Aqui estão as nossas últimas notícias

Gigante global de serviços de petróleo aposta na reabertura da Venezuela sob Trump

Gigante global de serviços de petróleo aposta na reabertura da Venezuela sob Trump

A SLB, maior empresa de serviços para a indústria de petróleo do mundo, está bem posicionada para conquistar alguns dos primeiros contratos ligados ao plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reativar o setor na Venezuela. A companhia, antes conhecida como Schlumberger, mantém conversas com autoridades americanas, com sua parceira local Chevron e com outros potenciais clientes sobre a ampliação de suas operações no país, segundo pessoas a par das negociações. Desde que forças dos EUA capturaram o ditador venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro e anunciaram planos para assumir o controle do setor de petróleo do país, as ações da SLB subiram 14% emdash;desempenho superior ao de outras grandes empresas do setor. No mesmo período, os papéis da Chevron avançaram 5%, enquanto Halliburton e Baker Hughes tiveram altas de 10% e 4%, respectivamente. Investidores avaliam que a SLB e outras prestadoras de serviços petrolíferos estão entre as maiores beneficiadas pelo plano de Trump de atrair até US$ 100 bilhões em investimentos para reconstruir a infraestrutura de petróleo da Venezuela, hoje degradada. Empresas de serviços de petróleo realizam grande parte do trabalho operacional da indústria emdash;da construção de estradas e dutos à perfuração de poços e bombeamento de óleoemdash; além de fornecer tecnologias avançadas essenciais para projetos complexos de exploração e produção. A SLB tem reputação de permanecer em países que caem em desgraça com Washington, como ocorreu com sua permanência na Rússia após a invasão da Ucrânia. Embora tenha sede em Houston, a empresa é legalmente incorporada em Curaçao, o que lhe dá maior flexibilidade para operar em países sob sanções americanas do que suas rivais Halliburton e Baker Hughes, ambas sediadas nos EUA. Na Venezuela, a SLB mantém a maior e mais antiga presença entre as empresas do setor. A companhia atravessou períodos de sanções e expropriações sob Hugo Chávez e Maduro, que levaram concorrentes a abandonar o país. Apesar de reduzir operações em 2016 e registrar baixas contábeis de US$ 983 milhões no ano seguinte, seguiu como prestadora-chave da Chevron emdash;a única produtora americana ainda ativa no país. "Há vantagens claras em não sair", disse James West, chefe de pesquisa em energia da Melius Research. "Quem já está no terreno costuma ter a primeira oportunidade." Segundo pessoas próximas ao tema, a licença da SLB para atuar diretamente com a estatal PDVSA vai até maio de 2025, mas a maior parte de suas atividades ocorre sob a licença negociada pela Chevron com o governo Trump. Em reunião recente com Trump na Casa Branca, o CEO da SLB, Olivier Le Peuch, afirmou que a empresa já está expandindo operações no país. "Temos presença no terreno, capacidade instalada e cerca de US$ 700 milhões em equipamentos na Venezuela, prontos para serem mobilizados", disse. "Estamos preparados para crescer rapidamente." Baker Hughes mantém funcionários no país para apoiar operações de gás e energia da Chevron, mas reduziu fortemente sua presença em 2019, quando as sanções foram endurecidas. A Halliburton deixou a Venezuela naquele ano, mas avalia retornar. No sábado (10), o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que o governo pode aliviar sanções ainda nesta semana, o que abriria espaço para que Baker Hughes e Halliburton disputem novos contratos. "É uma oportunidade muito empolgante", disse Jeff Miller, CEO da Halliburton. Ele minimizou a vantagem da SLB, afirmando que a volta ao país dependeria basicamente de uma licença do órgão americano de controle de ativos estrangeiros. Analistas apontam que a SLB pode se beneficiar também de seu conhecimento detalhado do subsolo venezuelano e de tecnologias de elevação artificial, reforçadas pela aquisição da ChampionX em 2025. O potencial, porém, depende do apetite das grandes petroleiras. Empresas como Exxon demonstram ceticismo em relação a investimentos relevantes sem garantias financeiras e legais do governo dos EUA. Além disso, o baixo nível de investimentos próprios da SLB e a pressão dos investidores por disciplina de capital podem limitar uma expansão rápida. "Para voltar à Venezuela, as empresas terão de deslocar equipamentos e mão de obra de mercados que já geram receita", observou David Anderson, analista da Barclays. (Financial Times)

Furto de combustível volta a crescer no Brasil após seis anos de queda

Furto de combustível volta a crescer no Brasil após seis anos de queda

A imagem de gasolina jorrando como se fosse um poço de petróleo nos filmes da TV chamou a atenção na zona rural de Orlândia, cidade do norte paulista, a 365 km da capital paulista. O caso, ocorrido em outubro do ano passado, ajudou a inflar a alta nas estatísticas de furto de derivados de petróleo transportados em dutos no país. Segundo dados da Transpetro, subsidiária da Petrobras responsável pela logística de combustíveis, em 2025 foram 31 casos de derivação clandestina, ou seja, intervenções criminosas para furtar petróleo e seus derivados com perfuração em dutos enterrados ou aparentes. Em 2024, foram 25 registros. A quantidade de furtos ou tentativas quebrou uma sequência de quedas nesse tipo de criminalidade desde 2018, quando houve o recorde de 261 casos. A série histórica começou em 2015, e o primeiro caso registrado pela Transpetro foi em 2011. Os números cresceram apesar do investimento de R$ 100 milhões por ano em ações preventivas, como sensores que mapeiam em tempo real diferenças de pressão nos dutos emdash;indicador de invasãoemdash;, inteligência artificial, e uso de drones e escolta armada para fiscalização, além da inauguração de um centro de operações no Rio de Janeiro. "Apenas uma derivação clandestina é capaz de levar à morte de pessoas, provocar danos irreparáveis ao meio ambiente ou colocar em risco o abastecimento de combustíveis em infraestruturas críticas", diz Sérgio Bacci, presidente da Transpetro. Questionadas, nem a empresa, nem a Petrobras, informaram o valor do prejuízo. "A divulgação de volumes ou valores associados a furtos em dutos pode incentivar a prática criminosa. Por isso, a Transpetro não compartilha essas informações", diz a subsidiária. São Paulo puxou a alta. Com 22 registros, o estado foi responsável por 70% dos furtos no país no ano passado emdash;em 2024 haviam sido 17 ocorrências. Em contrapartida, a estatística despencou no Rio de Janeiro. Foram registradas 13 ações criminosas no estado em 2020, contra uma em 2025. Segundo a estatal, essa redução é resultado da eficácia de ações integradas com autoridades de segurança pública e do trabalho preventivo. Sem citar números das operações, a Secretaria da Segurança Pública paulista afirma que tem intensificado as ações de enfrentamento aos crimes de derivações clandestinas. A pasta diz que a prática representa risco à segurança da população, ao meio ambiente e à infraestrutura crítica do estado. "As forças de segurança do estado seguem atuando de forma integrada para reprimir esse tipo de crime e responsabilizar os autores", afirma. "O aumento das derivações clandestinas em São Paulo não pode ser interpretado como evento episódico, mas como um risco estrutural e sistêmico", afirma Bacci, em nota. São Paulo é um mercado promissor para esse tipo de crime, pois conta com importantes dutos que ligam refinarias emdash;como a de Paulínia, a maior do Brasil, na região de Campinas. O estado é atravessado pelo oleoduto São Paulo-Brasília, o maior do país em extensão e volume movimentado (962 km, capacidade para transportar cerca de 800 mil m³ de petróleo e derivados por mês). Além disso, São Paulo tem a maior malha de dutos do país e um mercado consumidor robusto e contínuo, o que assegura rápida absorção do produto furtado, diz Bacci. A infraestrutura logística e viária densa também facilita o escoamento clandestino e a pulverização da mercadoria ilícita. Na ocorrência de Orlândia, em uma fazenda no limite com o município de Sales Oliveira, houve forte odor por causa da gasolina que jorrou, risco de explosão e contaminação ambiental, segundo a prefeitura disse na época. Um homem foi preso em um matagal. Segundo a polícia, ele afirmou que havia ido até a fazenda durante a noite com outros quatro comparsas emdash;os demais conseguiram fugir. Um caminhão-tanque, para onde seria feita a transposição do combustível, foi abandonado no local. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirma que as investigações em andamento pela Polícia Civil resultaram na instauração de um inquérito policial. O suspeito permanece preso preventivamente (sem prazo). "As apurações seguem com a análise de um aparelho celular apreendido, encaminhado ao Instituto de Criminalística para extração de dados, além da aguardada resposta a ofícios enviados à Transpetro", diz a pasta. A tática no caso é padrão entre as quadrilhas, explica a subsidiária da Petrobras. Geralmente, elas agem à noite, e levam o combustível furtado em caminhões-tanque ou pipa, ou ainda em veículos adaptados. De acordo com histórico de ocorrências, pessoas especializadas em ferramentaria participam das ações, com trabalho de perfuração dos dutos de aço e instalação de válvulas improvisadas. Mangueiras como as de bombeiros são usadas para levar o combustível aos caminhões. Na nota, o presidente da Transpetro pede mais ação das forças de segurança para os números voltarem a cair. Ele também cobra mais rigor na legislação contra o crime. Há dois projetos em tramitação no Congresso Nacional sobre o tema, que tipificam crime de furto e roubo de combustíveis. Um é do deputado Juninho do Pneu (União-RJ), e outro da senadora licenciada Simone Tebet (MDB-MS), atual ministra do Planejamento do governo Lula. O de autoria do deputado aguarda tramitação no Senado e o da ex-senadora espera tramitação na Câmara dos Deputados. O de autoria do deputado aguarda tramitação no Senado e a da ex-senadora espera tramitação na Câmara dos Deputados.

Enel é multada em R$ 14 milhões por falhas no fornecimento de energia

Enel é multada em R$ 14 milhões por falhas no fornecimento de energia

A Enel, concessionária de energia que atende principalmente a região metropolitana de São Paulo, foi multada em R$ 14 milhões por falhas no fornecimento de energia elétrica ocorridas no final do ano passado. A multa foi aplicada pelo Procon-SP após o recebimento de diversas reclamações de clientes. O Procon informou que a multa se refere a falhas ocorridas entre os dias 21 e 23 de setembro e 8 e 14 de dezembro, quando diversos moradores da Grande São Paulo reclamaram da falta de energia elétrica por um período superior a 48 horas. Segundo o órgão, esse problema infringe o artigo 22 do Código de Defesa do Consumidor que afirma que concessionárias, empresas ou órgãos públicos eldquo;são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuoserdquo;. Desde 2019, o Procon já autuou a Enel nove vezes. Em dezembro do ano passado, a Enel já havia sido multado pelo Procon Paulistano, um órgão da prefeitura de São Paulo. A multa aplicada neste caso foi de R$ 14,3 milhões depois que milhões de consumidores da capital ficaram sem energia por causa da passagem de um ciclone extratropical ocorrido entre os dias 8 e 10 de dezembro. Em razão das constantes falhas no fornecimento, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito da capital, Ricardo Nunes, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), se reuniram em meados de dezembro e anunciaram que levarão à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um pedido de caducidade do contrato de concessão de distribuição que a Enel detém na capital paulista e em outros 23 municípios da região metropolitana. Já no início deste ano, o presidente Lula determinou a apuração de falhas da Enel e que fossem adotadas eldquo;medidas cabíveis e necessárias à plena garantia da prestação adequada, contínua e eficiente do serviço público de distribuição de energia elétricaerdquo; à população da região metropolitana de São Paulo. Mais de 4 milhões foram afetados Procurada pela Agência Brasil, a Enel ainda não se manifestou sobre a aplicação da multa pelo Procon-SP. Mais cedo, a empresa havia confirmado que 4,4 milhões de clientes foram afetados pela falta de energia na região metropolitana de São Paulo após a passagem de um ciclone extratropical em dezembro. Esse número, esclareceu a empresa, se refere eldquo;à soma de unidades afetadas ao longo de mais de 12 horas seguidas de ventos forteserdquo;. Anteriormente, o número estimado de clientes afetados era de 2,2 milhões. eldquo;À medida em que a empresa reconectava clientes desligados, outros eram impactados sucessivamente com a força do vendaval. A informação foi apurada pela própria companhia pós-evento climático. A distribuidora destaca que o volume de 2,2 milhões de clientes atingidos emdash; divulgado durante a operação de restabelecimento de energia emdash; corresponde ao pico de instalações interrompidas simultaneamenteerdquo;, escreveu a empresa, em nota. (Agência Brasil)

Classificados - Sindiposto

Classificados

Acesse aqui para ver todos os anúncios de serviços, equipamentos, terrenos e postos de forma rápida e fácil!

Associe-se - Sindiposto

Seja um associado

Conheça as vantagens de ser uma associado e ter à sua disposição serviços e ferramentas que facilitam o dia a dia do seu negócio.

2 via boletos - Sindiposto

2ª vida de boleto

Antes de emitir a 2ª via ou pagar seus boletos pela Internet, fique por dentro das dicas de segurança para evitar problemas.

NOSSOS PARCEIROS

Como posso te ajudar?