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Petrobras vai verticalizar operação de abastecimento de navios

Os contratos assinados pela Petrobras e Transpetro nesta terça-feira (20/1) para a aquisição 18 barcaças e 18 empurradores vão viabilizar a verticalização da operação de bunkering emdash; o fornecimento de combustível para embarcações. Com as novas unidades, a subsidiária vai estrear no transporte interior de combustíveis. Ao todo, Petrobras e Transpetro assinaram contratos no valor de R$ 2,8 bilhões, em evento com o presidente Lula, em Rio Grande (RS). Dois estaleiros nacionais saíram vencedores das concorrências, totalizando R$ 620,6 milhões. O Bertolini Construção Naval da Amazônia, de Manaus (AM), será responsável pela construção das 18 barcaças. E o Indústria Naval Catarinense, em Navegantes (SC), construirá os 18 empurradores. As entregas começam, respectivamente, em três meses e dez meses após o início das obras. Serão dez barcaças de 3 mil toneladas de porte bruto (TPB) e outros oito, de duas mil toneladas. Com a isso, a Transpetro terá uma frota própria para navegação fluvial, hoje terceirizada. O investimento eldquo;consolida a companhia como uma das principais operadoras de transporte de derivados de petróleo e de biocombustíveis no modal fluvialerdquo;, diz a Petrobras. A frota vai atuar no abastecimento de navios em polos estratégicos como Belém (PA), Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS). No mesmo evento, em Rio Grande (RS), Petrobras assinou os contratos para construção de cinco gaseiros para transporte de gás liquefeito de petróleo (GLP) e derivados, com o estaleiro de mesmo nome na cidade gaúcha, do grupo Ecovix. Serão investidos R$ 2,2 bilhões para a construção de três gaseiros com capacidade de 7 mil m³ e dois, com 14 mil m³. Com isso, a frota próprio do tipo vai subir de seis para 14, triplicando a capacidade de transporte do gás de cozinha. eldquo;As encomendas consideram o aumento da produção de gás natural no país e atendem às necessidades da Petrobras, tanto na costa brasileira quanto na navegação fluvial, como já ocorre na Região Norte e na Lagoa dos Patos (RS)erdquo;. Em fevereiro de 2025, a Transpetro contratou o consórcio formado pelos estaleiros Ecovix, de Rio Grande (RS), e Mac Laren, de Niterói (RJ), para a aquisição de quatro navios da classe Handy, com valor de US$ 69,5 milhões por embarcação. Fortalecimento da Transpetro eldquo;Sem a política de conteúdo local, os recursos do Fundo da Marinha Mercante e os mecanismos como a de depreciação acelerada, não seria possível estarmos aqui assinando esses contratoserdquo;, disse o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci. O evento em Rio Grande contou com a presença de Lula, do ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, além da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e autoridades locais, como o governador Eduardo Leite (PSD), opositor do governo. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), cumpre agenda oficial na China até domingo (25/1), após passagem pela Arábia Saudita. A retomada da construção de navios no Brasil é uma promessa de campanha do presidente Lula. eldquo;Nos espanta muito que, mesmo com todo esse potencial, a Petrobras ficou 10 anos sem encomendar um único navio no Brasilerdquo;, disse Magda Chambriard. Ela pontuou que, em investidas recentes da companhia, há encomendas em estaleiros no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e, em breve, na Bahia e no Amazonas. Depois da Foz, Pelotas Em seu discurso, Lula afirmou que a Petrobras, cada vez mais, está se tornando uma empresa de energia emdash; e não apenas petroleira. Defensor da exploração e óleo e gás na Bacia da Foz do Amazonas, litoral do Amapá, o presidente manifestou desejo de que a companhia produza na Bacia de Pelotas, no Rio Grande do Sul. eldquo;Estejam certos de uma coisa: eu ainda vou voltar nessa cidade. Eu estou torcendo para que a Petrobras encontre petróleo em Pelotaserdquo;, enfatizou. Lula também citou a ampliação de programas sociais no seu terceiro mandato, como a isenção da tarifa de energia para famílias de baixa renda que consomem até 80 KW/h no mês e a distribuição de botijões, uma atualização do programa auxílio gás que ampliou o número de beneficiados e substituiu o pagamento em dinheiro pelo direito de retirada do botijão em revendas credenciadas. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD/RS), afirmou que eldquo;há um profundo desequilíbrio federativo que precisa ser corrigidoerdquo;. Ele citou que a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) oferece 75% de redução de imposto de renda para investimentos nas áreas onde atua. eldquo;No Sul, nós não temos isso, é uma distorção histórica que em outros momentos fez com que montadoras saíssem do estado e fossem para outras regiões por conta de incentivos federais que desequilibra esse jogo. Aqui nós não temos Fundo Constitucional, como é dirigido para o Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Não temos nenhum abatimento de IPI para veículos, como também é conferido nessas regiõeserdquo;, reclamou. Leite pediu a Lula que providencie ferramentas de incentivo para regiões do estado que têm indicadores socioeconômicos comparáveis a regiões com menor desenvolvimento do país e citou que 10% da receita do estado vai para o pagamento de dívidas com a União, apesar do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

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Com incentivos, bioGLP pode pegar carona no diesel verde

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgou na segunda (19/1) um fact sheet indicando o potencial para a produção de bioGLP no Brasil a partir de rotas já associadas ao diesel verde (HVO) e aos combustíveis sustentáveis de aviação (SAF). O documento (veja a íntegra, .pdf) também sugere a inclusão de projetos ligados ao bioGLP, ou gás liquefeito renovável (GLR), no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi) como forma de acelerar investimentos e viabilizar a expansão dessa cadeia no país. O Reidi reduz a carga tributária sobre aportes de capital de projetos estratégicos, mas sua ampliação depende de enquadramento pelo governo federal e de espaço orçamentário. O GLR é um combustível sintético gasoso de baixo carbono, idêntico ao gás liquefeito de petróleo (GLP) fóssil, na estrutura química, no uso e na performance. Quando produzido a partir de insumos oriundos da biomassa, o combustível passa a ser denominado bioGLP, mantendo total compatibilidade com a infraestrutura e os equipamentos já existentes, mas com alto potencial de redução das emissões de carbono. No texto, a EPE explica que a principal diferença em relação ao GLP fóssil está na origem renovável da cadeia produtiva, o que possibilita ganhos ambientais relevantes. Segundo o documento, essa característica eldquo;possibilita a redução de emissões de gases de efeito estufa provenientes da combustão do seu equivalente fóssilerdquo;. Políticas públicas O material também aponta a versatilidade de aplicações, a abundância de biomassa no Brasil e a existência de políticas públicas de descarbonização como fatores favoráveis ao desenvolvimento do mercado. Entre as oportunidades mapeadas, a nota destaca o uso do bioGLP em cocção, ressaltando que se trata de um combustível drop-in, que eldquo;não necessita de adaptações nos fogões a GLPerdquo;. A EPE avalia no entanto que, apesar do potencial técnico, a expansão do bioGLP depende de ações como a criação de incentivos e chamadas de fomento para o desenvolvimento da cadeia de gases liquefeitos de baixo carbono e, sobretudo, a inclusão de projetos no Reidi. O documento também defende eldquo;estabelecer marco regulatório de produção, misturas e comercializaçãoerdquo; e investir no eldquo;desenvolvimento de novas rotas e/ou melhorias das existentes para redução de custos de produção visando aumentar a competitividadeerdquo;. Rota Hefa O fact sheet destaca que a principal rota tecnológica para a produção de bioGLP é o hidrotratamento de óleos vegetais, ésteres e ácidos graxos, conhecida como rota Hefa, processo associado à produção de diesel verde e de SAF. eldquo;A principal rota de produção de BioGLP é o hidrotratamento de óleos vegetais, ésteres e ácidos graxos (Hefa) para produção de diesel verde e combustíveis sustentáveis de aviação (SAF)erdquo;, aponta o documento. Nessa rota, o bioGLP surge como coproduto, ampliando o aproveitamento energético da biomassa. O documento ressalta ainda que o GLR pode ser obtido como coproduto não apenas do diesel verde e do SAF, mas também do biocarvão.

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Nova regra que aumenta segurança do Pix entra em vigor em fevereiro; entenda

O próximo mês chega com mudanças no Pix. A partir de 2 de fevereiro, todas as instituições financeiras que oferecem o sistema de pagamento instantâneo terão que disponibilizar uma nova funcionalidade no Mecanismo Especial de Devolução (MED), solução criada pelo Banco Central (BC) que permite a devolução de recursos para vítimas de fraudes, golpes ou coerção. Cleórbete Santos, doutor em Computação e professor do Campus de Alphaville do Mackenzie, explica que, antes, a devolução do dinheiro para a vítima nesses casos era feita apenas a partir da conta originalmente usada no golpe. eldquo;Se o golpista transferisse o valor rapidamente para uma segunda ou terceira conta, o que é muito comum, o mecanismo não conseguia mais alcançar o dinheiroerdquo;, afirma. Com a nova versão, o MED identificará possíveis contas para as quais o dinheiro pode ter sido enviado, compartilhará a informação com todas as instituições financeiras envolvidas nas transações e permitirá a devolução em até 11 dias após a contestação. eldquo;O rastreamento ficou mais aprimorado. O BC agora permite que o sistema siga o rastro do dinheiro por várias camadas de transaçõeserdquo;, diz Santos. eldquo;A título de exemplo: se o golpista enviar R$ 1 mil para a conta A e essa conta enviar R$ 500 para a conta B, o sistema agora consegue bloquear os valores nas duas contas envolvidas no golpeerdquo;, afirma. Segundo o professor, isso será possível graças ao grafo de rastreamento, tecnologia central por trás da nova versão do MED. eldquo;Ele é uma representação matemática e computacional que mapeia o caminho do dinheiro de forma automática, conectando a conta de origem a todas as contas que receberam o valor posteriormente, em uma profundidade de até 5 camadas - ou 5 contas bancárias envolvidaserdquo;, acrescenta. Antes, esse trabalho era feito manualmente e parava na primeira conta. A funcionalidade está disponível para uso facultativo desde 23 de novembro de 2025, mas será obrigatória a partir de 2 de fevereiro. Desde outubro do ano passado, todos os participantes do Pix são obrigados a disponibilizar aos clientes em seus aplicativos uma funcionalidade para que uma transação possa ser facilmente contestada, sem a necessidade de interação humana. Santos afirma que acionar o MED não garante a devolução do dinheiro, já que é preciso ter saldo disponível nas contas por onde o valor passou. eldquo;Por isso, a rapidez do usuário em registrar a denúncia logo após o golpe continua sendo o fator mais importante para o sucesso da recuperaçãoerdquo;, alerta. Como se proteger de golpes e fraudes? O professor Cleórbete Santos explica que os golpistas usam a urgência e o apelo emocional para conseguir convencer as vítimas a transferirem o dinheiro. eldquo;Por isso, ao receber, por exemplo, mensagens de parentes e amigos solicitando transferências urgentes, o usuário deve, antes de transferir, fazer uma ligação por vídeo para confirmarerdquo;, comenta. Além disso, a pessoa deve ficar atenta a comportamentos estranhos. Os bancos não costumam ligar para os clientes solicitando dados pessoais ou transferências eldquo;testeerdquo; e nem pedem códigos de validação via aplicativos de mensagem ou via SMS. Caso isso aconteça, o usuário deve desligar e informar a tentativa de golpe para o banco oficial. As mudanças surgem como uma medida a mais de segurança, mas o cuidado diário é necessário para não cair em golpes e fraudes. Algumas medidas preventivas também podem ser tomadas, veja a seguir. Ajustar o limite de transferências nos aplicativos bancários, tanto para o período diurno quanto noturno; Habilitar dois ou mais fatores de autenticação em todos os aplicativos, incluindo os de trocas de mensagens, para dificultar o acesso indevido por parte de fraudadores; Cadastrar chaves Pix que utilizam CPF e número de celular em alguma instituição bancária, mesmo que não as utilize, para não deixá-las disponíveis para o uso dos golpistas; Antes de fazer a transferência, deve ser feita dupla checagem (double check) quanto ao valor e ao destinatário da transferência (principalmente enviados pela internet). Muitos golpes modificam valores e redirecionam as transações para contas de fraudadores; Conscientizar-se sobre os golpes atuais e disseminar essas informações para amigos e parentes, para evitar prejuízos.

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Petróleo fecha em alta com tensões na Groenlândia em foco e dólar mais fraco

O petróleo fechou em alta nesta terça-feira (20/1), em meio a ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra países europeus que se opõem à sua iniciativa de adquirir a Groenlândia. O enfraquecimento do dólar frente a outras moedas também deu suporte aos preços da commodity. O Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), encerrou em alta de 1,53% (US$ 0,98), a US$ 64,92 o barril, enquanto o petróleo WTI para fevereiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), avançou 1,71% (US$ 1,02), a US$ 60,36 o barril. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, disse, nesta terça, que as tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump estão sendo usadas como eldquo;chantagemerdquo; e que a população da ilha ártica e suas autoridades precisam começar a se preparar para uma possível invasão militar. Trump anunciou nesta semana que vai impor tarifas contra oito países da Europa a partir de fevereiro, que podem chegar até 25% em junho, enquanto o impasse na Groenlândia não for resolvido. Enquanto isso, em Davos, o presidente da França, Emmanuel Macron, disse que não há nenhuma reunião do G7 eldquo;previstaerdquo; para a próxima quinta-feira (22/1). Na segunda-feira (19/1), Trump postou em seu perfil na Truth Social mensagens privadas dele com Macron em que o líder francês propunha o encontro. Autoridades e parlamentares da Alemanha passaram a debater sobre um imposto digital contra empresas de tecnologia dos Estados Unidos, em resposta às novas ameaças tarifárias do presidente Donald Trump ligadas à Groenlândia. Em resposta, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, disse que o governo dos EUA voltaria a tarifar ainda mais os países europeus em caso de uma possível retaliação do bloco. Ainda no radar geopolítico, a Rússia voltou a atacar a infraestrutura energética da Ucrânia, cortando a energia externa da usina nuclear de Chernobyl. A queda do dólar também deu suporte aos preços, segundo o ING, já que uma moeda americana mais fraca pode impulsionar a demanda por petróleo ao tornar as compras denominadas em dólar mais baratas. (Estadão Conteúdo)

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FPBio reage à ofensiva do mercado pelo fim da proibição de importação do biodiesel

A Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) reagiu à pressão que o mercado de combustíveis vem exercendo pela abertura do mercado de biodiesel com o fim da proibição de importações. Em nota assinada pelo presidente, deputado Alceu Moreira (MDB/RS), a frente argumenta que a concorrência com o biodiesel importado pode desregular o mercado, desestimular investimentos, comprometer a previsibilidade do setor e criar condições desiguais de competitividade para a indústria nacional. O tema foi objeto de uma consulta pública, concluída em 12 de janeiro, que prevê que todo o biodiesel comercializado para cumprir com o mandato de 15% no diesel seja oriundo de unidades produtoras autorizadas pela ANP. A discussão se refere a 20% da demanda, já que 80% do total precisa ter origem de produtores que detém o Selo Biocombustível Social. Segundo a FPBio, a capacidade instalada do setor opera com ociosidade próxima a 50%, eldquo;o que evidencia que não há risco de desabastecimento que justifique a abertura do mercado ao produto importadoerdquo;. No outro polo, entidades empresariais do setor de combustíveis defendem a abertura para o mercado externo. Em nota de posicionamento conjunta, o IBP, Abicom, Brasilcom, Semove, SindTRR e Fecombustíveis defendem que ao menos 20% do volume possa ser atendido por importação, preservando 80% do mercado aos produtores detentores do Selo Biocombustível Social. A StoneX projeta que a demanda por biodiesel pode alcançar a marca de 10,5 milhões de toneladas em 2026, caso a mistura de 15% seja mantida durante todo o ano. Na hipótese do aumento da mistura para 16% a partir de março, a demanda pode superar 11 milhões de m³, exigindo cerca de 8,9 milhões de toneladas de óleo de soja. Entre os principais pontos apontados pela Frente Parlamentar do Biodiesel contra a abertura estão: Menos estímulo a investimentos e cenário de condições desiguais entre o biodiesel nacional e o importado; Capacidade de o produtor nacional atender a 100% da demanda, mesmo com eventual crescimento do mandato de biodiesel, pois alegam haver ociosidade próxima a 50%; Desalinhamento aos compromissos assumidos na agenda da Lei do Combustível do Futuro e reforçam necessidade de previsibilidade regulatória e valorização da produção nacional. Já os principais pontos apontados pelo mercado a favor da abertura são: Reforço da previsibilidade, concorrência, eficiência e segurança do suprimento; Ao vedar a prática da importação, as entidades consideram que há contrariedade aos princípios da livre concorrência, liberdade econômica e proteção ao consumidor; Também consideram que a vedação se afasta dos objetivos do acordo de complementação econômica nº 18, estruturante do comércio intrazona no Mercosul; Capacidade produtiva instalada no país atende plenamente à demanda interna e possui potencial para absorver aumentos futuros do mandato de mistura, permitindo que o Brasil se tornasse exportador; Defendem que a abertura deve ser implementada sem flexibilização de especificações, pois consideram que as normas da ANP estabelecem requisitos rigorosos de especificação e controle, aplicáveis de forma isonômica ao produto nacional e ao importado; Pedem que haja a abertura de 20% do mercado, garantindo que os outros 80% sejam adquiridos, conforme previsão legal, de detentores do Selo Biocombustível Social.

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Petrobras investirá R$ 6 bilhões em sua primeira biorrefinaria, diz Magda Chambriard

A Petrobras anunciou um investimento de R$ 6 bilhões para transformar a Refinaria Riograndense, no município de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, na primeira biorrefinaria do Brasil. A iniciativa insere a estatal em uma nova etapa do refino nacional, com foco na produção de combustíveis e derivados de origem totalmente renovável. O projeto foi anunciado pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante cerimônia realizada nesta terça-feira (20), e o início da conversão da unidade está previsto para o segundo semestre. "Estamos programando para o segundo semestre o início da transformação da Riograndense na primeira biorrefinaria do Brasil, que vai produzir produtos 100% bio. Essa transformação vai demandar R$ 6 bilhões. É a expansão do refino da Petrobras", afirmou Chambriard, de acordo com o jornal O Globo. Investimento marca nova etapa do refino no Brasil Localizada no extremo sul do país, a Refinaria Riograndense tem como sócias, além da Petrobras, as empresas Ultra e Braskem. A unidade vem sendo preparada para a mudança desde o início do ano passado, quando passaram a ser realizados testes de coprocessamento de biomassa associada à carga mineral. Testes antecedem conversão da unidade Em 2023, a refinaria produziu combustíveis e insumos destinados à indústria a partir de processos que utilizaram exclusivamente óleo vegetal. Os testes serviram de base técnica para o projeto de conversão total da unidade em biorrefinaria, consolidando a viabilidade do modelo produtivo. Capacidade e perfil da Refinaria Riograndense A unidade possui capacidade instalada de cerca de 17 mil barris por dia e produz atualmente gasolina, diesel, GLP e nafta voltada à indústria petroquímica. Apesar de seu porte menor quando comparado a refinarias como a Reduc, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, a Riograndense assume papel estratégico na política de transição energética da companhia. Programa Mar Aberto amplia frota e reduz emissões O anúncio do investimento ocorreu durante a assinatura de contratos do Programa Mar Aberto, voltado à renovação e ampliação da frota da Transpetro, subsidiária da Petrobras, em evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na ocasião, Magda Chambriard confirmou a contratação de cinco navios gaseiros, além de 18 barcaças e 18 empurradores, com investimentos que totalizam R$ 2,8 bilhões. Segundo a presidente da estatal, os gaseiros serão construídos pelo Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul. As barcaças ficarão a cargo do estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia, no Amazonas, enquanto os empurradores serão produzidos pela Indústria Naval Catarinense, em Santa Catarina. "Temos encomendas no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia e agora no Amazonas. Isso vai se somar a R$ 1,4 bilhão que está sendo destinado à construção de outras embarcações", disse. Magda destacou ainda que a ampliação da frota própria reduzirá a dependência de afretamentos, aumentando a flexibilidade e a eficiência das operações logísticas de GLP. "Os gaseiros anunciados hoje são 20% mais eficientes e emitem 30% menos gases de efeito estufa", afirmou, acrescentando que as embarcações "estarão aptas a operar em portos eletrificados".

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