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Petróleo cai com dólar mais forte e temores de excesso de oferta

Os preços do petróleo caíram nesta terça-feira, uma vez que os números mais fracos da indústria e um dólar mais forte pesaram sobre a demanda, enquanto a decisão da Opep+ de interromper os aumentos de produção no primeiro trimestre do próximo ano pode sinalizar a preocupação do grupo com um possível excesso de oferta. Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam com queda de 0,7%, a US$64,44 por barril. O petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos caiu 0,8%, a US$60,56. "Os futuros do petróleo estão sentindo a pressão hoje da alta valorização do dólar norte-americano. O mercado acionário dos Estados Unidos também está passando por uma forte correção de baixa no início das negociações, já que a paralisação do governo pode estar começando a adicionar pressão para baixo, o que pode acabar prejudicando a demanda doméstica de combustível", disse Dennis Kissler, vice-presidente sênior de negociações do BOK Financial. O dólar subiu para uma máxima em quatro meses em relação ao euro nesta terça-feira, já que as divisões no Federal Reserve levantaram dúvidas sobre a perspectiva de outro corte nas taxas de juros este ano. Uma moeda norte-americana mais forte torna os ativos cotados em dólar, como o petróleo, mais caros para os detentores de outras moedas. Wall Street caiu acentuadamente após avisos de uma liquidação do mercado por parte de alguns grandes bancos dos EUA. A paralisação do governo dos EUA entrou em seu 35º dia, igualando o recorde estabelecido durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump como o mais longo da história. (Reuters)

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Equipamento detecta adulteração na gasolina no momento da fiscalização

A Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) começaram a utilizar, nesta terça-feira (4/11), um novo equipamento para intensificar a fiscalização em postos de combustíveis do Distrito Federal. A estreia do espectrofotômetro portátil Agilent Cary 630, avaliado em cerca de R$ 260 mil, ocorreu durante operação conjunta no Posto Wave, no Noroeste. O aparelho permite analisar a composição química dos combustíveis diretamente no local da inspeção. Com módulos capazes de detectar metanol e aferir o teor de biodiesel, o espectrofotômetro agiliza a identificação de adulterações, como a adição irregular de metanol à gasolina ou ao etanol e o descumprimento da proporção de 15% de biodiesel no óleo diesel B. Na ação de estreia, não foram encontradas irregularidades nas amostras coletadas. Para o promotor de Justiça Paulo Roberto Binicheski, a tecnologia marca um avanço na proteção ao consumidor. eldquo;Antes, era necessário enviar as amostras para um laboratório e aguardar até 30 dias pelo resultado. Agora, a análise é feita na hora, o que permite autuações e multas imediatas, fortalecendo a fiscalização em benefício direto da populaçãoerdquo;, afirmou. Binicheski destacou ainda que o uso do equipamento é fruto de uma política pública promovida pelo Ministério Público. eldquo;O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) demonstra nosso compromisso com os direitos do consumidor. Além de garantir um mercado mais justo, a medida contribui para a redução da poluição atmosférica ao assegurar o cumprimento do teor de biodieselerdquo;, completou.

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Posicionamento da Fecombustíveis pela vitória da amostra-testemunha 

A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) celebra a vitória da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em processo judicial, que durou cerca de 11 anos, movido contra a Agência, pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), que alegava a necessidade de suspensão da obrigatoriedade de fornecimento da amostra-testemunha pelas distribuidoras de combustíveis, conforme prevê a Resolução 44/2013. A Fecombustíveis destaca que a Resolução 44/2013 foi uma das maiores conquistas da revenda de combustíveis, por determinar a coleta obrigatória da amostra-testemunha pelas distribuidoras, quando a retirada do combustível for na base das companhias pelos caminhões-tanques do posto ou do Transportador Revendedor Retalhista (TRR), conhecida como modalidade FOB. Já na modalidade CIF, o revendedor varejista e o TRR são responsáveis pela coleta da amostra-testemunha representativa do combustível recebido, no caso da entrega do combustível pelo distribuidor nos seus estabelecimentos. As amostras-testemunha deverão ser coletadas na presença do distribuidor, ou prepostos, de cada compartimento do veículo, devendo todos os envolvidos no procedimento assinar o formulário de identificação da amostra-testemunha. Essa regra garantiu a rastreabilidade da amostra-testemunha. Ou seja, permite identificar em que ponto da cadeia pode ter ocorrido uma não conformidade do combustível. Essa Resolução é considerada um divisor de águas, pois antes dela a revenda era responsabilizada por toda e qualquer não conformidade identificada no posto, independentemente dele ter ou não culpa. Em fevereiro de 2014, o Sindicom entrou com uma ação ordinária na Justiça pedindo a suspensão dos artigos 3º e 4º e 10º da Resolução 44/2013, que determinavam às distribuidoras a obrigatoriedade de coletar a amostra-testemunha para os revendedores e TRRs. O Sindicom, representante das principais distribuidoras, argumentou que a adoção dos procedimentos exigidos pela ANP poderia ocasionar danos inestimáveis à sociedade e ao mercado de consumo em decorrência eminente possibilidade de desabastecimento, majoração de preços, além de riscos ao meio ambiente e à segurança de usuários e trabalhadores. Desde o primeiro julgamento que foi favorável à ANP, o Sindicom entrou com diversos instrumentos jurídicos para contestar e anular a Resolução 44/2013. Esgotados todos os recursos, o último julgamento pela Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça colocou um ponto final sobre o assunto em 30 de outubro. A Fecombustíveis agradece todo o apoio do SindTRR, que esteve presente desde o início até a finalização do processo judicial. Ressaltamos, mais uma vez, que a amostra-testemunha é a única salvaguarda da revenda e dos TRRs. Comemoramos a vitória da ANP e da Resolução 44/2013, com o controle de qualidade de forma justa e equilibrada na identificação do responsável legítimo pela não conformidade.

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Senado deve instalar nesta terça (4) CPI para investigar o crime organizado

O Senado deve instalar nesta terça-feira (4) a CPI para investigar o crime organizado. A comissão foi criada em junho, mas só ganhou força agora, depois da megaoperação contra o Comando Vermelho que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, vai participar na tarde dessa terça de uma audiência na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, os deputados podem votar hoje a Lei Antiterrorismo e o projeto que aumenta a pena para uso de drones para tráfico de drogas e transporte de armas ou explosivos. Nesta segunda-feira (3), durante audiência na comissão que discute a PEC da Segurança, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, defendeu a taxação das bets para aumentar a verba de combate ao crime organizado.

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Shell busca estrutura de capitalização na Raízen sem obter o controle

Sócia da Raízen ao lado da Cosan, a Shell está debruçada em alternativas de capitalização da Raízen, que precisa ajustar seu balanço devido a um endividamento próximo de R$ 50 bilhões, apurou o Valor. A empresa britânica contratou o banco Lazard para ajudar nessa estrutura, conforme fontes. Um dos pontos que estão sendo discutidos neste momento é buscar uma solução na qual a Shell não assuma o controle da empresa, disseram interlocutores. Uma fonte disse que a Shell estaria disposta a colocar até US$ 1 bilhão na empresa, mas quer atrair investidores para também participar do aumento de capital. No entanto, uma pessoa próxima das tratativas disse que os candidatos ao aporte até o momento não teriam interesse em toda a Raízen, mas em ativos específicos, o que não despertou o interesse da Shell. Os acionistas aguardam para quarta-feira (5) diretrizes da empresa, segundo duas fontes a par do assunto. Para ler esta notícia, clique aqui.

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'É um cenário que não quero nem pensar', diz CEO da Volkswagen sobre falta de chips

eldquo;É um cenário que eu não quero nem pensarerdquo;, diz o CEO e presidente da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom, sobre o risco de paralisação da produção de veículos por falta de semicondutores. Seja como for, ele afirma que não gostaria de ter de eldquo;tirar itens dos carroserdquo;. O executivo se refere à estratégia adotada por várias marcas em 2021 para manter as fábricas operando em meio à primeira crise global de fornecimento de chips. A atual falta de chips está relacionada a uma disputa geopolítica entre Holanda e China. A queda de braço começou há cerca de um mês, quando o governo holandês assumiu o controle da Nexperia. A fabricante holandesa de semicondutores havia sido comprada em 2017 por US$ 2,75 bilhões por um consórcio formado por companhias estatais chinesas. O governo holandês, no entanto, assumiu o controle da Nexperia, o que levou a China a impor restrições às exportações de determinados chips. O eldquo;confiscoerdquo; holandês foi justificado como forma de proteger eldquo;capacidades intelectuais cruciaiserdquo; do país e da Europa. A alegação é de que havia eldquo;graves deficiências de governança e ativoserdquo; na empresa. Como resultado, o chinês Zhang Xuezheng foi destituído do cargo de CEO da Nexperia por meio de decisões judiciais. Além disso, um programa de custódia administrativa recebeu quase todas as ações da companhia. A reação chinesa foi suspender a venda para o mundo todo. No Brasil, segundo a Anfavea, associação que reúne as fabricantes instaladas no Brasil, o Embaixador da China no País, Zhu Qingqiao, informou que as empresas brasileiras poderão solicitar exceção ao embargo por meio da Embaixada ou diretamente com o Ministério do Comércio da China. eldquo;A China concederá a licença para importação a partir da análise de cada casoerdquo;, diz a nota da Anfavea. Na Europa, a situação se agrava à medida que não há sinal de regularização da oferta desses componentes, ao menos por ora (confira detalhes mais abaixo). Na Alemanha, o Grupo Volkswagen, que inclui marcas como Audi, Bentley, Lamborghini e Porsche, informa que só tem garantida a produção até o fim desta semana. Porém, não se trata de uma questão técnica, mas política. Wafer é peça base do semicondutor A disputa envolve a suspensão do fornecimento de wafers da Nexperia para sua fábrica na China, de acordo com a agência Reuters, que teve acesso a uma carta enviada pela companhia a seus clientes. Wafers são peças de semicondutores feitas de silício utilizadas para a produção de chips de processamento de dados. Esses componentes têm desenho bastante parecido com o das conhecidas bolachas recheadas. Daí o nome. Conforme a Reuters, o documento, datado de 29 de outubro, é assinada pelo CEO interino da Nexperia, Stefan Tilger. De acordo com o comunicado divulgado pela empresa, a suspensão iniciada no dia 26 afeta a planta de Guangdong, no sul da China. Para justificar a suspensão do envio de wafers, a Nexperia informa que houve eldquo;falha da administração local em cumprir os termos de pagamentos contratuais.erdquo; A disputa envolve a suspensão do fornecimento de wafers da Nexperia para sua fábrica na China, de acordo com a agência Reuters, que teve acesso a uma carta enviada pela companhia a seus clientes. Wafers são peças de semicondutores feitas de silício utilizadas para a produção de chips de processamento de dados. Esses componentes têm desenho bastante parecido com o das conhecidas bolachas recheadas. Daí o nome. Conforme a Reuters, o documento, datado de 29 de outubro, é assinada pelo CEO interino da Nexperia, Stefan Tilger. De acordo com o comunicado divulgado pela empresa, a suspensão iniciada no dia 26 afeta a planta de Guangdong, no sul da China. Para justificar a suspensão do envio de wafers, a Nexperia informa que houve eldquo;falha da administração local em cumprir os termos de pagamentos contratuais.erdquo;

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