Vibra reforça cabotagem de combustíveis no NE
A Vibra concluiu a ampliação de sua Base de Suape, em Pernambuco, e elevou a capacidade total de [...]
Na Bahia, varejistas de armas e munições sonegaram mais de R$ 14 milhões em ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), usando sócios laranja.
Produtores agrícolas e comerciantes no Espírito Santo operavam um esquema para não pagar esse mesmo imposto sobre o comércio de café.
No setor de hortifruti, um contador abria empresas fantasmas com o mesmo fim. O custo aos cofres do Mato Grosso somam R$ 45 milhões.
Tudo isso aconteceu apenas nos últimos três meses, com as operações estaduais Fogo Cruzado, Recepa e CNPJ na Cela, respectivamente.
Os devedores contumazes são assunto da fazenda, mas cada vez mais resvalam na segurança. As operações foram esforços conjuntos de ministérios públicos, polícias, diferentes secretarias e núcleos especializados de investigação.
De estado em estado, de setor em setor, esses milhões se amontoam até os bilhões. Mesmo assim, permanecem escondidos sob débitos persistentes que, por sua vez, podem esconder atuações ainda mais sombrias.
Isso porque não é incomum que a sonegação venha acompanhada de outras transgressões. O gângster Al Capone foi preso nos anos 1930 nos Estados Unidos não por seus crimes violentos, mas por sonegar cerca de 200 mil dólares.
A história parece se repetir. A Operação Carbono Oculto, do ano passado, chegou até o PCC por meio da investigação de fraudes fiscais no setor de combustíveis.
O preço para você
A conta é paga por quem está em dia. Se a sonegação fosse zero, você, um trabalhador médio brasileiro, poderia trabalhar cerca de 30 a 40 dias a menos por ano apenas para pagar impostos, segundo estudos do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação).
Nas compras, você também sentiria menos. Por exemplo, ao abastecer o carro, já que o setor de combustíveis perde cerca de R$ 30 bilhões por ano em tributos não pagos por devedores contumazes, segundo estudo do ICL (Instituto Combustível Legal).
Se esse valor fosse recuperado e convertido em redução de alíquota, o preço do litro de gasolina na bomba poderia ser, em média, R$ 0,15 a R$ 0,30 mais barato para todos os consumidores, sem que a arrecadação fosse afetada. e#128184;
Também perdemos custo oportunidade. Se os R$ 54 bilhões recuperados pela PGFN em 2024 fossem destinados exclusivamente à redução de filas do SUS, seria possível realizar mais de 10 milhões de cirurgias eletivas de média complexidade (catarata, hérnia, vesícula), calculando pelo custo informado no SIGTAP (Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos).
Já com os R$ 200 bilhões estimados em devedores contumazes, seria possível construir 40 mil escolas de ensino integral, considerando que uma escola padrão do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) para ensino integral custa cerca de R$ 5 milhões.
Como a nova lei contra devedores contumazes será testada no Judiciário
Sancionado no mês passado, o Código de Defesa do Contribuinte tenta fechar o cerco contra os devedores contumazes endash; definidos, no âmbito federal, como contribuinte com dívida igual ou superior a R$ 15 milhões, mantida de forma reiterada e sem justificativa, além de patrimônio incompatível com o valor do débito por período prolongado.
Mas a lei é apenas o primeiro passo para atacar o problema. Esse tipo de devedor não surge por falha pontual de fiscalização, mas como resultado de um arranjo institucional. A efetividade da norma dependerá da coordenação entre os entes federativos e da aplicação dos novos critérios de maneira técnica, consistente e uniforme, em um cenário no qual os primeiros enquadramentos deverão ser questionados no Judiciário.
Leia mais na reportagem de Victoria Lacerda
UMA MENSAGEM DO IBJR
Cide-Bets fortalece o mercado ilegal
A criação da Cide-Bets em discussão no Congresso Nacional pode gerar um efeito oposto ao pretendido. A forma como a contribuição está desenhada, com uma alíquota de 15% incidindo sobre o depósito e não sobre o lucro, aumenta a atratividade de plataformas clandestinas, muitas controladas pelo crime organizado.
Na avaliação do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), o novo imposto vai reduzir a competitividade das empresas regulamentadas e incentivar a migração de usuários para a ilegalidade.
RADAR
O que acompanhar na próxima quinzena
Fonte/Veículo: JOTA
A Vibra concluiu a ampliação de sua Base de Suape, em Pernambuco, e elevou a capacidade total de [...]
O preço da gasolina que sai da refinaria de Guamaré registrou redução nesta semana, conforme atua [...]
A elaboração do desenho inicial de um plano de capitalização e reestruturação da Raízen tirou pre [...]