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As avaliações preliminares da Petrobras para retomar investimentos em etanol, embora não excluam o biocombustível feito a partir da cana-de-açúcar, estão mais propensas à rota do milho como matéria-prima, disseram três fontes da empresa com conhecimento do assunto.

Entre os fatores listados para o eventual favorecimento do etanol de milho estão o custo de produção em queda com a expansão dos cultivos e o forte crescimento registrado no segmento, de mais de 30% no ano passado, enquanto a fabricação de etanol de cana está praticamente estagnada, diante da concorrência com o açúcar pela matéria-prima.

Além disso, a Petrobras estaria interessada também no crescimento da produção no Norte e Nordeste, região deficitária no mercado do biocombustível, mas que registra forte aumento da produção de milho, em especial na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

Se um eventual acordo caminhar mesmo para alguma aquisição de fatias em empresas produtoras de etanol de milho, isso excluiria a Raízen, que tem apenas a cana como a matéria-prima nas mais de 20 usinas em operação.

As ações da Raízen subiram mais de 10% nesta segunda-feira (18), após recuarem mais de 16% na semana passada, quando divulgou um prejuízo trimestral, com impulso de notícias de que a companhia estaria no foco da Petrobras para uma eventual aquisição de participação.

Procurada por meio da assessoria de imprensa, a Petrobras não comentou o assunto imediatamente, enquanto a Raízen disse no sábado que não iria comentar o tema.

Outras vantagens citadas para o etanol de milho estão o e#8288;horizonte de crescimento da fronteira produtiva do cereal e a ausência de competição de matéria-prima com o açúcar, o que propicia e#8288;estabilidade de oferta mesmo em condições de mercado favoráveis para o adoçante.

Embora a Petrobras não descarte a Raízen, já que a companhia é a maior do setor de cana, as fontes falaram que as discussões ainda não acontecem.

Outras duas fontes na Petrobras afirmaram que as negociações para a reentrada no segmento de etanol ainda são preliminares.

A Petrobras afirmou anteriormente que a volta ao setor de etanol emdash;em momento em que o Brasil passa a adotar uma mistura maior de 30% do biocombustível na gasolinaemdash; seria com participações minoritárias nos ativos, a exemplo do que aconteceu no passado.

PETROBRAS NEGA PROJETO DE INVESTIMENTO EM ETANOL COM RAÍZEN

A Petrobras informou nesta segunda em comunicado ao mercado que não há qualquer projeto ou estudo de investimento em etanol ou distribuição com a Raízen, uma joint venture entre Shell e Cosan.

Os esclarecimentos foram emitidos após o jornal O Globo apontar que a estatal estuda investir na Raízen, e analisa diversas possibilidades, como se tornar sócia da companhia ou comprar ativos, o que marcaria sua volta ao setor de etanol.

"Pelo exposto, as informações divulgadas na matéria não procedem e, portanto, não caracterizam Fato Relevante", disse a Petrobras no comunicado.

(Reuters)

Fonte/Veículo: Folha de São Paulo

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