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O Ministério de Minas e Energia e a Petrobras travam uma disputa nos bastidores que revela a resistência da estatal em se tornar uma empresa de energia, como quer o governo Lula.

Além dos combustíveis, o plano é derrubar também o preço do gás natural, insumo da indústria, e o GLP, o gás de cozinha, cujo preço ficou tão elevado que famílias de baixa renda trocaram por carvão ou madeira na hora de cozinhar.

O ministro Alexandre Silveira (PSD-MG) tenta convencer o presidente da Petrobras, Jean-Paul Prates (PT-RN), de que é melhor chegar a um meio-termo.

No caso da gasolina, a estatal mudou em maio o PPI, o preço de paridade internacional, e o combustível começou a cair nos postos.

Agora, a vez é do gás. Nas conversas, o ministro diz que, hoje, o gás natural está na casa de US$ 14 por milhão de BTU e que o ideal seria US$ 8.

Dados do ministério indicam que hoje, quando a Petrobras extrai o gás natural (ele sai junto com o petróleo extraído do pré-sal), 55% dele é reinjetado no poço. A média internacional é de 25%, segundo o ministério.

Para a pasta, isso reforça que o plano da Petrobras é continuar sendo uma empresa petroleira, que prioriza o óleo para exportação.

O governo quer o contrário. Considera que, a US$ 8 por milhão de BTU, a indústria química, que hoje opera com 30% de sua capacidade, poderia voltar a se aquecer. Pelos cálculos, seriam R$ 70 bilhões em produção.

Essa estratégia faz parte do Gás para Empregar, em parceria com os ministérios da Fazenda e o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. O projeto foi aprovado pelo CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) e está na Casa Civil.

Fonte/Veículo: Folha de São Paulo

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