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O vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan, afirmou que uma eventual mudança na escala de trabalho 6x1 pode gerar aumento de custos no setor, caso a decisão seja tomada sem um debate amplo com os elos da cadeia.

Segundo ele, o tema vem sendo acompanhado desde o fim de 2024 e já motivou estudos internos e testes operacionais por parte de algumas empresas. eldquo;Se houver uma decisão sem um amplo debate, isso poderá ter um grande impacto. O supermercado não é formador de preço; se houver aumento de custo, ele tende a repassarerdquo;, afirmou.

Milan destacou que algumas redes iniciaram projetos-piloto para avaliar os impactos de uma eventual adoção do modelo 5x2. eldquo;Estamos antecipando essa discussão e vendo como a operação do supermercado ficaria no dia a dia, inclusive avaliando a necessidade de novas contratações e os possíveis efeitos sobre os custos.erdquo;

PEC. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), voltou a defender a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6x1 e disse considerar viável aprová-la no plenário da Câmara, no qual precisará de quórum maior. Ele avaliou que os legisladores não podem legislar apenas para uma eldquo;pequena eliteerdquo;.

eldquo;A matéria, sendo bem construída, tendo responsabilidade para com o País, vejo que é, sim, muito viável a sua aprovação com quórum constitucional no plenário da Câmaraerdquo;, disse Motta ontem, em entrevista ao Metrópoles.

Motta comparou a resistência de alguns setores à redução de jornada com a que havia

com o fim da escravidão. eldquo;É para essas pessoas (trabalhadores) que precisamos agir. E não para uma pequena elite, uma bolha.erdquo;

Ele comentou as articulações dos presidentes do União Brasil, Antônio Rueda, e do PL, Valdemar Costa Neto, contra o projeto, mas ponderou que são pessoas abertas ao diálogo. eldquo;Tanto o Rueda quanto o Valdemar, que são dois queridos amigos, que têm muita legitimidade, presidem partidos grandes no Brasil, e podem colocar o seu ponto de vista. E são pessoas também abertas ao diálogo, são pessoas que praticam a democracia.erdquo;

O deputado defendeu a necessidade de se ouvir os setores que já adotam a jornada 5x2 e prometeu ter uma eldquo;condução imparcialerdquo; e sensível na tramitação do projeto.

TRAMITAÇÃO. Motta afirmou que pretende votar a PEC até maio. Pelo calendário proposto por ele, o projeto seria aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa em março, e por comissão especial em abril.

eldquo;Estabelecemos o calendário do mês de março para que essa admissibilidade possa tramitar na CCJ e, sendo aprovado, como eu acredito que irá ser, nós queremos criar a comissão especial no mês de abril, para, quem sabe até o mês de maio, se possível, estarmos levando essa proposta ao plenário da Câmara.erdquo;

Motta reafirmou que ouvirá a classe trabalhadora e empresários para medir os impactos do projeto e que há um ambiente favorável na Câmara à proposta.

elsquo;PRÓS E CONTRASersquo;. eldquo;Queremos fazer uma discussão sem atropelos, sem ideologia, olhando de fato os prós e os contras de tomar essa decisão, mas há, no Congresso, pelo que conversamos com as lideranças, um ambiente favorávelerdquo;, falou. ebull;

Fonte/Veículo: O Estado de S.Paulo

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