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A Agropalma anunciou nesta quarta-feira (5/11) a retomada da sua produção de biodiesel no Pará com a inauguração de uma nova planta industrial na capital do Estado após 15 anos fora do segmento. A usina é a primeira do Estado a operar com reação 100% enzimática, tecnologia que substitui o uso de produtos químicos e permite o aproveitamento de resíduos oleosos como matéria-prima.

Com capacidade autorizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para produzir até 36 mil m³ de biodiesel por ano, a companhia prevê iniciar com uma produção anual de 19 mil m³, voltada principalmente ao mercado paraense. O objetivo é suprir a demanda local.

Segundo a Agropalma, a decisão de voltar ao setor foi influenciada pelo aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, que passou de 10% em 2022 para 15% neste ano, com previsão de atingir 20% em 2030. Segundo a empresa, o consumo no Pará deve crescer 50% em cinco anos, passando de 448 milhões para 674 milhões de litros anuais.

eldquo;Estamos muito contentes por retornar ao ramo do biodiesel em um momento que existe um direcionamento e crescimento desse setorerdquo;, disse André Gasparini, diretor Comercial, de Marketing e Peamp;D da Agropalma. Segundo ele, o avanço tecnológico e a clareza regulatória foram fatores decisivos para o investimento.

A produção usará resíduos do processo de extração e refino do óleo de palma, como óleos de lagoa e ácidos graxos. Segundo a empresa, o uso desses subprodutos reduzirá a emissão de 39 mil toneladas de COe#8322; por ano emdash; o equivalente à retirada de 19,7 mil carros das ruas.

eldquo;O biodiesel possibilita reciclar resíduos em escala industrial e gerar um combustível limpo, contribuindo para o desenvolvimento da regiãoerdquo;, afirmou em nota o coordenador da nova unidade, Fabrício Menezes de Souza.

Fonte/Veículo: Globo Rural

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