão qualificada, responsabilização ampliada e coordenação interfederativa, reconhecendo que o enfrentamento ao crime exige sinergia entre União, estados, municípios, governo e oposiçãoerdquo;, afirma outro trecho do manifesto. Em almoço na Casa da Liberdade que tratou da pauta de segurança pública, Caiado declarou que eldquo;o programa social mais eficaz para o Brasil neste momento é o combate austero ao crime organizadoerdquo;. A votação do projeto antifacção no plenário da Câmara estava prevista para esta terça-feira, 11, mas foi adiada após uma polêmica sobre as atribuições da Polícia Federal . Após forte reação do Palácio do Planalto, Derrite recuou e retirou do texto a parte que tratava da PF e também desistiu de equiparar o crime organizado ao terrorismo. Mesmo assim, o governo ainda critica pontos do relatório do deputado, que é secretário de Segurança do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O PL também ficou insatisfeito com a retirada da equiparação de membros de facções a terrositas. Como mostrou a Coluna, o Senado viu a polêmica com as atribuições da PF no projeto de lei antifacção como uma nova eldquo;trapalhadaerdquo; da Câmara. A comparação é com a PEC da Blindagem e com a anistia aos condenados por golpe e pelo 8 de janeiro, que travaram na Casa após repercussão negativa.

article

Ações da Petrobras caem mais de 3% com recuo do petróleo

As ações da Petrobras caem nesta quarta-feira (12), acompanhando a baixa dos preços do petróleo. Às 17h27, os papéis ordinários da estatal recuavam 3,53%, enquanto os preferenciais caíam 2,92%. No mesmo horário, os preços futuros do petróleo Brent tinham queda de 2,52%, para US$ 62,64 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate dos EUA tinha baixa de 2,62%, para US$ 58,42 por barril. A desvalorização da commodity recua por conta do temor pelo excesso de oferta no mercado. Nesta quarta, um relatório da Opep revelou que o mercado mundial de petróleo terá um pequeno superávit em 2026 após os aumentos de produção da Opep+ e o aumento da oferta de outros produtores. Analistas afirmam que o fim da paralisação do governo dos Estados Unidos também pode impulsionar a demanda por petróleo. Segundo eles, o excesso de oferta de petróleo está restringindo os ganhos de preços. "A reabertura do governo norte-americano pode aumentar a confiança do consumidor e a atividade econômica, estimulando a demanda por petróleo", escreveu o analista de mercado da IG, Tony Sycamore, em uma nota.

article

Opep muda perspectiva e prevê pequeno excedente de petróleo em 2026

O mercado mundial de petróleo terá um pequeno superávit em 2026 após os aumentos de produção da Opep+ e o aumento da oferta de outros produtores, segundo um relatório da Opep divulgado nesta quarta-feira (12), uma nova mudança em relação às suas projeções anteriores de déficit. O grupo Opep+, que inclui a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, a Rússia e outros aliados, planeja interromper os aumentos de produção no primeiro trimestre de 2026, após previsões generalizadas de excesso de oferta. No relatório mensal, a Opep disse que a Opep+ bombeou 43,02 milhões de barris por dia em outubro, uma queda de 73 mil bpd em relação a setembro, apesar do acordo de aumento de produção para o mês, liderado por uma queda no Cazaquistão. A demanda esperada para o petróleo da Opep+ de 43,0 milhões de bpd em 2026 implica que o mercado mundial apresentará um pequeno excedente de 20 mil bpd se o grupo mais amplo continuar bombeando no ritmo de outubro, de acordo com um cálculo da Reuters baseado no relatório. Isso marca uma nova mudança em relação à projeção anterior da Opep de um déficit, o que proporcionou um cenário mais confortável para o aumento da produção. O relatório do mês passado projetou um déficit de 50 mil bpd e o relatório de setembro um déficit de 700 mil bpd. O petróleo ampliou uma queda anterior após a publicação do relatório e caiu mais de 3%, para cerca de US$ 63 por barril. MENOR DEMANDA POR PETRÓLEO DA OPEP A Opep reduziu sua previsão de demanda de petróleo da Opep+ para 2026 em 100 mil bpd em relação à projeção anterior, após uma revisão para cima de suas estimativas de produção para 2025 fora da Opep+. As previsões de demanda da Opep estão no limite superior das estimativas do setor, como as da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). A perspectiva da Opep de um déficit de fornecimento em 2026 contrasta com a da IEA e de muitos analistas. Ainda há uma grande lacuna entre as projeções da Opep e as de outros analistas, que esperam que a oferta supere significativamente a demanda no próximo ano. A IEA ESPERA UM EXCESSO As últimas previsões da IEA implicam que a oferta poderá exceder a demanda em cerca de 4 milhões de bpd em 2026, o equivalente a quase 4% da demanda global. A agência, que assessora os países industrializados, deverá atualizar suas previsões na quinta-feira. A Opep também disse que a tendência de crescimento da economia global permaneceu firme e manteve suas previsões de que a demanda global de petróleo aumentará em 1,3 milhão de bpd este ano e em um ritmo ligeiramente mais rápido em 2026. "A economia global permaneceu resiliente até 2025, apoiada pela diminuição da incerteza comercial desde o verão", disse a Opep no relatório. (Reuters)

article

Área da ANP que fiscaliza refinarias tem novo superintendente

A diretoria colegiada da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), composta por cinco integrantes, acaba de eleger um novo chefe para a Superintendência de Produção de Combustíveis, área responsável pela autorização e fiscalização das refinarias, entre outras funções. O cargo será ocupado pelo engenheiro químico Marcus Vinicius Quintanilha Werner, que assume nesta quinta-feira (13). Atualmente assessor da diretoria, ele é servidor de carreira, tendo ingressado na ANP há 20 anos, atuando como assessor técnico e coordenador de atividades. A mudança ocorre porque a área estava sem superintendente após a renúncia do anterior, Brunno Loback Atalla. Consultada, a ANP disse que a saída dele do cargo de superintendente de Produção de Combustíveis ocorreu a pedido de Atalla, por uma decisão pessoal. A agência informou que ele permanecerá na ANP. Werner é nome de confiança de Pietro Mendes, diretor da ANP que coordenou, ao lado da diretora Symone Christine de Santana Araújo, uma operação na refinaria de Manguinhos, do grupo Refit. A fiscalização resultou na interdição das atividades do local, que depois foram parcialmente liberadas pela própria agência. A fiscalização foi um desdobramento da Operação Cadeia de Carbono, realizada pela Receita Federal e pelo Ministério de Minas e Energia, no dia 19 de setembro, e que investigou fraudes na importação e na comercialização de combustíveis, petróleo e derivados. No mês passado, a Refit, companhia do empresário Ricardo Magro, apresentou queixa-crime contra os dois diretores da ANP responsáveis pela interdição da refinaria por abuso de autoridade. A empresa afirma que os superintendentes eram chefes de área sem relação com o objeto da fiscalização. Na queixa-crime, a Refit diz que os superintendentes estavam proibidos de comunicarem a fiscalização aos seus superiores, e que os demais diretores teriam sido informados sobre a operação apenas quando os dois já estavam na refinaria. A empresa afirma ser alvo de perseguição por parte da agência, por uma disputa que ela trava na Justiça contra a Petrobras. A Refit pediu o impedimento dos diretores para retirar a possibilidade de algum dos dois relatar o processo de interdição. O pedido foi julgado pela ANP em reunião na semana passada. O encontro terminou sem conclusão, com pedido de vista, mas garantiu votos suficientes para rejeitar o pleito da companhia.

article

Etanol e biometano podem fazer a transição para o transporte público elétrico, diz CEO da Marcopolo

Atuando na linha de frente do mercado global de carroceria de ônibus, o CEO da Marcopolo, André Armaganijan, explica que é muito difícil para a maioria dos países, inclusive o Brasil, sair do ônibus a diesel direto para o elétrico. "Todo mundo começou buscando a eletrificação de forma acelerada, e o Brasil acompanhou, mas o setor agora fala sobre diversificação e outras soluções", explica Armaganijan à Folha, que realiza uma série de entrevistas com CEOs na COP30, em Belém. Segundo ele, há muitos gargalos quando se tenta ir direto para o ônibus elétrico. A empresa identificou que o operador de ônibus se ressente da falta de financiamento e da dificuldade para instalar os pontos de recargas das frotas. Como demanda um número alto de baterias, o valor do veículo também pesa. A descarbonização do transporte público, defende Armaganijan, pode ser mais ágil numa transição escalonada, em que o diesel seja substituído por combustíveis alternativos, como etanol e biometano. A ampliação do uso dos chamados combustíveis sustentáveis é uma proposta defendida pelo governo brasileiro na COP30, mas que ainda encontra oposição, principalmente, da União Europeia. Armaganijan tem duas participações na COP. Na quinta-feira (13) fala sobre "Soluções Brasileiras para a Transição Justa: Indústria, Mobilidade e Desenvolvimento Sustentável", na Zona Verde, e na sexta (14) está no painel "Descarbonizando o Setor de Transportes: Experiências Globais em Mobilidade Sustentável", na Zona Azul. Leia a seguir os principais trechos de sua entrevista à Folha. O Brasil possui uma frota grande de carros que podem rodar com etanol, na área de energia elétrica, tem baixíssimas emissões, mas a transição rumo ao ônibus elétrico no transporte público segue devagar emdash;98% dos ônibus ainda são a diesel. Na sua avaliação, o processo nesse setor pode ser considerado lento? Como acelerar a descarbonização nesse segmento? Sim, o processo pode ser acelerado. Quando a gente tomou a decisão de descarbonizar o sistema e ir para uma solução elétrica, mobilizamos todo o nosso sistema para buscar essa solução emdash;mas aí a gente começa a encontrar alguns gargalos. O financiamento foi um deles. A falta de uma infraestrutura de recarga adequada para os nossos ônibus foi um outro tema importante. Ainda teve a questão do preço. Novas tecnologias são mais caras, e, no caso do ônibus elétrico, um dos grandes empecilhos é a demanda por uma enorme quantidade de baterias, que é um dos componentes mais caros. Voltamos, então, para a mesa de discussão, porque entendemos que, talvez, seria necessário adotar outras alternativas para, ao final, concluir a transição para o veículo elétrico. Foi aí que entrou no etanol. Fizemos um caminho inverso, porque essas alternativa até poderiam ter sido discutida antes, mas, agora, é nessa opção que a Marcopolo se insere, e foi assim que chegamos ao micro-ônibus híbrido a etanol. Esse ônibus utiliza o etanol num pequeno motor que serve como gerador. Esse não é um motor a propulsão. É um gerador que alimenta uma bateria, e a bateria alimenta um motor elétrico. É uma alternativa para resolver a limitação da infraestrutura de recarga e a questão do preço mais elevado por causa das baterias. O natural teria sido começar com o etanol, uma solução mais local. Por que partir direto para eletrificação? Foi um movimento global. Todo mundo começou buscando a eletrificação de forma acelerada, e o Brasil acompanhou, mas o setor agora fala sobre diversificação e outras soluções. Biometano, por exemplo. Nós já divulgamos um micro-ônibus movido a gás porque existe a possibilidade de ele usar também o biometano. A tecnologia atende as duas soluções. Qual a sua opinião sobre a política pública para a mudança da frota? São Paulo teve um movimento mais agressivo, mas muitas prefeituras estão atrasadas. Sem dúvida, essa transição no Brasil não é homogênea. Algumas cidades estão mais avançadas e já estruturam mais soluções financeiras para a descarbonização do que outras. Não há dúvida sobre isso. Empresas e entidades atuam em diferentes regiões para incentivar a mudança. Mas a transição da solução a diesel para a solução elétrica demanda investimentos. O agente público tem que estruturar uma forma de financiamento. Pode ser via banco. O sr. está frisando a questão do financiamento. O que falta nesse item? Para o operador de ônibus, o veículo elétrico custa, em média, três vezes mais que o movido a diesel. Então, para o operador fazer a troca, precisa de um incentivo. A conta precisa fechar para ele. No modelo adotado em São Paulo, o operador paga praticamente um terço do valor do ônibus, e a Prefeitura cobre os dois terços restantes. Então, basicamente, ele compra o elétrico com o preço de um ônibus a diesel. O financiamento, neste sentido, é para cobrir a diferença de um produto que tem um custo muito mais elevado. Mas é importante destacar que o setor privado tem um papel nessa questão e pode atuar como agente da mudança, criando soluções para a descarbonização de uma forma geral. Eu acho que esse também é um papel das empresas. A solução híbrida a etanol que desenvolvemos, parte, sim, da premissa de aproveitar a importantíssima matriz energética do Brasil, mas também tenta suprir essa questão do gap de preço. Muito de falou em VLT, mas é outra alternativa que parece enfrentar problemas... No mundo todo, o VLT depende muito da infraestrutura. Na China, houve um desenvolvimento muito grande de trens, e os trens substituíram os ônibus. Não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina, a ferroviária é uma estrutura que precisa ser remodelada. A Marcopolo tem visão privilegiada porque atua em centenas de países. Existe alguma solução que se imponha sobre a maioria? Tem ônibus da Marcopolo circulando em mais de 140 países. A velocidade da transição em cada lugar depende do interesse de cada região para desenvolver essa ou aquela solução. Se a matriz energética é muito focada no gás, essa alternativa ganha força. A China se moveu muito rápido para o veículo elétrico porque tinha pressa para descarbonizar e é a grande produtora mundial de baterias. O Brasil, como grande produtor mundial de etanol, pode ver mais oportunidades com esse combustível. Em feiras na Europa, como Busworld, a maioria dos produtos apresentados são elétricos. Há hidrogênio também emdash;e a Marcopolo já desenvolveu soluções em parceria com China, Austrália e com a USP aqui no Brasil. A verdade é que a tecnologia vencedora para um país pode não ser para outro. Como empresa, a gente se propõe a viabilizar distintas fontes alternativas que possam acelerar esse processo de conversão e descarbonização. As melhores soluções surgem quando há envolvimento coordenado, entre empresas, poder público e sociedade. Mas quando a gente fala em descarbonização, precisa considerar que o primeiro movimento é conseguir levar quem anda de automóvel para o transporte massivo. Se conseguir levar um grande número de motorista de carro para o ônibus biarticulado, já é um passo importante.

Como posso te ajudar?