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A estatal petrolífera venezuelana PDVSA começou a reabrir alguns dos poços que ela e parceiros de joint venture haviam fechado em meio a um embargo dos Estados Unidos, com a retomada das exportações de petróleo bruto após a partida de dois carregamentos na segunda-feira (12), segundo três fontes próximas às operações.

As exportações de petróleo do país membro da OPEP permaneceram praticamente paralisadas desde dezembro, com apenas a Chevron, dos EUA, exportando petróleo bruto de suas joint ventures sob autorização americana, deixando milhões de barris retidos em tanques e navios em terra.

A produção total de petróleo bruto do país caiu para cerca de 880 mil barris por dia na semana passada, ante 1,16 milhão no final de novembro. Sua principal região produtora de petróleo, a Faixa do Orinoco, registrou uma redução drástica para cerca de 410 mil, em comparação com 675 mil no final de novembro, de acordo com dados independentes consultados pela Reuters.

Mas, no final de segunda (12), dois superpetroleiros deixaram as águas venezuelanas carregando cerca de 1,8 milhão de barris de petróleo bruto cada, no que podem ser os primeiros carregamentos de um acordo de fornecimento de 50 milhões de barris entre Caracas e Washington, liberando as exportações.

Nesta terça-feira (13), os navios seguiam para o norte, da costa da Venezuela em direção ao Caribe, conforme dados de rastreamento de navios da LSEG, região onde muitas empresas petrolíferas, incluindo comerciantes, produtoras e refinarias, alugam tanques de armazenamento.

A PDVSA ainda não confirmou que o acordo de fornecimento dos 50 milhões de barris foi finalizado. A estatal havia trabalhado para evitar reduções mais profundas na produção, que poderiam ser difíceis de reverter, já que as instalações de produção em alguns campos de petróleo estão desgastadas por conta da falta de manutenção.

A PDVSA e a Casa Branca não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

As tradings globais Trafigura e Vitol obtiveram na semana passada licenças dos EUA para negociar e comercializar cargas de petróleo venezuelano.

As tradings não divulgaram o volume de exportações a que têm direito.

(Reuters)

Fonte/Veículo: CNN

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