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A competição no setor de distribuição de combustíveis tem passado por uma repaginada. Com o foco das autoridades em reduzir a informalidade na indústria, o Goldman Sachs acredita que as maiores distribuidoras poderão ter mais ganhos de participação de mercado e expansão de margens. Com esse cenário desenhado, o banco atualizou suas recomendações para a Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3).

Em novo relatório, o Goldman Sachs elevou a Vibra de neutro para compra e rebaixou Ultrapar, de Compra para Neutro. Por volta das 11h55 (horário de Brasília), as ações da Vibra estavam com forte alta de 3,42%, sendo negociadas a R$ 30,81. Já a Ultrapar acabava de virar para leve alta, com 0,27%, a R$ 26,06.

Conforme os analistas do banco americano, a Vibra tem mais potencial de se beneficiar dessa melhora pelo seu perfil pure play, focada em distribuição de combustíveis. Como a maior parte do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) da Vibra está associada à distribuição de combustíveis, o banco acredita que a companhia está melhor posicionada para capturar esse ciclo positivo do setor.

Ainda que a Ultrapar também se beneficie com a diminuição da informalidade, o banco destaca que a companhia tem uma exposição menor à distribuição de combustíveis que o seu par. eldquo;[Essa é] um dos principais motivos para a mudança em nossa preferência relativa e, consequentemente, para o rebaixamento de recomendaçãoerdquo;, argumentam os analistas.

Estratégia pode desperdiçar bom momento

Os analistas destacaram que a Ultrapar pode estar considerando uma diversificação além de seus negócios core (principais). Essa estratégia poderia diluir ainda mais o foco no atual ciclo positivo da distribuição de combustíveis. Para o banco, qualquer investimento inorgânico também pode adicionar complexidade à tese de investimento e trazer incertezas aos investidores.

Por outro lado, a administração da Ultrapar conseguiu executar com sucesso um turnaround corporativo, iniciado em 2021. Esse processo, de acordo com o banco, ajudou a reduzir a diferença entre as margens de distribuição de combustíveis da Ipiranga e da Vibra. eldquo;Em nossa visão, essas melhorias operacionais indicam que a estratégia de alocação de capital da UGPA tem méritos e pode permitir criação de valor no longo prazoerdquo;, apontam.

Ainda assim, a estimativa básica do banco é de que a Ipiranga (negócio de distribuição de combustíveis da Ultrapar) representará cerca de 56% do EBITDA da Ultrapar em 2026. Já para o caso da Vibra, a representação pode chegar a aproximadamente 85%.

Taxas de juros

Em um eventual cenário de queda de taxas, como já foi sinalizado pelo Banco Central, a Vibra também tem mais chances de ganhar, por ser mais alavancada que a Ultrapar.

A análise de sensibilidade do Goldman indica que cada queda de 1 ponto percentual na taxa média de juros pode se traduzir em um aumento de 4% no lucro líquido da Vibra. Enquanto para a Ultrapar, o aumento seria de 3%. A queda na taxa de juros ainda pode garantir um re-rating para a Vibra no futuro.

Fonte/Veículo: InfoMoney

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