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A procuradora-geral do Estado de Michigan (EUA), Dana Nessel, ingressou com uma ação antitruste contra diversos representantes da indústria petrolífera no país. O processo aponta que as empresas fizeram cartel para conter o avanço de carros elétricos.

Trata-se de ação coordenada entre empresas concorrentes para fixar preços, dividir fatias de mercado ou combinar estratégias. A postura anticoncorrencial, no caso, teria como objetivo limitar a oferta de energia para recarga dos veículos.

A resposta da indústria de petróleo

Por um lado, a American Petroleum Institute classificou o processo como infundado. Segundo a empresa, a decisão sobre a política energética deveria ser tomada pelo congresso, não por tribunais.

Já a Chevron disse que ações semelhantes foram rejeitadas em outros estados e que Michigan ainda é dependente de combustíveis fósseis, tanto para locomoção, como para geração de emprego e renda.

Atraso na oferta de recarga para carros elétricos

Em um documento de mais de 100 páginas, Nessel descreve uma suposta estratégia para conter o avanço de tecnologias limpas. Dentre as ações, ela destaca o atraso proposital na instalação de carregadores em postos de combustíveis, a postergação de projetos de eletrificação e até mesmo a disseminação das famosas eldquo;fake newserdquo;, ou seja, campanhas de desinformação sobre veículos elétricos e energia renovável.

O texto afirma ainda que essas práticas afetam o mercado de energia primária como um todo e, sem essa intervenção, os carros elétricos já teriam alcançado novos patamares, ajudando inclusive na redução de custos para os consumidores e para o governo.

Apesar de outras iniciativas que já tentam relacionar a indústria do petróleo à crise climáticas, essa é uma das únicas que visa aplicar a lei antitruste nesse contexto.

O que é antitruste

Também conhecido como direito de concorrência, a lei eldquo;antitrusteerdquo; visa evitar que grandes conglomerados obtenham o monopólio de um determinado setor. Ela proíbe práticas anticompetitivas na intenção de promover a concorrência leal, evitar abuso de poder no mercado e garantir melhorias competitivas em preço e inovação.

Sendo assim, a ação protocolada por Nessel supõe que as grandes empresas de energia estão manipulando o mercado em conjunto e prejudicando a livre-concorrência.

O que dizem as montadoras

O mercado parece dar alguns passos para trás. Depois de anos de acelerada expansão dos elétricos, agora, as montadoras indicam que voltarão a investir em veículos à combustão.

General Motors, Stellantis e Ford afirmam que o movimento é apoiado nas escolhas dos consumidores e que a demanda dos veículos elétricos foi abaixo da esperada.

Contexto político trava evolução do carro elétrico

Apesar de parecer um contrassenso, o recuo da aposta nos elétricos não é - necessariamente - uma surpresa. Desde o início do novo mandato federal nos Estados Unidos, foram realizadas várias ações que desfavorecem a expansão de novas tecnologias, como: a reversão das regras de eficiência energética, corte de subsídios à infraestrutura de recarga e eliminação de créditos fiscais para carros elétricos.

Fonte/Veículo: Jornal do Carro

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