Três empresas de distribuição de combustíveis perdem participação de mercado
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O presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel (FPbio), deputado Alceu Moreira (MDB-RS), sinalizou nesta quinta-feira e#8203;que há empecilhos para que a mistura do biocombustível e#8203;no diesel suba em 1 ponto percentual a partir de março, conforme determina a lei, citando integrantes do governo que defenderiam interesses da Petrobras.
Conforme o cronograma da legislação sobre o aumento anual da mescla, a mistura deveria subir de 15% para 16% em março, mas o governo tem atrasado uma decisão nesse sentido. Um representante do Ministério de Minas e Energia afirmou anteriormente e#8288;que mais estudos seriam necessários para e#8203;a mudança, algo que Moreira discorda.
"O B16 pode perfeitamente entrar em vigor de e#8203;acordo com a lei no mês de março, sem nenhum risco. Não há nada que e#8288;não aconteça em um veículo usando B15 que e#8288;vá acontecer em um usando B16", disse ele à Reuters, nos bastidores e#8203;de ezwnj;um evento do setor em São Paulo.
Ele afirmou que haveria na Casa Civil posição de preservar e#8288;interesses da Petrobras, que, por hipótese, venderia menos diesel no caso de uma mistura maior. Além disso, a estatal tem buscado promover o seu diesel coprocessado, que tem uma pequena parcela de conteúdo ezwnj;renovável, e#8288;mas que não entra ezwnj;na mistura obrigatória, acrescentou Moreira.
Segundo o deputado, há pessoas na Casa Civil que interferem no processo "dando palpite furado porque tem uma relação negocial com a Petrobras". Ele não especificou, mas, questionado, disse e#8288;ter certeza de que os interesses da Petrobras e#8288;interferem no processo.
Procuradas, a Casa Civil e a Petrobras não comentaram o assunto. O Ministério de Minas e Energia também ezwnj;não comentou como está o processo para o aumento da mistura.
De acordo com o deputado, o setor aguarda que o aumento da mistura seja pautado em alguma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), para que a decisão seja tomada.
"O diálogo com o governo é ezwnj;permanente porque esta é uma questão de Estado, não é uma questão de esquerda ou direita, por isso fizemos a lei do Combustível do Futuro, para dar segurança jurídica", disse.
Para e#8288;Moreira, o Brasil poderia elevar a mistura sem qualquer preocupação inflacionária porque está colhendo uma safra recorde de soja, a principal matéria-prima do biocombustível. Anteriormente, essa questão da possível alta de preços dos e#8203;combustíveis foi citada como fator para postergar a alta na mistura.
O presidente da FPBio disse ainda e#8203;que o incremento da mistura reduziria a necessidade de importação de combustíveis fósseis pelo país, que está perto de 30% do consumo nacional, segundo ele, e ajudaria o setor de biodiesel a reduzir sua capacidade ociosa, que está em cerca ezwnj;de 50%.
(Reuters)
Fonte/Veículo: CNN
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