Sindiposto | Notícias

O segundo trimestre de 2025 (2T25) foi marcado por um cenário desafiador para o setor de distribuição de combustíveis, com volatilidade nos preços, margens pressionadas e um ambiente competitivo ainda acirrado. Nesta semana, duas das principais companhias do segmento divulgaram seus balanços. O Grupo Ultra (UGPA3) apresentou seus resultados na véspera (13) e a Vibra Energia (VBBR3) publicou seus números na segunda-feira (11). Às 11h14, as ações da Ultra subiam 4,01%, a R$ 17,64, enquanto o papel da Vibra tinha alta de 0,71%, a R$ 21,35.

Mesmo nesse cenário adverso, a Ultra reportou números acima do esperado e desempenho superior ao de seu principal concorrente, com margem Ebitda de R$ 118 por metro cúbico em Ipiranga, frente a R$ 113 por metro cúbico da Vibra. A Ativa mantém recomendação neutra para UGPA3 e segue acompanhando também a evolução da Hidrovias do Brasil (HBSA3), que apresentou avanços no segundo trimestre.

O Bradesco BBI avaliou que a Ultrapar apresentou resultados levemente acima do esperado no 2T25, com EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente de R$ 1,540 bilhão, já consolidando a HBSA, superando em 2% a estimativa do banco. A margem da Ipiranga ficou em R$ 118/m³, ligeiramente acima da expectativa e da margem da Vibra.

A Ultragaz também apresentou desempenho positivo, com EBITDA de R$ 442 milhões, 5% acima do previsto, apesar de uma leve queda anual na margem unitária. O fluxo de caixa livre antes de dividendos e Meamp;A (fusões e aquisições) foi negativo em R$ 180 milhões, impactado por uma redução de R$ 990 milhões no financiamento a fornecedores, elevando a alavancagem para 1,9 vez ante 1,7 vez no 1T25.

O BBI manteve a recomendação neutra para a Ultrapar e elevou o preço-alvo de R$ 22 para R$ 24 por ação para o final de 2026.

Apesar do bom desempenho no segmento de distribuição de combustíveis, o banco continua preferindo a Vibra no setor, devido à maior exposição a resultados potencialmente mais fortes no segundo semestre e aos riscos regulatórios que ainda envolvem a Ultragaz.

O segundo trimestre de 2025 (2T25) foi marcado por um cenário desafiador para o setor de distribuição de combustíveis, com volatilidade nos preços, margens pressionadas e um ambiente competitivo ainda acirrado. Nesta semana, duas das principais companhias do segmento divulgaram seus balanços. O Grupo Ultra (UGPA3) apresentou seus resultados na véspera (13) e a Vibra Energia (VBBR3) publicou seus números na segunda-feira (11). Às 11h14, as ações da Ultra subiam 4,01%, a R$ 17,64, enquanto o papel da Vibra tinha alta de 0,71%, a R$ 21,35.

Mesmo nesse cenário adverso, a Ultra reportou números acima do esperado e desempenho superior ao de seu principal concorrente, com margem Ebitda de R$ 118 por metro cúbico em Ipiranga, frente a R$ 113 por metro cúbico da Vibra. A Ativa mantém recomendação neutra para UGPA3 e segue acompanhando também a evolução da Hidrovias do Brasil (HBSA3), que apresentou avanços no segundo trimestre.

O Bradesco BBI avaliou que a Ultrapar apresentou resultados levemente acima do esperado no 2T25, com EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente de R$ 1,540 bilhão, já consolidando a HBSA, superando em 2% a estimativa do banco. A margem da Ipiranga ficou em R$ 118/m³, ligeiramente acima da expectativa e da margem da Vibra.

A Ultragaz também apresentou desempenho positivo, com EBITDA de R$ 442 milhões, 5% acima do previsto, apesar de uma leve queda anual na margem unitária. O fluxo de caixa livre antes de dividendos e Meamp;A (fusões e aquisições) foi negativo em R$ 180 milhões, impactado por uma redução de R$ 990 milhões no financiamento a fornecedores, elevando a alavancagem para 1,9 vez ante 1,7 vez no 1T25.

O BBI manteve a recomendação neutra para a Ultrapar e elevou o preço-alvo de R$ 22 para R$ 24 por ação para o final de 2026.

Apesar do bom desempenho no segmento de distribuição de combustíveis, o banco continua preferindo a Vibra no setor, devido à maior exposição a resultados potencialmente mais fortes no segundo semestre e aos riscos regulatórios que ainda envolvem a Ultragaz.

A XP avaliou que o EBITDA acima das suas estimativas foi impulsionado pelos resultados da Ipiranga, Ultragaz e HBSA, que ficaram 9%, 10% e 22% acima das suas projeções, respectivamente. O lucro líquido alcançou R$ 1,15 bilhão, bem acima da sua projeção R$ 327 milhões foi beneficiado em grande parte pelo reconhecimento de créditos fiscais extraordinários, com efeito positivo de R$ 677 milhões.

O BTG Pactual, por sua vez, avaliou que a Ultrapar apresentou EBITDA ajustado de R$ 1,5 bilhão, 4% abaixo do estimado, com destaque positivo para a Ultragaz, que superou a projeção em 6%, e para a Ipiranga, cujas margens ajustadas ficaram em linha após perdas de estoque.

O banco observou que a geração de caixa livre para o acionista foi de aproximadamente R$ 400 milhões, impactada pelo consumo de capital de giro; sem esse efeito, teria sido cerca de R$ 1,25 bilhão.

No detalhamento por segmento, a Ipiranga registrou EBITDA de R$ 678 milhões, afetada pelo corte de preços da Petrobras; a Ultragaz manteve volumes, mas poderá enfrentar pressão com a reforma do GLP; a Ultracargo ficou abaixo do esperado; e a Hidrovias superou as previsões, impulsionada por forte precificação no Norte.

O BTG manteve recomendação neutra para a Ultrapar, com preço-alvo de R$ 21 por ação, destacando que incertezas regulatórias continuam a influenciar a perspectiva para a companhia.

Já a Vibra apresentou EBITDA ajustado e margens abaixo das expectativas, influenciadas por perdas de estoque estimadas entre R$ 40 e R$ 45 por metro cúbico pela XP e pela concorrência com importações a preços inferiores aos da Petrobras. O fluxo de caixa livre para a empresa (FCFE) foi negativo em R$ 170 milhões, impactado pelo capital de giro e pelo aumento da dívida líquida.

Por outro lado, o lucro líquido de R$ 292 milhões da Vibra superou as estimativas da XP (R$ 202 milhões) e do consenso do mercado (R$ 267 milhões).

Os analistas do Morgan avaliaram que os resultados do 2T25 da Vibra enfrentam efeitos negativos, principalmente pelas perdas de estoque e pressão no capital de giro, mas projetam que o segundo semestre deve apresentar sinais de melhora.

Diante desse cenário, o BBI e o Morgan e reiteraram recomendação de compra para Vibra, com preço-alvo de R$ 30.

Outra companhia com parte da operação voltada à distribuição é a Raízen, cujas ações recuam mais de 10% nesta quinta-feira (14) após a divulgação dos resultados. A companhia registrou prejuízo líquido de R$ 1,8 bilhão no primeiro trimestre da safra 2025/26, após registrar lucro de R$1,1 bilhão no mesmo período da safra anterior (2024/25), com impacto de deterioração no desempenho operacional do período.

Segundo a XP, os resultados ficaram em linha com as projeções, refletindo maior alavancagem, ganhos operacionais não recorrentes, impacto de clima adverso na moagem e perdas de estoque no Brasil, ampliadas por manutenção prolongada na Argentina.

eldquo;Olhando para frente, esperamos uma melhora na distribuição de combustíveis, enquanto a ESB pode enfrentar ventos contrários no açúcar, apesar dos ganhos no etanol emdash; um cenário que pode pressionar a companhia a um aumento de capital necessárioerdquo;, avalia a XP.


Fonte/Veículo: Infomoney

Leia também:

article

Autoridades comemoram megaoperação contra o crime organizado no Ercom 2025

Ontem (28), as autoridades participantes da cerimônia de abertura do XII Enc [...]

article

Nota da Federação Brasilcom - Operação contra o crime organizado

A BRASILCOM, em seu papel de defensora da manutenção de um ambiente concorrencial competitivo, sa [...]

article

Nota da Federação Brasilcom - Operação contra o crime organizado

A BRASILCOM, em seu papel de defensora da manutenção de um ambiente concorrencial competitivo, sa [...]

Como posso te ajudar?