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Os preços do barril do petróleo voltaram a ter grandes oscilações nas primeiras semanas de janeiro, devido às tensões geopolíticas em países importantes para esse mercado, como a Venezuela e o Irã.

O cenário gera incertezas sobre os reajustes nos preços dos combustíveis no Brasil, tema sensível sobretudo no começo de um ano eleitoral.

  • Depois de cinco dias consecutivos de alta, na quinta (15/1) o Brent recuou 4,14%, a US$ 63,76 o barril. Já o WTI encerrou o dia a US$ 59,19 o barril, queda de 4,56% .
  • A recente sequência de alta vinha sendo sustentada pelas incertezas sobre o Irã, um dos maiores produtores do mundo. O país enfrenta uma onda de protestos contra o atual governo.
  • Os preços voltaram a cair depois da sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que não vai atacar o país. Trump vinha apoiando as manifestações nos últimos dias.

Outro sinal de alívio para o mercado global foi a indicação da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, de que fará reformas para atrair investimentos para a produção de petróleo no país.

  • Segundo Rodrígues, a Venezuela produziu 1,2 milhão de barris/dia em dezembro.

Com o arrefecimento das tensões entre EUA e Irã e a perspectiva de aumento na oferta venezuelana, o mercado global retoma as perspectivas de sobreoferta da commodity que vinham se desenhando para 2026 e apontavam para uma queda nos preços.

  • A commodity vivia uma trajetória de queda antes das crises geopolíticas.

Com isso, há incertezas sobre quando a Petrobras fará mudanças nos preços dos combustíveis para o mercado interno. A estatal tem buscado manter uma política de eldquo;movimentos graduaiserdquo;, sem acompanhar as oscilações de curto prazo.

  • Os preços do diesel estão inalterados desde maio. No caso da gasolina, o reajuste mais recente foi em outubro.

Nas últimas semanas, os preços dos combustíveis da Petrobras ficaram acima das cotações no mercado internacional em diversas ocasiões e abriram espaço para a atuação dos importadores, segundo a Abicom.

  • A entidade estima que o litro da gasolina vendida pela estatal chegou a ficar R$ 0,34 mais cara que os preços internacionais no dia 7 de janeiro. Nesse mesmo dia, o diesel estava R$ 0,17 acima da paridade
  • Na quinta (15), a Abicom estimou que a gasolina seguia R$ 0,22 acima dos preços globais, com espaço para uma redução de 8%. O diesel, no entanto, estava R$ 0,13 abaixo da paridade internacional, com uma diferença de 4%.
  • Ao definir o preço nas refinarias, a estatal não se baseia apenas na cotação do Brent ou na paridade de exportação, mas também na evolução do câmbio e na participação do mercado.

O tópico é sensível para a população, que já vem sentindo no bolso o aumento dos impostos estaduais, que entrou em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026.

Fonte/Veículo: Eixos

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