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Ao contrário de economistas e importadores de combustíveis, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, não demonstra preocupação com os preços praticados pela Petrobras.

Atualmente, o diesel da estatal está cerca de 20% abaixo do praticado no exterior, e a diferença da gasolina está próxima de 10%.

eldquo;A presidente Magda Chambriard vai saber o momento adequado de fazer as adequações seja para cima ou para baixo. Eu espero que seja para baixo para que a gente possa criar um círculo virtuoso para a economia nacionalerdquo;, disse o ministro em entrevista exclusiva ao CNN Money durante o Fórum Econômico Mundial em Davos.

eldquo;Ela sabe o que precisa fazererdquo;, resumiu.

O ministro ressaltou, porém, que a política de preços da empresa não é um tema que passa pelo governo federal.

eldquo;A questão de preço é decidida no seu board (diretoria), não passa pelo conselho. Com certeza absoluta, a nossa querida Magda (Chambriard) é extremamente responsável, sabe o que precisa fazer, sabe que a Petrobras precisa ser atrativa com os investidoreserdquo;, disse.

Silveira lembra que a estatal petroleira tem preocupação eldquo;não só os investidores nacionais, como os investidores internacionaiserdquo;.

eldquo;E tem feito isso depois que ela assumiu com muita maestria, servindo à companhia, servindo aos dividendos dos acionistas, mas servindo também ao interesse nacionalerdquo;, disse.

O ministro mencionou que o governo federal tem influência apenas no Conselho de Administração da empresa, onde são tomadas eldquo;as decisões estratégicas de investimentoerdquo;.

eldquo;O governo, aí sim, com todo o direito de saber que é controlador da Petrobras, pode direcionarerdquo;, afirmou.

Margem equatorial

Questionado sobre a demora para aprovação das licenças ambientais para exploração da margem equatorial, o ministro disse estar otimista.

eldquo;O Ibama estava esperando esses últimos elementos que a Petrobras entregou há pouco mais de 30 dias. Como eu sou aquele que acredita na boa fé das pessoas, quero acreditar que o presidente do Ibama e a equipe do Ibama vão agora, atendidos todos os requisitos que foram notificados à Petrobras, dar a autorizaçãoerdquo;, disse.

Silveira também defendeu que é preciso continuar com exploração do petróleo enquanto há a transição energética. Um dos argumentos é que o óleo vai ajudar a custear as novas tecnologias.

eldquo;Não é possível a gente virar a chave da Arábia Saudita, virar a chave do Kuwait e dizer: não, você não vai produzir mais uma gota de petróleo até porque a demanda é global. Então, enquanto houver demanda, há necessidade de produção. Enquanto houver necessidade de produção, países, em especial os que estão desenvolvimento, não podem abrir mão dela, mas isso é completamente compatível com a transição energéticaerdquo;, disse.

Fonte/Veículo: CNN

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