Sindiposto | Notícias

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) agendou para fevereiro duas auditorias na sonda de perfuração contratada pela Petrobras para o primeiro poço em águas ultraprofundas na bacia Foz do Amazonas.

A unidade está parada desde o dia 4 de janeiro, quando a estatal detectou um vazamento de fluido de perfuração durante as operações, que foram alvo de um dos processos de licenciamento ambiental mais conturbados do país.

As auditorias da ANP foram agendadas para a primeira e a segunda semanas de fevereiro e são fundamentais para a retomada da perfuração do poço, chamado Morpho, considerado pela área energética do governo e pelo setor um marco na busca por novas fronteiras petrolíferas no país.

A primeira auditoria, diz a agência, vai focar o sistema de gerenciamento da segurança operacional da estatal. Além disso, técnicos do órgão regulador vão coletar informações sobre o vazamento e acompanhar os trabalhos de investigação das causas e eventuais adequações da sonda.

Na semana seguinte, a ANP fará uma auditoria remota. A agência não informou, porém, o teor dessa segunda atividade.

Na sexta-feira (23) a Petrobras afirmou ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) que as causas do vazamento ainda estão sendo investigadas. Disse também que havia iniciado reparo em duas linhas que levam fluido de perfuração da sonda ao poço.

Trata-se de um dos poços mais profundos do país, com lâmina de#39;água (distância entre a superfície e o fundo do mar) de 2.900 metros. As fortes correntes na região eram apontadas por organizações ambientalistas e pelo próprio Ibama como um desafio adicional à atividade.

A Petrobras chegou a perfurar 95 poços na bacia, que teve seu pico de exploração na década de 1970. Destes, 31 foram abandonados por dificuldades operacionais. Na última tentativa, em 2011, por exemplo, a Petrobras suspendeu a perfuração devido a fortes correntezas.

Nenhum destes poços encontrou volumes significativos de petróleo e gás. A única descoberta na bacia foi feita em 1976, mas abandonada por dificuldades logísticas, segundo dados da ANP. A bacia foi deixada de lado pela Petrobras nos anos 1980, depois da descoberta da bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro.

A região voltou a atrair o interesse da indústria do petróleo após a descoberta de reservas gigantes na Guiana, cujo subsolo guarda semelhanças geológicas com a margem equatorial brasileira, que vai do litoral potiguar à fronteira com a Guiana Francesa.

Procurada, a Petrobras ainda não comentou o agendamento das auditorias da ANP. Na carta enviada ao Ibama na sexta, diz que "não há qualquer problema com a sonda ou com o poço, ambos permanecem em total condição de segurança".

"A ocorrência não oferece riscos à segurança da operação de perfuração, tampouco ao meio ambiente", completou. Afirmou ainda que a atividade de perfuração do poço seria retomada após a conclusão do reparo das linhas.

Fonte/Veículo: Folha de São Paulo

Leia também:

article

Raízen pode aumentar capital em US$ 1,5 bi

O aumento de capital da Raízen, que está em processo de reestruturação, é estimado por fontes de [...]

article

Banco Central mantém Selic em 15% ao ano pela 5ª vez

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central manteve inalterada nesta quarta-feira (28 [...]

article

Petrobras tem reservas para manter produção até 2038

A Petrobras encerrou 2025 com reservas de óleo, condensado e gás natural suficientes para manter [...]

Como posso te ajudar?