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Petrobras mantém preço da gasolina abaixo do internacional em 2024

Sem mexer nos preços dos combustíveis em 2024, a Petrobras vem operando com elevadas defasagens em relação ao mercado internacional. A falta de reajustes coincide com a elevação dos impostos sobre gasolina e diesel no país. A situação é pior no caso da gasolina, que desafia a área comercial da estatal, já que um reajuste nesse momento elevaria a perda de mercado para o etanol hidratado, cujas vendas vêm crescendo a taxas elevadas desde o fim de 2023. Na abertura do mercado desta quinta-feira (21), o preço da gasolina nas refinarias da Petrobras estava, em média, R$ 0,60 por litro abaixo da paridade de importação medida pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis). É a maior defasagem desde agosto de 2023, quando a diferença chegou a R$ 0,79 por litro, levando a estatal a promover aumento de R$ 0,41 por litro nos seus preços de venda. Na época, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, disse que tomou a medida para evitar que a estatal perdesse dinheiro. A expectativa natural, portanto, seria de um novo reajuste nas próximas semanas emdash;a última mudança no preço da gasolina foi um corte de R$ 0,12 por litro em outubro. Especialistas, porém, argumentam que a gasolina perderia ainda mais mercado para o etanol em caso de aumento nas bombas. A elevada defasagem e a perda de mercado derrubaram as importações do produto, que em 2023 representaram 7,4% do consumo interno. Para a consultoria Argus, a janela para importações está fechada desde fevereiro. "O descompasso ocorre em meio a um aumento significativo dos preços globais de gasolina ao longo de fevereiro em função de programações de manutenção de refinarias, concentradas neste mês no hemisfério Norte", diz o especialista da consultoria Amance Boutin. Os maiores refinadores globais evitavam parar unidades para manutenção desde o fim da pandemia, quando as margens de lucro na venda de combustíveis dispararam. Agora, com margens menores, a decisão de parar derrubou os estoques globais. O cenário tende a se manter apertado nos próximos meses, quando o mercado americano começa a estocar gasolina para a temporada de férias de verão, quando o consumo é puxado por viagens de carro pelo país. "A curva de preços é ascendente daqui para a frente, porque a e#39;driving seasone#39; [a temporada de viagens nos Estados Unidos] tem pico em maio, junho e julho", afirma Boutin. Para o consumidor, a boa notícia é que esse período coincide com a safra de etanol, quando os preços geralmente ficam mais baixos. Para a Petrobras, amplia a pressão por reajustes para garantir margens adequadas na produção de gasolina. No caso do diesel, a diferença entre o preço das refinarias da Petrobras e a paridade de importação medida pela Abicom estava em R$ 0,38 por litro na abertura do mercado de quinta. Já esteve mais alta nos últimos dias, mas vem em patamares elevados há semanas. No início do ano, o governo federal retomou integralmente a cobrança de impostos sobre o combustível. Pouco antes, a Petrobras promoveu o último ajuste no preço do produto, um corte de R$ 0,30. Em fevereiro, gasolina e diesel passaram a ter novas alíquotas de ICMS, com valores mais elevados. No ano o preço da gasolina nas bombas subiu R$ 0,15 por litro, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), chegando a R$ 5,73 na semana passada. O diesel ficou praticamente estável, sendo vendido a R$ 5,92 por litro na semana passada. Em seu boletim sobre o preço dos combustíveis, o Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo e Gás), ressalta que a nova política comercial da Petrobras atenuou o impacto do merca do internacional sobre os preços internos. "Para o futuro próximo, não há previsão de novos aumentos de impostos, mas é possível que as turbulências geopolíticas na região do Oriente Médio continuem. Assim, é essencial continuar monitorando esses movimentos para entender as tendências globais de preços", afirma o texto. "Entretanto, já torna-se evidente que o descolamento, mesmo que parcial, da política de preços da Petrobras em relação ao PPI [preço de paridade de importação] impacta a formação de preços no mercado doméstico, reduzindo a flutuação nos preços internos dos derivados." Levantamento feito pela Abicom com base na paridade de importação calculada pela ANP mosta que, no governo Lula, a Petrobras passou 38 semanas com gasolina abaixo da paridade e 23 semanas acima. No diesel, foram 37 semanas abaixo e 24 acima. Procurada, a Petrobras enviou posicionamento padrão sobre preços dos combustíveis, em que diz que segue acompanhando os fundamentos do mercado e que não antecipa decisões de reajuste por questões concorrenciais. A companhia afirma ainda que sua nova estratégia comercial nossas considera as "melhores condições de refino e logística para a prática de preços competitivos e mitigação da volatilidade externa, proporcionando períodos de estabilidade de preços aos nossos clientes".

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Inundação de diesel russo ao Brasil não veio ? bom para distribuidoras na Bolsa

A importação de diesel da Rússia perdeu força no início do ano. A sinalização é que a entrada desse produto no Brasil, ao menos no curto prazo, não atinja o pico de dezembro. Ainda assim, a expectativa é que as distribuidoras apresentem uma redução nas margens, mas que elas ainda devem se manter em patamares consideráveis. O Brasil passou a comprar mais da Rússia após sanções que o país recebeu em consequência da guerra na Ucrânia. A commodity russa tinha como principal destino a Europa, mas com as limitações, começou a destinar o produto a outros países e com preço competitivo. Em fevereiro de 2023, menos de 5% do diesel consumido no Brasil tinha origem russa. Em dezembro, chegou a 35%, mas a participação voltou a cair nos meses seguintes endash; em março, a estimativa é que fique em pouco menos de 15%. eldquo;Depois de ultrapassar 1,6 bilhão de litros em dezembro, as importações de diesel russo para o Brasil normalizaram para níveis abaixo de 600 milhões de litros por mês, com o posicionamento dos navios para março e abril não sugerindo outro picoerdquo;, avaliaram, em relatório, os analistas do Bradesco BBI. Esse diesel estava sendo negociado com um desconto em relação ao normalmente importado do Golfo do México. O BBI ressalta que no último trimestre de 2023 a margem da Raízen (RAIZ4) e Ultrapar (UGPA3) no segmento de distribuição ficou em R$ 190 por metro cúbico do diesel e, na Vibra (VBBR3), em R$ 160. eldquo;Esperamos que essas margens permaneçam em níveis saudáveis, acima de R$ 150 o metro cúbico. À medida que o ano avança, esperamos que a entrada de óleo russo diminua em um período em que a demanda deverá aumentar significativamenteerdquo;, avaliaram Essa expectativa de redução das importações está ligada aos entraves que a Rússia tem enfrentado e que levou à redução da produção. Além disso, a compra do produto do exterior tem ficado menos atrativa. Dados da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustível) mostram que, no caso do diesel, a diferença entre o preço interno e externo está em 9%, mas já foi de 18% em outubro. Essa situação deve beneficiar as margens das empresas de distribuição. eldquo;Acreditamos que a combinação de maior demanda e menor oferta da Rússia deverá apertar o equilíbrio do diesel no Brasil, sendo positiva para as margens gerais do setor. As empresas que têm importado menos da Rússia e têm grandes fatias com a Petrobras, como a Vibra, deverão beneficiar mais, mostrando alguma recuperação de fatia de mercadoerdquo;, concluíram. A Vibra perdeu fatia de mercado no segmento de diesel no ano passado por ter demorado a dar início a importação do produto proveniente da Rússia. A participação ficou, na média, em 25,9%, recuo de 2,4 pontos percentuais em relação à média de 2022. Durante a teleconferência de resultados, o CEO da Vibra, Ernesto Pousada, afirmou que a companhia irá recuperar a participação de mercado, mas que isso se dará de forma gradual e que o interesse está na entrega do resultado. eldquo;A companhia moveu o resultado do mercado como um todo para um novo patamar, até pelo nosso papel de liderança, o que nos custou um pouco mais de market share, que nós vamos retomar esse market share muito gradualmente. Nós não estamos com pressa, para nós o que vale no final do dia é o resultado como um todoerdquo;, afirmou na ocasião.

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Petróleo fecha em baixa, com dólar forte e negociação de cessar-fogo em Gaza no radar

Os contratos futuros de petróleo fecharam com sinal negativo, nesta sexta-feira, 22. Com isso, a commodity prolongou movimento de ajuste nos últimos dias, após chegar a tocar nesta semana máximas em quatro meses, com tensões geopolíticas em foco. O WTI para maio fechou em queda de 0,54% (US$ 0,44), em US$ 80,63 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para junho caiu 0,48% (US$ 0,41), a US$ 84,83 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE). Na comparação semanal, o contrato para maio do Brent, que era o mais líquido ao fim da semana passada, avançou 0,11%. O quadro negativo foi visto pelo terceiro dia seguido. Hoje, o dólar forte influiu. Também esteve no radar proposta de resolução por um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza, votada no Conselho de Segurança, mas o texto acabou vetado por China e Rússia. Além disso, o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou ao governo americano que levará adiante a invasão da cidade de Rafah, mesmo que os EUA não apoiem a iniciativa. Segundo a Capital Economics, o petróleo foi apoiado nesta semana por mais ataques da Ucrânia em refinarias da Rússia. A consultoria diz que relatos segundo os quais os EUA falaram para os ucranianos pararem com essas ações podem ter contido os ganhos dos preços, mas acrescenta que é cedo para dizer se esses ataques não prosseguirão. A Capital afirma ainda, em relatório a clientes, que caso os ataques à infraestrutura russa de petróleo sejam interrompidos e as exportações da Rússia cresçam, enquanto suas refinarias estão em manutenção, isso poderia provocar eldquo;certa pressão de baixaerdquo; nos preços. Já Stephen Stanley, economista-chefe do Santander para os EUA, destaca o fato de que a Índia parou de aceitar entregas de petróleo russo de navios-tanque da própria Rússia, por temer sanções americanas. Stanley também nota, em comentário, a aparente pressão americana para que a Ucrânia não ataque instalações de petróleo russas, pois isso poderia levar o preço da commodity para cima e provocar retaliações. Nesse contexto, o economista mostra ceticismo sobre a disposição dos EUA de reforçar a pressão sobre a Rússia. (Estadão Conteúdo)

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Projeto dos "combustíveis do futuro" chega ao Senado

O projeto dos eldquo;combustíveis do futuroerdquo;cria programas nacionais de diesel verde, de biogás, de biometano e de combustível sustentável para aviação. Dividido em seis eixos, o texto, que surgiu de uma proposta do Poder Executivo e já foi aprovado pelos deputados, estabelece uma nova margem para a participação de recursos renováveis na mistura dos combustíveis fósseis. De acordo com o texto, a mistura de etanol à gasolina passará de 22% a 27%, podendo chegar a 35%. E, a partir de 2025, será acrescentado 1 ponto percentual de mistura de biodisel ao diesel tradicional, até atingir 20%, em março de 2030. Também é prevista uma compensação tributária para usinas de biocombustíveis e destilarias que produzirem combustíveis de fontes agrícolas renováveis, provenientes da cana-de-açúcar, milho e soja. A avaliação das metas ficará por conta do Conselho Nacional de Política Energética. A aposta do setor é a de que os combustíveis do futuro diminuam as emissões de gases do efeito estufa, como avalia o gerente de Relações Institucionais da Asssociação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, Carlos Müller. Carlos Müller: "O projeto que então chega ao Senado ele reconhece, incentiva e valoriza os biocombustíveis nacionais, valoriza rotas tecnológica, como o biodisel. Para você ter ideia, em comparação ao diesel fóssio, a utilização de biodiesel reduz as emissões de gases de efeito estufa de 70 a 94%, dependendo da matéria-prima e do processo Industrial utilizado nessa produção". O Brasil é o segundo maior produtor de biodisel no mundo. Só fica atrás dos Estado Unidos. Para o relator da Câmara, deputado Arnaldo Jardim, do Cidadania de São Paulo, o incentivo aos biocombustíveis vai trazer emprego e renda ao país. Arnaldo: "Biocombustíveis rima, sim, com a sustentabilidade, mas biocombustível significa emprego, investimento, renda, combater as desigualdades, criar mais oportunidades no nosso país." No Senado, o relator do projeto na Comissão de Infraestrutura será Veneziano Vital do Rêgo, do MDB paraibano. Sob a supervisão de Marcela Diniz, da Rádio Senado, Luiz Felipe Liazibra.

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Silveira e Haddad confirmam nomes para a Petrobras; entenda a pauta da assembleia

A Petrobras publicou na manhã desta sexta-feira (22/3) a convocação para a Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária (AGOE) em 25 de abril. A proposta confirmou a indicação para vagas no conselho de administração dos candidatos ligados ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), e ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). Além da eleição do conselho, também vão ser debatidos na reunião de acionistas a criação de uma reserva estatutária e a aprovação da remuneração dos administradores da estatal. É importante ressaltar que a União é acionista majoritária da estatal e, portanto, tem poder de decisão nas assembleias. Entenda, a seguir, os itens que vão ser deliberados: Eleição do conselho de administração O colegiado tem 11 membros, tamanho mantido na proposta de convocação publicada hoje, mas que deve ser confirmado pela votação dos acionistas na assembleia. Em seguida, os acionistas elegem a nova composição do conselho. A União indicou, ao todo, oito nomes, que devem preencher seis vagas. Estão no grupo indicado pelo governo para reeleição o CEO da estatal, Jean Paul Prates e o advogado Bruno Moretti, escolha pessoal do ministro da Casa Civil, Rui Costa. Outros três nomes candidatos à reeleição são ligados a Silveira. É o caso do atual presidente do conselho, Pietro Mendes, que deve ocupar o cargo por mais dois anos. A permanência do executivo no cargo é um dos itens sujeitos a votação na assembleia. As outras duas indicações do ministro são Victor Saback e Renato Galuppo. Este último já estava participando de comitês internos da estatal nos últimos meses e em janeiro passou a ocupar a vaga no conselho deixada pelo ex-secretário executivo do MME, Efrain da Cruz, que foi exonerado. Os novos nomes propostos nas indicações da União são da engenheira Ivanyra Maura Medeiros Correia e do secretário-executivo adjunto do Ministério da Fazenda Rafael Dubeux. A articulação para a entrada de um nome ligado ao ministro da Fazenda no colegiado ocorreu após a crise com o mercado financeiro desencadeada pela decisão do governo de reservar dividendos extraordinários relativos ao 4º trimestre de 2023. Com isso, Dubeux entra no lugar de Sérgio Rezende, nome do Planalto que não está entre os candidatos à reeleição. Cinco cadeiras do conselho são ocupadas por uma representante dos empregados endash; que seguirá com Rosângela Buzanelli endash; e quatro são de conselheiros indicados pelos acionistas minoritários. Para as duas vagas dos minoritários que são escolhidas pelo mecanismo de voto múltiplo são candidatos à reeleição Marcelo Gasparino e José João Abdalla Filho. Outras duas são escolhidas pelo voto em separado da União, sendo uma para os preferencialistas e outra para os ordinaristas. A cadeira dos preferencialistas está em disputa entre Aristóteles Nogueira Filho e Jeronimo Antunes, dado que o atual ocupante, Marcelo Mesquita, não pode mais ser reeleito. Para a vaga escolhida em separado pelos ordinaristas, o candidato à reeleição é Francisco Petros. A instâncias internas de conformidade da Petrobras indicou que estão aptos às vagas, sem vedações, os nomes de Rosangela Buzanelli, Ivanyra Correia, Renato Galuppo, Pietro Mendes, Jean Paul Prates, Bruno Moretti e Vitor Saback. Os demais indicados ainda estão pendentes de análise. O Comitê de Pessoas (Cope) da Petrobras classificou Correia e Galuppo como independentes entre os candidatos da União. A deliberação final sobre a independência dos conselheiros vai ocorrer na assembleia. Análise das demonstrações financeiras Os acionistas também precisam analisar na assembleia as demonstrações financeiras da companhia referentes ao ano de 2023, assim como o relatório dos auditores independentes e o parecer do conselho fiscal da estatal sobre os números. Está incluída na deliberação deste item a aprovação do pagamento de R$ 72,4 bilhões em dividendos totais aos acionistas, referentes ao lucro líquido de 2023, assim como a destinação de R$ 6,1 bilhões à reserva legal da empresa. Uma das novidades é a proposta de criação de uma reserva estatutária para remuneração de capital e custeio de programas de pesquisa e desenvolvimento (Peamp;D). O governo optou por não distribuir dividendos extraordinários e destinar os valores para esta reserva, o que gerou controvérsias entre a estatal e o mercado. Em conferências com analistas e jornalistas este mês, o CFO da Petrobras, Sérgio Leite, ressaltou que o valor da reserva estatutária pode ser usado apenas para o pagamento de dividendos, segundo as regras vigentes. Está prevista a destinação de R$ 43,87 bilhões para a reserva de remuneração e R$ 633,26 milhões para a reserva de Peamp;D. Eleição do conselho fiscal Os acionistas da Petrobras também vão eleger cinco membros para o conselho fiscal da empresa e os respectivos suplentes. O MME indicou como titulares os nomes de Daniel Cabaleiro Saldanha e Cristina Bueno Camatta e o Tesouro Nacional indicou Viviane Aparecida da Silva Vargas. Concorrem pelos acionistas minoritários Daniel Alves Ferreira, Paulo Roberto Franceschi e João Vicente Silva Machado. Remuneração dos administradores Um das propostas que precisam ser aprovadas pelos acionistas na assembleia é a remuneração dos administradores, do conselho de administração e do conselho fiscal, além de membros de comitês estatutários. O valor total proposto é de R$ 41,95 milhões para o período de abril de 2024 a março de 2025. Alteração no estatuto O único item previsto para votação na assembleia extraordinária é a alteração de artigos do estatuto da companhia para substituir o termo eldquo;Ministério da Economiaerdquo; por eldquo;Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicoserdquo;. A mudança é uma formalização, para adequação à organização dos ministérios sob o governo Lula.

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Petrobras propõe destinar R$ 633,26 milhões para pesquisa e desenvolvimento

A Petrobras incluiu na proposta da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária (AGOE) de 25 de abril a destinação de R$ 633,26 milhões para a reserva que vai custear os programas de pesquisa e desenvolvimento tecnológico (Peamp;D) da estatal. O valor é referente ao lucro líquido da empresa em 2023. Ao final do ano passado, os acionistas da Petrobras aprovaram uma alteração no estatuto social da companhia para destinar entre 0,5% e 5% do capital social para a reserva Peamp;D. Até então, o estatuto previa apenas o percentual de 0,5% para este fim. A mudança foi aprovada junto com a criação de uma reserva estatutária para pagamento de dividendos. O valor destinado a custear projetos de Peamp;D pode ajudar a agilizar iniciativas nas áreas de energias renováveis e descarbonização, segmentos nos quais a empresa pretende expandir a atuação nos próximos anos. A petroleira conduz projetos de pesquisa em áreas como hidrogênio, biorrefino e geração eólica offshore, entre outros. O plano de investimentos 2024-2028 da Petrobras, anunciado em novembro do ano passado, prevê US$ 3,6 bilhões para pesquisa, desenvolvimento e inovação em cinco anos. O planejamento estipulou que 15% dos recursos destinados a Peamp;D em 2024 serão ligados a projetos de baixo carbono, percentual que deve subir para 30% até 2028. A Petrobras opera o maior centro de pesquisas da América Latina, o Cenpes, no Rio de Janeiro. A rede de inovação da estatal conta com 948 pesquisadores, 376 mestres, 273 doutores e 11 pesquisadores com pós-doutorado.

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