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Os preços do petróleo voltaram a subir nesta sexta-feira (23), um dia depois do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar mais uma vez o Irã e gerar preocupações sobre o fornecimento de petróleo bruto. Segundo Trump, os EUA têm uma eldquo;armadaerdquo; seguindo em direção ao país do Oriente Médio.

Desde a escalada dos protestos no Irã, Trump vem ameaçando intervir no país. De acordo com o próprio presidente em entrevista à repórteres a bordo do Air Force One, o governo americano mobilizou navios de guerra em direção à Ásia-Pacífico. Trump também reforçou a pressão que tem feito sobre Teerã e seu programa nuclear.

Em resposta à declaração, os preços do petróleo, que haviam caído cerca de 2% na sessão de quinta-feira, começaram a manhã desta sexta em alta, refletindo a preocupação do mercado de energia. Atualmente, o Irã produz mais de 3 milhões de barris de petróleo por dia, sendo um importante ator no mercado global.

Os contratos futuros do Brent, referência internacional, com vencimento em março, subiram 1,8%, para US$ 65,20 por barril, por volta das 10h04 no horário de Brasília. Aqui no Brasil, as ações do Petróleo (PETR3/PETR4) abriram a sessão em R$ 36,28 e R$ 33,58. Após o fechamento, a PETR3 encerrou o dia com uma alta de 3,97%, a R$ 37,72, e a PETR4 foi a 4,35%, sendo negociada a R$ 35,04. Com isso, ajudaram a impulsionar o Ibovespa para mais uma sessão de ganhos, na contramão do exterior.

O Goldman Sachs também elevou a recomendação de PRIO (PRIO3) de neutro para compra, com preço-alvo de R$ 58,45. As ações da petroleira subiam no início da tarde 4,74%, R$ 48,44. Conforme os analistas, a expectativa é de que haja um forte crescimento orgânico da produção e maior visibilidade para dividendos.

O que esperar do petróleo agora?

Para o JPMorgan, apesar das tensões com os EUA, o prêmio geopolítico incorporado ao preço do petróleo é limitado. Neste ponto, os analistas estão se referindo tanto à recente declaração do presidente Trump sobre o Irã, quanto às investidas sobre a Venezuela, que também pressionaram os preços.

De acordo com o banco, mesmo com a ameaça recente do presidente americano, a perspectiva de uma ação imediata dos EUA contra Teerã perdeu força na última semana, com ambos os países dispostos à diplomacia.

O mesmo vale para a Venezuela, que tem diminuído a volatilidade à medida que as exportações do país se aceleram. Segundo os analistas, o prêmio cedeu ainda mais após o presidente Volodimir Zelenskyy anunciar a primeira reunião trilateral, que ocorrerá nos Emirados Árabes Unidos ainda nesta sexta.

Fim da sequência de quedas?

Mesmo com a diminuição de riscos geopolíticos, os analistas do JPMorgan acreditam que as interrupções de oferta ocorridas em janeiro forneceram suporte suficiente para manter os preços acima do valor justo.

Questões como a interrupção na produção do Cazaquistão e nos fluxos do oleoduto CPC (majoritariamente petróleo cazaque) tiveram forte impacto sobre o preço do petróleo. A desaceleração no ritmo de aumento dos estoques globais visíveis, que caiu para 0,7 mbd nas últimas duas semanas, contra 1,7 mbd nas quatro semanas anteriores, também impulsionou os preços.

Esses fatores, entretanto, não são suficiente para impulsionar uma alta sustentada neste momento, afirma o banco. Em parte pela demanda sazonal fraca e o excedente mais amplo do mercado. Dessa forma, os preços não devem cair muito, mas também não devem subir com tanta força no futuro, com um potencial de valorização limitado.

Fonte/Veículo: InfoMoney

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