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Os possíveis impactos na Petrobras da retirada do ditador Nicolás Maduro do poder na Venezuela e uma possível retomada dos investimentos na indústria de petróleo do país vizinho serão uma das pautas da primeira reunião do ano do conselho de administração da estatal, prevista para o dia 16.

Pelo menos um conselheiro, que falou com a coluna sob condição de anonimato, levará o tema para a pauta. A preocupação é de que, se a Venezuela entrar de fato no mercado formal, isso derrubará os preços do barril do petróleo, o que impactará as margens da petroleira.

Somado a isso, poderá haver ainda uma corrida de investimentos no mercado petroleiro da Venezuela em detrimento do Brasil, o que também prejudicará os resultados da empresa.

Embora seja cedo para previsões mais certeiras, com especialistas projetando mudanças na indústria venezuelana apenas no médio e longo prazo, e incertezas sobre se de fato haverá estabilidade política para essa retomada de investimentos, as expectativas do mercado já são suficientes para fazer subir ou descer os preços do petróleo.

Nesse cenário, se houver quedas prolongadas nos contratos dos barris de petróleo, poderá haver problemas de viabilização dos projetos de investimentos da Petrobras, o que forçará a petroleira a rever seus planos, segundo esse conselheiro.

Consultada, a Petrobras disse que não tem operações na Venezuela e permanece acompanhando o mercado.

Em novembro do ano passado, a estatal publicou seu plano para os próximos quatro anos já com um corte de investimentos, adiamento de projetos e promessa de redução de custos devido ao cenário de queda nos preços do barril de petróleo.

A carteira de projetos em implantação caiu 7%, para US$ 91 bilhões (R$ 487 bilhões). Destes, a empresa considera factíveis no cenário atual apenas US$ 81 bilhões (R$ 433 bilhões), o que chamou de "carteira de implantação base".

O mercado ainda calibra as consequências da invasão dos Estados Unidos à Venezuela no fim de semana. Os preços do petróleo abriram em queda nesta segunda (5), mas depois houve reversão do movimento e, perto das 15h10, o barril tipo Brent, que serve de referência para o Brasil, subia cerca de 1,65%, a US$ 61,75.

No último ano, o barril do Brent caiu cerca de 60%. No início da guerra da Ucrânia, em 2022, o barril chegou a ser negociado a US$ 139 devido ao temor de escassez de oferta da commodity.

Fonte/Veículo: Folha de S.Paulo

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