Petróleo despenca 4% com riscos geopolíticos perdendo força
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Fundos administrados pela Reag não serão automaticamente liquidados e permanecerão ativos mesmo após a decretação da liquidação extrajudicial da administradora nesta quinta-feira (15). Os fundos, no entanto, precisarão buscar novas instituições para assumir sua administração, segundo especialistas ouvidos pela Folha.
A liquidação só ocorrerá caso nenhuma instituição aceite assumir a administração dos fundos. Nesse cenário, os investidores podem ter lucro ou prejuízo, a depender do desempenho das aplicações.
"Isso costuma acontecer quando os fundos são pouco atrativos, com baixa rentabilidade ou alta complexidade. Fundos bons e rentáveis geralmente encontram administrador com facilidade", afirma Cristiano Correa, professor de finanças do Ibmec.
Durante o processo de liquidação extrajudicial, os fundos de investimento da Reag ficam congelados e sob supervisão do Banco Central, mas não são encerrados, já que o fundo é um conjunto de ativos pertencentes aos cotistas, não à administradora.
Cabe aos gestores e aos investidores definir, por meio de assembleia, uma nova administradora para os fundos que estavam sob responsabilidade da instituição. "Durante esse período de transição, enquanto não há uma nova administradora formalmente indicada, o fundo fica bloqueado para movimentações. Não há entrada nem saída de cotistas", diz Correa.
Segundo ele, o processo costuma ser conduzido com rapidez pelo Banco Central, que indica um liquidante (administrador temporário que conduz a liquidação) para evitar prejuízos aos investidores. Não há regra que defina um prazo específico.
De acordo com Alexandre Chaia, professor de economia do Insper, o processo de levantamento dos ativos e efetiva transferência costuma ser ágil, desde que haja uma nova administradora interessada.
"O risco é não encontrar uma nova administradora. Se isso ocorrer, o Banco Central pode determinar a liquidação do fundo, iniciando o processo de venda dos ativos e de pagamento aos investidores", afirma.
Para Chaia, há risco para a confiança no mercado caso o processo de transferência falhe e os investidores passem a registrar prejuízos relevantes, o que poderia gerar desconfiança sobre a segurança dos fundos.
"Quando o Banco Central liquida uma instituição que apresenta problemas ou realiza operações irregulares, isso indica que as demais, que não foram liquidadas, estão em conformidade com as exigências do BC", diz.
"Não vejo um impacto generalizado, mas ele pode surgir se houver dificuldade para transferir os fundos para novas administradoras e os investidores começarem a ter prejuízos. Nesse cenário, pode haver desconfiança de que, em casos de intervenção, os recursos aplicados não sejam integralmente recuperados", afirma.
Segundo Luiz Garcia, advogado tributarista formado pela USP e sócio do Tax Group, nesses casos a liquidação de fundos mais simples, não estruturados, costuma levar entre 30 e 90 dias. Já fundos mais complexos, com ativos ilíquidos ou estruturas sofisticadas, podem levar vários meses.
Para Garcia, a relação da administradora com o caso Master não deve, por si só, impactar os fundos. Ele ressalta, contudo, que condutas inadequadas da administradora emdash; como a concessão de garantias indevidas entre fundos ou práticas consistentes de fraude emdash; podem gerar problemas mais graves.
"Nesses casos, podem ocorrer bloqueios cautelares, auditorias mais profundas e atrasos generalizados nos processos", afirma.
A Reag Trust teve a liquidação decretada um dia após a Polícia Federal deflagrar a segunda fase da operação Compliance Zero, que investiga a atuação de fundos de investimento que teriam sido usados para inflar o patrimônio do Banco Master.
Essa nova etapa da investigação teve como alvos endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a parentes dele e a empresários, entre eles Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-dono da Reag emdash;administradora investigada no caso Master e suspeita de envolvimento com organização criminosa.
Após a operação da PF, a defesa de Mansur afirmou que não teve acesso à investigação, mas disse estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
Mansur deixou o cargo de presidente do Conselho de Administração da Reag em setembro de 2025, em meio à crise de credibilidade provocada pela operação Carbono Oculto, que apurou a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de combustíveis e no mercado financeiro.
A liquidação extrajudicial é adotada quando o Banco Central avalia que a situação da instituição financeira é irrecuperável. Nesse regime, o funcionamento da instituição é interrompido e ela é retirada do sistema financeiro nacional. Os bens dos controladores e ex-administradores tornam-se indisponíveis.
A decretação da liquidação não implica, necessariamente, a falência da instituição. O liquidante pode, caso autorizado pelo BC, requerer a falência, que passa a ser conduzida pela via judicial.
Fonte/Veículo: Folha de São Paulo
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