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Produção de petróleo da Petrobras cresce 8,1% no 3º trimestre, com recorde de exportações

A Petrobras registrou, no terceiro trimestre deste ano, uma produção total comercial de 2,768 milhões de barris de óleo equivalente por dia, o que representa um aumento de 8,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O destaque, mais uma vez, ficou por conta do pré-sal, cuja produção subiu 6,6%, alcançando 2,117 milhões de barris por dia. A Petrobras atribuiu o aumento ao menor volume de paradas programadas e aos investimentos na eficiência operacional nas bacias de Campos e Santos. Além do pré-sal, a produção no pós-sal profundo e ultra-profundo registrou alta de 17,3% no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período de 2024. A companhia destacou ainda que, no período, entraram em operação 11 novos poços produtores, sendo 7 na bacia de Campos e 4 na bacia de Santos. Os dados integram o relatório trimestral de produção divulgado na noite desta sexta-feira pela Petrobras. Venda de gasolina cai O volume de vendas de derivados no mercado interno cresceu 5,3% no terceiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2024, atingindo 1,804 milhão de barris por dia. O diesel foi o principal destaque, com alta de 12,2%, alcançando 809 mil barris diários, enquanto a gasolina registrou queda de 0,5%, totalizando 402 mil barris por dia. Segundo a companhia, o aumento nas vendas de diesel foi impulsionado pela maior demanda durante o plantio da safra de grãos de verão e pela elevação da atividade industrial. Esses fatores compensaram o impacto do aumento do teor de biodiesel, que passou de 14% para 15% em agosto deste ano. Já a queda nas vendas de gasolina, explicou a estatal, decorreu do aumento do teor de etanol anidro na mistura, que subiu de 27% para 30%, também a partir de agosto. Alta em gás para térmicas A Petrobras destacou o aumento de 7% nas vendas de gás natural para o consumo interno no terceiro trimestre deste ano. A companhia também ressaltou que a venda de energia elétrica cresceu 17%, em comparação com o mesmo período de 2024, em razão do cenário hidrológico menos favorável, que resultou em maior despacho das usinas termoelétricas movidas a gás natural. Recorde em exportação de petróleo A Petrobras destacou, no relatório trimestral, que as exportações de petróleo bateram recorde, com alta de 18%, atingindo 814 mil barris por dia. Por outro lado, a importação de diesel caiu 0,8%, para 121 mil barris diários. O principal destino das exportações brasileiras de petróleo foi a China, responsável por 53% dos embarques, seguida da Europa (15%), América Latina (10%) e Estados Unidos (3%).

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Petróleo fecha em queda, mas sobe na semana com sanções dos EUA a petrolíferas russas

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda modesta, sem conseguir sustentar o forte avanço da véspera, enquanto seguem os reflexos das sanções dos EUA contra companhias petrolíferas da Rússia endash; medidas que devem limitar as exportações do país e apertar a oferta global da commodity. Investidores também mantêm a atenção voltada às tensões comerciais entre EUA e China, às vésperas do encontro entre os presidentes das duas potências. O petróleo WTI para dezembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em queda de 0,47% (US$ 0,29), a US$ 61,50 o barril. Já o Brent para janeiro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 0,14% (US$ 0,09), a US$ 65,20 o barril. Na semana, contudo, tiveram ganhos de 7,61% e 6,38%, respectivamente. Para Olivia Cross, da Capital Economics, os participantes do mercado de petróleo ainda eldquo;estão longe de precificar totalmente uma perda das exportaçõeserdquo; da Rússia. Segundo ela, um dos motivos é que a experiência mostra que as sanções têm sido menos eficazes do que o esperado, devido às estratégias eficientes da Rússia para contorná-las. eldquo;Afinal, as exportações marítimas de petróleo bruto russo se mantiveram resilientes após a imposição das sanções americanas em janeiroerdquo;, acrescenta. O WTI chegou a testar, mas não conseguiu sustentar ganhos acima de sua média móvel de 50 dias, em torno de US$ 62,50 por barril, após as novas sanções que atingiram duas gigantes russas do setor gerarem relatos conflitantes sobre a possibilidade de a Índia interromper as importações de petróleo russo para evitar sanções secundárias, diz Ipek Ozkardeskaya, do Swissquote. eldquo;Do ponto de vista técnico, as manchetes recentes provavelmente já esgotaram seu potencial de alta, abrindo espaço para uma leve correção até o fechamento semanalerdquo;, afirma. Declarações do conselheiro econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, de que as relações entre Estados Unidos e China passaram por um eldquo;degeloerdquo; nos últimos dias deram novo impulso aos preços do petróleo no fim da manhã, em meio a sinais mistos sobre as tensões comerciais. (Estadão Conteúdo)

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Risco de faltar diesel no Brasil é baixo, dizem especialistas

As sanções impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a duas petroleiras russas tendem a aumentar as dificuldades e os custos de importação de diesel no Brasil, mas o risco de desabastecimento é pequeno, avaliam agentes e especialistas ouvidos pelo Valor. O Brasil importa entre 25% e 30% do diesel russo para suprir a demanda interna, mas as compras têm sido menores nos últimos meses. As produtoras russas de petróleo que foram alvo das sanções, Rosneft e Lukoil, têm produção superior a 5 milhões de barris por dia. O presidente russo, Vladimir Putin, disse que não cederá à pressão dos EUA ou de qualquer outro país. Clique aqui para continuar a leitura.

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ICL diz que liberação de refinaria da Refit acende alerta para riscos

O Instituto Combustível Legal (ICL) disse estar preocupado com a decisão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de desinterditar parcialmente as instalações da Refinaria de Manguinhos (Refit), anunciada neste sábado (25). Segundo o ICL, a medida tomada mesmo diante de um não cumprimento integral de exigências técnicas, acende alerta sobre riscos regulatórios, fiscais e de segurança que estão associados à retomada das operações da Refit. Para o ICL, a decisão também evidencia uma "grave assimetria" no tratamento regulatório do setor. Isso porque a atividade de formulação de combustíveis endash; processo de produção por meio de mistura mecânica de insumos endash; está proibida para novas empresas, justamente em razão dos históricos de fraudes e irregularidades que envolvem empresas que já atuam no mercado. Clique aqui para continuar a leitura.

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Conexão Revenda Interior Paulista 2025 começa hoje, em Campinas

Entre hoje (30) e amanhã (31), Campinas sedia o Conexão Revenda Interior Paulista, primeiro encontro voltado aos revendedores de combustíveis do interior do estado de São Paulo. Promovido pelo Recap, o evento contará com uma programação intensa, abordando temas atuais, políticas públicas e soluções práticas para os desafios do setor. Além das palestras e painéis, a programação inclui uma Feira de Negócios com estandes de grandes empresas, fortalecendo o relacionamento com autoridades, mercado, imprensa e órgãos reguladores. Confira: https://conexaorevendapaulista.com.br/

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'Brasil vai convidar o mundo a aumentar em 4 vezes o uso de combustíveis sustentáveis'

Com mais de 90% da matriz elétrica proveniente de fontes renováveis, como hidrelétricas, eólica e solar, o Brasil vai propor durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que será realizada em novembro, em Belém (PA), que os demais países firmem um compromisso de aumentar em 4 vezes o uso de combustíveis sustentáveis. Foi o que afirmou Mariana Espécie, assessora especial do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante o programa Estúdio COP 30, transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Como o país que está hospedando a COP30, a gente quer fazer essa provocação para os demais países. A nossa experiência nos credencia para falar isso para o mundo e é um compromisso voluntário. Em Belém, o Brasil estará convidando o mundo a quadruplicar o uso de combustíveis sustentáveiserdquo;, disse a assessora O compromisso voluntário vem baseado no acordo fechado entre os países durante a COP 28, realizada em 2023 em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos: realizar uma transição para o fim do uso de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão e gás mineral, até 2050, buscando acelerar o uso de energias renováveis. A chamada transição energética é fundamental para reduzir as emissões de gases que provocam o feito estufa e, consequentemente, o aquecimento do planeta. Mariana Espécie afirmou que o Brasil é exemplo nesta substituição, investindo em novas tecnologias. eldquo;A gente está falando principalmente de biocombustíveis e de hidrogênio de baixa emissão, que são duas soluções que a gente vai precisar muito para esse futuro da transição energética acontecer na velocidade e ritmo que precisa ser feitoerdquo;, explicou. 50 anos de etanol Como exemplo, a assessora explicou que a experiência do Brasil em biocombustíveis vai completar 50 anos justamente durante a COP 30. eldquo;A gente teve iniciado ali na década de 1970 uma trajetória com os biocombustíveis começando a serem internalizados na nossa matriz energética, e o que isso proporciona para a gente hoje? A gente substitui gradualmente o uso de petróleo em várias formas de combustíveis, principalmente no segmento de transporte, mas também temos algumas usinas térmicas, por exemplo, que usam bioenergia como insumo para aquecer as caldeiras e gerar eletricidadeerdquo;. A partir disso que o Brasil vem construindo há 50 anos, e nós estaremos lá em Belém celebrando essa data, porque foi no dia 14 de novembro de 1975 que a gente começou essa nossa trajetória com o etanol, e que serve como referência para o mundo, inspirou países, principalmente desenvolvidos, como é o caso dos Estados Unidos também, a adotarem o etanol como combustível em várias finalidadeserdquo;, disse Ela também citou o aumento, a partir de agosto deste ano, do percentual de etanol na gasolina de 27% para 30%, e de biodiesel no diesel de 10% para 15%. Outra ação foi a sanção da Lei do Combustível do Futuro, no ano passado, que prevê que a mistura de biodiesel ao óleo diesel deverá alcançar 20% até 2030. A lei também cria programas nacionais de diesel verde, de combustível sustentável para aviação e de biometano, além de aumentar a mistura de etanol à gasolina. Também institui o marco regulatório para a captura e a estocagem de carbono e destrava investimentos que somam R$ 260 bilhões, criando oportunidades que aliam desenvolvimento econômico com geração de empregos e respeito ao meio ambiente Nós estamos caminhando para um futuro cada vez mais sustentável e renovável no Brasil. Nós já temos leilões programados para entregar mais energia renovável para o nosso país até 2030, mais linhas de transmissão, mais combustíveis sustentáveis, biocombustíveis, com biogás, biometano, SAF (Combustível de Aviação Sustentável), combustíveis marítimoserdquo;, afirmou a assessora Financiamento Para Mariana Espécie, o setor privado deve auxiliar no financiamento de pesquisas, análises e investimentos em novas tecnologias para auxiliar na transição energética. No Brasil, ela citou também o investimento público, como os financiamentos realizados via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Para a assessora, todos os investimentos em novas tecnologias devem ter como preocupação o impacto aos consumidores. eldquo;Normalmente a nossa escolha é pela solução que tem o menor custo, porque no final das contas, vai impactar o bolso do consumidor. E hoje essas soluções já são competitivas o suficiente para entregar energia barata para todas as brasileiras e brasileiraserdquo;. eldquo;Não podemos esquecer que o Brasil é uma economia emergente, temos condições socioeconômicas muito específicas e que qualquer impacto tem um peso diretamente no orçamento das famílias, e isso precisa ser devidamente considerado tambémerdquo;, explicou.

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